Distribuição dos professores contratados por idade e grupo de recrutamento

Davide Martins

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A tabela abaixo apresenta a faixa de idades onde os professores contratados se encontram bem como a respetiva média.

Percebe-se então que a idade média dos professores contratados anda pelos 42,4 anos e…

  • apenas 4 grupos têm uma média de idades inferior a 40 anos (200, 620, 920 e 930).  De referir que o grupo 200 é um dos grupos onde mais professores se aposentarão nos próximo 10 anos (80,5%), pelo que, com a média de idades mais “baixa” tem, de forma razoável, garantido o “rejuvenescimento” do corpo docente;
  • No sentido inverso temos os grupos 430, 530 e 560, onde a média de idades ultrapassa os 50 anos e onde, para agravar tudo, se  prevê uma maior taxa de aposentação.

Com base neste dados é urgente que se criem mecanismos justos de rejuvenescimento docente, permitindo aposentações antecipadas assim como entradas nos quadros de professores mais novos.

Talvez, se houver vontade política e pragmatismo financeiro por parte do Governo, se perceba que o dinheiro gasto nas substituições temporárias (mais de 14 000 por ano) pode garantir um final de carreira digno a quem tanto fez pela educação em Portugal, mitigando um dos maiores desafios da educação – o rejuvenescimento da classe.

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16 comentários

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    • Paulo Anjo Santos on 7 de Dezembro de 2019 at 14:20
    • Responder

    Seria interessante saber quantos professores dos quadros existem em cada grupo, para ter um ideia de quantos se vão reformar até 2030 (aplicando a % do estou do CNE).
    Esta tabela permite ver que existem mais de 10 mil professores com idade superior a 40 anos… pelo menos estes já deviam estar nos quadros, e muitos outros que, tendo menos idade, já têm muitos anos disto. Mas como os governantes querem poupar continuam nesta inexplicável precariedade! A maioria das pessoas não tem noção disto, quando falo com alguém da minha situação profissional (quando me ligam para fazer um estudo por exemplo) noto que as pessoas acham muito esquisito que, com a idade que tenho, seja professor contratado, e mais surpreendidos ficam quando lhes digo que tenho ficado desempregado todos os anos, mesmo sendo pouco tempo… já me recusaram cartões de crédito ou colocaram-me limites muito baixos por causa desta situação.

    • manuel on 7 de Dezembro de 2019 at 14:54
    • Responder

    Não sei como foi elaborada essa tabela de idades. So na escola onde estou em HGP, são dois professores, ambos a 6 anos da reforma, mais ou menos. Claro que este grupo engloba Português….há colegas mais novos.

    • Listas on 7 de Dezembro de 2019 at 16:21
    • Responder

    Manuel já experimentou ver as listas de ordenação e ver que que informações existem nessas listas???

    • Pardal on 7 de Dezembro de 2019 at 18:25
    • Responder


    Este quadro que é aqui apresentado evidencia o envelhecimento do corpo docente. No entanto, não devemos esquecer que este fenómeno é transversal a outros profissionais do sector público.

    Penso que a questão de baixar a idade de aposentação como forma de resolver o problema está completamente descartado por motivos vários, sendo o principal a sustentabilidade das contas públicas, em particular o sistema de segurança social (CGA).

    A questão que se coloca é a forma de mitigar o envelhecimento docente acomodando os custos inerentes. A única forma de o fazer é utilizar de forma faseada o mecanismo de gestão de recursos humanos disponível e que se designa de “pré-reforma: com redução do tempo de trabalho ou com suspensão da prestação do trabalho”.

    Este mecanismo de gestão poderá vir a ser utilizado a partir de finais de 2020 e início de 2021 e permitirá também de forma faseada o rejuvenescimento com a entrada nos quadros de docentes de uma faixa etária mais baixa.

    Colocar a questão como forma de baixar a idade de aposentação é insustentável. Aliás a este propósito devemos tendencialmente caminhar para a uniformização do momento de reforma em todas as categorias profissionais. Apenas aquelas que por motivos atendíveis devem ter um regime especial, de que são exemplo os controladores de tráfego aéreo.

      • Paulo Anjo Santos on 7 de Dezembro de 2019 at 21:01
      • Responder

      Registo que moderaste drasticamente a tua conduta aqui, ainda bem… alguém te deve ter dito que não te pagava mais nada se continuasses no caminho arrogante, nojento mesmo em muitos casos…

      Tenho algumas dúvidas que lancem essa coisa da pré-reforma de que falas, mas como terás certamente ligações a este governo e até referes datas, pode ser que seja verdade…

      Mas os problemas de faltas de professores em algumas zonas dificilmente será resolvido, até porque a maioria daqueles a quem chamas mais novos, já não são tão novos como isso, basta olhar para a idade média dos contratados em cada grupo, uma boa parte deles não está já longe da reforma, daqui a dois ou três anos, muitos já estarão em idade de pré-reforma… para muitos vai ser entrar nos quadros e reformar-se… muitos nem chegarão a entrar nos quadros, que grandes governantes que temos, conseguem que professsores façam toda uma carreira como precários… e depois dizem que não podem deixar que as empresas abusem dos contratos a termo… vai lá vai!

      • João on 7 de Dezembro de 2019 at 21:51
      • Responder

      Ora aí está: os controladores aéreos!
      O Pardal sabe do que fala e das dificuldades que ele, enquanto ave aérea, traz aos controladores desse tráfego.

      • Nowhereman on 8 de Dezembro de 2019 at 1:46
      • Responder

      E se fosses para o diabo que te carregue?

    • maria on 7 de Dezembro de 2019 at 19:09
    • Responder

    Aposentações no 2 º , 3º ciclos e secundário – quantos saem e quantos terão de entrar:

    O número de docentes necessários para substituir os aposentados é inferior ( em 36% ) ao número de professores que se aposentam, pois estes têm um horário lectivo de 14 horas (artº 79) e os “substitutos” terão 22.
    “Grosso modo”, por cada 100 que saiam , entram 64.
    Já no 1º ciclo e pré-escolar a relação é 1/1 (creio).

      • Paulo Anjo Santos on 7 de Dezembro de 2019 at 22:41
      • Responder

      Isso não é bem assim, em primeiro lugar não serão muitos os que conseguem ter a redução máxima «do antigamente» e conseguir ter só 14 horas letivas… por outro lado alguns dos que entram já terão redução letiva, alguns até a máxima, há professores contratados com mais de 60 anos.

      Mas, mais importante que isto, estás a esquecer-te de um efeito que todos se esquecem quando analisam estas coisas. Mesmo que saiam muitos com 14/16 horas letivas e estes sejam substituidos por outros que vão ter 22 horas letivas, é preciso ter em conta que todos os anos há milhares de professores que fazem anos (somos uma espécie rara mas também fazemos anos 🙂 ). Ora, isto faz com que todos os anos sejam necessárias mais horas relativas a isto. Por exemplo, se num determinado grupo, 100 professores fizerem 50 anos durante este ano, e mais 200 fizerem 55, só por este efeito para o ano serão precisas mais 600 horas letivas! Grosso modo, são precisos mais 30 contratados com horário completo! É sobretudo isto que tem feito com que ano após ano sejam precisos mais contratados, mesmo com o número de alunos a diminuir… a isto junta-se obviamente aquilo que todos já contam, a aposentação ou baixa por doença de alguns colegas!

        • Paulo Anjo Santos on 7 de Dezembro de 2019 at 22:44
        • Responder

        Esqueci-me de referir, «mesmo com o número de alunos a diminuir e com alguns professores a passarem aos quadros» o número de contratados vai-se mantendo ou subindo, depende dos grupos…

    • Marta on 7 de Dezembro de 2019 at 21:13
    • Responder

    Se desde sempre todas as classes profissionais, – digo todas, mesmo todas! – desde os políticos aos governadores do BP, aos magistrados, bombeiros, GNR ….. (Mas em portugal há castas, privilegiados) de certeza que hoje todos poderíamos usufruir de uma idade de reforma mais aceitável, sem termos que nos arrastar pelos serviços até quase aos 70. Depois, querem o quê? Milagres? Aos 67 anos não terei, de certeza, a mesma frescura, a mesma paciência , a mesma vitalidade e, sei lá, talvez nem o mesmo discernimento! É a vida! Querem-nos lá sem ânimo? Pois lá andaremos!

      • maria on 7 de Dezembro de 2019 at 21:53
      • Responder

      Marta

      Calma! Caso a idade legal da aposentação se mantenha , há formas de mitigar o natural desgaste dos docentes, principalmente daqueles que se encontram na recta final. Formas que não são onerosas para o Estado.
      Acerca do tema, há 2 ou 3 dias escrevi umas linhas no blog António Duarte/ Escola Portuguesa.

    • Alexandra on 7 de Dezembro de 2019 at 22:48
    • Responder

    E os professores de Língua Gestual Portuguesa? Foram esquecidos?!

    • Iaan on 8 de Dezembro de 2019 at 21:08
    • Responder

    Não estão nessa tabela todos os docentes contratados das listas do concurso nacional. Por exemplo, no grupo 230 só aparecem 610 docentes contratados. Na lista do concurso estão quase 2000!?

      • Ufff on 8 de Dezembro de 2019 at 22:18
      • Responder

      Ora bem… Professores contratados significa isso mesmo! Foram contratados! Não é a média de idades dos candidatos, mas sim dos contratados!

        • AC on 13 de Dezembro de 2019 at 1:22
        • Responder

        Que eu saiba o nome a tabela refere claramente “candidatos”.

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