Há alunos que não vão ter aulas a uma ou mais disciplinas todo o 1º período

Há alunos que não vão ter aulas a uma ou mais disciplinas todo o 1º período

Situação acontece em escolas de Lisboa e no Algarve. Há muitos anos que não havia tantas dificuldades na colocação, asseguram professores

Oano letivo começou há três meses e falta pouco mais de uma semana para acabar o 1º período. Mas há alunos de várias turmas, em particular em Lisboa e no Algarve, que ainda não conseguiram ter qualquer aula a uma ou várias disciplinas nem sabem se e quando virão a ter, segundo diretores e professores ouvidos pelo Expresso.

No Agrupamento de Escolas Mouzinho da Silveira, na Baixa da Banheira, desde o início do ano letivo que duas turmas do 8º ano estão sem professor de Geografia e de Francês, conta Paulo Guinote, professor naquele agrupamento. No Agrupamento da Moita, também na margem sul, falta um docente de História desde o início do ano, afetando turmas do 8º que já em 2018/19 tinham estado sem professor durante dois períodos. Esta semana foi colocado o de Geografia que também estava em falta desde setembro. Alunos do 2º ciclo aguardam ainda que lhes deem Tecnologias da Informação e Comunicação. Na secundária artística António Arroio, em Lisboa, as dificuldades têm existido a várias disciplinas, reconhece a subdiretora Benedita Salema: Filosofia, Educação Física, Geometria Descritiva, Português. Para esta disciplina sujeita a exame nacional, só no final de novembro chegou um docente para uma turma do 12º.

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9 comentários

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    • Zaratrusta on 7 de Dezembro de 2019 at 11:23
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    E que dizer de uma turma do 11º ano do ensino regular, de ciências, que ainda não tem professor de matemática? Não se trata de uma turma do profissional constituída por alunos que não sabem o que é estudar e que agora podem entrar na universidade sem nunca terem feito o mínimo esforço para o conseguir. É uma turma do ensino regular que vai ser OBRIGADA a fazer exame de matemática no 12º ano. As aprendizagens desta turma a matemática estão definitivamente comprometidas. Estes alunos não vão fazer o exame em pé de igualdade com os restantes. O ministério vai ter que assumir as suas responsabilidades, pois não conseguiu garantir as aprendizagens a alunos que querem e podem aprender. O Estado falhou e vai ter que ser responsabilizado. É o futuro destes alunos que está em causa.

    • Paulo Anjo Santos on 7 de Dezembro de 2019 at 14:38
    • Responder

    Concordando a 110% contigo, duvido que o estado venha a assumir alguma responsabilidade, simplesmente porque a sociedade não o pressiona a isso… a não ser que os pais desses alunos consigam sensibilizar a sociedade para a enorme injustiça que isso representa e assim consigam colocar a opinião pública a pressionar o governo. Se não for assim, eles varrem para baixo do tapete e quanto menos se falar do assunto melhor!
    Já agora, podes dizer-me em que escola ou zona isso se passa?!
    Por acaso lembro-me que no meu 12º ano, já lá vão uns anitos, também não tive professor de matemática quase o ano todo. Ainda fiz um mês intensivo num explicador, antes do exame, e consegui a melhor nota da minha escola, um 9. Resultado, tive de voltar a fazer no ano seguinte e só nesse ano é que entrei para a faculdade, perdi um ano!

    • Zaratrusta on 7 de Dezembro de 2019 at 15:45
    • Responder

    Vamos seguir a via hierárquica, a saber: escola (que já fez tudo o que estava ao seu alcance); a seguir delegação regional; ministério; comunicação social; tribunal; tribunal europeu. Vamos pedir apoio parlamentar e jurídico.

    O ministério não pode andar a prometer resolver os problemas de aprendizagem de quem não quer ou não pode aprender, quando nem é capaz de garantir a aprendizagem de quem quer e pode.

    • manuel on 7 de Dezembro de 2019 at 15:57
    • Responder

    O ministério não vai fazer absolutamente nada. Como de costume.

    O que vai acontecer? Os pais vão alimentar o mercado de explicações de matemática a peso de ouro. Os colegas de matemática que aproveitem bem agora, porque quando as passagens administrativas passarem a ser a ordem do dia e os exames forem extintos, acabou-se o filão.

    • Paulo Anjo Santos on 7 de Dezembro de 2019 at 15:58
    • Responder

    Em que zona do país é? Já contactaram os orgãos de comunicação social? às vezes funciona melhor é mais rapidamente que qualquer tribunal…

      • Zaratrusta on 7 de Dezembro de 2019 at 16:03
      • Responder

      Alentejo

        • Paulo Anjo Santos on 7 de Dezembro de 2019 at 16:44
        • Responder

        Pois, e ainda há quem para ai diga que é só em Lisboa e no Algarve que há faltas de professores… isto vai criar muitos problemas e injustiças, e este é claramente um exemplo disso. Como é que vão resolver o problema se os miúdos não tiverem matemática o ano todo ou quase o ano todo? É que nem estou a ver solução para um problema destes, caso se venha a verificar…
        Eu aconselhava a que divulgassem o máximo que pudesses, quantos mais casos o fizerem maior será a pressão sobre o governo para fazer alguma coisa… se os casos se ficarem apenas por blogues como estes o governo não fará nada!

          • Zaratrusta on 7 de Dezembro de 2019 at 21:08

          A nossa esperança ( a dos indefesos do sistema) é que sejam blogues como este que façam a divulgação.

          • Paulo Anjo Santos on 7 de Dezembro de 2019 at 23:02

          Zaratrusta, acho que deviam fazer mais, tentar chamar a atenção dos média, o que se escreve aqui no Blogue só por milagre pode chegar a algum lado importante… a comunicação social vai atrás de audiências e se a coisa tiver audiências a pressão sobre o governo será muito maior… agora tribunais, talvez tenham algum retorno daqui a 10 anos, e para que é que isso serve?! Ainda ontem vi na TV que a família de uma pessoa, que morreu num hospital por um erro médico (deixaram uma tesoura dentro do corpo da pessoa numa cirurgia), recebeu uma indemnização… 25 anos depois, e o que receberam provavelmente não dá para pagar os custos, só no tribunal europeu dos direitos do homem conseguiram alguma coisa.
          Vocês têm de recorrer a coisas mais rápidas, para ontem… mesmo sabendo eu que até para isso, uns conhecimentos dão jeito, é o país que temos… há uns anos soube de uma situação numa escola, que nem era nada de outro mundo, mas meteu-se uma pessoa influente no meio e no dia a seguir o Prof Marcelo falou nisso quando ainda era comentador na TV… é o país que temos!

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