“Ser professor nos dias de hoje é um acto de heroicidade e de sacerdócio” – Joaquim Jorge

“Ser professor nos dias de hoje é um acto de heroicidade e de sacerdócio”

Joaquim Jorge começa por recordar o caso de um professor, no País de Gales, que foi encontrado morto depois de ter sido agredido por um aluno com uma cadeira. Perante este incidente, o também biólogo diz que a vida de um professor “é algo surreal para o comum dos cidadãos” pois “para além de ter que aturar os filhos dos outros, ainda pode ser agredido e maltratado”.

Hoje em dia, ninguém quer ser professor, os professores que continuam, estão mortos que chegue o dia para se reformarem. Não me admira nada, que já haja falta de professores em Portugal. Qualquer pessoa fala de quanto ganha um professor, o que faz ou deixa de fazer numa escola. Todos dão palpites e falam do ensino sem perceberem nada do assunto”, declara, acrescentando que o “Big Brother docente é incrível comparado com outras profissões”.

“Por exemplo, os juízes que pouco se sabe do que fazem ou deixam de fazer e é sempre difícil serem questionados, ao contrário, dos professores que são ‘pau para toda a colher’ , estão por tudo, servem para tudo e são capaz de executar o que for preciso. Os professores são usados para os mais diversos trabalhos numa escola”, assevera.

Antes de concluir o artigo de opinião, Joaquim Jorge recorda uma notícia que saiu recentemente sobre algumas câmaras terem pedido os nomes de funcionários escolares que fizeram greve. De acordo com o fundador do Matosinhos Independente, “este tipo de coacção e pressão é um sinal que se vai acentuar com a municipalização, quer para funcionários, quer para professores” e este, ainda segundo Joaquim Jorge, “é um dos maiores problemas da democracia.

Um dos maiores problemas na democracia é o poder local e o controlo que uma Câmara procura exercer a todos os níveis na sociedade: controlo da imprensa; controlo dos subsídios; controlo das nomeações; entre outros. É sempre muito difícil combater um poder, que se confunde com a câmara. A municipalização será muito má para o ensino e para os professores”, reflete.

Em jeito de conclusão, Joaquim Jorge garante que a “municipalização do ensino é um processo que porá em causa direitos como o da igualdade de oportunidades, reduzirá a autonomia das escolas, abrindo portas à ingerência na sua organização interna pelos presidentes de câmara e potenciará vias de privatização da Escola Pública”.

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10 comentários

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    • Paulo Anjo Santos on 8 de Dezembro de 2019 at 13:41
    • Responder

    E também fala da falta de professores que já se sente… só alguém com um cérebro do tamanho de uma azeitona não vê o que se está a passar!

    • Marta on 8 de Dezembro de 2019 at 16:46
    • Responder

    “Um dos maiores problemas na democracia é o poder local e o controlo que uma Câmara procura exercer a todos os níveis na sociedade: controlo da imprensa; controlo dos subsídios; controlo das nomeações; entre outros. É sempre muito difícil combater um poder, que se confunde com a câmara. A municipalização será muito má para o ensino e para os professores”, reflete.

    Em jeito de conclusão, Joaquim Jorge garante que a “municipalização do ensino é um processo que porá em causa direitos como o da igualdade de oportunidades, reduzirá a autonomia das escolas, abrindo portas à ingerência na sua organização interna pelos presidentes de câmara e potenciará vias de privatização da Escola Pública”.
    Esta é a verdade nua e crua! E esta deveria ser a preocupação urgente, urgentíssima, de todos os professores, funcionários e Diretores. Com a municipalização acabou-se a liberdade de opinião, vigorará a subserviência, o medo, a dependência do poder medíocre aos pequenos tiranos e seu séquito, empertigados de incompetência e vingança. Multiplicar-se-ão as injustiças, atropelos e compadrios . Municipalização = a PARTIDARIZAÇÃO.

    • Pardal on 8 de Dezembro de 2019 at 18:09
    • Responder


    Sobre este texto do professor Joaquim Jorge convém antes de mais referir que este texto é de um professor que por sinal até foi professor em acumulação num conhecido Externato da cidade do Porto que agora se encontra a contas com a IGEC – de seu nome RIBADOURO – devido a inflação de classificações.

    O colega Joaquim nos últimos anos desenvolveu um projecto chamado Clube dos Pensadores o qual terminou. Posteriormente tentou ser candidato à Camarã Municipal de Matosinhos pelo PSD, mas roram-lhe a corda.
    Após essa tentativa abortada, ao serviço do PSD, dedica-se actualmente à sua Candidatura ás eleições autárquicas de 2021 à Câmara Municipal de Matosinhos, através de uma candidatura “independente” designada de “Matosinhos Independente”.

    Faz-me confusão como é que alguém que, em paralelo com o ensino público, acumulou funções num externato e, agora, sendo candidato a uma das Câmaras Municipais que tem a seu cargo as Escolas do município vem mandar um conjunto de atoardas sobre o assunto. Eu percebo!…é uma forma de aparecer e ficar bem visto perante os seus colegas professores. Aliás tudo o que sejam votos em Matosinhos para combater a atual presidente do Partido Socialista serve.

      • Paulo Anjo Santos on 8 de Dezembro de 2019 at 18:38
      • Responder

      Ora, aqui estás na tua praia, é disto é que tu percebes, trafulhices, jogos de interesses, partidarites, politiquices… pensar em primeiro lugar no país, é coisa que não vos assiste!

      Dando como boa a tua informação, é mais do mesmo e o Joaquim é igual a ti, diz que lhe interessa em função do partido que governa!

      Continuas manso… foi no partido, ou foi alguém do blogue que te apertou os parafusos?!

      • Sócas on 8 de Dezembro de 2019 at 19:00
      • Responder

      Disto sabe você, não é Pardal? Se você não escrevesse mais nada, dizia aqui tudo sobre a sua excelentíssima pessoa, os seus propósitos, e o que o move…

    • JJ on 8 de Dezembro de 2019 at 18:37
    • Responder

    Meu caro dei aulas no Externato há mais de 20 anos e nunca me pressionaram para dar boas notas. Essa acumulação foi exercida dentro da legalidade e tinha poucas horas. Até tive filhos de Ministros do PS.

    Em relação ao Clube dos Pensadores foi um projecto que terminou ao fim de 14 anos de existência e convidei personalidades de todos os quadrantes políticos.

    Em relação a minha candidatura em Matosinhos , em 2017 fui convidado pelo PSD local para ser candidato independente , nunca me ofereci ou pedi para concorrer.

    Em relação ao meu projecto Matosinhos Independente é um projecto que tem por finalidade concorrer a CM Matosinhos , um direito de qualquer cidadão. ainda mais para quem é natural de S. Mamede de Infesta – Matosinhos.

    Posto estes esclarecimentos, que os fiz por respeito ao autor do blogue que aprecio e acompanho o seu desenvolvimento.

    Meu caro comente o que leu e deixe- se de fazer juízos de valor sobre a minha pessoa. Eu não o conheço de lado nenhum , e também não me conhece. Quando falar de outra pessoa procure ser preciso é verdadeiro.

    Por fim, disfarce a sua incomodidade com o Joaquim Jorge.

    Até breve

      • Paulo Anjo Santos on 8 de Dezembro de 2019 at 19:17
      • Responder

      JJ penso que fosse o Jorge Jesus! 🙂

      Esta versão do Pardal até é muito soft, até há uns dias ou semanas era muito pior… das duas uma, ou é um dos boys do PS que anda nas redes sociais a tentar influenciar opiniões, ou é um fanático que age por conta própria!

    • JJ on 8 de Dezembro de 2019 at 19:34
    • Responder

    Não. Sou o Joaquim Jorge ( JJ ).

    Obrigado pela dica : )

    • A fisgada do Jorginho on 8 de Dezembro de 2019 at 21:22
    • Responder

    Uma pergunta: se vocês não se gramam nem à lei da bala, por que motivo se dirigem por “meu caro” e até por “querido isto e aquilo…” uns aos outros?

    • Marta on 9 de Dezembro de 2019 at 19:37
    • Responder

    Uma coisa é certa: o Pardal nunca contesta os factos (más práticas) inerentes à municipalização da educação.
    Não há como, certo? Então abramos os olhos e lutemos contra esta proposta horrenda!

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