A FNE realizou um estudo sobre a Educação Inclusiva em Portugal e a aplicação do novo diploma. Fica a notícia com as principais conclusões.
Mais de metade dos professores não compreendem conceitos do diploma da educação inclusiva
“Como pode uma lei estar em vigor se os princípios estruturantes da mesma ainda não estão compreendidos e assimilados por aqueles que a vão aplicar no terreno?”, questiona a FNE, a propósito dos resultados do inquérito que promoveu sobre o novo regime de educção inclusiva, que substituiu o da educação especial.




9 comentários
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E, mesmo aqueles que “compreenderam e assimilaram” na perfeição os “princípios estruturantes” da coisa, consideram que o binómio “princípios estruturantes ” e re-a-li-da-de funciona em harmonia ?
Ou, vá lá , funciona mais ou menos, justificando os milhões gastos ?
Infelizmente, este é só mais um exemplo de com os sucessivos governos gerem a nossa sociedade: tudo está invertido. Em vez de se começar a edificar pelos alicerces, começa-se pelo telhado; primeiro faz-se e depois logo se vê para remendar.
Não é preciso ser-se muito inteligente para perceber que só por mero acaso é que alguma coisa irá funcionar com este tipo de metodologia. Como tal, nada que começa dura e, daí, a necessidade sucessiva de mudar para ver se para a próxima irá resultar. Somos todos cobaias de um sistema ineficaz, porque nada é construído com método: nada é pensado, planificado, iniciado pelo princípio, testado para depois ser aplicado. Em relação aos decretos-lei 54 e 55, especificamente, as pessoas que tiveram de os pôr em prática (os professores) tomaram conhecimento da sua existência 1/2 semanas antes.
É, no mínimo, ridículo… só mesmo neste país cujos oriundos, ao comprarem um aparelho novo com o qual não sabem funcionar, primeiro põem-no em prática e depois de não conseguirem obter os resultados ambicionados ou de o destruírem é que vão ler o manual de instruções. Às vezes já é tarde, pois a destruição foi total. Mas andamos todos a aprender com os nossos mandatários. Estes, sim, são bons professores, dão o exemplo e todos fazemos igual.
Sílvia, tudo dito. 100% de acordo
Este também é mais um exemplo que até os sindicatos estão a leste do paraíso.
O modelo NAO FUNCIONA, quero o entendam ou não.
Pelos vistos você é que anda a leste do paraíso, uma vez que isto é o resultado de um levantamento/estudo feito pelos sindicatos da FNE!
Sim para tentarem entenderem é que tiveram de mandar fazer o estudo
Em qualquer investimento que se faça ( e este é um deles), manda a razoabilidade que seja ponderada a relação CUSTO/ BENEFÍCIO . Ora, neste caso, o custo, bem sabemos , é enormíssimo – em salários e outros.
E o benefício, onde está, ou em que medida existe ?
O cidadão contribuinte tem de olhar para isto segundo este prisma. Para mais , os recursos financeiros são finitos e exíguos , sendo intolerável a ligeireza com que são delapidados , principalmente quando conhecemos importantes sectores, serviços ou auxílios que estão à míngua.
À consideração do super-ministro das Finanças …
A principal questão aqui, é que dá muito mais trabalho aos professores o novo modelo de educação inclusiva. E uma grande parte deles (felizmente nem todos) não estão preparados nem sequer sensibilizados para o assunto. Porque para haver uma verdadeira educação inclusiva os educadores devem ser um dos agentes promotores da mesma.
Quando já ouvi da boca de uma professora do 1º ciclo “O miudo é deficiente o que é que querem que eu faça? Os professores de educação especial que tratem dele e os pais se não estão satisfeitos que o “metam” numa escola de defs””
Anos mais tarde, para “ter menos trabalho” a mesma professor tira a pós graduação em ensino especial porque “ter uma turma e ser responsável por os ensinar a ler e escrever dá muito trabanho”. Agora, relativamente às crianças que deveria acompanhar responde “a psicóloga da escola que resolva, eu não sou psicóloga, o que querem que eu faça?”.
Triste, muito triste. Felizmente não se passa na escola dos meus filhos. O conhecimento que tenho deste caso deve-se ao convívio familiar que tenho com a sra. Porque, garantidamente, se isto se passasse com os meus filhos ou no ambiente escolar que acompanho, eu já tinha exposto o caso à direcção da escola, etc.
Em contraponto, tenho o exemplo que acompanho diariamente, da escola dos meus filhos, que, não por obrigação, mas por ideoligia, é desde sempre uma escola verdadeiramente inclusiva. TODAS as crianças são acompanhadas e incluídas nas activaidades da escola. Os alunos ao conviverem diariamente com o que para nós é a diferença aprendem tanto e encaram tudo com tanta naturalidade que é muito bom de ver.
Não admito outra coisa que não seja uma Escola Pública inclusiva e , se o que relatou é verdade, a atitude é lamentável… O que constato, pelo menos no meu agrupamento, é de uma preocupação de incluir todos os alunos… Agora o que se discute é a legislação… Tanto o 54, como o 55 são palavrosos, burocráticos, mal redigidos, pouco claros, de difícil aplicação, dúbios , extremamente dúbios, no que preconizam… Foram atirados para cima dos professores e das escolas… Não funcionam, nunca irão funcionar e criaram desigualdades enormes dentro do Ensino Público. Depois incluir alunos não pode ser colocá-los dentro de salas de aula, onde muitas vezes se sentem perdidos, e ainda cortar nos meios necessários para os alunos com deficiência… Criou-se legislação que exige mais recursos, mas os recursos nem vê-los…
Quanto à 55, a da flexibilidade, além de ter uma matriz ideológica de que muitos professores não perfilham, de se meter directamente, e isto é grave, por decreto, nos métodos de ensino de cada professor, é uma teia burocrática que cria desigualdades enormes nas escolas e trata , pelo seu esquema piramidal, alunos trabalhadores e esforços da mesma maneira que alunos” calaceiros” e amantes do ócio. Isto não é justo! Depois tem um objectivo que não é o sucesso dos alunos, mas o sucesso a qualquer custo e o fim das retenções… para este desiderato usa o já citado esquema em pirâmide que torna quase impossível reter um aluno e transita-os na ignorância… Leis justas não são as diminuem as dificuldades e criam um ensino conveniente , mas aquelas que exigem de todo o sistema, também dos professores, também dos alunos, que trabalhem para maximizar as potencialidades do sistema e dos indivíduos… Não é acontece com a actual legislação apesar de toda a retórica contrária, maximizada pela máxima” é fácil reprovar um aluno”… como se a maioria, larga maioria , dos professores tivesse algum interesse em reter um aluno que não seja , que não pense, legitimamente, que poderá ser em seu benefício a consolidação de aspectos curriculares que num ano posterior não irá conseguir…