Dezembro 2024 archive

Aprovadas novas medidas para facilitar recrutamento de professores

Aprovadas novas medidas para facilitar recrutamento de professores

O Governo aprovou novas medidas para facilitar o recrutamento de professores, que incluem a simplificação da abertura dos cursos para licenciatura e mestrado em educação e ensino, anunciou o ministro da Presidência.

“É sabido que, por inação passada, Portugal tem hoje um desafio enorme de, até 2030, ter de recrutar mais de 30 mil professores”, justificou António Leitão Amaro na conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros.

Segundo referiu, o executivo aprovou a simplificação da abertura dos cursos para licenciatura e mestrado em educação e ensino, assim como o reconhecimento da formação prévia dos candidatos.

“Um doutorado em Química não tem, no seu processo de mestrado para ensino, de voltar a fazer cadeiras de Química”, exemplificou o ministro.

Está também prevista a atribuição de incentivos aos orientadores, seja através de uma redução da carga letiva ou de um suplemento até 1.070 euros por assumirem essa função, referiu o António Leitão Amaro.

Outra das medidas passa pela atribuição de uma bolsa de 3.600 para estudantes de mestrado, adiantou o governante, ao considerar que, com isso, o Governo pretende que “não deixem de ser estudantes em educação e ensino por falta de meios”.

“Trata-se de uma aposta importante em acelerar a formação. Para ter mais professores era necessário valorizar a sua carreira, mas também melhorar a atratividade e a facilidade no sentido de ser possível a concretização da formação inicial e continua dos professores”, salientou o ministro.

Leitão Amaro anunciou ainda que o Governo decidiu renovar as parcerias com instituições de ensino superior dos Estados Unidos, caso das universidades Carnegie Mellon, Berkeley, Austin e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

“Essa renovação foi colocada em crise no passado. O juízo que fazemos é que elas são importantes e úteis e, por isso, decidimos renovar essas parcerias até 2030, aprovando a despesa para esse período”, avançou.

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Vencimento Base 2025 (Classe Docente)

Foi hoje aprovado o aumento salarial para 2025, sendo que para todo o vencimento inferior a 2.630€ haverá um acréscimo de 56,58€. A partir dos 2.630€ o aumento será de 2,15%.

Deixo assim a tabela do vencimento base para cada um dos 10 escalões da carreira docente. Logo que tenha as tabelas de IRS farei os respetivos cálculos para cada situação.

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ADSE I.P. Anuncia Novos Benefícios para 2025

A ADSE I.P. anuncia hoje um conjunto de medidas transformadoras, que reforçam o compromisso com mais e melhores cuidados de saúde em 2025

 

Estas mudanças refletem o empenho permanente da ADSE I.P. na garantia de acesso a cuidados de saúde mais inovadores, vantajosos e equitativos, mesmo em momentos de maior desafio para os beneficiários.

As alterações nas Tabelas do Regime Convencionado e do Regime Livre asseguram maior tranquilidade e confiança e reforçam a parceria com os prestadores da Rede ADSE, respondendo, assim, às necessidades dos mais de 1,3 milhões de beneficiários.

Destacamos o expressivo montante da redução dos encargos para os beneficiários, estimado em aproximadamente 11,2 milhões de euros anuais, bem como o aumento médio de 6% nos valores pagos aos prestadores na Tabela do Regime Convencionado.

Principais medidas
  • Os beneficiários suportarão um custo máximo de 500€ por qualquer cirurgia realizada no Regime Convencionado, assumindo a ADSE todo o restante valor
  • Aumento do reembolso pago aos beneficiários pelas consultas no Regime Livre, com a inclusão de consultas de nutrição e teleconsultas
  • Aumento do valor pago aos prestadores no Regime Convencionado, pelas consultas de especialidade, clínica geral, psicologia clínica e nutrição
  • Revisão abrangente dos preços da Tabela de Enfermagem
  • Revisão de preços em 74 códigos cirúrgicos do Regime Convencionado, com inclusão de técnicas inovadoras
  • Abertura de 52 novos códigos cirúrgicos no Regime Convencionado
  • Simplificação de procedimentos.

Para saber todos os detalhes, consulte:
Comunicado: “ADSE I.P. Anuncia Novos Benefícios para 2025”

 

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ADSE – Limite Máximo de 500€ no Copagamento Em Qualquer Cirurgia

A ADSE apresentou ontem ao seu Conselho Geral um conjunto de novas medidas a entrar em vigor em 2025. A principal medida apresentada prende-se com o limite máximo de 500€ que o beneficiário da ADSE pagará por qualquer cirurgia.

Esta é uma boa medida para todos os beneficiários da ADSE que muitas vezes tem de pagar mais de 2000 e 3000€ de comparticipação numa cirurgia.

 

 

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Depois das Freguesias Podiam Ser Desagregados Alguns Mega Agrupamentos

No entanto, parece-me que com o tempo nunca mais se ouviu falar na desagregação dos mega agrupamentos escolares.

Talvez por acomodação e habituação aos mesmos.

Mas as freguesias continuaram a lutar por se desagregrarem.

 

Parlamento avalia fim de 110 uniões de freguesias. Veja quais

 

 

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Governo pede a reformados que reforcem apoios nas escolas de forma voluntária

Professores que aceitem regressar podem dar explicações a alunos ou ser mentores de docentes mais novos em regime de voluntariado. Diretores receiam que trabalho “pro bono” não vá atrair mais candidatos para as escolas.

Governo pede a reformados que reforcem apoios nas escolas de forma voluntária

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Presidente da República promulga decreto da AR sobre reinscrições na CGA

Presidente da República promulga decreto da Assembleia da República

Tendo sido ultrapassada a objeção que fundamentou o veto presidencial, em agosto passado, ao diploma do Governo, o Presidente da República promulgou o decreto da Assembleia da República que procede à interpretação autêntica do n.º 2 do artigo 2.º da Lei n.º 60/2005, de 29 de dezembro, que estabelece mecanismos de convergência do regime de proteção social da função pública com o regime geral da segurança social no que respeita às condições de aposentação e cálculo das pensões.

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Medidas do A+A e ponto de situação

Foram 4 notas informativas que chegaram hoje às escolas.

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E São Dados Validados?

Cerca de dois mil alunos não têm aulas a uma disciplina desde o início do ano

 

Este primeiro período letivo está a ser marcado pela devolução de muitos computadores de alunos que não beneficiam da ação social escolar. São equipamentos que se juntam aos milhares que estão por arranjar.

Cerca de dois mil alunos não têm aulas a, pelo menos, uma disciplina desde o início do ano, segundo estimativa do movimento “Missão Escola Pública”.

À Renascença, a porta-voz, Cristina Mota, acrescenta que pelo menos 32 mil alunos já tiveram falta de pelo menos um professor, durante este ano. Ambos os dados são superiores aos que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, indicou no Parlamento.

Cristina Mota diz que a única medida com impacto para inverter o cenário de alunos sem aulas, é a do aumento do número de horas extraordinário feitas pelos professores. Outras, como o regresso de aposentados, o adiamento das reformas e a integração de bolseiros, mestres e doutorados “ficaram muito aquém”.

Este primeiro período letivo está a ser marcado pela devolução de muitos computadores de alunos que não beneficiam da ação social escolar. São equipamentos que se juntam aos milhares que estão por arranjar.

“Encontram-se em arrecadações, empilhados, e não tem havido resposta. Ainda tivemos a surpresa da Internet não estar a ser cedida a alunos que não são subsidiados. Temos alunos a devolver os equipamentos, tendo em conta que não têm acesso à Internet”, explica.

Também muitas escolas tardam em ser intervencionadas. Anunciadas no ano passado pelo anterior governo, as prometidas obras em 451 escolas tardam em arrancar, obrigando muitos alunos a recorrerem aos cobertores para não passarem frio na sala de aula.

“Temos escolas com vidros partidos, onde o frio consegue aceder de uma forma muito mais significativa, sem que tenha solucionado este problema. Está longe de estar resolvido. Não existe nenhuma escola que esteja a ligar os ares condicionados para fazer face ao frio. Têm esse recurso, mas não têm o recurso financeiro para fazer essa manutenção dos gastos associados”, lamenta.

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Uma história de deseducação – Inês Teotónio Pereira

Os alunos portugueses têm vindo a descer nos rankings desde 2015, exatamente o ano em que o meu filho do meio atirou a toalha ao chão porque soube que não ia fazer exames

Uma história de deseducação

Os meus filhos passaram por todas as alterações das políticas educativas dos últimos 20 anos. Não preciso do PISA, do TIMSS ou de qualquer avaliação internacional para aferir o sucesso da Educação em Portugal. Os meus filhos são uma amostragem consistente e suficiente. Andaram em escolas públicas e privadas, fizeram exames e provas de aferição, frequentaram o ensino profissional e o científico-humanístico, passaram pela pandemia em todos os ciclos e experimentaram as diferentes regras de acesso à universidade. Tenho filhos em mestrados, licenciaturas, no secundário e no ensino básico. Estou habilitada.
No dia em que o meu filho mais velho entrou para a escola não havia telemóveis nos recreios. Foi nessa altura que se começou a falar de bullying e de necessidades educativas especiais. A gramática era a mesma de sempre, na matemática faziam-se contas de dividir com vários algarismos e os pais ouviam mais do que falavam nas reuniões de pais. Portugal estava a subir nos rankings das avaliações internacionais. Estávamos em 2006 e não em 1966 ou 1976. O que veio a seguir manteve a rota. Fizeram ambos exames no 9.º ano e mais quatro exames para concluírem o secundário e entrarem na faculdade.
O do meio passou por tudo. Fez o exame do 4.º ano e por ter mais dificuldades do que os outros tinha mais trabalho, aprendeu a ler e a escrever mais tarde, numa altura em que se dizia que a dislexia só podia ser diagnosticada no 3.º ano, mas conseguiu boas notas no final do primeiro ciclo. Desse tempo herdou uma letra bem desenhada e a tabuada decorada. É no segundo ciclo que lhe dizem que já não tinha de fazer exames no sexto ano. Exatamente o que ele queria ouvir. Trocou a matemática e a leitura pelo futebol e os trabalhos de casa por nada. Foi fintando as Aprendizagens Essenciais até ao 8.º ano, altura em que se deixou chumbar. Veio a pandemia e não fez os exames do 9.º ano, não precisou de os fazer no 11.º e só no 12.º se disponibilizou a ser avaliado para poder candidatar-se à universidade. Os que se seguiram passaram pelo mesmo, mas arrumadinhos num colégio privado longe das greves e com direito a exames internos alheios às políticas educativas que reinavam para lá dos portões da escola. O último é produto acabado da pandemia: aprendeu a ler em casa, mal portanto, é dos poucos da turma e do grupo de amigos que não tem telemóvel, e aprende coisas em gramática que nem o Google sabe. Foi com a FIFA que aprendeu inglês, as capitais e a fazer contas de cabeça para poder negociar jogadores. Não sabe o que são exames.
Conclusões que posso retirar desta experiência: os miúdos só estudam se souberem que vão ser avaliados e que as notas contam para alguma coisa, aprender gramática é importante mas quem não sabe ler e escrever bem não aprende coisa alguma, só as famílias que têm os filhos em colégios privados estão a salvo da esquizofrenia do público, os professores estão cansados de tudo, especialmente dos pais. Os alunos portugueses têm vindo a descer nos rankings desde 2015, exatamente o ano em que o meu filho do meio atirou a toalha ao chão porque soube que não ia fazer exames.

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Concurso para 8 Inspetores da IGEC

 

Educação, Ciência e Inovação – Inspeção-Geral da Educação e Ciência

Os oito (8) postos de trabalho destinam-se a ser preenchidos por candidatos com o grau académico de licenciado nas seguintes áreas de formação académica:

Referência A: Economia, Finanças, Gestão, Contabilidade e Auditoria (licenciaturas que se enquadrem nas áreas de educação e formação 314, 343, 344 e 345, da Classificação Nacional das Áreas de Educação e Formação, aprovada pela Portaria n.º 256/2005, de 16 de março) – 3 (três) postos de trabalho;

Referência B: Direito (licenciaturas que se enquadrem na área de educação e formação 380, da Classificação Nacional das Áreas de Educação e Formação, aprovada pela Portaria n.º 256/2005, de 16 de março) – 5 (cinco) postos de trabalho.

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O VozProf Terminou

VozProf: O Silêncio de uma Voz na Educação

 

Mas vai dar lugar ao

Educação e Pensamento: Um Olhar Sobre As Ideias Que Nos Formam

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Há Mais de Uma Década Que Não se Reformavam Tantos Professores

E aqui no blog temos dado conta desses dados mensalmente há mais de uma década .

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Recenseamento 2025 – Consulta / Confirmação de Dados

 

A aplicação que permite aos docentes e aos técnicos manifestarem a sua concordância ou efetuarem reclamação relativamente aos dados introduzidos no Recenseamento 2025, será disponibilizada do dia 16 de dezembro até às 18:00h de Portugal continental do dia 18 de dezembro de 2024.

SIGRHE

 

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“Quem fica calado, esconde melhor a sua dor”?

Não é intencional que este texto seja lamechas, mas se calhar é lamechas… Se for, paciência… Afinal, até as miríficas e indispensáveis Cartas de Amor serão ridículas, intuindo-se que também sejam lamechas, nas geniais palavras de Álvaro de Campos…

Além de lamechas, também é possível que este texto possa ser julgado como um bocadinho chato… Mas, em minha defesa, lembrem-se que Edmund Husserl continua a ser lido, e até idolatrado, por muitos “ devotos fiéis”, apesar de também haver quem o considere como “o maior de todos os chatos”, com uma mensagem iminentemente indecifrável e ininteligível para o comum dos mortais

Agora que já me desculpei, ou pelo menos tive esse intuito,obviamente à procura de justificações que possam levar àabsolvição, cá vai:

Na Escola Pública, cada vez mais, se finge que está tudo bem, cedendo-se, amiúde, à toxicidade da “ditadura” dos afectos positivos e da felicidade impingida, onde dominaa falácia das aparências optimistas e a contenção dos sinais exteriores de desânimo ou de infelicidade

Implicitamente, chega-se, até, ao cúmulo de correlacionar (in)felicidade com (in)competência:

– Quem não é feliz, quem não se mostra feliz, é porque é incompetente…

Mas a realidade, por vezes dolorosa e frustrante, de difícil admissão para muitos, encontra-se frequentemente pontuada por problemas e dificuldades muito concretos, impossíveis de serem ignorados ou escamoteados

Há uns dias atrás, ouvi alguém, afirmar o seguinte:

– “Quem fica calado, esconde melhor a sua dor”…

Quem fica calado, esconde melhor a sua dor? Talvez…

Ainda que também se comunique pelo silêncio, ficar calado acaba mesmo, muitas vezes, por ser uma forma de esconder a dor, de dissimular ou omitir o que realmente se sente

O silêncio de quem fica calado, nem sempre é sinónimo depaz interior, de serenidade ou de apaziguamento… Muitas vezes, essa aparente e ilusória tranquilidade decorre do sentimento de vergonha e do medo de mostrar certos estados emocionais, em particular os que possam ser interpretados como “fragilidades” ou “fraquezas”

Quanta tristeza, quanta solidão, quanta vergonha, quanto desânimo, poderão estar aprisionados no silêncio dos que ficam calados?

Nas escolas parece existir muito silêncio dos que escondem a sua dor, sobretudo motivada pelo desânimo e pela exaustãofísica e psicológica

Tantas vezes se clama por Liberdade, tantas vezes se enaltece a Liberdade, tantas vezes se diviniza a Liberdade, mas tantas vezes não a praticamos connosco próprios…

Suponho que, por vezes, tenhamos medo e vergonha de praticar a Liberdade connosco próprios Talvez tenhamos medo e vergonha da possibilidade de ficarmos “desnudados”, demasiado expostos e à mercê dos julgamentos e do cinismo alheios…

Opta-se, então, muitas vezes, pelo fingimento e também pelos sorrisos forçados

E não estou sequer a falar daquele fingimento com um sentido intencionalmente perverso, destinado a enganar terceiros porvia da falsidade

Estou a falar de um fingimento mais ingénuo, de certa forma também menos doloso, que costuma enganar, em primeiro lugar, aquele que o pratica

E, tantas vezes, se finge tão bem e se é enganado pelo próprio fingimento

Parece, até, haver exímios praticantes da “arte do fingimento”, aparentemente capazes de o elevar ao mais alto patamar, chegando mesmo a “fingir que é dor, a dor que deveras sentem”, assim à laia de um poeta fingidor como o de Fernando Pessoa

Mas com franqueza, que se lixem os julgamentos e o cinismo alheios!

Conseguir verbalizar e exteriorizar o próprio sofrimento ou os problemas que nos afectam, aparece frequentemente como uma impossibilidade: o medo e a vergonha, que nos levam a reprimir a expressão de tais contrariedades, ganham muitas vezes esse desafio…

Nessas circunstâncias, resta-nos a prisão do silêncio, ficar aturdido pelo som do silêncio ou cego pela escuridão do silêncio…

Mas por que raio havemos de ter medo e vergonha de expressar as nossas angústias, os nossos problemas? Acaso isso nos fragiliza? Acaso isso nos torna menores? Acaso isso não faz parte de nós?

Mas por que raio será tão difícil assumir o que nos preocupa, as nossas desventuras, as nossas inquietações ou as nossas inseguranças?

Acaso estaremos rodeados de semideuses, invencíveis, perfeitos, imaculados, sempre virtuosos e acima de qualquer padecimento humano?

Cada um de nós, pelas suas características pessoais irrepetíveis, é um ser único…

Cada um de nós também é um ser inteiro… Quando se abdica de ser inteiro, implicitamente, perde-se a Liberdade, tolera-se a prisão e aceita-se ser coarctado

Quem quererá viver assim?

No ideal, cada um de nós deveria ser capaz de viver a vida na condição de inteiro, sem necessidade de recorrer ao silêncio para esconder a dor, sem medo e sem vergonha de a assumir…

Sem medo, sem vergonha e, já agora, sem esquecer este imperativo:

– “Para ser grande, sê inteiro” (Ricardo Reis)…

Viver é preciso!

A morte, ainda que metafórica, é dispensável e pode esperar…

Que se lixem os julgamentos e o cinismo alheios!

Paula Dias

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Revisão Curricular: um exercício de transparência ou um salto no escuro – José Manuel Alho

O anúncio do primeiro-ministro de rever os programas do ensino básico e secundário poderá ser um exemplo emblemático da desconexão recorrente entre a intenção política e a operacionalização pedagógica. A ausência de detalhes sobre como essa revisão estará a ser conduzida é preocupante, pois sugere uma falta de transparência que compromete a confiança no processo. Como observou António Nóvoa, pedagogo de conhecido renome, “a construção de currículos é um exercício coletivo, e não um ato de gabinete”.

Revisão Curricular: um exercício de transparência ou um salto no escuro 

Esse “exercício coletivo” exige a participação ativa dos professores, profissionais que vivem diariamente os desafios das salas de aula e conhecem, como ninguém, o impacto real de programas pouco ajustados, que têm surgido de derivas vincadamente experimentalistas. Deixar estes agentes de fora, convidando-os somente a responder a inquéritos de diagnóstico, é negligenciar o saber acumulado no terreno, substituindo-o por visões muitas vezes elaboradas por elites universitárias. Estas, frequentemente acusadas de viver numa bolha, têm produzido documentos desfasados das necessidades concretas do sistema educativo, até porque como, em devido tempo, destacou a professora e investigadora Ana Benavente: “A distância entre a academia e a escola é um dos maiores obstáculos à mudança educativa”.

Além disso, a inclusão da Educação para a Cidadania nesta revisão antecipa possíveis alterações numa disciplina já de si controversa. Qual será o impacto? Será uma revisão técnica e pedagógica ou uma interferência ideológica? Sem clareza e sem auscultação, corre-se o risco de aprofundar as clivagens em vez de promover consensos.

O momento exige transparência, diálogo e humildade política para construir programas que sejam não apenas inovadores, mas também realistas e exequíveis. Afinal, como afirmou Nóvoa, “os professores não são meros executores de ordens; são construtores de aprendizagens”.

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Sobre a Reunião FNE/MECI

A Federação Nacional de Educação (FNE) revelou esta sexta-feira que o ministério está a trabalhar para que as escolas saibam, antes do ano letivo terminar, quais as regras e recursos humanos que terão em setembro.

“O ministério da Educação vai antecipar e fazer tudo mais cedo, cerca de dois meses, para que as escolas saibam o que têm pela frente”, anunciou Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE à saída de mais uma ronda negocial sobre vários diplomas relacionados com a vida dos professores, que foi liderada pelo secretário de estado da Administração e Inovação Educativa, Pedro Dantas da Cunha.

Segundo Pedro Barreiros, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) “vai fazer um despacho de organização do ano letivo, que permitirá às escolas saber as regras com que podem lidar ao longo do próximo ano letivo e saber quais os recursos humanos”, prevendo que o próximo concurso de professores esteja concluído “por volta de maio ou junho”.

Entre estas alterações, a FNE voltou hoje a pedir à tutela para que altere o atual regime de mobilidade por doença, que prevê a possibilidade de mudança de escola em caso de os professores ou familiares diretos estarem docentes ou a realizar determinados tratamentos.

“O ministério queria alterar o diploma ainda este ano, mas tal não vai acontecer. Será tratado em sede de negociação do Estatuto de Carreira Docente (ECD)”, explicou Pedro Barreiros, revelando que a reunião agendada para a próxima segunda-feira para debater o ECD foi novamente adiada, agora para 27 de dezembro.

A FNE disse hoje à tutela que “independente do calendário negocial”, a mobilidade por doença é uma das medidas “que têm de ser resolvidas já”: “Não podemos permitir o arrastar de situações para estes professores, queremos que no próximo ano letivo todos possam usufruir desta medida e foi-nos dito pelo ministério que há essa disponibilidade”.

Sobre os diplomas que estão hoje em negociação e que vão desde a recuperação do tempo de serviço, às regras a aplicar aos futuros estagiários e professores orientadores, Pedro Barreiros disse que algumas das propostas apresentadas pela FNE foram acolhidas, mas ainda há um caminho para percorrer.

“Houve a apresentação de uma nova proposta por parte do ministério em que há o acolhimento de um conjunto de contrapropostas que já tínhamos feito na última reunião, a aproximação revela uma melhoraria da versão final do documento”, disse no final da ronda negocial em declaração aos jornalistas.

Entre as boas noticias está a “concordância do ministério para a recuperação integral do tempo de serviço das 12,5 horas de formação”, mas existem questões que continuam sem acordo.

O valor a pagar aos professores que aceitem ser orientadores de estágio, que se mantém abaixo dos 90 euros, é um dos pontos de discórdia dos sindicatos. Se a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defende que devem ser 200 euros, a FNE diz ainda não ter um valor para apresentar, mas que em breve fará chegar ao ministério a sua proposta.

“Vamos apresentar contrapropostas até dia 20, com exemplos concretos daquilo que deverá ser o valor pago. Mas, em termos quantitativos, queremos apresentar uma proposta robusta e sólida e não apenas um valor ao acaso”, disse Pedro Barreiros, considerando também que o valor proposto pelo Governo, “diluído ao longo do ano” e após os respetivos descontos, significa que “se está a ter um trabalho adicional que não é remunerado”.

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Ainda não arrancou a auditoria externa ao número de alunos sem aulas anunciada pelo ministro da Educação

Os erros nos cálculos continuam a ser uma pedra no sapato do ministro da Educação. Se há semanas assumia publicamente a falha, agora o discurso é diferente.

Ainda não arrancou a auditoria externa ao número de alunos sem aulas anunciada pelo ministro da Educação

A discrepância nos dados que surgiram é do ano letivo passado, é preciso lembrar isso, não são da nossa responsabilidade. São números que nos foram dados quando chegámos”, frisou Fernando Alexandre.

Só a partir destes números vai ser possível perceber se o ministro cumpriu a promessa de reduzir em 90% o número de alunos sem aulas durante o primeiro período em comparação com o ano passado. Mas os resultados da anunciada auditoria parecem estar longe da conclusão.

“A auditoria está em contratação, vai ser um concurso público, à partida por qualificação prévia”, garantiu o ministro da Educação.

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Professoras agredidas pedem mais responsabilização das famílias

 

Carla Pais e Maria Ferreira [nome fictício] não se conhecem e têm um problema em comum: são ambas professoras, foram ambas agredidas e as duas sentiram-se abandonadas por um sistema em que os agressores saem “impunes”.

“Impunidade”: Professoras agredidas pedem mais responsabilização das famílias

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Aumento da violência nas escolas obriga a reforço de sanções

Diretores e organizações pedem reforço de meios nas escolas, mais policiamento e sanções disciplinares. Revisão do Estatuto do Aluno é admitida pelo Ministério da Educação.

Aumento da violência nas escolas obriga a reforço de sanções

Os diretores reportam cada vez mais processos disciplinares instaurados a alunos por agressões. As sanções mais graves (transferência de escola ou expulsão) têm de ser decretadas pelo diretor-geral de Educação. Em 2021-2022, foram remetidos 72 processos que resultaram em 18 transferências. No ano passado, foram 99 processos e 35 transferências. Desde setembro, revelou ao JN o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), foram enviados 27 processos que já determinaram a transferência de 8 alunos.

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O ministério não resolve e atira para as escolas

Fernando Alexandre, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, disse esta quinta-feira que esta é a melhor solução para resolver a reparação dos equipamentos. A tentativa de o Ministério resolver o problema tinha falhado já duas vezes, adiantou.

Ministério paga e cada escola resolve o problema dos 45 mil computadores avariados

 

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Info DGAE Nº 4

 

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Tolerância de Ponto

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Diagnósticos há muitos, o que não há são soluções credíveis…

Em 9 de Dezembro passado, foram divulgados os resultados de um Estudo realizado pelo Observatório da Saúde Psicológica e do Bem-Estar, versando sobre a qualidade da Saúde Mental dos Alunos e dos Professores…

Os principais resultados desse Estudo parecem confirmaraquilo que se adivinhava há muito tempo:

A exposição aos telemóveis/ecrãs por parte dos Alunos parece assumir-se como uma dependência… Apesar de a Saúde Psicológica dos discentes ter, alegadamente, melhorado em relação a 2022, uma quarta parte dos mesmos refere alguns sintomas psicológicos preocupantes como irritação, nervosismo, perturbações relativas à higiene do sono e um nível de satisfação com a escola e com a vida que vai diminuindo ao longo dos anos (TVI Notícias, em 9 de Dezembro de 2024);

Metade dos Professores alega sintomas de mal-estar psicológico, entre os quais, nervosismo, tristeza, irritabilidade e dificuldades ao nível do sono, sendo que uma parte significativa dos mesmos refere que já experimentou perturbações psicológicas compatíveis com depressão, stress e ansiedade (TVI Notícias, em 9 de Dezembro de 2024)

Mas o dado mais curioso e sintomático deste Estudo, talvez seja este:

– Menos de 400 Professores mostraram-se disponíveis para avaliar o bem-estar e saúde psicológica (TVI Notícias, em 9 de Dezembro de 2024)

Decorrente do anterior dado numérico:

Os resultados deste Estudo relativos aos Professores serão fiáveis, tendo em consideração o tamanho da amostra e o número muito elevado de indivíduos que fazem parte do universo Docente? A amostra de menos de 400 indivíduos será realmente significativa?  

Segundo a TVI Notícias em 9 de Dezembro passado, os próprios autores deste Estudo apresentaram algumas reservas quanto aos dados disponibilizados…

E, agora, a pergunta obrigatória, que não pode deixar de se colocar:

– Porque motivo(s) tão poucos Professores se disponibilizaram para participar no referido Estudo?

Alvitram-se como possíveis explicações:

Muitos Professores estarão cansados de responder a frequentes Inquéritos/Questionários que diagnosticam muito bem os problemas existentes, mas que acabam por não ter qualquer repercussão ou efeito prático, em termos de resolução das contrariedades sentidas

Diagnósticos há muitos, soluções para os problemas tem havido poucas, portanto, para uma parte significativa da Classe Docente, não valerá a pena ter o trabalho de responder a mais um Inquérito/Questionário, que previsivelmente não terá consequências visíveis;

– Muitos Professores desistiram de “falar”, optando por ficar “calados”, conscientes de que, na verdade, têm sido muito pouco ouvidos ou, até mesmo, convictos de que ninguém os ouve…

Deixou de fazer sentidofalar”, depois de se verificar que, recorrentemente, não se registaram alterações significativas na realidade que rodeia os Professores

Se as opiniões dos Docentes não são tidas em consideração, no sentido de se procurarem as melhores soluções para os problemas por si apontados, o natural é que acabem por se abster…

Em resumo, os problemas são identificados, são bem diagnosticados, mas raramente se passa disso…

Diagnósticos há muitos, mas não soluções credíveis para os problemas identificados

Atacar os problemas na sua origem e adoptar medidas que tendencialmente os eliminem, não costuma fazer parte das medidas de política educativa há muitos anos

O actual Ministro da Educação também parece encaminhar-se para essa linha de actuação:

– Medidas estruturais que tornem a Carreira Docente efectivamente atractiva, como forma de combater a falta de Professores? Não há

Medidas concretas que aliviem o esgotamento físico, mental e emocional que afecta parte considerável da Classe Docente? Não há

– Medidas concretas que aliviem o volume astronómico de trabalho docente, frequentemente gerado por insanas tarefas burocráticas e administrativas que, na maior parte das vezes, não têm relação directa com a leccionação? Não há

– Medidas concretas que impeçam a eventual existência de lideranças autocráticas nas escolas? Não há

Então, afinal, o que é que há como soluções para os problemas?

Bom, existirá sempre a possibilidade de fazer medicação antidepressiva, ansiolítica, hipnótica e/ou sedativa por tempo indeterminado e contribuir, dessa forma, para o consumo desmesurado de psicofármacos em Portugal

Em alternativa, ou concomitantemente, também se poderão frequentar muitas Formações na área da Saúde Emocional, na ânsia de se adquirirem competências socioemocionais e no âmbito do autocuidado psicológico, que permitam aguentar o inferno em que se transformou a vida profissional de muitos milhares de Professores

A chatice é que uma e outra “solução” não passarão depaliativas…

Seja-se, ou não, Médico ou Psicólogo, há que dizê-lo com toda a frontalidade e honestidade:

São paliativas, na medida em que não resolvem os problemas, apenas permitem atenuá-los e adiar a sua resolução. Apenas isso.

Enquanto os problemas não forem debelados na sua origem, enquanto as causas dos problemas não forem eliminadas, tudo o resto serão paliativos…

Não se resolvem os problemas estruturais, de fundo, existentes na profissão docente, mas haverá sempre à disposição um comprimido pretensamente milagroso e/ou alguma “mentoria muito criativa, cujo lema, sarcasticamente, bem poderia ser este:

– Os problemas são nossos amigos, só temos que os conseguir compreender e aceitar!

Concluindo, diagnósticos há muitos, o que não há sãosoluções credíveis, que tenham como principal objectivo eliminar os problemas

Creio que os Professores estão cansados de diagnósticosacerca da sua Saúde Mental… O que querem são soluções concretas e credíveis para os problemas que os afectam…

E a formação inicial de Professores, assim como a formação ao longo da vida profissional, deve incluir a promoção de competências socioemocionais e de autocuidado psicológico?

Deve Deve, desde que não se crie a ilusão e a fantasia de que isso, por si mesmo, basta para resolver os problemas graves que impedem os Professores de se sentirem tranquilos, satisfeitos, focados na função de ensinar e de poderemdesfrutar de uma boa Saúde Mental…

Paula Dias

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Opinião- Alberto Veronesi

 

A Deriva Educativa: Quando a Política Falha na Matemática

TIMSS: enquanto a média internacional de queda foi de 9 pontos, Portugal registou uma quebra de 25 pontos, sem paralelo entre os países europeus participantes.

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Adultos portugueses são dos que têm menos competências na OCDE… e a Culpa é tua.

Programa de avaliação internacional coloca Portugal no fim da tabela nos três domínios analisados: literacia, numeracia e resolução de problemas.

Adultos portugueses são dos que têm menos competências na OCDE

Não é um bom retrato sobre as competências dos adultos portugueses. Pelo contrário. Dos 31 países que participaram no Programa para Avaliação Internacional de Competências de Adultos (PIAAC), promovido pela OCDE, Portugal só ficou à frente de um, o Chile, e bem abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Os portugueses ficam, de resto, na cauda da tabela em todos os três grandes parâmetros avaliados: literacia, numeracia e resolução adaptativa de problemas.

Literacia

Na literacia, 42% dos adultos portugueses pontuaram no nível 1 ou abaixo (numa escala de 0 a 5) – bem acima da média da OCDE (26%) -, o que significa que possuem baixa proficiência neste domínio. “As pessoas no nível 1 conseguem entender textos curtos e listas organizadas quando a informação está claramente indicada, localizar informações específicas e identificar conexões relevantes. Aqueles abaixo do nível 1 conseguem, no máximo, entender frases curtas e simples”, descreve o relatório.

Numeracia

No domínio da numeracia, 40% dos adultos portugueses obtiveram resultados iguais ou inferiores ao nível 1 de proficiência (a média da OCDE é de 25%). Segundo o relatório, “no nível 1 de numeracia as pessoas adultas são capazes de fazer cálculos básicos com números inteiros ou dinheiro, compreender o significado das casas decimais e encontrar trechos de informação em tabelas ou gráficos, mas podem ter dificuldades em tarefas que exijam várias etapas (por exemplo, calcular uma proporção).”

Resolução adaptativa de problemas

Na resolução de problemas, o estudo da OCDE mostra que 42% dos adultos portugueses obtiveram resultados iguais ou inferiores ao nível 1 de
proficiência (média da OCDE: 29%). Neste domínio, “os adultos no nível 1 conseguem resolver problemas simples com poucas variáveis e pouca informação acessória e que não se alteram à medida que se avança para a solução. Têm dificuldade em resolver problemas com várias etapas ou que exijam a monitorização de múltiplas variáveis”, explica o relatório. Já os adultos abaixo do nível 1 “compreendem, no máximo, problemas muito simples, normalmente resolvidos numa única etapa”.

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A Culpa É Tua – Agostinho Oliveira

(…)

Continua aqui:

https://guinote.wordpress.com/2024/12/10/a-culpa-e-tua-agostinho-oliveira/

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Há 45 mil computadores avariados nas escolas

Diretores já receberam verbas para lançarem, a partir de janeiro, concursos para aquisição de novos equipamentos.

Há 45 mil computadores avariados nas escolas

 

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Estudantes exigem fim dos combustíveis fósseis até 2030 em carta ao Governo

Os estudantes prometem que caso o Governo não se comprometa com a reivindicação até ao final de abril de 2025 irão iniciar um período de duas semanas de paralisação das escolas por todo o país

“Não há possibilidade de termos o futuro”: Estudantes exigem fim dos combustíveis fósseis até 2030 em carta ao Governo

Os estudantes prometem que caso o Governo não se comprometa com a reivindicação até ao final de abril de 2025 irão iniciar um período de duas semanas de paralisação das escolas por todo o país

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Escola de Gondomar evacuada durante a tarde devido a ameaça de bomba

A escola EB 2/3 de São Pedro da Cova, em Gondomar, foi evacuada, durante a tarde de hoje, devido a uma ameaça de bomba, que após a intervenção da Brigada de Minas e Armadilhas da GNR, não foi confirmada.

Escola de Gondomar evacuada durante a tarde devido a ameaça de bomba

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MINISTRO DA EDUCAÇÃO ADMITE TORNAR EFETIVA PROIBIÇÃO DE TELEMÓVEIS NOS 1.º E 2.º CICLOS

O ministro da Educação, Ciência e Inovação esclareceu que a orientação é de dar “uma total autonomia às escolas para tomar uma decisão”

MINISTRO DA EDUCAÇÃO ADMITE TORNAR EFETIVA PROIBIÇÃO DE TELEMÓVEIS NOS 1.º E 2.º CICLOS

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Calendário das provas de Monitorização da Aprendizagem para o ano letivo de 2024-2025,

 

Despacho n.º 14526/2024, de 9 de dezembro

 

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Webinar – Avaliação Pedagógica – DGE

A Direção-Geral da Educação (DGE) promove um webinar intitulado “Avaliação Pedagógica: O que se fez, o que se pode fazer, o que é necessário reformular?”, que decorrerá no dia 11 de dezembro de 2024, das 17h00 às 18h30, em formato online.

Este evento, dirigido aos Diretores dos Agrupamentos de Escolas e Escolas Não Agrupadas, sob o mote “Que pode cada escola fazer sobre Avaliação Pedagógica?”, é um convite à reflexão sobre as práticas de avaliação pedagógica, à identificação de áreas de melhoria e ao desenvolvimento de estratégias para apoiar as escolas.

O webinar reunirá diferentes perspetivas e experiências relevantes para a temática, trazidas pelas vozes de Alberto Veronesi, Diretor do Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais; Ana Jordão Alves, Direção do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo; Carlos Ceia, Professor na Universidade Nova de Lisboa; Daniela Ferreira, Professora na Universidade do Porto; Nuno Vieira, Diretor do Agrupamento de Escolas José Cardoso Pires; e Vítor Duarte Teodoro, Professor na Universidade Lusófona.

A sessão de abertura conta com o Diretor-Geral da Educação, David Sousa e a moderação estará a cargo das Professoras Elsa Estrela e Rosa Serradas Duarte.

Poderá assistir à transmissão do webinar através do link.

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Porque não entregaram a auditoria dos números de alunos sem aulas à IGEC?

A IGEC tem competências para realizar auditorias às escolas, porque não realizar a auditoria ao número de alunos sem aulas desde o início do ano letivo e em outros momentos deste período?

O SIEE é dessa opinião. A IGEC é uma instituição que se tem mostrado muito fiável e idónea na sua atividade e conclusão que tira.
Já que o Arlindo não a pode fazer que a faça a IGEC. Sempre sairia mais barato do que contratar uma empresa ou instituição externa.

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Os Directores e os Professores: “uma ferida que não sara”?

O cargo de Director foi criado pelo DecretoLei  75/2008 de 22 de Abril, que concedeu a essa figura um Poder praticamente ilimitado, incluindo a possibilidade de agir de forma autocrática, se for essa a sua vontade

Com o protagonismo que foi outorgado ao cargo unipessoal de Director pelo mencionado enquadramento legal, é provável que muitos Directores se tenham deslumbrado com o seu próprio Poder, o que muitas vezes resultou em inflexibilidade e arrogância, quase sempre culminando na dificuldade de gerir convenientemente as relações interpessoais que obrigatoriamente têm que manter, todos os dias, com terceiros…

Ainda que a maior parte dos dirigentes escolares não prescinda de afirmar a sua condição concomitante de Professor, uma parte significativa da Classe Docente não costuma percepcionar os Directores como efectivos pares, nem comover-se com o seu alegado espírito de missão, nem reconhecer pretensos constrangimentos existentes no exercício de tal cargo

Obviamente que os Directores não serão todos iguais, muitos deles contribuirão, certamente, para a existência de um bom ambiente de trabalho, agindo em função de uma liderança apaziguadora e com espírito democrático, assentes na confiança recíproca, na negociação e no comprometimento mútuo…

Mas, e apesar do anterior, em termos gerais, a relutância demuitos Professores em confiar nos Directores parece insanável e isso dever-se-á, sobretudo, ao facto de se considerar que grande parte das escolas é gerida de acordo com uma incondicional subserviência ao Ministério da Educação e aos seus desígnios…

E passados dezasseis anos desde a publicação do DecretoLei  75/2008 de 22 de Abril não pode deixar de se reconhecer a existência de um fosso assinalável entre os dirigentes escolares e a Classe Docente, muitas vezes referido e assumido pelos próprios Professores, em diversas circunstâncias

O Conselho das Escolas é um órgão consultivo do Ministério da Educação, composto por Directores…

No passado dia 5 de Dezembro, conheceu-se a Recomendação N.º 01/2024 do Conselho das Escolas, datada de 3 de Dezembro de 2024, nomeadamente o que preconiza esse órgão consultivo do Ministério da Educação relativamente ao Regime de Autonomia, Administração e Gestão e ao Estatuto do Diretor

Após essa publicação, não tardaram as reacções de muitos Professores, quase todas no sentido de desaprovar e de censurar as intenções expressas na referida Recomendação…

E, mais uma vez, vieram à tona várias visões opostas e aparentemente inconciliáveis

E, mais uma vez, parece ter-se aberto uma nova ferida, a juntara outras que, há muito tempo, teimam em não sarar,iminentemente incicatrizáveis

E, mais uma vez, desavieram-se os Directores e os Professores, aparentemente sem hipótese de conciliação…

E, no fim, ninguém ganha… Perdem todos…

Perdem todos porque nenhum obterá o que realmente pretendia…

Perdem todos porque é o que geralmente acontece quando, num sistema como uma escola, os organismos que se encontram eminevitável e indispensável interdependência, entram em rupturaou em conflito, latente ou manifesto, ao ponto de colocarem em causa a sobrevivência recíproca…

Metaforicamente, a Recomendação recentemente emitida pelo Conselho das Escolas parece ser o exemplo paradigmático de algo cuja principal consequência acaba por ser a introdução demais entropia num sistema, já de si fragilizado e que, cada vez mais, se vê obrigado a lutar pela própria sobrevivência…

Lamenta-se essa entropia, tão insensata e prejudicial para a sobrevivência do próprio sistema

E o fosso vai sendo alargado, tornando-se cada vez mais intransponível e irremovível

Sarcasticamente: Boa sorte, sistema!

Paula Dias

 

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Retifico Informação de Post de Hoje Sobre a Cessação de Contratos

Pois a DGAE anunciou por email às escolas que não pode haver finalizações de contratos até ao dia 31 de dezembro, inclusive.

 

Mais informamos que a finalização das colocações dos docentes se encontra encerrada, até ao dia 31 de dezembro de 2024, inclusive, não podendo posteriormente ocorrer finalizações com efeitos retroativos a este período.

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A falta de professores põe em causa a escola a tempo inteiro

Ainda andam concursos a decorrer para AEC.
Ninguém fala disto mas a escola a tempo inteiro está ameaçada. Não é que seja obrigatório serem professores.., mas aos vencimentos que pagam…

𝐂𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐀𝐄𝐂 𝟐𝟒.𝟐𝟓

A Câmara Municipal da Maia vai proceder à abertura de procedimento concursal de recrutamento e seleção para técnicos do Programa de Atividades de Enriquecimento Curricular, em regime de contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo, certo, a tempo parcial, para o ano letivo 2024/2025.

O aviso está disponível na página eletrónica do Município da Maia: https://www.cm-maia.pt/institucional/recursos-humanos/recrutamento-e-selecao, onde constam todos os requisitos e demais condições de admissão.

𝐀𝐬 𝐜𝐚𝐧𝐝𝐢𝐝𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐞𝐯𝐞𝐫𝐚̃𝐨 𝐬𝐞𝐫 𝐞𝐟𝐞𝐭𝐮𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐩𝐞𝐫𝐢́𝐨𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐢𝐝𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐚𝐬 𝟏𝟏 𝐚 𝟏𝟕 𝐝𝐞𝐳𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟒, 𝐢𝐧𝐜𝐥𝐮𝐬𝐢𝐯𝐞.

Para Mais informações deve contactar a Divisão da Educação da CM Maia.

Maia- juntos pela Educação

 

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Este Ano a DGAE Ainda Não Anunciou Que Não Pode Haver Cessação de Contrato Até Janeiro

O ano passado por esta altura a DGAE tinha anunciado o seguinte:

Mais informamos que a finalização das colocações dos docentes se encontra encerrada, até às 10 horas, de dia 2 de janeiro de 2024, não podendo posteriormente ocorrer finalizações com efeitos retroativos ao período entre os dias 6 de dezembro e 1 de janeiro.

Isto de forma a permitir que quem terminou o contrato, não havendo depois mais reservas, possa entrar na Vinculação Dinâmica por ter um contrato ativo a 31 de Dezembro.

Sabendo que a RR15 só é publicada no dia 3 de janeiro faria todo o sentido que quem termina agora o contrato temporário possa ver prolongado o seu contrato até essa data para integrar a Vinculação Dinâmica de 2025.

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Mais 374 Docentes Aposentados em Janeiro de 2025

Voltamos a mais um ano de análises mensais de docentes aposentados e em janeiro de 2025 são mais 374 docentes que se aposentam, de acordo com o aviso n.º 27435/2024/2 publicado ontem.

Pela primeira vez vi dois avisos que declaram nula a aposentação de dois docentes que estavam incluídos na lista mensal de aposentados de dezembro. Aqui e aqui.

Como é óbvio não vou andar a descontar estes atos nulos nos aposentados de Dezembro.

Aponto então a minha previsão para que em 2025 existam cerca de 4700 docentes aposentados.

Por curiosidade desde 2012 aposentaram-se mais docentes do que aqueles que vincularam (27112 aposentados e 25532 vinculados).

 

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Reserva de Recrutamento 14 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 01 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 14.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas da 1.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 9 de dezembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 10 de dezembro de 2024 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento n.º 14 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário n.º 01

Listas – Reserva de Recrutamento  n.º14

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário n.º 01

 

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