Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR29.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/lista-colorida-rr29-7/
Abr 19 2024
Luís Montenegro compara sempre a sua redução de IRS com o ano 2023. Até no powerpoint da apresentação o fez.
Acrescentei na última coluna a redução da proposta do governo com as taxas de IRS de 2024 já aprovadas para este ano e da iniciativa do PS.
A todas elas há uma pequena redução, sendo de facto a maior redução a do 6.º escalão do IRS que não teve qualquer alteração no OE do PS para 2024.
Se o PS baixou 12 pontos percentuais a carga fiscal no IRS para 2024 o Governo do PSD acrescentou mais 6, 25 pontos percentuais, sendo que quase metade (3%) foi no 6.º escalão.
Só mesmo quem ganha mais de 81.199€ por ano é que continua a pagar o mesmo que em 2023, mas todos os outros vão pagar menos com especial incidência os trabalhadores do 6.º Escalão.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/a-comparacao-da-reducao-do-irs-de-montenegro-com-a-de-costa/
Abr 19 2024
A FENPROF reuniu esta sexta-feira com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação. Na primeira reunião da legislatura e apesar de a ordem de trabalhos referir apenas o “arranque das negociações para a recuperação do tempo de serviço dos docentes”, a FENPROF insistiu em lembrar outros problemas que afetam o Ensino Básico e Secundário e apresentou uma proposta de protocolo negocial para a legislatura. Além disso, alertou para a necessidade de mas também o Ensino Particular e Cooperativo, bem como o Ensino Superior e a Ciência. O Ministro da Educação comprometeu-se a iniciar o processo negocial para a recuperação integral do tempo de serviço dos docentes já no início de maio. Também para breve ficou o compromisso de marcar uma reunião para abordar as questões do Ensino Superior e da Ciência, designadamente o problema dos milhares de investigadores que estão na iminência de perder os seus contratos de trabalho, e ainda do Ensino Particular e Cooperativo, incluindo o setor social.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/meci-recebe-fenprof-e-compromete-se-a-iniciar-negociacao-da-recuperacao-do-tempo-de-servico-em-maio/
Abr 19 2024
Anda muita gente a ser enganada pela redução do IRS, mas eu bem sei que na maior parte dos escalões é tudo oferta do PS, em especial dos escalões mais baixos.
Mas se há dúvidas que os vencimentos dos trabalhadores que abrangem o 6.º escalão do IRS são os mais beneficiados (e aqui estão na sua maioria os professores) basta ouvir o que diz Alexandra Leitão que está contra esta vantagem dada à Classe Média que tem perdido rendimentos há muito tempo.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/ja-sabemos-que-o-ps-e-contra-a-classe-media-alexandra-leitao-confirma-o/
Abr 19 2024
… que compare as duas situações.
Apenas considerei os vencimentos dos 4.º, 5.º, 6.º e 7.º escalões da carreira docente na situação “Não Casado” e “Sem Dependentes” para se perceber as diferenças.
Por isso o meu último artigo referia que finalmente a classe média vai ter algum benefício. E quem acha que são apenas 25 tostões pode devolver a diferença para quem está nos escalões mais baixos que têm sido sempre beneficiados pelos governos socialistas e quase estão ao nível da classe média.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/quem-acha-que-sao-25-tostoes/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/balanco-sobre-a-reuniao-entre-a-fne-e-o-meci/
Abr 19 2024
Os rendimentos de todos os professores estão enquadrados nos escalões 5.º, 6.º e 7.º do IRS (ver aqui a minha tabela) e são precisamente estes escalões que vão ter um maior retorno com a redução da Taxa de IRS, em especial os docentes que estão no 6.º escalão das tabelas de IRS (não escalões de carreira, ok?), Todos os que estão entre o 3.º e o 7.º escalão da carreira docente.
A juntar-se a uma possível recuperação do tempo de serviço, eis que finalmente a classe docente pode ter um melhor vencimento em breve.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2024/04/IRS.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/finalmente-a-classe-media-vai-ter-uma-reducao-de-irs/
Abr 19 2024
Em declarações às televisões no final das reuniões com os sindicatos, Fernando Alexandre admitiu a intervenção de devolver a primeira tranche de tempo de serviço a recuperar pelos professores ainda este ano. Referiu, ainda, que a totalidade do tempo de serviço a recuperar vai ser recuperada durante o tempo da legislatura.
Vamos esperar pelo desenvolver das negociações que começam em maio.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/ministro-confirma-possibilidade-de-recuperar-tempo-de-servico-ja-este-ano/
Abr 19 2024
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/245-contratados-na-rr29/
Abr 19 2024
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2024/04/Despacho-suspensao-das-atividades-nas-escolas-em-agosto-2024.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/escolas-publicas-encerram-entre-12-e-23-de-agosto/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/recuperacao-de-tempo-de-servico-missao-escola-publica/
Abr 19 2024
São tantos os casos assim, que se espera que também fiquem resolvidos nas negociações.
Quando um professor integrou as listas de acesso ao 5º escalão utilizando o tempo de serviço congelado de 2 anos, 9 meses e 18 dias, entrando nas listas e saindo logo porque mobilizou este tempo de serviço, não tendo tempo de permanência acrescidos por ausência de vaga no 4º escalão foi um tempo “roubado” aos professores.Um professor que “perdeu” a anterior recuperação de tempo de serviço congelado ao integrar as listas e saindo logo, sem estar à espera, mas que na prática este tempo de serviço também não foi recuperado para a sua carreira, que não vai recuperar agora.
Os professores que recuperaram o tempo de serviço congelado antes do 4º escalão, quando a seguir integraram as listas de acesso ao 5º escalão, tiveram tempo de permanência no 4º escalão, à espera, e esse tempo de serviço vai agora ser recuperado, ou seja, tem 2 recuperações de tempo de serviço.Quem utilizou o tempo de serviço nas listas, não recuperou esse tempo de serviço para a sua carreira e agora como não esperou nas listas, não recupera tempo de serviço com este novo decreto.
Cumprimentos
Maria Silva
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/recuperacao-de-tempo-de-servico-congelado-perdido-ao-integrar-as-listas/
Abr 19 2024
Aplicação eletrónica disponível entre o dia 19 e as 18:00 horas de dia 26 de abril de 2024 (hora de Portugal continental), para efetuar a validação das candidaturas ao Concurso Interno, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
SIGRHE – Validação da candidatura
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/validacao-da-candidatura-concurso-interno-2024-2025/
Abr 19 2024
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 29.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 22 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira dia 23 de abril de 2024 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 29
Listas – Reserva de recrutamento n.º 29
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/reserva-de-recrutamento-2023-2024-n-o-29/
Abr 19 2024
O ministro da Educação mostrou-se esta quinta-feira disponível para negociar a recuperação do tempo de serviço, explicando que a proposta do Governo prevê começar a devolução este ano e os restantes 80% nos próximos quatro anos da legislatura.
No final de um dia de reuniões com dez estruturas sindicais representativas dos professores, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, reconheceu a importância da contagem dos seis anos, seis meses e 23 dias de tempo de serviço congelado para “trazer de volta a serenidade às escolas”, recordando a proposta do Governo de recuperar 20% ao ano.
Fernando Alexandre explicou que a ideia é conseguir devolver a todo o tempo durante a atual legislatura, “que tem quatro anos e meio”, ou seja, 20% seriam devolvidos “já este ano e o resto nos quatro anos que ainda fazem parte desta legislatura”.
O ministro lembrou que os vários sindicatos apresentaram fórmulas muito diferentes para a reposição do tempo de serviço. A maioria defende uma recuperação em três anos (33% por ano), mas também houve quem propusesse 60% nos dois primeiros anos e 40% nos dois últimos, ou então 25% ao ano. O STOP, por exemplo, defendeu uma recuperação em apenas dois anos, ou seja, 50% em cada ano.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/ministro-da-educacao-disponivel-para-devolver-20-por-ano-aos-professores/
Abr 18 2024
PRIMEIRA REUNIÃO com o novo Ministro da Educação, Ciência e Inovação (primeiras reações).
Brevemente iremos publicar uma síntese desta reunião.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/stop-declaracoes-sobre-a-reuniao-com-o-meci/
Abr 18 2024

Na reunião de hoje, com o Ministério da Educação, apresentamos 20 propostas reivindicativas.
O SIPE está determinado a garantir que a primeira tranche do tempo de serviço seja implementada nos próximos 60 dias.
As próximas negociações estão marcadas para o início de maio.
Destacamos a importância de não perdermos tempo com vagas ou processos avaliativos.
Todos os professores, incluindo os do 9º e 10º escalões, merecem recuperar o tempo perdido.
O ME mostrou abertura para esta proposta, bem como para devolver o tempo nesta legislatura.
As reivindicações salietaram também: horários de trabalho, aposentações, ultrapassagens salariais e a agressão ao professor, que deve ser considerada crime público.
Estamos a preparar um inquérito para que todos os associados possam participar e dar sua opinião sobre a recuperação do tempo de serviço.
Obrigado a todos pela GRANDE EQUIPA que formamos!
Todos Unidos Vamos Conseguir.
SIPE apresenta na reunião com o ME do dia 18 de abril um Caderno Reivindicativo –
“Qualidade na Escola Pública: 20 Propostas do SIPE”
O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) apresenta um caderno reivindicativo em defesa da Escola Pública de Qualidade, destacando a importância crucial da Educação para a construção de uma sociedade democrática e desenvolvida.
O documento aborda diversas questões urgentes que afetam a educação em Portugal e propõe medidas concretas para enfrentá-las:
1 – Recuperação Integral do Tempo de Serviço: Restaurar o tempo de serviço dos professores para garantir a dignidade profissional e facilitar a aposentação.
2- Abolição das Vagas no ECD: Eliminar as vagas no Estatuto da Carreira Docente para promover a estabilidade profissional.
3 – Melhores Vencimentos e Paridade Salarial: Garantir vencimentos justos e igualdade salarial com a função pública.
4 – Reaver a paridade salarial com a função pública.
5 – Reversão das Reduções pela Idade: Reverter as reduções de horário para permitir mais tempo para formação e trabalho individual.
6 – Reposição da Caixa Geral de Aposentações: Restaurar os direitos dos professores na CGA, respeitando as decisões judiciais.
7 – Regime Especial de Aposentação: Criar um regime especial de aposentação para lidar com o desgaste emocional e físico dos professores.
8 – Alteração ao Regime de Recrutamento: Reformar o processo de seleção e recrutamento de docentes para garantir transparência e equidade.
9 – Alteração ao Regime de Colocação por Doença: Propor um regime transitório justo para colocação por motivo de doença.
10 – Atribuição de Casa e Subsídio de Deslocação: Garantir alojamento e subsídios para professores deslocados.
11 – Respeito e Proteção dos Professores: Considerar a agressão ao professor como crime público e promover o respeito pela profissão.
12 – Simplificação da Burocracia: Reduzir a burocracia nas escolas para permitir mais tempo para o ensino.
13 – Valorização da Monodocência: Equilibrar as condições de trabalho para professores em monodocência.
14 – Atenção Especial aos Docentes de Informática: Garantir condições adequadas de trabalho e carga horária para professores de informática.
15 – Fim das Ultrapassagens entre Docentes: Combater as ultrapassagens salariais entre docentes.
16 – Ultrapassagens entre docentes contratados e docentes do Quadro – em anexo enviamos um Parecer feito pelo Departamento Jurídico do SIPE.
17 – Mestrados e Doutoramentos: Reconhecer mestrados e doutoramentos na progressão da carreira.
18 – Alteração ao Modelo de Gestão Escolar: Promover um modelo participativo de gestão escolar.
19 – Investimento na Formação de Professores: Investir em formação inicial e contínua de professores.
20 – Fim da Norma Travão: Garantir a vinculação automática após três anos de serviço.
Além disso, o caderno reivindicativo destaca a importância da Escola Pública de Qualidade como um espaço inclusivo e multifacetado de aprendizagem, que promove a igualdade de oportunidades e o sucesso académico de todos os alunos.
Este resumo destaca as principais propostas e preocupações apresentadas pelo SIPE, visando melhorar significativamente o sistema educativo em Portugal.
Consulta:
“Qualidade na Escola Pública: 20 Propostas do SIPE” (pdf)
“PARECER do SIPE – Contratados vs QZP Posicionamento vs Reposicionamento” (pdf)
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/sipe-resultados-da-reuniao-com-o-me-18-de-abril/
Abr 18 2024

Estudantes do ensino secundário vão entregar na sexta-feira um abaixo-assinado no Ministério da Educação, em Lisboa, a pedir mais professores, funcionários, psicólogos, o fim dos exames finais nacionais e escolas em condições e devidamente equipadas.
As assinaturas, na ordem das seis mil, foram recolhidas em várias escolas do país, numa iniciativa do Movimento Voz aos Estudantes, que teve o apoio das associações estudantis.
Tiago Antunes, 16 anos, membro do movimento, disse à Lusa que as reivindicações são antigas, mas “parecem não ter resposta no programa do novo Governo”.
Segundo o estudante, da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, há escolas onde chove ou sem pavilhões para a prática de exercício físico, faltam professores, funcionários e psicólogos.
Justificando o fim dos exames finais nacionais do secundário, Tiago Antunes argumentou que o desempenho dos alunos deve ser avaliado continuamente e não por “testes uniformizados”.
A entrega do abaixo-assinado será feita no dia em que o novo ministro da Educação, Fernando Alexandre, e restante equipa ministerial recebem as duas principais estruturas sindicais dos professores – Fenprof e FNE – para negociarem a recuperação do tempo de serviço.
Para combater a falta de professores nas escolas, o programa do Governo da Aliança Democrática, aprovado há uma semana, prevê, sem especificar, a criação de incentivos para a sua fixação.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/alunos-vao-entregar-abaixo-assinado-no-ministerio-da-educacao-a-pedir-mais-professores/
Abr 18 2024
Durante a tarde de hoje a DGAE enviou um lembrete a quem ainda não tinha submetido o concurso (algo de louvar) para o fazerem até às 18:00.
Contudo no email que enviou aviso os docentes que vincularam pela Vinculação Dinâmica 2023 que devem concorrer a todos os AE/EnA do QZP de vinculação (ora aqui é que está o problema).
Nenhum docente que vinculou pela VD23 obteve lugar em QZP, nem mesmo no concurso de transição para os Mini QZP porque não tinham QZP de vinculação. E a alínea d) diz mesmo isso.
d) Sem prejuízo do disposto no n.º 1 do artigo 9.º, no concurso interno a realizar no ano de 2024, devem manifestar preferência para todos os QZP, considerando -se que quando a candidatura não esgote a totalidade de QZP, manifestam igual preferência por todos, fazendo -se a colocação por ordem crescente do código de QZP.
NOTA: Soube que de imediato a DGAE enviou outro e-mail a retificar a informação da imagem.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/erro-na-informacao-da-dgae-enviada-aos-professores/
Abr 18 2024
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/concurso-pessoal-docente-2024-2025-acores/
Abr 18 2024
Os sindicatos, parece que unanimemente, pedem a recuperação dos 6A6M23D em três anos ou no limite em quatro anos.
O Decreto-Lei 65/2019, de 20 de maio recuperou (e ainda recupera) 1018 dias do período entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2017.
O primeiro tempo a ser recuperado e aqui acho que devia ser já em 2024, seria o tempo do 1.º congelamento (29 de agosto de 2005 a 31 de dezembro de 2007), o que corresponde a 854 dias.
Numa segunda fase deveriam ser recuperados os dias restantes do 2.º congelamento que representam 2556 dias, sendo que 1018 dias já foram recuperados.
Existem duas opções:
Recuperar em 2025 e 2026, 769 dias em cada ano
Ou
Recuperar em 2025, 2026 e 2027 (512 dias, aproximadamente em cada ano).
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/como-deveriam-ser-recuperados-os-6a6m23d/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/importante-ultimo-dia-do-concurso-18-horas/
Abr 18 2024
A Federação Portuguesa de Professores (da qual faz parte a Pró-Ordem) reúne amanhã dia 18, com a nova equipa governativa do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, liderada pelo Professor Fernando Alexandre, para uma primeira reunião sindical na qual se procederá a um primeiro levantamento das questões que atualmente mais afetam as escolas e o corpo docente, de modo a que conjuntamente seja possível estabelecer-se um PROTOCOLO NEGOCIAL, bem como a respetiva calendarização para a atual Legislatura, a qual poderá ter a duração de quatro anos e meio.
A Federação Portuguesa de Professores que havia reunido com Luís Montenegro, ainda antes do pedido de demissão do Governo de António Costa, quando ele era apenas presidente do PSD, e, na sua sede nacional, nos prometeu a recuperação faseada do tempo de serviço em 5 anos, irá, na presente data, reivindicar uma
recuperação faseada, mas, naturalmente, de forma bem mais célere. Sem esquecer uma majoração em sede de aposentação para quem já esteja nos últimos escalões e não beneficie da recuperação.
Convictos de que de acordo com a legislação sindical aquele Protocolo Negocial carece do acordo de ambas as partes, elencaremos, entre outras prioridades, as seguintes: o fim da burocracia e do sobretrabalho, o fim das vagas para acesso ao 5º e ao 7º escalão, a simplificação da avaliação de desempenho docente, revisitar o
atual modelo de formação inicial de professores de modo a trazer novos professores para o ingresso na carreira, reforçar o estatuto, o prestígio e a autoridade do corpo docente e as avaliações dos alunos em finais de ciclos.
A reunião tem lugar na sede do novo Ministério, na Av. Infante Santo, 2, em Lisboa.
Lisboa, 17 de abril de 2024
P’la Direção Nacional
O Presidente
Filipe do Paulo
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/federacao-portuguesa-de-professores-reune-com-o-novo-ministro-da-educacao-ciencia-e-inovacao/
Abr 17 2024
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2024/04/240417-Federacao-Portuguesa-de-Professores-com-MECI.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/prioridades-da-federacao-portuguesa-de-professores-para-a-reuniao-com-o-novo-ministro/
Abr 17 2024
Docentes e educadores de infância batem recorde de 11 anos: com os 206 aposentados a partir de 1 de maio, passam a ser 2911 os professores que deixaram as escolas públicas neste ano letivo.

Desde que se iniciou o ano letivo, em setembro de 2023, o número de professores e educadores de infância que passam à aposentação já se cifra em mais de 2900.
De acordo com as listas de aposentados da Função Pública, no dia 1 de maio passam à reforma 206 professores e educadores das escolas públicas, elevando para 2911 os aposentados no atual ano letivo.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/o-numero-de-aposentados-no-correio-da-manha/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/o-calendario-das-reunioes-nos-dias-18-e-19-de-abril/
Abr 17 2024
Face a notícias que têm vindo a circular, a DGAE informa que para efeitos da candidatura e respetiva validação os AE/ENA deverão verificar apenas se os candidatos concederam autorização de acesso ao registo criminal ou se o apresentaram/anexaram no respetivo formulário de candidatura.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/apresentacao-de-registo-criminal-candidatura-de-professores/
Abr 17 2024
Relativamente ao assunto em epígrafe, cumpre informar que o tempo de serviço docente prestado nas creches e jardins de infância da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa releva para efeitos de concurso, sem necessidade de certificação por parte desta Direção-Geral, desde que prestado até 31 de agosto de 2023.
Assim, informamos que os candidatos que tenham prestado funções docentes na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nos termos do acima referido, deverão apresentar as respetivas declarações de tempo de serviço nos Agrupamentos de Escolas/Escolas Não Agrupadas (AE/EnA) a fim de que o mesmo seja contabilizado e passe a constar do seu processo.
Mais se informa que esse tempo de serviço não releva para os efeitos previstos na alínea a) do n.º 1 e n.º 2 do artigo 43.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, ou seja, não releva para o cômputo dos 1095 dias requeridos para a vinculação dinâmica, nem para os efeitos previstos na alínea b) do n.º 3 e n.º 4 do artigo 10.º do mesmo Decreto-Lei, ou seja, não releva para efeitos da 2.ª prioridade do concurso externo, considerando que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é “uma pessoa coletiva de direito privado e utilidade pública administrativa, nos termos dos respetivos Estatutos, aprovados pelo Decreto-Lei n.º 235/2008, de 3 de dezembro, e alterados pelos Decretos-Leis n.º 114/2011 e n.º 67/2015 e pela Lei n.º 53/2018”, logo, não se trata de um “estabelecimento ou instituição de ensino dependente ou sob a tutela de outros ministérios que tenha protocolo com o Ministério da Educação”.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/validacao-das-candidaturas-ao-concurso-nacional-2024-2025-tempo-de-servico-prestado-na-santa-casa-da-misericordia-de-lx-creches-e-jardins-de-infancia/
Abr 17 2024
Depois de alguns “ziguezagues”, entre 2017 e 2019, a despesa avançada pelo governo de António Costa, através de Mário Centeno, para a reposição integral do tempo de serviço dos professores, seria, diziam, de 635 milhões de euros.
– Reparem: 9 anos, 4 meses e 2 dias, custariam 635 milhões.
Vamos, por momentos, acreditar nesses valores e que Mário Centeno dizia a verdade. Foi assumido pelo próprio governo, na altura, que a reposição de 1/3 desses anos (2 anos, 9 meses e 18 dias) ficaria em 190 milhões (https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/05/03144549/20190430mfdescongelamentoprofessores.pdf)
– Registem: 2 anos, 9 meses e 18 dias ficaria em 190 milhões.
Sigam o raciocínio: se a contagem dos 2a-9m-18d ficaria em 190 milhões, os restantes 6 anos, 6 meses e 23 dias que faltam (para os 9a-4m-2d) deveria ficar em 380 milhões, certo? Pois, começam aqui a não bater bem as contas dos famosos 635 milhões:
– 190 380 = 570 milhões (!)
Reparem: de uma assentada, e seguindo os números avançados pelo próprio governo, “desaparecem” dos 635 milhões mais de 65 milhões (635 – 570 = 65 milhões). A argumentação do próprio governo, em fevereiro de 2023, para esta discrepância, prendia-se – pasmem – com “as saídas de docentes (para a reforma) e do número de professores que estão atualmente no topo da carreira.” (https://eco.sapo.pt/2023/02/23/331-milhoes-800-milhoes-ou-1-300-milhoes-afinal-quanto-custa-descongelar-o-tempo-de-servico-dos-professores/). Ou seja, o governo em 2019 dizia que a despesa ficaria em 635 milhões, mas em 2023 assume que, devido (também) à saída para a reforma de milhares de professores, o valor já desceria para 570 milhões (como se isso não fosse previsível).
Sejamos claros: o governo de então sempre apresentou um valor extrapolado, sabendo que nunca poderia ser esse pois tinha a noção de que, logo a partir de 2019, milhares de professores iriam, todos os anos, para a reforma. Daí que, e para bom entendedor, dizer que a despesa dos 6a6m23d que hoje faltam rondam os 300-330 milhões (https://amp.expresso.pt/sociedade/ensino/2023-02-01-Professores-quanto-custa-devolver-6-anos-6-meses-e-23-dias-de-tempo-de-servico–331-milhoes-por-ano-calcula-o-Ministerio-das-Financas-0b353bf5), pela mesmíssima lógica, é outra mentira, exactamente pelo mesmo motivo: sendo a recuperação faseada, muitos milhares de professores não verão os 6a6m23d restituídos, ou por já estarem hoje no topo da carreira ou por irem para a reforma.
Confusos? Não estejam. Os 635 milhões apregoados nunca foram valores correctos. Foram uma falácia para justificar o injustificável. Uma invenção para não ser feita a elementar justiça. E, registe-se, apresentados em valores ilíquidos, ou seja, contemplando no seu “meio” as receitas do IRS e sem qualquer projeção da receita obtida com o aumento dos rendimentos.
Para finalizar: a UTAO sabe, não tenho dúvidas, que os 635 milhões sempre foram valores falsos. E sabe que se apresentar as estimativas para a despesa dos 6a6m23d, o valor será, sendo faseado em 3, 4 ou 5 anos, muito inferior aos propalados 300-330 milhões.
Se é por isso que demora para apresentar as contas? Esperemos todos que não.
Maurício Brito
Público, 17/04/2024
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/governo-arranca-negociacoes-com-professores-sem-estudo-da-utao/
Abr 17 2024
… podem dar uma vista de olhos no meu, que demorou cerca de 15 minutos a fazer e que teria um custo total de 236 Milhões de Euros ou o da ANDE publicado aqui e que é muito semelhante ao meu.
Imagem do meu estudo

Ministério da Educação, Ciência e Inovação garante que os serviços “estão a dar todo o apoio para que a UTAO possa fazer um apuramento independente do custo da medida”.

O Governo começa a negociar nesta quinta e sexta-feira com os sindicatos dos professores a recuperação do tempo de serviço sem que a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) tenha concluído a avaliação do impacto da medida. A estimativa que tem sido avançada aponta para um valor que ronda os 300 milhões de euros, mas será preciso esperar pelo trabalho dos técnicos do Parlamento para se ter uma ideia mais precisa do custo daquela que é uma das principais promessas eleitorais de Luís Montenegro…
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/se-for-preciso-um-estudo/
Abr 17 2024
Com a apresentação do livro “Identidade e Família” vieram à luz do dia algumas convicções que se apresentam como defensoras da valorização do papel da mulher enquanto dona de casa, ao mesmo tempo que enaltecem a maternidade e a dedicação à família, como se o exercício da parentalidade, a educação dos filhos, o conforto da família ou a gestão da casa, fossem funções e responsabilidades exclusivas da mulher, imputáveis apenas a si…
Por outras palavras, a mulher quer-se em casa e dedicada à família…
Presume-se que o homem ficaria, assim, dispensado das preocupações relativas à gestão da casa e à educação dos filhos, obviamente liberto para se poder dedicar a tudo o resto que se lhe aprouvesse…
Sarcasticamente, e em resumo, por essa visão castradora do estatuto da mulher, os homens fazem filhos e as mulheres parem e criam esses filhos, de preferência, mostrando-se sempre muito felizes e gratas por também terem ao seu cuidado um conjunto de tarefas domésticas que, por certo, as ajudarão muito a distrair-se enquanto tratam da sua prole…
Na verdade, o anterior representa a tentativa de resgatar um pensamento iminentemente machista, eivado da representação da mulher como uma boa dona de casa, submissa e insignificante em termos intelectuais, mascarado da preocupação com o estatuto das mulheres que, coitadinhas, precisam de ser valorizadas enquanto donas de casa…
Na verdade, o anterior parece basear-se no ideal feminino do Estado Novo, em que a única coisa permitida às mulheres era que dissessem sempre “sim”:
– “No país do Estado Novo, a mulher existia para ser a mãe extremosa, a esposa dedicada, uma verdadeira fada do lar. Desde pequenina que era treinada para ser assim, submissa ao poder patriarcal do pai, do irmão e, mais tarde, do marido. O único futuro que podia ambicionar era o de fazer um bom casamento que garantisse o sustento da família, que, custasse o que custasse, tinha de se manter unida, estável e forte; uma metáfora do próprio regime.” (O ideal feminino do Estado Novo, a RTP Ensina)…
Na verdade, a publicação do referido livro comprova que a representação da mulher como boa dona de casa e cuidadora dos filhos, ainda subsiste em algumas mentes retrógradas e conservadoras e que essa visão é independente do estatuto socioeconómico ou das habilitações literárias dos respectivos defensores…
Na verdade, a defesa acérrima da “família tradicional”, também veiculada no livro já mencionado, não poderá deixar de ter como principal efeito o retrocesso ao nível do reconhecimento e da concretização dos Direitos da Mulher, conquistados há 50 anos, promovendo-se, dessa forma, a obstaculização de uma tarefa fundamental do Estado, de resto consignada na Constituição da República Portuguesa:
– Promover a igualdade entre homens e mulheres (Artigo 9.º, Alínea h)…
Obviamente, espera-se que essa igualdade se traduza por isto:
– “…igualdade de direitos e liberdades para a igualdade de oportunidades de participação, reconhecimento e valorização de mulheres e de homens, em todos os domínios da sociedade, político, económico, laboral, pessoal e familiar” (Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género).
Segundo os dados mais recentes disponibilizados pela Plataforma Pordata, relativos ao ano de 2022, referentes ao Ensino Pré-Escolar, Básico e Secundário, cerca de 78,2% dos elementos que integram o universo docente serão mulheres…
O que pensarão as muitas mulheres que trabalham em Educação, acerca de uma visão da mulher que pretende enfatizar o seu papel enquanto dona de casa?
O que pensarão as muitas mulheres que trabalham em Educação, acerca de uma visão da mulher que utiliza a maternidade para desresponsabilizar e desonerar os homens das obrigações relacionadas com os filhos?
E os homens, o que pensarão os homens acerca dessa visão da mulher e de si próprios?
E porque o conteúdo do livro “Identidade e Família” parece mau de mais para ser levado excessivamente a sério, deixam-se algumas abordagens em tom trocista e satírico, face a um certo machismo emergente:
– “Machão não come mel, come abelha” (Millôr Fernandes)…
(Reparo meu: Convirá, talvez, não confundir abelhas com vespas asiáticas, o resultado desse eventual engano poderá ser realmente muito catastrófico)…
Retirado de “Os dez mandamentos do machista horroroso ou o crepúsculo dos machões”, da autoria de Jô Soares:
– “A mulher também é um ser humano, quase como a gente.”;
– “Macho que é macho não bebe leite, come a vaca toda.”…
Se, em pleno Século XXI, alguma mulher ficar indiferente perante as muitas barbaridades propaladas pelo livro “Identidade e Família”, então só restará evocar esta conhecida máxima, em jeito de provocação, dirigida às próprias mulheres:
– “As meninas boas vão para o céu, as meninas más vão para qualquer lugar e para onde quiserem.” (Autor desconhecido)…
Como mulher e como mãe de uma mulher, repudio qualquer visão que pretenda valorizar o papel da mulher enquanto dona de casa porque, na verdade, tal propósito apenas servirá os desígnios dos que anseiam por vê-la confinada a esse domínio, fomentando-se, por essa via, a perpetuação do Poder e dos privilégios masculinos…
E, já agora, os homens que manifestam uma masculinidade tóxica fazem-no, quase sempre, com o intuito de mascarar ou de encobrir putativas inseguranças relativas à sua virilidade…
Paula Dias
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/a-mulher-quer-se-em-casa-e-dedicada-a-familia/
Abr 16 2024
Que de certeza é também preocupação dos restantes sindicatos:
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/dois-pontos-positivos-do-discurso-de-mario-nogueira/
Abr 16 2024

Pelo Público em 16 de Abril de 2024. Como acordado, o texto está publicado no blogue.
Título: A Educação 18263 dias depois do início inteiro e limpo
Texto:
Talvez o substantivo gratidão seja o que melhor define o sentimento da maioria dos portugueses em relação aos corajosos revolucionários do 25 de Abril de 1974. Acima de tudo, o dia “inicial inteiro e limpo” enraizou o valor fundador: a liberdade em respeito pela liberdade do outro. Mas como se percebeu desde a Grécia Antiga, a democracia é frágil. A sua consolidação exige um compromisso diário com outro substantivo irrevogável: confiança. Confiança nos outros e na democracia como o sistema que originou as sociedades mais avançadas e inclusivas.
Aliás, há um tema que foi historicamente o cúmulo da desconfiança e que contribuiu para o colapso de regimes: a corrupção. E 50 anos depois do 25 de Abril, é oportuno revisitarmos sumariamente o que andámos a fazer nesses 18.263 dias, para que a corrupção – a pequena, a média e a grande – provoque tanta desconfiança, tanto mal-estar, e seja usada com sucesso eleitoral por forças demagógicas e autoritárias.
Desde logo, a perenidade da democracia relaciona-se directamente com o exemplo. Não adianta preencher a retórica com a ética republicana, se depois o legislador – e num ambiente com uma justiça lenta e ineficaz – não só não a concretiza, como essa inaceitável falha é usada para a “eternização” em cargos públicos ou para climas de caudilho e de pequenos feudos que se apropriam do bem comum.
Repare-se em dois fenómenos elucidativos em diferentes escalas: o poder local e o sistema bancário. Eduardo Souto Moura, com 40 anos de relações com a administração portuguesa, foi taxativo (programa “Primeira Pessoa” a partir do minuto 23 na RTP Play): “o pior da corrupção na nossa administração é o poder local”.
E recorde-se que foi só neste milénio que o poder local, onde se formaram os quadros partidários, conheceu a essencial limitação de mandatos. Se seria elementar dois mandatos na administração pública, após uma ditadura de 48 anos e com mais de três décadas com o mesmo chefe de Governo, a generalidade do país conheceu autarcas com cerca de duas ou três décadas de mandatos consecutivos.
Por outro lado, há muito que se testemunhou a concessão da licença de banqueiro a cidadãos de reconhecido valor moral. Pois bem, somos um lamentável estudo de caso que espelha a conclusão (2001) de Joseph Stiglitz: os EUA exportaram o seu modelo de corrupção, que foi em grande parte responsável pela crise de 2008.
A propósito, os 18263 dias têm um marco de fragilização exactamente nessa primeira década do milénio. O estado da Educação seguiu a tendência, e 20 anos é o tempo mínimo para se perceber o resultado das políticas.
Dividamos os 18.263 pelos dois séculos. Os dias do século XX perseguiram ideais de progresso: serviços públicos qualificados, eficientes e sem privatização de lucros; economia de mercado nos restantes sectores, com o reconhecimento do altruísmo dos criadores de emprego e de lucro essenciais ao crescimento económico e à distribuição da riqueza. O Serviço Nacional de Saúde elevou a qualidade da prestação de serviços, e a massificação da Escola Pública permitiu o avanço notável das qualificações e da frequência escolar entre 2000 e 2022. Cumpriram o programa social-democrata do pós-guerra, ao contrário dos bancos e das grandes empresas que se começaram a afundar no capitalismo desregulado.
Só que, no século XXI, a Educação não resistiu. Foi alvo (e a Saúde também) da inscrição ultraliberal nos processos de gestão. Só a luta incessante dos professores da escola pública conteve o mais grave: liberdade de escolha da escola e privatização de lucros em escolas privadas financiadas pelo orçamento do estado. Os EUA, o Chile e a Suécia são exemplos desse desastre. Leia-se, sobre os EUA, Diane Ravitch e os relatórios dos programas de avaliação de professores da Fundação Gates ou do “Obama Race to the Top”, sobre o Chile, Ernesto Schiefelbein e José Weinstein, e sobre a Suécia, Andreas Bergh e Johan Wennström.
Mas, por cá, insistiu-se na aproximação ao insucesso. 20 anos depois, os resultados estão aí: foge-se a ser professor, aumentam as desigualdades educativas e os alunos aprendem menos. Responde-se desesperadamente à falta estrutural de professores e à transição digital com concursos de professores realizados localmente e regimes de monodocência suportados em conteúdos massificados pelas gigantes tecnológicas.
Agrava-se, porque se sucedem ciclos políticos incapazes de mudar o essencial. Nada se inventa. Teima-se na farsa administrativa que avalia professores à mercê da decisão autocrata e da prevalência da técnica sobe os direitos fundamentais, que transformou a escola no último reduto do caudilhismo e asfixiou a essência do exercício de professor: a esperança. Empurrou-se, como tanto se avisou, os eleitores – e os novos eleitores – para a radicalização. Os resultados eleitorais falam por si. Como se disse, os eleitores, principalmente os mais novos, seduzem-se com a busca da política, do humanismo, dos direitos fundamentais e da natureza sem rivalidade com a tecnologia, e rejeitam a opção desequilibrada por esta e o desprezo pela escola como oficina da democracia.
Devolver o ambiente inteiro e limpo à escola, é, além do mais, o que está nas nossas mãos. É descobrir o fio à meada, como respondeu Confúcio à pergunta se era instruído e culto. Esgotou-se o tempo da inacção. A escola não é tudo, mas é quase tudo e parte inalienável.
E o quotidiano político torna-se ainda mais crucial para a sobrevivência da própria democracia, já que tristemente a sociedade mergulhou em distopias, fragmentações, ultraconservadorismos, nacionalismos e guerras culturais. Não haja ilusões. Este ambiente, que se generalizou nas democracias ocidentais, interessa ao poder financeiro imune ao escrutínio democrático. A receita é pagar menos impostos e desinvestir em serviços públicos. Os ricos terão as suas escolas. O problema é o que nos diz a História: quando se instalar o caos, a tragédia fará dos pobres as primeiras vítimas, mas acabará por atingir todos. Crie-se um novo horizonte. Sem isso, o futuro em democracia não durará 18.263 dias.
Paulo Prudêncio, in Público
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/correntes-a-educacao-18-263-dias-depois-do-inicio-inteiro-e-limpo/
Abr 16 2024
Talvez o substantivo gratidão seja o que melhor define o sentimento da maioria dos portugueses em relação aos corajosos revolucionários do 25 de Abril de 1974. Acima de tudo, o dia “inicial inteiro e limpo” enraizou o valor fundador: a liberdade em respeito pela liberdade do outro. Mas como se percebeu desde a Grécia Antiga, a democracia é frágil. A sua consolidação exige um compromisso diário com outro substantivo irrevogável: confiança. Confiança nos outros e na democracia como o sistema que originou as sociedades mais avançadas e inclusivas.
Aliás, há um tema que foi historicamente o cúmulo da desconfiança e que contribuiu para o colapso de regimes: a corrupção. E 50 anos depois do 25 de Abril, é oportuno revisitarmos sumariamente o que andámos a fazer nesses 18.263 dias, para que a corrupção – a pequena, a média e a grande – provoque tanta desconfiança, tanto mal-estar, e seja usada com sucesso eleitoral por forças demagógicas e autoritárias.
Desde logo, a perenidade da democracia relaciona-se directamente com o exemplo. Não adianta preencher a retórica com a ética republicana, se depois o legislador – e num ambiente com uma justiça lenta e ineficaz – não só não a concretiza, como essa inaceitável falha é usada para a “eternização” em cargos públicos ou para climas de caudilho e de pequenos feudos que se apropriam do bem comum.
Repare-se em dois fenómenos elucidativos em diferentes escalas: o poder local e o sistema bancário. Eduardo Souto Moura, com 40 anos de relações com a administração portuguesa, foi taxativo (programa “Primeira Pessoa” a partir do minuto 23 na RTP Play): “o pior da corrupção na nossa administração é o poder local”.
E recorde-se que foi só neste milénio que o poder local, onde se formaram os quadros partidários, conheceu a essencial limitação de mandatos. Se seria elementar dois mandatos na administração pública, após uma ditadura de 48 anos e com mais de três décadas com o mesmo chefe de Governo, a generalidade do país conheceu autarcas com cerca de duas ou três décadas de mandatos consecutivos.
Por outro lado, há muito que se testemunhou a concessão da licença de banqueiro a cidadãos de reconhecido valor moral. Pois bem, somos um lamentável estudo de caso que espelha a conclusão (2001) de Joseph Stiglitz: os EUA exportaram o seu modelo de corrupção, que foi em grande parte responsável pela crise de 2008.
A propósito, os 18263 dias têm um marco de fragilização exactamente nessa primeira década do milénio. O estado da Educação seguiu a tendência, e 20 anos é o tempo mínimo para se perceber o resultado das políticas.
Dividamos os 18.263 pelos dois séculos. Os dias do século XX perseguiram ideais de progresso: serviços públicos qualificados, eficientes e sem privatização de lucros; economia de mercado nos restantes sectores, com o reconhecimento do altruísmo dos criadores de emprego e de lucro essenciais ao crescimento económico e à distribuição da riqueza. O Serviço Nacional de Saúde elevou a qualidade da prestação de serviços, e a massificação da Escola Pública permitiu o avanço notável das qualificações e da frequência escolar entre 2000 e 2022. Cumpriram o programa social-democrata do pós-guerra, ao contrário dos bancos e das grandes empresas que se começaram a afundar no capitalismo desregulado.
Só que, no século XXI, a Educação não resistiu. Foi alvo (e a Saúde também) da inscrição ultraliberal nos processos de gestão. Só a luta incessante dos professores da escola pública conteve o mais grave: liberdade de escolha da escola e privatização de lucros em escolas privadas financiadas pelo orçamento do estado. Os EUA, o Chile e a Suécia são exemplos desse desastre. Leia-se, sobre os EUA, Diane Ravitch e os relatórios dos programas de avaliação de professores da Fundação Gates ou do “Obama Race to the Top”, sobre o Chile, Ernesto Schiefelbein e José Weinstein, e sobre a Suécia, Andreas Bergh e Johan Wennström.
Mas, por cá, insistiu-se na aproximação ao insucesso. 20 anos depois, os resultados estão aí: foge-se a ser professor, aumentam as desigualdades educativas e os alunos aprendem menos. Responde-se desesperadamente à falta estrutural de professores e à transição digital com concursos de professores realizados localmente e regimes de monodocência suportados em conteúdos massificados pelas gigantes tecnológicas.
Agrava-se, porque se sucedem ciclos políticos incapazes de mudar o essencial. Nada se inventa. Teima-se na farsa administrativa que avalia professores à mercê da decisão autocrata e da prevalência da técnica sobe os direitos fundamentais, que transformou a escola no último reduto do caudilhismo e asfixiou a essência do exercício de professor: a esperança. Empurrou-se, como tanto se avisou, os eleitores – e os novos eleitores – para a radicalização. Os resultados eleitorais falam por si. Como se disse, os eleitores, principalmente os mais novos, seduzem-se com a busca da política, do humanismo, dos direitos fundamentais e da natureza sem rivalidade com a tecnologia, e rejeitam a opção desequilibrada por esta e o desprezo pela escola como oficina da democracia.
Devolver o ambiente inteiro e limpo à escola, é, além do mais, o que está nas nossas mãos. É descobrir o fio à meada, como respondeu Confúcio à pergunta se era instruído e culto. Esgotou-se o tempo da inacção. A escola não é tudo, mas é quase tudo e parte inalienável.
E o quotidiano político torna-se ainda mais crucial para a sobrevivência da própria democracia, já que tristemente a sociedade mergulhou em distopias, fragmentações, ultraconservadorismos, nacionalismos e guerras culturais. Não haja ilusões. Este ambiente, que se generalizou nas democracias ocidentais, interessa ao poder financeiro imune ao escrutínio democrático. A receita é pagar menos impostos e desinvestir em serviços públicos. Os ricos terão as suas escolas. O problema é o que nos diz a História: quando se instalar o caos, a tragédia fará dos pobres as primeiras vítimas, mas acabará por atingir todos. Crie-se um novo horizonte. Sem isso, o futuro em democracia não durará 18.263 dias.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/a-educacao-18-263-dias-depois-do-inicio-inteiro-e-limpo-paulo-prudencio/
Abr 16 2024
Para que no dia 2 de setembro haja professores pelo país todo. Mas como já disse, no dia 1 de outubro vão faltar em todo o lado, porque vão ficar mais reduzidas as listas da Contratação em todos os grupos de recrutamento.
Um bom plano era dar o 15.º mês e um suplemento no subsídio de férias a quem não tivesse faltas.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/o-ps-ja-tratou-do-problema/
Abr 16 2024
“É uma situação gravíssima, um problema que é estrutural e que tem de ser resolvido rapidamente. Vamos apresentar um plano de emergência para resolver o problema da falta de professores em breve”, referiu.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/governo-vai-apresentar-plano-de-emergencia-para-resolver-falta-de-professores/
Abr 16 2024
Deixo este meu calendário do concurso 2024/2025 ajustado ao prolongamento de mais dois dias da fase de candidatura.
A vermelho estão as minhas previsões das listas provisórias e definitivas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/o-meu-calendario-do-concurso-2024-2025-ajustado-ao-prolongamento/
Abr 16 2024
Maioria dos horários por preencher em oferta de escola são em Lisboa, Setúbal e Faro, nos grupos de 1.º Ciclo, Português, Francês e Inglês
As aulas recomeçaram há uma semana e a Federação Nacional de Professores estima que 32 525 alunos não têm todas as disciplinas, por falta de professor, tendo em conta os 419 horários por preencher em oferta de escola. No ano passado, sensivelmente pela mesma altura, eram 13 095 alunos e há dois anos cerca de 15 mil, garante ao JN o dirigente Vítor Godinho.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/professores-em-falta-duplicam-num-ano/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/agora-sim-e-oficial-prazo-prolongado-em-48-horas/
Abr 15 2024

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação anunciou um reforço na capacidade dos servidores dos concursos de professores, decidindo prorrogar por 48 horas, até às 18:00 de quinta-feira, o prazo para submissão das candidaturas ao Concurso Interno e ao Concurso Externo para o ano letivo de 2024/25.
Tudo isto depois de um erro informático apresentado na página. “Esta página não está a funcionar”, “ocorreu um erro na aplicação”, “erro na aplicação” ou “software caused connection abort” foram as mensagens que os professores mais receberam desde domingo quando tentaram aceder à plataforma para se candidatarem ao concurso para educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário. O prazo para apresentação de candidaturas termina esta terça-feira pelas 18:00.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/04/e-meio-oficial-mas-a-dgae-prolonga-o-concurso-mais-48-horas/