Abril 2022 archive

Medidas do Governo consideradas insuficientes para resolver falta de professores

Medidas do Governo consideradas insuficientes para resolver falta de professores

Incentivos para a fixação de professores, alargamento do leque dos cursos de acesso à docência ou estagiários a dar aulas são medidas que dependem sobretudo de factores que escapam ao controlo do Governo e cujos impactos, a concretizarem-se, não terão efeitos a curto prazo, dizem especialistas.

 

Para formar 34 mil professores na próxima década é preciso duplicar o actual número de diplomados

Universidades e politécnicos têm 4200 vagas nos cursos que garantem profissionalização para a docência e formam pouco mais de 2000 professores por ano. Só mexidas na carreira podem tornar profissão atractiva, defendem responsáveis do ensino superior.

 

Municípios com poucas ou nenhumas respostas para alojamento de professores

Em Lisboa e Cascais não há ainda respostas para acolher professores colocados nas escolas dos concelhos que sejam de outras partes do país. Em Oeiras, há alguns alojamentos disponíveis e a autarquia planeia construir uma residência.

 

Nesta escola do Seixal fazem-se “remendos” com horas extraordinárias

A tendência da falta de professores, que já é sentida na Escola Secundária João de Barros, no Seixal, vai agravar-se ainda mais com a aposentação de 39 docentes nos próximos anos. “Nem temos tempo para pensar. Que tipo de avaliação é que nós vamos fazer?”, pergunta uma das professoras de Matemática.

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Ser Diferente é ser o que cada um fizer disso

 

 

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Integração de Crianças Refugiadas na Educação Pré-Escolar

Deixo mais um documento orientador da DGE para a integração de crianças refugiadas neste caso para a Educação Pré-Escolar.

 

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Requisição de Docentes para o Instituto dos Pupilos do Exército

Divulgação do Instituto dos Pupilos do Exército para a requisição de docentes dos quadros grupos 530, 540, 510 e 550 para o ano letivo 2022/2023.

 

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A Educação de 8 a 80 – Marco Bento

 

A integração da tecnologia no processo educativo sofre de uma grave lacuna entre o que é a realidade e os que são as expetativas, num período de dúvidas de todo o ecossistema educativo.

A Educação de 8 a 80

Assistimos atualmente a um mundo de olhares extremistas, nos quais apenas há lugar ao debate entre o bem e o mal, entre o preto e o branco, entre a esquerda e a direita, entre o certo e o errado, entre a inovação e a tradição, entre o digital e o analógico, entre o professor e o aluno. Essa é uma visão muito radical sobre o que deveria ser a capacidade humana de ouvir, respeitar, debater e incutir o bom senso e o equilíbrio nos pensamentos e discussões.

Na Educação, permanece a controvérsia entre a necessidade de inovação do sistema educativo, e a sua natural evolução social, versus a permanência de um modelo tradicional de ensino consistente, testado e seguro na sua ação pedagógica. Estamos apenas a viver na ilusão social de um mundo voltado para a transformação do sistema educativo pela inovação com tecnologia. Na verdade, a inovação, com e através da tecnologia, é apenas um placebo que nos é dado como se a sua utilização fosse uma prática inovadora num sistema de ensino.

Se as práticas com o digital fossem inovadoras, por que razão permanece a discussão sobre a necessidade ou as potencialidades da introdução da tecnologia em contextos educativos? Qual a razão de tantos Encarregados de Educação não assumirem essa importância e não requererem os computadores entregues pelo Ministério da Educação para os seus educandos? Por que razão as direções das escolas não acreditam nos seus professores e nos seus desenhos de atividades digitais, limitando as suas ações pedagógicas? Por que razão muitos professores não reconhecem a importância de uma inclusão do digital, combinada com outras estratégias e recursos nos seus desenhos pedagógicos? Por que razão os decisores não compreendem a importância de uma infraestrutura e equipamentos de qualidade para essa inovação? Como consciencializar os alunos nos processos de transformação pedagógica, se o que lhes é solicitado é o mesmo formato avaliativo? Qual o impacto das imensas investigações no processo de ensino?

A integração da tecnologia no processo educativo sofre de uma grave lacuna entre o que é a realidade e os que são as expetativas, num período de dúvidas de todo o ecossistema educativo sobre a eficácia ou não da tecnologia na aprendizagem, diabolizando-a e seguindo, assim, o extremismo da discussão.

O primeiro passo é a aceitação pelos alunos, pais, professores, direções e decisores que existe espaço e tempo para integrar a tecnologia com o mesmo equilíbrio com que deveria ser assimilado (e também não o é) o desporto e as artes. É inquestionável, porém, que a competência e confiança dos professores na manipulação da tecnologia é um fator chave para incorporá-la no ensino, e assim surge na formação uma variável decisiva para uma mudança bem-sucedida na cultura docente. O segundo passo é, necessariamente, debater o processo de avaliação, uma vez que tem influência nos processos dos alunos, pais, professores, direções e decisores!

Quando falamos de avaliação, partimos de um equívoco, pois avaliar não é o mesmo que classificar. O sistema está demasiado alienado com a pretensão em classificar, mas, sobretudo, por aplicar os mesmos instrumentos de avaliação em qualquer estratégia pedagógica. A questão de os instrumentos de avaliação serem contestados pela Escola no seu todo, por estes não funcionarem ou não serem eficientes, acontece, muitas vezes, por uma falta de compreensão e noção do que é, realmente, possível fazer num processo pedagógico designado de avaliação.

O foco deverá ser através da avaliação pedagógica, isto é, uma avaliação que permita ao aluno aprender mais e melhor. A avaliação é um processo pedagógico e não um “fim de etapa”. Naturalmente, muitas escolas estão em final de período e o fenómeno das avaliações é demasiadamente valorizado, esquecendo todo o processo e o que cada aluno faz em cada dia, realçando cada etapa e não apenas aritméticas estatísticas. Mas compreendemos que os professores se sintam pressionados pelo sistema educativo, pela família e pela sociedade, para uma avaliação que seja uma classificação, já que todos procuram números que traduzam resultados. Como tal, necessitamos pensar como é que, pedagogicamente, vamos desenhar uma tarefa para criar condições para o aluno planificar, desenvolver e construir um produto que implique a aplicação dos conteúdos e ilustre as suas competências, sejam individuais ou em grupo, com ou sem avaliação oral, mas monitorizando o trabalho nas diferentes etapas da sua construção, e não, apenas, o produto final, classificado com um número. A conceção e a monitorização do processo de avaliação e das tarefas, numa colaboração e cocriação entre o aluno e o professor é mais exigente, mas o processo melhora a aprendizagem, e esse é um dos objetivos fundamentais da avaliação.

Assim, sabemos que o modelo de acesso ao Ensino Superior constitui um formato ultrapassado e injusto, que condiciona toda a transformação pedagógica no restante ensino obrigatório. Deste modo, é urgente que o Ensino Superior participe, ativamente, nessa seleção e decisão. Liderar o processo de transformação pedagógica deveria ser uma prática de quem ensina e investiga pedagogia.

A Educação não pode continuar a falhar, desde logo, quando se contesta a ciência, mas também deverá ter a hipótese de errar em alguns momentos. O julgamento não poderá situar-se apenas no 8 ou no 80, mas, sem extremismos, definir-se com equilíbrio, participação e compreensão de toda a sociedade.

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Orientações para o Acolhimento, a Integração e a Inclusão de Crianças e Jovens Ucranianos

Clicando na imagem seguinte acedem às Orientações da DGE para o acolhimento, a integração e a inclusão de crianças e jovens Ucranianos.

 

E é também apresentada mais uma ferramenta de apoio a estas crianças e jovens.

RTP Ensina apresenta “Português para Ucranianos”

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Há um Elevado Número de Horários Completos e Anuais

Na Reserva de Recrutamento 28 e 29, assim como nos horários em concurso na Contratação de Escola existiram mais colocações em horário completo e anual do que seria suposto nesta altura do ano.

Na Reserva de Recrutamento 29 existiram 38 colocações em horário completo e anual e na Reserva de Recrutamento 28 existiram 23 colocados.

Este número mais elevado de colocações em Horário completo e anual prende-se exclusivamente com o reforço de crédito atribuído às escolas para a integração nas escolas portuguesas das crianças e jovens provenientes da Ucrânia.

Cada Agrupamento que tenha recebido 6 ou mais crianças deste pais teve um reforço de crédito de 1100 minutos semanais para o apoio do Português Língua Não Materna (ou seja, um horário completo) e abaixo de 6 crianças esse reforço foi de metade desse tempo.

Nas próximas semanas ainda deverá haver um número elevado de colocações em horário completo e anual por este motivo.

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#EPE aos Quadradinhos

Situação de discriminação institucional dos professores do ensino português no estrangeiro: Portugal, Estado de direito? Sim, mas não totalmente!

 

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A suprema hipocrisia: exigir aos outros aquilo que não se pratica…

“As escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz”, terá afirmado João Costa, no passado dia 5 de Abril, à margem do Conselho Europeu de Ministros da Educação…

Frases premeditadas, proferidas à porta de um Conselho Europeu, podem tornar-se em meros chavões inúteis, destinados a mascarar a realidade, desmentidos pela imparcialidade factual:

Nessa visão das escolas parece estar implícita a concepção das mesmas como lugares idílicos, propícios à criação de condições para a observância da democracia, da paz, da felicidade, do pensamento crítico, do pensamento independente ou da experimentação, no seu sentido mais lato…

Lamentavelmente, essa visão encontra-se absolutamente deturpada, sobretudo por não corresponder à realidade. E a realidade é esta: o ambiente que se vive actualmente, na maioria das escolas, é castrador e oposto ao conceito de liberdade individual…

A partir da publicação do Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de Abril, a ditadura foi instaurada nas escolas públicas. Depois desse Decreto, as escolas regrediram “às trevas” e mergulharam na opressão e no obscurantismo, de onde nunca mais conseguiram sair…

No geral, as escolas foram transformadas numa espécie de “feudos senhoriais”, como se fossem propriedade privada; o Poder foi centralizado, as decisões são, muitas vezes, tomadas de forma unipessoal, inflexível e arrogante; a doutrinação e o culto à personalidade do “líder supremo” são frequentes, podendo chegar-se ao ridículo da existência de rituais a lembrar o “Beija-Mão” de outras épocas…

Os privilégios concedidos aos detentores do Poder permitem-lhes exercê-lo de forma absoluta, abusiva e discricionária, se for essa a sua vontade…

A contestação costuma ser barrada; oficiosa e cinicamente, a oposição é proibida; existe censura, concomitante com represálias e castigos, previstos para quem ouse levantar-se…

Muitas vezes existe assédio moral e psicológico, repressão, controlo e intimidação… Existe “vigilância política” e existe, enfim, um hediondo “terrorismo de Estado”, através do qual se mantém a ordem e a hierarquia e se desincentivam eventuais insurreições…

Na prática, órgãos como o Conselho Geral, o Conselho Pedagógico ou o Conselho Administrativo, resumem-se todos apenas ao Poder de uma só figura: o Director, ou aqueles em quem o próprio delegue determinados Poderes…

Nessas circunstâncias, a escola tornou-se estéril de discussão saudável, esvaziada de democracia participativa, minada pela farsa diária, pelos sorrisos forçados e pela hipocrisia do “faz de conta”…

No contexto anterior, considerar que “as escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz”, não pode deixar de ser qualificado ou como uma piada de mau gosto, eivada por um certo sadismo; ou como a recusa de aceitar e assumir a realidade, substituindo-a pela imaginação, pela fantasia e pelo pensamento mágico…

Em parte significativa das escolas, não existe democracia, nem paz… Ditadura encapotada de democracia talvez haja e muita “paz podre” também…

Não reconhecer isso é deixar-se enredar por uma espiral de dogmatismo e de hipocrisia…

O Ministério da Educação não pode deixar de ser apontado como o principal responsável pelo défice democrático que grassa nas escolas, sobretudo desde 2008… Fatalmente, em Educação, o (bom) exemplo raramente vem de cima…

E o presente Ministro, que também desempenhou funções governativas na área da Educação nos últimos seis anos, enquanto Secretário de Estado, não poderá demitir-se ou desvincular-se dessa responsabilidade, nem desse ónus…

Não parece legítimo que o Ministério da Educação exija às escolas aquilo que o próprio não tem conseguido ou querido fazer: devolver a democracia às escolas, permitindo o efectivo exercício da liberdade individual e colectiva…

Como podem as escolas, em consciência e com plena convicção, dar aquilo que elas próprias não têm?

O tamanho da hipocrisia costuma medir-se pela distância entre o que é dito e o que é feito…

No caso presente, parece que a hipocrisia terá uma dimensão assinalável, uma vez que não se vislumbra qualquer vontade política para revogar o Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, prevalecendo o aforismo: “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”…

E a primeira causa para não se proscrever o referido Decreto parece ser esta: os principais executores locais das medidas de política educativa são os Directores, a quem é conferida a autoridade necessária para implementar tais políticas, conforme consta nos próprios fundamentos da criação desse cargo (Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril)…

Por outras palavras, o Ministério da Educação precisa dos Directores para executar as suas políticas educativas, custe o que custar, e os Directores precisam da desmesurada autoridade que lhes é conferida por esse Ministério para exercerem o Poder da forma que mais lhes convier…

Enquanto assim for, essa interdependência entre Ministério da Educação e Directores não deixará de assumir um carácter perverso e vicioso, com uma estratégia clara: procurar o benefício de ambas as partes, por via do mutualismo…

No meio desses “Jogos de Poder” encontram-se milhares de alunos e de profissionais de Educação que, cada vez mais, parecem ser instrumentalizados como meros “peões”, postos ao serviço ora de uns, ora de outros…

No final, perde a Educação, cada vez mais despojada dos principais Valores da cidadania, apesar de até existir uma componente de currículo denominada Cidadania e Desenvolvimento, supostamente muito grata ao Ministro da Educação e à qual atribuirá muita importância…

“Os professores têm como missão preparar os alunos para a vida, para serem cidadãos democráticos, participativos e humanistas” (DGE, Aprendizagens Essenciais/Cidadania e Desenvolvimento)…

E os profissionais de Educação, que também são cidadãos, verão respeitados, na escola onde trabalham, o seu igual direito à democracia, à participação e ao humanismo?

Ou estaremos perante mais uma evidência de flagrante hipocrisia?

(Matilde)

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Lista Colorida – RR29

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR29.

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193 Contratados na RR29

Foram colocados 193 contratados na reserva de recrutamento 29, distribuídos da seguinte forma:

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A falta de formação dos formadores dos novos professores?

 

Parece que se começa a descortinar um bode expiatório para levar com as culpas de um problema de todo o ensino superior, os professores do ensino superior.

A uma parte dos professores que lecionam no ensino superior pouca ou nenhuma prática têm, não são só aqueles que lecionamos cursos via ensino, até porque, esses serão os que aina vão tendo alguma,  lá vão dando umas aulas. Mas pergunto, se noutras profissões, a experiência dos docentes “formadores” será alguma além do trabalho desenvolvido como docentes?

A maior parte dos meus professores iniciaram a sua carreira como docentes do ensino básico e secundário. Um desses professores disse-me, um dia, que nunca devia permitir que me tratassem por “doutor” porque eu era um professor.

Andam muitos doutores por aí e a maioria não está nas escolas nas escolas, os que lá andam são professores com muita experiência.

 

“Há margem de melhoria e de mudança na forma como se formam os professores”. Isto porque, ainda que se verifique um nível de qualificação elevado – dado que a maioria dos docentes responsáveis por essa formação são doutorados – a preocupação cai sobre o facto de “um terço dos professores não ter formação no ramo educacional”. Para agravar a situação junta-se ainda o elevado número de docentes que “nunca tiveram experiência no ensino básico e secundário”.

Há, sempre, margem de melhoria, nos antigos e candidatos a ministros da educação nem se fala o quanto…

 

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Falta de professores? Algumas considerações – Alberto Veronesi

 

Falta de professores? Algumas considerações

A grande notícia desta semana foi a de que “mais de 100 mil alunos estarão sem pelo menos um
professor já no próximo ano”. Não é uma novidade, pois já em novembro do ano passado,
quando o Governo apresentou um estudo encomendado à Universidade Nova SBE, se sabia que
40% dos professores se iriam reformar até 2030 e, em consequência, será necessário recrutar,
em média, 3400 novos docentes por ano.
Geralmente, na altura em que decorre o concurso de professores, o tema da sua falta costuma
voltar à ordem do dia. No entanto, parece-me que as soluções que foram apresentadas pelo
governo são manifestamente insuficientes e sobretudo ignoram o real problema da profissão.
Nas Linhas Gerais do Programa do Governo as soluções consideradas como sendo as que irão
acautelar a falta de professores são: tornar a carreira de professor mais atrativa, nomeadamente,
através de novos modelos de recrutamento e de vinculação; permitir a vinculação ao quadro de
escola, ao quadro de agrupamento e ao de zona pedagógica o mais rapidamente.
Considerar que estas medidas terão resultados práticos é estar mal informado quanto às reais
razões para que os professores desistam da profissão e os jovens nem sequer a equacionem.
Abrindo o concurso de professores a mais candidatos, através da revisão das habilitações
mínimas para a docência, oferecendo uma entrada na carreira mais lesta, baixando a fasquia e o
rigor na seleção, pode-se conseguir aumentar o nível de interessados em ingressarem na
profissão, mas não se conseguirá nem captar os melhores, nem evitar que outros tantos dela
desistam.
A carreira de professor, tal como está, deixou de ser interessante para a maioria dos que o são e
menos ainda para quem algum dia até possa ter equacionado segui-la. De que serve oferecer
uma mais rápida inclusão nos quadros se, por exemplo, isso significa estagnar durante décadas
no mesmo escalão remuneratório? De que serve oferecer essa integração aos que entram se
faltaram ao respeito, aos que dela fazem parte, quando saquearam mais de seis anos efetivos de
trabalho, com todas as repercussões negativas que isso teve na vida desses milhares de
professores?
O problema da falta de professores não está só, creio até que esse seja um problema de
somenos, no recrutamento e vinculação. Está sobretudo na falta de condições globais. Ajustando
e melhorando estas condições, os candidatos surgirão naturalmente. O foco deve ser esse. Caso
contrário, iniciaremos um caminho, penso até que o possamos já ter iniciado, que levar-nos-á à
efetiva falta generalizada de professores. Esta, por sua vez, conduzir-nos-á a um estado de

emergência educativa e a termos de recorrer a “qualquer um” que aceite desempenhar a função
de professor por um valor bem mais atrativo para quem contrata.
Uma vez que não me parece que as soluções passem só por uma flexibilização no recrutamento,
revendo as habilitações para a docência, recrutando qualquer licenciado, fazendo da profissão
uma espécie de escape do desemprego, nem por uma vinculação acelerada, que soluções então
deverão ser equacionadas para combater este flagelo?
Dignificar e tornar a carreira mais atrativa, passa em primeiro lugar por devolver alguma
dignidade aos professores, devolvendo o tempo de serviço efetivamente trabalhado para efeitos
de progressão, eliminando as quotas e revendo os índices remuneratórios que, como já tive
oportunidade de escrever, sofreram desde 2009 uma atualização ridícula. No índice 167, que
corresponde aos professores contratados e no primeiro escalão da carreira, o aumento foi de
18,27€, bruto em 13 anos. Revelador! Alargando as possibilidades de vinculação de acordo
com as reais necessidades do sistema, dando incentivos para professores deslocados,
garantindo a equidade nos descontos para a segurança social entre professores com horários
completos e incompletos, completando estes últimos para se tornarem mais apelativos para os
candidatos.
Criar condições organizacionais promotoras de ambientes saudáveis de aprendizagem,
começando desde logo por rever o modelo de gestão dos estabelecimentos de ensino,
recuperando a sua democraticidade. Revalorizando o currículo que tem sofrido demasiadas
alterações de eficácia pedagógica questionável. Reduzindo o número de alunos por turma e
definindo o máximo de alunos por professor. Revendo a Avaliação de Desempenho
Docente, abolindo a classificação do desempenho, entre pares. Atribuindo mais meios para a
inclusão, pois a forma como se tem tentado implementá-la nas escolas tem sido altamente
ineficaz promovendo muitas vezes, citando Santana Castilho, “uma exclusão dupla, mais
gravosa ainda para os que nasceram diferentes”. Reduzindo drasticamente a burocracia
escolar. É sabido que uma das causas que leva os professores à exaustão é a excessiva carga
burocrática com que se veem a braços diariamente nas escolas. Redefinir as tarefas que são da
competência dos serviços e as que são dos professores, devolvendo-lhes o tempo necessário
para que se possam focar na sua primordial tarefa, ensinar. Combater veementemente a
indisciplina e violência em meio escolar. É essencial que haja um sinal claro por parte da
tutela de que haverá tolerância zero no que toca a indisciplina em meio escolar.
Simultaneamente, deverão ser criadas redes de apoio sociais e comunitárias que, em
colaboração com as escolas, deverão prevenir estas situações a montante, no seio do problema
que é maioritariamente fora da escola.

Colocando em marcha estas medidas, naturalmente os jovens tenderiam a sentir-se mais
motivados a seguir esta tão nobre profissão.

 

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Concurso Pessoal Docente 2022/2023 – Listas Ordenadas – Açores

 

Concurso Pessoal Docente 2022/2023 – Listas Ordenadas

 

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“O que é que achas que causou a tua heterossexualidade?”

 

Manual de Educação Sexual com 11 anos reacende polémica nas redes sociais

As autoras do Programa Regional de Educação Sexual em Saúde Escolar, promovido pela Administração Regional de Saúde do Norte, I.P. (ARSN) quiseram que os estudantes sentissem a homofobia e bifobia que existem. No entanto, volvidos mais de 10 anos, os encarregados de educação continuam a frisar que estão “a promover a homossexualidade no ensino”.

“O que é que achas que causou a tua heterossexualidade?” é a primeira pergunta do “Questionário Para Heterossexuais”, integrado no “Caderno PRESSE 3º Ciclo”, de 2011, que, desde terça-feira à noite, tem gerado controvérsia na redes sociais. Principalmente, no Facebook, onde encarregados de educação, professores, movimentos – como o “Movimento Cívico Deixem as Crianças em Paz” – e até simples curiosos fazem publicações com observações como “O Estado Português está a promover a homossexualidade no ensino!”.

“Quando é que decidiste que eras heterossexual?”, “É possível que a heterossexualidade seja apenas uma fase que passe quando cresceres mais um pouco?”, “É possível que sejas heterossexual por sentires medo de pessoas do mesmo sexo que o teu?”, “Se a heterossexualidade é normal porque é que existem tantos doentes mentais heterossexuais?”, “Porque é que tens de “anunciar a todos” a tua heterossexualidade? Não podes apenas ser quem és sem falares muito sobre isso?”, “A maioria dos abusadores de menores é heterossexual. Achas que é seguro expor as crianças a educadores heterossexuais?” e “O número de divórcios entre pessoas heterossexuais é muito elevado. Porque é que as relações amorosas entre pessoas heterossexuais são tão instáveis?” são as restantes questões que fazem parte da área temática “Expressões de Sexualidade e Diversidade” que deve ser aprofundada com os estudantes dos 7º, 8º e 9º anos do 3.º ciclo do Ensino Básico.

 

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Em teoria dar aulas é assim

 

Não temos apenas um problema de ter de formar mais professores, é preciso olhar para a qualidade da formação.

Em teoria dar aulas é assim

Os jovens que ingressam em cursos em que aprendem a ser professores do ensino básico ou do ensino secundário são formados, muitas vezes, por professores que nunca deram aulas a crianças ou adolescentes. Temos professores que ensinam como se ensina Matemática a um aluno de seis anos. Em teoria. Na prática, nunca passaram por isso.

 

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194 Docentes Aposentados em Maio de 2022

Da rede pública do ME foram aposentados com efeitos ao dia 1 de maio de 2022, 194 docentes.

 

 

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Descentralização de Competências – Esclarecimentos

Sendo uma obrigação legal que todos os municípios adiram (obrigatoriamente) à transferência de competências na área da Educação, desde o dia 1 de abril, ainda existe um ou outro município que resiste a esta obrigação.

Daqui a um ou dois anos veremos que municípios conseguiram não entrar em  falência técnica devido aos escassos recursos que o ME transfere agora, que não considera as reais necessidades das escolas e as insuficiências do parque educativo.

 

Descentralização de Competências – Esclarecimentos

 

 

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Reserva de recrutamento 29

Reserva de recrutamento n.º 29

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Os funcionários públicos…

 

Os funcionários públicos…

Há funcionários públicos fantásticos, profissionais dedicados e com um sentido de missão gigantesco que são muito mal pagos pelo empenho e profissionalismo que têm, conclusão a retirar do benchmark salarial com o sector privado. E depois há os “públicos” que de “funcionários” não têm nada, pois não são profissionais e não fazem nada (pelo menos positivo), excepto queixar-se. Estes ganham o mesmo que os anteriores, logo estão muito bem pagos e ganham demais. Como no sector privado, há os “excepcionais, os bons, os maus e os vilões”. Mas no Sector privado podemos criar perfis de desempenho desejados, avaliar, remunerar de acordo com o desempenho e resultado (e não antiguidade), premiar… se não forem atingidos os objectivos há consequências e no limite fecha-se a empresa e os postos de trabalho extinguem-se. Há uma cumplicidade de objectivos que muitos sindicatos e patrões ainda não entenderam. No sector público a cumplicidade advém do profissionalismo individual e da liderança. Não advém das avaliações feitas por sectores corporativistas que se auto-avaliam, nem de avaliados que vão avaliar os avaliadores mais tarde. Sem risco de a “empresa fechar” (ou seja o estado deixar de pagar o salário baixo ou alto, consoante o desempenho de cada um). Por isso entendo que tem de de existir um compromisso de ambas as partes baseado em 2 premissas: os funcionários públicos ganham pouco e isso é óbvio; mas há muitos funcionários públicos que não fazem nada sem sofrer nenhuma consequência. Estas 2 variáveis prejudicam o modelo meritocrático que devia existir, pois desmotivam os muito bons “funcionários públicos” que existem, que se fartam de trabalhar e recebem o mesmo salário que os “públicos”. O compromisso é simples, mudem radicalmente a legislação laboral, permitam avaliações objectivas de desempenho e resultado, extingam e despeçam a percentagem de “públicos” (o problema é que muitos deles também estão nos sindicatos) e utilizem esta verba para aumentar os salários dos “funcionários públicos” que merecem salários que lhes permitam viver dignamente. Bem como digitalizar os serviços públicos, recrutando apenas os novos “funcionários públicos” que fazem falta nos serviços, mas sem aumentar a despesa pública pois já poupamos nos que saíram. No segundo trimestre de 2021, o Estado tinha 731 mil trabalhadores públicos, o valor mais alto desde 2011. Mas se usarmos os dados do Eurostat 2019, verificamos que Portugal até tem uma das % mais baixas de funcionários públicos em relação à sua força de trabalho total (abaixo dos 15%) enquanto a Europa está perto dos 19%. Obviamente de 2019 até agora, como aumentamos o número de trabalhadores, devemos ter aumentado a percentagem. Mas como os critérios podem variar, podemos avaliar de outra forma e estimar o peso destes gastos salariais vs o PIB, vendo quanto é que as remunerações da Função Pública pesam na totalidade da despesa do Estado. Neste critério,  Portugal surge a meio da tabela e acima da média comunitária. Portanto devemos já estar na média Europeia ou perto dela. Não temos de aumentar os “funcionários públicos” temos é de “renovar” os “públicos”. Com uma preocupação acrescida, “o inverno” da pirâmide etária: em 5 anos, a percentagem de trabalhadores com mais de 55 anos saltou de 19,6% para 36,5%.

Em suma, o nosso país tem uma tarefa hercúlea de digitalização e modernização administrativa e de reforma da administração pública, fundamental para o crescimento económico que o nosso país precisa

 

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Professores reformados vão voltar à escola

 

Ministro da Educação, João Costa, revelou que há muitos professores já reformados a disponibilizarem-se. Ministério está a preparar normativo para permitir enquadrar esses ex-docentes

Professores reformados vão ajudar na integração de refugiados nas escolas

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A propósito da Capacitação Docente – José M. Alho

 

Escolher sair da nossa zona de conforto é um ato de humildade. Mas é, acima de tudo, um passo para espoletar um processo predominantemente dialético e reflexivo, que requer um esforço direcionado para a alteração de práticas e culturas profissionais.

É, pois, no contexto presente do meu trabalho, integralmente dirigido para as necessidades e os interesses dos alunos, que me quero colocar em posição de poder selecionar os melhores recursos e conteúdos digitais, dando preferência àqueles que:

  • tenham relevância para os nossos alunos;
  • estejam alinhados aos objetivos de aprendizagem previstos nas Aprendizagens Essenciais;
  • tenham consistência e fidedignidade;
  • sejam simples e intuitivos, de modo que facilitem processo de aprendizagem.

 

Priorizando estes pressupostos na seleção de recursos digitais, caber-nos-á agora – indiscutivelmente mais bem apetrechados – fazer a seleção dos recursos digitais que podem ser utilizados pelas diferentes áreas do conhecimento, já que são ferramentas de produção digital, ou seja, quer professor quer aluno, podem criar os conteúdos a partir das suas funcionalidades.

O 1º Ciclo é um momento mágico na vida das crianças, um momento de experimentar e vivenciar aprendizagens diversificadas. Neste sentido, é fundamental que os professores não recusem novos ambientes escolares, que se constituam como facilitadores da aprendizagem por meio de novas abordagens pedagógicas e o seu uso deverá ser, por isso, intencional e acuradamente integrado, com o foco invariavelmente colocado na melhoria das aprendizagens.

Aliás, como (muito) bem antecipa José Moran Costas, urge sensibilizar “para as mudanças, as metodologias ativas, sala de aula invertida, rotação por estações, aprendizagem em times. Também dão ênfase à aprendizagem por projetos, problemas, por desafios, casos e maker. Os projetos começam dentro das disciplinas e se ampliam para projetos integradores, interdisciplinares. Também avançam os modelos híbridos, com integração crescente entre o digital e o presencial com apoio de tecnologias e plataformas digitais. Os modelos híbridos se combinam com as metodologias ativas e ampliam as possibilidades de escolha dos alunos (personalização) e redefinem também as formas de avaliação. Metodologias ativas e modelos híbridos exigem salas de aula mais flexíveis. Começam as escolas desenhando algumas salas mais adaptadas para trabalho em grupo e individual e, aos poucos, os espaços são modificados para que todos possam ensinar e aprender ativamente. Metodologias ativas, modelos híbridos e espaços flexíveis preparam a próxima etapa que é o redesenho do currículo, que avança dos projetos integradores para o modelo de competências e projetos. Desse modo, as instituições percorrem um rico caminho de transformações cada vez mais amplas e estruturais.

A utilização de ferramentas digitais na Educação Básica impõe-se que se inicie no 1.º Ciclo, nas disciplinas tidas por estruturantes como o Português, a Matemática e o Estudo do Meio. Mesmo antes de saberem ler e escrever, os pequenos já estão conectados ao mundo digital. No entanto, não incentivar o seu bom uso das escolas seria negar sua presença na vida das crianças – um erro crasso.

Orientar, desde a primeira infância, é fundamental para sensibilizar sobre o uso e o papel do universo digital na Educação e, por conseguinte, na vida das crianças. Nesta faixa etária, os alunos possuem muitas curiosidades e aceitam, com facilidade, a realização de diferentes atividades e desafios, evidencia que deve ser otimizada para fomentar aprendizagens significativas.

O 1º Ciclo é um momento mágico na vida das crianças, um momento de experimentar e vivenciar aprendizagens diversificadas. Neste sentido, é fundamental que os professores não recusem novos ambientes escolares, que se constituam como facilitadores da aprendizagem por meio de novas abordagens pedagógicas e o seu uso deverá ser, por isso, intencional e acuradamente integrado, com o foco invariavelmente colocado na melhoria das aprendizagens.

De resto, poder-se-ão elencar 7 motivos para defender a introdução, integrada e harmoniosa, da tecnologia digital em favor da melhoria do desempenho dos nossos alunos:

  1. A tecnologia digital desperta maior interesse e prende a atenção dos alunos.
  2. A tecnologia digital auxilia na perceção e na resolução de problemas reais.
  3. A tecnologia digital insere as crianças e os jovens no debate social e contribui para a formação do senso crítico.
  4. A tecnologia digital trabalha a responsabilidade na utilização da internet e dos recursos digitais.
  5. A tecnologia digital contribui para democratizar o acesso ao ensino.
  6. A tecnologia digital oferece feedbackimediato e constante a professores, alunos e responsáveis.
  7. Permite traçar um plano de ensino adequado a cada aluno.

Recurso(s) utilizado(s)

Visando a aplicação e a sistematização dos conhecimentos adquiridos, recorro, entre muitos outros, ao Google Sheets, ao Google Forms, à Escola Virtual, à Aula Digital, à Leya, ao Youtube, ao Canva, tendo igualmente feito uso do:

  • Padlet, uma ferramenta digital que permite a criação de um mural ou quadro virtual dinâmico e interativo para registar, guardar e partilhar conteúdos (imagens, vídeos, documentos de texto) – afinal, o dossier digital onde guardei os meus trabalhos. Disponível na web e em apps para Android, iOS e Kindle, esta plataforma permite a criação de quadros virtuais para facilitar a organização da evolução nos mais variados tipos de projetos educativos, que podem ser ajustados conforme as necessidades e, assinale-se, são compatíveis com conteúdos de diferentes formatos: texto, fotos, vídeos, links, desenhos, telas compartilhadas.
  • Nearpod. É uma plataforma online baseada em aprendizagem móvel, que possui diversas funcionalidades para tornar uma aula mais atrativa e participada.  É uma ferramenta de apresentação colaborativa, que permite que os professores se envolvam e avaliem os dados de seus alunos usando dispositivos móveis. De igual modo, os alunos podem aceder à aula em tempo real, através de dispositivos móveis, com um código de transmissão que o professor disponibiliza. Além disso, funciona como um repositório e criador de apresentações interativas. São apresentações interativas, pois o professor, dentro de um recurso em slides, pode criar atividades para que os discentes respondam e os seus desempenhos sejam, instantaneamente, disponibilizados. Em complemento, é possível incluir nas apresentações vídeos, áudios, arquivos guardados em serviços de nuvem, páginas web, entre outros.

Alguns documento(s) criado(s)

Sem egoísmos paroquiais, fruto de uma mentalidade porventura atávica, animada por irracionais lógicas de sobrevivência, motivadas por um sistema de avaliação docente que, para alguns, priorizará a máxima primo mihi, listo em baixo algumas incursões que reputo de globalmente válidas:

  • Um mural dinâmico e interativo no Padlet, disponível aqui
  • Fichas de Verificação de Conhecimentos, para as disciplinas de Estudo do Meio, Português e Matemática (no Google Forms), disponíveis aqui , aqui, aqui e aqui
  • Lição no Nearpod (Estudo do Meio), disponível aqui

 

Por fim, e porque os modelos de aprendizagem híbridos visam, no essencial, harmonizar o melhor dos diferentes mundos, destaco que aquele que melhor se adaptou para organizar e operacionalizar a maioria das minhas propostas foi o modelo de rotação em que os meus alunos alternaram entre ambientes  com atividades de aprendizagem  distintas (trabalhos de grupo ou individuais) e com trabalhos escritos em espaços analógicos e digitais, circulando entre a sala de aula e a Biblioteca da nossa Escola, bem apetrechada tecnologicamente, transformada, por isso, em laboratório de informática.

Em boa verdade, a tecnologia digital, enquanto ferramenta complementar de suporte, pode contribuir para superar o velho e gasto paradigma de um ensino transmissivo-enciclopédico, pouco ativo e gerador de injustiças várias.

 

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Validação das Candidaturas – Concurso Externo / Contratação Inicial / Reserva de Recrutamento

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 06 e as 18:00 horas de dia 12 de abril de 2022 (hora de Portugal continental), para efetuar a validação das candidaturas ao Concurso Externo/Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento.

SIGRHE – validação das candidaturas

Manual de utilizador – Validação da candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023

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Os Técnicos Superiores de Educação não são um produto de consumo

 

Os Técnicos Superiores de Educação não são um produto de consumo com curta validade de 18 meses, eles têm direito a consolidar nas escolas onde estão em mobilidade.

Os diretores de Escolas que receberam os TSE (Assistentes Sociais, Psicologos, Terapêutas da Fala, Interpretes de Linguagem Gestual, Animadores) entre outros em mobilidade querem que estes consolidem nos seus agrupamentos.
Porque eles são uma necessidade permanente e não de curta duração ou provisória.
Não só porque têm demonstrado um trabalho de desempenho excelente em tempos que atravessamos de covid, guerra na europa, a gripe A, mas também porque quando um diretor faz um pedido de consolidação de mobilidade é porque o técnico superior é uma necessidade na escola onde está em mobilidade. Se inicialmente foi dada mobilidade ao técnico superior é porque o Ministério da Educação admitiu que nesse agrupamento havia vaga para que mais tarde o TS possa consolidar a sua mobilidade.

Chega de atropelos á lei. A legislação é clara quanto ao direito de consolidar o Técnico Superior de Educação! Vejamos no art° 99 n.°3 da Lei geral do Trabalho em Funções Públicas, o acordo do serviço de origem é dispensado atendendo às alíneas a) e b) do n.° 1 do art.° 96 da referida lei, a mobilidade operou para um serviço fora das áreas metropolitanas de Lisboa ou Porto e a mobilidade apenas se concretizou após decorridos 6 meses da recusa do serviço de origem. Portanto dadas estas circunstâncias a escola de origem onde o técnico superior de educação vinculou não terá que se pronunciar, como o Ministério da Educação tem vindo a fazer, só se poderá pronunciar se a escola de origem tiver autorizado a mobilidade do TS ao 1° pedido, caso contrário se a mobilidade do TS apenas se concretizou após decorridos 6 meses da primeira recusa da mobilidade da sua escola de origem, é dispensado o parecer da escola de origem na consolidação da mobilidade do técnico.

Os Técnicos Superiores de Educação têm o direito de aproximar á sua residência para poder cuidar dos seus familiares gravemente doentes, ou cuidar de si próprios aquando doentes, mas o ministerio da educação alega que não, que isso não está comtemplado na legislação. Onde está o superior interesse do Técnico Superior da Educação, descrito na legislação?

Não façam das escolas públicas o único ministério onde esta vergonha persiste no séc. XXI!!!

TSE e Diretores de Escolas estão de mãos dadas pelo direito á consolidação das mobilidades!

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Tribunal dá razão a docentes que querem voltar para Caixa Geral de Aposentações

 

A Fenprof tem atualmente 80 ações judiciais interpostas, das quais três já transitaram em julgado com decisão favorável aos professores, revelou a federação.

Tribunal dá razão a docentes que querem voltar para Caixa Geral de Aposentações

“Reinscrição de docentes retirados indevidamente da Caixa Geral de Aposentações para a Segurança Social: Tribunais reconhecem razão aos professores”, anunciou a Fenprof num comunicado enviado esta segunda-feira para as redações.

 

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Aumentou a indisciplina nas salas de aula? – Paulo Prudêncio

 

Aumentou a indisciplina nas salas de aula?

A mediatização volta a salientar o aumento da indisciplina nas salas de aula. E se em rigor não se pode afirmar tal subida num universo inquantificável, também não se deve ignorar um assunto crucial para as aprendizagens, e para o ensino, numa fase em que à crescente falta de professores se responde com mais precariedade. Desde logo, sublinhe-se questões prévias: esta discussão é recorrente e, com frequência, confunde-se correntes da pedagogia com ideologias políticas; desde que há escolas que existem problemas disciplinares mais ou menos tolerados e há intemporalidades na sua percepção, nomeadamente as relacionadas com os conflitos de gerações e com a rebeldia na aprendizagem. Contudo, há variáveis escolares concludentes: turmas numerosas ou constituídas maioritariamente por alunos “que não querem aprender” – o desafio das democracias será sempre reduzir este grupo -. A indisciplina sobe exponencialmente se se junta essas variáveis e agrava-se se não se aplica uma regra elementar: a tolerância só é verdadeiramente educativa se estabelecer os limites do intolerável. No nosso caso, a discussão contamina-se pela desconfiança nos professores e pela ocupação do espaço de debate, e das políticas, por um antigo discurso centrado em categorias empáticas de negação de conflitos e contradições que rejeita um triângulo intemporal: os conhecimentos como ultrapassagem da relação contraditória entre professores e alunos, mesmo a que não se circunscreve às salas de aula e integra um conceito de escola como grande sala de estudo ou biblioteca a partir das turmas e das disciplinas e para lá dos seus limites físicos. São raros os estudos empíricos. No entanto, a “OCDE concluiu (2017), sem referir as causas, que, por cá, reina a pequena indisciplina nas salas de aula o que nos coloca, por exemplo, no primeiro lugar do tempo perdido para começar uma aula”. A OCDE não apurou as causas, mas parece que a adicção tecnológica, e a privação do telemóvel, será uma explicação. Além disso, estudos mais recentes da OCDE (2021) destacam-nos em primeiro lugar em domínios que influenciam a liderança dos professores: falta de reconhecimento e confiança, stress profissional, muita burocracia, exaustão e escolha de outra profissão se voltassem atrás. Ou seja, a indisciplina é um assunto entre professores e alunos que também tem, obviamente, origens concludentes na sociedade. Acima de tudo, ensinar é complexo, exige muita preparação e uma elevada energia. Requer o uso de diversos estilos de ensino, com as capacidades volitivas em inscrição optimista, para corresponder às constantes solicitações dos alunos, sabendo-se que é mais correcto falar de ignorância do que de conhecimento sobre o modo como cada um aprende. E neste mundo exigente e complexo, os professores necessitam de uma retaguarda forte e de boas condições de realização; e a carreira, a avaliação e o clima das escolas degradaram-se objectivamente. Aliás, se os professores assistem, há década e meia, à devassa mediática do seu exercício, é consequente a fuga à profissão. Até a avaliação se tornou pública. Ignorou-se que é impossível fazê-lo em escalas métricas. Há muito que se experimenta, mas se não existem casos de sucesso é porque ensinar é uma simbiose das emoções com a cognição; e não existem duas turmas iguais. As tentativas (Fundação Gates e “Obama Race to the Top”, por exemplo) que remuneraram eficazes e despediram ineficazes com base nos resultados dos alunos, obtiveram graves resultados: falta de professores e prejuízo dos alunos.  Como consequência, os professores estão no lugar cimeiro dos travões (cotas e vagas) à progressão na AP e reconhece-se as brutais injustiças da avaliação que existe. É uma farsa burocrática que se impõe pela arbitrariedade e que abre portas à parcialidade. É um recuo de décadas na consolidação democrática.  E se vem sempre a propósito nomear a democracia e a liberdade – a liberdade de ensinar e aprender é um valor precioso e inalienável -, a simbologia reforça-se no mês de Abril. E de imediato interroga-se: se governantes e demais decisores da hierarquia avaliativa reconhecem esta tragédia, por que será que não há liberdade para se pôr fim ao flagelo? A leitura de Byung-Chul Han (12:2014), em “Psicopolítica”, ajuda a explicar esta crise profunda da liberdade que parece atingir todos e beneficia os populismos autoritários: “a liberdade, que deveria ser o contrário da coação, engendra coações. Patologias como a depressão e a síndrome de burnout são a expressão de uma crise profunda da liberdade. São um indício mórbido de que hoje, através de diferentes vias, a liberdade se transforma em coação. O sujeito do rendimento, que se pretende livre, é na realidade um escravo. É um escravo absoluto. O sujeito do rendimento absolutiza a vida sem mais e trabalha.”  E se Abril é o mês do sonho, da não desistência e da objecção de consciência simbolizada pelos cravos, recomenda-se o fabuloso conto “Bartleby” que Herman Melville publicou em Novembro de 1853. O escrivão Bartleby proclamou a célebre “preferia não o fazer” (“I would prefer not do” no original), numa manifestação que elevou o confronto à infâmia das inutilidades burocráticas. Bartleby manteve-se no seu posto, mas negou qualquer registo. Se a sua lição fosse apreendida, as lideranças das salas de aula voltariam a ter mais condições democráticas para transformar, em regra, a indisciplina numa educativa dissidência com responsabilidade. A mediatização volta a salientar o aumento da indisciplina nas salas de aula. E se em rigor não se pode afirmar tal subida num universo inquantificável, também não se deve ignorar um assunto crucial para as aprendizagens, e para o ensino, numa fase em que à crescente falta de professores se responde com mais precariedade. Desde logo, sublinhe-se questões prévias: esta discussão é recorrente e, com frequência, confunde-se correntes da pedagogia com ideologias políticas; desde que há escolas que existem problemas disciplinares mais ou menos tolerados e há intemporalidades na sua percepção, nomeadamente as relacionadas com os conflitos de gerações e com a rebeldia na aprendizagem. Contudo, há variáveis escolares concludentes: turmas numerosas ou constituídas maioritariamente por alunos “que não querem aprender” – o desafio das democracias será sempre reduzir este grupo -. A indisciplina sobe exponencialmente se se junta essas variáveis e agrava-se se não se aplica uma regra elementar: a tolerância só é verdadeiramente educativa se estabelecer os limites do intolerável. No nosso caso, a discussão contamina-se pela desconfiança nos professores e pela ocupação do espaço de debate, e das políticas, por um antigo discurso centrado em categorias empáticas de negação de conflitos e contradições que rejeita um triângulo intemporal: os conhecimentos como ultrapassagem da relação contraditória entre professores e alunos, mesmo a que não se circunscreve às salas de aula e integra um conceito de escola como grande sala de estudo ou biblioteca a partir das turmas e das disciplinas e para lá dos seus limites físicos. São raros os estudos empíricos. No entanto, a “OCDE concluiu (2017), sem referir as causas, que, por cá, reina a pequena indisciplina nas salas de aula o que nos coloca, por exemplo, no primeiro lugar do tempo perdido para começar uma aula”. A OCDE não apurou as causas, mas parece que a adicção tecnológica, e a privação do telemóvel, será uma explicação. Além disso, estudos mais recentes da OCDE (2021) destacam-nos em primeiro lugar em domínios que influenciam a liderança dos professores: falta de reconhecimento e confiança, stress profissional, muita burocracia, exaustão e escolha de outra profissão se voltassem atrás. Ou seja, a indisciplina é um assunto entre professores e alunos que também tem, obviamente, origens concludentes na sociedade. Acima de tudo, ensinar é complexo, exige muita preparação e uma elevada energia. Requer o uso de diversos estilos de ensino, com as capacidades volitivas em inscrição optimista, para corresponder às constantes solicitações dos alunos, sabendo-se que é mais correcto falar de ignorância do que de conhecimento sobre o modo como cada um aprende. E neste mundo exigente e complexo, os professores necessitam de uma retaguarda forte e de boas condições de realização; e a carreira, a avaliação e o clima das escolas degradaram-se objectivamente. Aliás, se os professores assistem, há década e meia, à devassa mediática do seu exercício, é consequente a fuga à profissão. Até a avaliação se tornou pública. Ignorou-se que é impossível fazê-lo em escalas métricas. Há muito que se experimenta, mas se não existem casos de sucesso é porque ensinar é uma simbiose das emoções com a cognição; e não existem duas turmas iguais. As tentativas (Fundação Gates e “Obama Race to the Top”, por exemplo) que remuneraram eficazes e despediram ineficazes com base nos resultados dos alunos, obtiveram graves resultados: falta de professores e prejuízo dos alunos.  Como consequência, os professores estão no lugar cimeiro dos travões (cotas e vagas) à progressão na AP e reconhece-se as brutais injustiças da avaliação que existe. É uma farsa burocrática que se impõe pela arbitrariedade e que abre portas à parcialidade. É um recuo de décadas na consolidação democrática.  E se vem sempre a propósito nomear a democracia e a liberdade – a liberdade de ensinar e aprender é um valor precioso e inalienável -, a simbologia reforça-se no mês de Abril. E de imediato interroga-se: se governantes e demais decisores da hierarquia avaliativa reconhecem esta tragédia, por que será que não há liberdade para se pôr fim ao flagelo? A leitura de Byung-Chul Han (12:2014), em “Psicopolítica”, ajuda a explicar esta crise profunda da liberdade que parece atingir todos e beneficia os populismos autoritários: “a liberdade, que deveria ser o contrário da coação, engendra coações. Patologias como a depressão e a síndrome de burnout são a expressão de uma crise profunda da liberdade. São um indício mórbido de que hoje, através de diferentes vias, a liberdade se transforma em coação. O sujeito do rendimento, que se pretende livre, é na realidade um escravo. É um escravo absoluto. O sujeito do rendimento absolutiza a vida sem mais e trabalha.”  E se Abril é o mês do sonho, da não desistência e da objecção de consciência simbolizada pelos cravos, recomenda-se o fabuloso conto “Bartleby” que Herman Melville publicou em Novembro de 1853. O escrivão Bartleby proclamou a célebre “preferia não o fazer” (“I would prefer not do” no original), numa manifestação que elevou o confronto à infâmia das inutilidades burocráticas. Bartleby manteve-se no seu posto, mas negou qualquer registo. Se a sua lição fosse apreendida, as lideranças das salas de aula voltariam a ter mais condições democráticas para transformar, em regra, a indisciplina numa educativa dissidência com responsabilidade.

 

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Calendário Aproximado do Concurso 2022/2023

Tendo terminado hoje a candidatura ao concurso externo apresento no próximo quadro as eventuais datas prováveis das diversas fases do concurso de professores 2022/2023.

A Mobilidade por doença poderá ser ainda durante o mês de abril.

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«As escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz»

«As escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz»

 

O Ministro da Educação, João Costa, destacou a forma como as crianças ucranianas estão a ser recebidas nas nossas escolas, à chegada ao Conselho da União Europeia da Educação, Juventude, Cultura e Desporto (EJCD), no Luxemburgo.
A reunião foi dominada pela guerra na Ucrânia, tendo o Ministro afirmado que esta «é uma excelente oportunidade para uma reflexão conjunta sobre a forma como os sistemas educativos respondem a crises».
«Queremos que as escolas sejam laboratórios de democracia, oficinas de paz para que todos os alunos possam crescer num ambiente saudável e num ambiente que os protege», sublinhou João Costa, explicando que «em Portugal, estamos a receber crianças ucranianas integrando-as nas nossas escolas, apostando sobretudo no desenvolvimento de competências linguísticas e do seu bem-estar social e emocional».
Escola inclusiva e aberta para todos
O momento vivido atualmente na Europa coloca novos desafios, nomeadamente à Educação, como referiu o Ministro João Costa, que espera que se evidencie o que de melhor pode ser feito em termos de inclusão.
«Vivemos a pandemia, não esperávamos esta guerra terrível, bruta e injustificada na Ucrânia. Isto põe os nossos sistemas educativos à prova, mas também nos leva para a tomada de consciência da verdadeira missão dos sistemas educativos: promover inclusão, a mobilidade social, o acolhimento e a integração»,  disse o Ministro, salientando que é o momento para «mobilizarmos os nossos melhores recursos humanos e financeiros para estes desígnios, conquistando também a capacidade de monitorizar a eficácia e a eficiência dos recursos alocados.»

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Valorizar, capacitar e rejuvenescer a Administração Pública?

 

Concordo com a valorização dos trabalhadores, mas ao ler o Programa do Governo fico preocupado. A não especificação de alguns pontos e a ideia que se tira subsequentemente à sua leitura deixam-me muitas dúvidas sobre a intenção destas medidas. É só ler com alguma atenção…

O Governo propõe as seguintes medidas:

 Rever a Tabela Remuneratória Única, com vista a garantir que todas as carreiras possuem posições remuneratórias que permitam o seu normal desenvolvimento;

 Retomar a regularidade das atualizações salariais anuais;

 Valorizar as carreiras, garantindo um sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública (SIADAP) justo, proporcional, transparente e anualizado, como forma de captação de talentos para a Administração Pública, garantindo que os objetivos fixados sejam prioritariamente direcionados para a prestação de serviços ao cidadão;

 Concluir a revisão das carreiras não revistas, com uma discussão alargada e transparente para harmonizar regimes, garantir a equidade e a sustentabilidade, assegurando percursos profissionais assentes no mérito dos trabalhadores;

 Valorizar os salários e as carreiras técnicas;

 Desenvolver novos modelos de trabalho na Administração Pública, nomeadamente o teletrabalho, considerando a importância de criar redes de proximidade em todo o território, tal como exemplificado pela Rede de Espaços de Coworking/Teletrabalho no Interior;

 Estabelecer incentivos para a deslocalização de postos de trabalho para zonas do interior ou fora dos grandes centros urbanos;

 Adotar medidas de responsabilização e valorização dos dirigentes intermédios da Administração Pública, impedindo a concentração da competência para decidir nos graus mais elevados das hierarquias;

 Aprofundar e incentivar a utilização do modelo de avaliação dos serviços com distinção de mérito associada aos melhores níveis de desempenho e refletir essa distinção em benefícios para os respetivos trabalhadores, garantindo assim o alinhamento das dimensões individual e organizacional;

• Reforçar o modelo de formação aos trabalhadores em funções públicas pelo Instituto Nacional de Administração, I.P. (INA), alavancando a sua capacitação e o reforço de competências em larga escala;

 Apostar na capacitação digital dos trabalhadores, desde os níveis mais básicos e das competências digitais intermédias até à qualificação avançada em tecnologias emergentes;

 Investir em novas competências através do Programa de Capacitação em Direitos Humanos para a Administração Pública, dinamizado pelo Instituto Nacional de Administração (INA), que se destina a trabalhadores e dirigentes públicos e que visa formar para direitos humanos, dignidade e cidadania, diversidade e igualdade, bens e serviço público e acesso a novas formas de Administração;

• Aprofundar e desenvolver os centros de competências (JurisAPP, PlanAPP, TICAP, CAPE);

• Consolidar e ampliar os centros de competências, associando-lhes uma dimensão de conhecimento acessível para a Administração Pública e reforçando a capacidade crítica e a especialização dos seus trabalhadores;

• Instituir modelos de trabalho colaborativo nas áreas financeira, de gestão e de recursos humanos, para que os trabalhadores funcionem em rede e em articulação direta com as áreas governativas das finanças e da Administração Pública, quer para o apoio técnico, quer para o reforço das respetivas competências profissionais;

• Estabelecer percursos formativos que incluam capacitação para a liderança em contexto público e liderança de equipas com autonomia reforçada;

• Dar continuidade ao «Qualifica AP», de modo a assegurar o pleno envolvimento do Estado, enquanto empregador, no esforço de qualificação dos seus trabalhadores;

• Implementar políticas de gestão de pessoas, nomeadamente planeando o recrutamento em função das necessidades efetivas de cada área da Administração Pública;

 Rever o regime de acesso à Administração Pública, de forma a agilizar e simplificar os processos de recrutamento, tornando-os mais céleres, em especial para jovens recém-licenciados, respeitando sempre o princípio de igualdade no acesso;

 Potenciar o acesso às carreiras de técnico superior da Administração Pública, melhorando os níveis remuneratórios de acesso e beneficiando, também, a formação em mestrados e doutoramentos;

 Aperfeiçoar o modelo de recrutamento e seleção de dirigentes superiores, garantindo a transparência, o mérito e a igualdade de oportunidades, permitindo à CRESAP proceder à abertura oficiosa de concursos para dirigentes superiores;

• Rever a duração das comissões de serviços de dirigentes intermédios, com vista a imprimir maior dinamismo nos serviços, alargando ainda a sua base de recrutamento para além da Administração Pública, ao setor empresarial do Estado e às autoridades reguladoras.

 

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E Agora? Acomodaram-se…

Descentralização: Porto assume gestão das escolas com “défice” de dez milhões

 

Providência cautelar para travar transferência de competências não teve efeitos suspensivos. Autarquia diz que faltam pelo menos dez milhões no cheque do Governo. 925 trabalhadores e 29 escolas passaram para as mãos da câmara. E agora?

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A opinião da Mosca sobre a falta de professores

Clicar para ver e ouvir…

 

 

 

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Na educação, o exemplo vem de cima, sim!

 

Há alunos cujo exemplo que trazem de casa é tão saliente, tão audaz e claramente protegido que não há quem os consiga fazer calar.

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Um terço dos alunos diz que piorou desempenho escolar com ensino à distância

 

Investigação mostra relação entre decréscimo no aproveitamento escolar e estatuto socioeconómico dos alunos. Estudantes mais carenciados foram os mais prejudicados.

Quase um terço dos alunos diz que piorou desempenho escolar com ensino à distância

 

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Carta aberta de João Costa a João Costa, Ministro da Educação

 

Aí está, finalmente a confirmação de como um dia chegaria a algum lado na vida como professor.
E isto não é coisa pouca num país em que ser professor é ser um coitado, é ser a chacota dos amigos e dos vizinhos, o exemplo a não seguir, de todo e “tout court”, pelo resto da família, é ser um passa-fomes, é não saber fazer nada para além de dar aulas, não ter mais para onde ir, é ser o pior pretendente a um casamento e os sogros a maldizer a sorte, ao menos que trabalhasse num call-centre, pelo menos não saía do mesmo sítio.
Mas não, a vida dá muitas voltas e aí está: João Costa como Ministro da Educação!
Sim, já recebi os costumeiros parabéns de quem deixou de falar comigo há 20 anos, por razões óbvias (ninguém quer como amigo um professor e muito menos um professor desempregado), quiçá agora na esperança de alguma migalha, nunca se sabe e a vida é assim sempre a bicar de olhos postos no chão.
No entanto, já corrigi quem assim se me dirige. João Costa é de facto Ministro da Educação mas não sou eu, é o meu homónimo. E, por alguma razão, nem um abraço tenho obtido de resposta, apenas silêncio, total e completo.
Ainda enviei algumas mensagens de volta a perguntar se está tudo bem, como é que está a Patrícia, e os vossos pais, sempre escreveste um livro e nada, nem sequer viram as missivas na ausência do bonequinho de perfil ao lado da mensagem com medo de que algo aconteça no futuro e é sempre bom manter as distâncias.
É o que tenho feito, sem intenções nenhumas de regressar. E com o meu homónimo ao leme da educação, ainda menos.
Porquê? Façam uma pequena busca pelo salário de um Ministro em Portugal e rapidamente chegarão ao seguinte número: 50879.40 euros de vencimento bruto anual.
Agora procurem pelo vencimento de um simples e desgraçado professor em Londres no escalão “Upper 1”, ainda longe do topo da carreira, e o resultado é um salário bruto anual de 55754.22 euros.
Conclusão, um professor em Londres ganha mais do que o Ministro da Educação em Portugal e depois admiram-se do porquê da falta de professores.
E nestes termos, não invejo a sorte do meu homónimo, João Costa de seu nome, preso a um salário inferior, num cargo onde o próprio é o alvo a abater sempre que algo corra mal e sem saber ao certo onde estará daqui a 4 anos em termos políticos e a ter de fazer por isso se não quiser voltar a dar aulas.
Sua Excelência, Sr. Ministro da Educação, ou de um João Costa para outro João Costa, não há mal nenhum em dar aulas, são os alunos e pais que fazem de nós as pessoas de hoje, somos acarinhados e respeitados, com uma carreira em frente, responsabilidades e desafios e ainda nos pagam mais do que um Ministro por isso.
E, portanto, por conseguinte e por consequência, não podemos de modo algum voltar para um sistema de ensino a anos-luz de iguais condições e que em breve perderá mais de 30000 docentes para a aposentação.
Curiosamente, o mesmo número de docentes desempregados e em excedente aquando da formação deste que vos escreve.
E como os professores no Reino Unido nem sequer são os mais bem pagos da Europa, assim se explica o porquê da falta de atractividade pela carreira política.
Mentira, o João Costa é agora alguém e eu não sou ninguém. E ainda bem. O problema é que depois deste texto aquele bonequinho do perfil já leu a minha mensagem e está precisamente agora a escrever de volta…

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Jovem esfaqueia namorada em escola de Sintra

José, 17 anos, já tinha agredido Lara, da mesma idade, com murros na cabeça, em setembro de 2021 – um mês após a jovem ter terminado pela primeira vez o namoro, que se iniciou em agosto de 2020. O rapaz, que terça-feira a esfaqueou com gravidade, deixando-a entre a vida e a morte, numa escola em Sintra, teve esse inquérito por violência doméstica suspenso provisoriamente pelo MP, após Lara, na reavaliação de risco feita pela PSP, ter afirmado que não havia perigo e até já tinham reatado namoro, apurou o CM junto de fontes policiais.

Jovem suspeito de esfaquear ex-namorada em escola de Sintra já tinha espancado a vítima

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Informações Prova 2021/2022

Disponibilizam-se as informações relativas às provas de 2021/2022.

Consulte-as acedendo a

 

Disponibiliza-se a retificação à Informação-Prova Geral 2021/2022, decorrente da publicação do Decreto-Lei n.º 27-B/2022, de 23 de março.

Disponibilizam-se as informações relativas às provas de 2021/2022.

Consulte-as acedendo à

 

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Falta de professores – Luís S. Braga

 

O que os políticos não entendem é que a recomendação de amigos e conhecidos é a melhor referência.
Vale para restaurantes, hotéis, viagens e profissões….

Recomendaria este trabalho a alguém?
Recomendaria este trabalho a um amigo ou filho?

Li hoje vários textos sobre a falta de professores.

Desde liberais que não entendem que o mercado de trabalho é um mercado e que o salário é o preço do trabalho, até burocratas agarrados a minudências irrelevantes.

Sou professor. Há 27 anos.
Acham que, com o que pagam, e com a forma como me trataram as expetativas, recomendo este trabalho a alguém?
Será que eu próprio o escolheria, em 1995, se soubesse o futuro?

Até, aos 50 anos, às vezes, penso se não poderá valer a pena outros caminhos.

A ironia é que já os meus antepassados não recomendavam aos seus filhos e a minha mãe a mim.

As pessoas gostam de ensinar, mas será que numa sociedade individualista e hedonista alguém levará esse gosto adiante a ser explorado, havendo tanta coisa interessante para fazer que é mais bem paga?

 

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Linhas gerais do governo para a Educação

 

Se é só isto, estamos mal… embora concorde com as poucas linhas enumeradas, e não devo ser só eu, pecou pela escassez.

Linhas Gerais

  • Transição em 3 anos para a gratuidade total das creches (em 2022, o 1º ano; em 2023, o 2º ano; em 2024, o 1º, 2º e 3º anos);
  • Tornar a carreira de Professor mais atrativa nomeadamente através de novos modelos de recrutamento e de vinculação;
  • Permitir a vinculação ao quadro de escola, ao quadro de agrupamento e a zona pedagógica o mais rapidamente possível;

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Falta de professores, será que desistimos de vez dos nossos filhos?

 

A qualidade de um sistema de ensino nunca pode ser superior à qualidade dos seus professores. Então, e quando o problema é não haver ninguém que queira ser professor? O resultado são salas de aulas vazias e alunos por ensinar. É uma realidade conhecida por muitos pais e alunos já no presente ano letivo: em novembro de 2021, cerca de 30.000 alunos deram por si sem um professor na sala de aula.

Não há professores para os nossos filhos

 

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Vai ser encurtado o periodo de três anos, com horário completo, para vincular

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