Medidas do Governo consideradas insuficientes para resolver falta de professores

Medidas do Governo consideradas insuficientes para resolver falta de professores

Incentivos para a fixação de professores, alargamento do leque dos cursos de acesso à docência ou estagiários a dar aulas são medidas que dependem sobretudo de factores que escapam ao controlo do Governo e cujos impactos, a concretizarem-se, não terão efeitos a curto prazo, dizem especialistas.

 

Para formar 34 mil professores na próxima década é preciso duplicar o actual número de diplomados

Universidades e politécnicos têm 4200 vagas nos cursos que garantem profissionalização para a docência e formam pouco mais de 2000 professores por ano. Só mexidas na carreira podem tornar profissão atractiva, defendem responsáveis do ensino superior.

 

Municípios com poucas ou nenhumas respostas para alojamento de professores

Em Lisboa e Cascais não há ainda respostas para acolher professores colocados nas escolas dos concelhos que sejam de outras partes do país. Em Oeiras, há alguns alojamentos disponíveis e a autarquia planeia construir uma residência.

 

Nesta escola do Seixal fazem-se “remendos” com horas extraordinárias

A tendência da falta de professores, que já é sentida na Escola Secundária João de Barros, no Seixal, vai agravar-se ainda mais com a aposentação de 39 docentes nos próximos anos. “Nem temos tempo para pensar. Que tipo de avaliação é que nós vamos fazer?”, pergunta uma das professoras de Matemática.

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1 comentário

    • ZéZé Camarinha on 10 de Abril de 2022 at 11:37
    • Responder

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    Esta é uma forma de resolver o problema da suposta falta de professores.

    10 de Abril de 2022

    “É uma anormalidade”: Professora de de 68 anos espera há dois anos por reforma”

    “Nunca pensei que esta situação fosse possível”, diz incrédula Maria da Graça Silva.

    “É uma anormalidade e nunca imaginei que isto fosse possível. Talvez quando morrer receba a reforma a que tenho direito.” As palavras de indignação e revolta são de Maria da Graça Silva, professora de Filosofia, de 68 anos, que está há 26 meses há espera da reforma, na Maia.

    “Ao fim de 37 anos de trabalho decidi pedir a reforma. Informei-me, preenchi os formulários, cumpri todos os requisitos e entreguei o pedido a 18 de fevereiro de 2020. A verdade é que até agora não obtive qualquer resposta”, conta ao Correio da Manhã.

    Perante o silêncio, Maria dirigiu-se à Caixa Geral de Aposentações (CGA) e percebeu que o processo “aguardava o cálculo da carreira contributiva”, da responsabilidade da Caixa Nacional de Pensões (CNP). Enquanto isso, passaram 26 meses e a docente sobrevive com a pensão de viuvez, lamentando o facto de “não conseguir planear a velhice”.

    “Não havendo resposta da CNP, que faz parte da Segurança Social, percebemos que a CGA vai fazendo várias insistências. Apesar disso, a dona Maria continua sem reforma, o que é incompreensível porque este processo podia ter ficado resolvido em poucos meses”, refere a advogada da utente, Clara Guilherme. O CM questionou a Segurança Social duas vezes, mas até ao momento não obteve qualquer resposta.

    PORMENORES
    “Estou espantada”
    “Esperei, esperei e esperei. Ao fim de um ano percebi que nunca me disseram nada e que as minhas colegas professoras, que pediram reforma na mesma altura que eu, já estavam reformadas. Estou espantada, nunca pensei que esta situação fosse possível”, diz incrédula Maria da Graça Silva.

    Ver aqui:

    https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/e-uma-anormalidade-professora-de-de-68-anos-espera-ha-dois-anos-por-reforma?ref=HP_OutrasNoticias1

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