Não sei se foi por dar destaque à falta de professores na Escola Secundária Artística de António Arroio e na Escola Artística Soares dos Reis, mas hoje, domingo à tarde, a DGAE publicou as listas de colocações, não colocações e de Exclusões do Concurso Externo Extraordinário para as escolas artísticas de Música e Dança
No entanto, falta ainda a publicação das 51 colocações para as escolas referidas anteriormente.
As vagas que abriram para as colocações efetuadas hoje encontram-se aqui.
Recomeça mal a DGAE, depois da recente demissão do seu Diretor-Geral, porque no sítio das listas de colocações encontram-se as listas de exclusões e não se consegue descobrir nenhum link para a lista de colocações.
ADENDA: Perto das 21 horas já foram corrigidos os links e já encontram as listas definitivas de colocação.
Tendo em conta que a definição da fórmula matemática para a Bolsa de Contratação de Escola está a ser reformulada (esta fórmula serve também para as contratações de escola) e que deve acontecer em breve, prevejo que:
No início da semana sejam colocados os docentes com ausência da componente letiva e os docentes contratados através da Reserva de Recrutamento;
Seja reformulada a fórmula da classificação final dos docentes e que seja publicada no site de cada escola a nova lista ordenada, com as respetivas colocações enviadas ao candidato por e-mail;
Sejam retomados os pedidos de horário na contratação de escola (presumo que quem já submeteu a candidatura a cada uma das escolas, que não precisará de o fazer de novo, mas convém confirmarem isso nessa altura).
O que muitos acham que devia acontecer e que tenho dúvidas que o MEC se disponha a fazer:
Anular a ponderação dada as escolas na BCE;
Voltar à fase “zero” e iniciar novamente o concurso da BCE;
O que acho mais provável que seja feito:
Anulação dos subcritérios que não sejam possíveis de aferir o grupo de recrutamento e a escola a que o docente se candidatou;
Publicação das novas listas de ordenação com a nova fórmula;
Colocação dos docentes com base na nova classificação para as vagas anteriormente preenchidas;
As colocações em duplicado para o mesmo horário serão mantidas ao longo do ano letivo, é possível que para minimizar os custos o MEC tente recolocar noutra escola o docente colocado da 1ª vez.
O que se devia garantir com estas confusões:
Que o tempo de serviço e o vencimento retroagisse ao dia 1 de Setembro para todos os horários pedidos até ao dia 15 de Setembro de 2014, independentemente de ser numa colocação por Reserva de Recrutamento, BCE ou Contratação de Escola.
Que os docentes mal retirados da Mobilidade Interna e que concorreram na 2ª prioridade pudessem obter colocação na Reserva de Recrutamento 1;
Que as renovações pedidas pelas escolas fossem concedidas também na RR1.
Os 23 horários para docentes de Técnicas Especiais lançados pela Escola Artística de Soares dos Reis na aplicação da DGAE foram retirados sem conhecimento da escola e não se encontram neste momento disponíveis.
Não sabemos se serão recolocados com os mesmos candidatos ou se teremos de os refazer. Aguardamos algum tipo de justificação da DGAE para o sucedido e instruções sobre como proceder. O tempo urge.
Os horários colocados pela Escola Artística de Soares dos Reis cumprem todos os requisitos legais e são mesmo exemplares quanto à transparência dos seus critérios e sua pontuação. O mesmo pode ser comprovado pela leitura do nosso Aviso de Abertura.
A não contratação atempada destes 23 docentes acrescida das 31 vagas para vinculação, cujo concurso se encontra paralisado, causam dificuldades dificilmente ultrapassáveis na abertura do ano letivo. O calendário publicado para o “SOMOS SOARES – Atividades de Abertura do Ano Letivo” mantém-se até indicação em contrário dada pelo diretor.
A Direção.
Pelo que verifiquei nos pedidos de horários para Contratação de Escola, a Escola Secundária Artística António Arroio tinha em concurso 34 horários até se verificar o apagão de sexta-feira e aguarda a vinculação de 20 docentes. Pelo que, o número de docentes em falta nesta escola também é de 54 docentes.
O ministro da Educação e Ciência considera que “quando se comete um erro deve-se assumi-lo”, daí que tenha pedido desculpas públicas aos professores e aos portugueses esta semana. Quanto às consequências políticas, apenas afirma: ” O meu lugar está sempre à disposição do Sr. primeiro-ministro.”
A propósito destas declarações do Ministro da Educação pergunto qual é a vossa opinião.
Na Contratação Inicial e por Renovação de Contrato, ambas as listas publicadas no dia 9 de Setembro de 2014.
A escola com mais docentes contratados colocados é a escola de código 171153 – Agrupamento de Escolas do Restelo, com 30 docentes contratados colocados.
As colocações por Bolsa de Contratação de Escola devem ser conhecidas quando da publicação da lista de retirados, juntamente com a publicação da lista de colocações da Reserva de Recrutamento 1 e nessa altura farei novo quadro com as colocações por escola/agrupamento.
O Movimento de Professores teve como ponto de partida as irregularidades que marcaram o arranque do presente ano letivo, o desrespeito generalizado pelos agentes educativos no passado recente, o flagrante desinvestimento na educação por parte do Ministério da Educação e o Governo do país, e a enorme falta de confiança pelos agentes educativos na tutela. Com esta premissa, os inúmeros professores de vários pontos do país uniram-se de forma espontânea (sem conotações sindicais/partidárias), criando assim uma visível onda nacional de contestação, com a denominação agregadora «Movimento Boicote & Cerco».
O balanço das ações de protesto realizadas entre os dias 13 e 18 de Setembro – em Lisboa, Porto e Coimbra – é extremamente positivo, na medida em que foram atingidos os dois pontos imediatos do conjunto de exigências expressos e entregues ao Ministério da Educação (via DGESTE). Através da abertura de um espaço para a participação de cada professor na defesa da dignidade coletiva, levando a cabo a organização coletiva de ações de protesto a partir da discussão de problemas, apontando estratégias e medidas de resolução, conseguiu-se em primeira instância “(…) o reconhecimento por parte da tutela de que os fortes constrangimentos que recondicionam o início do ano letivo necessitam uma solução urgente e eficaz de forma a resolver os problemas em aberto e que afetam a escola pública.”, o que já se concretizou no pedido de desculpas do Sr. Ministro aos alunos, pais, professores e diretores; “(…) exigimos a anulação e a retirada das listas de ordenação de todas as escolas no âmbito da BCE (Bolsa Cheia de Erros)”, o que será previsível pelo anúncio do Sr. Ministro na elaboração de novas listas de BCE com a correção da fórmula.
Ainda assim, recordamos que existem problemas e constrangimentos imediatos, para os quais ainda não obtivemos resposta:
1º- Inclusão de todos os docentes excluídos ilegalmente pela PACC, exigindo a sua anulação e reposição de todos os docentes anteriormente habilitados para a docência;
2º- Anulação e retirada das listas de ordenação de todas as escolas no âmbito da BCE, passando a existir uma única lista de ordenação, a qual respeite a graduação profissional dos candidatos;
3º- Transferência e inclusão de todos os horários das escolas/agrupamentos TEIP/com Autonomia para Reserva de Recrutamento;
4º- Suspensão transitória dos subcritérios definidos pelas escolas, garantindo a equidade e passando a graduação profissional a ser o «único» critério de ordenação dos candidatos, de forma a permitir uma atempada revisão do diploma de concursos para o próximo ano letivo;
5º- Exigimos que todos os contratos até 31 de Agosto e de caráter permanente sejam sempre anuais. Bem como os colegas que estejam em situação de eminente vinculação não sejam prejudicados pela anormalidade do início do ano letivo;
6º- Redução do número de alunos por turma, a revisão da organização curricular e o reforço do apoio aos alunos com necessidades educativas especiais, entre outros aspetos, os quais serão anunciados mais oportunamente.
Por último, concluindo, neste preciso momento, apesar da aparente “normalidade” produzida pelo pedido de desculpas, por parte do Sr. Ministro Nuno Crato, no dia 18 de Setembro, consideramos imperativo a continuidade da reivindicação – por parte de todos os agentes educativos – de medidas que apontem para a dignificação do estado da escola pública em Portugal.
Para o Conselho Nacional de Educação, uma das consequências do actual modelo de recrutamento e selecção é a “inflação sistemática das classificações finais em alguns cursos de formação de professores, com manifesta injustiça e prejuízo do interesse público”.
A Lista de Graduação?! Ou será a lista da degradação docente?
E a lista dos docentes já colocados na BCE?! Terá fugido?! Continua secreta, porquê?!
E, já agora, as ofertas de escolas, também, desapareceram?! Não há ninguém, na sua equipa, que se digne colocar uma nota explicativa na plataforma ou no site da DGAE?!
Leu ou tem conhecimento dos critérios ignóbeis, constantes nesta Bolsa de Cunhas das Escolas
Onde foi parar toda a exigência que queria imprimir aos alunos e aos professores?!
Como poderemos recuperar o tempo de serviço perdido, enquanto informáticos e programadores brincam com a vida de tantos professores e suas famílias
Como explico às minhas filhas (alunas do 1º e 2º ciclos) que um erro tão grosseiro, como uma fórmula matemática, mal concebida de raiz, só agora foi travado, por Sua Excelência?
Quando pensa voltar a enviar os professores para as escolas?
Por fim, uma curiosidade, onde consultou o significado da palavra normalidade? Será melhor revisitar o conceito, num dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, pois oque temos visto, vivido e sentido pode ser apelidado de muitas coisas, menos de NORMALIDADE!
O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira tem uma posição diferente, mas também não coincidente com a do ministro. Defende que “o concurso seja anulado” e que “se recomece do zero”, “mas depois de os critériose de a aplicação informática serem corrigidos”. Não pretende abrir mão da “avaliação curricular, que corresponde ao pouco de autonomia que vai sobrando para escolas”, que seleccionaram os critérios de avaliação de entre os que constavam da “ementa” validada pelo MEC. “Demorará mais, eu sei, mas havemos de sobreviver a mais esta espera”, afirmou Manuel Pereira.
O secretário-geral da FNE defende que para reparar os danos provocados pelos erros detetados na colocação de professores através da Bolsa de Contratação de Escola não chega uma simples alteração na fórmula. Para João Dias da Silva resumir a resolução do problema à fórmula é incorreto e insuficiente. A correção desta injustiça passa por uma ponderação adequada do impacto de outros fatores. Declarações do secretário-geral da FNE no habitual comentário da semana.
… conforme admite o agrupamento de escolas da Vialonga, tal não é de espantar.
Porque a fórmula da Contratação de Escola é a mesma da BCE.
E se foi confirmado o erro, é normal que tenham de ser revistas todas as ponderações atribuídas pelas escolas para se enquadrarem na nova fórmula, sob pena dos concursos estarem abertos com os erros já confirmados.
No fim ainda serão os professores que vão perder tempo de serviço com estes atrasos.
Espero que não e que todos os concursos abertos até o problema ficar resolvido que retroajam, para todos os efeitos, ao dia 1 de Setembro, seria o mínimo exigido para quem assumiu o erro.
Perante tamanha trapalhada os professores até ameaçaram ir a tribunal contestar o concurso. Também não lhes adiantaria de muito porque esta semana os tribunais não estão a funcionar. Mas também não é caso para grandes alaridos, uma vez que a ministra da Justiça também já veio pedir desculpa: “Peço desculpa em nome do Ministério da Justiça pelos transtornos”. E Paula Teixeira da Cruz disse ainda “assumir integralmente a responsabilidade política”, seja lá o que for que isso quer dizer.
“Caros senhores,
venho demonstrar o meu desagrado e propor uma sugestão para melhorar a acessibilidade ao menu “Horários/Contratação » 2014/2015”.
Não é de todo admissível perder-se horas em pesquisas para encontrar um horário, por exemplo em “Multimédia” ou”Design”.
Esta situação resolvia-se acrescentando um simples campo de pesquisa ao formulário.
Posto isto, deixo aqui a minha sugestão para que acrescentem esse bendito campo de pesquisa e com isso, facilitem a vida as pessoas que querem e têm de rentabilizar o seu tempo.
Tempo é dinheiro!
Muito obrigado pelo vosso tempo!”
Enquanto a DGAE não resolve esse problema que já alertei aqui, a colega pode ir vendo as ofertas por disciplina/projeto neste site.
Atenção que as ofertas que se encontram nesse site já não estão em concurso e por esse motivo o acesso às ofertas dão erro.
Este é um problema já antigo que começou a colocar-se quando o número de docentes com habilitação para a Educação Especial disparou.
Mas até hoje ainda não vi nenhum recurso perdido por um docente por não ter os 5 anos de serviço antes da profissionalização, antes pelo contrário. Já vi exclusões das listas e depois a DGAE foi obrigada a readmitir esses docentes em sede de recurso hierárquico em lugar para o qual tinham obtido colocação se não fossem excluídos.
Mas pode também haver situações inversas.
Digam a vossa experiência sobre casos que conhecem.
Date: 2014-07-07 16:10 GMT+01:00
Subject: Esclarecimentos sobre as candidaturas aceites no âmbito do grupo 910
Venho por este meio solicitar esclarecimentos sobre as candidaturas aceites no âmbito do grupo 910.
Conforme se pode ler na Portaria n.º 212/2009, de 23 de Fevereiro, no ponto n.º 2:
Constitui habilitação profissional para os grupos de recrutamento da educação especial, 910, 920 e 930, a titularidade de uma qualificação profissional para a docência acrescida de um dos cursos referidos nas alíneas seguintes:
a) Um curso de formação especializada nos termos do n.º 2 do artigo 4.º do Decreto -Lei n.º 95/97, de 23 de Abril, acreditado pelo Conselho Cientifico Pedagógico da Formação Contínua nas áreas e domínios constantes da alínea a) dos anexos I, II e III da presente portaria
Esta portaria remete para o ponto n.º 2 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 95/97, de 23 de Abril que diz o seguinte:
2 —Os cursos a que se refere o presente diploma só podem ser considerados como cursos de formação especializada para aqueles que à data da admissão sejam educadores de infância, professores do ensino básico ou professores do ensino secundário profissionalizados e com, pelo menos, cinco anos de serviço docente.
Venho assim por este meio remeter em anexo listagem e solicitar esclarecimentos de como é possível os candidatos que identifico na listagem estarem a concorrer ao Grupo 910, sem terem 5 anos de tempo de serviço antes da profissionalização.
Supostamente para ser especializado no grupo 910 é preciso ter uma especialização e para aceder a essa especialização é necessário 5 anos de tempo de serviço.
Agradeço o vosso esclarecimento e que seja cumprida a portaria.
Alguns meios de comunicação social disseram-me que as escolas disseram que o procedimento que o MEC estava a fazer era normal e usual e que os próprios na contratação de escola do ano passado tinham feito a classificação dos docentes da mesma forma.
O que respondi é que nesse caso as escolas erraram o ano passado usando uma fórmula ilegal, também referi que as tranches de 5 poderiam ter evitado que o problema da fórmula tivesse uma maior dimensão, já que primeiro a ordenação dos docentes teria de ser feita pela graduação.
Tudo isto antes do MEC assumir o erro e o Senhor DGAE ter pedido a demissão.
Moral da história, as contratações de escola do ano passado basearam-se igualmente em fórmulas ilegais nas escolas que afirmaram terem feito o mesmo procedimento deste ano.
Numa semana de tantos errros informáticos é de admirar.
Mensagem do Ministro
O Diário da República Eletrónico (DRE) inicia, com um atraso motivado por dificuldades técnicas que tiveram de ser ultrapassadas com rigor e sentido de respeito pelos seus destinatários, uma nova fase, mais amiga do cidadão, procurando facilitar e simplificar a pesquisa e compreensão dos diplomas e normas que regem a nossa vida coletiva.
Uma das preocupações é o aumento da acessibilidade do leitor, favorecendo um modelo de pesquisa intuitivo e de maior clareza na apresentação. Esta é também uma forma de contribuir para o fortalecimento da transparência na relação entre o Estado e o cidadão.
Ao abrir o DRE, o leitor constata essa mudança, através de um grafismo mais apelativo e uma maior e mais fácil capacidade de navegação. Esta é apenas a face imediatamente visível de um longo trabalho de equipa entre a INCM – Imprensa Nacional-Casa da Moeda, a Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros e o CEGER – Centro de Gestão da Rede Informática do Governo, em que foi feita a migração de toda a informação acumulada em duas plataformas, próximas de saturação – a do DRE e a do DIGESTO –, para uma nova e única plataforma com outra capacidade e maiores potencialidades.
Com esta mudança, o DRE acrescenta novas funcionalidades às até aqui existentes, como sejam a possibilidade de o cidadão não assinante se registar e criar um perfil que lhe permite guardar pesquisas, subscrever gratuitamente os sumários da 1.ª e da 2.ª séries e as newsletters do DIGESTO. Para os leitores assinantes, além das funcionalidades existentes irá em breve ficar disponível um tradutor jurídico com 5 mil termos em inglês, francês, espanhol e em alemão, num total de 17 mil termos sistematizados pelas áreas do direito, com atualização permanente.
É mais um passo na melhoria e modernização do serviço disponibilizado aos cidadãos que consultam o Diário da República Eletrónico, com ganhos na acessibilidade, em tempo e em eficácia, num trabalho que pretendemos em constante desenvolvimento.
Luís Marques Guedes
Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares
Existem algumas experiências que tiveram bastante resultado com a separação dos alunos de etnia cigana. O aproveitamento e a assiduidade melhoraram significamente e baixaram as queixas destas famílias junto da escola. Quem já trabalhou com alunos de etnia cigana sabe que um dos grandes problemas que existe é a presença constante dos familiares (aqui o plural é perfeitamente adequado) com queixas dessa mistura étnica, em especial no caso das meninas.
É possível indicarem na caixa de comentários quantos horários estão com falta de professor nas vossas escolas?
As respostas servem para se ter uma ideia aproximada das necessidades que atualmente existem, porque acredito que muitos alunos ainda estão sem aulas por falta de professor colocado.
Se puderem indicar o grupo de recrutamento tanto melhor.
Nuno Crato aceitou a demissão de Mário Agostinho Alves Pereira, depois de ter afirmado esta quinta-feira que o erro na colocação de docentes contratados foi cometido pelos “serviços do Ministério da Educação”
É a primeira vítima do erro registado na colocação de mais de mil professores contratados para as cerca de 300 escolas com contrato de autonomia e Teip (territórios educativos de intervenção prioritária). Mário Agostinho Alves Pereira, diretor-geral da Administração Escolar desde 2009 até hoje, assumiu a responsabilidade pela aplicação de uma fórmula que calculou mal as classificações de milhares de candidatos às bolsas de contratação de escola e apresentou a demissão, apurou o Expresso. O pedido foi aceite pelo ministro da Educação.
Parece irreal, mas não é, e isso justifica o que terá acontecido com os critérios submetidos e que desapareceram de alguns candidatos.
Os docentes que ultrapassam o limite do valor da fórmula da BCE é porque lhes foram ponderados subcritérios em duplicado.
Ou seja, presumo que quem preencheu os subcritérios e ficaram sem eles no recibo é porque terão sido transferidos para outros candidatos, que sem querer viram a sua classificação ultrapassar a escala máxima que poderiam obter.
Provas disso, mais logo.
E diz o ministro que vai corrigir a ponderação da BCE?
Impossível de o fazer sem que se apurem esses factos.
Depois de mais de quatro dias de protestos, o ministro da Educação assumiu o erro e prometeu refazer os cálculos e corrigir a ordem de colocação dos professores.
O Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, assumiu na tarde desta quinta-feira que “houve “uma incongruência”, “na harmonização da fórmula” com base na qual foram ordenados milhares de professores sem vínculo, que começaram a ser contratados pelas escolas na segunda-feira passada. “Peço desculpa aos pais, aos professores e ao país”, disse, na Assembleia da República, depois de prometer refazer os cálculos e proceder às correcções necessárias.
A ANVPC – Associação Nacional dos Professores Contratados, considera que, de acordo com os pareceres acabados de ser tornados públicos pelo Jornal Público – http://www.publico.pt/sociedade/noticia/sociedade-cientifica-e-associacao-profissional-de-matematica-apoiam-professores-contra-o-mec-1669975 – apresentados por Jaime Carvalho e Silva (professor na Universidade de Coimbra e vice-presidente da Associação de Professores de Matemática) e Jorge Buesco (vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática), assim como pelas inúmeras denúncias fundamentadas (apresentadas a esta organização por parte dos docentes contratados portugueses), está demonstrado que as listas de graduação apresentadas na passada sexta-feira pelo Ministério da Educação e Ciência, relativas à Bolsa de Contratação de Escola, não cumprem os desígnios de um concurso público com o rigor, a transparência e a fiabilidade necessária.
Nessa medida, esta organização considera que todas as listas da Bolsa de Contratação de Escola deverão ser imediatamente retiradas e corrigidas, e para que seja cumprida uma colocação rápida, e correta, dos docentes envolvidos, os mesmos deverão ser seriados tendo como único critério a sua graduação profissional. A ANVPC considera ainda que a todos os docentes colocados na Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento, deverá ser possibilitada a continuidade de colocação na Bolsa de Contratação de Escola, situação que não está, aparentemente, a ocorrer.
É INÚTIL APENAS PASSAR DE PERCENTAGENS PARA UMA ESCALA DE 0 A 20
Boa noite, caro arlindo. vejo com preocupação que já há gente a tentar elaborar listas da BCE alternativas APENAS passando as percentagens para valores absolutos de 0 a 20. O problema não está só na parte relativa aos subcritérios mas principalmente na parte da Graduação Profissional, que vai de zero a um limite indeterminado (e não de zero a vinte como passaram a estar os subcritérios).
Aqui está o meu comentário ao post
Colegas, É INÚTIL APENAS PASSAR DE PERCENTAGENS PARA UMA ESCALA DE 0 A 20, AINDA NÃO PERCEBERAM?
Cuidado com exercícios pouco inteligentes: quando queremos criticar os erros crassos do cRato não podemos nós cair em outros erros crassos. Muito cuidado com estes exercícios absurdos, em que se tenta corrigir um erro sem perceber em que ele consiste e se acaba
por corrigir um erro com outro erro tão grave como o primeiro. Aliás, pior do que os erros crassos do cRato seriam erros crassos de quem exige a correção desses erros. Vejam o post publicado aqui no Arlindo, usem a cabeça, raciocinem e vejam que passar de percentagens a uma escala de 0 a 20 não corrige o problema, apenas o modifica ligeiramente…
Vejam no post:
https://www.arlindovsky.net/201…
Olá. Tem razão o colega JPNT acerca dos perigos da mera redução das percentagens a uma escala de o a 20: “Gostaria agora de saber é, depois de corrigida essa parcela para uma escala de 20 valores conforme a lei manda, o que se faz à parcela da graduação que se encontra numa escala de 0 a “não se sabe quanto”. Continuamos com duas escalas diferentes”.
A questão é mais complexa, se queremos minorar os estragos da ilegalidade cometida (mais uma) pelo cRato. É que tem de se determinar qual o limite a considerar (os 100%) no âmbito da graduação profissional. Talvez a Graduação Profissional mais alta no Grupo de Recrutamento (não a mais alta de todos os candidatos, senão dá barraca).
Listas alternativas mal elaboradas (em que apenas se passa das percentagens para uma escala de 0 a 20) ainda são capazes de semear mais a confusão e acabarem por levar água ao moinho do incompetente Ministro-anormalidade…
É por isso que não é de admirar que nestas listas alternativas “só a partir do 5º classificado é que começam a aparecer algumas diferenças”. É que elas só alteram o erro, não o corrigem…
Os representantes dos dirigentes das escolas não gostaram de ouvir que o MEC, através da Direcção-Geral da Administração Escolar, os responsabiliza por erros na colocação de professores.
O presidente do Conselho das Escolas (CE) e o da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) consideraram na noite desta quarta-feira “inadmissível” e “vergonhosa” a posição da Direcção Geral da Administração Escolar, que, de acordo com a Fenprof, atribuiu a responsabilidade por eventuais erros ocorridos na colocação de professores às escolas e aos respectivos directores. “É uma posição deplorável, que mostra bem o ponto a que chegou uma administração educativa que, face a situações gravíssimas, sacode a água do capote para cima de quem cumpre as suas instruções”, comentou José Eduardo Lemos, do CE.
O Ministério da Educação convocou, para o início da noite desta quarta-feira, uma conferência de imprensa. Esperam-se decisões para os erros na colocação dos professores uma vez que está a ser pedida a anulação do concurso.
Para horários ao grupo de recrutamento 910 na escola Secundária José Saramago, em Mafra. Já nem me refiro à alínea d) que diz: “Os candidatos serão contactados por correio eletrónico para envio do currículo, em grupos sucessivos dos cinco candidatos com melhor graduação profissional.”
E num daqueles cerca de 2000 horários em concurso para Técnicos Especializados, desta vez na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural do Rodo, Peso da Régua.
Pelo que se explica na candidatura, um docente profissionalizado no grupo 550 está habilitado a leccionar tudo o que é pedido.
Desta vez para o grupo 300 no Agrupamento de Escolas de Cuba.
Como se verifica, apesar da escala dos subcritérios ter sido transposta para uma escala de 0 a 20 o número de ordem dos 4 primeiro candidatos mantêm-se idêntica.
Neste caso só a partir do 5º classificado é que começam a aparecer algumas diferenças.
Mas depois existem escolas que pedem para enviar os comprovativos por “CORREIO FÍSICO” que não se podem declarar na aplicação, com excepção dos que já estão validados para o concurso de Contratação Inicial.
O candidato naturalmente colocou esta questão à escola:
Bom dia.
Nos horários em contratação de escola, como, quando e quem responde aos subcritérios?
A aplicação não permite fazê-lo na candidatura e não há qualquer informação sobre isso.
Só agora começou e já é desgastante…
Obrigado.
A Diretora responde:
Bom dia,
Como diretora, lancei os subcritérios na plataforma tal como me é pedido!! Não tenho respostas para as suas questões, pois não tenho acesso ao ambiente dos candidatos .
Com os melhores cumprimentos,
A Diretora
Mais uma vez se prova a falta de comunicação da DGAE com as escolas neste processo.
E às questões do e-mail que recebi tenho grandes dificuldades em responder, porque não há resposta possível para a sua maioria.
A única que acho que sei responder é à última questão e que se encontra sublinhada. Os diretores passaram a saber disto quando leram este post até ao fim.
1 – Em que altura se responde aos critérios da avaliação curricular nas contratações de escola? Durante a candidatura para o email das escolas? Após? Onde? Como? Quem? É que deixou de haver as tranches de 5 e só estes eram contactados para essa fase. E agora como vai ser?
2 – A escola referida no anexo pede a TODOS os candidatos que enviem os documentos em PAPEL. E se a moda pegar?
3 – Pede os documentos da graduação, mas nada fala sobre como proceder na resposta aos subcritérios. Será que todas as escolas pensam que respondemos na aplicação aquando da candidatura?!Sabemos que não é possível.