E disso já dei conta por várias vezes.
CNE defende que “futuro” da escola pública depende de “novo modelo” de selecção de docentes
Para o Conselho Nacional de Educação, uma das consequências do actual modelo de recrutamento e selecção é a “inflação sistemática das classificações finais em alguns cursos de formação de professores, com manifesta injustiça e prejuízo do interesse público”.




30 comentários
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Olá Arlindo! 🙂
Espero estar enganado, mas acho que esta notícia é a génese para a manipulação da opinião pública para que a PACC se estenda a todos os docentes… contratados e do quadro.
Se estiver totalmente errado, ainda bem!
Como diria o Bruno Nogueira: “É caso para ficar sempre de pé atrás com os cRatos (ou Davides Justinos) desta vida… É como olhar para a construção dos fornos nazis e dizer: epá, se calhar é para fazer pizza para todos!”
Abraço e continuação do bom trabalho 🙂
Caro Nuno, o que já me fez rir hoje… =)
Obrigada, concordo inteiramente com o que diz… Isto nunca fiando!
Um abraço e bom trabalho (para todos!)
Óptimo Guerreiro! Temos que manter o espírito alegre. A piada original é da autoria do nosso grande (e ele é enorme!) Bruno Nogueira 🙂
Depois de tudo o que os sucessivos ministros têm feito à nossa profissão há que preservar o humor… das poucas coisas boas que nos restam!
Continuação de bom trabalho e com boa disposição 🙂
Um abraço!
Tantas foram as queixas, que já fecharam a coisa!
As instituições se andam a inflacionar notas então que sejam controladas
e punidas. O que não é admissível é uma politica de descredibilização
dos diplomas e graus obtidos. Há alunos que se empenham e se esforçam e merecem as notas que tiveram. O que se anda a tentar fazer é manipular o modelo de recrutamento
para se justificar uma PACC ou uma seleçao com base em subcritérios.
Lixo com essas teorias. O modelo que temos apesar de tudo é dos mais
justos.
Subscrevo a opinião do colega. Eles não têm é coragem de ir chatear os colegas do superior, local onde muitos dão aulas.
A PACC é a prova disso preferem mexer a jusante do que a montante. Primeiro que paguem as propinas e lhes dêem trabalho depois, depois logo se vê!
Subscrevo inteiramente a opinião do colega. Que punam quem anda a inflacionar as notas. Mas pensando bem, porque não duvidar da veracidade destas irregularidades. Neste país chegou-se ao ponto de não pensar nas consequências dos atos para atingir os objetivos propostos.
lucas, é isso mesmo.
Concordo perfeitamente com o que aqui se está a defender! Eu própria tirei o curso numa instituição de bastante prestígio e vejo-me ultrapassada por colegas que tiraram o curso em instituições privadas de qualidade duvidosa… Tive a oportunidade de a meio do curso me transferir para uma dessas instituições… No entanto julguei que terminar o curso na instituição pública em q me encontrava iria no futuro ser-me mais vantajoso! Como me enganei!!!! Os colegas que o fizeram já vincularam e têm as suas vidinhas feitas… Creente, depois de terminar o curso ainda tirei um mestrado na mesma instituição de prestígio de que nada me vale…. E depois de 10 anos de terminar a licenciatura aqui continuo com futuro incerto… Uma coisa é certa, deixei de ser sonhadora… Não existe uma sociedade justa e transparente… Não deixarei que os meus descendentes comentam os mesmos “erros” e estou mesmo a ponderar colocá-los no ensino privado porque não confio no sistema público de ensino que o nosso país oferece!
Sabem aquele estudo mundial que diz que a Universidade do Porto está nos 300 e pouca smelhores do MUNDO!!!!??? Eu licenciei-me lá, numa faculdade que, na altura, estava entre as cento e pouco melhores….. De que me valeu???? Deveria ter ido para a Autónoma de Lisboa (UAL)!!! Era o 1º ano em que uma privada ía ter cursos via ensino e vocês nem imaginam as notas dos alunos desse preimeiro curso!!!!!!
A solução não é ter ido para a UAL. A solução era eliminar a UAL!
E esta preocupação?
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-09-20-Escolas-inflacionam-notas-internas-para-compensar-notas-de-exame
A graduação profissional pode não ser “justa”, mas não conheço outra mais transparente…
Concordo plenamente com o colega.
Fora com as cunhas e falsidades. Tenham vergonha.
Dar pesos como por exemplo à instituição onde se tirou a licenciatura, dar peso ao número de anos que levou a concluir a licenciatura, dar peso a quem investiu na sua formação depois da licenciatura, dar peso a uma avaliação séria ao desempenho profissional, etc…. Há mto por onde pegar…. Mas as instituições privadas dão mto dinheiro ao estado….
Pnso que estamos, mais uma vez, a misturar as águas.Eu terminei a minha licenciatura com uma boa média no ensino público e para isso tive que trabalhar muitíssimo!! Neste momento parece-me que a grande preocupação do CNE deveria passar por colocar em causa não as médias das licenciaturas, porque essas foram conseguidas ao longo de 4 anos de muito esforço, mas sim as notas, po exemplo dos cursozecos da treta que habilitam para a EEspecial.Esses, sim,são incompreensívelmente valorizados nos concursos quando toda a gente sabe, desde professores a governantes, que há quem consiga “especializar-se” para a EE até por correspondência!!
A graduação deve ser respeitada pois um aluno sério que tirou o seu vurso num politécnico ou numa uniersidade de quallidade com uma boa média final deve, indiscutivelmente, ver o seu esforço recompensado no momento da seleção!! É assim ( exceptuando as cunhas) com TODAS as profissões!!
errata: Penso;curso;qualidade
Há uns anos… toas as instituições de formação de professores, públicas e privadas, que formavam os professores primários, tinham que cumprir uma média nacional entre 13,4 e 13, 5 valores. Se é certo que obrigava a uma disputa interna das notas, não é menos certo que não permitia as discrepâncias de hoje.
Tenho falado nisto há muito tempo! As privadas são um problema gravíssimo mas não são só as privadas a inflacionar… gente que vem dos politécnicos mais fracos tem grandes notas e pouca qualidade também. Infelizmente, esta é a realidade! O primeiro passo seria acabar com as profissionalizações em serviço, são uma tremenda injustiça. Um ano a fazer de conta que se estuda e depois o resto da vida a fazer de conta também que se é professor, suportando a profissão na qualidade do relacionamento pedagógico com alunos e bla bla…
Lembro-me que, num dos primeiros anos desta profissão, ter graves problemas com uma turma porque um colega da mesma área, sem qualquer qualidade pedagógica, tinha uma relação extraordinária com os alunos e eu era um bicho papão! Claro, ele ia para os copos com eles ao fim de semana, as aulas eram relaxantes e as notas altas… A direcção da escola era cega a isso, o que importava era manter os meninos satisfeitos e as notas na positiva…. nisso eu era mau. Há uns tempos encontrei um aluno num hipermercado e ele disse-me: “Na altura não gostávamos do professor mas agora vejo que consigo aprendemos alguma coisa. Com o professor X era só borga”.
Não digo que seja especial, apenas sou normal quando alguns são medíocres. Também encontro alguns colegas que são bons exemplos e com quem aprendo muito. Só que esses provêm na esmagadora maioria de boas instituições.
As instituições privadas se deram melhores notas aos seus alunos foi com justiça.A Educação Especial sempre foi uma especialidade fácil e onde é feita justiça.É com toda a justiça aquela que permite a um professor dar aulas em todos os níveis de ensino.Qualquer professor de uma ESE deveria ver as suas habilitações reconhecidas para dar aulas ao Secundário.Se a escolaridade é obrigatória, porque não dar a oportunidade de todos os professores experimentarem todos os níveis.O 3º ciclo e o Secundário devem ter a inovação educacional, que as ESES promoveram.No secundário é instigado aos alunos o individualismo e a corrida à notas, traindo o que aprenderam no pré-escolar que era todos trabalharem cooperativamente num projeto.No secundário acaba-se com a pedagogia diferenciada, que permite uma escola realmente inclusiva.Todos estão contra os professores de educação especial pois a maioria deles sabe mais de pedagogia e equidade, que os colegas do 3º ciclo e secundário.Um educador de infância na educação especial pode dar um contributo válido aos professores do secundário formatados para preparar os alunos para a nota de exame.Não é com competição que se fomenta uma cidadania da equidade.Tudo o que aprendemos de mais profundo foi alicerçado no pré-escolar.Para quê o pensamento e a lógica positivista nas classificações do secundário?
Talvez porque o secundario os prepara para a vida real: competitiva e muito pouco compassiva…e nao para um conto de fadas
Um professor de uma ESE de Matemática, F.Q., Biologia ou outra ciência qualquer comparado com um professor de uma das seis maiores Universidades do país é equivalente a comparar um aluno do 6º ano com um do 12º. É por isso que não haveria justiça nenhuma nisso!!!
Quando digo “professor de” quero dizer “professor formado numa”.
Estou a ver que o colega veio de uma privada… Enfim! Tive um professor que tb dava aulas numa instituição privada concorrente da pública onde eu estava, deviam de comparar o exame que esse tal professor aplicava na pública com a que ele aplicava na privada… Vai dar-me razão! Nas privadas “compram-se” as médias!
O problema desta notícia, do meu ponto de vista, é criar-se a ideia de que o modelo de concurso é errado. Será que não vão defender concursos locais? Ou outra coisa qualquer. Eu defendo a simplicidade! Durante quantos anos (e não haviam computadores) havia concurso para entrar nos quadros todos os anos sempre com a graduação a valer para todos os professores e para todas as escolas. Porque motivos isto é tão errado que cada ano criam uma ideia nova?
concordo em absoluto …
Ninguém concorda com o Justino? Porque será, em vez de abrirem auditorias a cursos com notas estranhamente elevadas aplicam a PAC, Arlindo, concorda com o que exactamente?
Porque aí teriam de fechar metade dos cursos do país e lançar para o desemprego, não só os indivíduos aí formados, mas também toda a gente que lá trabalha! Seria mais difícil.
Repara nesta frase …..”Na introdução, também se pode ler que o ensino privado apresenta “um maior equilíbrio” nos estratos etários, factor a que acresce “a capacidade de selecção dos melhores profissionais e de avaliação do seu desempenho”.”
A razão principal de os professores no particular serem maisjovens encontra-se no motivo salarial, são sempre pagos pelo índice mais baixo e quando se encontram perto de subirem de escalão vão para a rua e depois há o núcleo duro meia dúzia de professores …. A avaliação de desempenho serve para despedir por justa causa …E sei do que estou a falar ….