Nuno Crato promete corrigir fórmula e pede desculpa aos professores
Depois de mais de quatro dias de protestos, o ministro da Educação assumiu o erro e prometeu refazer os cálculos e corrigir a ordem de colocação dos professores.
O Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, assumiu na tarde desta quinta-feira que “houve “uma incongruência”, “na harmonização da fórmula” com base na qual foram ordenados milhares de professores sem vínculo, que começaram a ser contratados pelas escolas na segunda-feira passada. “Peço desculpa aos pais, aos professores e ao país”, disse, na Assembleia da República, depois de prometer refazer os cálculos e proceder às correcções necessárias.




15 comentários
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Meus caros, se bem me parece, o ministro prepara-se para cantar vitória na próxima semana. Vejamos, mesmo regularizando a fórmula, os critérios terão um peso astronómico no resultado final Será, assim, muito provável que a maioria dos primeiros lugares em cada listagem se mantenha.
Logo, serão muito poucos os professores a colocar em duplicação de horário. Se hoje o ministro admitiu um erro, para a semana demonstrará que era um erro quase sem importância.
Continuaremos a ter os casos de ultrapassagem nas listas por parte de pessoas com menos tempo de serviço e menor nota final de curso, porque têm 25 horas de formação.
Entendo a questão relativamente à formação, mas isso já é da responsabilidade das escolas, nomeadamente dos Diretores e Conselho Pedagógico.
Infelizmente as escolas não refletem sobre os critérios que definem.
“Esta pouca vergonha das colocações de escola tem de acabar”.
Para cantar vitória ou para se demitir. A ver vamos!
Mas não chega colocar no lugar o docente correto. O que foi indevidamente colocado tem de sair, senão passa à frente de muitos… Ter coragem de fazer o correto!
Concordo. Admitir o erro revela classe, retificar o problema é que reporá a justiça. Temos de exigir a anulação das colocações de 6ª-feira. Desculpas não pagam dividas. Pague sr. Ministro!
Ele já disse que não irá anular as colocações de 6.ª
Esta solução é inaceitável. Este teatro serve para legitimar algo que é aberrante na esmagadora maioria dos casos, pertinente numa ínfima parte. Faz sentido que em situações muito especificas as escolas procurem professores com determinada formação. Regra geral, um profissionalizado tem habilitação para cumprir o serviço da maior parte dos grupos de recrutamento.
As listas nacionais devem prevalecer.
Já agora, chamo a atenção para o presente envenenado da vinculação semi-automática. É o mesmo filme, há muitas situações que os muito mais graduados vão ser ultrapassados devido à aleatoriedade das renovações de contrato.
Para beneficio de alguns todos vão ficar privados de aceder a esse lugar…basta que num ano qualquer alguém resolva fazer isto….e venham mais cinco anos de espera.
Concordo em tudo o que diz colega José Lima.
Sem qualquer dúvida. No meu caso, em particular, leciono há 16 anos, do 2º ao 14 sempre com horário completo e até 31 de agosto. Como, por azar, há dois anos fiquei com um horário incompleto, “perdi” a possibilidade de da Vinc. semi automática nos próximos 4 anos. Ora, como a situação é cada vez mais apertada… perdi 16 anos da minha vida nisto.
Colocar os outros que deviam ter sido colocados em primeiro lugar mas mantendo os que foram colocados devido ao erro não resolve o problema. Os que foram colocados por erro vão acompanhar em um ano os que deveriam ter sido colocados e os que não forem colocados agora vão perder um ano na graduação em relação aos que foram colocados por erro do MEC.
Ajustar a formula sem desaparecer com os subcritérios?! Não vai conseguir solucionar as injustiças criadas, de forma alguma! Como vai ser, por exemplo, com o subcritério do tempo de serviço a quem concorreu a mais que um grupo? Penalizado ou premiado? Neste momento só há uma solução para os danos causados: ordenar os candidatos unicamente pelo tempo de serviço, pois não existe tempo para para tanta palhaçada. Os alunos não têm culpa! precisam dos professores e os professores precisam de trabalhar… vamos enviar, uma vez mais, mails para os sindicatos e ministério alertando que modificar a formula não chega, também têm que suprimir todos os subcritérios ou no mínimo os mais polémicos, se não, para a semana a palhaçada vai ser ainda maior!
Colega se o TS se mantiver nos subcritérios, vão chover denúncias, e haverá triplicação de lugares em vez de duplicação.
Quanto vai custar esta asneirada toda ao bolso dos contribuintes???
OBRIGADO À FNE PELO APOIO NESTA LUTA!!!
Não sei se entendi bem. O que acontece aos colegas já colocados? Há lugar a dupla colocação?