Muitos rapazes “evitam domínios para os quais se sentem efectivamente motivados e para os quais possuem competências apenas pelo facto de ‘serem coisas de mulheres’”. A actual situação que se vive no pré-escolar contribui para perpetuar estereótipos de género, dizem investigadoras.
“Dizemos que estamos perante um caso de serial carers: as mulheres é que cuidam dos filhos, dos companheiros, dos pais, dos sogros, dos avós…”
Clicar para ler na integra in Publico, by Graça Barbosa Ribeiro

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Os novos programas e as metas nada têm a ver com isto… o que eu não entendo são as desistências. Como é que crianças até aos 12 ou 14 anos desistem? Há instituições a falhar em grande…
Entre 2011 e 2014, a retenção e desistência no 1.º e 2.º ciclos do ensino básico subiram mais de 50%. As associações de Português e Matemática culpam a cultura de “competição” criada pela introdução de provas e metas por Nuno Crato. Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação de 2005 a 2009, acusa os atuais sucessores de terem deitado “por água abaixo” os progressos atingidos. O Ministério destaca a quebra dos chumbos nos anos terminais de ciclo e diz querer que os alunos “passem sabendo”.
(Clicar na imagem para ler noticia in DN)

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Parece-me que a estratégia de formação continua está a querer enveredar por uma vertente mais lúdica e cultural…
Depois de termos noticiado a apresentação pública do Portal das Experiências Culturais na edição de julho do nosso boletim digital, a qual decorreu no passado dia 25 de junho de 2015, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, convidamos-vos, nesta edição, a conhecer o Portal, que se encontra disponível para os agrupamentos de escolas (AE), escolas não agrupadas e instituições culturais, desde o dia 25 de setembro de 2015.
O Portal das Experiências Culturais surge no contexto da Estratégia Nacional para a Educação e Cultura (ENEC). “A ENEC é um Programa do Governo Português, concebido e desenvolvido em articulação entre o Ministério da Educação e Ciência e o Secretário de Estado da Cultura, que pretende implementar um plano de ação a longo prazo, nas áreas da educação, das artes e da cultura.”*
Ao dedicarmos esta edição ao «Portal das Experiências Culturais», quisemos sublinhar, uma vez mais, a importância da articulação entre os universos da Educação e Cultura e de uma presença reforçada “das atividades artísticas e culturais em todos os níveis de escolaridade do sistema educativo, desde a educação pré-escolar até ao final do ensino secundário.
…com formações sobre Dança, Expressão Plástica e Expressão Dramática…
Então surge o Portal de Experiências Culturais. Deixo aqui o link (na imagem) para quem quiser…

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Uma iniciativa de louvar, para pais e professores trabalharem com as suas crianças… Iniciativa do Conselho da Europa, no âmbito da Convenção de Lanzarote.
Cerca de uma em cada cinco crianças é vítima de violência ou abuso sexual.
Ajude a impedir que a sua criança seja uma vítima. Ensine-lhe a Regra “Aqui ninguém toca”.
(clicar na imagem para aceder)

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Os danos colaterais de se enveredar pela profissão de docente… são as suas famílias…
Mas quem olha pelas famílias dos professores quando estes estão deslocados? Quem olha pelos professores quando estes se encontram a centenas de quilómetros de casa? O estado? Não, ninguém o faz, ninguém quer saber. Minha Mãe diz, que herdei a vida de meu pai, sempre fora de casa, eu digo que fui iludido pelo destino e não previ, na minha inocência, o futuro. Mas eu não sou de “Fafe”!… Como podia eu fazê-lo?…
Dos filhos já eu falei, mas também existem os cônjuges e os pais. Qual o apoio que um professor deslocado ano após ano pode dar a uma família? É-se marido ou esposa, de fim de semana, filho de mês a mês. Perde-se a infância dos filhos, não se dá apoio aos pais. Como pode um professor exercer a profissão, na sua plenitude, sem ter a mente sossegada em relação aos seus? Se ter saudade daqueles que a natureza lhe impôs e que escolheu para seu lado “é uma constante da vida”? Além disso, temos um inverno frio no Norte, e ninguém que nos aqueça e aconchegue durante a noite. Ninguém com quem nos sentar à mesa. Ninguém que nos acalme os receios, que nos dê força para o dia seguinte…
Não se tem a vida com que se sonhou. Esta não é uma profissão de sonho… Muitos pensam em desistir, deixar toda uma vida profissional para trás, e…
Vivemos num país que não é para professores! Vivemos num país em que, os pais não aconselham os filhos a ser professores! Um país em que os cônjuges dos professores são heróis. Suportam aquilo que qualquer casal suporta, mas sozinhos, sem o apoio físico de um companheiro ou companheira, que sai de casa em busca de um futuro melhor, esse futuro que tarda em vir… Por vezes penso que nunca virá. Mas tenta-se, continua-se, na esperança de um dia poder abraçar os filhos ao deitar e de passar a noite, aconchegado…
E há tantos por esse país fora a querer “voltar para os braços de minha mãe”…
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Finalmente alguém se disponibilizou a atualizar o estado da Mobilidade Estatutária… mais vale tarde que nunca… os pareceres já não estão a aguardar.
O único senão é que não explicita que parecer teve, se positivo ou negativo… está concluído!!!
Entidade preponente

Docentes

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Parece que a PACC vai deixar saudades a alguns…
David Justino é dos que pensa assim…
Era bom que quando suspendessem tivessem uma alternativa. Foi essa alternativa que também não consegui ver. Suspender é fácil. Se suspende e não há uma alternativa, eu sinceramente não suspenderia. À falta de melhor é o que é. Há aspetos legais, há aspetos, pelos vistos, até constitucionais, que foi uma coisa que me surpreendeu bastante.
Muitos serão os que pensam como ele… mas, sem querer dar ideias a ninguém, que tal pensarem em selecionar professores à entrada e à saída do ensino superior. Talvez fosse mais justo. Não é depois de se começar a trabalhar que se vai ser sujeito a uma prova para ver se é bom ou não a fazer algo.
Já agora, onde andam os defensores da Ordem de Professores?
(clicar na imagem para ler mais declarações in TVI24)

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Ficam aqui alguns destaques do relatório e o próprio relatório para que ainda tiver a paciência necessária…
• Redução do número total de estabelecimentos do ensino público para cerca de metade (12 312 para 6 575) entre 2005 e 2014. No mesmo período, o ensino privado registou um aumento de 9,4%, com mais 239 estabelecimentos.
• Em 2014, mais de metade (51,7%) dos estabelecimentos públicos de educação e ensino do MEC agregavam mais do que um ciclo de ensino e a maioria tinha menos de 100 alunos.
• Decréscimo de 92% dos estabelecimentos públicos do MEC, do 1º CEB (tipologia EB1), com menos de 21 alunos entre 2005 e 2014. Em 2014 existiam 241 escolas com menos de 21 alunos, a maioria na zona Centro.
• Extinção de 3 755 escolas públicas que ministram o 1º CEB entre 2005 e 2014.
• Redução do número de escolas não agrupadas (menos 81% dos estabelecimentos), de agrupamentos horizontais (residuais em 2014) e de agrupamentos verticais (menos 41%) entre 2005 e 2014.
• Entre 2013 e 2014, as Unidades orgânicas (UO) com 35 ou mais estabelecimentos deixaram de existir e houve uma redução das que tinham dez ou mais. Simultaneamente, aumentaram as UO com cinco a nove estabelecimentos e com dois a quatro estabelecimentos.
• Das 6 201 escolas existentes em 2014, 15% tinham até 19 alunos, 42% integravam 20 a 99 alunos, 31% agregavam 100 a 499 alunos e 12% albergavam 500 a 2000 ou mais alunos.
• A Área Metropolitana de Lisboa é a que apresenta o maior número de estabelecimentos privados, seguida das regiões Norte e Centro. As regiões autónomas são as que têm menos estabelecimentos privados: 76 nos Açores e 69 na Madeira.
• A maior parte da oferta de ensino privado destina-se à educação pré-escolar e ao ensino básico. A oferta mais reduzida é no ensino secundário.
• A rede de ensino superior está distribuída por 40 instituições de ensino superior público e 91 instituições de ensino superior privado, encontrando-se 66,4% destes estabelecimentos nas regiões Norte e Área Metropolitana de Lisboa.
• No Espaço Europeu de Ensino Superior, dos 48 países, a maioria tem até 100 instituições de ensino superior (públicas e privadas). Portugal, com 124, encontra-se no grupo dos sete países com 101 a 200 instituições de ensino superior.
• Crescimento da oferta de cursos de especialização tecnológica, relativamente aos dois últimos anos, maioritariamente nas áreas das Ciências Empresariais, Informática e Engenharia e Técnicas Afins.
• 478 cursos técnicos superiores profissionais registados com autorização de funcionamento, sendo a maior percentagem (76,6%) proveniente do setor público e das áreas de Ciências Empresariais, Engenharia e Técnicas Afins e de Informática.
• 184 ciclos de estudo propostos por instituições de ensino superior (52% para atribuição do grau de mestre e 34% para o grau de licenciado) não obtiveram acreditação pela A3ES, entre 2012 e 2014.
• Excessiva dispersão de cursos e das suas designações. Do total de 707 denominações diferentes de cursos oferecidos pelas instituições de ensino superior, 519 são oferecidos apenas por uma instituição.
• A área de Tecnologias é a que apresenta maior oferta de cursos de formação inicial (353), no conjunto das instituições públicas e privadas, enquanto Agricultura e Recursos Naturais é a que apresenta menor oferta (48 cursos).
Muito ainda há por fazer… os 5 desafios…
- Fazer baixar as taxas de retenção e desistência escolar
- Responder aos efeitos da queda da natalidade
- O rejuvenescimento da classe docente
- A definição de currículos em contexto de mudança social e cultural
- Ajustar as qualificações à estratégia de desenvolvimento do país
(clicar na imagem para ler relatório)

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De acordo com a notícia divulgada no seu site, a Fenprof e em vários meios de comunicação “Acórdão do Tribunal Constitucional que declara a inconstitucionalidade da PACC.”
Não sendo eu profeta da desgraça… Vendo para crer…
A FENPROF irá realizar uma conferência de imprensa, hoje, dia 16 de outubro, às 15h00, na sede do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), em Coimbra (Praça da República) às 15h00, com a presença do Secretário-Geral da FENPROF, Mário Nogueira.
in DN

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Como escreveu o Arlindo aqui…
O despacho de organização do ano lectivo define como: “Hora“— o período de tempo de 60 minutos, no caso da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, e o período de 50 minutos, nos restantes níveis e ciclos de ensino; Os docentes do grupo 120 deverão ter horários de 22 horas ou 1100 minutos, visto não serem docentes em regime de monodocência.
Assim, sendo um docente do grupo 120 deverá trabalhar na componente lectiva o correspondente a 1100 minutos que pela forma de organização do tempo no 1º ciclo dará 18 horas se trabalho semanal mais 20 minutos sobrantes.
Mas as duvidas continuam… muitos docentes estão a lecionar períodos de 60 minutos, enquanto outros estão a lecionar os 50 minutos.
Como está a ser na tua escola?
Põe-se outra questão… nos casos dos docentes que estão a lecionar os 50 minutos, como ficam os horários dos docentes do 110? Lecionam 10 minutos a mais ou são-lhe descontados em algum intervalo?
Deixem os vossos testemunhos nos comentários.
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Na World Wide Web o 1º ciclo anda ativo. São muitos os sites, blogs e páginas nas redes sociais sobre o 1º ciclo. Nesses “sítios” vê-se e partilha-se de tudo, opiniões, materiais, experiências… Esta atitude não é somente dos docentes do 1º ciclo, mas de muitos mais grupos de docência.
Esta partilha demonstra o que de melhor os docentes podem ser para com os seus pares.
Ficam aqui alguns como amostra, espero que sejam úteis…
http://brunofernandesfichas.com/-recursos/outros-repositorios/683-eb1-recovelas.html
http://escolas.madeira-edu.pt/eb1peismartinho/Aescola/CentrodeRecursos/tabid/5495/Default.aspx
http://www.recursoseb1.com/portal4/
https://associacaopaisbxb.wordpress.com/category/fichas-1%C2%BA-ciclo/
http://materiais1ciclo.blogspot.pt/2012/08/20-fichas-de-matematica-numeros-e.html
http://atividadesparaprofessores.com.br/20-atividades-para-alfabetizar/
http://ensina.rtp.pt/
http://www.reab.me/
http://www.atividadesmatematica.com/
http://educatic.info/docs/repositorio-de-recursos
http://www.clickprofessor.pt/recursos/
http://material1ciclo.blogspot.pt/
https://www.portaldasescolas.pt/portal/server.pt/community/00_recursoseducativos/259
http://abelhas.pt/nelmini/Documentos
http://atividadesparaprofessores.com.br/26-fichas-matematicas-de-1o-ao-3o-ano/
http://soatividades.com/
https://www.facebook.com/groups/centroderecursos1ciclo/?fref=ts
http://www.ribatejo.com/hp/passatempos/mostra_actividade.asp?cod_passa=455
https://www.facebook.com/groups/escolaberta/
http://www.dge.mec.pt/
http://criancasealunoscomnee.blogspot.pt/2013/04/montes-de-exercicios-gratis-para.html
http://www.amorensina.com/
http://r21.ccems.pt/In%C3%ADcio/tabid/55/language/pt-PT/Default.aspx
http://coisasquegostodepartilhar.blogspot.pt/2015/09/calendarios-do-mes-de-outubro-2015.html
http://cativarmosnaescola.blogspot.pt/
https://www.facebook.com/groups/cativarnaescolaenavida/
http://www.ensinobasico.com/
http://fichasprimeirociclo.no.sapo.pt/
http://fichas.webnode.com.pt/
http://gavetadefichas.blogspot.pt/
http://escoladacorujeira.weebly.com/recursos.html
http://www.quadroegiz.com/p_4.htm
http://decalhetaforma.wix.com/recursoseducativos
http://bibliotecadaduminha.blogspot.pt/p/metas-curriculares-obras-e-textos.html
http://www.inovar.pt/portal/component/option,com_weblinks/catid,21/Itemid,82/lang,pt/
https://pt.scribd.com/collections/2453289/Ensino-Basico-1%C2%BA-Ciclo
https://educacaosexualidade.wordpress.com/fichas-de-trabalho-e-outros-materiais-de-apoio/
http://www.geracaodepositrao.abae.pt/index.php?p=docs&y=2014
http://mbs-recursos1ciclo.blogspot.pt/
http://gostodesaber.com/fichas-de-exercicios-1o-ano-ensino-basico/
http://www.portalmath.pt/
http://partilha1ceb.no.sapo.pt/lportug.htm
https://oduilio.wordpress.com/
https://www.facebook.com/groups/358617477487205/?ref=ts&fref=ts
https://www.facebook.com/groups/393571690681171/?ref=ts&fref=ts
https://www.facebook.com/quemsepreocupacomosprofessoresd1ciclo?ref=ts&fref=ts
https://www.facebook.com/ProfessoresDe1oCiclo?ref=ts&fref=ts
https://www.facebook.com/groups/1CicloGrupo110/?ref=ts&fref=ts
Espero que tenham paciência…
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Porque hoje ando a fazer a ronda pelos sindicatos… vou gostar da ler a resposta…
A FNE enviou ao secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar um pedido de esclarecimento relativo aos termos em que deverá ser aplicada a meia jornada de trabalho. Uma situação que decorre da recente alteração da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e que veio introduzir a possibilidade de concessão da meia jornada aos funcionários públicos.
A FNE saúda esta medida mas reconhece que a aplicação da mesma tem levantado algumas dúvidas junto do pessoal docente.
Existem algumas questões específicas que decorrem da natureza das funções docentes que a FNE entende serem importantes e que necessitam de clarificação por parte do Ministério da Educação e Ciência antes de serem solicitados pedidos nesse sentido e que são as seguintes:
- A redução do horário de trabalho deverá ser efetuada quer na componente letiva quer na componente não letiva, proporcionalmente, e sem pôr em causa o direito dos docentes à componente individual de trabalho;
- A contagem integral do tempo de serviço deverá servir para todos os efeitos legais (antiguidade, aposentação, progressão na carreira e concursos do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário), tendo em conta o direito fundamental que se pretende proteger, que é o da conciliação da atividade profissional com a vida familiar, o qual tem dimensão constitucional e tendo em conta os critérios já apertados para a aplicação do mecanismo em causa.
Face ao exposto a FNE solicitou que seja emitida uma nota informativa sobre esta matéria que clarifique a aplicação da meia jornada ao pessoal docente e que permita que a aplicação deste mecanismo decorra de uma forma normal e com a defesa integral dos direitos dos docentes.
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Alinham-se estratégias… “Professores apostam no fim da prova”
O trunfo, diz a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), é a maioria de deputados de esquerda na AR ou a possibilidade de um Governo com PS, BE e PCP.
Seja por iniciativa de um Governo de esquerda ou por via parlamentar, a prova está condenada
O principal é que se suspenda, o quanto antes, todo e qualquer procedimento relacionado com a PACC. Depois, o objetivo passa por revogar a prova
(clicar na imagem para ler noticia in Correio da Manhã)

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“O estudo sugere algumas mudanças na avaliação dos alunos, como a introdução de mais testes ou exames intercalares, por ciclo de ensino, para poder aferir de forma mais fiável os progressos nos resultados escolares.”
Até era conveniente que se realizasse um exame por ano de escolaridade. Assim ficava tudo aferido de uma vez… Se não bastasse, um teste intermédio por período caia sempre bem…
O estudo será apresentado amanhã… por enquanto só temos resumos…
(clicar na imagem para ler noticia na integra “in Sol”)

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Está disponível, a partir de hoje, uma nova ferramenta no Portal Infoescolas. Pode-se, agora saber se as escolas, públicas e privadas, estão ou não a promover o sucesso escolar no 2º e 3º ciclos… mais uma ferramenta muito útil de comparação do incomparável…
No 2º ciclo, pode-se observar a percentagem de alunos que não ficaram retidos no 5º ano e que obtêm positiva nos exames do 6.º ano.No caso dos alunos do 3º ciclo, é revelada a percentagem de alunos que obtêm sucesso nos exames do 9.º ano após um percurso sem retenções nos 7.º e 8.º anos.
Não entendo!… Como é que ainda ninguém se lembrou de fazer uma coisa destas para o Pré escolar???
(clique na imagem e verifique por si mesmo)

Já agora… Porque é que o 1º ciclo não foi contemplado nestas “incomparações”?!!!
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… sobram orientações!
Como querem ter o trabalho feito para quando os professores chegarem (a caminhada é longa e faltam transportes) publicam-se as orientações para o ensino do Mandarim…

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Linhas gerais do MPT…
O Conhecimento é hoje, mais do que nunca, um factor crítico para a promoção da igualdade e desenvolvimento das sociedades. As formas de acesso ao Conhecimento alteraram-se de forma significativa ao longo dos últimos anos, sendo necessário promover novos métodos de aprendizagem e recentrar a Educação e Formação. O Conhecimento não tem fronteiras.
Assumimos como princípios fundamentais do Partido da Terra – MPT:
- O Conhecimento é factor fundamental para o desenvolvimento da nossa Gente e da competitividade da nossa Terra, motivo pelo qual as políticas de Educação deverão resultar de compromissos de longo prazo ratificados por todos os cidadãos;
- O acesso a uma Educação de qualidade deve ser gratuito e universal e capaz de preparar as pessoas para serem profissionais competentes e cidadãos activos;
- A Escola deve ser pensada em função do Aluno e das suas competências, valorizando não apenas os resultados do saber mas também o esforço e a aplicação do saber em actividades complementares que poderão contribuir para o seu desenvolvimento como pessoa e cidadão;
- O Professor deve ser valorizado como catalisador do conhecimento bem como dinamizador da aprendizagem. Uma Escola de qualidade só é viável com Professores de qualidade, sendo necessário garantir o seu direito à formação contínua;
- A formação ao longo da vida deve ser incentivada como factor fundamental de eliminação de assimetrias, sociais ou locais, e a valorização do esforço e do mérito individual;
- A Investigação e a Ciência devem ser valorizadas de forma a contribuírem para os esforços de desenvolvimento universal das sociedades, designadamente as iniciativas que valorizem os recursos da nossa Terra e as competências específicas da nossa Gente;
- A gratuitidade da educação pré-escolar;
- O combate ao abandono escolar e a necessidade de promover incentivos para alunos e famílias;
- O incentivo à frequência do ensino superior, garantindo redes de financiamento e apoios ao regime de trabalhador-estudante;
• A infoinclusão e as competências digitais como forma de redução de desigualdades sociais e intergeracionais
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As AEC estão entregues a um número infindável de entidades…
Este ano, com o atraso que houve na abertura de concursos para os docentes que as leccionam, (triste e miserável fado o deles) reina a confusão de sempre.
Em muitas escolas do 1º ciclo, vulgo, agrupamentos inteiros, as ditas atividades ainda não tiveram inicio. Nuns, não há docentes contratados para o efeito e em “alguns” esse corpo docente ainda não está completo. A situação é sempre de lamentar e demonstra, mais uma vez, o interesse dos responsáveis em dar início ao ano letivo sem constrangimentos.
As consequências estão à vista e tornam a vida de todos num inferno. Os professores titulares de turma cumprem horários provisórios, asseguram horas que não são deles. As assistentes operacionais transformam-se em “guardadoras” de crianças durante esses horários, os Encarregados de Educação, refazem os seus planos para assegurar a hora de ir buscar as crianças à escola mais cedo… E os professores das AEC, a quem tanta falta faz o “miserável euro” advindo dessa atividade, continuam em casa a aguardar…
Outra realidade é a dos docentes, já a exercer que são colocados num dos diversos concursos a decorrer, numa escola “perto de si”, e abandonam as AEC na expectativa de um futuro melhor. São mais uns “dias” de interrupção, mais uns dias em que a escola a tempo inteiro se transforma em escola “parcial”…
Mas isto não interessa a ninguém…
O ano letivo era para começar sem sobressaltos. Até se adiou o início numa semana para que tudo começasse “sobre rodas”… Falta ar ao pneu e o veículo move-se devagar, arrastando-se encosta acima num movimento vagaroso como em outros anos…
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Apresenta-se o programa do PS…
COMBATER O INSUCESSO ESCOLAR, GARANTIR 12 ANOS DE ESCOLARIDADE
A educação e a formação são alicerces essenciais para o futuro das pessoas e do país. A aposta na qualificação dos portugueses constitui um meio imprescindível para a valorização dos cidadãos, para uma cidadania democrática e para o desenvolvimento sustentável do país. Numa sociedade e economia baseadas na aprendizagem, no saber e nas qualificações, a educação é simultaneamente condição de empregabilidade e de competitividade e condição funda- mental para uma sociedade coesa e progressiva.
O governo PSD/CDS desenvolveu uma política educativa que abandonou os combates mais difíceis e mais urgentes: desvalorizou o combate ao insucesso escolar, que, depois de vários anos de melhoria, voltou a subir no ensino básico; desvalorizou o com- bate às desigualdades, enfraquecendo a função da escola pública para todos enquanto elemento de mobilidade social, enfraqueceu a qualidade do serviço público de educação, diminuindo a aposta na escola a tempo inteiro e as condições das atividades de enriquecimento curricular e empobrecendo o currículo reduzindo-o às disciplinas nucleares e desestabilizou funcionamento das escolas, nomeadamente na colocação de professores.
Para o PS a educação é um meio privilegiado de promover a justiça social e a igualdade de oportunidades. A nossa política educativa garantirá a igualdade de acesso de todas as crianças à escola pública e promoverá o sucesso educativo de todos, designadamente ao longo dos 12 anos de escolaridade obrigatória.
O PS assumirá, por isso, como principal prioridade da política educativa a mobilização da sociedade portuguesa para um combate sem tréguas ao insucesso escolar, que constitui um entrave à qualidade do ensino, à equidade, à aprendizagem e ao cumprimento da escolaridade obrigatória por todas as crianças e jovens. Esse combate deve envolver toda a sociedade, os diferentes departa- mentos governamentais, os pais, as escolas e as autarquias, num esforço continuado de aposta na resolução de um dos mais sérios entraves ao progresso na qualificação dos portugueses e na redução das desigualdades.
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O ano letivo teve inicio há quase duas semanas… e os relatos vão-se amontoando sobre um inicio de ano letivo sem sobressaltos…
Tudo corre como o “esperado”… a novidade é o empurrar de culpas entre o MEC e o Agrupamento de Escolas…

In “Correio da Manhã” de 29/09/2015
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Do PDR só descobrimos isto… se alguém souber de mais…
Ensino público e professores
O PDR defenderá intransigentemente a escola e o ensino públicos em todos os seus graus. As escolas deverão estar ao serviço da formação dos alunos e os professores como a sua figura central, transformando a função docente no eixo em torno do qual deve girar a grande roda do ensino em Portugal. A dignificação da função docente passa também por um verdadeiro combate político contra a proletarização dos professores restituindo-lhes a autoridade moral e pedagógica que é parte integrante do seu magistério.
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Porque hoje estamos “numa” de respostas… afinal, parece, que só cortou nos ordenados dos professores…
“No orçamento do Ministério da Educação de 2011, aprovado antes do actual Governo entrar em funções, estavam destinados para a educação especial 234 milhões de euros. Em 2015, no orçamento do Ministério da Educação e Ciência (MEC) esta verba desceu para 175 milhões. Apesar deste corte de quase 59 milhões de euros, o MEC negou nesta segunda-feira que tenha efectuado cortes neste sector.”

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Para hoje temos a continuidade daquilo que temos… PAF…
EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO
Depois de uma legislatura de marcantes reformas no sistema de ensino, impõe-se estabilizar as políticas educativas e relançar a confiança dos professores, das famílias e demais agentes educativos. Nessa medida, é fundamental construir compromissos que contribuam para a estabilidade dessas políticas educativas. O principal desafio para a próxima legislatura é o de centrar o esforço da ação pública na qualidade do ensino com vista a reforçar a preparação dos jovens e reduzir de forma sustentada o insucesso e o abandono escolares, concretizando assim os princípios da equidade e da igualdade de oportunidades para todas as crianças e jovens portugueses, preocupação que deve ir de par com a aposta na exigência e no rigor. Os princípios de autonomia das escolas e de descentralização do sistema educativo continuarão a ser instrumentos estruturantes das políticas públicas de educação, respeitando e valorizando a diferenciação dos projetos educativos, bem como a diversificação das estratégias, com vista a melhor responder às características dos alunos e dos contextos sociais locais. Respeitar, valorizar e integrar as dinâmicas das escolas, dos municípios e das comunidades, é o caminho que permite concretizar o princípio da liberdade de educação em todas as suas expressões. Caberá ao Estado, através do Ministério da Educação, em colaboração com as diversas forças sociais, construir uma visão integrada do serviço público de educação – desde a infância à idade adulta. O Ministério da Educação, enquanto principal instância reguladora do sistema de ensino, deverá centrar a sua ação na conceção do curriculum nacional, na promoção da avaliação, na introdução de inovação no sistema, no acompanhamento do desempenho escolar, na auditoria e inspeção das organizações escolares, no financiamento e monitorização dos recursos educativos.
- POR UMA POLÍTICA INTEGRADA PARA A INFÂNCIA
A quebra sustentada da natalidade em Portugal exige que valorizemos o apoio às famílias e às crianças de maneira a garantir a sua proteção e confiança. O primeiro passo deverá ser o de promover o acesso às ofertas de creche e jardim-de-infância a todas as crianças até aos seis anos de forma a atenuar as desigualdades nos trajetos escolares seguintes. Dar, portanto, prioridade à educação pré-escolar para mitigar os efeitos da origem social na capacidade de aprendizagem e de aspiração das crianças mais pequenas, em linha com a evidência que quanto mais cedo no ciclo de vida das crianças forem realizados os investimentos em educação, maior será o seu retorno. Neste contexto, propõe-se:
?? Atingindo-se no ano letivo 2016/2017 a universalização da oferta da educação pré- -escolar desde os 4 anos, no decorrer da próxima legislatura será possível preparar o alargamento da oferta aos 3 anos, promovendo, em colaboração com as autarquias, e privado, com e sem fins lucrativos, para a prossecução deste objetivo;
?? Promover um sistema de incentivos aos Municípios com taxas mais baixas de cobertura do pré-escolar mais, com vista a aumentar a oferta e a garantir a total cobertura de creches e jardins de infância;
?? Por forma a abranger um número progressivamente crescente de famílias carenciadas, aumentar o número de contratos de desenvolvimento, por via da revisão e simplificação dos escalões de capitação;
?? Lançar um Programa Nacional de Tempos Livres, promovendo, em articulação com as autarquias, escolas públicas e privadas, instituições de ensino superior e organismos desportivos e culturais, atividades de ocupação educativa, cultural e desportiva dos jovens, após os horários letivos, nos fins de semana e nos períodos de férias, de forma a propiciar a ocupação e integração dos jovens em atividades culturais, educativas e desportivas. Este programa permitirá ajudar as famílias e integrar jovens na vida social coletiva e prepará-los para o sucesso escolar.
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Estes alunos, por serem especiais, não necessitam de subsídios ou de mais professores…
A igualdade de oportunidades ou a tal “equidade” de que tanto se fala não passa disso mesmo, retórica… nem em ano de eleições, há respeito por crianças que, já por si se encontram em situações de desvantagem perante a vida…
25 alunos com NEE para um docente, mais valia constituírem uma turma… sempre lhes conseguiria dar mais “apoio”!!!

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Vejamos o que nos dizem os partidários do PAN…
Valorizar a profissão e a carreira de professor/a
Porquê?
As escolas e a sociedade precisam de quadros motivados e bem formados. É
fundamental actualizar o modelo de recrutamento de professores/as para as escolas públicas e rever os critérios de avaliação. Por outro lado, a formação inicial das/os professoras/es não é em geral de boa qualidade. Enfeudada nas linhas ideológicas de cada Universidade ou Politécnico, reflecte mal a realidade educativa. Formam-se professoras/es para contextos educativos imaginários (ou demasiado desestruturados ou demasiado estruturados). Por isso, a formação pedagógica devia ter uma componente mais prática em contexto de sala de aula. Quanto à formação contínua, é essencial que ela sirva para as/os professoras/es adquirirem novos conhecimentos e competências e não apenas como mero processo de certificação necessário à progressão na carreira.
Para quê?
Para proporcionar uma boa formação às/aos educandas/os e melhorar a qualidade das escolas.
Como?
- a) Criando uma carreira atractiva financeiramente e proporcionando melhores
condições de trabalho às/aos professoras/es;
- b) Apostando na formação contínua das/os professoras/es, especialmente através do ensino superior;
- c) A formação pedagógica devia ter mais componente prática em contexto de sala de aula.
- Combater os factores do insucesso escolar
Porquê?
Ao longo dos tempos foram experimentados vários modelos educacionais, uns mais centrados na/no professor/a outros mais centrados no/na aluno/a mas a verdade é que todos falharam no combate ao insucesso escolar, pelo que urge encontrar um novo modelo educacional.
Para quê?
Reduzir drasticamente os vários tipos de insucesso escolar. Continue reading
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Hoje apresentamos o que diz o Partido Livre sobre educação…
…
O Estado deve ser o motor do processo de promoção da literacia científica e da formação artística, cultural e ambiental. Para tal, deve ser assegurada e reforçada a integração destas aprendizagens no sistema educativo desde o início da educação pré-escolar, nomeadamente através do reforço do ensino experimental, bem como estimulada a comunicação e a divulgação alargadas da ciência e das artes pela população. A este nível, impõe-se a reversão da degradação do conceito de serviço público prestado pela RTP, reforçando o peso de conteúdos cultural e cientificamente relevantes na programação. O Estado deverá também apoiar a constituição de redes colaborativas que favoreçam a divulgação das produções culturais e científicas das estruturas de menor dimensão por todo o território nacional.
…
EducaÇÃo
11.1. A educação constitui uma dimensão central de qualquer política comprometida com o desenvolvimento sustentável e a justiça social, revelando Portugal atrasos históricos muito significativos neste domínio. Nos últimos 40 anos, houve um notável investimento do estado português em educação e ciência que trouxe um enorme crescimento nas qualificações dos portugueses. No entanto, esta melhoria ainda resulta em indicadores que estão abaixo da média da OCDE. O sistema educativo português deixa para trás uma grande parte das crianças, jovens e pessoas adultas. Cerca de 60% da população ativa portuguesa não possui o ensino secundário completo, quando esta situação abrange apenas um quarto da população ativa europeia e, apesar de alguma recuperação, o abandono escolar precoce entre a população jovem continua a rondar os 18%, sendo dos mais elevados da Europa. Estas taxas de abandono escolar comprometem seriamente a liberdade dos indivíduos, aumentam as desigualdades e constituem um enorme entrave ao desenvolvimento económico, social e cultural do país. Continue reading
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Deixo aqui o Relatório anual do Observatório da Politicas de Educação e Desenvolvimento de 2015 elaborado por Ana Benavente, Paulo Peixoto (coord.), Carla Galego, Carla Silva, Clara Lino, Graça Aníbal, Jorge Martins, Manuela Jacinto, Nuno Silva Fraga, Rogério Manita, Sandra Queiroz, Teresa Macara
Em Setembro de 2015, com o título “Menos Estado Social, uma Escola mais Desigual”, confirmam-se as tendências antes analisadas.
É extraordinário que todos os parceiros educativos e os media estejam espantados com o facto de que o ano lectivo possa começar sem grandes problemas (visíveis, em todo o caso).
É já só o que parece esperar-se: que o ano lectivo comece, que haja escolas abertas e professores colocados.
Para além das dimensões que abordaremos neste Relatório, importa assinalar algumas outras tendências, difíceis de quantificar: 1. Para além dos números que traduzem percentagens do PIB, o problema está na distribuição da riqueza e a realidade mostra-nos, em Portugal, que aumentou a pobreza, assim como aumentou o número de muito ricos. É um grave ataque à democracia. 2. A manta de retalhos quanto ao estatuto das escolas: há escolas com autonomia, há outras “municipalizadas”, outras ainda com a centralização já conhecida. Continua o apoio ao ensino particular e cooperativo, em detrimento das Escolas Públicas. 3. Os mega-agrupamentos e as escolas que ocupam o dia inteiro de muitas crianças, tiradas do seu meio, das suas terras e dos colos, desde muito cedo, transportadas para lugares institucionais. Há muito que afirmamos que pagaremos caro este modo de conceber a educação dos mais novos. É o dia de trabalho dos pais (quando têm trabalho) que vê as horas aumentadas, é a pobreza que cresce, base das desigualdades. São as múltiplas atividades que ocupam os dias dos que ainda precisam (e muito) de brincar.
4. Se é verdade que a “escola não pode tudo” quanto às desigualdades sociais, também é verdade que pode, sabemo-lo há muito, atenuá-las, o que implica políticas materiais e pedagógicas que cheguem às escolas e às salas de aula. Ora o que vemos, em Portugal de 2015, é a Escola dos “eleitos” e dos “excluídos” que se consagra nas políticas e nas práticas, sob a capa da “dualização”, inspirada, diz-se, no modelo alemão transportado para uma sociedade com características muito diferentes (nomeadamente económicas) da sociedade alemã. 5. A “medicalização” das crianças/dos alunos. Seguindo tempos vividos noutros continentes, parece afirmar-se (embora as palavras nunca sejam tão cruas) que a sociedade portuguesa vai bem, a Escola vai ainda melhor, os meninos e as meninas é que têm problemas: das hiperatividades aos mais diversos síndromes (défice de atenção, disto e daquilo), apontam-se os “defeitos” dos mais novos, ignorando os contextos de vidas institucionalizadas e de escolas que lhes exigem passividade e aprendizagens em nada adequadas às suas necessidades e às suas idades. Tempos perigosos. 6. Os curricula começam, cada vez mais cedo, com conteúdos longos e muitas vezes abstratos e em nada adequados aos alunos e suas idades, e estabelecem metas que “varrem” qualquer preocupação pedagógica e cívica de luta contra a exclusão, de procura de pedagogias flexíveis e de tornar as aulas em momentos de reais aprendizagens. 7. Tudo se passa, em 2015, como se não pudesse haver escolas diferentes. Mas pode. E, tal como acontece com a austeridade, a história e os saberes constituídos, bem como boas práticas minoritárias, mostramnos que outros modos de conceber a Escola são possíveis. Mas estão silenciados e silenciosos. Discutemse detalhes (importantes, sem dúvida, como a questão das turmas de bons/excelentes alunos e turmas de repetentes, retomando debates antigos, como se não houvesse história) mas não se discute a importância da Escola na Democracia. Uma Escola democrática é um pilar fundamental para a renovação/aprofundamento de uma sociedade democrática, de práticas individuais e coletivas democráticas, de solidariedades e de políticas públicas capazes de assegurar o Desenvolvimento e a Inovação sem sacrificar as pessoas. Os responsáveis políticos parecem, com raras exceções, ter desistido destas questões, ocupando-se de Economia (com E grande, dos “plafonamentos” ao défice externo) ao serviço da qual estão as pessoas (com p pequeno, vistas como meros recursos substituíveis). É uma questão portuguesa mas também europeia que nos mostra, todos os dias, um mundo em que os autores deste Relatório não se reconhecem. 8. A ausência de memória e o desprezo pelos saberes construídos quanto às políticas de construção da EPT (lentas e contraditórias, obviamente) são um dos graves problemas da sociedade e dos parceiros educativos. Escolarizam o pré-escolar, acabam, pouco a pouco e sem alarde, com a Escola democrática para Todos, como se se tratasse de uma questão técnica. É uma grave ameaça à democracia. Cabe aqui questionar o papel dos investigadores do ensino superior e a própria formação de professores, cada vez mais teórica e divorciada da realidade social. 9. Tal como se previa em 2014, concretizou-se o fim da Educação de Jovens e Adultos com a expressão que tinha atingido através dos Centros de Novas Oportunidades. Foram substituídos por outros Centros, em muito menor número e mais virados para o “mercado de trabalho” cujas necessidades ninguém prevê nem ousa adivinhar. Num país de baixos níveis de literacia, foi este, entre outros, um dos males maiores que o governo ao serviço da troika nos deixa em 2015. 10. Nos diversos pontos deste Relatório mostramos, pois, uma Escola Mais Desigual num país com Menos Estado Social. Optámos por manter a redação e o estilo dos diversos autores deste Relatório, bem como a diversidade de fontes utilizadas, sem a preocupação de uniformizar artificialmente um texto que não é administrativo mas sim académico e de intervenção
Clicar na imagem para ler o relatório na integra

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Damos hoje inicio a uma rubrica sobre os programas eleitorais. Transcreveremos aquilo com que os Partidos nos acenam ao nível da educação. (este blog é apartidário)
Damos inicio com o programa do PCP:
- Por uma Escola Pública, Gratuita, de Qualidade e inclusiva
1.1. O avanço da política de direita e as consequências na área da educação
A actual Legislatura fica marcada, na Educação, pelo agravamento da política que tinha sido iniciada pelos governos anteriores, designadamente pelos do PS.
O desinvestimento na Educação, nestes quatro anos, foi superior a 2 mil milhões de euros (sem ter em conta o Ensino Superior Público), com cortes orçamentais que colocam Portugal na cauda dos países da OCDE em financiamento da educação pública. Simultaneamente, prossegue o favorecimento do ensino privado, pela criação das “escolas independentes”, a abertura de um novo tipo de contratos de associação (que não se limita a garantir resposta educativa onde a pública não chega, mas a fazer-lhe concorrência directa), e o cheque-ensino.
A Escola Pública que serve à política de direita assenta na opção por vias vocacionais e profissionais duais (respostas educativas diferenciadas sob a pretensa dicotomia ensino técnico profissional/acesso ao ensino superior) promovidas, pelo governo por diversas formas, incluindo a «municipalização», contribuindo para a substituição de financiamento do Orçamento do Estado por fundos comunitários.
O que a política de direita visa, é criar uma Educação Pré-Escolar destinada à guarda de crianças durante os períodos de trabalho dos pais, vítimas de uma cada vez maior desregulação laboral, incluindo dos horários; um 1.º Ciclo que, tal como o antigo ensino primário, constituirá um primeiro momento de selecção confirmado com o exame do 4.º ano; a introdução paulatina no sistema das vias diferenciadas que desaguarão nos cursos ditos vocacionais e no profissional dual.
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Os horários no 1º ciclo há muito que não são o que eram…
Com a introdução das AEC, os horários dos docentes do 1º ciclo transformaram-se. Deixaram de ser contínuos para se verem polulados por “furos e furinhos”.
O MEC, por motivos meramente financeiros, retirou tempo às AEC e estendeu o horário letivo até às 16 horas, pelo menos, não contando com os “furos” já existentes. Este ano, com a introdução do Inglês no 3º ano, as coisas complicaram-se.
As atividades letivas iniciam-se às 9 horas ou até às 10 horas. O Inglês pode aparecer a qualquer hora, ficando o titular de turma a “aboborar” pela escola durante esse tempo. A hora de términos letivo também varia. Um docente pode muito bem acabar a sua atividade letiva a qualquer hora. Às 16 horas seria o normal. Com todas estas alterações tal não acontece. Vêem-se horários a terminar às 12H30m, às 15H, às 16H e “até” às 17H30m… Como será no próximo ano letivo em que o 4º ano também já terá Inglês?
Não se sabe se isto tem de ser assim, ou se o esforço para conciliar horários é deixado de lado! (coisas da autonomia)
Um caso “estranho” é aquele em que, as AEC são ministradas durante a interrupção de 2 horas para almoço e as aulas acabam às 16H30m. Que farão as crianças na escola até às 17H30m?
Não se compreende o porquê de se continuar a optar pelas 25 horas letivas (mais 2 de Inglês no 3º ano). É contraproducente, tanto para docentes como para os alunos, mas isso só é visto por quem anda no terreno…
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Aquilo que até agora não se sabia, está agora “legislado”…
“…o aluno não progride e obtém a menção de Não Aprovado. ..no caso do 1.º ciclo, tiver obtido classificação inferior a 3 simultaneamente nas disciplinas de (i) Inglês, de (ii)Português ou Matemática e, cumulativamente, (iii) menção insuficiente em pelo menos uma das outras disciplinas.”
Ou seja o carácter lúdico do Inglês foi mesmo abolido. Passa a ser uma disciplina como qualquer outra do 1º ciclo.
É de lamentar que as regras só se saibam com o “jogo” já a decorrer… vêm de mansinho, com passos de lã, sem que se dê conta… os caçadores em busca de presa…
(para quem quiser ler de uma outra fonte)

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Já não estamos nos tempos em que os alunos se aglomeravam dentro da sala de aula, enquanto o espaço permitisse, e um professor apenas, ministrava os quatro anos de ensino… dizemos nós!!!
As turmas com vários níveis de ensino sempre existiram, só em alguns centros urbanos se conseguia eliminá-las. Nos agrupamentos rurais nunca se conseguiu tal feito, elas foram-se mantendo.
Hoje em dia, devido a muitos fatores, entre os quais a baixa taxa de natalidade, elas proliferam por todo o lado. A sua extinção está definitivamente adiada… tem de se deixar de pensar em extinção e pensar em apoiar essas turmas com mais docentes. Outra solução seria a diminuição do número de alunos por turma, politica em “contralinha” , já que este governo aprovou o seu aumento. Havendo, neste momento, escolas onde se confundem salas de aula com latas de sardinha. Isto é que é almejar o sucesso nas escolas publicas.
Deixem de constatar evidências e façam parte da solução…
(clicar na imagem para ler a denuncia)

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“A Inspecção-Geral de Educação não tem meios para auditar as transferências de 160 milhões de euros do Estado para as escolas privadas, denuncia Mário Pereira, ex-director da DGAE.”
“Há uma desvalorização do ensino público, ao criar turmas de grande dimensão que têm dificuldade em responder aos problemas de formação dos alunos, e ao transferir muitos cursos profissionais para o sector privado.”
Entrevista ao antigo Diretor do DGAE, Mário Pereira.
(clicar na imagem para ler a noticia na integra)

Mas sobre isto não se fala. Anda tudo às escondidas…
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Os filhos dos professores são as vitimas inocentes do sistema de concursos de docentes. São os danos colaterais…
Como se explica a um filho que só vai poder ver o pai ou a mãe ao fim de semana? É quase como se os pais se divorciassem (e este sistema já levou a muitos divórcios). Pode-se tentar de várias maneiras, mas as crianças, as nossas crianças, vão acabar sempre por sofrer, no silêncio, a falta de um dos progenitores no seu dia-a-dia.
O que responder a um filho quando este nos pergunta: “Porque é que tens de ir?”; “Porque não arranjas outro trabalho?”; “A minha escola ainda não começou. Porque é que a tua começa mais cedo?” Tenta-se explicar, com lágrimas nos olhos, que a vida de um professor não é justa, para eles, é muito mais injusta.
Quando as crianças são pequenas, é difícil entender porque é que os “bruxos maus” fazem com que os pais vão para longe durante a semana e só voltam à sexta-feira, cansados, exaustos. Quando crescem, a revolta é bem maior
Mas os nossos filhos não são contabilizáveis. Não são peças no tabuleiro. São um problema que não é do sistema. Porquê? Porque um professor não é um pai como qualquer outro, tem “outros filhos” que o sistema põe à frente do seu “legado genético”. Como se os nossos filhos, não fossem eles próprios, filhos de “outros pais” tão iguais a nós próprios…
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Não nos conta toda a história, mas conta mais do que isso… Conta-nos o que podemos esperar deste país daqui a uns anos… conta-nos o futuro de muitos…

(Clicar na Imagem)
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Ver um professor com 59 anos concorrer à BCE pela primeira vez, caracteriza bem o país em que vivemos.
Uma pessoa que com 59 anos ainda não conseguiu, por muitas razões, estabilizar a sua vida profissional. É olhar para o retrato perfeito do professor em Portugal. Com esta idade ainda não se pode ter sonhos ou já não se tem sonhos? Já se anda só por andar, para ter um prato de comida em cima da mesa ao fim do dia? Este pai, este avô, não é daqueles que pode “ajudar” os filhos financeiramente quando eles necessitam. É daqueles, como muitos, mais jovens e mais velhos, que apenas tentam sobreviver e viver o dia seguinte. Quais são a perspectivas de futuro de um professor hoje em dia? O que é que um professor pode esperar do dia de amanhã? Que sonhos pode ter um professor neste país? O vínculo? Isso não deveria ser um sonho. Os sonhos são feitos de outras massas, são feitos de nuvens…
Será que por ser professor não se tem direito a sonhar? Parece que neste país a resposta é , NÃO…
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Há coisas que eu não percebo!
Vou aqui relatar um exemplo que me saltou à vista.
No Concurso Interno, entraram no 02, 58 docentes, QZP, para juntar aos já existentes no 1º ciclo. Até aí tudo bem. A “surpresa” veio agora com as listas da Mobilidade Interna, 48 docentes QZP não colocados no 02. Eu não sei quem faz as contas às vagas, mas de certeza que usa uma formula “estranha”. Esta situação também pode advir de fatores não contabilizáveis à altura, a MPD é uma delas. Será que isso não foi tido em conta? E o que acontecerá, agora, a estes QZP’S? Serão colocados nas “cíclicas”? Vão andar a tapar buracos? Alguns, com mais de 20 anos de serviço, veem-se agora numa situação de precaridade laboral, como tantos outros por esse país fora… QZP’S do 02, do 03, do 04, do 05 e muitos QA deste grupo de ensino. Nos outros grupos, a situação é semelhante e igualmente lamentável…
Quando é que o MEC vai deixar de brincar aos “concursinhos” e deixar de complicar uma coisa tão simples?
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Pelos vistos são mais 651 turmas. Já havia mais de 1000 a ser financiadas, que vão ter continuidade de financiamento.
Cada turma com contrato vai receber 80.500€ por ano. Ou seja, 52.405.500€ por ano. Durante os três anos 157.216.500€ para as 651 novas turmas. Os números apontam para 1700 turmas nos colégios. Os números são um pouco mais elevados do que tinha sido anunciado, são 136.850.00€ por ano, pelo menos este ano que aí vem.
136 milhões 850 mil euros… números redondos… por ano…
Continuem a usar os vossos computadores, as vossas canetas, as vossas resmas de papel… o MEC não tem dinheiro para financiar o ensino público!!!
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O MEC vai financiar 651 turmas de colégios privados, durante os próximos três anos letivos.
Este ano a seleção foi feita através de um concurso que teve como critérios os resultados nas provas e exames nacionais. (Estamos a ver…) Neste processo foi excluído apenas um colégio por não se encontrar na freguesia pela qual se candidatou. (Enganaram-se!!! Mas vão reclamar…)
Cada turma com contrato vai receber 80.500€ por ano. Ou seja, 52.405.500€ por ano. Durante os três anos 157.216.500€.
PS: Se a reclamação for aceite os números sofrerão um “pequeno” aumento. Trocos!!!
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