2 de Julho de 2026 archive

Pais desaparecidos em parte incerta…

 

Perante um problema grave e absolutamente inédito, como o que neste momento afecta a classificação dos Exames Nacionais, parece que os pais desapareceram, desconhecendo-se o seu paradeiro…

 

Reina um silêncio confrangedor e incompreensível dos pais desaparecidos em parte incerta

 

Silêncio confrangedor e incompreensível, tendo sobretudo em consideração que os principais prejudicados serão sempre os seus próprios filhos, se o problema em causa, entretanto, não se resolver… E tudo leva a crer que será praticamente impossível que seja resolvido em tempo útil, desrespeitando-se, assim, pelo menos, todos ao prazos previamente definidos

 

Em resumo, e apesar do expectável impacto negativo que a classificação digital dos exames nacionais terá nos alunos no presente ano lectivo, parece que as Associações de Pais que compõem a CONFAP não manifestaram preocupação relevante sobre tal assunto, conforme declarou Mariana Carvalho no passado dia 30 de Junho à TSF… Alegadamente, até essa data a referida Confederação não tinha recebido “qualquer queixa efectiva”…

 

Estranha-se sobremaneira o anterior, desde logo porque a presente despreocupação, face a algo efectivamente grave para os alunos, não é nada condicente com a intolerância manifestada noutros tempos, não muito distantes, por exemplo em relação a greves na Educação:

 

– Em 5 de Setembro de 2023, a mesma Presidente da CONFAP garantiu à Rádio Renascença, de forma peremptória, até iminentemente arrogante, que “não vai aceitar greves nas escolas como as que marcaram o ano letivo anterior”…

 

Estamos assim perante duas atitudes da Presidente da CONFAP que não poderão deixar de serem vistas como contrastantes entre si, sem coerência e sem critérios claros…  

 

A não ser que o eventual prejuízo dos alunos só seja alegado, e visto como relevante, quando se trata da existência de greves nas escolas…

 

De resto, o habitual na situação de fecho de escolas passa por, estridentemente, apontar as “aprendizagens perdidas” por motivo de greves, de preferência usando todos os meios de Comunicação Social ao dispor para divulgar tamanhas inquietações

 

Ao contrário do anterior, neste momento parece que as Associações de Pais convivem muito bem com todo o caos e incerteza gerados pela classificação digital dos exames nacionais e que, pelo menos até agora, esse não é um assunto que as preocupe…

 

No fim de tudo isto, fica-se com a sensação de que a credibilidade da CONFAP já terá tido melhores dias, à semelhança do que também se passa com o próprio Ministro da Educação…

 

Paula Dias

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Baralharam e deram cartas outra vez…

Um texto de Fátima Inácio Gomes com alguns testemunhos de docentes classificadores deixa pouco ângulo de manobra ao Presidente do EDuQA e ao próprio ministro. Alguém vai cair…

A BOMBA lançada na classificação de exames… é de fragmentação.

O Sr. Ministro diz que está TUDO BEM, e dá GARANTIAS. Logo joga a SELEÇÃO. Está tudo tranquilo e esperançoso na frente oeste, portanto.
Enquanto isso, aquilo que se antecipava (era por demais óbvio que, no exame de Português, o primeiro realizado, não tinham sido encaminhados todos as respostas para classificação) ACONTECEU. A bomba é de fragmentação e vai fazendo vítimas ao longo do processo. No espaço de uma hora o caos aumentou, como vou dar conta com o relato de colegas no grupo de Português.
Lembro, a quem não é professor, que a classificação de exames (e falo dos de Português, que conheço bem) não é algo mecânico. Implica leituras e releituras, comparativas, já que as respostas são extensas, para se aferir bem o critério de classificação e evitar ao máximo injustiças:

“Agora recebi 118, mas com provas já classificadas mas não por mim!!”

“As provas que estava a classificar desapareceram e agora aparecem provas novas, algumas já classificadas.”

“Isto é… não tenho classificação possível Já tinha classificado 28 respostas do item 7 e deixado 7 gravadas a aguardar esclarecimentos. Agora, essas desapareceram todas e tenho 117, das quais 19 gravadas, do item 7 e 21 (1 gravada) do grupo III.”

“Tenho 7 gravadas do item 1 que nunca vi/classifiquei”

“Passei de 35 para 125 itens, com 35 classificados (mas eu não classifiquei nenhum, pois preferi anotar em papel para carregar no final). Recebi também 20 itens do grupo III.”

“Aconteceu o mesmo comigo. Desapareceram as minhas respostas já classificadas, recebi respostas que são de outro classificador, incluindo respostas que seriam vistas mais tarde pela pessoa em causa. O caos!!!”

“Tinha 36 itens 7 do grupo I. Desapareceram 14. Agora tenho mais 146 ( item 7 e grupo III). Vergonha, vergonha, vergonha!”

Bom , aqui vai a minha situação: Item 7-tinha 36 provas vistas ( só lá ficaram 24 classificadas e 4 gravadas, que não tinha gravado); tenho mais 116 para classificar; Item GIII-21 provas para classificar. Para onde teriam ido parar 7 provas que desapareceram do Item 7?”

“Os 36 itens iniciais desapareceram da minha plataforma. Tinha-os gravado e a maioria estavam por classificar. Apareceram outros itens gravados e classificados que não são meus. Estou em choque. Eu recuso qualquer responsabilidade por este circo.”

“Entraram 114 itens novos, mas os que classifiquei desapareceram e apareceram itens classificados e gravados por outra pessoa.”

“É indescritível o que nos estão a fazer! Quem vai pagar os danos causados por tanta ansiedade? Basta ver os fóruns dos diferentes itens para ver que, este ano, não se discutem os critérios nem se esclarecem dúvidas ligadas à classificação. Já enviei e-mail para o gabinete do Sr. Ministro a pedir a suspensão do processo até estar tudo regularizado. Devíamos fazer todos o mesmo para alguém lá no topo perceber a gravidade da situação.”

“Isto é absolutamente inadmissível. Eu não vou validar/ finalizar classificações que não foram atribuídas por mim.”

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Movimento PEV ouvido na Comissão de Educação e Ciência: mais um passo na defesa da justiça para os docentes

Movimento PEV ouvido na Comissão de Educação e Ciência: mais um passo na defesa da justiça para os docentes

O Movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização foi hoje ouvido na Comissão de Educação e Ciência, no âmbito da discussão na especialidade da Iniciativa Legislativa de Cidadãos sobre o reposicionamento justo na carreira docente.

A audição decorreu de forma muito positiva, tendo permitido ao Movimento PEV reafirmar junto dos grupos parlamentares a necessidade de corrigir as injustiças e ultrapassagens que continuam a afetar milhares de professores.

Ao longo da audição, foram apresentados os fundamentos da iniciativa e reforçada a importância de encontrar uma solução que respeite os princípios da equidade, da igualdade de tratamento e da valorização da carreira docente, reconhecendo o tempo de serviço efetivamente prestado pelos docentes.

O Movimento PEV sai desta audição com a convicção de que a sua mensagem foi escutada e de que esta causa continua a reunir uma crescente sensibilização política e social.

Este é mais um passo num percurso iniciado por milhares de professores que se recusaram a aceitar injustiças e que, unidos, transformaram uma reivindicação legítima numa Iniciativa Legislativa de Cidadãos discutida na Assembleia da República.

O Movimento PEV agradece a todos os docentes e cidadãos que têm apoiado esta causa e reafirma o seu compromisso de continuar a acompanhar os trabalhos parlamentares, mantendo todos os professores informados sobre os próximos desenvolvimentos.

A luta pela equidade e pela valorização dos professores continua.

Movimento PEV

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