Pelos vistos são mais 651 turmas. Já havia mais de 1000 a ser financiadas, que vão ter continuidade de financiamento.
Cada turma com contrato vai receber 80.500€ por ano. Ou seja, 52.405.500€ por ano. Durante os três anos 157.216.500€ para as 651 novas turmas. Os números apontam para 1700 turmas nos colégios. Os números são um pouco mais elevados do que tinha sido anunciado, são 136.850.00€ por ano, pelo menos este ano que aí vem.
136 milhões 850 mil euros… números redondos… por ano…
Continuem a usar os vossos computadores, as vossas canetas, as vossas resmas de papel… o MEC não tem dinheiro para financiar o ensino público!!!




27 comentários
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https://oduilio.wordpress.com/2015/08/25/remando-contra-a-mare/#respond
Esperemos que esta informação seja noticiada pelos órgãos de comunicação social – sobretudo nos canais de televisão -, de forma a que o debate seja público! A privatização da Educação deve ser (re)conhecida pela opinião pública. As únicas raras e ténues referências que vi até agora estão diluídas no meio dos créditos concedidos e como 50% utilizam em Gestão (destacam), blá blá, perde-se o essencial.
Concordo.
Como é possível isto passar sem haver discussão pública???? Um país que não cria emprego, que não tem uma política de natalidade, que não investe na educação das famílias cada vez mais carenciadas, que manda os jovens emigrar… injeta o “meu” dinheiro e o dos contribuintes no ensino privado? não há quem conteste, quem questione, PORQUÊ e PARA QUÊ este investimento? Qual a vantagem de oferecer “gratuitamente” aos privados a educação do país ?
Onde estão os defensores da escola pública? Onde estão os professores da escola pública cada vez mais precarizados? Onde estão os sindicatos? Onde estão as associações de pais?
Não uso nada meu já há uns anos, acabou-se. Se houver, ótimo, se não houver, paciência… E esperem até passarmos para as Câmaras.
Mas alguém está preocupado com isso? A implosão do ensino público vem a fazer-se há alguns anos, sem que ninguém faça nada em seu favor… Quando acabar definitivamente não se queixem!
Hoje, no Bravio:”Festival do Crato”.
http://diogodaveigabravio.blogspot.pt/2015/08/festival-do-crato.html
Sim, 137 milhões de euros num orçamento total do MEC a rondar os 7 mil milhões de euros. Dá-nos então menos de 2% do orçamento do MEC para o ensino privado. Uma brutidade!!!
Qual é mesmo a razão pela qual os pais estão a colocar cada vez mais os filhos no privado?
Deve ter sido do calor tórrido da Amareleja que ficou com os miolos esturricados. Um euro já seria demais! Querem ensino privado, paguem-no na íntegra. Quando à sua brilhante questão, então o Sr. não sabe que a escola pública tem que aceitar TODOS os alunos?????
Os pais que metem os filhos no ensino privado pagam muito mais impostos que a generalidade dos pais do ensino público, e para ter uma ensino que é muitas vezes melhor ainda têm de pagar outras taxas e propinas.
Se aceitar TODOS os alunos é sinal de bandalheira e mediocridade na escola pública então só me está a dar razão.
É inacreditável! O ensino público tem vindo a ser sistematicamente atacado das mais variadas formas e pelas mais variadas personagens que se dizem entendidas na matéria, sempre prontas a justificar os fins com meios totalmente descabidos, insanos e porque não dizê-lo, extremamente malévolos e penalizadores sempre para os mesmos, claro. O pior de tudo isto é que anda tudo num estado letárgico, como que anestesiado e os sindicatos (não sou sindicalizada, felizmente) cujo silêncio nesta e noutras matérias não deveria ser surpresa já para ninguém, lá vão assobiando para o lado, impávidos e serenos, com os seus sócios à espera de…nada…nada…
Pela Livre Escolha
Eu quando desejo um médico ou a prestação de um outro qualquer serviço escolho livremente.
Não há razão nenhuma para o “Serviço Público de Educação” assim como o “Serviço Público de Saúde” não serem fornecidos por entidades com gestão privada.
Aliás, os Senhores Professores, como são beneficiários da ADSE, podem escolher livremente o serviço de saúde. Note-se que um funcionário de uma empresa privada não tem esta liberdade a ser que pague um seguro privado. Significa isto que os Senhores Professores (da dita Escola Pública) falam de barriga cheia. Aliás, muitos deles têm os seus próprios filhos em Escolas privadas.
A única razão para o Serviço Público de Educação ainda não ser completamente realizado por entidades privadas tem única e exclusivamente a ver com os interesses instalados (corporativismo docente).
Como é óbvio, no meio disto tudo, quem sai prejudicado são os alunos e suas
famílias que ainda não têm (neste momento) “Livre Escolha”. Por outro lado,
toda a sociedade sai prejudicada, isto é, os contribuintes podiam pagar menos
impostos alocados ao Serviço Público de Educação, na medida em que as entidades
privadas já deram provas suficientes de melhor gestão dos dinheiros públicos.
A este propósito basta fazer contas e ver por quanto fica aos CONTRIBUINTES uma turma do ensino básico numa Escola com gestão pública e comparar com os custos de uma turma numa Escola com gestão privada.
É uma urgência proceder à entrega do “Serviço Público de Educação” à iniciativa privada.
Os contribuintes pagam menos do que atualmente pelo fornecimento deste Serviço.
Os alunos e respetivas famílias podem livremente escolher o prestador do Serviço que melhor satisfaz as suas aspirações.
Quem sai a perder?
– Perdem aqueles que dizendo-se “professores” andam lá para meter atestados médicos sucessivos e para faltar à tripa forra. São imensas as horas de faltas dadas por docentes da dita escola pública.
– Perdem os Diretores das ditas escolas públicas.
Alguns e algumas nem para limpar escadas servem. Uma vergonha!
– Perdem muitos dos funcionários porque, dado o seu nível de incompetência, de laxismo, nunca teriam lugar em qualquer empresa privada.
Ao Estado cabe o papel de Regulador e Fiscalizador da atividade.
Tudo isto se aplica de igual modo ao “Serviço Público de Saúde”.
Esclarecimentos para o Sr. João Brito e Cunha:
1.º – A ADSE é um seguro de saúde integralmente pago pelos seus beneficiários – todos os funcionários públicos ( e não apenas os Professores) descontam 3,5% sobre o seu vencimento ILÍQUIDO.
2.º – Uma entidade privada tem como objectivo (legítimo) a obtenção de lucros.
O que não é legítimo é que esses lucros tenham que ser financiados pelos impostos pagos por todos os cidadãos (incluindo os Professores). Isto tanto se aplica aos colégios privados como a um supermercado – que também presta um serviço público.
3.º – É óbvio que uma entidade com fins lucrativos não pode fornecer, por um custo inferior, um serviço de igual qualidade ao de uma entidade sem fins lucrativos.
O que realmente o MEC e o Governo pretendem é assegurar rendimentos para alguns amigalhaços que, a não ser através destes subsídios, não teriam qualquer hipótese de angariar o número suficiente de alunos para poderem garantir a existência do seu negócio.
4.º – Quanto aos Directores das Escolas Públicas, há de tudo, como no ensino privado.
Mas é importante relembrar que, no ENSINO PRIVADO, OS SRS. DO GRUPO GPS ESTÃO A SER INVESTIGADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, POR SUSPEITA DE FRAUDE NA UTILIZAÇÃO DE DINHEIROS PÚBLICOS.
5.º – Por último, é lamentável que o Sr. Brito e Cunha não conheça outra maneira de argumentar, a não ser usando mentiras (caso da ADSE) ou insultando todos os trabalhadores das escolas públicas.
Bem, também sou adepto da liberdade de escolha. Mas lá que tens uma dor de cotovelo das grandes, lá isso tens! Vai beber uns copos que isso passa. Depois, qd souberes do que falas, já não te ficará mal dizeres umas coisas.
Deves ser diretor de uma privada… ou deves favores… ou és simplesmente isso.
1- Nesse admirável mundo novo liberal, também chamado selva, a “liberdade de escolha” é mesmo para todos, ou seja, a Sra. Dona Jacinta Cigana do bairro do Aleixo, no Porto, vai poder “escolher” frequentar um colégio Ribadouro, por exemplo, ao lado dos betinhos da Foz e dos burgueses da Prelada?
2- Alguns professores já escolheram abdicar da ADSE; eu sou um deles.
3- Quem tem ADSE paga DUAS VEZES: uma através dos descontos para a ADSE e outra através do IRS para sustentar o SNS, que o senhor usa. Se o senhor paga seguros de saúde privados, é porque quer! Mas afinal não é a favor da privatização de tudo? Queixa-se de quê?
4- Os coitadinhos dos contribuintes pagariam mesmo menos pelos serviços privados? Onde está esse “estudo” encomendado? E mais uma vez: é para todos ou os “chungas” ficam à porta? É isso o seu “Serviço Público de Educação”?
5- Corporativista é o interesse das escolas com contrato de associação, que já deviam ter acabado há muito tempo visto que a rede pública cobre todo o país; em vez disso é só “pasta” a entrar, ano após ano. O coitadinho do contribuinte não tem nada a dizer, neste caso?
6- Incompetência é o que não falta no ensino privado, daí a necessidade que têm de eliminar das estatísticas certos alunos. Já para não falar daquilo que se passa em dias de exames.
7- “Laxismo” no seu dicionário deve ser querer ter direito a um horário de trabalho decente, inferior a 40 horas. Por mim, já devíamos estar a discutir as 30 horas, de modo a haver mais gente a trabalhar. Mas claro que nesse caso a “iniciativa privada” teria de distribuir os lucros e isso eles não querem. O “Serviço Público” feito por privados tem esta pequena nuance: essa gente só vê $ à frente dos olhos, nem que se tenha de trabalhar 50h e 60h, como os animais. A selva é assim.
8- Se conhece casos de atestados fraudulentos, denuncie o professor e o médico. Se eu estivesse de atestado e me viesse dizer uma coisa dessas na cara, levava logo nas trombas!
“Eu quando desejo um médico ou a prestação de um outro qualquer serviço escolho livremente”
Tal como afirma que os prof. falam de barriga cheia, também fala de barriga cheia! Tem essa possibilidade… Tem dinheiro para ir ao médico! Desconhece a realidade dos muitos que nem para comer têm dinheiro e para esses (e todos os outros) deve haver um serviço público de qualidade. Há inúmeras pessoas que chegam às farmácias e apenas compram os medicamentos mais baratos/analgésicos.
Deve viver noutro mundo, um Mundo Privado…
As escolas públicas são inclusivas, integram alunos com NEE, têm unidades/salas para NEE mais profundas, têm ensino profissional recebem alunos de todos os níveis sociais…mesmo aqueles que podiam estar no ensino privado mas que não querem que os seus filhos fiquem desligados – como o João – da realidade social, dura. injusta, crua…
Na escola pública aprende-se a ser solidário no dia-a-dia e não em data marcada com as televisões a filmar. Partilha-se o pequeno almoço, a refeição, dá-se o lápis, paga-se anonimamente a viagem de finalistas do colega…
Nesta escola pública aprendemos a ser solidários, a defender a justiça, a partilha….
Pagam passe para os aluno irem às aulas, pagam transporte especial para os alunos com NEE, pagam ou subsidiam refeições, reduzem as turmas em 33% de alunos para integrar alunos NEE…
Deve achar que o Estado desperdiça dinheiro com todas estas “regalias” dadas ao “povo”, a quem não é de famílias “Bem”, empreendedoras…
O ensino privado tem as portas abertas a estas crianças, com dificuldades de aprendizagem, com NEE, com dificuldades económicas…?
Permite a entrada a qualquer um?
Pois…como há poucas vagas, faz-se um exame…de “conhecimentos”
E já que falamos de barriga cheia dou um exemplo:
Há dinheiro para estas turmas mas para oferecer um pão com 1 fatia de queijo e um pacote de leite aos alunos carenciados, o Estado recorre aos privados (Programa PERA).
E não percebi esta…
“- Perdem aqueles que dizendo-se “professores” andam lá para meter
atestados médicos sucessivos e para faltar à tripa forra. São imensas as
horas de faltas dadas por docentes da dita escola pública.”
Que eu saiba um atestado é passado sob compromisso de honra de um médico que confirma a doença de uma pessoa!
Está a dizer que o docente mesmo doente deve trabalhar?
Felizmente que aconteceu o 25 de abril de 1974 permitindo maior equidade social.
Quanto ao cheque-ensino igual para todos respondo com a imagem
Quem tem ADSE também a paga como os senhores que têm o seguro, e não é nada barata. Por isso não é nenhum favor que fazem. Quem quer escolas privadas tem todo o direito de colocar lá os filhos, mas que a paguem do próprio bolso.
No privado existem muitos esquemas. Nos últimos anos cortaram aproximadamente 30 % verbas do público no privado pagam cada vez mais. Este dinheiro de todos nós serve para encher os bolsos dos donos dos colégio.
No público trabalhei como Técnico em cursos profissionais e vocacional onde não existia dinheiro para materiais. Para dar as aulas levava materiais pagos por mim e mala ferramentas para as aulas pois quero o melhor para os meus alunos. Nas escolas privadas onde também lecionei não falta dinheiro para materiais. Isto é o propósito deste governantes acabar com o público. Ainda ouvi uma “bocas” dos colegas do quadro (trabalham bem menos ganham mais dobro)
O Privado é que é bom. Era da maneira que os alunos saiam de lá todos com 20 valores e acabava-se o problema da falta de médicos. No privado até temos escolas que violam os envelopes dos exames nacionais antes da hora para dar as respostas aos alunos. Isto é que é bom! E ainda se queixam….
No tempo da ditadura os colégios privados não recebiam um chavo do Estado (os alunos eram examinados no ensino público e vinham regra geral muito mal preparadinhos).Todos criticam o sector público, masainda é o que detém a qualidade e as infraestruturas que o privado não tem.
Lembro por exemplo que as crianças prematuras por exemplo se nascem no privado tem de ser transferidas para os hospitais públicos.
Enfim e há muitos mais exemplos.
Os colégios chique que estão no topo dos rankings tem essas notinhas com a inflação e as toneladas de explicações pagas no exterior.Porém mauzinhos são os professores do ensino público que de Norte a Sul do país dão aulas de preparação para os exames sem ganharem um cêntimo…
Pela Liberdade de Escolha
Se a gestão privada consegue custos mais baixos e níveis de excelência/eficiência claramente superiores não entendo a razão pela qual o “Serviço Público de Educação” não é totalmente entregue à iniciativa privada.
A adoção do “Cheque Ensino” colocaria em pé de igualdade as Escolas de “gestão privada” com as de “gestão pública” e, aí, sim, ver-se-ia o grau de satisfação dos utentes/alunos.
Se as Escolas de “gestão pública” são assim tão boas, os professores nada tem a temer.
Em situação de mercado livre a opção por este ou aquele prestador de serviço, sejam eles de educação ou saúde, tem a ver com a relação custo/beneficio. Os alunos e suas famílias sabem escolher. Os CONTRIBUINTES agradecem.
Apresente dados concretos reais: olhe, gráficos, por exemplo! Coloque aqui documentos que atestem objetivamente o que escreve, com dados de fontes credíveis e, já agora, de origem comprovada!
“…os professores nada tem a temer.” – temer o quê? Explique-se!
Ah! A novilíngua neoliberal! A melhor para vender a banha da cobra que salva do apocalipse os incautos!
Meu caro e bom amigo.
Portugal vive numa “economia de mercado”. Assim, é suposto que o “Serviço Público de Educação” e o “Serviço Público de Saúde” funcionem segundo as regras de mercado, dado não serem funções de Estado (de que são exemplo a defesa e a justiça).
Relativamente à expressão utilizada (e para que não lhe restem dúvidas) logo que o “cheque ensino” seja aprovado e ocorra verdadeira “Liberdade de Escolha” a dita “Escola Pública” (dado ser excelente) fecha portas.
Está explicada a questão do “….temer o quê?”
– Meu caro, nesse dia (já muito próximo) a dita “escola pública” fica sem clientes.
Entendeu? Ou quer que lhe faça um desenho?
Acho que entendi :)))))
Mas, convenhamos, está enganado quanto às funções do estado: eu chamo-as de funções sociais do estado, entre as quais se encontram a saúde e a educação!
Diz que as últimas não são “funções do estado”!!! Gostava que me fizesse um desenho a explicar o que quer dizer com isso.
Pode enriquecer o desenho com exemplos dos países do globo onde os estados se tenham demitido totalmente dessas funções sociais.
Se está de férias privadas, aconselho a leitura como ótimo exercício para o cérebro.
Como sugestão, pode começar com textos simples e acessíveis como os que se encontram na Wikipédia, tais como o seguinte:
“Estado de bem-estar social, Estado-providência ou Estado social é um tipo de organização política e econômica que coloca o Estado
como agente da promoção social e organizador da economia. Nesta
orientação, o Estado é o agente regulamentador de toda a vida e saúde
social, política e econômica do país em parceria com sindicatos e empresas privadas, em níveis diferentes de acordo com o país em questão. Cabe, ao Estado do bem-estar social, garantir serviços públicos e proteção à população.[1] Os Estados de bem-estar social desenvolveram-se principalmente na Europa, onde seus princípios foram defendidos pela social-democracia, tendo sido implementados com maior intensidade nos Estados Escandinavos (ou países nórdicos, tais como Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia),[2] sob a orientação do economista e sociólogo sueco Karl Gunnar Myrdal. Ironicamente, Gunnar Myrdal, um dos principais idealizadores do Estado de bem-estar-social, dividiu, em 1974, o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel com seu rival ideológico Friedrich August von Hayek, um dos maiores defensores do livre mercado e economista da Escola Austríaca.
Esta forma de organização político-social, que se originou da Grande Depressão, se desenvolveu ainda mais com a ampliação do conceito de cidadania com o fim dos governos totalitários da Europa Ocidental (nazismo, fascismo
etc.). O historiador Robert Paxton observa que, no continente europeu,
as fundações do Estado do Bem-Estar Social foram elaborados por conservadores e liberais econômicos no final do século 19 como alternativa ao socialismo com base na concepção de que existem direitos sociais
indissociáveis da existência de qualquer cidadão, bem como para evitar a
união dos trabalhadores que era então estimulada pelos ideais
socialistas, muito fortes na época. Pelos princípios do Estado de
bem-estar social, todo indivíduo teria direito, desde seu nascimento até sua morte, a um conjunto de bens e serviços,
que deveriam ter seu fornecimento garantido seja diretamente através do
Estado ou indiretamente mediante o poder de regulamentação do Estado
sobre a sociedade civil. Esses direitos incluiriam a educação em todos os níveis, a assistência médica gratuita, o auxílio ao desempregado, a garantia de uma renda mínima, recursos adicionais para a criação dos filhos etc.” Fonte: Wikipédia
Ó amigo, então a Educação e a Saúde não são funções do Estado? Em que sociedade moderna isso acontece? Que exemplos de países desenvolvidos tem para apresentar em que o Estado não assegura a Educação e a Saúde aos seus cidadãos?
Na Suécia, tentaram privatizar a Educação e, passados alguns anos, chegaram à conclusão que estavam a gastar mais dinheiro, existia mais corrupção e os resultados dos alunos caíram a pique.
Resultado: volta tudo para o domínio público.
Nos Estados Unidos, sucedem-se os escândalos nas chamadas “charter schools” (os contratos de associação lá do sítio).
Em todo o mundo, o liberalismo (ou neoliberalismo ou ultraliberalismo) só trouxe às sociedades miséria, fome, corrupção, abusos de poder… Por aqui, há alguns iluminados que ainda defendem essa linha, pensando sempre no lucro e não no bem-estar dos cidadãos. Quer melhor exemplo que a Finlândia onde a Educação é 100% pública e onde se alcançam os melhores resultados a nível internacional? É só comparar com os vizinhos suecos.
Por cá, ainda não se acabou com os contratos de associação porque há interesses fortíssimos que continuam a defender o interesse do “amigos” que lucram com os milhões que todos os anos são atribuídos aos colégios.
A diferença fundamental entre a Escola Pública e aqueles peudo-estabelecimentos de ensino é que o dinheiro pago pelo Estado (por todos nós, através dos impostos) é gasto integralmente na Educação dos alunos (também pagando os salários dos profissionais que lá trabalham) na Escola Pública, enquanto que nos colégios esse dinheiro é gasto, sobretudo, a satisfazer a gula dos senhores administradores, gestores, consultores, directores e mais ores…
Na Escola Pública, tudo é transparente, nos colégios tudo é esquemas, artimanhas, corrupção, precarização dos docentes e funcionários, cobrança indevida de dinheiro aos encarregados de educação em “taxas” de matrícula, “visitas de estudo”, etc.
Por acaso, já se esqueceram do escândalo dos colégios GPS?
Além desta pouca-vergonha, quase passou despercebida a notícia da prisão do director dos colégios Santo André e Miramar (ambos GPS), por desvio de dinheiro da UE em projecto de energias renováveis. Como podemos confiar em gente de tal calibre?
E como se trabalha para os rankings nos colégios? Não permitindo que os piores alunos realizem os exames (para não prejudicarem o ranking), convidando muitos a anularem a matrícula; cometendo fraudes na realização dos mesmos para que as classificações subam (são famosas as histórias das respostas à escolha múltipla escritas no quadro).
Tudo um admirável mundo novo…
Entendeu? Ou quer que lhe faça um desenho?
A gestãoprivada consegue custos mas baixos na educação à custa da recompensa, leia-se salário, dosseus trabalhadores. Sabe, ccertamente, que alguns destes colégios com contrato de associação de que fala a notícia não pagaram o subsídio de férias aos seus professores. É isto que os contribuintes agradecem?
O “Boys” do PSD , CDS e PS controlam estes colégio privados que dão imenso lucro. Conheço muitos esquemas ilegais alguns em investigação outro não, onde simulam gastos pessoais nas contas, colégios onde exploram professores, notas inflacionadas para ajudar os filhos dos amigos do partido sabe-se lá a troco de quê. Fazem seleção só entre meninos com notas altas. Se o público tiver autorização para recusar meninos com mau comportamento e más notas claro que o ambiente de aprendizagem seria melhor. Comparar escolas públicas e privadas quando as regras forem iguais e comparáveis. Imaginem mais 80 000 euros por turma pagos por todos nós. Uma vergonha. Sou militante do PSD (embora não pague quotas à 4 anos) mas estou farto vou pedir anulação de vez da minha inscrição.
Isto é que devia preocupar os sindicatos não é estar sempre a pedir benesses por vezes incompreensíveis comparando com os tristes contratados e desempregados para os professores de topo de carreira. Mais tarde ou mais cedo vai afetar todos
O sistema de educação público não é perfeito mas é sempre democrático e igualitário e não existe este compadrio .