Junho 2024 archive

Não aos centros educativos – João André Costa

 

A Lei Tutelar Educativa, ou Lei n.º 166/99 de 14 de Setembro, é clara: os centros educativos destinam-se exclusivamente ao internamento de menores e jovens e o seu funcionamento varia entre o regime aberto, semiaberto ou fechado de acordo com as medidas de internamento.

 

Não aos centros educativos

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Preparação do Novo Ano Letivo MUITO ATRASADO

Em final de junho pouco sabemos do que virá de novo para o ano letivo 2024/2025.

O que existe é ainda uma proposta de calendário escolar, sem datas de provas e exames. Nem sabemos se as provas de aferição vão levar o rumo que praticamente toda a comunidade educativa quer: a sua eliminação no 2.º, 5.º e 8.º ano.

Desconhece-se ainda os resultados do concurso interno/externo que vai levar a muitas mudanças em muitas escolas.

Sobre a organização do ano letivo, no que respeita a créditos horários, à sua organização de funcionamento nada se sabe ainda.

Não se sabe se os contratos com os psicólogos, os programas do PNDPS vão continuar em 2024/2025 e em que moldes.

A Mobilidade Por Doença tem prevista uma reunião MECI/Sindicatos apenas para o dia 26 de junho, e começa a ficar muito tarde para os docentes andarem atrás dos médicos para lhes passarem as declarações médicas.

E há tanto ainda para se saber que muito dificilmente alguém consegue nesta altura planear o ano letivo 2024/2025.

 

 

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Rejeitadas Todas as Iniciativas Para Terminar com o Projeto Maia

A saber:

Projeto de Resolução n.º 117/XVI/1.ª (CH) – Pela cessação imediata da implementação do Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica, ou Projeto MAIA, nas Escolas do Ensino Básico e Secundário;

Projeto de Resolução n.º 126/XVI/1.ª (PAN) – Pela suspensão e revisão do Projeto MAIA;

Projeto de Resolução n.º 135/XVI/1.ª (BE) – Pela suspensão e avaliação do projeto MAIA;

Projeto de Resolução n.º 141/XVI/1.ª (L) – Recomenda a garantia de mais tempo para a prática pedagógica e a suspensão do projeto MAIA e respetiva avaliação externa;

 

Não deixa de ser curioso que PCP se aliou ao PS para votar contra todas as propostas.

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Aluna de 14 anos agredida a soco e pontapé na escola por vingança

Menor foi agarrada pelos cabelos e empurrada, sofreu vários hematomas e partiu dois dentes. A escola não respondeu aos pedidos de esclarecimento.

Aluna de 14 anos agredida a soco e pontapé na escola por vingança

Uma aluna, de 14 anos, de uma Escola Secundária de Vila Nova de Gaia, foi filmada enquanto era violentamente agredida por outro estudante no estabelecimento de ensino. Sofreu vários hematomas e partiu dois dentes. O caso ocorreu em maio deste ano e, ao CM, a mãe da menor garante que não foi primeira vez que a filha foi agredida na escola. Apresentou queixa na PSP pelas duas situações e espera que se faça justiça. O CM contactou a escola, mas não obteve resposta.

A imagens mostram a violência da agressão. A menina foi agarrada pelos cabelos, empurrada e agredida a soco. “Esta não é a primeira vez. Em abril, a minha filha foi agredida por uma colega e pela mãe dela quando estava no refeitório. A escola nem me ligou a dizer, soube pelos pais de outros alunos. Nessa altura apresentei queixa contra a mulher e a menor foi suspensa da escola durante 12 dias. Quando voltou disse à minha filha que queria falar com ela para lhe pedir desculpa. Foram para uma zona mais isolada e foi aí que ela foi agredida por um outro aluno. Foi a primeira agressora que filmou e que depois partilhou o vídeo na Internet”, contou a mãe da menor agredida.

Tal como da primeira vez, também nas últimas agressões, tanto o jovem que aparece a bater como a que filmou foram suspensos 12 dias da escola. “Eles são suspensos, mas voltam a fazer o mesmo. Vou com este caso até às últimas consequências. A violência tem de terminar nas escolas”, concluiu a mulher.

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Reitero a Minha Previsão: 28 de Junho

Não adianta acharem que amanhã saem as listas.

 

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Instituto de Gestão Financeira da Educação recupera verbas envolvidas em fraude

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação foi hoje informado pelo Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE) que já foram recuperados os cerca de 2,5 milhões de euros que foram transferidos na sequência de um esquema de fraude.
O rápido reporte do IGeFE às autoridades competentes – que estão a investigar o caso – permitiu que todas as entidades envolvidas na operação, incluindo o sistema bancário, conseguissem recuperar as verbas esta manhã.
Desta forma, foi frustrada a tentativa de fraude que envolveu três transferências bancárias, realizadas este mês, para o pagamento a uma empresa que presta serviços informáticos, tendo as verbas sido transferidas para um IBAN de uma outra entidade.
Tendo-se apercebido que a empresa que tinha prestado os serviços não estava a receber os pagamentos, o IGeFE apresentou de imediato uma denúncia à Polícia Judiciária, que se encontra a investigar o caso.
O caso levou o Presidente do Conselho Diretivo do IGeFE a apresentar a demissão, ontem aceite pelo Ministro, para preservar a credibilidade e prestígio institucional do IGeFE, entidade essencial para o funcionamento do MECI, sobretudo na gestão diária da dimensão financeira do sistema educativo. Foram ainda afastados outros dirigentes com responsabilidades neste processo.
Até à nomeação do novo Presidente do Conselho Diretivo do IGeFE, mantêm-se em funções o vice-presidente e o vogal.
O Ministro da Educação, Ciência e Inovação ordenou a abertura de um inquérito interno.

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92 professores querem sair do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado

Noventa e dois professores do quadro de escola do Agrupamento Padre Benjamim Salgado, de Joane, concorreram para sair, no concurso interno de professores para o ano letivo de 2024/2025. É o agrupamento de escolas do país onde mais docentes querem ir para outros estabelecimentos de ensino.

92 professores querem sair do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado 

Em declarações ao OPINIÃO PÚBLICA, o diretor do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado (AEPBS), José Moreira, reconhece que o número de docentes que pediu para sair é elevado, mas acredita que a situação será facilmente ultrapassada.

O agrupamento tem 199 docentes no quadro, desde o pré-escolar ao ensino secundário, pelo que a saída de 92 representa mais de 46% do número total de docentes. José Moreira diz que essas vagas serão preenchidas com facilidade, “porque se há professores que querem sair, também há muitos que querem entrar”. Além disso, o responsável aponta que desses 92 docentes, cerca de 26 estão a desempenhar funções fora do AEPBS. “Portanto, em bom rigor, o número de docentes do agrupamento a pedir mudança para outro quadro é relativamente menor”, afirma.

De qualquer forma, estas saídas causam sempre alguma instabilidade ao nível do quadro docente, mas, mais uma vez, José Moreira entende que os impactos não serão preocupantes. “Os professores são profissionais altamente qualificados e determinados no seu trabalho, portanto tanto trabalham na Escola Padre Benjamim Salgado, como numa escola em Braga ou no Algarve”, sublinha, reconhecendo, porém, que “terá sempre que haver um maior trabalho inicial da parte dos docentes e da Direção do Agrupamento para que todos fiquem alinhados com o projeto educativo”.

De resto, a nível nacional,  mais de 46 mil docentes concorreram para sair do quadro de escola onde estão, o que representa um aumento de 37% face ao último concurso, em 2022, cujo número de pedidos de mudança foi de 33.700. Segundo notícias veiculadas na imprensa nacional, muitos desses docentes apontavam como razões para a saída o cansaço, a vontade de ficar mais perto de casa e críticas à gestão do Agrupamento onde estavam a lecionar.

Questionado pelo OP sobre o assunto, José Moreira reconhece que possa  haver algum descontentamento entre alguns docentes, mas entende que essa não será a principal razão para quererem sair, até porque lembra, no último concurso do género, em 2022, o AEPBS “também teve um elevado número de professores a quererem mudar, cerca de 50, e nessa altura era gerido por outra direção”.

Para o diretor, que cumpre o segundo ano neste cargo, a principal razão, pelo menos aquela que lhe transmitiram alguns docentes, é a vontade de ficar mais próximo da área de residência. “E deram-me dois motivos: por um lado, a questão económica, porque as viagens ficam mais caras devido ao aumento do preço dos combustíveis, e por outro, o facto de muitos destes docentes terem mais de 50 anos, com os pais idosos a seu cargo, e por isso querem ficar mais próximo da família”.

O AEPBS integra essencialmente alunos residentes nas freguesias de Joane, Mogege, Pousada de Saramagos, Vermoim e Castelões mas, relativamente à frequência do ensino secundário, muitos alunos provêm de outras freguesias de Famalicão, bem como de freguesias limítrofes do concelho de Guimarães.

Em 2023, a Escola Secundária Padre Benjamim Salgado foi a escola do concelho de Famalicão melhor posicionada do Ranking das Escolas.

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Consulta Pública do Calendário Escolar Termina Hoje

Termina hoje a consulta pública do calendário escolar para 2024/2025 a 2027/2028.

A proposta do Calendário Escolar encontra-se aqui.

 

Nesta consulta pública, em que também participei a nível pessoal, considerei excessivo o prolongamento das atividades letivas na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo até finais de junho, veremos se esta minha opinião, tão semelhante a muitas outras terá algum impacto no Despacho final do Calendário Escolar.

 

 

 

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Consulta Nacional a Educadores e Professores do Ensino Básico e Secundário

 

Consulta Nacional a Educadores e Professores do Ensino Básico e Secundário , até 28 de junho de 2024.
𝗥𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝗱𝗮 𝗮𝗾𝘂𝗶 ▶️ https://bit.ly/4bSyTji
Com os resultados da consulta de junho de 2024, a FNE pretende reunir as preocupações dos educadores e professores para pressionar o Governo a investir numa Educação de qualidade, justa, inclusiva e sustentável.

 

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Atualização das remunerações anuais que servem de base de cálculo das pensões

Foi publicada a Portaria que determina os valores dos coeficientes a utilizar na atualização das remunerações anuais.
As regras da atualização das remunerações anuais que servem de base de cálculo das pensões encontram-se definidas no artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, que define e regulamenta o regime jurídico de proteção nas eventualidades invalidez e velhice do regime geral de segurança social.
FINANÇAS E TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

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É PROIBIDO PROIBIR – José Afonso Baptista

 

Falo do uso dos telemóveis na escola. Podíamos alargar esta guerra a outras instituições e geografias, mas a abordagem na escola poderá servir a outros contextos. Passando em revista as orientações da UNESCO, de governantes e altos responsáveis, de médicos e psicólogos, de ministros da educação, diretores de escolas, pais e alunos, deparamos com pontos de vista difíceis de conciliar, o que poderíamos resumir de forma simples: cada cabeça sua sentença. A meu ver, o debate deveria centrar-se entre proibir ou educar. Se proibimos, as crianças têm o sentimento de que a ditadura lhes caiu em cima, mas, e vendo bem, inibimos aprendizagens fundamentais do mundo que as espera; se educamos, estamos no caminho da democracia, do diálogo, do debate, analisando prós e contras e definindo regras, com todos, que respeitem a todos. A pedagogia está do lado da democracia.

Conhecemos os riscos dos telemóveis, sobretudo a distração e a falta de concentração, que alguns críticos associam a práticas de ensino que não são de hoje. De facto, os telemóveis não melhoram a audição das prédicas do professor, mas os riscos são reais. As vantagens, essas são de peso: os alunos ganham autonomia e meios para aceder diretamente à informação de forma imediata, adquirem competências digitais que são hoje a mola real do desenvolvimento e do progresso, além das facilidades de comunicação com os parceiros envolvidos nas aprendizagens, colegas e professores. A pandemia mostrou que as crianças das tecnologias, com smartfone e PC, resistiram melhor ao isolamento e ao encerramento das escolas.

Sem smartfone, termo que utilizo para distinguir o “telefone inteligente” do “telefone burro”, que só permite falar e trocar mensagens, mantemos a escola nos ambientes de trabalho do passado ultrapassado, quando é certo que as crianças e jovens de hoje nasceram e vivem noutro mundo. Se a escola o ignora, mantém e alimenta a fronteira que separa os operacionais inteligentes, ativos e pensantes, com iniciativa própria e espírito crítico, dos analfabetos sem meios para integrar o presente quanto mais para antecipar o futuro.

Se proibimos, “tout court”, não educamos, não formamos, não ajudamos a distinguir o bem do mal, não damos capacidades nem a consciência dos riscos, não preparamos para enfrentar armadilhas que espreitam ao virar da esquina. Sim, os riscos existem, desde o cyberbullying às fake news, à publicidade enganosa, à própria dependência e abuso dos ecrans, mas fazem parte dos processos de aprendizagem. Se não temos capacidade de prever e prevenir, o perigo espreita a cada momento. A escola deve preparar para enfrentar os riscos.

Como podemos proibir as crianças de usar os telemóveis se pais e mães são incapazes de dar dois passos sem estarem agarrados? O exemplo na família e na sociedade é poderoso. Passe o exagero, mas hoje as crianças nascem enquanto a mãe, agarrada ao telemóvel, em pleno trabalho de parto, atende a chamada do marido para informar que está tudo a correr bem e que a criança já resvala entre o útero e a marquesa. Ou quando uma mãe em licença de parto, na sua caminhada ou passeio pelo parque, segura com uma mão o telemóvel e com a outra empurra o carrinho onde a criança esperneia e desespera impaciente por um simples olhar e um sorriso. Não, o telemóvel está primeiro! Só me queixo das mães? Os homens não estão isentos de culpas idênticas, mas têm a sorte de não entrar em trabalho de parto e geralmente nem têm licença de paternidade. Os telemóveis não são inocentes e os bons exemplos nem sempre vêm de cima.

As crianças nascem e vivem no raio de ação dos telemóveis, ainda mal dão os primeiros passos e já têm um telemóvel que as ocupe para não chatearem ninguém. Aprendem intuitivamente a manipular e descobrem o que muitos adultos procuram em vão. Aprendem os telemóveis como aprendem a andar, ou a falar, simplesmente vendo, ouvindo e experimentando. E descobrem muitas vezes o que nós adultos não vemos. E ensinam aos “mais velhos” o que descobriram por tentativas e erros.

Aprender as tecnologias é hoje tão urgente como aprender a andar, a falar, a escrever, a contar e em muitos casos prioritário. As tecnologias não ensinam a andar, mas ensinam ou ajudam a aprender as outras competências e a sentir a necessidade de as adquirir. Tudo está ligado.

O problema que sobra é o das crianças e jovens que não têm PC – relembro: Personal Computer -, nem smartfone, e que em casa ficam privados de “estar ligados”, o que significa, sem acesso a todo o tipo de informação que a net disponibiliza sem limitações e sem horários, e ficam sem ligação aos professores e aos colegas e amigos, tantas vezes companheiros de trabalho. Este foi o isolamento que mais sofreram e mais os atrasou. O PC e o smartfone devem fazer parte obrigatória do equipamento escolar, dando às escolas os meios para colmatar esta brecha, e dando às crianças sem meios o acesso a estes instrumentos de trabalho. Na verdade, é aqui que a proibição doi mais, porque é aqui que atinge o maior grau de severidade. As crianças pobres estão proibidas de falar ao telefone, de enviar e receber emails, de recorrer ao Google e à Wikipédia e de perceber que a falta de inteligência natural dos responsáveis é mais difícil de entender e aceitar do que a inteligência artificial.

20-06-2024 | diário as beiras

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PJ realiza buscas em escola da ilha de São Miguel nos Açores

Em causa estão alegadas fraudes relacionadas com procedimentos de contratação pública e ajustes diretos entre a escola e empresas de comércio de material de escritório.

PJ realiza buscas em escola da ilha de São Miguel nos Açores

A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar buscas na Escola Antero de Quental, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, esta quarta-feira, avança a Antena 1 Açores.

De acordo com esta rádio, a investigação está relacionada com alegadas fraudes com procedimentos de contratação pública e ajustes diretos entre a escola e empresas de comércio de material de escritório.

As buscas decorrem desde manhã e devem manter-se durante a tarde.

O Notícias ao Minuto já tentou contactar o departamento da Polícia Judiciária (PJ) dos Açores mas, até ao momento, não conseguiu confirmar esta informação.

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Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Gestão Financeira da Educação apresenta demissão

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação teve hoje conhecimento de que o Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE) foi alvo de fraude que envolve a transferência de verbas que ascendem a 2,5 milhões de euros, que está já a ser investigada pelas autoridades competentes.
Em causa estão três transferências bancárias realizadas este mês para o pagamento a uma empresa que presta serviços informáticos, tendo as verbas sido transferidas para um IBAN de uma outra entidade.
Tendo-se apercebido que a empresa que tinha prestado os serviços não estava a receber os pagamentos, o IGeFE apresentou de imediato uma denúncia à Polícia Judiciária, que se encontra a investigar o caso.
Perante este caso, o Presidente do Conselho Diretivo do IGeFE apresentou hoje ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação o pedido de demissão, já aceite pelo Ministro, para preservar a credibilidade e prestígio institucional do IGeFE, entidade essencial para o funcionamento do MECI, sobretudo na gestão diária da dimensão financeira do sistema educativo. Foram ainda afastados outros dirigentes com responsabilidades neste processo.
Até à nomeação do novo Presidente do Conselho Diretivo do IGeFE, mantêm-se em funções o vice-presidente e o vogal.
O Ministro da Educação, Ciência e Inovação ordenou a abertura de um inquérito interno.

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“Fraude” leva à demissão do Presidente do Instituto de Gestão Financeira da Educação

Em causa está a transferência de verbas que ascendem a 2,5 milhões de euros, que está já a ser investigada pelas autoridades competentes.

“Fraude” leva à demissão do Presidente do Instituto de Gestão Financeira da Educação

“O Ministério da Educação, Ciência e Inovação teve hoje conhecimento de que o Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE) foi alvo de fraude que envolve a transferência de verbas que ascendem a 2,5 milhões de euros, que está já a ser investigada pelas autoridades competentes”, pode ler-se.

Em causa estão três transferências bancárias realizadas este mês para o pagamento a uma empresa que presta serviços informáticos, tendo as verbas sido transferidas para um IBAN de uma outra entidade.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, ordenou a abertura de um inquérito interno.

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Boa Iniciativa

Iniciativa Liberal propõe regresso de provas de aferição no quarto e sexto ano letivo

 

Iniciativa Liberal defende que o ensino é estruturado com base em ciclos escolares, que determinam a organização dos programas, mas também os currículos e metas.

A Iniciativa Liberal propôs, esta terça-feira, que as provas de aferição voltem a ser no quarto e sexto anos, correspondendo ao final de cada ciclo escolar, considerando que o atual modelo “não permite uma avaliação concreta das aprendizagens”.

Num projeto de lei que foi, esta terça-feira, entregue no parlamento, a Iniciativa Liberal (IL) salienta que o ensino é estruturado com base em ciclos escolares, que determinam a organização dos programas, mas também os currículos e metas, “pelo que a avaliação deverá seguir o mesmo critério”.

“A IL considera que as provas de aferição nos 4.º e 6.º anos se devem realizar em concordância com a prova de final de ciclo do ensino básico no 9.º ano, ou seja, devem ser realizadas no final de cada ciclo de estudos”, lê-se.

Para o partido, o atual modelo – introduzido pelo Governo do PS, e que prevê a realização de provas de aferição no final do 2.º, 5.º e 8.º ano letivo – “não permite uma avaliação concreta das aprendizagens no final de cada ciclo”, nem que haja uma “análise da execução e da gestão do currículo das escolas”.

“Ademais, perdeu-se o nível de comparabilidade ao longo dos anos na avaliação e definição do perfil de desempenho de cada aluno e na identificação das carências em cada ciclo de estudo”, refere o partido.

A IL defende ainda que a “existência de avaliação formativa no final do ciclo permite igualmente o exercício de maior autonomia pedagógica pelas escolas ao longo de cada ciclo, pelo que tem vantagens adicionais como elemento regulador e de equilíbrio face a uma maior autonomia”.

O partido propõe assim uma alteração ao decreto-lei nº. 55/2018 para que passe a estipular que as provas de aferição “realizam-se no final do 4.º e 6.º ano de escolaridade, podendo as classificações obtidas ser utilizadas para ponderar a classificação final, de acordo com a opção da escola ou agrupamento de escolas”.

A par deste diploma, a IL entregou também um projeto de resolução em que insta a Direção-Geral da Saúde (DGS) “a tornar os seus processos decisórios sobre vacinas mais transparentes”.

Nessa iniciativa, o partido refere que a DGS é “a entidade responsável por avalizar e conduzir o processo decisório sob estritos critérios técnico-clínicos”, mas ressalva que “nem sempre estes processos são do conhecimento público, permanecendo dúvidas sobre os critérios e o racional do processo decisório”.

“Importa, assim, garantir que a tomada de decisão é devidamente consubstanciada e tornada pública”, refere o partido, que acrescenta que, “numa era em que ganham força movimentos antivacinas, consubstanciados em teorias de conspiração e à revelia de melhor evidência empírica, a disponibilização de toda a informação científica que suporta o processo decisório reveste-se de especial importância”.

A IL recomenda assim ao Governo que “se pronuncie sobre futuras alterações ao Programa Nacional de Vacinação, nomeadamente a introdução de novas vacinas direcionadas à população adulta” e “tome diligências no sentido de assegurar mais transparência e eficiência nos processos de decisão da DGS”.

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Concurso Pessoal Docente 2024/2025 – Açores

Oferta de emprego para contratação a termo resolutivo

  1. Projeto de lista ordenada de graduação NOVO

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Concurso Pessoal Docente 2024/2025 – Açores

Concurso Interno de Afetação

Projeto de lista ordenada de graduação NOVO

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MANUAIS ESCOLARES PLATAFORMA MEGA CRONOGRAMA 2024/2025

 

 

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Função pública – motivação

O tão alegado elevador social (que supostamente era posto em marcha pela educação) encravou no 1º andar e neste momento está em descida para a cave. Hoje os mais habilitados estão longe de conseguir ir de férias para lugares exóticos e distantes. Pior, são chefiados por pessoas com menos ou nenhuma habilitação, que têm uma “carreira”, mas nos corredores partidários.

Função pública – motivação

O filme futurista de culto, Blade Runner, prospectiva um mundo onde muitos trabalhos são desenvolvidos por “replicantes”, cópias de seres humanos, mais fortes e mais inteligentes que estes, mas com um tempo de vida limitado. No filme, estes seres, foram desenvolvidos para trabalhar em condições adversas e em planetas distantes. No fundo os funcionários públicos ideais, altamente funcionais, substituíveis, já que são produzidos em fábricas e que nem sequer precisam que se lhes pague a reforma. Infelizmente é ficção, mas mesmo na ficção há uma revolta, os “replicantes” querem o direito a uma vida humana, sem prazo de validade.

Na vida real, actual, sempre que não é possível substituir o humano por uma máquina ou pela “inteligência artificial”, há que motivar “as tropas”, sejam elas militares ou civis, professores ou profissionais de saúde, técnicos ou administrativos. Sem complicar muito (para isso temos muitas teorias “comprovadas”) diria que há pelo menos cinco constantes a considerar na motivação “das tropas”: um horizonte temporal realista em que a sua vida pode melhorar, que as possibilidades são dadas a todos por igual, equidade, que o esforço é recompensado e que a diferenciação é reconhecida.

Ora nada disto é realidade na função pública. Começando pela avaliação de desempenho, que na maioria dos funcionários é feita através do “SIADAP” um sistema “universal” para avaliar todo o funcionalismo. O sistema foi configurado para dar resposta a um ano de trabalho com base em 3, 4 ou 5 descritores. As classificações são dadas numa escala de 1 a 5, como no ensino preparatório, o que acarreta grandes distorções e iniquidades.

Finalmente as “quotas”! define o SIADAP que haverá quotas de classificação, que não são todos bons nem todos maus e que não compete sequer ao classificador definir quem é bom, muito bom ou mau, mas à regra das quotas. Com grande publicidade e expectável gaudio dos avaliados, foram redefinidas as ditas quotas. Segundo o artigo 75.º, do SIADAP, a diferenciação de desempenhos é garantida através da fixação das seguintes percentagens:

a) 30 % para as avaliações de desempenho muito bom e, de entre estas, 10 % do total dos trabalhadores para o reconhecimento do desempenho excelente;
b) 30 % para as avaliações de desempenho bom.

Há um valor, uma percentagem, que não é descrita no diploma, mas que decorre dos valores anteriores: 40% terão de ter classificação de suficiente ou insuficiente, independentemente do seu desempenho.

Ora vamos pensar num exemplo prático: 10 investigadores trabalham e descobrem a pólvora ficam contentes, o laboratório estatal ganha mais uma estrela, os noticiários difundem a boa nova…no final do ano, 3 investigadores serão classificados com muito bom, 3 com bom e 4 com suficiente. Isto não é gestão, é mesmo aberração.

Como pode alguém ser “motivado” sabendo que mesmo que tenha um desempenho impecável, excelente, a quota não lhe permite ser considerado como tal.

Para ajudar, os custos com a ADSE (assistência na doença), aumentaram muito e, por via das péssimas negociações feitas, a oferta desceu, muitos médicos deixaram de ser prestadores de serviços à ADSE.

Há dias, os partidos que suportam o governo propuseram uma redução do IRS atá ao 8º escalão, a proposta foi chumbada por toda a oposição, (BE, PCP, PAN, PS e Chega) com execepção da IL, assim, funcionários como os militares a partir de coronel, os médicos, enfermeiros especialistas, professores, as forças de segurança a partir de superintendente não vão ver o seu rendimento melhorado, passaram a ser considerados “ricos”.

Tem havido, onde mais se precisa, como na saúde, no ensino e nas forças de defesa e segurança, uma debandada dos serviços a que acresce uma enorme dificuldade na contratação, situação aliás pública. Quem quer ser, nestas condições, servidor público?

Com a extinção das carreiras, acabaram as provas que eram feitas para subir de patamar. As provas eram um sistema de controlo das subidas, garantindo por um lado uma estrutura piramidal e por outro que as condições de acesso eram idênticas (equidade).

Nesse tempo havia duas possíveis subidas, uma que decorria da inflacção e do tempo de serviço chamemos-lhe “horizontal” (acréscimo pequeno) e outra mais forte (“vertical”) que obrigava a provas. Defendo o regresso que deste princípio que entendo motivador.

O tão alegado elevador social (que supostamente era posto em marcha pela educação) encravou no 1º andar e neste momento está em descida para a cave. Hoje os mais habilitados estão longe de conseguir ir de férias para lugares exóticos e distantes. Pior, são chefiados por pessoas com menos ou nenhuma habilitação, que têm uma “carreira”, mas nos corredores partidários.

Entendo que se deve refazer todo o sistema de avaliação, começando na escala que deverá promover a diferenciação, por exemplo de 0 a 20, que o tempo de atingir o topo tem de ser realista, digamos 20 anos para quem for sempre muito bom e 25 para quem “só” for bom. Se voltar a haver carreiras estruturadas em pirâmide as quotas até podem deixar de fazer sentido.

Repor provas, teóricas (e práticas quando a carreira o justifique). E valorizar os curricula pesando o que traz valor ao sistema e não situações abstratas.

Um Estado não existe sem as suas estruturas de suporte. Se é na versão minimalista, chamemos-lhe liberal, ou maximalista, seja socialista, depende da decisão política, na certeza de que as que ficarem devem funcionar bem. Ora a maioria das funções do Estado são funções com uma forte componente humana, sem motivar não se conseguirá nem um desempenho satisfatório nem manter os existentes ou recrutar futuros. Se a função pública perdeu 12,9% de poder de compra desde 2010 e a forma de gestão não mudar, brevemente a máquina fica como as locomotivas em que caiu o motor.

Vamos sabendo que o número de funcionários vai aumentando, na certeza que não é onde são precisos.

Importa que a contratação das unidades de gestão seja feita de forma não partidária, por quem tenha provas dadas e que não se enquadre no fatídico princípio de Peter.

Finalmente, que, quem quer pagar bananas acabará por comprar o que não quer.

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Divulgação – Reunião Sobre Medicina do Trabalho, Dia 19

A AJDF informa que se realizará uma nova sessão online de “Divulgação, esclarecimentos e orientações para a Monodocência”, no âmbito da Medicina do Trabalho, no dia 19 de junho (4.ª feira), às 21 horas.

Link para inscrições

Dada a especificidade, esta reunião terá mais exemplos concretos de situações na monodocência, no entanto as informações que serão divulgadas são válidas para qualquer docente, independentemente do ciclo de ensino em que lecione.
A reunião é desta forma aberta e do interesse de TODOS os professores.

A AJDF reafirma que está comprometida em continuar a garantir que o direito à saúde dos professores seja reconhecido e respeitado, e que as condições de trabalho atendam aos padrões de saúde e segurança.

Estamos a encetar ações que permitem aos professores ver a sua situação de doença (com limitações/lesões físicas e/ou psíquicas, de desgaste, de acidentes de trabalho, de Burnout, …) acautelada com o acesso imediato às consultas de Medicina do Trabalho antes que se inicie um novo ano letivo.

Divulgue e assista.

 

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UTAO não consegue dizer quanto custa devolver tempo congelado a todas as carreiras

 

Unidade Técnica de Apoio Orçamental diz que medida equivalente à dos docentes implicaria dar 16 pontos aos trabalhadores de outras carreiras, mas calcular impacto orçamental é uma “impossibilidade”.

 

UTAO não consegue dizer quanto custa devolver tempo congelado a todas as carreiras

 

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Esclarecimento sobre a RTS – Ministério da Educação

Esclarecimento – Ministério da Educação

Relativamente a notícias divulgadas hoje à tarde sobre o Relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República sobre Contagem de tempo de serviço em falta para efeitos remuneratórios: docentes e demais carreiras das Administrações Públicas, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) esclarece o seguinte:
  • As estimativas da UTAO em relação ao custo da recuperação do tempo de serviço são inferiores aos cálculos do MECI. A diferença resulta da adoção de critérios e cenários diferentes do cálculo do custo, nomeadamente a idade de saída para a reforma.
  • O custo hoje divulgado pela UTAO de 470 milhões de euros em 2028, dos quais “202 ME em termos líquidos”, tem em conta o universo dos professores dos quadros entre o 1.º e o 9.º escalão da carreira, tendo sido retirados os docentes que atingem a idade legal de aposentação.
  • Os cálculos do MECI têm em conta que todos os professores abrangidos permanecem na carreira até aos 70 anos, sendo esta a principal diferença para os custos da UTAO.
  • No dia 21 de maio, após ter sido alcançado um acordo com sete estruturas sindicais de professores, o Ministro da Educação, Ciência e Inovação disse, em declarações aos jornalistas, que a recuperação do tempo de serviço congelado dos docentes teria, em2024, um custo para o Estado (líquido, de acordo com a denominação do relatório da UTAO) de cerca de 40 milhões de euros.
  • O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre referiu também que, a partir de 2027, após estar concluído o processo de recuperação do tempo de serviço, a medida teria um custo anual para o Estado (líquido, de acordo com a denominação do relatório da UTAO) de cerca de 300 milhões de euros, segundo as estimativas de uma equipa técnica do MECI.
  • Os 300 milhões de euros não representam, assim, o acumulado da despesa ao longo de 2024, 2025, 2026 e 2027.
  • Os 300 milhões vão reduzindo a partir de 2028, à medida que os docentes vão passando à aposentação.

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Importante Ler do Estudo da UTAO

Este parágrafo é importante ler para desmistificar o elevado custo da RTS dos professores.

 

 

Já agora aproveito para relembrar o meu estudo de 2023 que apontava para um custo de 236 milhões.

O meu estudo não demorou meses a fazer, mas sim 5 minutos. E a pequena diferença pode ter apenas a ver com o facto dos dados do meu estudo serem de 2022 e daí até agora já bastantes docentes se aposentaram e/ou já subiram ao 10.º escalão.

 

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Estimativas da UTAO

Recuperar tempo de serviço dos professores custa mais 169 milhões do que prevê o Governo, estima UTAO

 

UTAO aponta que recuperação do tempo de serviço perdido pelos professores deverá ter impacto bruto de 469 milhões de euros, mais do que os 300 milhões de euros que o Governo contava gastar.

 

 

O Governo conta gastar 300 milhões de euros com a recuperação do tempo de serviço dos professores, mas, afinal, poderá ter de abrir ainda mais os cordões à bolsa. De acordo com uma análise da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que foi conhecida esta segunda-feira, a reposição dos anos perdidos deverá ter um custo total bruto permanente de 469 milhões de euros.

Os professores viram as suas progressões congeladas durante nove anos, quatro meses e dois dias. Desse período, o Governo de António Costa recuperou dois anos, nove meses e 18 dias, mas os sindicatos que representam os docentes nunca desistiram de ver o restante tempo — seis anos, seis meses e 23 dias — reconhecido.

Seis meses depois, a análise é conhecida esta segunda-feira, numa altura em que o Governo, agora liderado por Luís Montenegro, já chegou a acordo com a maioria dos sindicatos para a reposição desses mais de seis anos.

No relatório, a UTAO estuda três cenários possíveis e alternativos para o faseamento do tempo de serviço perdido. No primeiro cenário, é assumido que os créditos individuais seriam reconhecidos e pagos integralmente aos docentes em 2023. Já no segundo cenário, é assumido que os créditos individuais seriam reconhecidos e pagos à razão de 25% do total em cada um dos anos de 2024 a 2027.

Já o terceiro cenário é o correspondente ao “faseamento que foi acordado entre o Governo e as sete estruturas sindicais a 21 de maio”, isto é, o crédito é atribuído à razão de 25% ao ano, iniciando-se o pagamento da nova remuneração a 1 de setembro de 2023 e a 1 de julho de 2025, 2026 e 2027. Quer isto dizer que 2028 será o primeiro ano com 14 remunerações mensais com 100% do tempo de serviço recuperado.

Com base nisso, a UTAO calcula que a recuperação do tempo de serviço vai ter um impacto bruto de 41 milhões de euros, já no último quadrimestre de 2024. O Governo tinha apontado para 40 milhões de euros este ano, o que significa que as contas estão alinhadas com a UTAO.

“A aplicação da modulação da medida neste cenário 3 implicará a subida da despesa bruta com pessoal no ano cruzeiro de 2028 em 469 milhões de euros face à ausência de medida”, lê-se no relatório, que assinala também que, “utilizando como referencial o PIB previsto para 2024 no Programa de Estabilidade mais recente, é possível afirmar que o impacto bruto no saldo global das Administrações Públicas no ano cruzeiro de 2028 corresponderá a 0,07% do PIB“.

Ainda assim, uma parte significativa dessa verba é “recuperada” pelo Estado através de impostos e contribuições sociais. Por exemplo, do custo de 41 milhões de euros previsto para este ano, 23 milhões de euros deverão regressar aos cofres do Estado. Por outras palavras, o custo líquido é de 18 milhões de euros.

Olhando para o custo permanente, dos 469 milhões de euros, 267 milhões de euros voltam para o Estado pela via dos impostos e contribuições sociais, o que significa que o impacto líquido da recuperação do tempo de serviço dos professores é de 202 milhões de euros, de acordo com a UTAO.

No relatório conhecido esta segunda-feira, a UTAO adianta também que não foi capaz de estimar o impacto de uma medida equivalente para as demais carreiras da Função Pública que ainda não recuperaram todo o tempo de serviço congelado.

É incipiente a existência de bases de microdados em serviços-chave da Administração Central para realizar avaliações de impacto de medidas de política sobre emprego e remunerações. Como é possível lançar quase todos os anos estas medidas e, em 2024, ainda não existir informação de suporte às decisões? Decide-se de olhos quase fechados ao custo e à eficácia das medidas“, remata a UTAO.

 

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Professores primários estão mais velhos, têm demasiado trabalho e alunos a mais

 

Apenas 5% dos professores que dão aulas têm menos de 40 anos.

Professores primários estão mais velhos, têm demasiado trabalho e alunos a mais

Os professores do 1.º ciclo estão mais velhos e trabalham demasiadas horas, segundo um estudo da Fenprof, que revela que muitos dão aulas em edifícios degradados, com falta de equipamentos e turmas demasiado grandes.

Entre o final de 2023 e o início deste ano, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) realizou um questionário sobre condições de trabalho no 1.º ciclo ao qual responderam milhares de professores, uma amostragem “representativa da realidade das escolas e dos docentes”, disse a sindicalista Catarina Oliveira.

Apenas 5% dos professores que esta segunda-feira dão aulas têm menos de 40 anos, revelou Catarina Oliveira, que também é docente do 1.º ciclo e, apesar de ter quase 48 anos, é “considerada uma jovem pelos colegas”.

Quase metade dos professores (48,5%) tem mais de 51 anos e a grande maioria dá aulas há mais de duas décadas.

A sindicalista salientou que a experiência poderia ser uma vantagem, mas “o desgaste de anos de serviço, aliado à crescente sobrecarga de tarefas que nada têm a ver com o ensino, acaba por suplantar essa vantagem quando se fala de trabalhar com crianças e das necessárias agilidade e capacidades física e mental”.

Quase todos os professores são titulares de turma (79,2%), tendo um horário que ultrapassa largamente as horas previstas por lei, disse por seu turno José Feliciano Costa, secretário-geral adjunto da Fenprof, em conferência de imprensa esta segunda-feira em Lisboa.

Uma em cada quatro turmas (24,1%) ultrapassa o número de alunos previstos na lei e, nas turmas com alunos que precisam de medidas seletivas ou adicionais, a situação é ainda mais preocupante.

Segundo o inquérito, 46% destas turmas têm mais de 20 alunos e num terço destas turmas existem mais crianças apoiadas do que o previsto por lei (o limite é dois). Para Catarina Oliveira, há uma “dupla irregularidade promovida por sucessivos” governos.

Também existem problemas nas turmas com alunos estrangeiros. A lei prevê a presença de um professor de Português Língua Não Materna quando a escola tem mais de dez alunos imigrantes, mas muitas têm menos pelo que não são abrangidas pela medida.

Segundo Catarina Oliveira, “77,5% das escolas tem de conseguir proporcionar o serviço educativo a estas crianças sem o apoio de qualquer docente focado na aprendizagem do português enquanto língua não materna”, o que acaba quase sempre por sobrecarregar os professores do 1.º ciclo.

A maioria dos professores (59%) considera que as turmas são muito grandes e que fica em causa o direito ao apoio individualizado, à interação personalizada, mas também “à disciplina dentro da sala de aula e à produtividade do trabalho”.

O inquérito revelou ainda que mais de 40% dos professores são “obrigados ou pressionados a fazer a vigilância dos intervalos”, perdendo o direito a uma pausa consagrada na lei.

Também as reuniões acontecem roubando tempo da vida pessoal, segundo a opinião de 44,1% dos inquiridos.

Um em cada sete professores atribui a sobrecarga de trabalho à burocracia, que representa quatro ou mais horas de trabalho semanal para 60% dos docentes.

“Esta sobrecarga afeta, acima de tudo, a vida pessoal e familiar (89,1%), a saúde mental (76,2%), a planificação de atividades (70,7%) e a produção de recursos (70,1%)”.

Apenas 13,3% dos professores com mais de 60 anos usa as reduções de horário a que tem direito, disse Catarina Oliveira, explicando que os docentes não pedem a redução do tempo de trabalho direto com alunos porque muitas vezes são-lhes atribuídas tarefas igualmente desgastantes.

Catarina Oliveira contou a história de duas professoras de uma mesma escola que pediram a redução de cinco horas semanais e foi-lhes atribuída, em alternativa, a turma da colega, “ou seja, havia um dia em que tocavam de turma e iam dar aulas para a sala do lado”.

Quase metade dos edifícios (40,6%) necessita de obras e 70% não tem equipamentos suficientes. As maiores falhas são ao nível da rede de internet, dos computadores e dos espaços desportivos.

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“Qualquer dia, vamos andar todos algaliados em rede”…

 Oito anos de governação por António Costa/Tiago Brandão Rodrigues/João Costa transformaram a Área da Educação, em particular a Escola Pública, numa amálgama de insensatez, deixando-a em frangalhos, sem rumo definido e sem identidade reconhecível…

Para o actual Ministro da Educação, a tarefa de consertar o anterior apresenta-se como algo francamente ingrato, hercúleo, muito difícil de concretizar, tantos são os aspectos a carecer de intervenção urgente e os inúmeros problemas herdados da anterior gestão…

Em muitas escolas o Corpo Docente encontra-se visivelmente envelhecido e a falta de Professores tornou-se num problema incontornável…

 

Em 14 de Junho passado foram anunciadas, pelo Ministro da Educação Fernando Alexandre, as linhas gerais do Plano +Aulas +Sucesso, tendo como principal objectivo a redução do número de alunos sem aulas…

Entre as medidas anunciadas, destaca-se uma, dirigida aos Professores mais “entradotes”:

– “Incentivar o prolongamento da vida ativa dos professores”, que alegadamente comportará uma remuneração adicional, até 750 euros brutos, para quem atingir a idade de reforma e queira continuar a dar aulas (Site oficial do XXIV Governo, consultado em 14 de Junho de 2024)…

Há poucos anos, quando já era notório, mas ainda não “universalmente aceite”, o envelhecimento da Classe Docente, ouvi, numa Sala de Professores, qualquer coisa parecida com isto, proferida por uma Professora de Matemática, com um apurado sentido de humor:

– “Qualquer dia, vamos andar todos algaliados em rede”…

A afirmação anterior, que naturalmente suscitou o riso generalizado de quem a ouviu, não terá sido, contudo, levada muito a sério, uma vez que, à época, o mais certo seria que (ainda) não se acreditasse que os problemas do envelhecimento docente e da falta de Professores pudessem tomar, em relativamente pouco tempo, proporções tão graves e alarmantes, como as que se verificam neste momento…

Dado o desencanto e o “supremíssimo cansaço, íssimo, íssimo, íssimo cansaço” (alusão a Álvaro de Campos)  que, no geral, grassam na Escola Pública, parece muito difícil acreditar que o repto, aparentemente bem intencionado, lançado pelo Ministro, possa ter uma adesão significativa por parte daqueles a que se destina: os Professores “entradotes”…

De forma sarcástica, mas nunca desrespeitosa para com os Professores “entradotes”, dir-se-ia que o mais avisado será, talvez, lançar um Concurso para o fornecimento de algálias, andarilhos e aparelhos geolocalizadores com botão de pânico, com vista ao equipamento das escolas com esses apetrechos…

Fatalmente, ninguém vai para novo…

Pode não parecer, mas este texto pretende ser, de certa forma, um elogio à Velhice… Nos tempos que correm, conseguir chegar a Velho é um verdadeiro feito…

Um elogio à Velhice de quem vai a caminho de também poder ser considerada como “entradota”, ainda que o meu espelho seja, frequentemente, “muito piedoso” e nem sempre me mostre alguns indisfarçáveis cabelos brancos ou rugas e outras inconfessáveis mazelas… Se é que me faço entender…

Já o espelho da escola costuma ser absolutamente “cruel e inclemente” e mostra-me, muitas vezes, aquilo que o meu tenta disfarçar… Deve ser da incidência da luz… Deve, deve…

E a culpa disto tudo será, com certeza, das tágides, só pode ser das tágides…

A propósito das comemorações oficiais dos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões e do Plano +Aulas +Sucesso, lembrei-me das tágides…

As tágides, ou ninfas do Rio Tejo, tidas como supostas musas inspiradoras de Camões, já não serão o que eram, pois parece que deixaram de cumprir a sua principal função: estimular a criatividade e a imaginação…

As tágides talvez se tenham cansado dos Portugueses e “deram de frosques” para outras paragens ou então continuam no Tejo, mas muito provavelmente inebriadas pelas mais variadas substâncias estranhas que vão parar ao leito de tal rio, andarão perdidas nas muitas “trips” proporcionadas por tais consumos…

E, já agora, ainda que não seja “devota” de Camões – o meu “Deus” é, e será sempre, Fernando Pessoa – não pode deixar de se assinalar a notável capacidade de imaginação, de criatividade e de escrita de alguém que há 500 anos já seria um portentoso “influenciador”…

Precisa-se urgentemente de criatividade, imaginação e ousadia…

Paula Dias

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Mais de 46 mil professores efetivos querem mudar de escola

Há agrupamentos que vão ver sair mais de 90 docentes. Segundo o representante dos diretores escolares, isso é preocupante, porque “uma saída em massa, se todos a conseguirem, provoca uma grande renovação e não haverá grande estabilidade nessas escolas”.

Mais de 46 mil professores efetivos querem mudar de escola

No concurso interno de professores para o ano letivo de 2024/2025 mais de 46 mil (46.088) docentes concorreram para sair, o que representa um aumento de 37% face ao último concurso, em 2022, cujo número de pedidos de mudança foi de 33.700. Há agrupamentos onde mais de 90 professores querem mudar para outra escola.

No Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado, em Vila Nova de Famalicão, 92 professores do quadro de escola (QE) concorreram para sair. No Agrupamento de Escolas de Vilela, Paredes, são 90. Na lista dos agrupamentos que vão perder mais docentes há 23 escolas com 50 ou mais pedidos de saída. A grande maioria desses agrupamentos situam-se nas zonas Norte e Centro do país e apenas seis na zona Sul. O Diário de Notícias contactou dezenas de docentes para perceber o que os leva a quererem uma mudança e os motivos são variados, sendo o excesso de trabalho a principal causa apontada.

Cristina Mota, porta-voz do movimento Missão Escola Pública,   acredita que o modelo de gestão está por detrás desta realidade. “O ambiente nas escolas causado pela autocracia é angustiante”, afirma. Uma docente a lecionar numa zona de Braga, e que não quis identificar-se para não sofrer represálias, partilha a mesma visão. “Sou QE há 16 anos e concorri para sair. As direções das escolas estão muito incrustadas no posto. Na minha escola é a mesma pessoa há mais de 30 anos e o modelo de gestão é o mesmo há décadas. Foi isso que me motivou a tentar sair”, afirma. A docente acrescenta a retirada de poder de decisão aos professores. “Há 10 ou 12 anos os departamentos tinham voz. A nossa participação na escola agora é mais executar o que outros determinam e é muito desmotivante. Somos uns meros executores e guardadores de crianças. É preciso um abanão no sistema educativo. As pessoas andam a arrastar-se nas escolas. As escolas devem voltar ao seu papel de ensinar”, conclui.

Já Isabel Braga, efetiva na Escola de Colos, em Odemira, há oito anos, está a dar aulas em mobilidade no Cercal do Alentejo e concorreu para tentar ficar efetiva na escola onde está colocada.  “Em Colos estava sobrecarregada e tive todos os sintomas de burnout, tinha turmas de 2.º e 3.º ciclos, quatro disciplinas, era diretora de turma (DT) e pertencia ao conselho geral. Nesses oito anos fui também coordenadora dos exames. Estava esgotada”, conta.

“Tenho de levar trabalho para casa e trabalhar até à uma ou duas da manhã”

O excesso de trabalho também está na origem da vontade de mudança de uma docente que não se quis identificar, porque não sabe se irá conseguir mudar e não quer “ter problemas”. É QE há mais de 20 anos numa escola do Seixal e está desgastada com o “excesso de trabalho burocrático”. Apesar de estar muito próxima da sua residência, a professora de Educação Musical concorreu para mudar de agrupamento. “As minhas 35 horas de trabalho semanal são, na realidade, muito mais de 50, pois, com a quantidade de turmas que tenho, para fazer o que me compete tenho de levar trabalho para casa e trabalhar, todos os dias até à uma ou duas da manhã”, salienta. No início da carreira, recorda, tinha sete ou oito turmas, agora, mesmo com a redução de horário (a partir dos 50 anos), tem nove – caso contrário teria 11. “Já tive 22 turmas nesta escola. O trabalho de conhecer os alunos, de planificar, de adaptar as atividades, é imenso. Quem quer fazer um trabalho honesto não o consegue com este número de alunos. E temos meninos com educação específica integrada, e tudo isto exige tempo e trabalho”, lamenta.

A docente diz sentir estar a trabalhar pro bono e ter chegado ao limite. A somar ao excesso de trabalho está ainda “a falta de respeito dos alunos e dos encarregados de educação [EE].  Este ano foi demais a indisciplina e a falta de respeito dos EE. Como DT, fico desmotivada com as queixas que faço aos EE por causa, por exemplo, dos palavrões ditos dentro da sala de aula sem ver da parte deles qualquer preocupação. A falta de respeito foi a gota de água, assim como a falta de vontade dos alunos em aprender”. E conta que tem alunos que “colocam a cabeça na mesa e se recusam simplesmente a trabalhar.  Este ano com isto tudo entrei numa depressão. Estive até ao fim sem baixa, mas não aguento mais. Ainda na sexta-feira passada meninos da minha DT fecharam uma menina numa sala, sabe-se lá para fazer o quê”, recorda. A professora de Música diz ter chegado a pensar mudar de profissão e confessa-se “completamente desgastada”.  “Estou perto de casa e era uma escola onde pensei que me ia reformar, mas temos uma direção que em tempos tinha sensibilidade para estas questões. De há dois ou três anos para cá mudou. Por exemplo, no ano passado cortaram-nos as horas todas para as atividades, como os clubes de teatro e outros. São estes pequenos momentos de prazer que ajudavam a contrabalançar os mais negativos, e já não os temos.”

“Tratam-nos como se fôssemos guardadores de crianças”

Patrícia Carreira, professora do 1.º ciclo, mas com habilitações também para o 2.º, concorreu para sair da escola porque quer mudar para o 2.º ciclo. Há mais de 20 anos na mesma escola, na Margem Sul, diz ter chegado ao limite. “Sempre gostei muito do que faço e de trabalhar com crianças, mas quero mudar de grupo de recrutamento e tem a ver com as condições de trabalho. Gostei muito até a escola se transformar num depósito de crianças. A atribuição de tarefas que nos dão e que não fazem parte da nossa função, como vigiar recreios e hora de almoço, ou saber se as crianças já foram ao dentista, são esgotantes.” E salienta ainda o facto de não ter direito à redução de horário, à semelhança dos professores dos outros ciclos, e não ter qualquer redução para os cargos que lhe são atribuídos, como a direção de turma. “Nas escolas de 1.º ciclo não há sequer uma secretaria para tratar qualquer assunto burocrático.”

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As mudanças das regras de aposentação (anteriormente tinham direito a aposentar-se mais cedo por terem um horário alargado) e a falta de redução de horário também pesaram na decisão de Patrícia Carreira. “Depois há toda uma falta de respeito pela figura do professor e educador. Tratam-nos como se fôssemos guardadores de crianças e é esperado de nós uma série de obrigações que nada tem a ver com a função de ensinar”, frisando que que “quando falta uma professora, os alunos são distribuídos pelas outras turmas”, chegando a ter mais de 40 crianças numa sala. “As condições de trabalho são cada vez piores. Prolongou-se mais uma vez o calendário escolar, os professores e as crianças estão cansados. Não temos, por exemplo, recursos para os alunos estrangeiros e cai tudo em cima de um só professor. Vou sair da minha escola porque não consigo trabalhar mais. E, como eu, muitos professores com habilitação para o 2.º estão a tentar mudar”, desabafa. Patrícia Carreira diz adorar lecionar no 1.º ciclo mas já não aguentar fazê-lo neste modelo de gestão. “Há 15 ou 20 anos não era assim, agora é um depósito escolar.”

Representante dos diretores acredita que as vagas vão ser preenchidas

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), acredita que “o sistema irá encarregar-se de colocar docentes nas escolas onde os professores querem sair”. Questionado pelo DN sobre os motivos que levaram mais de 46 mil docentes a querer mudar de QE, o responsável acredita ser sobretudo a vontade de se aproximarem da área  de residência. “De uma forma global, podem não estar satisfeitos com aquela comunidade educativa para a qual estão a trabalhar, mas o primeiro critério é sempre ficar mais perto de casa.” Contudo, diz, “numa escola onde muitos querem sair pode haver motivos coletivos”. Já sobre os “danos” para os alunos, admite que “uma saída em massa, se todos conseguirem, leva a uma grande renovação e não haverá grande estabilidade nessas escolas, principalmente no Interior, onde todos os anos o corpo docente é renovado”. Mas, apesar dos números expressivos de professores a concurso para mudança de QE, diz que ficaria “admirado se essas vagas não fossem preenchidas”. “Pode haver QE não ocupados, mas são milhares de professores a concorrer. Somos mais de 100 mil docentes”, explica. O presidente da ANDAEP alerta para outro problema: “Pode dar azo a atestados médicos por parte dos professores.”

Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio e autor do blogue ArLindo (um dos mais lidos no setor da educação), também entende que o principal fator de mudança é a aproximação à área de residência, mas “poderá haver casos onde as pessoas não se estejam a sentir bem ou estejam a ter excesso de trabalho”. O responsável lembra que, quando há concurso interno, “há sempre muita instabilidade nas escolas”, tornando o trabalho dos diretores muito “difícil”. “É difícil para os diretores porque cada escola tem a sua forma de trabalhar e temos de ensinar o funcionamento da escola aos professores que chegam.”

Já do ponto de vista do aluno, defende, “acaba por ser prejudicial, quando há muitas mudanças de docentes, principalmente no 1.º ciclo. É difícil para os mais novos”.

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Hoje, é Capa do DN

Na reportagem tem algumas declarações minhas.

 

 

Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio e autor do blogue ArLindo (um dos mais lidos no setor da educação), também entende que o principal fator de mudança é a aproximação à área de residência, mas “poderá haver casos onde as pessoas não se estejam a sentir bem ou estejam a ter excesso de trabalho”. O responsável lembra que, quando há concurso interno, “há sempre muita instabilidade nas escolas”, tornando o trabalho dos diretores muito “difícil”. “É difícil para os diretores porque cada escola tem a sua forma de trabalhar e temos de ensinar o funcionamento da escola aos professores que chegam.”

Já do ponto de vista do aluno, defende, “acaba por ser prejudicial, quando há muitas mudanças de docentes, principalmente no 1.º ciclo. É difícil para os mais novos”.

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ISTO NÃO PASSA NAS NOTÍCIAS… Carlos Santos

 

Há alturas, locais e pessoas que não se esquecem…
Não há dúvida de que os alunos estão cada vez mais indisciplinados e lidar com os pais vai-se tornando mais difícil a cada ano.

Dominados pelo peso do trabalho, as semanas não passavam, os dias arrastavam-se e, sem aviso, num ápice, somos apanhados pelo inesperado do último dia, da última aula, do derradeiro sorriso, daquele brilho no olhar…
Quantos de nós, na última aula não recebemos cartazes, cartas, desenhos e palavras de gratidão e de afeto dos nossos alunos?
Quantos pais, nas reuniões de entrega das avaliações, ou mesmo, ocasionalmente, na rua, nos endereçaram palavras de gratidão pela influência que fomos para os seus filhos?
Quantos não foram os alunos que nos abraçaram, choraram e nos endereçaram palavras comoventes no último dia de aulas?
Mesmo aqueles alunos de quem menos esperávamos, vimos reações que nos emocionaram. Possivelmente, mesmo quando os repreendíamos, fomos os únicos que lhes prestávamos tenção. No meio de toda a partilha de conhecimento, sem nos darmos conta, transmitimos ensinamentos para a vida e figurámos como modelos de referência para muitos deles e, essencialmente, estivemos presentes.

Mas isto não passa nas notícias, não vende jornais, não aumenta o salário, não abre vagas nas escolas mais perto de casa, não alivia o excesso de trabalho nem repõe muita da injustiça que nos tem sido dirigida, mas define o que realmente somos para quem diariamente está connosco nas nossas aulas. Na verdade, à imprensa, que procura sangue farejando atrás de alguma imprecaução do pedagogo, não lhe interessam estas miudezas insignificantes.

Se calhar sou eu que estou a ficar demasiado mole… se calhar, no meio de tantas lutas, burocracia, ofensas propagadas na comunicação social e a cíclica incompreensão ministerial e popular, acabamos por nos esquecer da importância que representamos na vida dos nossos estudantes e a perceção por parte de alguns pais. Expressões como “agradecido pela paciência, pela partilha de conhecimento, pelos ensinamentos para a vida”, “respeito pelo seu trabalho”, “admiração”, “fez pensar e refletir”, “gratos e honrados pelos professores que teve e por todos os ensinamentos” e tantas outras palavras, fazem-nos acreditar que, apesar de tantos sacrifícios, ainda vale a pena sermos professores.
Mas, escutar as palavras que afloravam da boca dos alunos “vamos ter saudades suas” ou “gostávamos tanto que continuasse a ser nosso professor”, tocam-nos e lembram-nos da enorme responsabilidade e do privilégio ímpar de estarmos a desempenhar a mais importante profissão do mundo; uma profissão que faz mudar vidas; que algures no meio do desempenho das nossas obrigações, nas nossas salas de aula, está a acontecer algo muito especial; que diante nós, diariamente, estão os jovens que irão mudar o mundo, cada um deles uma pessoa especial que irá fazer coisas extraordinárias ao longo da vida (palavras que faço sempre questão de partilhar com eles); mas, acima de tudo, termos a noção de que, mesmo com as nossas falhas, de uma ou de outra forma, todos nós contribuímos para aquilo que mais desejamos – que eles venham a ser felizes.

Mais outra escola que irei deixar ficar para trás, deixando mais pedaços de mim espalhados por todos os que conheci. Carregando na bagagem este misto de bênção e maldição, na hora da despedida, levamos connosco um aperto no peito de saudade de todos os que iremos deixar para trás e a riqueza das experiências que acumulámos e dos laços que criámos, que irão ficar incrustados para sempre na nossa memória.

Parabéns a todos os professores pelo excelente trabalho que realizámos, o qual não é possível ser mensurado em nenhuma grelha Excel, nem cabe em nenhuma quota de avaliação, porque abarca emoções, formação de caráter e o trabalho que realmente conta, que só quem está diariamente nas escolas é que compreende e sabe o que efetivamente significa e a importância que representa na vida das nossas crianças e jovens.

Carlos Santos

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Colocações em Reserva de Recrutamento nos Últimos 15 Anos

O próximo quadro só é possível de apresentar porque ao longo dos últimos 15 anos o Blog tem retirado semanalmente os dados de todas as reservas de recrutamento, o que tem sido um trabalho exausto, mas que serve para uma melhor análise do que tem sido a evolução das colocações de professores através deste mecanismo.

Nem sei se o próprio Ministério da Educação analisa estas dados e se toma decisões políticas em função dos mesmos. Muitas vezes penso que não, porque o número de necessidades que surgem ao longo do ano deveriam ser residuais e ultrapassam sempre o patamar da residualidade.

No período da Troika tivemos números bastante reduzidos, não apenas porque foram cortados recursos, mas também porque nesse período as Reservas de Recrutamento duravam apenas até final do 1.º período.

A partir de 2016/2017 verificamos um aumento das contratações por reserva de recrutamento para números acima das vinte mil por ano, e apesar do elevado número de vinculados a partir dessa data o número destas necessidades não baixou significativamente.

Com exceção deste ano letivo que por força do elevado número de professores em falta, o número de colocados em Reserva de Recrutamento baixou para perto de vinte mil, mas com toda a certeza aumentou exponencialmente o número nas Contratações de Escola (dados que não dispomos, porque teria de ser feito um trabalho diário a retirar os horários em concurso e a nossa paciência dura mais ou menos até final de Dezembro de cada ano).

Para acederem ao quadro em formato pdf clicar aqui ou na imagem do quadro.

 

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A vida sob videovigilância nas escolas

 

A recolha de imagem de docentes, discentes, auxiliares e público em geral dentro de um estabelecimento de ensino deve estar claramente sinalizada.
De igual modo, deve a escola dispor de sinalética a sublinhar o direito de cada um a aceder às suas imagens de acordo com a lei de protecção de dados.
Qual o propósito do uso de videovigilância? Na escola do Luís, uma escola de e para alunos problemáticos, a resposta é óbvia não fossem os problemas de comportamento constantes e o uso de câmaras um garante do bem estar de alunos e adultos em redor.
Apesar da resposta óbvia, não há um sinal indicativo sequer, ao invés sendo o sinal a ameaça diária de colegas e demais auxiliares de denúncia do Luís caso o mesmo aja de determinada forma.
Ora, como ainda ninguém explicou ao Luís o significado de agir de determinada forma mais respectivos exemplos, o Luís não age, só reage, e o medo é constante.
Medo, e nesta altura nada como falar de saúde mental quando a pressão é constante a partir do momento de entrada na escola, cumprimentar como deve ser todos os colegas e alunos, entrar a horas na sala de aula e a todas as horas durante o dia entrar a horas e à hora certa na sala de aula não vá haver uma queixa e há sempre quem esteja de olhos nas câmaras de circuito fechado.
As idas à casa de banho são portanto e por conseguinte devidamente controladas, não vá o Luís demasiadas vezes à casa de banho e de imediato a conduta profissional em causa e a devida reunião com o Coordenador de Departamento.
Talvez por ser este um dos poucos poderes à disposição de quem trabalha na escola do Luís e a bufaria a melhor maneira de passar o tempo.
E o Luís a vítima ideal a dançar ao tom da música e quem a toca é quem verdadeiramente manda.
E o emprego do Luís em causa, sempre em causa, e os colegas já lhe disseram, tal como dizem todos os dias, serem as suas ameaças apenas uma piada só porque o Luís é estrangeiro e o Luís cala e consente por não querer voltar para a sua terra onde para além de terra não há mais nada.
Entretanto, o Luís já deixou de ir à casa de banho e para não ter de ir deixou de comer e beber durante o dia em longos jejuns de praticamente 24 horas e comer só mesmo em casa, longe das câmaras, longe da vigilância, longe da denúncia.
Poder-se-ia dizer estarmos de volta ao tempo da outra senhora e a outra senhora somos nós entre câmaras de videovigilância, alunos de telemóvel em riste e agora e claramente visíveis e audíveis todas as manifestações na rua mais a mensagem clara para quem neste país pretende trabalhar.
E sim, existe o direito individual à objecção de recolha de imagem mas ai de quem objecte e nas outras escolas é igual.
Nas ruas é igual, a caminho de casa é igual, mas compras também, a ida ao cinema, o café ao balcão, à entrada da praia e graças à inteligência artificial agora já temos câmaras com reconhecimento facial e a vida do Luís é um verdadeiro filme e o Luís o cidadão exemplar, o profissional exemplar, o professor exemplar e devidamente bem comportado a começar todas as frases com “desculpe” e a acabar num “obrigado” e o porquê de pedir desculpa para existir.
Subserviência.
Devidamente bem comportado e uma presença regular nas redes sociais dos seus alunos apesar da proibição do uso de telemóveis na sala de aula e o Luís uma estrela do YouTube, TikTok, Instagram, Facebook,
X, WhatsApp, Telegram e a lista continua ao ritmo das novidades e das idades dos petizes.
Não há fim à vista a não ser quando o Luís chega a casa, o seu porto de abrigo, e não fosse o facto de o vizinho da frente ter agora uma daquelas campainhas com câmara e talvez tudo estivesse bem.

 

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O Plano Vai Resultar, Muito Por Culpa de João Costa

O atual Ministro da Educação pretende reduzir até final do 1.º período em 90% o número de alunos sem aulas em comparação com o ano letivo 2023/2024.

Esta vai ser uma meta que poderá vir a ser alcançada, não à custa exclusiva do seu plano, mas à custa das novas regras do concurso que vai fazer deslocar muitos professores da zona norte do país para as zonas mais deficitárias, do sul do país.

A Vinculação Dinâmica, medida do Governo anterior e que na prática só vai ter efeitos em 2024/2025 vai ajudar a reduzir as turmas sem aulas na zona da Grande Lisboa e na zona do Algarve.

Mas quem poderá colher os louros desta redução de turmas sem aulas será Fernando Alexandre à custa de uma decisão do Ministro anterior que não teve acordo com os Sindicatos.

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As reações de professores e diretores ao plano do Governo para a falta de professores

As medidas elogiadas e as medidas “risíveis”, “absurdas” e “desrespeitosas”: as reações de professores e diretores ao plano do Governo para a falta de professores

 

 

Ministro da Educação, Fernando Alexandre, apresentou um conjunto de medidas para fazer face à falta de professores e acabar com alunos sem aulas por períodos longos. Professores, diretores e sindicatos aplaudem algumas das iniciativas do Governo e apresentam fortes reticências a outras

 

Há medidas que merecem aplausos, outras que são “risíveis” e outras em falta. É assim que professores, diretores e sindicatos reagem ao conjunto de medidas apresentado esta sexta-feira pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, para fazer face à falta de professores e acabar com alunos sem aulas por longos períodos de tempo.

“Destacamos algumas medidas positivas, mas verificamos a inexistência de outras que indicámos nos nossos comunicados e no nosso manifesto que seriam muito importantes. Entre elas, verdadeiras ajudas de custo, menor tributação aos incentivos monetários e valorização salarial”, começa por denotar o movimento cívico de professores Missão Escola Pública, em declarações escritas à CNN Portugal.

“A maioria das medidas revela pouco conhecimento do terreno e da realidade que se vive nas escolas, como atesta a tentativa de recrutamento de professores aposentados pagando-lhes pelo menor índice remuneratório da carreira”, resume Cristina Mota, porta-voz do movimento.

O Governo quer recrutar 200 professores aposentados dos grupos de recrutamento deficitários, como Informática, Português ou Matemática. Em troca, propõe o pagamento pelo índice 167. O movimento Missão Escola Pública dá “sinal vermelho” a esta medida que classifica de “risível”: “tentar atrair professores desgastados, desvalorizados, desmotivados, que nem o tempo de serviço viram recuperado e quer pagar-lhes um salário de professor contratado é tão absurdo quanto desrespeitoso”.

Medidas com “sinal verde”

 

Há medidas que o Missão Escola Pública identifica como positivas, como a contratação de 140 técnicos superiores para apoio administrativo aos diretores de turma ou o alargamento dos três meses para um ano do “período da substituição dos docentes cuja junta médica indica incapacidade para exercício de funções todo o ano letivo”.

Outras das medidas que merecem o elogio do movimento são o recrutamento de bolseiros de doutoramento ou o acesso à profissão a docentes e investigadores doutorados, embora duvidem “que haja interessados”.

Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) também considera haver medidas positivas, embora “careçam de regulação”. Uma dessas medidas é o recrutamento diário de docentes, quando até aqui era feito semanalmente. “Acreditamos que essa aceleração limita os problemas na demora das substituições e, a par com a atração dos novos licenciados, será uma das soluções a implementar”, defende Manuel Pereira, que regista também “a forma frontal e responsável como o problema da falta de professores e do número de alunos sem professores, foi apresentado. Sem subterfúgios e sem desculpas”.

“As medidas identificadas são ambiciosas e inovadoras, mesmo que algumas mereçam esclarecimentos adicionais. O plano é pragmático e parte do princípio de que, de imediato, algumas soluções só são possíveis com os recursos existentes. É o caso do incentivo ao prolongamento da atividade letiva para além da possibilidade de aposentação, com estímulo pecuniário”, acrescenta ainda o dirigente escolar.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) considera que “o sucesso das medidas preconizadas terá a ver diretamente com o grau de adesão a quem se destinam: professores aposentados, de carreira, contratados, imigrantes e “aspirantes” à docência”. “A maioria das medidas serão colocadas em prática a curto prazo, existindo uma que terá reflexos a médio e longo prazo: a atribuição de bolsas a alunos que ingressem na licenciatura e mestrado em Ciências da Educação/Ensino”, analisa.

Filinto Lima considera ainda que “a meta apontada é muito ambiciosa (redução em pelo menos 90% do número de alunos sem aulas desde o início do ano letivo em relação a 2023/2024), mas exequível com o esforço de todos”.

“Faltam ali uns +”

 

O secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE) frisa que há medidas “positivas” e outras que o “preocupam”. Aludindo ao nome do programa [Plano + Aulas, + Sucesso], Pedro Barreiros diz que “temos ali + aulas e + sucesso, mas faltam ali uns +: mais condições, mais juventude e mais valorização”.

Pedro Barreiros esperava mais do plano do Governo. “Quando o ministro nos disse que quer fazer uma revisão da carreira e dos índices remuneratórios, pensei que essas medidas já fizessem parte deste plano”, sublinha.

O dirigente sindical diz que as medidas apresentadas esta sexta-feira “deviam ser acompanhadas de medidas de médio e longo prazo”. “É verdade que há uma urgência nacional de resolver este problema de falta de professores. E isto é para resolver no próximo ano letivo. Era importante que apresentasse medidas de médio e longo prazo para daqui a cinco, seis ou sete anos não estejamos a sobreviver à custa de medidas de emergência”, reforça.

“Há jovens que até gostariam de ser professores, mas quando olham para a carreira dizem ‘eu para ali não vou’, muitas vezes até são os pais e os professores a dizerem ‘livra-te!’”, acrescenta, considerando que as duas mil bolsas anuais para estudantes que ingressem em licenciaturas e mestrados de Ciências da Educação ou Ensino não resolvem os problemas no futuro: “É preciso mais investimento na formação de professores e que o Governo faça desde já algo para garantir que, em vez dos 1200 professores, daqui a cinco anos estejamos a formar 3 mil ou 4 mil. Porque este ano vão para a reforma 5 mil docentes”.

Medidas como o recrutamento de professores aposentados podem ter um efeito pernicioso e contribua para o envelhecimento da profissão docente. “Já existem 343 professores com mais de 70 anos a dar aulas. E nós não queremos isso. Tem de se investir é num convívio intergeracional para os mais novos aprenderem com os mais velhos e rejuvenescer o corpo docente. Não queremos os nossos alunos só com avós. Também queremos os nossos alunos com professores de uma geração mais próxima da deles, até para a motivação dos alunos”, destaca.

 

Fenprof critica falta de ambição

 

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) classificou como “pouco ambicioso” o programa apresentado pelo Governo, alegando que a meta de reter e atrair 3.400 docentes para as escolas representa apenas 10% das necessidades.

“Como indicam estudos realizados, até final da década serão necessários mais 34.000 docentes no sistema. O programa que o Governo apresenta não vai além de 10% daquela necessidade”, alertou a federação num comunicado em que faz uma “primeira apreciação” às medidas aprovadas em Conselho de Ministros.

Na reação, a Fenprof considera que se trata de um programa “pouco ambicioso” para dar resposta a um problema “que se tem vindo a agravar e que, no futuro próximo, se tornará ainda mais preocupante”.

Em comunicado, a estrutura sindical assinalou o “reconhecimento pelo Governo” que, em setembro de 2023, mais de 320 mil alunos não tinham os professores todos e que, em 31 de maio, eram mais de 20 mil os alunos que estavam nessa situação.

Em relação às medidas previstas para 2024 e 2025, a Fenprof alegou que algumas colidem com o Estatuto da Carreira Docente, alertando que a sua aprovação está sujeita à negociação coletiva, como as previstas para as horas extraordinárias, cuja aceitação “terá de ser voluntária”.

A federação adiantou ainda que concorda com outras medidas, caso da contratação de técnicos superiores para apoio administrativo às direções de turma, a possibilidade de contratação diária, a partir da Reserva de Recrutamento, e a substituição por um ano de docentes com incapacidade por esse período, devidamente atestada por junta médica.

No que respeita a medidas com impacto quantificado, a Fenprof considerou que não será atraindo aposentados para as escolas que se “dará o inadiável rejuvenescimento da profissão docente, indispensável para assegurar o futuro”.

“É pouco crível que se retenham mil docentes que estão para se aposentar, pagando até 750 euros, quando, depois de se aposentarem, poderão receber até 1.604,90 euros”, adiantou ainda a Fenprof, que salientou também ser “destituído de qualquer laivo de ambição prever recuperar 500 docentes quando abandonaram o sistema, na última década e meia, cerca de 20 mil”.

“O problema da falta de professores só se resolve quando, de uma vez por todas, o Governo decidir tomar medidas de valorização da profissão docente, tornando-a atrativa”, reiterou a Fenprof.

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Diretores ou Diretoras?

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Professores: um plano que não é mais do mesmo

 

Simplificar regras para substituir rapidamente professores de baixa e incentivar com bolsas os jovens que queiram ser professores são boas ideias para uma crise que põe em causa a escola pública.

 

 Professores: um plano que não é mais do mesmo

 

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O Plano para a Educação

Clicar na Imagem para acederem ao Plano para a Educação.

 

Acredito que muitos professores vão fazer contas a isto.

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O Problema: Alunos Sem Aulas

Os próximos dois quadros apresentam o problema: Alunos sem aulas no ano letivo 2023/2024 por grupo de recrutamento e Concelhos.

No caso dos grupos de recrutamento as disciplinas mais críticas são Informática, Português, Geografia e Matemática.

Existem 163 agrupamentos de 51 concelhos com problemas de professores, sendo que 119 estão na área metropolitana de Lisboa.

 

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Apresentação do Plano para a Educação (direto)

 

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O Plano Está Pronto e Prestes a Ser Apresentado

E acredito que irá aliciar monetariamente docentes no ativo com tempo para se aposentarem, irá aliciar monetariamente docentes aposentados que pretendam regressar ao ativo, a contratação deverá ser diária e é muito possível que se reduza a Mobilidade de docentes dos grupos deficitários, também acho que poderão facilitar o reconhecimento de habilitações para imigrantes lecionarem em Portugal.

Deverá andar muito por aí.

 

 

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A RR37 Foi a Última de 2023/2024

A Reserva de Recrutamento 37 com listas dos grupos 100 e 110 foi a última do ano letivo 2023/2024.

Acho que com a imensa falta de professores deixa de fazer qualquer sentido manter uma lista (quase fictícia)  até ao fim do ano letivo, pois a maioria dos docentes colocados nas últimas reservas de recrutamento não aceitam as colocações e atrasam ainda mais o processo de substituição.

Deveria haver um período do ano, talvez em início de janeiro, onde os professores pudessem retirar a sua candidatura, de forma a evitar estas situações.

Fica a deixa.

 

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