Junho 2024 archive

Mobilidade por Doença: negociação termina sem alterações ao regime em vigor

Mobilidade por Doença: negociação termina sem alterações ao regime em vigor

 

 

MECI, afinal, rejeita alterações ao regime de mobilidade por doença, mesmo pontuais, para eliminar alguns dos aspetos mais desumanos. Assiste aqui ao Plenário que se realizou após a reunião com o objetivo de informar os professores interessados do resultado dessa reunião e debater as formas de intervenção dos professores.

Professores estarão em protesto à porta do ministério no dia 9 de julho a partir das 11 horas. Por um regime de mobilidade por doença justo, protetor e não discriminatório. Inscreve-te aqui nos transportes.

A reunião convocada pelo MECI para negociar “alterações cirúrgicas” ao regime de Mobilidade por Doença terminou sem que o governo aceitasse alterar o regime em vigor. José Feliciano Costa, secretário-geral adjunto da FENPROF, explica que o ministro considerou não haver tempo para estudar e analisar as implicações dos ajustes propostos pelas estruturas sindicais à proposta apresentada pelo MECI e, por isso, tudo se manterá na mesma.

 

Plenário sobre a reunião de 28 de junho

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Problemas com calculadoras – Exame de Matemática do 12.º Ano

Deixo aqui este relato que me chegou sobre as calculadoras usadas no dia da prova e o vídeo que também me chegou comprova a situação descrita.

Retirei a identificação da marca da calculadora.

 

Problemas com calculadoras quebra principio da igualdade entre alunos do 12.º ano no exame de matemática A

 

Na passada quarta-feira dia 26 de junho os alunos do 12.º ano de escolaridade que realizaram a prova 635 de Matemática A, ao colocarem as suas máquinas de calcular (de uma determinada marca) em modo de exame viram-se privados do menu de Álgebra (ferramentas polinomiais), enquanto as que tinham o software mais antigo, bem como, máquinas de outras marcas continuaram a funcionar sem problemas.

Tal situação fez com que algumas questões tivessem de ser respondidas manualmente sem a ajuda deste equipamento eletrónico o que fez com que alguns alunos despendessem mais tempos para responder a algumas questões e consequentemente tivessem menos tempo para responder às restantes.

Ora aqui assistimos a uma grave violação do principio da equidade, principio este que os exames tanto prezam defender.

Que fará agora o IAVE e o Mistério de Educação sobre esta falha que pode impactar o futuro dos nossos jovens alunos que precisam das classificações deste exame para o acesso ao ensino superior.

 

João Freitas
Encarregado de educação de um aluno do 12.º ano.

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Mais de 46.000 Professores à procura da “terra prometida”?

Encontram-se a decorrer vários Concursos de Professores, entre os quais o Concurso Interno…

– “No concurso interno de professores para o ano letivo de 2024/2025 mais de 46 mil (46.088) docentes concorreram para sair, o que representa um aumento de 37% face ao último concurso, em 2022, cujo número de pedidos de mudança foi de 33.700. Há agrupamentos onde mais de 90 professores querem mudar para outra escola.” (Jornal Diário de Notícias, em 17 de Junho de 2024)…

O número elevado de oponentes ao Concurso Interno, 46.088 Professores, não pode deixar de suscitar alguma perplexidade, uma vez que esse total corresponderá a cerca de 30.6% da Classe Docente, se considerarmos que o respectivo universo rondará os 150.649 indivíduos (Pordata, dados relativos ao ano de 2022)…

E 30.6% da Classe Docente é um contingente que não poderá ser ignorado, nem escamoteado, nem apoucado…

Não haverá grande dúvida de que essa percentagem representará um número muito significativo de Professores…

Expectavelmente, muitos desses 46.088 Professores terão concorrido na tentativa de se aproximarem da respectiva área de residência, mas muitos outros tê-lo-ão feito, sobretudo, por se sentirem insatisfeitos, injustiçados ou frustrados no actual local de trabalho…

A criação do cargo de Director permitiu que alguns tomassem para si o estatuto de “divindades”, uma espécie de semideuses, dotados da autoridade necessária para poderem exercer tal cargo de forma autoritária e discricionária, se assim o pretenderem…

Plausivelmente, a debandada de mais de 46.000 Professores poderá, em muitos casos, estar intimamente relacionada com essa forma de “executar localmente as medidas de política educativa”, aludindo ao Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril…

Dos 46.088 Professores oponentes ao Concurso Interno, quantos olharão para a liderança da sua escola actual e pensarão algo semelhante a isto:

“Arre, estou farto de Semideuses!

Onde é que há gente no mundo?”

(Poema em Linha Recta, Álvaro de Campos).

Afinal, do que fogem 46.088 Professores?

Afinal, o que procuram 46.088 Professores?

De forma metafórica, podemos, talvez, considerar que uma parte significativa da Classe Docente pretenderá sair do Agrupamento onde se encontra, plausivelmente à procura da “terra prometida”…

De forma metafórica, podemos entender a “terra prometida” como um local de trabalho gerido democraticamente, onde os profissionais de Educação possam expressar sem receio as suas opiniões, onde, enfim, se sintam respeitados e valorizados pelos seus superiores hierárquicos…

Mas aqui poderá colocar-se este problema:

– A “terra prometida” existe mesmo ou não passará de uma efabulação?

Se a “terra prometida” não existir, poderemos ter mais de 46.000 Professores crentes numa quimera, ansiosos por algo impossível de concretizar…

Nesse caso, valerá a aproximação à área de residência:

– Mal por mal, será sempre melhor ficar perto de casa do que longe de casa…

E, já agora, não pode deixar de se referir que o tempo de espera, iminentemente penoso e angustiante, pelo conhecimento dos resultados dos vários Concursos de Professores é, de todo, inaceitável e desumano, ainda para mais num país que, ainda há pouco tempo atrás, por ocasião das Eleições para o Parlamento Europeu, andou a apregoar a sua fantástica capacitação digital e tecnológica…

Ou será que o anterior também não passa de uma quimera?

Que raio de país este, onde a fantasia teima em mascarar e asfixiar a realidade…

Paula Dias

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Mobilidade Estatutária – 2024-2025 (1 a 9 de Julho)

Exmº(ª) Senhor(a)

Diretor(a)/Presidente de CAP

 

Informa-se V. Exa. de que o processo de mobilidade do pessoal docente para o ano escolar de 2024/2025, decorrerá obrigatoriamente através de aplicação informática a disponibilizar no portal da DGAE, de acordo com os prazos indicados.

Salienta-se que os prazos definidos e que agora se divulgam, terão de ser rigorosamente observados sob pena de não poderem ser consideradas propostas de mobilidade estatutária rececionadas de modo diferente do previsto.

Acresce informar V. Exa. de que a submissão da(s) proposta(s) de mobilidade estatutária de docentes, nos termos previstos nos artigos 67.º e 68.º do Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores do Ensino Básico e Secundário, decorrerá de 01 de julho às 18h de 05 de julho, impreterivelmente.

 Pede-se ainda, especial atenção de V. Exa. para o cumprimento dos prazos de validação de dados e emissão de parecer sobre o(s) pedidos de mobilidade estatutária relativos a docentes providos/colocados na unidade orgânica que dirige e que decorrerão de 01 de julho às 18h de 09 de julho, impreterivelmente

Com os melhores cumprimentos,

A Subdiretora-Geral da Administração Escolar

Joana Gião

 

 

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VAMOS INDO… Carlos Santos

Fruto da complexidade da profissão, da crescente sobrecarga de trabalho, de uma vida profissional quase exclusivamente longe da área de residência e de a classe estar demasiado envelhecida, estando todos velhos, cansados e, muitos de nós, doentes, somos uns tristes e uns desgraçados que andamos aqui a comparar misérias (doenças próprias e dos próximos), como se isso resolvesse alguma coisa.

O governo marcou reuniões para falar sobre alterações na mobilidade por doença para, depois, deixar tudo na mesma. Fez das nossas doenças e sacrifícios a lotaria das desgraças, atirando uma boia de salvação para um mar de gente a afogar-se, para ficar de consciência tranquila, mas deixando, uma vez mais, os professores a lutarem entre si por algumas migalhas que irão aparecer nas escolas.

Tanto se fala de inclusão, das leis da proteção no trabalho, mas, na prática, de forma desumana, deixa-se o direito à assistência na doença ao critério da abertura de vagas pelos diretores, como se as doenças e o sofrimento fossem quantificáveis de acordo com os grupos disciplinares ou carências escolares.

Os professores estão cada vez mais cansados, exaustos e em burnout, medicados e dopados para conseguirem ir trabalhar, aumentando a cada ano o número com doenças incapacitantes. No entanto, têm de aguentar, porque são tratados como meros números descartáveis.

Esta atitude do MECI foi reprovável, porque criou expectativas em muitos docentes e respetivas famílias e, no fim, não deu em nada.
Num cenário de crescente falta de professores, podendo aproveitar muitos que poderiam e quereriam trabalhar, mantendo esta fórmula do «concurso/sorteio da doença», continuou a abrir a porta ao aumento de baixas médicas por incapacidade, agravando ainda mais a carência de docentes nas escolas.

E não vale a pena continuarmos a comparar-nos, porque, a bem da verdade, estamos cada vez mais velhos, com menos saúde e a tentar safar-nos o melhor que podemos neste imenso mar de miséria em que nos atiraram, denominado Ensino em Portugal.
Felicidades e força a todos, sobretudo a quem sofre e necessita de MpD, porque, infelizmente, eu sei bem o que isso representa na nossa vida.
Carlos Santos, mais um de entre tantos números

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Falta de consenso adia alterações à mobilidade por doença de professores para setembro

A falta de consenso entre a tutela e sindicatos levou hoje o ministro da Educação a adiar as alterações à mobilidade por doença de professores, com novas negociações a partir de setembro para uma revisão profunda do regime.

Faltas de consenso adia alterações à mobilidade por doença de professores para setembro

 

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100.000 Seguidores no Facebook

O Blog DeAr Lindo atingiu hoje a marca de 99.999 seguidores no Facebook.

Para além destes seguidores, acompanham as notícias do blog mais 7.112 subscritores dos artigos por e-mail.

 

 

Fica o quadro da distribuição por idade e sexo:

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Um Problema a Crescer de Ano Para Ano

Aulas terminaram e cerca de mil alunos nunca tiveram professor a pelo menos uma disciplina

 

As aulas terminam esta sexta-feira para os alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo num ano particularmente difícil. Devido à falta de professores, cerca de mil alunos não tiveram aulas a pelo menos uma disciplina.

Sucessivas baixas e aposentações, desde o início do ano, exigiram da direção do agrupamento de escolas Ferreira de Castro, em Mem Martins uma criteriosa gestão.

 

“Há grupos disciplinares onde não conseguimos contratar qualquer pessoa, inclusive não tendo habilitação profissional, portanto somos obrigados a recorrer a medidas de gestão internas, através da redistribuição das horas dos alunos a professores que já têm horários (…)”, diz António Castelo Branco, diretor do agrupamento de escolas de Ferreira de Castro.

 

Nesta escola, há faltas nas disciplinas de Português, Matemática, mas também Espanhol ou Físico-Química. Um cenário que, no país, afetou quase mil alunos que terminaram o ano sem professor a pelo menos uma disciplina.

 

“Existem muitos pais que recorrem a ensino paralelo, ou seja em centros de estudo, ATL’s, explicações para poderem conseguir colmatar as dificuldades de falta de professores e isso acaba por ser, também, um encargo financeiro acrescido para os pais”, conta Isabel Afonso da associação de pais do agrupamento de escolas de Ferreira de Castro.

 

O Governo apresentou já as 15 medidas de emergência para evitar que, como este ano, 325 mil alunos iniciem as aulas com falta de professores. No plano constam também mais horas extraordinárias contratações aceleradas e substituições por mais tempo.

 

“Estamos mesmo empenhados em mostrar que podemos fazer diferente e que o próximo ano letivo tem de começar de uma forma muito diferente daquilo que aconteceu nos últimos anos”, explica Fernando Alexandre, ministro da Educação.

 

Já com os olhos postos no próximo arranque letivo, as aulas que já tinham terminado para a maioria dos anos chegam agora ao fim para os alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo.

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Listas… de Bolseiros

Lista de docentes com concessão autorizada de Equiparação a Bolseiro – Ano Escolar 2024/2025

 

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A DGAE Também Prepara um Simulador de RTS

Depois do Blog ter apresentado o seu simulador da RTS, neste formato e layout:

O SPZN recentemente apresentou também um Simulador idêntico, curiosamente com as mesmas perguntas do nosso simulador:

 

Veremos o que vai sair do Simulador da DGAE que está em fase de testes.

Lembro que a nossa primeira versão foi publicada em 27/05/2024, já há mais de um mês.

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Adiada para setembro negociação da mobilidade por doença

Adiada para setembro negociação da mobilidade por doença

 

Josefa Lopes, Vice Secretária-Geral da FNE fez o comentário de balanço da reunião de negociação da FNE com o MECI relativa à Mobilidade por Doença.

 

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Pergunto-me onde andará o sentimento de Liberdade

O programa Linha da Frente na RTP,, desta semana,  abordou a falta de professores nas escolas portuguesas. No final apareceu uma mensagem que me deixa preocupado todas as vezes que vejo algo de semelhante.

Afinal, muito se fala de Liberdade, mas por cós a sentem e o medo ainda anda por aí.

As escolas e as suas práticas não são vingativas, são a mais pura expressão de Liberdade. Se assim não são, deviam ser.

Isto entristece-me, mas dá-me alento para continuar a lutar por um país onde estas mensagens sejam uma recordação longínqua.

 

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Notificação da decisão da reclamação

Este é o último passo que antecede a publicação das listas de colocações.
Se eventualmente o MECI quisesse, poderia lançar as listas amanhã, conforme previ.

 

Notificação da decisão da reclamação

 

Encontra-se disponível para consulta a notificação da reclamação – Concurso 2024/2025.

SIGRHE

Nota informativa – Notificação da decisão da reclamação – Concurso 2024/2025

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Ministro da Educação pede desculpa às famílias por falhas nas matrículas

 

Fernando Alexandre reconhece que o processo “está a causar transtorno” e este, diz, “é o tipo de ineficiências, de perturbações que nós não queremos que existam e esperamos que se resolvam rapidamente”.

Ministro da Educação pede desculpa às famílias por falhas nas matrículas

O ministro da Educação pediu desculpa às famílias, esta quinta-feira, depois de falhas terem levado a que muitos pais ficassem sem conseguir aceder à plataforma de matrículas do 6.º. 9.º e 11.º anos.

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PISA – Literacia financeira dos alunos portugueses caiu

Literacia financeira dos alunos portugueses caiu em linha com os outros domínios avaliados pelo PISA

  • Os alunos portugueses obtiveram um desempenho em literacia financeira de 494 pontos, em linha com a média dos países da OCDE.
  • Face a 2018, o desempenho dos alunos portugueses em literacia financeira diminuiu 11 pontos, uma queda superior à verificada na média dos países da OCDE que participaram no módulo de literacia financeira nos ciclos de 2018 e 2022.
  • Os alunos portugueses têm um contacto menos frequente com atividades e tarefas de literacia financeira na escola do que na média dos países da OCDE.
(…)
RESULTADOS DE 2022
Os alunos portugueses têm um desempenho em literacia financeira de 494 pontos, estatisticamente em linha com a média dos 14 países da OCDE que participaram neste domínio (498 pontos). Portugal encontra-se em 9.º lugar no ranking dos 20 países/economias participantes e, no conjunto dos 11 países da União Europeia, é o sétimo país com desempenho mais elevado (Comunidade Flamenga da Bélgica 527 pontos; Dinamarca 521; Países Baixos 517; Chéquia 507, Áustria 506, Polónia 506).
84,5% dos alunos portugueses atingem o nível básico de literacia financeira (82,1% na OCDE). Os restantes 15,5% são considerados “low-performers”, conseguindo, na melhor das hipóteses, reconhecer a diferença entre necessidades e desejos, tomar decisões simples sobre os gastos diários e reconhecer a finalidade dos documentos financeiros diários, como uma fatura. No oposto, 6,6% têm um nível de proficiência elevado (“top performers”) (10,6% na OCDE), conseguindo aplicar uma ampla variedade de termos e conceitos financeiros, analisar produtos financeiros complexos e resolver problemas financeiros não rotineiros, que provavelmente só virão a ter relevância na sua vida adulta.
Em 2022, as diferenças no desempenho dos alunos portugueses por sexo, por estatuto imigrante e por estatuto socioeconómico acompanham o padrão da média da OCDE. Os rapazes têm melhor desempenho em literacia financeira do que as raparigas (diferença de 8 pontos em Portugal e 5 na OCDE), os alunos imigrantes pontuaram abaixo dos alunos não imigrantes (diferença de 26 pontos em Portugal e 31 na OCDE) e os alunos de contextos socioeconómicos favorecidos têm melhor desempenho do que os de contextos desfavorecidos (diferença de 74 pontos em Portugal e 87 na OCDE). Tal como o desempenho dos alunos nos domínios principais avaliados no PISA 2022 – matemática, leitura e ciências –, o estatuto socioeconómico dos alunos é um forte preditor do desempenho em literacia financeira.
Os alunos portugueses de 15 anos estão ao nível da média da OCDE no que diz respeito a práticas financeiras responsáveis: 91% dos alunos afirmam verificar o troco que recebem e 93% poupam dinheiro em casa, pelo menos uma vez por ano. Em relação à utilização de produtos financeiros, a percentagem de alunos portugueses com conta bancária diminuiu de 2018 para 2022 (45% vs. 38%), mas, em 2022, mais alunos portugueses afirmaram ter um cartão de débito (27%). Estes valores estão substancialmente abaixo da média dos países da OCDE, onde 63% dos alunos têm conta bancária e 62% têm cartão de débito. Em comparação com a média dos países da OCDE, os alunos portugueses realizam atividades financeiras digitais com menos frequência e sentem-se menos confiantes na utilização de serviços financeiros digitais.

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Aceitação e Recurso hierárquico

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso Externo Extraordinário de vinculação de docentes às EPERP 2023/2024, das 10:00h do dia 27 de junho até às 23:59h de Portugal continental do dia 28 de junho de 2024.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 27 de junho até às 18:00h de Portugal continental do dia 3 de julho de 2024.

SIGRHE

 

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Prazo de renovação de matrículas prolongado até 5 de julho

 

O prazo para a renovação de matrículas do 6.º ao 9.º anos e 11.º foi prolongado até 5 de julho, anunciou esta quarta-feira o Ministério da Educação.

 

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Listas Definitivas

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão e desistidos do Concurso Externo Extraordinário de vinculação de docentes às EPERP 2023/2024.

Listas

Nota informativa – Publicitação das listas definitivas do  Concurso Externo Extraordinário de vinculação de docentes às EPERP 2023/2024

 

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Nota Informativa da Organização do Ano Letivo 2024/2025

Por este andar ainda vamos ficar a saber que se vão manter as provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º ano, para não mudar nada.

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Integração do 1.º e 2.º Ciclos deverá avançar até 2028

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Esclarecimentos sobre a negociação da “nova” MPD – FNE

 

A FNE esteve presente esta manhã no Centro de Caparide para uma reunião com o MECI sobre a matéria da Mobilidade por Doença.

Manuel Teodósio, Vice Secretário-Geral da FNE, fez o balanço deste encontro.

No seguimento do acordo celebrado entre FNE e MECI sobre a recuperação do tempo de serviço, foi-nos referido estar em fase de testes o simulador e que está para breve a aprovação do decreto-lei em Conselho de Ministros.


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Processo da MPD começa amanhã

Segundo informações prestadas pela FNE, a plataforma para a MPD abre amanhã.

Os docentes poderão fazer o download do relatório médico para os seus médicos os preencherem.

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Já temos data para a saída das Listas Definitivas

 

Segundo as informações obtidas pelos sindicatos, em reunião com o MECI, as Listas definitivas de colocação serão publicadas até 15 de julho.

Só depois da saída das Listas definitivas abrirá a plataforma para pedidos de MPD.

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O Portal das Matrículas continua em baixo, isto vai dar problemas…

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A RTS ainda vai dar lucro ao estado de 242,7 milhões de euros

Rui Baleiras, coordenador da UTAO, garante que fica mais barato para o Estado deixar sair para a reforma os professores que querem fazê-lo ao atingir a idade legal, e substituí-los por novos, do que manter no sistema educativo até aos 70 anos os atuais docentes do quadro

“Causa aflição” que se apliquem medidas salariais no setor público sem instrumentos para avaliar “os seus custos e eficácia”

Temos de distinguir o que é o impacto bruto e o impacto líquido. O bruto resulta do acréscimo na remuneração base dos docentes e nas contribuições do Ministério da Educação para a proteção social desses docentes. E aí, segundo as nossas contas, varia entre 41 milhões de euros em 2024 e os 469 milhões de euros em 2028, ano cruzeiro. Em termos líquidos, isto é, descontando as receitas que vão ocorrer por conta do IRS, por conta das contribuições dos trabalhadores e do empregador público para a Caixa Geral de Aposentações ou Segurança Social, e ainda por conta das contribuições dos trabalhadores beneficiários da ADSE [sistema de saúde dos funcionários públicos], o impacto é menos de metade: 18 milhões em 2024 e 202 milhões em 2028.

Os esclarecimentos do gabinete do ministro da Educação são bem-vindos e a sua necessidade justificou-se por as previsões de impacto orçamental da UTAO diferirem das elaboradas pela equipa técnica do Ministério. A UTAO fez o seu trabalho sem conhecer o estudo do Ministério e vice-versa. Foi uma boa prática. Não restam dúvidas sobre a independência do relatório da UTAO face aos legítimos interesses políticos do Governo.

De acordo com a melhor informação que tenho neste momento, não conhecemos nenhum outro trabalho que tenha sido feito com o nível de profundidade deste. Usámos microdados, usámos dados individuais sobre cada um dos 108 mil docentes que existem na carreira.
A explicação ministerial para a diferença nas previsões dos dois estudos faz sentido. O próprio relatório da UTAO já antecipava que seria natural existirem diferenças nas conclusões numéricas das duas entidades. O comunicado indica que a diferença nos impactos quantificados resulta, nomeadamente, de hipótese diferente sobre a idade de saída da carreira para a aposentação. Tem lógica. O modelo da UTAO assumiu que cada docente se reforma ao atingir a idade legal para aposentação sem penalizações. Pelo que afirma o comunicado do Governo, o seu estudo assume que a aposentação só acontece aos 70 anos.

O que redunda num maior encargo global com pessoal docente do que no estudo da UTAO. Poderá haver outras diferenças metodológicas, não sei. Teria de ler o estudo, em particular, a descrição do modelo, da base de dados e das hipóteses embutidas no mesmo para descobrir outras causas eventuais para a diferença de resultados. Seja como for, julgo que o sentido qualitativo a extrair do relatório da UTAO é análogo ao que transparece do comunicado do gabinete do ministro.

Estudámos a possibilidade de os docentes que saírem para a reforma serem substituídos por profissionais novos, contratados para o 1.º escalão da carreira. Fizemos as contas com base na atribuição do crédito de tempo acordada entre Governo e sindicatos. Assumimos então que, por cada saída para a aposentação, entra para o quadro, na 1.º posição remuneratória, um novo docente, de tal modo que o quadro de pessoal terá sempre o mesmo número de profissionais ao serviço entre 2024 e 2027.

E o que é que acontece?

Somando os resultados para estes quatro anos, prevemos que haverá a renovação de 17.470 docentes (num quadro sempre com 108.289 docentes). As 17.470 saídas libertarão 527,8 milhões de euros de despesa líquida e as 17.470 entradas para o 1.º escalão aumentarão a despesa líquida em 285 milhões de euros. Em conclusão, a manutenção do número de docentes no sistema fará reduzir a massa salarial, líquida de receita para o setor público, em 242,7 milhões de euros.
Fica mais barato para o Estado deixar sair para a reforma quem quiser fazê-lo ao atingir a idade legal mínima para o efeito, e substituir quem se reforma por docentes novos, do que manter no sistema educativo até aos 70 anos os atuais docentes do quadro. A razão é a diferença entre o salário auferido no ano da reforma e o salário de entrada na carreira. Poderá até acontecer que com esta troca haja menos ausências por doença e horários com mais horas por docente. Julgo saber que, a partir de determinada idade, os docentes têm direito a uma redução no número semanal de horas letivas.

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Governo não vai alterar despacho que define a organização do ano letivo

O Governo decidiu manter as orientações do executivo anterior que definem a organização do ano letivo. O ministério da Educação diz que quer assim transmitir mais estabilidade às escolas e espera um ano tranquilo depois de ter chegado a acordo com o professores.

Governo não vai alterar despacho que define a organização do ano letivo

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Plano de recuperação de aprendizagens prometido para julho

Diretores desesperam por novo despacho de organização do ano letivo (OAL) mas ministério revela que não vai fazer “alterações estruturais”.

Plano de recuperação de aprendizagens prometido para julho

O novo plano de recuperação das aprendizagens vai ser apresentado em julho, revelou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). Com o fim das aulas do 1.º ciclo e do Pré-escolar e da primeira fase de exames do Secundário no final desta semana, os diretores querem começar a planear o próximo ano letivo e aguardam pela publicação do despacho de Organização do Ano Letivo (OAL). No entanto, o diploma não vai sofrer “alterações estruturais”, assumiu a tutela em resposta enviada ao JN.

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O Costume

Portal das Matrículas com constrangimentos devido a “elevado número de acessos”

 

No sábado, abriu o prazo para as matrículas nos 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos, para o ano letivo 2024/2025, e há encarregados de educação que ainda não conseguiram realizar a inscrição.

 

O Portal das Matrículas está com constrangimentos devido ao “elevado número de acessos” desde sábado, quando abriram as inscrições dos 6.º ao 9.º e 11.º anos, estando em curso otimizações do site, segundo o Ministério da Educação.

“Estão a ser registados alguns constrangimentos devido à carga causada no sistema pelo elevado número de acessos”, confirmou esta segunda-feira o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em resposta à agência Lusa.

No sábado, abriu o prazo para as matrículas nos 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos, para o ano letivo 2024/2025, e há encarregados de educação que ainda não conseguiram realizar a inscrição.

Recordando que o prazo termina na sexta-feira, o Ministério adiantou que os problemas verificados no ‘site’ estão a ser tratados e que “o Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE), que gere o Portal das Matrículas, está a efetuar algumas otimizações, tendo em vista resolver os constrangimentos verificados”.

De acordo com o calendário de matrículas para o próximo ano letivo, depois dos 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos, o prazo para a realização de matrículas para os 2.º, 3.º, 4.º, 5.º anos vai decorrer entre 06 e 10 de julho.

De 15 a 20 de julho, poderão ser feitas as matrículas para os 10.º e 12.º anos.

 

 

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Foi lançado concurso Público para fornecimento de equipamentos para a criação de Laboratórios de Educação Digital (LED) nos estabelecimentos do 2.º e 3.º ciclos

Parece que desta vez é que vai ser… Valor do preço base do procedimento: 3.317.679,32 EUR

01/CPI/SGEC/2024 Concurso Público Fornecimento de equipamentos para a criação de Laboratórios de Educação Digital (LED) nos estabelecimentos do 2.º e 3.º ciclos dos ensinos básico e secundário da rede pública Secretaria-Geral da Educação e Ciência A receber propostas  

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Preparação do Próximo Ano Letivo Está Muito Atrasada

Notícia do DN, na edição em papel, com algumas das minhas preocupações para o arranque do próximo ano letivo.

Será atualizada a notícia para quando for publicada on-line no site do DN.

 

Preparação do próximo ano letivo está “muito atrasada”

 

Diretores escolares alertam para a necessidade da disponibilização de informação essencial às escolas. Não são ainda conhecidos os moldes do novo Plano de Recuperação de Aprendizagens, tal como o resultado do concurso de professores.

 

Todos os anos há orientações para o próximo ano letivo em junho. O último despacho da organização do ano letivo data de 2018 e têm sido dadas orientações pelos ministros anteriores. Agora não há informações nenhumas sobre o próximo ano letivo. Não sabemos se vai haver ou não alterações.” O alerta é de Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio e autor do blogue ArLindo (dedicado à educação).

O responsável entende que “a preparação do novo ano letivo está muito atrasada”. Falta,  segundo o diretor escolar, o esclarecimento sobre o novo Plano de Recuperação de Aprendizagens, entre outras informações. Recorde-se que o governo fez saber, em fevereiro, que iria implementar um novo plano de recuperação de aprendizagens, denominado A+A – Aprender mais agora. A intenção é dar mais autonomia a agrupamentos e escolas públicas, bem como reforçar recursos para apoiar alunos, capacitar docentes na implementação de tutorias e reforçar os créditos horários. Contudo, os diretores ainda não sabem os termos do novo plano. “É preciso saber se, por exemplo, haverá continuidade de programas como o Plano Nacional de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário, que conta com psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos. À data, ainda não sabem se  irão ou não  continuar em funções”, adianta Arlindo Ferreira.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), acredita na continuidade dos programas em vigor. “Os programas que contam com técnicos especializados não me passa pela cabeça que possam não se manter. Devem continuar nas escolas e é preciso que isto seja confirmado”, afirma, pedindo, por isso, que esse passo seja dado “rapidamente”, para os diretores prepararem “o ano letivo”.

Entre as preocupações dos diretores está também o resultado do concurso dos professores. “É ano de grande concurso e as escolas estão à espera de novos professores. Os corpos docentes vão ser renovados. O resultado do concurso é muito importante, pois vai haver grandes alterações”, explica o responsável da ANDAEP, lembrando que “os diretores preparam o próximo ano com base nos professores e têm  de  saber com o que contam no mais curto espaço de tempo”. Arlindo Ferreira é da mesma opinião e acrescenta que, apesar do resultado sair “nesta altura do ano, desta vez deveria saber-se mais cedo, porque vai haver grandes mudanças. Ninguém sabe com que professores pode contar no próximo ano”, até porque há muitos que vão mudar de escola, salienta. Assim, explica, “passam a ser as direções a decidir o próximo ano sem envolver os professores e significa também que, durante o mês de agosto, os diretores terão de trabalhar muito para conseguir preparar tudo”.

Decisão sobre as provas de aferição ainda não é conhecida

 

O Programa do Governo entregue na Assembleia da República em março dava conta de mudanças na avaliação externa, com novas provas de aferição nos 4.º e 6.º anos a Português, Matemática e a uma terceira disciplina rotativa a cada três anos, em substituição das provas de aferição atualmente em vigor. Essa intenção de alterações ainda não saiu do papel e os diretores escolares querem esclarecimentos o mais rápido possível, pois a decisão terá implicações na organização do próximo ano letivo. “Há muitas decisões que as escolas tomam tendo em conta as provas. Se mudarem para o 4.º e 6.º ano, a planificação terá de ser diferente”, explica Arlindo Ferreira.

As preocupações sobre as provas também incluem os resultados das que já foram realizadas, não havendo ainda previsão da sua divulgação. Recorde-se que os resultados das provas de 2022-2023, responsabilidade do governo de António Costa, só foram conhecidos em dezembro de 2023, uma situação que os diretores escolares não querem que se repita. “O ideal seria que os resultados das provas de aferição saíssem nos próximos dias. Se saírem em julho, ainda dá tempo para preparar estratégias para os alunos. O que peço é que saia nas próximas semanas, antes da pausa do mês de agosto. E, se não saírem, que seja no início de setembro, antes do arranque do ano escolar”, vinca Filinto Lima.

Mobilidade por doença

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou, há dois anos, o diploma do governo que estabeleceu o regime de mobilidade de docentes por motivo de doença, mas alertou para a necessidade de ser  “ulteriormente avaliado”. E é isso que pretendem os diretores escolares, para quem a Lei da Mobilidade por Doença (MPD) é injusta para os docentes que dela necessitam. O Ministério da Educação tem agendada para amanhã uma primeira reunião de negociação com os sindicatos.

“O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma, mas disse que daí a dois anos a lei teria de ser avaliada. E é isso que queremos. Houve muitos docentes prejudicados. São professores gravemente doentes, com doenças como cancro, e que ficaram longe das suas casas. Isto tem de ser visto rapidamente”, pede Filinto Lima. Arlindo Ferreira também mostra preocupação e avança que um atraso no concurso de MPD interfere com questões burocráticas obrigatórias. “Até abrir o concurso, fica tarde para os professores pedirem a documentação, que envolve atestados médicos e de residência”, esclarece.

Calendário escolar não satisfaz diretores escolares

 

A consulta pública da proposta de calendário escolar (para os próximos quatro anos letivos) já terminou, mas o calendário definitivo ainda não foi divulgado. E a “grande crítica” de  Filinto Lima é a proposta de término para o 1.º ciclo. “Não está explicado porque é que o pré-escolar e o 1.º ciclo, mais uma vez, vão ter mais duas semanas de aulas que os outros ciclos, não se sabe por que razão isso acontece. Os diretores e os pais não entendem e a crítica que faço é a falta de clarificação. Isto precisa de ser clarificado. A pergunta é: porquê?”

Apesar de todas as preocupações de Filinto Lima, o presidente acredita que o próximo ano letivo começará “com um clima de paz e tranquilidade”. “Terminamos este ano com mais estabilidade e paz. O acordo que foi feito para a recuperação do tempo de serviço acalmou os professores e foi muito positivo. E, nessa perspetiva, acredito que vamos dar um arranque do novo ano letivo tranquilo, com paz e estabilidade”, conclui o presidente da ANDAEP.

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Falta despacho da organização do ano letivo

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Uma Homenagem a Todos os Assistentes Técnicos

Não tenho por hábito retratar situações pessoais da minha organização, mas hoje sinto esse dever e essa vontade.

Acordei hoje, após a noite longa de S. João com a triste notícia do falecimento do Coordenador Técnico do “meu” agrupamento, por morte súbita, durante o sono, com 51 anos.

É triste saber que alguém pujante, alegre, imensamente dedicado e com tantas outras qualidade possa da noite para o dia deixar de estar fisicamente presente.

Dói muito, dó muito a todos os que trabalhavam com o Xaneca no dia a dia.

Hoje fechei os serviços administrativos! não perguntei se os podia fechar, pois mas não haveria ninguém com capacidade para pensar noutra coisa que não questionar o porquê de tal ter acontecido. Eu também fechei-me a perguntar também o Porquê?

Ficam ainda muitos portáteis avariados presos nas suas mãos para ser dada uma solução, mails por responder ou à espera de resposta que nunca vão ser lidos, a coordenação dos serviços administrativos para começar agora a receber os manuais escolares e os portáteis. E as matrículas… e os mails para os Pais… e tanta, mas tanta coisa em falta.

Faltou um abraço de despedida, um até já ou um até amanhã.

Dizem que ninguém é insubstituível, mas não acredito nestas teorias.

O Assistente Técnico Artur Alexandre, mais conhecido como Xaneca, vai fazer muita falta. Vai fazer muita falta à nossa organização e a toda a sua família.

É nas suas qualidades que sempre desempenhou como Assistente Técnico e como Coordenador Técnico que deixo a minha sentida homenagem a todos quanto desempenham com elevada mestria as funções técnicas dentro de uma escola.

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Pais fecham escola a cadeado em protesto contra violência de aluno e acusam mãe de agredir professora e funcionária

Família está a ser acompanhada pela CPCJ e que o menino também está a ser seguido devido ao comportamento desviante

Pais fecham escola a cadeado em protesto contra violência de aluno e acusam mãe de agredir professora e funcionária

Encarregados de educação fecharam a cadeado a entrada da Escola Básica de Vila Chã de Sá, em Viseu, devido ao alegado comportamento agressivo de um aluno.

Ao que o CM apurou junto de alguns familiares dos estudantes, o menino, que frequenta o segundo ano, provocou vários desacatos desde que chegou à escola e, na sexta-feira, quando a mãe foi chamada para uma reunião, terá iniciado uma discussão e agredido uma professora e uma funcionária.

“A minha filha assistiu a tudo. É uma coisa que não devia acontecer. Nem eles, nem nós devíamos assistir a isto. O respeito tem que existir. A educação parte de casa”, disse a mãe de uma aluna da mesma turma do rapaz. 

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O mal-estar escolar e a mobilidade como fuga

Haverá sempre muitas razões para mudar de escola. No entanto, basta estarmos atentos, e ouvirmos as estórias à nossa volta, para percebermos do mal-estar escolar que alastra como mancha.

O mal-estar escolar e a mobilidade como fuga

Em homenagem a Santana Castilho e à sua dedicação à educação e a perspetiva fortemente crítica e humanista de tantas das suas crónicas.

O ‘mal-estar dos professores’, assim como ‘mal-estar dos estudantes’ são temas recorrentes de há muito tempo. A educação é um daqueles sectores de instituições compactas em que estão face a face grandemente duas equipas: neste caso, a dos professores e a dos alunos. Muitas vezes a política de educação vai alternando entre a culpa de uns e a desculpa de outros, mas raramente centra a sua atenção nas instituições na sua complexidade: ou seja, nas comunidades escolares, na cultura e clima organizacionais da escola e no tipo de liderança.  Ora, muitos dos actuais problemas do sector são complexos e implicam essa análise reticular.
Em Portugal, no presente, o professor vive num paradoxo, uma vida desalinhada: se, por um lado, é alguém a quem é solicitado quase tudo em sala de aula e em relação a alguns alunos (pai/mãe; tutor; educador; assistente social; psicólogo; etc.); fora da sala de aula e da relação com alguns alunos, a vida é demasiadas vezes por demais despojada, pela míngua de tanto e por viverem tanto entre paragens. A alma cheia já não compensa a vida tantas vezes envergonhada. Mas para cúmulo, muitas vezes na sua escola, onde deveria ser acarinhado, é tratado como um mero funcionário e é, até, por vezes, o elo mais fraco da instituição escolar. Portanto, “se estás mal muda-te!”, como se costuma dizer, e há mesmo directores que fazem tudo para que determinados professores se mudem. E é isso mesmo que podemos constatar nos concursos internos.

O concurso interno 2024/25 em curso para todos os professores do ensino não superior e cujos resultados sairão no final deste mês de junho, se por um lado apresenta um número bastante acrescido de vagas, o que é muito positivo, possibilitando a muitos professores aproximação à residência, pode também dar-nos alguns indícios, tal como outros anteriores,  acerca deste mal-estar escolar e de uma mobilidade como fuga. Há, segundo julgo entender, dois grandes universos neste concurso. Por um lado, temos os docentes que sendo efetivos numa determinada escola e estando colocados noutras escolas (ao abrigo de justificações várias), procuram nestes concursos ficar efetivos numa escola mais perto da sua residência. No entanto, há todo um outro universo de docentes que concorrem por pretenderem sair da escola, mas que não seria de esperar que o fizessem, quer porque a) pretendem sair da escola em que estão efetivos há muitos anos; b) estão já perto da idade de reforma e, ainda assim, pretendem sair; c) pretendem sair para uma escola mais distante da sua residência ou d) pretendem sair …para a escola ao lado. Portanto, aqui temos uma oportunidade para associações de professores, a confederação das associações de pais, os sindicados, o conselho nacional de educação, a tutela e todos os que considerem que a educação é central, contribuírem em função de um estudo sociológico que se impõe. Desde logo podemos fazer um ranking das escolas em que mais professores concorrem para sair. Claro que tal ranking não nos dirá o suficiente do mal-estar escolar. Tornar-se-á necessário ouvir os professores para saber das razões certas. Daí teremos facilmente não só uma fotografia do que está mal nas escolas mas também indicar-nos-á, especificamente, algumas escolas que corporizam de forma mais clara esse modelo do mal-estar escolar.

Só para se ter uma ideia, neste concurso do total de 46.089 candidatos, 16.972 (36,82%) são professores efetivos do quadro de escola. Destes, 58,34% têm entre 50 e 60 anos e 17,48% têm 60 ou mais anos! Ou seja, temos muitos professores efetivos (porventura demasiados) a concorrer para mudar de escola a menos de 10 anos da reforma.*

Haverá sempre muitas razões para mudar de escola. No entanto, basta estarmos atentos, e ouvirmos as estórias à nossa volta, para percebermos do mal-estar escolar que alastra como mancha. Vejamos alguns exemplos que se repetem.

Há escolas que tinham ‘clubes’ que desapareceram. Resultado do empenho e de um compromisso vocacional com a educação de professores específicos estes ‘clubes’, que possibilitaram experiências educativas fundamentais na vida dos jovens, desapareceram em alguns casos devido ao ambiente escolar criado, ao tipo de gestão, à inflexibilidade, ao não possibilitar horas para tal actividade… .

Um outro exemplo: professores vocacionados para dar aulas apenas ao Ensino Básico (do 7.º ao 9.º) ou, ao invés, que têm a sua maior motivação em dar aulas ao Secundário (10.º a 12.º) e que (às vezes sabe-se lá porquê!) são obrigados a dar aulas também no outro grau. Não entendendo a razão, os professores sentem-se mal tratados, perdem a motivação e colocam em causa o seu compromisso profissional.

Um outro aspecto é o da distribuição de turmas e horários que se esperam em cada ano com uma ansiedade em que as expectativas tanto pedagógica e profissional (acompanhamento das turmas de um para outro ano) quanto de conciliação entre vida profissional e familiar (que se sentem sempre em risco) se vêm tantas vezes goradas em função de decisões que não são entendidas como racionais.
Outra estória recorrente é a de professores que dedicaram décadas da sua vida (com prejuízos para a vida pessoal e familiar) a uma escola e que se reformam sem uma palavra dos directores, sem um agradecimento, nada! Funcionários descartáveis no final de contas! E que para os demais professores servem, claro, como pré-avisos e estórias morais, colocando em conflito o seu compromisso profissional vocacional em face da realidade institucional e, especificamente, da gestão dos agrupamentos. O que se evidencia é a operarialização dos professores em agrupamentos-fábrica.

Quantos professores querem sair das escolas onde estão? Quais as razões pelas quais não saem? Quantos professores só não saem para não claudicarem perante um óbvio abuso de poder dos directores? E quantos não saem por questões de proximidade à residência e tal ser fundamental por necessidade de apoio familiar, seja a pais, filhos ou netos? Quantos professores não concorrem com medo de represálias, caso não sejam colocados e lá continuem? E quantos professores, apesar de tudo, concorrem para sair e a que custos? Quantos concorrem a mudança de escola já perto da reforma? Quantos concorrem a mudança de escola até para mais longe da sua residência de família? Quantos concorrem para leccionar em graus de ensino que não são os seus preferidos? Em suma quanta mobilidade em fuga se esconde nestes concursos internos de professores?

Mas não se trata só dos professores, mas também dos funcionários administrativos! Quantos sentem o peso do mal-estar escolar? Quanto já tentaram sair: de uma escola para outra ou mesmo para outros sectores da administração? Quantos receberam o não da direcção em relação a esse desejo de mobilidade?

Em suma, quantos profissionais estão presos numa escola e como tal aprisionamento tem efeito sobre as suas vidas, as vidas dos demais colegas de trabalho, sobre a comunidade escolar como um todo. Que educação podemos ter se os professores vivem um ambiente educativo que sentem como de abuso de poder e violência? Que educação podemos ter enquanto ensino para a liberdade? E, neste texto, abordamos o caso dos professores do Ensino não Superior porque no caso do Ensino Superior a mobilidade nem sequer é possível, praticamente.

E como é que as lideranças escolares são avaliadas em função de todos estes aspectos? Cada indivíduo é as suas circunstâncias, ou seja, a relação (abusiva ou não) que se estabelece entre a direcção de uma escola e um determinado professor-funcionário ou funcionário administrativo é muitas vezes até desconhecida para os colegas (pelos menos em todas as suas facetas). Assim, como não há uma auditoria às razões de mobilidade docente e à centralidade da gestão escolar em tais processos, a má gestão de recursos humanos e das escolas enquanto comunidades humanas não é avaliada e, portanto, todos os abusos absurdos não entram na avaliação externa das escolas. Não só esta falta de escrutínio é uma cumplicidade com a violência porque a permite e permite a sua reprodução e a sua impunidade, mas também, devido a tal falta de escrutínio e ao desconhecimento das boas e más práticas de gestão de forma clara, as mais das vezes os professores efectuam uma mobilidade às cegas: “Se calhar vou para uma escola pior, mas estou tão farta disto!”

Cada um de nós enquanto indivíduo tem a oportunidade ao longo da vida de estar do lado da violência ou da sua recusa. Mas este deve também ser um desígnio central de várias instituições responsáveis e, claro, de toda a política e, especificamente, da política educativa.

Paulo Castro Seixas

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O Algoritmo – Paulo Guinote

Há cerca de uma semana a UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) produziu, finalmente, o seu estudo sobre a recuperação do tempo de serviço docente, sete meses depois de ter sido pedido pelo grupo parlamentar do PSD.

 

O algoritmo

 

São mais de 100 páginas que dão uma sensação de complexidade e solidez, apresentando diversos cenários, apoiados em descrições metodológicas e quadros mais ou menos extensos. Haverá quem, perante isso, receie desbravar o que está escrito e é apresentado como facto fundamentado, preferindo replicar o que alguma comunicação social decidiu colocar em destaque.

Claro que o mais imediato foi escrever ou dizer que “em velocidade de cruzeiro”, a partir de 2028, o custo (bruto) da recuperação seria de 469 milhões de euros, tendo os mais atentos acrescentado que o valor líquido seria de 202 milhões. Só que essa formulação, nascida do conteúdo do próprio relatório, transmite uma ideia errada do valor em causa, pois esse é o valor total acumulado para o período de 2024-2028, e não o valor anual a partir de 2028. Na página 71 do relatório, no ponto 212, lê-se que a “aplicação da modulação da medida neste cenário 3 implicará a subida da despesa bruta (líquida) com pessoal no ano cruzeiro de 2028 em 469 milhões€ (202 milhões€) face à ausência de medida”, mas o valor refere-se à despesa total e não à despesa no ano de 2028.

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116 milhões para a Educação em Coimbra

A “Carta Educativa de Coimbra -2.ª Geração”, documento estratégico para o setor que entra em debate esta quarta-feira, prevê investimentos que ascendem a 116 milhões de euros, em manutenção, reabilitação e construção de novos estabelecimentos da rede pública, do pré-escolar ao secundário. Inclui também, embora num prazo que se estende a 2030, a “refuncionalização” da Jaime Cortesão para Escola das Artes e a reabilitação da José Falcão.

Nova Carta Educativa prevê investimento de 116 milhões

Volvidos 16 anos da primeira, a segunda carta educativa de Coimbra vai ser debatida pelo Conselho Municipal de Educação num contexto totalmente diferente, já sem, por exemplo, contratos de associação com o ensino particular e cooperativo, mas com responsabilidades acrescidas para o Município, que com a transferência de competências da administração central ganha força na definição da estratégia local, tendo a autarquia assumido na totalidade a reorganização da rede escolar local, naturalmente articulada com a política educativa nacional. Desde já definiu, numa lógica de proximidade, manter todas as escolas do concelho em funcionamento.
Com “alta ou muito alta prioridade” (1.ª fase da reorganização) surge a criação de duas novas escolas de ensino pré-escolar e 1.º ciclo, na Portela e Quinta das Nogueiras, cada qual com previsão de oito milhões de euros de investimento. Ao contrário do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário, com excedente de oferta, o pré-escolar e 1.º ciclo apresentam défice de salas, em particular no setor urbano, estando também previstas a ampliação da escolas básicas de Santa Apolónia e de Eiras.

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Já podiam estar reformadas, mas aos 70 anos continuam a dar aulas. “Vir para a escola é a minha alegria”

O Governo quer atrair para as escolas professores já reformados ou em idade de reforma. É uma das medidas anunciadas para ajudar, de imediato, a fazer face à escassez de professores em vários grupos disciplinares e muitas regiões do país. Mas já há quem permaneça nas escolas, mesmo que o bilhete de identidade lhes diga que já deviam estar reformados. Eduarda e Elisabete estão a poucos meses de fazer 70 anos e é na escola que são felizes.

Já podiam estar reformadas, mas aos 70 anos continuam a dar aulas. “Vir para a escola é a minha alegria”

 

 Manuela Micael

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O IGEFE já está a preparar a RTS

“Em aditamento ao email anteriormente enviado, e agradecendo desde já o feedback dado por algumas escolas, há necessidade de acrescentar mais alguns pontos a verificar e incluir umas notas com esclarecimentos aos pontos solicitados anteriormente:

 

  • Data de início de funções docentes (1º dia de aulas no caso dos docentes); 
  • Data de início de ingresso na carreira (data em que o docente entrou no quadro);
  • Data de entrada no escalão atual;
  • Data de entrada na unidade orgânica atual;
  • Habilitações académicas atualizadas incluindo a data de conclusão;
  • Número de dias de tempo de serviço prestado (Verificar se no registo biográfico eletrónico se o Tempo de serviço está devidamente registado e individualizado por anos).

Nota: É obrigatório que o tempo de serviço seja individualizado por ano escolar a partir de 1/09/2004, sendo que o tempo de serviço anterior a essa data pode ser acumulado

  • Grupo de recrutamento;
  • Número de horas de formação obrigatória no escalão atual e data do cumprimento;
  • Observação de aula; (sim/não)
  • Avaliação do desempenho no escalão anterior (Escalão/Data/ Menção)

Nota: Devem preencher o escalão anterior, a data de conclusão do processo avaliativo e a menção. Preenchimento obrigatório quando a menção for Muito Bom ou Excelente

  • Avaliação do desempenho no escalão atual (Data/ Menção)

Nota: Caso o docente tenha sido avaliado no escalão atual, devem preencher a data de conclusão do processo avaliativo e a menção obtida.

 

Estes campos constam nas aplicações informáticas de pessoal, pelo que poderão solicitar ao fornecedor de software apoio, caso existam dúvidas.

 

Esclareço ainda que são as escolas que processam os vencimentos dos docentes que devem ter estes dados atualizados nas respetivas aplicações informáticas.

 

Mais uma vez, muito obrigada pela vossa colaboração”

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Uma inutilidade será sempre uma inutilidade…

 

Uma inutilidade será sempre uma inutilidade, uma xaropada será sempre uma xaropada…

Pelos dados disponíveis, o Projecto MAIA tem-se revelado como uma inutilidade, uma xaropada, um fiasco, um devaneio, uma alucinação, ainda que alguns Partidos Políticos, em particular o Partido Socialista e o Partido Comunista Português, se esforcem por manter e perpetuar tal insensatez…

No passado dia 21 de Junho, na Assembleia da República, o Partido Socialista e o Partido Comunista Português votaram contra todas as iniciativas que propunham a suspensão do Projecto MAIA…

Já o PSD, pela sua abstenção, “lavou as mãos como Pôncio Pilatos” e deixou passar a manutenção de uma inutilidade, de uma xaropada, de um fiasco, de um devaneio, de uma alucinação…

O Projecto MAIA, que em vez de simplificar a avaliação dos alunos a transformou numa imensurável trapalhada,fundamenta-se em pressupostos teóricos inconcretizáveis, ignora as condições humanas e materiais existentes na maioria das escolas e não apresenta benefícios perceptíveis em termos práticos, tratando-se, portanto, de algo absolutamente inútil, ineficaz e imprestável…

E tivemos, assim, mais uma demonstração de que a actual Democracia se esforça por manter e oficializar a existência de projectos inúteis, ineficazes e imprestáveis, em parte significativa das escolas portuguesas…

E tivemos, assim, mais uma demonstração de que a actual Democracia não ouve quem trabalha diariamente em contexto escolar, nem se interessa por resolver os problemas aí identificados, entre eles a sobrecarga de burocracia suscitada pela adesão ao Projecto MAIA…

Mas a adesão ao Projecto MAIA, teoricamente voluntária, também poderá ser travada pelas próprias escolas, cabendo aos respectivos Conselhos Pedagógicos essa decisão…

Afinal, a quem servirá o Projecto MAIA?

Aos Alunos não servirá certamente, por tudo o que se conhece acerca da implementação desse Projecto em muitas das escolas aderentes…

Os Critérios de Avaliação por Domínios, essa admirável “inovação educacional” concebida pelo Projecto MAIA, traduz-se, quase sempre, em cada escola, pela complexidade e pela abundância de documentos, muitas vezes indecifráveis para os Alunos, a quem, paradoxalmente, se destinam…

Muitas vezes, dezenas e dezenas de páginas, algumas delas impossíveis de decifrar e de descodificar, tantos são os Domínios, Subdomínios, Temas, Ponderações, Instrumentos de Avaliação, Instrumentos de Registo, Descritores por Níveis de Desempenho em cada Domínio, Tabelas para Operacionalização dos Critérios de Avaliação em cada Domínio, Áreas de Competências, Menções Qualitativas e Quantitativas, etc, etc, etc…

Se não serve aos Alunos, que teoricamente deveriam ser os principais destinatários das pretensas e propagandeadas vantagens de tal Projecto, serve a quem?

Em termos teóricos, o Projecto MAIA deveria ter como principais beneficiários os Alunos, conforme apregoado em todos os documentos produzidos pelos respectivos criadores, mas, na prática, torna-se muito difícil reconhecer que esse projecto de avaliação pedagógica tenha gerado benefícios reais para aqueles a quem se destina…

Assim sendo, que qualidades terão sido reconhecidas a esse projecto pelos Partidos Políticos que impediram a respectiva revogação?

Com franqueza, torna-se muito difícil acreditar que os Alunos possam ser a maior preocupação de tais Partidos Políticos, a não ser que se conceba que é possível afirmar uma coisa, mas em simultâneo defender o seu contrário…

Nesta questão em particular, a credibilidade de quem não permitiu a revogação do Projecto MAIA cai por terra, com grande estrondo…

E depois ainda se mostram muito perplexos face à instalação de um certo populismo radical, que tudo fará para recriar o conceito de Democracia e que sabe muito bem como aproveitar as incongruências alheias, no sentido de cooptar simpatias…

Paula Dias

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Pelo The Wall Street Journal

Referi a dificuldade em termos professores pelo elevado custo da habitação e pelos baixos salários dos professores.

Não vá alguém nos Estados Unidos achar que Portugal é um paraíso em tudo.

 

Europe Has a New Economic Engine: American Tourists

 

 

Reportagem completa aqui 

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