Boa Iniciativa

Iniciativa Liberal propõe regresso de provas de aferição no quarto e sexto ano letivo

 

Iniciativa Liberal defende que o ensino é estruturado com base em ciclos escolares, que determinam a organização dos programas, mas também os currículos e metas.

A Iniciativa Liberal propôs, esta terça-feira, que as provas de aferição voltem a ser no quarto e sexto anos, correspondendo ao final de cada ciclo escolar, considerando que o atual modelo “não permite uma avaliação concreta das aprendizagens”.

Num projeto de lei que foi, esta terça-feira, entregue no parlamento, a Iniciativa Liberal (IL) salienta que o ensino é estruturado com base em ciclos escolares, que determinam a organização dos programas, mas também os currículos e metas, “pelo que a avaliação deverá seguir o mesmo critério”.

“A IL considera que as provas de aferição nos 4.º e 6.º anos se devem realizar em concordância com a prova de final de ciclo do ensino básico no 9.º ano, ou seja, devem ser realizadas no final de cada ciclo de estudos”, lê-se.

Para o partido, o atual modelo – introduzido pelo Governo do PS, e que prevê a realização de provas de aferição no final do 2.º, 5.º e 8.º ano letivo – “não permite uma avaliação concreta das aprendizagens no final de cada ciclo”, nem que haja uma “análise da execução e da gestão do currículo das escolas”.

“Ademais, perdeu-se o nível de comparabilidade ao longo dos anos na avaliação e definição do perfil de desempenho de cada aluno e na identificação das carências em cada ciclo de estudo”, refere o partido.

A IL defende ainda que a “existência de avaliação formativa no final do ciclo permite igualmente o exercício de maior autonomia pedagógica pelas escolas ao longo de cada ciclo, pelo que tem vantagens adicionais como elemento regulador e de equilíbrio face a uma maior autonomia”.

O partido propõe assim uma alteração ao decreto-lei nº. 55/2018 para que passe a estipular que as provas de aferição “realizam-se no final do 4.º e 6.º ano de escolaridade, podendo as classificações obtidas ser utilizadas para ponderar a classificação final, de acordo com a opção da escola ou agrupamento de escolas”.

A par deste diploma, a IL entregou também um projeto de resolução em que insta a Direção-Geral da Saúde (DGS) “a tornar os seus processos decisórios sobre vacinas mais transparentes”.

Nessa iniciativa, o partido refere que a DGS é “a entidade responsável por avalizar e conduzir o processo decisório sob estritos critérios técnico-clínicos”, mas ressalva que “nem sempre estes processos são do conhecimento público, permanecendo dúvidas sobre os critérios e o racional do processo decisório”.

“Importa, assim, garantir que a tomada de decisão é devidamente consubstanciada e tornada pública”, refere o partido, que acrescenta que, “numa era em que ganham força movimentos antivacinas, consubstanciados em teorias de conspiração e à revelia de melhor evidência empírica, a disponibilização de toda a informação científica que suporta o processo decisório reveste-se de especial importância”.

A IL recomenda assim ao Governo que “se pronuncie sobre futuras alterações ao Programa Nacional de Vacinação, nomeadamente a introdução de novas vacinas direcionadas à população adulta” e “tome diligências no sentido de assegurar mais transparência e eficiência nos processos de decisão da DGS”.

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15 comentários

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    • Fernando Tavares on 19 de Junho de 2024 at 15:43
    • Responder

    Concordo!

      • ECCT on 19 de Junho de 2024 at 23:19
      • Responder

      Idem

    • Padre Marx on 19 de Junho de 2024 at 16:21
    • Responder

    “ realizam-se no final do 4.º e 6.º ano de escolaridade, podendo as classificações obtidas ser utilizadas para ponderar a classificação final, de acordo com a opção da escola ou agrupamento de escolas”.

    Claro que vindo dos Imbecis neoLiberais tinha de ter asneira lá no meio

  1. Mas será possível que não há ninguém com CORAGEM política para acabar com tamanha estupidez como essas Provas de Aferição, tenham elas lugar em que ano seja…!?

    • Rodrigo Alberto on 19 de Junho de 2024 at 17:56
    • Responder

    acabar com a treta e o embuste dos cursos profissionais é a reforma das reformas!!!

      • Pedro Silva on 19 de Junho de 2024 at 18:49
      • Responder

      Concordo. Ou pelo menos acabar com eles nas escolas secundárias. Estes cursos deveriam funcionar apenas em escolas profissionais.

        • Lferr on 19 de Junho de 2024 at 22:40
        • Responder

        Isso obrigaria ao encerramento de algumas secundárias.
        E provocaria a dispensa de uns 8000 professores.

          • Mainada on 19 de Junho de 2024 at 23:55

          Exatamente. O problema não está nos cursos profissionais, que costumam ser frutíferos nas áreas técnicas, mas no facto de os professores estarem desautorizados ao ponto de tudo ser permitido aos aluninhos e respetivas famílias. Confesso que, nos anos em que os lecionei, deparei com situações tais que praticamente desisti de ensinar – o ensino não vale um AVC. Se houvesse disciplina e responsabilidade (à força, sim, porque não?), não haveria nada de errado com os Profissionais.

  2. Mais outra palermice: parece que andam todos à procura de “fazer diferente” , e, sobretudo, de “fazerem a diferença”. Sem êxito, contudo!,.,

    • Liliana Almeida on 20 de Junho de 2024 at 8:57
    • Responder

    Completamente… quando ainda por cima está mais que visto que as provas, nada têm a haver com os alunos, mas no meu entender é só mais um forma de controlar os professores…. o que ensinam, como ensinam, querem tapar o sol com a peneira e dizer que é para testarem o conhecimento dos alunos…é só dinheiro e tempo gasto….

    • Helena Pinto on 20 de Junho de 2024 at 9:36
    • Responder

    O que eu continuo a achar espantoso é o facto de ninguém parecer importa-se com o transtorno e desorganização que está a decorrer este ano: faltamos a aulas para realizar e vigiar provas de aferição, ao mesmo tempo que decorrem reuniões de avaliação, exames…e correção de provas!!!
    Estamos todos insanos?
    As provas de aferição são uma perda de tempo útil, e na verdade não aferem nada. Há alunos que deixam as provas em branco!
    Querem ver o ensino melhorar? Coloquem provas finais nos finais de ciclo!
    E organizem o ano de modo a não perturbar aulas,boicotadas com serviço que deve ser realizado APÓS finalizar o ano!
    Há falta de recursos humanos? Terminem as aulas no início de junho para todos os anos, e assim, talvez, haja docentes para o serviço necessário…

    • ZeProf on 20 de Junho de 2024 at 12:19
    • Responder

    Provas de aferição servem para quê mesmo? A aferição não é feita pelos alunos, professores e encarregados de educação durante o(s) ano(s) letivo(s)?

    • Maria Estafada on 20 de Junho de 2024 at 19:32
    • Responder

    Nada de novo!
    FORA AS PROVAS DE AFERIÇÃO!
    Não servem para nada e só dão trabalho e chatice!

      • Gardner on 21 de Junho de 2024 at 6:30
      • Responder

      E despesa pública paga com os nossos impostos!

    • atevi on 21 de Junho de 2024 at 18:18
    • Responder

    Estou fartinha dessa Provas de Aferição! Para isso já há dinheiro, mas para os professores, é o que sabemos ou para melhorar a rede internet nas escolas e outras logísticas, por exemplo.
    Exames nacionais no final de cada ciclo e ponto! Já chega de tratar os professores como escravos!

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