Abril 2023 archive

Vigília pela Educação – 31 de março de 2023, Braga

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OS CONTRATADOS E TODOS OS QUE CONCORREM DEVIAM APELAR A MARCELO

 

Marcelo ainda pode resolver os problemas dos concursos e mudar este jogo de cartas marcadas

No momento em que escrevo, creio que o Presidente ainda não promulgou a lei dos concursos.

Em Portugal, nenhuma lei é lei sem a concordância do Presidente, seja um decreto-lei, vindo da competência legislativa do governo, seja uma Lei em sentido estrito, vinda do Parlamento.

Perante uma decisao legislativa a precisar da sua promulgação, Marcelo pode promulgar e autoriza a que passe a lei, vetar e devolve a quem a fez ou suscitar a fiscalização preventiva da constitucionalidade ao Tribunal constitucional.

A lei dos concursos julgo que ainda está nesta fase.

Se Marcelo acha que estar de bem com o Governo é mais importante que estar de bem com o povo, promulga e destrói a vida de milhares de famílias.

Se Marcelo põe os atos onde põe as palavras e acha que haver acordo com os professores era importante (como disse) e que o Governo abusa ao impor sem acordo contra uma vontade, tão sonoramente manifestada, veta com fundamento na necessidade de o Governo realmente negociar.

E até pode, mas ele é o constitucionalista, suscitar inconstitucionalidades. Por exemplo, nas quotas para pessoas com incapacidade cuja inexistência prática por impossibilidade matemática é inconstitucional por omissão.

E o argumento do governo de que há pressa em fazer os concursos é uma falácia.

Já vamos todos gramar com eles em Agosto e, por isso, tanto faz mais cedo ou mais tarde.

O argumento da pressa é como o dos burlões que querem decisões rápidas para melhor enganar.

Marcelo pode resolver isto tudo e ser uma força política de transformação deste processo.

Ou pode prosseguir o seu mandato numa apagada e vil tristeza.

Luís Sottomaior Braga

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Medidas Excecionais e Temporárias Relativamente à Avaliação

Decreto-Lei n.º 22/2023, de 3 de abril

 

SUMÁRIO: Estabelece, para o ano letivo de 2022-2023, medidas excecionais e temporárias relativamente à avaliação, aprovação de disciplinas, conclusão dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário e acesso ao ensino superior

 

Artigo 4.º

Avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário no ano letivo de 2022 -2023

1 — No ano letivo de 2022 -2023, para efeitos de avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário dos alunos previstos no artigo anterior, incluindo disciplinas em que haja lugar à realização de exames finais nacionais, é apenas considerada a avaliação interna.
2 — Os alunos realizam exames finais nacionais apenas nas disciplinas que elejam como provas de ingresso no ensino superior, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
3 — É ainda permitida a realização de exames finais nacionais para efeitos de melhoria da classificação obtida em prova de ingresso já realizada e/ou da classificação final da disciplina, apenas para efeitos de acesso ao ensino superior.
4 — Os alunos autopropostos, incluindo os que se encontram no regime de ensino individual ou de ensino doméstico, realizam provas de equivalência à frequência, as quais são substituídas por exames finais nacionais nas disciplinas em que haja essa oferta.
5 — Nos casos em que se encontre prevista a realização de exames finais nacionais apenas para apuramento da classificação final do curso para efeitos de prosseguimento de estudos no ensino superior, os alunos ficam dispensados da sua realização.
6 — A realização de exames finais nacionais para melhoria da classificação final da disciplina, apenas para efeitos de acesso ao ensino superior, é objeto de regulamentação no Regulamento de Provas e Exames.

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Aviso para os Que Aguardam ser Colocados em Contratação de Escola

Só a partir do dia 14 de abril é que as escolas vão conseguir selecionar os candidatos.

 

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Resultados do Inquérito Sobre As Medidas a Implementar Em Prol Da Valorização Da Carreira Docente

Como seria de esperar, a recuperação dos 6A6M23D é a prioridade principal dos docentes nas suas exigências, seguindo-se a eliminação das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões.

 

Resultados Da Apreciação Sobre As Medidas a Implementar Em Prol Da Valorização Da Carreira Docente

 

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Histórico do 1.º de Abril no Blog

Ao longo de mais de 10 anos os leitores do Blog sabem que no dia 1 de Abril é sempre feito um artigo que não sendo verdade procura que o seja, Pelo histórico dos dias 1 de abril pude agora constatar que alguns dos artigos que eram pura fantasia, com o tempo tornaram-se reais. Sei que alguns criaram alguma histeria (nomeadamente no artigo de 2016, que levou muitos professores a questionarem-me onde estava a declaração de oposição ao concurso).

A mentira de 2014, já supera a realidade e agora nem são precisos os 3 contratos anuais para a vinculação.

Cada um destes artigos do dia 1 de abril fazem parte da nossa fantasia em que a comunicação social lançava no telejornal da noite a mentira que procurava que passasse despercebida. Apenas no dia seguinte era dada a informação de que mentira tinha sido anunciada ao pais no único serviço noticioso de Portugal.

A sociedade tem mudado e a triagem para o que é verdadeiro ou falso muitas vezes leva-nos à duvida, porque, ou não somos capazes de fazer uma triagem das notícias ou puramente somos levados pelos títulos das notícias, conforme nos interessa esse título.

E quem leva a mal estas notícias de 1.º de Abril espero que ponha um lembrete para no dia 1 de abril de 2024 não vir aqui, pois, enquanto a minha boa disposição o permitir irei continuar a fazer o habitual artigo de 1.º de Abril.

 

2023 – Governo Anuncia a Contabilização dos 6A6M23D

2022 – A Municipalização Foi Adiada 

2021 – Confirma-se a Saída do Ministro da Educação

2020 – Ministro Tiago Brandão Rodrigues Lança Canal no Youtube

2018 – Última Hora – Governo Recua e Dá os 9 Anos, 4 Meses e 2 Dias aos Professores

2017 – Anulado o Concurso da Vinculação Extraordinária

2016 – Declaração de Oposição ao Concurso

2015 – O MEC Irá Anunciar Hoje a Eliminação do Concurso de Professores

2014 – Nuno Crato Vai Vincular Todos os Docentes com 3 Contratos Anuais

2013 – Informações Relevantes

2012 – Concursos – Informações Importantes

2011 – Concurso 2011/2012

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Mais Vagas para Professores… (100, Mais precisamente)

1108 licenciaturas, mais vagas para professores e cursos com mínima de 18 valores: o acesso ao superior em números

 

Mais cursos, mais vagas e mais cedo. De norte a sul do país, as possibilidades de escolha por parte de quem conclui o ensino secundário e quer seguir para o superior são muitas. Eis um retrato do concurso para 2023/2024 e do ano letivo anterior

1108 licenciaturas e mestrados integrados abrem vagas em 2023/24

Direito na Universidade de Lisboa é o que abre mais lugares: 445; segue-se Direito na Universidade de Coimbra com 338

No total, existem 54.036 em disputa no concurso nacional de acesso, a que se juntam mais 697 nos concursos locais (feitos em cada escola superior, maioritariamente em cursos artísticos)

1541 é o número de vagas em Medicina no ensino público. São mais 7 do que no ano passado, graças a um aumento de duas no Minho e de cinco em Coimbra

Os cursos que visam a formação em competências digitais totalizam 9127, um aumento de 2% face ao ano passado

No concurso do ano passado, em 27 cursos foi preciso ter 18 ou mais valores de média de candidatura para se conseguir entrar

18,9 valores foi a nota mínima de entrada mais alta em 2022/2023. Aconteceu no curso de Medicina do ICBAS da Universidade do Porto. Seguiram-se Engenharia Aeroespacial (18,85) no Técnico de Lisboa e Engenharia Física Tecnológica na mesma faculdade (18,78)

42 cursos considerados de “excelência” puderam aumentar vagas este ano, por terem deixado no ano passado de fora, por falta de lugar, candidatos em 1ª opção com média superior a 17 valores. Nem todos aumentaram a oferta para o próximo ano, mas há mais 82 vagas nestas licenciaturas e mestrados integrados mais concorridos

Existem mais 100 vagas – um aumento de 12% – nos cursos de Educação Básica, necessários para a formação de professores do 1º ao 6º ano

A Universidade de Lisboa, com 7424 vagas, é a maior do país. A maior parte das instituições aumenta a sua capacidade, mas há exceções como os politécnicos de Bragança, Viana do Castelo e Castelo Branco ou ainda a Universidade dos Açores.

27 de agosto é a data em que serão conhecidas as colocações da 1ª fase do concurso nacional de acesso. As candidaturas decorrem entre 24 de julho e 7 de agosto

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Ensino superior com recorde de vagas, mas cursos mais concorridos quase não crescem

Haverá 54.036 lugares nas instituições de ensino públicas no próximo ano lectivo. Governo antevê aumento de mais de 150 vagas em Medicina em resultado das novas regras de acesso.

Ensino superior com recorde de vagas, mas cursos mais concorridos quase não crescem

 

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Ontem foi Dia das Mentiras…

Ontem foi Dia das Mentiras…

 

Perante uma notícia falsa, publicada pelo Arlindo Ferreira, em jeito de brincadeira, alusiva ao Dia das Mentiras, dando conta de que o Governo tinha anunciado a contabilização dos 6A 6M 23D, eis que se extremaram opiniões:

– Alguns sorriram e interpretaram a notícia com sentido de humor, apesar de lastimarem que não fosse verdadeira;

– Outros consideraram-na como uma brincadeira de mau gosto e sentiram-se ofendidos pela mesma…

Confesso que quando li a notícia, pela primeira vez, não a relacionei com o Dia das Mentiras e, portanto, não percebi a brincadeira nessa altura… E o meu pensamento instantâneo foi este: Não acredito nisto!

Em minha defesa, devo dizer que, neste momento, acuso “um supremíssimo cansaço, íssimo, íssimo, íssimo, cansaço” (Álvaro de Campos) e que isso talvez tenha perturbado o meu discernimento, mas, contra mim, também tenho a referir que tendo a identificar-me com este tipo de pessoas:

Quem ri por último é porque não percebeu a piada…

Sim, é verdade. Isso passa-se comigo muitas vezes, como poderiam confirmar aqueles que me são mais próximos… Aliás, esse facto é tão evidente e frequente que chega a ser, em si mesmo, uma espécie de anedota caseira e familiar…

Passando essa observação marginal e voltando à parte mais séria do problema:

– O roubo do tempo de serviço dos Professores foi perpetrado por um Governo de António Costa…

– As consequências desse vitupério são inquestionavelmente penalizadoras para todos os Professores…

– Todos os Professores têm o inalienável direito de se sentirem usurpados e frustrados com tamanha injustiça e com a discriminação negativa de que têm sido alvo, em particular pelos Governos de António Costa…

– Percebe-se que existe muita frustração e muita raiva recalcadas e reprimidas, a precisar de serem libertadas…

– Os sentimentos negativos suscitados pelo referido roubo são absolutamente compreensíveis, mas transferi-los para outros que não sejam, ou tenham sido, membros do Governo de António Costa, não parece lógico, nem legítimo…

– Ainda que os sentimentos possam nem sempre ter lógica, convirá, talvez, não enveredar pela táctica dos “tiros nos próprios pés”, evitando eleger “bodes expiatórios”, como forma de aliviar tensões e frustrações…

– Se existe raiva e frustração, deveriam as mesmas dirigir-se a quem praticou a injustiça, em vez de, subliminarmente, se atribuírem culpas alheias a alguém que, na verdade, não praticou qualquer “delito”…

É sempre mais fácil, e tentador, fustigar os pares do que enfrentar e contrariar a Tutela…

No passado isso foi muito evidente e teve consequências desastrosas ao nível da união da Classe Docente e todos se lembrarão da expressão “saco de gatos”, muitas vezes utilizada para, metaforicamente, caracterizar o ambiente corporativo que se vivia entre os Professores…

Quem quererá reviver e recriar essa condição?

Ontem foi Dia das Mentiras, mas hoje já não é…

(Paula Dias)

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Os Professores Têm o Sonho de Mudar o Mundo!

EU TIVE UM SONHO

OS PROFESSORES TÊM UM SONHO

 

Os Professores Têm o Sonho de Mudar o Mundo. A sensibilidade/poesia do saber e do pensar. Temos o toque da sabedoria estudada/experimentada!

                    

        Os Professores têm o sonho e a esperança de mudar pessoas e vidas

Os Professores têm o sonho de formar melhor cada pessoa humana

Os Professores têm o sonho da axiologia e dos valores humanistas

Os Professores têm o sonho das calmarias dos prados verdejantes

Os Professores têm o sonho do sol brilhando nos campos humanos floridos

Os Professores têm o sonho do espelho de água do oceano ao entardecer

Os Professores têm o sonho da Felicidade do sorriso de uma criança

Os Professores têm o sonho de mão com mão a dar a(s) mão(s)

Ao Professores têm o sonho de luz de missão pelo Outro

Os Professores têm o sonho de um sorriso em cada lágrima

Os Professores têm o sonho de quem Ama com o Coração

Os Professores têm o sonho da Luta pelo Bem

Os Professores têm o sonho de ensinar a Dignidade e o Respeito

Os Professores têm o sonho que Ama o Juízo e a Justiça que procuramos

Os Professores têm o sonho da Verdade que nega a mentira

Os Professores têm o sonho da compreensão e da Razão

Os Professores têm o sonho da utopia humana porque  Cremos

Os Professores têm o sonho de Tocar cada Gota do oceano humano

Os Professores têm o sonho de  Mudar cada gotícula da chuva  humana

Os Professores têm o sonho de com os Alunos montar o Arco-Íris

Os Professores têm o sonho de parar de chorar sorrindo

Os Professores têm o sonho de ter o Coração sem raízes de amargura

Os Professores têm o sonho de voar no Céu azul radiante olhando a borboleta

Os Professores têm o sonho de deixar de ter Medo do futuro

Os Professores têm o sonho de um ME que Nos Mime e Ame

Os Professores têm o sonho de Ser Filhos da Tutela

Os Professores têm o sonho de derrubar paredes e construir pontes

Os Professores têm o sonho do Fim do castigo da inocência

Os Professores têm o sonho da Negociação e Não ilusão e desilusão

Os Professores têm o sonho do Fim da Tempestade feita Bonança

Os Professores têm o sonho da chegada a Bom Porto e amarar

Os Professores têm o sonho de Amando Ser Amados Sentidamente

Os Professores têm o sonho da perdição das Quimeras do ME

Os Professores têm o sonho de transformar a tristeza em Felicidade

Os Professores têm o sonho da Pedra Filosofal que comanda a Vida

Os Professores têm o sonho de abraçar políticas e dar o aperto de mão

Os Professores têm o sonho de Olhar Olhos nos Olhos sem mágoa(s)

Os Professores têm o sonho de Ser Valorizados e reconhecidos

Os Professores têm o sonho de Ver e Saber ter valido a pena

Os Professores têm o sonho da Alma e Chama que nos Une

Os Professores têm o sonho do Diálogo e do FIM do pesadelo maldito

Os Professores têm o sonho de Viver e Trabalhar em Paz

Os Professores têm o sonho de Filhos de boa gente que se Sente

Os Professores  têm o sonho de Acordar o Governo e o Ministério/Ministro

Os Professores têm o sonho da Qualidade da Escola Pública

Os Professores têm o sonho da Escola massificada e inclusiva Exigente

Os Professores têm o sonho do fim de projectos e aprendizagens absurdas

Os Professores têm o sonho da Verdade dos resultados escolares

Os Professores têm o sonho do Triunfo da Escola Pública

Os Professores têm o sonho do direito à greve e da Democracia plena

Os Professores têm o sonho da Crítica e Razão da Cidadania

Os Professores têm o sonho do Altruísmo pelo Próximo

Os Professores têm o sonho do Estado de Direito e de dizer Chega e Basta

Os Professores têm o sonho de Ter uma Profissão Atractiva

Os Professores têm o sonho de dizer NÃO à espúria maldade

Os Professores têm o sonho de dizer AMO-TE  PORTUGAL

Os Professores têm o sonho de poder enterrar o “machado de guerra”

Os Professores têm o sonho da confraternização da Educação e Ensino

Os Professores têm o sonho de Dar Sempre Mais e Mais aos Alunos

Os Professores têm o sonho da/na Gratidão de/a PORTUGAL

Os Professores Têm o Sonho da Recuperação integral do Tempo de Serviço Docente!!!

              Muito Obrigado!!!

              Disse/Dissemos.

              Carlos Calixto 

       Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

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Governo Anuncia a Contabilização dos 6A6M23D

O Ministro da Educação, João Costa, anunciará ao final do dia de hoje a contabilização dos 6A6M23D para que nas reuniões do dia 5 de abril possam ser retirados todos os pré-avisos de greve e as manifestações marcadas para os dias 25 de abril, 1 de maio e 6 de junho.

Esta medida vai ao encontro das principais reinvindicações dos professores e servirá para acalmar o 3.º período, conforme pediu o Presidente da República.

Aguarda-se mais desenvolvimentos da informação ao longo do dia de hoje.

 

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Precisa-se, urgentemente, de novas “pedradas no charco”…

Precisa-se, urgentemente, de novas “pedradas no charco”…

 

À partida, uma negociação será uma tentativa de entendimento entre várias partes, com o objectivo de se obter um acordo sobre as soluções para um determinado problema…

As “negociações” entre o Ministério da Educação e os Sindicatos continuam sem acordo e sem soluções credíveis e aceitáveis, pelo que todos os problemas se mantêm, sem qualquer resolução à vista…

Na realidade, não têm existido negociações, mas antes previsíveis “solilóquios” e simulacros de negociações, com o Ministério da Educação, muitas vezes, a “falar consigo próprio” e a apresentar sucessivas propostas inquinadas pela injustiça e pela iniquidade…

O Ministério da Educação saberá, muito bem, que as suas propostas apresentam um carácter perverso e desleal, por potenciarem os conflitos no seio da Classe Docente, mas isso não o impede de as apresentar, nem de as mesmas serem ratificadas em sede de Conselho de Ministros…

Tem-se assistido a uma visão deprimente da dita “negociação”, com os Sindicatos a mostrarem-se naturalmente agastados com os respectivos resultados e o Ministério a perorar que tem transigido em algumas reivindicações, tentando, dessa forma, iludir a “opinião pública”…

O Ministério da Educação parece estar interessado em arrastar as “negociações”, sem que pareça existir a genuína intenção de ceder no que quer que seja, levando os Sindicatos à humilhação constrangedora de terem que “mendigar por graças” que nunca obterão…

A sujeição a esta estratégia ardilosa do Ministério da Educação não dignifica nenhum dos intervenientes neste processo, nem é admissível numa suposta Democracia…

Por tudo o anterior, as possibilidades de entendimento com o Ministério da Educação parecem cada vez mais remotas…

Se no desfecho das “negociações” forem para prevalecer a vontade e as pretensões do Ministério da Educação, como até agora tem sucedido, que pertinência e utilidade poderão ter as próximas reuniões?

Os Sindicatos estarão dispostos a continuar a sujeitar-se ao papel de obedientes parceiros sociais, postos ao serviço de sucessivos simulacros de negociações?

A comparência futura dos Sindicatos em reuniões que, na realidade, não deverão passar de simulacros de negociações ajudará o Ministério da Educação a dissimular a sua própria intransigência e propiciará a legitimação e o “branqueamento” das decisões que vierem a ser tomadas pela Tutela, mesmo as mais injustas e iníquas, pelo menos em termos de opinião pública…

E isso não será desejável, nem aconselhável…

A continuidade dessa comparência dos Sindicatos justifica-se ou faz sentido, tendo em conta tais contrariedades?

Com toda a franqueza, para o Ministério da Educação não parece que faça grande diferença se os Sindicatos aceitam, ou não, voltar a sentar-se à mesa das “negociações”, uma vez que, e à luz do comportamento já observado, as decisões da Tutela acabarão por ser tomadas de forma unilateral…

Mas para os próprios Sindicatos talvez faça alguma diferença: se recusassem comparecer em novas rondas negociais demonstrariam, cabalmente, que não estariam dispostos a aceitar uma noção de “diálogo” completamente desvirtuada e deturpada, nem a abdicar da dignidade e do respeito que lhes são devidos, assim como aos seus representados…

A dignidade e o respeito não podem estar sujeitos a qualquer negociação e muito menos a simulacros de negociação…

Quem quer continuar a sujeitar-se a uma situação absurda, que está viciada desde o início, aceitando fazer parte dela?

Muitas vezes, não há progresso, nem renovação, sem rupturas, sem desacomodações e sem desobediência…

O tempo das “lutas” obedientes e previsíveis foi, definitivamente, ultrapassado…

Nas condições actuais, e sem outras alternativas disponibilizadas pelo Ministério da Educação, este é o tempo de rupturas, de desacomodação e de desobediência, sem as quais dificilmente haverá progresso, renovação e reposição da justiça e da equidade…

Se não for agora, quando será?

Enquanto o “sistema” continuar a funcionar, dentro de cada escola, sem grandes constrangimentos ou perturbações, que força de negociação e que efeitos concretos poderão gerar as actuais reivindicações?

Que motivos há-de ter o Ministério da Educação para ceder às pretensões dos profissionais de Educação, se os próprios mantiverem o “sistema” a funcionar, de forma mais ou menos habitual e regular, em cada escola?

No momento actual, existem muitas iniciativas em curso e as formas da presente luta têm-se diversificado, mas dentro de cada escola tudo vai decorrendo de acordo com a “normalidade” esperada pelo Ministério da Educação…

Até quando?


(Imagem roubada da Internet, de autor desconhecido).

 

Já se percebeu que este Governo continuará a hostilizar os professores e a agir de forma absolutamente intransigente, ao mesmo tempo que tem convivido muito bem com todas as formas de luta até agora encetadas…

As declarações proferidas pelo 1º Ministro António Costa na entrevista concedida à SIC em 30 de Março passado, ilustram, nitidamente, essa inflexibilidade e essa obstinação…

Portanto, esperar que o actual Governo seja acometido por uma “epifania”, capaz de o demover dos seus perniciosos objectivos, não passará de uma quimera ou de um “pensamento mágico”…

À medida que o tempo passa, e que não se obtêm resultados concretos, maior será a probabilidade de a presente luta se dissipar, ou de cair numa rotina que, dificilmente, originará os resultados pretendidos…

Precisa-se, urgentemente, de novas “pedradas no charco”…

A “pedrada” dada pelo STOP foi fundamental e decisiva para se iniciarem os actuais protestos e teve o mérito inegável de ter conseguido dar voz, audível e visível, às inquietações e ao mal-estar dos profissionais de Educação, mas já não bastará para que esta luta consiga obter os efeitos práticos desejados…

Perante a arrogância e a má-fé que têm vindo a ser demonstradas pelo presente Governo, será imprescindível que todos assumam a sua quota-parte de responsabilidade pelas soluções de problemas, que exerçam com audácia os seus Direitos de Cidadania e que estejam dispostos a levar a presente luta até onde ela tiver que ir, para se alcançarem os desígnios que a motivaram…

Só estaremos condenados à tirania e à obediência, se permitirmos que uma e outra nos dominem…

(Paula Dias)

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Duas Mesas Negociais, a Primeira no Dia 5 de Abril

Ministério da Educação convoca reunião negocial para as 15 horas de dia 5, desmantelando a mesa única

 

As organizações sindicais ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU foram convocadas para reunião a realizar no próximo dia 5 de abril, às 15:00 horas. Para esta reunião, a segunda do processo negocial, o Ministério da Educação decidiu desmantelar a mesa negocial única que reuniu em 22 de março. Nessa altura, o ME informou ser sua intenção voltar ao formato de 4 mesas negociais, tendo estas 9 organizações requerido a manutenção da mesa única. Ficou a saber-se que o ME constituiu uma mesa com as 9 organizações, tendo constituído outra mesa com as demais 3 (SIPPEB, SNPL e STOP). Fica sem se saber se tal decorreu de pedido daquelas organizações ou de decisão arbitrária do ME.

A reunião negocial de dia 5, que é convocada sem respeito pelos 5 dias úteis que a lei impõe, terá como único ponto em agenda a alegada correção de assimetrias na carreira decorrentes dos períodos de congelamento. Para as organizações sindicais de docentes, as assimetrias existentes na carreira não decorrem dos períodos de congelamento, mas das políticas de desvalorização da profissão docente que têm vindo a ser desenvolvidas pelos diversos governos, sobretudo desde 2007.

Nesta reunião, as organizações defenderão a única posição que poderá repor a justiça na carreira e na profissão: a contagem integral do tempo de serviço, incluindo o tempo perdido entre as transições de carreira, nomeadamente em 2007 e em 2010. Estão abertas a negociar um período de faseamento para garantir esta contagem integral do tempo cumprido pelos docentes e pretendem que, por opção, os  docentes possam usar o tempo não contado para despenalizar a antecipação da aposentação ou majorar o valor da pensão. O que não aceitarão é que o ME avance com uma proposta que não recupera um só dia dos que estiveram congelados e continuam por recuperar.

 

Lisboa, 31 de março de 2023

As organizações sindicais

ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU

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