Outubro 2022 archive

Ao Longo de 12 dias serão anunciadas 12 medidas do programa de candidatura ao Conselho Geral da ADSE

E começamos hoje pela medida mais evidente, na qual o próprio tribunal de contas numa auditoria de 2019 já recomendou que o pagamento das contribuições para a ADSE fosse apenas de 12 meses.

E até hoje quem se mantém no Conselho Geral da ADSE fez ouvidos moucos.

Página 27 do referido relatório.

 

 

 

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Apresentação dos Candidatos da Lista D ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE

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“A greve, no fundo, é a linguagem dos que não são ouvidos”…

 

 Admitindo como verdadeira a anterior afirmação, atribuída a Martin Luther King, porque não é ouvida a Classe Docente?

Não é ouvida porque talvez se tenha acomodado e enclausurado numa espécie de “desânimo aprendido” (Seligman, 1967) e permanente…

Não é ouvida porque, ao invés de agir, talvez se tenha deixado enredar num círculo vicioso de autosabotagem, dominado pela vitimização e pela frustração…

Não é ouvida porque, ao invés de agir, espera que outros, miraculosamente, consigam resolver os seus problemas…

Não é ouvida porque as principais organizações sindicais que, expectavelmente, a deveriam representar de forma isenta e coerente parecem, muitas vezes, mais empenhadas em cumprir determinadas agendas partidárias do que em encetar acções de efectiva reivindicação junto da Tutela…

Resumindo, má sorte para quem é Professor em Portugal: ter que contestar, além da Tutela, muitas vezes também, os próprios Sindicatos…

Mas, e apesar de tudo o anterior, será possível:

Continuar a tolerar o cinismo, pretensamente afectuoso, que é o pior dos cinismos, frequentemente evidenciado pela actual Tutela?

Continuar a assistir à hecatombe da Classe Docente, que começou a desenhar-se, sobretudo, a partir de 2005, acabando por aceitar como “novos normais” todos os atropelos contra si cometidos ao longo dos últimos 17 anos?

Fazer ou não fazer greve não pode deixar de ser uma decisão individual…

Apesar disso, uma coisa parece certa no momento actual:

Independentemente dos motivos que possam ser advogados por cada um, optar por não fazer greve no próximo dia 2 de Novembro não deixará de ser, ardilosamente, interpretado e apregoado pela Tutela como um “voto de confiança”, dado por Educadores e Professores…

Decorrente do anterior, a opinião pública será obviamente intoxicada com a ideia de que na Educação tudo está bem, tudo corre bem e que os Professores não têm, afinal, motivos para fazer greve…

Cada um decida se está disposto a agraciar o Ministério da Educação com essa “comenda”…

Por outro lado, se a greve vier a ter uma adesão significativa, convirá, talvez, que os Sindicatos, em respeito pela honestidade intelectual e pelo conhecimento da realidade, que é suposto terem, não aproveitem para “embandeirar em arco”, tentando, por essa via, dissimular e escamotear a descredibilização de que têm vindo a ser alvo nos últimos anos, assim como os motivos que a isso têm conduzido…

Sobretudo pela inacção sindical que tem vindo a ser observada há mais de seis anos, apesar dos sucessivos e graves ataques à dignidade profissional dos Docentes, cometidos pela Tutela durante esse período de tempo, a eventual adesão expressiva à greve não se deverá, por certo, em primeira instância, à confiança depositada nas principais estruturas sindicais ou ao crédito de que possam gozar junto dos seus supostos representados…

As associações sindicais têm a competência legal para declarar greves, mas isso não significará, necessariamente, que quem adira a uma determinada greve deposite uma significativa ou inabalável confiança na estrutura sindical que a convocou…

E, no momento actual, não parece que exista essa prerrogativa, face aos principais Sindicatos…

A crença na ineficácia dos Sindicatos da Educação, traduzida, muitas vezes, pela ideia de que os mesmos não passam de “um mal necessário” é perigosa para a Democracia e não pode deixar de ser combatida, em primeiro lugar, pelos próprios…

Não por palavras, mas por acções idóneas, livres do facciosismo partidário, do apego a agendas partidárias e dos fretes partidários…

A credibilidade dos Sindicatos subordina-se, cada vez mais, à respectiva capacidade de independência partidária, algo que o“velho” Sindicalismo parece ignorar…

Sem independência partidária, também a união da Classe Docente se tornará numa absoluta e inultrapassável quimera…

(Matilde)

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Reflexões sobre o projeto Maia – Rui Ferreira

O que é o projeto Maia, uma forma de reduzir o insucesso? Será uma inovação pedagógica?

O projeto Maia está, ao promover o feedback (comunicar aos alunos, não de forma quantitativa, o seu nível de desempenho) ao trabalho realizado pelos alunos através de uma avaliação formativa, a promover uma alteração pedagógica, em relação ao que existia antes. Este elemento é positivo, mas acrescenta bastante trabalho aos professores porque em vez de o professor dar uma classificação quantitativa, tem de elaborar textos formativos com as lacunas detetadas em cada aluno, que levam entre 10 a 20 minutos, que numa turma de 25 alunos, levará 3 a 5 a mais horas de trabalho, por cada avaliação que o professor faça, além do que já tinha de fazer, como corrigir as avaliações, que passam a ser o dobro porque agora deve promover as avaliações formativas.

Ora, é preciso não esquecer que o professor está sobrecarregado de trabalho administrativo, com base na presunção de desconfiança que sobre ele paira que o obriga a tudo justificar e se neste tema até pode fazer sentido, juntando à burocracia que já existia em excesso, o trabalho fica excessivo (o grupo de trabalho para a desboracratização do trabalho dos DT é em parte o reconhecimento deste problema).

O projeto Maia ao desdobrar a avaliação em rubricas, que podem e devem ter especificidades conforme as disciplinas, também alterou a forma de avaliação, ao promover avaliações por rubricas, o que obriga os professores a variarem o tipo de avaliação, deixando o teste de ser a avaliação padrão, aparecendo o trabalho, individual ou de grupo, a oralidade (já introduzida nas línguas, mas agora estendida a qualquer disciplina),  e outros (como trabalho experimental em certas disciplinas). Esta também é uma melhoria, mas deve ser aplicada com parcimónia, sendo 3 o número ideal de rubricas, para que o trabalho do professor esteja dentrodo razoável e não aumente exponencialmente. No primeiro ano de aplicação o meu departamento exagerou nas rubricas, por falta de experiência, pelo que houve um acréscimo acentuado de trabalho. 

Estes dois aspetos são positivos, existindo portanto uma inovação pedagógica, desde que aplicadas com parcimónia. 

O problema deste projeto é ser usado para acabar com o insucesso, ou seja, se o aluno não tem aproveitamento, é porque o professor não fez o feedback, ou não encontrou formas de avaliação que tirasse rendimento do aluno. Será assim? Não podemos passar de uma escola «capturada pelos professores» para uma escola «capturada pelos alunos», pois há alunos que não reagem aos estímulos e estão na escola porque têm de estar, devido à escolaridade obrigatória. Para os alunos interessados, a diversidade de instrumentos formativos e avaliativos introduzidos permitiu motivar mais o aluno e melhorar o seu rendimento. Para os outros é indiferente haver projeto Maia ou não.

Mas o mais grave na aplicação do projeto Maia é a regra instituída, pelo menos na minha escola, que obriga a retirar a nota mais baixa em cada rubrica aos alunos. Estamos perante um inflacionar de notas e mesmo do total alheamento da escola no terceiro período, por parte de alguns alunos, que ao terem aproveitamento no 2º período desligam completamente do trabalho escolar, aumentando a indisciplina na sala de aula. Em departamento foi pedido o fim desta norma, mas manteve-se para este ano letivo.

Concluindo, o projeto Maia introduziu inovações pedagógicas positivas, mas infelizmente está ser usado, à margem da lei, sem intervenção da IGE, como o faz nos colégios, para promover a não retenção dos alunos, a inflação de notas e a desmotivação do trabalho dos alunos no 3º período. A inflação de notas não é só um problema dos colégios particulares que agora parece estender-se ao público a coberto deste projeto e com o ME a alhear-se.

 

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Viseu: Professores reúnem-se, esta noite, numa vigília pela educação

 

O insatisfação da classe docente volta a destacar-se, em mais uma vigília, agendada para a noite desta sexta-feira, dia 21, no antigo Mercado Municipal.

 Professores reúnem-se, esta noite, numa vigília pela educação

«A organização deste movimento surge da união de professores descontentes com a forma como têm sido tratados pelos sucessivos governos e da ineficácia dos sindicatos que nos representam», refere, em entrevista ao portal Viseu Now, Paulo Soeiro, professor de informática, na Escola Secundária D. Dinis, em Coimbra.

«Os professores têm discutido os problemas de que a profissão padece e chegaram a um ponto em que não estão dispostos a continuar a ser desvalorizados. As condições de trabalho, o excesso do mesmo, apesar da retórica da desburocratização, a sonegação de 6 anos, 6 meses e 23 dias de serviço para efeitos de carreira, as ultrapassagens na carreira, que os governos provocaram, os entraves à progressão na carreira, a falta de apoios aos professores colocados a muitos quilómetros das suas residências, estão em cima da mesa e são algumas das razões que levam os professores à rua pelas cidades do país», aponta Paulo Soeiro.

Está é a terceira vez que professores do pré-escolar ao ensino secundário se juntam pela causa em Viseu. O primeiro encontro contou com 40 particiopantes, número que subiu para quase 130, no segundo. O pontapé de saída desde movimento reivindicativo foi dado em Viana do Castelo, seguindo-se Aveiro, Vila Real e, por fim, Viseu.

O docente acrescenta que «a singularidade destas vigílias/manifestações é não serem organizadas por sindicatos, mas sim por docentes e educadores sem vínculo sindical. Até agora, só um sindicato se manifestou, favoravelmente, a estas iniciativas, que têm como objetivo espicaçá-los. Mas a independência destas vigílias têm trazido ao de cima o descontentamento, a força que os professores podem ter e a união que se começa a ver, numa classe que tem como membros mais de 100 mil trabalhadores».

Numa altura em que muito se discute a falta de professores e a redução do número de candidatos em cursos para a docência, a luta continua a centrar-se na valorização da profissão e, consequentemente, na melhoria do estado da educação em Portugal. Para Paulo Soeiro, isso passa por algumas medidas como a «recuperação do tempo de serviço que foi congelado, o fim do sistema de quotas e das vagas para progressão aos 5.º e 7.º escalões da carreira, a concessão da mobilidade por doença para as pessoas que estão efetivamente doentes, a vinculação dos professores contratados com mais de três anos de serviço, a revisão dos horários de trabalho, a atribuição de apoio financeiro aos professores deslocados para longe das residências, o fim do excesso da burocracia e de projetos».

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Lista Colorida – RR8

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR8.
Nesta altura 114 professores estão no seu 2.º contrato.

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445 contratados colocados na RR8

Foram colocados 445 contratados na Reserva de Recrutamento 8, distribuído de acordo com a tabela seguinte:

 

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Respeite os professores, sr. ministro!

 

O respeito pelo próximo passa poucas vezes por declarações vãs. O respeito por alguém demonstra-se com ações concretas. E estas têm faltado ao atual ministro e aos próprios governos do PS!

Respeite os professores, sr. ministro!

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Reserva de Recrutamento n.º 08

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 8.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 24 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 25 de outubro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 08

Listas – Reserva de recrutamento n.º 08

 

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Vigília Pela Educação- Viseu

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Só Isto Dava Para Mudar Todos os Professores ao 5.º e 7.º escalões

Governo vai gastar mais de 400 mil euros nas juntas médicas a professores

 

PROFESSORES DA ESCOLA DA TRAFARIA 1 FEVEREIRO 2001 © JOSƒ CARLOS CARVALHO

O Governo vai gastar mais de 408 mil euros em 7496 juntas médicas para fiscalizar os professores que pediram mobilidade por doença. A portaria que autoriza a Direção Geral de Estabelecimentos a lançar o concurso de adjudicação foi publicada, esta quinta-feira, em “Diário da República”.

No total vão ser adjudicadas 1874 horas de juntas médicas que corresponderão a 7496 processos, lê-se na portaria. Ou seja, cerca de 25 minutos para cada docente.

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O Pré Aviso de Greve para o dia 2 de Novembro

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Aluna agrediu colega com martelo em escola

Jovem terá destruído telemóvel de colega com martelo, que depois foi usado para o agredir.

Aluna agrediu colega com martelo em escola na Figueira da Foz

A PSP identificou três jovens na Figueira da Foz após um episódio de agressões, com recurso a um martelo, junto à escola que frequentam.

As agressões ocorreram esta quinta-feira à tarde, quando um dos jovens terá destruído um telemóvel com um martelo, que depois foi usado pela proprietária do telefone para agredir o causador dos estragos naquele objeto.

Quando os agentes chegaram ao local já só estava o jovem que tinha sido atacado com o martelo e que foi transportado para o Hospital da Figueira da Foz para receber tratamento médico.

Os três jovens envolvidos estão já identificados, “mantendo-se a PSP atenta a eventuais desenvolvimentos, nomeadamente através do Programa Escola Segura”.

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Mário Nogueira: os motivos que levam os professores à greve no dia 2 de novembro

Mário Nogueira: os motivos que levam os professores à greve no dia 2 de novembro

 

 

O Secretário-Geral da FENPROF fez uma declaração para os órgãos de comunicação social esclarecendo quais os motivos fundamentais para a convocação de Greve Nacional dos Professores e Educadores para o dia 2 de novembro.

Na sua declaração salientou que a proposta de Orçamento do Estado para 2023 não tem uma única solução para os problemas que afetam a profissão docente. Por outro lado, a recusa do ME em negociar um protocolo que permita fasear a consagração de soluções para a aposentação, contagem do tempo de serviço, combate à precariedade, regularização dos horários de trabalho, aprovação de um regime de avaliação do desempenho que não seja competitivo e se inscreva numa lógica cooperativa e formativa, entre vários aspetos, é sinal de uma total ausência de vontade política para alterar a forma de estar do anterior ministro.

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Greve de Professores e Educadores, 2 de novembro

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Professores em monodocência: trabalham mais horas e têm menos regalias

Movimento criado nas redes sociais vai pedir a fiscalização do Estatuto da Carreira Docente por considerarem que este viola o princípio da igualdade estipulado na Constituição. António Costa já reconheceu que educadores de infância e professores do 1.º ciclo vivem numa situação de “efectiva discriminação”.

A vida dos professores em monodocência: trabalham mais horas e têm menos regalias

 

Variados estudos e inquéritos têm mostrado que muitos professores vivem em estado de cansaço crónico. Como se sentirá então uma educadora de infância de 57 anos que continua a ter de acompanhar crianças dos três aos cinco anos todos os dias, ao ritmo de cinco horas diárias? “Exausta”, confessa Paula Gomes, que se iniciou na profissão em 1985 e que continua hoje a ter as mesmas obrigações lectivas que tinha há quase 40 anos. Ou seja, 25 horas semanais de aulas.

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Professores vigiam alunos no recreio devido à falta de assistentes operacionais

 

Isto já acontece há muito tempo… lembraram-se agora…

Professores vigiam alunos no recreio devido à falta de assistentes operacionais

A falta de assistentes operacionais está a obrigar as escolas a colocar os professores a vigiar os alunos nos recreios no 1º ciclo. A denúncia foi feita esta terça-feira pela Federação Nacional dos Professores, que acusou algumas direções das escolas e agrupamentos de retirar aos professores “o direito às pausas que integram a componente letiva e obrigando-os, ilegalmente, a substituir os assistentes operacionais em falta e a vigiar os alunos nos recreios”.

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Educadoras de infância não vão trabalhar com medo de serem agredidas

As educadoras de infância do centro escolar de Vila Verde, na Figueira da Foz não foram esta terça-feira trabalhar e os pais tiveram de ir buscar os filhos e levá-los para casa.  

Educadoras de infância de Vila Verde não vão trabalhar com medo de serem agredidas

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Alunos sem abrigo – João André Costa

 

Já nem falo dos dias sem tomar banho ou da falta de uniforme, mesmo se básico na nossa escola, calças pretas, camisa branca e pouco mais, ou do mau humor constante, as respostas tortas para não dizer insultos ou as inúmeras vezes em que saiu da escola por já não aguentar mais, por já não aguentar a fome apesar da comida na escola, por já não aguentar a humilhação de ter de pedir para repetir por não comer nada desde que saiu ontem da escola para parte incerta, longe da mãe igualmente em parte incerta porque separados, ele num hostel, sozinho aos 14 anos de idade, a mãe em casa de amigos.
Dos serviços sociais dizem ser a melhor solução “derivado” das discussões no seio familiar e a atitude da mãe para com o filho. Visitam-no de 2 em 2 dias.
Mas se entre o equivalente ao rendimento mínimo e a renda da casa, por falta crónica de habitação social nesta terra, sobram 200 libras ao fim do mês para tudo o resto e tudo o resto é suposto ser a vida do dia-a-dia, não acredito haver outra solução entre esta mãe e este filho senão gritar para enganar a fome até adormecerem os dois de cansaço no mesmo sofá-cama no meio da sala onde a cozinha é um micro-ondas e uma torradeira, as paredes já há muito perderam a batalha contra o bolor e a asma da mãe não se compadece.
Obviamente, o miúdo falta à escola, e muito.
E, infelizmente, não é caso único, sendo as faltas consecutivas de outros alunos o prenúncio e a visita procedente a confirmação de já não estar ninguém em casa. Mudaram-se para Birmingham, diz um vizinho, para casa de familiares, acrescenta.
Telefonamos, dá sinal de chamada, deixamos uma mensagem, enviamos uma mensagem de texto porque para ouvir a mensagem também se paga ou então a bateria nem chega para isso. Ou talvez a mãe nem saiba em que tecla carregar para ouvir a mensagem e se calhar entre pombos-correio ou sinais de fumo a mensagem chegaria mais rapidamente, mais facilmente, mas tentamos, uma e outra vez, notificamos os serviços sociais e a polícia, uma mãe e duas filhas, a mais velha com 12 e a mais nova com 7 e ninguém sabe do seu paradeiro.
Mas com a falta de meios, igualmente crónicos e fruto de cortes sucessivos desde 2008, estando a família fora da cidade a conclusão é célere: longe da vista, longe do coração, preocupemo-nos com os nossos e com quem está mais próximo até que venham as notícias nos jornais.
E quando vêm as notícias nos jornais, quem não preencheu os papéis e quem não notificou as autoridades é o primeiro a ir.
E portanto passamos agora horas sem fim em verdadeiro trabalho de detective ao fim do dia, pois claro, quando os miúdos faltam à escola e ninguém sabe porquê e agora já perdemos a conta ao número de miúdos a quem não sabemos porquê e o que vale é ainda não se terem lembrado de nos pôr a trabalhar aos fins-de-semana mas pouco deve faltar quando a semana só tem 5 dias, e a minha equipa sou eu e uma bicicleta e se tiver algum problema dizem-me para telefonar para a polícia, mas como se eu tiver algum problema já tenho os pedais debaixo dos pés não me parece que vá ter tempo para chamar quem quer que seja. Os dias começam às 5 da manhã na escola e terminam depois das 7 da tarde e não é nada mau já que chego a casa ainda a tempo de jantar. Em Portugal, por norma, a esta hora ainda há muitos, demais, professores na escola.
Se em meados dos anos 80 o universo da habitação social britânica, um universo onde todos, independentemente da nossa origem, raça, credo, género ou orientação sexual, teriam direito a uma habitação condigna, compreendia quase 7 milhões de casas, as políticas de Thatcher, já adivinham, abriram as portas à privatização e consequente venda de 2 milhões de propriedades sem que as mesmas fossem substituídas por igual número de habitações sociais.
Hoje, com mais de 1 milhão de pessoas em lista de espera, entre as quais 300 mil esperam por casa há mais de 10 anos, famílias inteiras vêem-se obrigadas a viver em casas sobrelotadas, obrigadas a mudar de cidade, região e vida, obrigadas a recorrer aos bancos alimentares, bancos esses com cada vez menos mãos a medir, ou pura e simplesmente obrigadas a viver na rua num número cada vez maior de tendas à vista de todos.
Basta visitar Londres.
As crianças, os nossos alunos, não saem incólumes. Com a educação e o futuro interrompidos não são senão o reflexo de uma sociedade cada vez mais desigual.
E se ainda pudéssemos educá-los, talvez houvesse esperança. Mas os nossos alunos já não moram aqui… os nossos alunos já nem sequer têm onde morar.

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Período Probatório 2022/2023– publicação listas

Encontra-se publicada a Nota Informativa Período Probatório 2022/2023, bem como a lista de docentes que realizam o Período Probatório e a Lista de docentes dispensados do Período Probatório

Consulte a nota informativa e as listas:

Nota Informativa Período Probatório 2022/2023 – Listas dos docentes que dispensam e dos docentes que realizam o período probatório

Lista de docentes que realizam o Período Probatório – 2022/2023

Lista de docentes dispensados do Período Probatório – 2022/2023

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Composição e Programa da Lista D – Por Uma ADSE Mais Justa, Mais Solidária e Mais Familiar

Desde hoje a página da ADSE anuncia as 7 listas candidatas ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE.

Esta lista apresenta cinco docentes, três efetivos e dois suplentes, sendo que os dois mandatários da lista também são docentes.

 

A Lista D apresenta-se com este programa e com a seguinte composição:

 

1.º candidato efetivo – Arlindo Fernando Pereira Ferreira

2.º candidato efetivo – Nuno Carlos Teixeira Machado

3.º candidato efetivo – Diana de Deus Bessa Leal

4.º candidato efetivo – Rui Gualdino de Jesus Vicente Cardoso

1.º candidato suplente – Diana Alexandra Dias Leite Santos

2.º candidato suplente – Andreia Cristina da Fonseca Soares Ferreira

3.º candidato suplente – Luís Miguel Sottomaior Braga Baptista

4.º candidato suplente – Paula da Conceição Marques Cardoso Martins Dias

 

Mandatário EFETIVO – Manuel Henrique Santana Castilho

Mandatário SUPLENTE – Dulce de Sousa Gonçalves

 

O ato eleitoral dos membros representantes dos beneficiários titulares da ADSE, I.P. no Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, I.P. encontra-se marcado para os próximos dias 28, 29 e 30 de novembro de 2022 para a votação eletrónica e o dia 30 de novembro de 2022 para a votação presencial.

Será enviada aos Beneficiários Titulares inscritos no caderno eleitoral, por email ou por carta:

  • Comunicação com data da realização das eleições, senha secreta (PIN) individual, horários, listas admitidas, locais, modos e meios de votação;
  • Resumo dos programas eleitorais;
  • Impresso para manifestação de preferência para votação por correspondência.

Poderá votar por uma das seguintes formas: voto eletrónico, voto presencial em urna, ou voto por correspondência.

Voto eletrónico:

O voto eletrónico pode ser exercido a partir das 9h do dia 28 de novembro, ininterruptamente até às 17h do dia 30 de novembro através de qualquer equipamento com acesso à internet, acedendo ao link: https://certvote.com/adse2022 e autenticando-se com o seu número de beneficiário da ADSE (sem os zeros à esquerda e sem as letras à direita do número) e com a senha secreta (PIN), individual.

 Voto presencial em urna:

O voto presencial pode ser exercido entre as 9h e as 17h em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira e entre as 8h e as 16h na Região Autónoma dos Açores, do dia 30 de novembro.

Para exercer o seu voto presencial em urna, deverá comprovar a sua identidade mediante a exibição do seu cartão do cidadão ou bilhete de identidade, devendo, se possível, apresentar também o seu cartão de beneficiário da ADSE.

Voto por correspondência:

O Beneficiário eleitor que pretenda votar por correspondência deve enviar o impresso próprio que permite a manifestação de vontade por essa forma de votação, devidamente preenchido e assinado, dirigido à Comissão Eleitoral, para:

Apartado 50006, Loja CTT S. João de Brito,

1702-001 Lisboa

A manifestação de vontade por votação por correspondência deve ser rececionada na ADSE, I.P., até ao dia 15 de novembro de 2022.

Face a essa expressa solicitação, são remetidos para o domicílio o boletim de voto em papel e dois sobrescritos, bem como resumo dos programas eleitorais.

O voto é dobrado em quatro, encerrado no sobrescrito branco, sem qualquer dizer, que por sua vez é encerrado no outro sobrescrito RSF (Resposta Sem Franquia). Este último sobrescrito deve conter:

  • Carta assinada com o nome e número de beneficiário;
  • Assinatura reconhecida nos termos legais, ou autenticada com selo branco da entidade onde presta serviço.

O voto por correspondência deverá ser rececionado pela ADSE, I.P. até ao dia 29 de novembro.

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Um retrato do primeiro mês do ano letivo

 

Um mês depois do início oficial do ano letivo, os problemas de outros anos repetem-se. E se as regras adotadas com a pandemia caíram, continuam as queixas dos refeitórios, que agora são geridos pelas autarquias, e somam-se as reclamações dos pais impedidos de entrar no recinto escolar. Os professores também continuam a faltar, as turmas não estão mais pequenas e há docentes com 500 estudantes para avaliar

Má comida nas cantinas, pais ao portão, alunos sem professores, um professor com 500 alunos: um retrato do primeiro mês do ano letivo

 

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Correção em relação ao texto publicado no blog e no Publico

 

Quando foi citado que os docentes voltaram á rua sem os sindicatos foi referido que apenas um teria apoiado as vigílias de professores. Em abono da verdade, fica aqui referido que esse sindicato é o S.TO.P, que tem apoiado os colegas organizadores das vigílias e a manifestação que teve lugar no dia 5 de outubro em Lisboa aquando das comemorações da Implantação da República.

 

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Ajude os alunos com necessidades educativas especiais…

Um bom ambiente de trabalho e de estudo, a par com a capacidade intelectual, a predisposição física e mental, a motivação e a organização individual, constitui um dos fatores que promovem o sucesso educativo e académico. Conscientes da sua importância na promoção de competências de aprendizagem, sobretudo em alunos com necessidades educativas especiais, propomos a renovação e equipamento das salas afetas ao Núcleo Educação Especial da Escola Secundária Antero de Quental.

https://op.azores.gov.pt/propostas/todas/op-acores-2022/84-in-esaq

 

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Os professores voltaram à rua sem os sindicatos

Viana do Castelo deu o pontapé de saída, seguiu-se Aveiro, Vila Real, Viseu… Em Viana do Castelo já vão para a quarta vigília, em Aveiro também, em Viseu a terceira vigília está marcada para dia 21.

Os professores voltaram à rua sem os sindicatos

 

No dia 5 de outubro, um grupo de professores fez-se ouvir nas comemorações do dia da Implantação da República que partilha a data com o Dia do Professor. A responsabilidade foi do Movimento de Professores Monodocentes para reivindicar equidade, justiça e direitos perdidos para os dois grupos de docência que exercem em monodocência, horários de trabalho letivo iguais aos outros docentes de outros ciclos de ensino.

Mas esta manifestação não está isolada. Outros grupos de docentes de todos os grupos de docência
têm organizado vigílias pelo país a fora, predominantemente no norte e centro os professores têm
saído à rua em luta e discutido os problemas de que a profissão padece.

Viana do Castelo deu o pontapé de saída, seguiu-se Aveiro, Vila Real, Viseu… em Viana do Castelo já
vão para a quarta vigília, em Aveiro também, em Viseu a terceira vigília está marcada para dia 21
deste mês, onde na primeira estiveram presentes 40 docentes, na segunda mais de 120.
A singularidade destas vigílias/manifestações é não serem organizadas por sindicatos, mas, sim, por
grupos ou docentes sem vínculo sindical. Até agora, só um sindicato se manifestou, favoravelmente,
a estas iniciativas que têm como objetivo espicaçá-los. Mas a independência destas vigílias tem
trazido ao de cima o descontentamento, a força que os professores podem ter e a união que começa
a ver-se, numa classe que tem como membros mais de 100 mil trabalhadores.

Em tempos idos, este tipo de movimento aconteceu entre 2007 e 2008, com vigílias, assembleias
improvisadas nas escolas e que levou á grande manifestação de março de 2008 onde estiveram
presentes 100 mil. Na altura, o governo viu-se obrigado a ceder em algumas das reivindicações o
que levou a nova alteração do Estatuto da Carreira Docente e, principalmente, à extinção da divisão
da carreira em dois tipos de professores.

Os professores chegaram a um ponto em que não estão dispostos a continuar a ser desvalorizados.
As condições de trabalho, o excesso do mesmo, apesar da retórica da desburocratização, a
sonegação de 6 anos, 6 meses e 23 dias de serviço para efeitos de carreira, as ultrapassagens na
carreira, que os governos provocaram, os entraves à progressão na carreira, estão em cima da mesa
e são algumas das razões que levam os professores à rua pelas cidades do país.

A falta de professores que assola Portugal, e que podia ter sido evitada, é uma vantagem que, neste
momento, os professores podem usar a seu favor nesta luta, apesar dos esforços, tardios, do
governo para a tentar resolver e, que na prática, vai fazer a educação recuar décadas na qualidade
de ensino e a sociedade na equidade de oportunidades.

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Recado aos pais sobre a educação dos filhos

Em certo debate, um pai me perguntou o seguinte: “Professor, o que a família pode fazer para ajudar a escola na educação dos nossos filhos?”. Eu respondi: “Há uma inversão na sua questão. Não é a família que ajuda a escola na educação dos próprios filhos, é o contrário, é a escola que ajuda a família na educação de seus filhos através da escolarização. Você tem um ou dois filhos por praticamente 24 horas por dia, enquanto nós, professores, dispomos de quatro horas diárias com um conjunto de trinta ou quarenta crianças. Se você tem dificuldade para educar duas crianças, imagine se nós vamos conseguir substituir o papel de educação que é da família!”.

A tarefa de educação dos filhos é, primeiramente, da família e, em segundo lugar, do Poder Público. Portanto, se a família não cumpre o que ela precisa cumprir, a escola também não conseguirá.

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Menina de 14 anos espancada por colegas numa escola

PSP e os Bombeiros de Camarate transportaram a menor ao Hospital Beatriz Ângelo.

Menina de 14 anos espancada por colegas numa escola em Loures

Uma menina de 14 anos foi espancada por colegas numa escola de Camarate, Loures, e teve de ser hospitalizada com lesões por todo o corpo.

Fonte policial disse ao CM que o ataque ocorreu a meio da tarde de sexta-feira. A vítima, que já terá sido alvo de outras agressões, foi rodeada por colegas (a maioria do sexo feminino) e espancada a murro e pontapé.

A PSP e os Bombeiros de Camarate transportaram a menor ao Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

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Para que raio continuo a ser professor?

Triste por ser professor
Sou desrespeitado por todos, agredido em pequenas e grandes coisas. Transformaram-me numa espécie de papel higiénico que recebe palpites de pais, diretores, presidentes de câmara, alunos, funcionários…ninguém valoriza as pestanas que queimei, a minha criatividade na construção das aulas. Todos querem que eu lhes satisfaça as vontades e de imediato. Não me deixam ensinar e partilhar o que sei. Acham que só sirvo para entreter meninos, que os devo guardar durante 24 horas, fazendo-lhes as vontades e nada exigindo. Tenho um ministro que, em conjunto com os média, destrói a minha imagem, a minha autonomia, o meu saber e a minha liberdade.
Tenho colegas que lambem as botas ao poder e que se vendem por tuta e meia. Invejam e passam a pente fino tudo que lhes possa fazer sombra na luta de uns tostões para subir de escalão. Tenho frio no inverno e calor no verão, mal respiro nos cubículos a abarrotar com 30 alunos. Ando a toque de campainhas todos os dias, tal como o cão de Pavlov. Ganho mal, trabalho ao fim de semana. Mesmo assim um monte de colegas que só sabe sorrir à subserviência, aos pais superprotetores e aos pseudo pedagogos, teóricos da treta. Ganho mal, não tenho tempo para mim e para os meus.
Para que raio continuo a ser professor? Só por ter acreditado que podia ajudar a deixar o mundo melhor. Não, não deixo porque não me deixam!
Desisto!

Retirado da caixa de comentários em “O Meu Quintal”

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Paroles, paroles, paroles

Tantas palavras de circunstância, a propósito da violência contra Professores…

O Ministro da Educação veio, há poucos dias, também ele, expressar o seu “apoio e solidariedade à Professora que foi agredida na Figueira da Foz”, acrescentado que “todos os actos de violência são injustificáveis e inaceitáveis” e, ainda, que “todos os cidadãos, todas as famílias e comunidades, devem dar o exemplo de respeito pelos professores, reconhecendo-lhes o seu papel inestimável e a sua autoridade” (Agência Lusa, em 13 de Setembro de 2022)…

Bonitas palavras! Pena é que as acções não sejam consonantes com as palavras e que, pior do que isso, sejam, muitas vezes, a negação das palavras…

Que contributo tem dado o próprio Ministério da Educação para “o exemplo de respeito pelos professores, reconhecendo-lhes o seu papel inestimável e a sua autoridade” e que o mesmo parece esperar de todos os cidadãos?

O pretenso “respeito”, que tem vindo a ser manifestado pelo Ministério da Educação em relação aos Professores, talvez se possa traduzir por isto:

– Permitir que os profissionais de Educação possam continuar a ser alvo de agressões, físicas e/ou verbais, sem que isso tenha consequências visíveis, civis e/ou criminais, para os alegados agressores;

– Alterar de forma “cega” e injusta os critérios de MPD, obrigando Professores gravemente doentes a exercerem a suas funções a dezenas ou centenas de quilómetros de casa, longe das suas famílias e do respectivo apoio ou acompanhamento…

– Permitir que Professores, comprovadamente doentes, sejam desterrados e “condenados ao degredo”, acabando, alguns deles, por morrer em serviço, ficando demonstrado, da pior forma possível, que afinal o seu pedido de MPD não era fraudulento…

– Impedir a legítima progressão na Carreira Docente, obrigando a que milhares de Professores fiquem, pelo menos mais um ano, a aguardar pela vaga necessária para poderem aceder aos 5º e 7º Escalões, apesar de já terem cumprido todos os requisitos exigidos…

A publicação anual dessas (vergonhosas) Listas acentua o descrédito e a perversidade patentes nos actuais modelos de ADD e de progressão na Carreira Docente, comprovando que nenhum desses “paradigmas” visa premiar o suposto mérito ou valor de alguém, mas antes constituírem-se como instrumentos que permitem à Tutela despender, o menos dinheiro possível, em gastos com salários de Professores…

E já não é possível continuar a disfarçar o que, na verdade, é óbvio e injustificável…

– Exigir às escolas um serviço educativo diferenciador e inclusivo, sem dotar as mesmas com os meios humanos e materiais necessários, ignorando que não basta impor o “milagre da inclusão”…

– Não admitir que o clima organizacional da maior parte das escolas é dominado pela insatisfação, pela desmotivação e pela desconfiança, decorrentes tanto da acção do Ministério da Educação, como do exercício de algumas lideranças…

– Não reconhecer que a maior parte dos profissionais de Educação não se sente respeitada, nem valorizada, nem ouvida ou respondida…

– Não reconhecer que a maioria dos profissionais de Educação se encontra em “modo de sobrevivência”, sentindo-se irremediavelmente estafada, asfixiada e agoniada com tanta escola fictícia, postiça e travestida…

Portanto, palavras de circunstância, sem um significado credível e que ostensivamente negam a realidade…

Palavras, nada mais do que palavras…

Palavras ocas, que exalam falsidade, incoerentes, dominadas pela hipocrisia do que “fica bem dizer” em determinadas circunstâncias…

Ninguém precisa de “lágrimas de crocodilo”, nem de carpideiras ocasionais, muito menos as vítimas…

Precisamos, sim, de respeito pela dignidade em vida, mas, e já agora, também na morte…

De preferência, nos 365 dias de cada ano…

(Matilde)

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Mãe bateu em professora do filho, instigada por cunhada

 

Duas mulheres estão a ser julgadas, no Tribunal de Setúbal, pela agressão de uma professora, dentro de uma escola básica do concelho. A mãe de um aluno do estabelecimento de ensino foi acusada de agredir a docente com uma bofetada e um pontapé, quando instigada pela outra arguida, sua cunhada.

Dá-lhe agora”. Mãe bateu em professora do filho, instigada por cunhada

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), na manhã de 14 de dezembro de 2020, na Escola Básica da Bela Vista, uma docente separou dois alunos que andavam à bulha no recreio. Um deles, com dez anos, pisava o outro, de seis. Não obedecendo à ordem da docente para parar, o aluno foi agarrado pelo braço e levado para a sala de aula pela professora. À hora de almoço, foi para casa e queixou-se de ter sido agredido pela professora, o que levou a mãe, Soraia, e a tia, Lília, a dirigirem-se à escola, nessa tarde, para pedir satisfações.
Acompanhadas do rapaz, as mulheres entraram na escola e foram à procura da docente, que estava na sala de professores. Aqui, pediram a uma funcionária que a chamasse, o que foi feito. “Foi esta que te bateu?”, perguntou a mãe ao rapaz, quando a professora apareceu. A criança de dez anos disse que sim.

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Entrevista dos Técnicos Superiores de Educação a 300km de casa

Via facebook, com pedido de divulgação.

 

Entrevista dos Técnicos Superiores de Educação a 300km de casa

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A morte dos professores

Falhámos por omissão e conivência. O resultado? Uma classe desmotivada, revoltada e humilhada.

A morte dos professores

Ensino faz-se, acredito, por vocação. Há no professor a génese da sociedade livre, por meio da Educação, que nos liberta da sombra da ignorância, como diria Platão. Negar a sua importância é retirar-lhe a dignidade no exercício da sua profissão, dentro e fora de aula, culminando com a escalada do desrespeito, da desautorização e da negação da sua presença como mais alta figura dentro da academia. Passámos de questionar a conduta do discente para questionar a razão do docente.

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E a Tendência é Subir

Há quase 10 anos que não se aposentavam tantos professores

 

Desde janeiro são mais duas mil saídas, o maior número desde 2013. Haverá 38 mil alunos sem todos os docentes.

Em novembro, de acordo com a lista da Caixa Geral de Aposentações já publicada, vão aposentar-se 205 professores do Pré-Escolar ao Secundário. Desde 1 de janeiro são já 2107 docentes, o maior número desde 2013 (quando saíram 4628). Um mês após o arranque das aulas, o contador da Fenprof aponta para 38 mil alunos sem todos os professores. Esta sexta-feira, o ministro vai ao Parlamento para um debate setorial.

Ainda falta dezembro e o ano ameaça acabar com mais de 2300 reformas, o “que é superior ao de alunos que concluíram cursos para ingressar na carreira”, frisa Mário Nogueira. O número de aposentações não pára de subir desde 2018 (quando se reformaram 669) e as previsões são que “no próximo ano possam atingir as 3000 e a partir de 2027 as 4000”, aponta Nogueira. Além disso, alerta o líder da Fenprof, estes professores que estão a sair podem estar com turmas atribuídas, o “que num momento em que as listas de recrutamento estão quase vazias, as substituições tornam-se mais difíceis”.

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Listas Provisórias dos candidatos admitidos e excluídos no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste

 

Publicam-se as listas provisórias dos candidatos admitidos e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar em Timor-Leste, em 2023.

Listas Provisórias de admissão e exclusão

 

 

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E se fosse consigo?

Braga. Dia 2 de junho. Duas docentes e uma funcionária foram agredidas por duas mulheres numa escola.

E se fosse consigo?

Matosinhos. Dia 22 de setembro. Um professor foi agredido por um aluno de 16 anos, na Escola Secundária do Padrão da Légua. O docente teve de receber tratamento hospitalar. Vila Verde. Dia 7 de outubro. Uma professora foi agredida à bofetada por um estudante.

Figueira da Foz. Anteontem. Uma professora de 40 anos, no Centro Escolar de Vila Verde, foi agredida por dez mulheres com murros e pontapés e arrastada pelos cabelos pelas agressoras, enquanto era ameaçada de morte. Ficou ferida com gravidade e teve de ser hospitalizada.

São quatro casos só este ano. Há mais. Nos anos anteriores, ainda mais.

Em 2020, a plataforma do Sindicato Independente dos Professores e Educadores recebia uma denúncia de agressão a professores a cada três dias, a maioria dizia respeito a agressões físicas cometidas por alunos (56%).

Passaram dois anos. Ontem, o ministro da Educação, ex-secretário de Estado da mesma pasta, manifestou o seu apoio e solidariedade à professora que foi agredida na Figueira da Foz. Além da mensagem, João Costa pediu a todas as famílias e comunidades que respeitem os professores!

Será certamente correspondido no apelo. Foi sempre assim entre milhares de encarregados de educação, membros de associações de pais e de outras partes integrantes das comunidades escolares. Os mesmos que, sucessivamente, têm vindo a pedir aos governos que garantam as condições necessárias, incluindo segurança, para que a função seja valorizada e respeitada. Para que os professores possam ser professores.

O Orçamento do Estado para a Educação diminui 7,6%. A redução é explicada pelo Governo com a transferência de verbas para as autarquias devido à descentralização. Esperemos pelos resultados.

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Os professores do 1.º ciclo estão esgotados e a idade não ajuda…

 

Os professores do 1.º ciclo continuam a liderar o movimento de substituições de docentes nas escolas que é operado pelas reservas de recrutamento, que se efectivam todas as sextas-feiras. No concurso desta sexta-feira foram colocados 192 professores do 1.º ciclo, a grande maioria para substituírem docentes que entraram de baixa médica.

Quando se tem uma carga horária superior a outros docentes, se trabalha com crianças mais pequenas, quando se tem tarefas que mais nenhum docente tem, se é titular de turma, coordenador de estabelecimento, se tem dentro da sala de aula 25 horas por semana a inclusão, se vigia intervalos, se coordena Assistentes Operacionais, se supervisiona AEC, se trata de colaborar com Juntas de Freguesia para assegurar todo o tipo de manutenção, com empresas de refeições os almoços, se programa projetos da fruta, do leite e tudo mais que é saudável… estavam à espera que o desgaste de anos e anos fosse o mesmo que outros e os monodocentes, abandonados nas milhares de pequenas escolas e centros escolares, não ficassem doentes e o físico não desse de si?

Tenham mas é juízo e reconheçam que têm de olhar para estes docentes como monodocentes e devolver-lhes as diferenças que lhes tiraram.

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Lista Colorida – RR7

Lista colorida atualizada com colocados e retirados da RR7.

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Audição do Ministro da Educação no Parlamento

Hoje durante a tarde o Ministro da Educação esteve no plenário da Assembleia da República.

Pelo que fui ouvindo, vivemos num país cor de rosa e eu não tinha dado por ela.

Vídeo completo com mais de 3 horas e meia na imagem seguinte.

 

 

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Listas Admitidas ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE

Foram admitidas 7 listas ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, conforme consta neste link e na imagem seguinte.

Encabeço a lista D com o nome “Por uma ADSE Mais Justa, Mais Solidária e Mais Familiar“.

Em breve anunciarei o programa desta lista.

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Recusa de MPD – Exposição ao Ministério da Educação

Venho por este meio e sendo marido de uma Professora  que usufruiu no ano anterior a MPD  e que este ano viu recusada a sua mobilidade , assim como outros tantos,  a  não colocação pela  Mobilidade por Doença .

Face aos problemas de saude que tem, teve de regressar  à seu agrupamento e  voltar  a efetuar  150 kms diários  de LXXXX para CXXXXX, caminho este que é percorrido à mais de 18 anos comas demais condições climatéricas  ( Chuva , Neve , Gelo etc…), nunca tendo metido um atestado médico , para estar em prol do ensino e das crianças que precisam.

 Sempre gostou do que faz, e continua a fazer , mas a saúde é cada vez mais frágil e  está em primeiro lugar, bem como a família, aquilo que ME não sabe reconhecer e que tanto apregoa.

Após reclamação efetuada via Email para o Ministério da Educação e demais documentação justificativa da MPD em 28 Julho,  recebeu hoje mensagem para ser consultado o SIGRHE, com o seguinte texto.

Volta-se a verificar a insensibilidade do ME para a saude dos professores.

Deixo o repto ao Srº Ministro da Educação  e demais secretários de estado a fazerem diariamente este percurso conforme muitos professores fazem de Lamego para Cinfães: Souselo; Castelo Paiva etc… sem qualquer ajuda do ME.

É esta a minha indignação como Marido ao ver a recusada pretensão, que era bem justificada.

Agradeço a vossa colaboração e divulgação se assim entenderem nas vossas paginas, salvaguardando o meu nome em anonimato.

 Com os melhores cumprimentos,

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