Setembro 2022 archive

Lista Colorida – RR5

Lista colorida atualizada com colocados e retirados da RR5.

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Pela primeira vez foram colocados mais candidatos da 3.ª prioridade

Se analisarmos as colocações das Reservas de Recrutamento até hoje (RR5), percebemos que a % de candidatos colocados da 3.ª prioridade tem aumentado, atingindo hoje 55%.

Em praticamente todos os grupos de recrutamento, o número de candidatos em 3.ª prioridade é superior aos candidatos da 2.ª prioridade.

As listas de ordenação estão a esgotar-se e muitos dos candidatos não colocados não estão dispostos a concorrer para as zonas onde a carência é maior.  Com ordenado de 1000 €, deixarão a família para gastar 400 € num quarto e 400 € em deslocações… não é com autonomia na contratação que as coisas ficarão melhores, pelo contrário: se os professores percebem que o seu “investimento” em tempo de serviço não serve para nada, restringirão ainda mais as suas opções, procurarão alternativas e veremos escolas a sul cada vez mais desertas de candidatos.
Se o Ministério da Educação quiser manter esta proposta de modelo de contratação/vinculação atabalhoada vai conseguir 2 coisas: afastar milhares de professores do ensino e unir novamente os QA, QZP e a quase totalidade dos contratados, bem à imagem daquilo que já aconteceu nos tempos da MLR.

 

 

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Morreu professora que não consegui vaga na MPD

Morreu professora com doença oncológica que não conseguiu ficar colocada perto de casa no regime de mobilidade por doença

O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) anunciou esta sexta-feira a morte de uma professora, com uma doença oncológica, que foi colocada a mais de 200 quilómetros de casa este ano letivo, devido às novas regras da mobilidade por doença. Chamava-se Josefa Marques e tinha 51 anos. Era docente do 1º Ciclo. Recorreu ao Ministério da Educação, devido à sua situação, mas nunca obteve resposta.

Segundo a informação avançada pelo SPRC, “nos últimos anos”, a professora “encontrava-se colocada no concelho de Almeida, onde residia, ao abrigo do regime de Mobilidade por Doença (MpD)”. “A colocação de Josefa Marques no concelho de residência permitia-lhe ser apoiada pela família, mas, também, exercer a profissão de que tanto gostava”, diz o sindicato, em comunicado.

Mas, este ano, “devido à alteração do regime de MpD, à professora Josefa Marques foi reconhecida a doença incapacitante de que padecia, mas não foi deslocada para Almeida por, na sequência das novas regras impostas pelo Ministério da Educação, não ter obtido vaga”. “Acabou colocada, através do mecanismo de Mobilidade Interna, em Oleiros, a 207 quilómetros de casa. Recorreu ao Ministério a Educação, expondo a sua situação, mas não chegou a receber qualquer resposta”, continua a nota.

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862 Contratados na RR5

Foram colocados 862 contratados na Reserva de Recrutamento 5, distribuídos da seguinte forma:

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Reserva de Recrutamento n.º 05

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 5.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 03 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 04 de outubro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 05

Listas – Reserva de recrutamento n.º 05 

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Lista provisória de ordenação – procedimento concursal simplificado (local) – Espanha

Lista provisória de ordenação – procedimento concursal simplificado (local) – Espanha– horário MAD05 e MAD31

Informam-se todos os candidatos que encontra publicada a Lista provisória de ordenação do procedimento concursal simplificado destinado ao recrutamento local de professores do ensino português no estrangeiro para o 1º e 2º CEB – língua espanhola– horários a prover, em substituição, horário MAD05 e MAD31.

Click to access Lista_provis%C3%B3ria_de_ordena%C3%A7%C3%A3o_MAD05_MAD31.pdf

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De faca e taser, está semana está a ser violenta nas escolas

Depôs de dois ataques com facas damos conta de um alegado ataque com um taser numa escola. Esta semana está num modo de violência extrema. Será fruto da retirada de autoridade aos professores?


A PSP de Beja disse ter sido informada sobre uma alegada agressão a uma aluna numa escola local, supostamente atingida por um taser por outro estudante. Está a recolher elementos junto da direção escolar.

“Só hoje é que tivemos conhecimento deste suposto episódio”, que se terá passado na terça-feira, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Beja da PSP. “Temos conhecimento do assunto por um e-mail que a associação de pais da escola nos remeteu hoje, por volta das 12 horas, e que reencaminha outro e-mail de um progenitor de uma aluna a transmitir o episódio”, indicou a fonte.

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Está na moda o esfaqueamento dentro das escolas?

É o segundo caso esta semana.

Um jovem de 15 anos, aluno de uma escola no Cacém, Sintra, foi preso pela PSP por ter esfaqueado outro aluno nas costas, no interior da escola EB 2,3 António Sérgio.

O alerta foi dado pelas 09h30.

A vítima, de 17 anos, sofreu duas perfurações na omoplata esquerda. A arma usada foi um canivete.

Aluno preso por esfaquear outro dentro de escola do Cacém em Sintra

 

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Hoje Dei Entrada de uma Candidatura ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE

Tal como anunciei há algum tempo estava tentado a apresentar uma candidatura ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE.

Hoje dei entrada de um candidatura com o nome “Por uma ADSE mais justa, mais solidária e mais familiar”, que é composta essencialmente por professores, mas não só, e em que o Mandatário da minha candidatura é alguém que não necessita de grandes apresentações, pois o seu nome é sobejamente conhecido na área da educação.

Ao Conselho Geral e de Supervisão podem ser eleitos 4 beneficiários, sendo respeitado o método de Hondt na eleição dos candidatos das várias listas.

A eleição decorre entre os dias 28 e 30 de novembro (eletronicamente) e no dia 30 de novembro de forma presencial.

Darei mais informações sobre a lista e o programa eleitoral logo que a candidatura seja considerada válida.

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Contratações de Escola por Distrito

A próxima tabela apresenta os horários em contratação de escola ao longo deste ano letivo por grupo de recrutamento e distrito.

O distrito de Lisboa tem quase 1/3 de todos os horários pedidos (1948), seguindo-se Setúbal com 851 horários e Faro com 604.

Só depois aparece o Porto com 544 horários pedidos.

No total foram pedidos 6046 horários até ao momento.

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Manual para Novos Candidatos

Novas candidaturas à contratação de escola

 

Todos os licenciados que sejam titulares das habilitações que constam no Despacho n.º 10914-A/2022 e se queiram candidatar a dar aulas, devem primeiro fazer a sua inscrição no SIGRHE através do endereço https://sigrhe.dgae.mec.pt e proceder ao registo, preenchendo os dados solicitados. Receberá de imediato um número que lhe permitirá entrar na plataforma SIGRHE para fazer a sua candidatura às ofertas das escolas, dentro do grupo de recrutamento em que se insere a sua área de formação.

Caso necessite de algum esclarecimento, deve aceder ao E72, disponível nesta página ou contactar o nosso centro de atendimento telefónico, usando os números aqui disponíveis.

Consulte o manual de utilizador.

Manual de utilizador – Horários e Colocações 2022/2023 (candidatos)

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Desorientação

Não sei se é a palavra certa para traduzir o universo da educação no nosso país. Desnorte é mais forte. Desorientação e desnorte vão na crista da onda que nos leva à deriva. Desorientação do governo, do ministério (ME), das escolas, dos professores, dos pais, das crianças e jovens. Todos às aranhas sem saber como hão-de descalçar a bota. Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. Desde há muito, foi o governo que pôs as escolas públicas à míngua e sem capacidade de resposta em situação de emergência.

Um mal nunca vem só. Para além das mudanças com profundos reflexos na organização e funcionamento das escolas, paradas no tempo, a crise pandémica virou tudo do avesso e pôs a nu a incapacidade do governo e do ME para responder aos problemas mais urgentes: pobreza, desigualdades, professores cansados, pais divididos entre o trabalho e os filhos, filhos abandonados, em casa e na escola. Em tempo de crise as crianças indefesas são as mais expostas às incapacidades de resposta dos adultos. Em dois anos, e apesar dos milhões do PRR, os problemas não tiveram resposta e em grande parte agravaram-se. Quem pagou as favas foram as crianças e jovens.

Para além dos referidos problemas de abandono que vêm de trás, o maior e mais urgente tem a ver com o abandono dos professores, vítimas de maus tratos ao longo de décadas. Como atrair, recrutar, formar, profissionalizar e efetivar os professores em falta, para o imediato e a longo prazo, e como recuperar e atualizar os professores dos quadros, tanto tempo abandonados e sem incentivos nem condições para adequar as suas competências às profundas mudanças científicas, tecnológicas e ambientais que requerem uma outra escola.

A única maneira conhecida de atrair mais e melhores professores é melhorar as condições de trabalho e as remunerações. Tarefa de vulto, mas ainda assim insuficiente. Não se pode recrutar mais e mais professores e dizer-lhes: vão e ensinem como aprenderam. Seria um modelo reprodutor de pecados passados. É preciso recriar cada escola, cada professor e cada aluno como entidades aprendentes e inovadoras, criativas, capazes de elaborar diagnósticos e planos de ação e de aprendizagem adequados às características e necessidades reais de cada um. No hospital, cada doente é um caso específico, na escola não há dois alunos iguais. Todos requerem tratamento diferenciado. É por isso que a noção de turma e de lição igual para todos perderam sentido. É preciso aprender de outro modo, à medida de cada um.

Este problema é transversal a todo o sistema educativo e é por isso que é difícil, lento e tem de ser pensado transversalmente por pessoas que saibam conceber a escola como comunidade de formação e de aprendizagem, capaz de se pensar a si própria em função das necessidades dos seus alunos, dos seus professores e também dos pais.

A história vivida da formação docente mostra-nos que a sua qualidade foi diminuindo com o aumento progressivo do número de professores como resposta ao aumento exponencial do número de alunos. O investimento na qualidade foi inversamente proporcional ao aumento da quantidade. O problema maior é que neste momento os sistemas de formação, até ao mais alto nível – universidades e politécnicos – assentam em modelos de educação e de escola centralizados, burocráticos, normalizados, magistrais e ultrapassados. Generalizar é sempre um risco e não posso excluir a existência de formadores e polos de formação de excelência. Mas os casos concretos que vou acompanhando em diferentes escolas de nível superior assentam muito em modelos ultrapassados, massificados, com um suporte online normalizado, bibliografias de há 20 anos e exames tradicionais que não acrescentam nada ao modo como os formandos aprenderam como alunos em tempos distantes. São sistemas reprodutores de modelos que pretendemos ultrapassar.

Tenho visto boas iniciativas privadas que gostaria de ver no ensino público, assentes no empreendedorismo, na inovação, na criatividade, na autonomia e responsabilidade das escolas. E autarquias apoiando programas de formação nesta onda para escolas públicas dos respetivos concelhos, visando mudar os velhos modelos de ensino assentes na transmissão por inovadoras estratégias de aprendizagem.

A formação de qualidade tem de estar ancorada nas escolas, em grupos de formação que possam observar, participar, analisar e debater as práticas, apontar caminhos em função de diagnósticos personalizados. Aprendemos uns com os outros, em comunidades de aprendizagem. Os novos professores têm de passar por aqui e os professores dos quadros devem ter incentivos para poderem motivar-se, atualizar-se, rejuvenescer, aderir aos novos movimentos de inovação e serem promovidos em função das melhorias adquiridas. É preciso pôr em movimento todo um sistema que o centralismo imobilizou. “Todo o mundo é composto de mudança”. Uma mudança orientada para responder a todas as mudanças que se operaram fora da escola e que se abatem sobre as nossas cabeças.

José Afonso Baptista | Ciências da Educação | Beiras 2022.09.29

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Aluno esfaqueia outro dentes da escola

A agressão aconteceu esta manhã de quarta-feira

Aluno de 14 anos esfaqueia colega no interior da escola na Maia

Um aluno de 18 anos foi agredido, esta quarta-feira, com uma arma branca por um colega de 14 anos na Escola Secundária de Águas Santas, na Maia.

A vítima sofreu ferimentos ligeiros, segundo disse uma fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto à agência Lusa. A agressão aconteceu no interior da escola por volta das 11h35, indicou a mesma fonte.

Uma hora mais tarde, a Polícia de Segurança Pública chegou ao local para apurar as circunstâncias em que este ato violento aconteceu.

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Sedes quer que escolas contratem professores a partir de uma shortist de candidatos

Associação para o Desenvolvimento Económico e Social defende concursos para vinculação com duas etapas. Mantém-se a graduação profissional e escolas escolhem depois a partir de um shortlist. A solução, que é apresentada esta quarta-feira num debate, implicaria que os concursos para quadro de agrupamento fossem mais demorados.

 

Sedes quer que escolas contratem professores a partir de uma lista de candidatos

Seria um “ponto intermédio” entre o actual modelo de contratação dos professores, baseado na sua graduação profissional, e um sistema aberto, em que são as próprias escolas a escolher quem vai integrar os seus quadros. A Sedes – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social defende que os concursos para a vinculação dos docentes aos quadros de agrupamento passem a ter duas etapas. Numa primeira, a lista nacional continuaria a servir para ordenar os docentes, uma segunda etapa com um júri constituído por cada agrupamento que faça uma “apreciação qualitativa e mais aprofundada”

 

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Estado está a reter milhares de euros das escolas

Em causa estão as receitas próprias das instituições de ensino, que no final de cada ano civil são encaminhadas para o Tesouro. Diretores pedem a devolução urgente do dinheiro e há uma escola em Lisboa que reivindica a devolução de 168 mil euros.

Estado está a reter milhares de euros das escolas

Com o ano letivo já a decorrer, o Estado continua a reter milhares de euros das escolas. Em causa estão as receitas próprias das instituições de ensino conseguidas com as vendas nos bares ou o aluguer de espaços, que no final de cada ano civil são encaminhadas para o Tesouro. Ministério da Educação promete resolver o problema em breve.

Regra geral, esse dinheiro é depois devolvido no início do ano seguinte, mas já passaram nove meses e ainda não foi transferido para as escolas.

Por norma, o Governo entrega às escolas orçamentos para cada ano letivo no mês de março, mas este ano ainda não se concretizou.

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Não, à ressurgência da BCE! – Santana Castilho

 

Marcelo Rebelo de Sousa abriu o ano lectivo na escola Pedro Nunes. Não fugindo às generalidades que caracterizam boa parte das intervenções que faz, a propósito não importa de quê, disse, desta feita, que o Governo não tem a cabeça virada para a Educação e que é hora de se fazer um debate sério sobre os seus problemas.
Aproveito a deixa e pego num, o novo regime de recrutamento e colocação de professores, no âmbito do qual o ministro da Educação pretende que as escolas passem a escolher 1/3 dos seus docentes, para lembrar que a contratação de escola (a BCE, que deu desastrosos resultados) já existiu e foi abandonada em 2016, por um Governo a que João Costa pertenceu, por ser um processo marcado por favorecimentos clientelistas e menos justo do que o que tem uma lista de graduação nacional por base.
Não nos iludamos, por mais liberal (figura no programa do IL) que seja a proposta: a Constituição diz (nº2 do Art.º 47º) que “todos os cidadãos têm o direito de acesso à função pública, em condições de igualdade e liberdade, em regra por via de concurso”; concursos locais (cerca de 5.836 escolas e 713 agrupamentos) seriam bem mais complexos e dispendiosos do que um concurso nacional, agregador de indicadores minimamente equitativos e justos; as escolas não têm recursos para promover concursos locais sérios, que teriam de ter critérios diferentes, consoante as áreas disciplinares; admitindo que uma escola cheia de carrancudos problemas contratasse um professor com dons superiores para lidar com eles, nada poderia impedir que esse docente, uma vez nos quadros, zarpasse para outra escola, de rosto mais sereno, fazendo da contratação “por perfil” porta giratória para tratar da vida; e já experimentámos a ineficácia gestionária de milhares de ofertas de escolas em simultâneo e a cascata de desistências dos candidatos que, podendo habilitar-se a todas, fazem depois escolhas que obrigam a novas iniciativas de selecção.
Uma autonomia assim desenhada aumentaria as desigualdades entre diferentes zonas do país, com as escolas “mais reputadas” a disputarem os docentes “mais talentosos”, como, aliás, ficou demonstrado em sede de experiências de outros países. Os defensores da medida citam-nos. Bom seria que reflectissem sobre os estudos que expõem os resultados obtidos, que não são bons.
Escolher professores por “perfis” (gostava que o ministro explicasse direitinho o que é isso), num universo de milhares de candidatos e escolas, para além de substituir a objectividade possível por uma subjectividade indesejável, introduziria demora e entropias inaceitáveis. Simplesmente, porque o nosso sistema não funciona vaga a vaga. Entendamo-nos: os concursos nacionais, assentes numa fórmula de graduação, já funcionaram em modo estável, colocando os professores a tempo e horas, sem protestos. Esqueceram-se deste facto?
Posto isto, não reconheço que ensinar em contextos sociais difíceis requer características específicas e acrescidas por parte dos professores? Obviamente que reconheço. Simplesmente, o preenchimento directo de lugares de quadro pelas escolas não só não resolveria o problema como seria um dos mais graves atropelos a acrescentar à vasta lista de injustiças cometidas em sede de colocação de professores. Como reagiria um contratado, que espera há 20 anos pela entrada no quadro, se soubesse que um colega, acabado de formar, lhe passava à frente pela porta estreita de um convite do director de uma escola?
A desejável adequação do processo de recrutamento às necessidades particulares das escolas (e, já agora, às dos professores, também) é um bom objectivo. Mas não é com uma ilusória intervenção a jusante que lá chegamos. É necessário agir a montante, corrigindo primeiro os atropelos e as injustiças escabrosas que se acumularam em sede de concursos e reformando, depois, profundamente, toda a gestão de recursos humanos do sistema. Tudo coisas de que António Costa foge a sete pés e João Costa não sabe fazer.
Em conclusão: uma coisa é o interesse público, que o concurso nacional protege, outra os interesses particulares, que os concursos de escola favorecem; esses concursos reforçariam o poder discricionário e autocrático dos maus directores, cujo número é, infelizmente, elevado.

In “Público” de 28.9.22

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Vigílias pela educação (desta semana)

Em Aveiro – largo Jaime Magalhães Lima
Em Gaia – em frente à CM

És professor? Junta-te a nós, para debatermos os problemas na educação: vigília da insatisfação da educação, 30.09.2022, 21 horas, Largo do Rossio, Viseu.
Traz um colega e convida outro!!!

DIA 28 DE SETEMBRO ÀS 18:30

Vigília em Vila Nova de Gaia

Câmara Municipal de  Vila Nova de Gaia

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STOP – Síntese da reunião com o ME (21/09/22)

Síntese da reunião com o ME (21/09/22)

 

 

Reunião com o ME 21 setembro “Apresentação e discussão dos pressupostos para alteração do modelo de recrutamento e colocação de professores.”

A representar o Ministério da Educação nomeadamente o Ministro da Educação – João Costa e o Secretário de Estado – Dr. António Leite.

O Ministro iniciou a reunião com uma apresentação (PowerPoint) em que fez o ponto de situação, o diagnóstico e os pressupostos para a alteração do modelo de recrutamento e colocação de professores. O Ministro comprometeu-se a enviar aos sindicatos essa apresentação. Como é público, o S.TO.P. continua a pugnar pela transparência (só assim entendemos o sindicalismo que interessa a quem trabalha nas escolas) e disponibilizará a todos os colegas interessados essa apresentação (quando a recebermos). Quem tiver interesse (sócios e não sócios) basta que nos envie um email com o assunto “Apresentação feita pelo ME a 21 de setembro” para [email protected]

Nessa apresentação o Ministro apresentou ideias gerais que pensamos ser consensuais na classe docente, por exemplo o reforço da estabilidade laboral e a vinculação mais rápida, mas também referiu ideias que consideramos muito perigosas, como a contratação por perfis de competências (permitindo aos diretores escolherem o seu corpo docente, tanto contratados como do quadro).

Posição/propostas e síntese da intervenção do S.TO.P na reunião com o Ministro da Educação relativamente

“O modelo de recrutamento e colocação de professores tem que ter em conta vários pressupostos que consideramos essenciais:

  • “Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.” Artigo º da Constituição da República Portuguesa. Não basta que os alunos tenham um adulto por cada disciplina, mas precisamente para garantir o seu direito constitucional de equidade, todos os alunos têm direito a um adulto para cada disciplina com a adequada formação científica e formação pedagógica (ou seja, um profissional com todas as valências para a docência).
  • Os últimos anos demonstraram que não compensa ter concursos injustos, com ultrapassagens, com alterações de regras “a meio do jogo”, obrigando professores a ficar longe de casa ou com graves penalizações na Segurança Social. Tudo isso faz com que os professores se sintam, mais uma vez, totalmente desconsiderados pela tutela reforçando o desgaste/desmotivação da classe docente e, como se vê, potencia a falta de professores que temos hoje.

Ou seja, ao contrário de algumas narrativas, o direito dos nossos alunos na igualdade de acesso e êxito escolar não é antagónico ao direito dos seus professores em terem um concurso justo e que simultaneamente lhes permita a aproximação às suas famílias. Apenas a conciliação destes dois direitos é que permite a sustentabilidade do sistema educativo sem prejudicar a qualidade de ensino que os nossos alunos merecem.

Dito isto, como ter um modelo de recrutamento e colocação de professores justo e sustentável que garanta professores com adequada formação científica e pedagógica a todos os nossos alunos?

Como primeiros passos para a estabilidade – sustentável – de um sistema de ensino sem falta de professores, propomos:

Ponto 1. No recrutamento/colocação de professores (do quadro e contratados) deve prevalecer a graduação profissional para evitar ultrapassagens e critérios altamente subjetivos com base em “perfis”. Se o ME mostrar efetivamente vontade em negociar um modelo de recrutamento/colocação com base na Graduação Profissional (e não em critérios subjetivos), o S.TO.P. oportunamente auscultará de forma democrática quem trabalha nas escolas sobre mais pormenores

Ponto 2. QZP: O S.TO.P. defende que os QZP devem corresponder ao Nuts III (23 territórios), em linha com a realidade demográfica. Defendemos a continuidade na atribuição, em concurso, de horário de componente letiva incompleta. Tal medida permitiria uma melhor gestão e vinculação a longo prazo dos recursos humanos e a aproximação à residência dos docentes QZP. No entanto, preconizamos a eliminação progressiva dos horários incompletos na contratação, porque significam elevada precariedade e não possibilitam condições dignas de trabalho.

Ponto 3. Vinculação: O S.TO.P. considera que a referência para o modelo profissional dos professores deve ser a colocação em escola/agrupamento, permitindo uma maior estabilização dos quadros, com eliminação progressiva do recurso à contratação/precariedade.

Este ponto parece-me pouco claro. A ideia é “considera que, mais do que a uma zona, os docentes devem estar vinculados a uma escola/agrupamento”?

a) Para haver estabilidade, é (absolutamente) urgente um verdadeiro concurso externo extraordinário de vinculação nacional e pela graduação profissional. A norma-travão não responde às necessidades do sistema e não tem em conta o trajeto anterior de cada docente (é “um adesivo para combater uma hemorragia”). A vinculação deve obedecer, em primeira instância, a um QZP ou Nuts (sem obrigatoriedade de oposição ao território nacional).

b) Estamos recetivos a negociar a vinculação de profissionais com 3, 6, 10 ou mais anos de tempo de serviço (independentemente se são seguidos, ou completos, ou no mesmo grupo de recrutamento) disponíveis para todas as necessidades, residuais e permanentes, de forma a que nunca haja turmas sem professores e alunos sem aulas
(caso contrário, a situação agravar-se-á, tendo em conta os professores que continuam a abandonar o ensino, exaustos pela precariedade e por tanta desconsideração…).

c) Abertura de vagas de escolas. Por cada 3 ou 4 anos que um professor QZP/QA em mobilidade ficasse no mesmo agrupamento, abriria automaticamente vaga a concurso de QA (Exemplo: existem 3 professores QZP colocados no mesmo agrupamento durante esses anos, nesse agrupamento abririam 3 vagas a QA);

d) Mobilidade. Deveria ser permitida aos professores do quadro (QE e QZP) a mobilidade entre QZP. Se um professor está há mais de 3 anos num dado QZP em mobilidade interna (MI), deveria poder mudar para esse QZP, onde claramente são necessários os seus serviços.

O preenchimento destas vagas (dos pontos anteriores) só poderia ser feito através de concurso externo e com recurso à lista única nacional de graduação profissional.

Ponto 4. Concurso: O S.TO.P. considera que cada concurso para a contratação tem de manter as regras, do início ao fim. Além disso:

a) O S.TO.P propõe, ainda, um concurso dinâmico. As preferências manifestadas para as necessidades residuais devem contemplar a possibilidade de serem revistas durante o ano letivo. É perfeitamente operacionalizável que – no final do período, ou no final do 1º semestre -, um opositor que ainda não foi colocado, possa confirmar, limitar ou aumentar as escolas/área geográfica a que concorre (isto porque estamos a falar de pessoas, como tal, sujeitas ao imprevisto, com direito à mudança do projeto pessoal de vida, como o casamento, família, apoio a familiares, mudança de domicílio…).

b) O S.TO.P. considera urgente que, a manterem-se os horários incompletos, seja feita a revisão dos intervalos dos horários nos concursos nacionais (de modo a garantir, nomeadamente, novos intervalos de concurso, diminuindo a amplitude de cada intervalo e separando os horários com 30 dias de contabilização de trabalho para a Segurança Social dos restantes).

c) Horários de substituição com redução da componente letiva (14h ou + horas), completados com apoios e horas de estabelecimento, devem ir a concurso como horários completos, de 22h.

d) Todos os horários anuais devem sair na Contratação Inicial ou até à RR1 (fins de setembro), sendo que os completos devem sair na Contratação Inicial e os incompletos (e completos não aceites na CI) na RR1. E isto porque tem-se assistido ao longo dos anos a horários anuais completos, e não só, “esquecidos”, que vão saindo ao longo do mês de setembro e até mais tarde, desvirtuando assim, por completo, a lista de ordenação, dando lugar a ultrapassagens e até a renovações, atrasando colocações, como este ano se verificou.

e) Que se posicione os professores em funções nas Escolas Portuguesas no Estrangeiro na primeira prioridade, no regulamento do concurso externo de vinculação do Ministério da Educação e Ciência (MEC), sempre que tenham habilitação profissional.

f) Alterações na plataforma de concurso:

– possibilidade de carregar a lista de preferências do(s) ano(s) anterior(es) com hipótese de alterar a ordem das prioridades carregadas;

– indicação de opção para concurso de escolas com ensino noturno e estabelecimentos prisionais, à semelhança do que se faz com as escolas de hotelaria e plano casa;

g) Possibilidade de os Professores contratados também poderem fazer permutas à semelhança do que é permitido aos colegas do quadro;

h) Fixação de datas das diferentes etapas do concurso (todos os anos é variável, provocando ansiedade desnecessária e em total desrespeito pelas vidas de quem se desloca para longe da família);

i) Publicação dos resultados da Mobilidade Por Doença em simultâneo com Mobilidade Interna;

j) As escolas devem fornecer detalhes dos horários a concurso em Oferta de Escola, para agilizar o processo no caso de docentes que concorrem para pedir acumulação.

Ponto 5. Ajudas de custo e valorização salarial: O S.TO.P. propõe o apoio financeiro para os professores deslocados/afastados da sua residência. Estamos disponíveis para negociar o tipo de apoio e o distanciamento previsto. O S.TO.P. defende o aumento significativo do salário de base de todos os docentes e, em particular, do salário de base dos docentes contratados, de forma a atrair mais profissionais para o recrutamento para a docência e a carreira.

Ponto 6. Autonomia: O S.TO.P. defende maior autonomia (e número de créditos) das escolas na gestão do crédito horário. A gestão dos horários pelas escolas é operacionalizada através de um método arcaico (hora a hora). Ao contrário do que tem acontecido, as escolas devem ter igual autonomia de crédito horário para a contratação, a qual permita converter os horários incompletos em completos e para a abertura de vagas de quadro. Os horários incompletos devem ser exceção e não regra.

No entanto, somos contra a autonomia das direções escolares para escolher o corpo docente, através de Contratação de Escola como primeira instância, ou do quadro (como foi noticiado recentemente pelo Ministério da Educação). Isso já foi aplicado antes com os resultados (negativos) que se conhecem, pelo que não faz sentido voltar a ela. Nas BCE houve demasiados casos de horários atribuídos com pouca ou nenhuma transparência. E ainda hoje existem escolas que nem publicam as listas ordenadas de uma Contratação de Escola, por isso, a bem da transparência/justiça, dar ainda mais poder aos diretores é aumentar o risco de irregularidades e ultrapassagens.

Ponto 7. Contratos: A precariedade é um não caminho para um futuro sustentável. A contratação de professores, em horário completo, e a melhoria das condições de trabalho será sempre a melhor estratégia para melhorar as aprendizagens. É factual, por exemplo, a necessidade de os alunos recuperarem as aprendizagens, e os recursos humanos para os apoios escasseiam, tendo em conta as necessidades que os professores continuam a constatar.

a) A renovação dos contratos incompletos não é solução e pode gerar graves injustiças. Como ficou provado, desde a RR32 do ano 21/22, é possível o ME permitir a atribuição de horários completos e anuais em escolas de todo o país. Em praticamente todas as escolas do país não faltam tarefas para serviço letivo e componente não letiva de estabelecimento. O problema está na sua distribuição. É pública a sobrecarga do corpo docente e as mais variadas tarefas burocráticas (ou necessidades impostas pelo 54/2018 ou pelo projeto MAIA) explicam o alarmante problema de Burnout na classe:

b) Regresso da norma que permitia que um professor contratado (até 31 de maio) tivesse o seu contrato contemplado até ao final do ano letivo (31 de agosto);

c) Possibilidade e autonomia das escolas para completar os horários/quadros em função das reais necessidades das escolas;

d) Diminuição da componente letiva com a idade (regresso da redução aos 40 anos) para todos os docentes (do quadro e contratados) e simultaneamente “considerar componente” letiva todo o trabalho com alunos, qualquer que seja o número de alunos, como real prevenção de um grande número de baixas e abandono da carreira docente por esgotamento/desmotivação. Pensemos na conversão das horas de redução de componente letiva, previstas em consideração do desgaste da profissão docente, que se transformaram numa acumulação de cargos, horas de apoio, sala de estudo, coadjuvações, coordenação de clubes e outras atividades, avaliação de docentes, para citar alguns exemplos, desvirtuando por completo o seu propósito inicial. Os horários destes professores são uma manta de retalhos que os dispersa e impede de capitalizar a sua experiência pedagógica e didática em prol dos alunos. Isto é má gestão de recursos;

e) O subsídio de alimentação diário deveria existir em todos os horários, ainda que proporcional;

f) Os horários abaixo de 11h devem ir para OE, pois não devem ir a RR horários cujo vencimento seja inferior ao salário mínimo nacional (MN). Tendo em conta a subida anual do SMN, os valores a auferir em horários incompletos deveriam ser revistos.

Ponto 8. Recuperar professores: O S.T.O.P. considera que o modelo de habilitação deve basear-se no modelo de habilitação profissional. A falta de professores pode justificar o recurso a habilitações próprias, como estratégia de remediação e de curto prazo. É urgente criar mecanismos para acelerar a profissionalização em serviço e integrar no sistema novos docentes, recuperando também milhares professores que saíram do sistema através de uma valorização da profissão docente.

Ponto 9. Grupos de recrutamento: Todos os professores devem ter direito a um grupo de recrutamento especializado. A contratação de técnicos especializados deve ser um procedimento extraordinário limitado às suas habilitações.

Ponto 10. Reverter as atuais regras da MPD: Se o ME desconfia de atestados fraudulentos que se aumente a fiscalização e não se penalize quem comprovadamente precisa deste tipo de mobilidade. O atual regime de MPD potencia o aumento do número de baixas, o que também agrava a falta de professores, deixando muitos alunos sem professores ou, pelo menos, sem professores com formação científica e pedagógica adequada.

Apesar de muito importante, face a décadas de ataques e desconsiderações, não basta mudar as regras de concursos para termos efetivamente sustentabilidade e qualidade no sistema de ensino. É fundamental valorizar e where can i buy steroids online dignificar a classe docente para:

1. diminuir o burnout/desmotivação de quem continua na docência;

2. atrair milhares de professores com formação científica e pedagógica adequada que abandonaram o ensino nos últimos anos mas que ainda se encontram em idade ativa;

3. valorização dos graus académicos no percurso profissional do docente, independentemente de serem adquiridas antes ou depois da entrada da carreira.

4. tornar os cursos de formação de professores mais apelativos para os jovens estudantes, aumentando de forma sustentável a formação de professores (com estágios remunerados e dando aos orientadores o devido reconhecimento em termos de horas letivas).

Para valorizar a classe docente é fundamental que o ME discuta/negoceie com urgência (e datas concretas) sobre:

– contabilização de todo o tempo de serviço congelado da classe docente;

– direito à reinscrição na CGA dos Profissionais da Educação injustamente inscritos na Segurança Social após 2006;

– subsídio de transporte e/ou alojamento para os Profissionais da Educação deslocados;

– ultrapassagens na progressão da carreira docente;

– rejuvenescimento dos Profissionais da Educação e o direito a uma pré-reforma digna;

– revisão da avaliação injusta e artificial com quotas (pessoal docente e não docente);

– as quotas de acesso ao 5.º e 7.º escalões (docentes) cuja proposta o S.TO.P. nunca assinaria;

– a redução do número de alunos por turma e a implementação de medidas para combater a indisciplina;

– a diminuição do excesso de trabalho burocrático e a definição clara de que todo o trabalho com alunos é componente letiva;

– a situação específica dos monodocentes;

– a gestão escolar não democrática;

– a municipalização;

– lesados da SS e o direito ao subsídio de desemprego para todos os professores.

– o aumento salarial de TODOS os Profissionais da Educação (pessoal docente e não docente) que compense a inflação dos últimos anos.

Por fim, como é do conhecimento geral, o ME, no final do ano letivo passado, fez profundas alterações na MPD e nas regras de contratação, alegadamente para evitar alunos sem aulas. No entanto, é público que no arranque das aulas deste ano letivo continuamos com mais de 60 000 alunos sem professor a uma ou mais disciplinas e, chegámos ao cúmulo de escolas, como a “Escola Básica de Moimenta de Maceira Dão” estar encerrada por falta de professores.

Por isso questionamos a tutela:

– Por que não segue o exemplo dos Açores, onde ninguém é colocado em horários inferiores a 15h  (desconhecemos que faltem professores nessa região)?

– Como pensa garantir que o critério principal continue a ser a graduação profissional e não critérios/perfis subjetivos (e altamente questionáveis) aplicados na contratação de escola ou no recrutamento para ingresso no quadro?

– Podemos ter a garantia de não estarmos a caminho de uma municipalização no recrutamento docente?

– Por que razão não está a acontecer o aumento das horas nas escolas que estão com dificuldade de recrutamento, como prometido pelo ministro (já no final do ano letivo passado)? Apenas cerca de 1/5 dos horários são completos em oferta de escola?

… em caso de alteração dos qzp:

– Como se garante que os colegas QZP não serão prejudicados com a reconfiguração?

– Quando é que o ME vai cumprir a legislação comunitária europeia que obriga a pagar os professores contratados consoante o seu tempo de serviço? ou vai tentar arrastar esta injustiça nos tribunais?

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No final, o Ministro da Educação apenas garantiu que nunca irá por uma municipalização que envolva o recrutamento docente e alegou que já estaria a ocorrer a majoração dos horários incompletos em todas as regiões do país (nos horários incompletos que apresentam maior dificuldade em ser aceites). Relativamente às outras questões colocadas diretamente pelo S.TO.P. não obtivemos nada resposta o que não augura nada de positivo.

Por último, apesar do grande descrédito que existe na classe docente relativamente a certas posturas sindicais, reafirmamos que o S.TO.P. nunca assinará qualquer acordo importante sobre esta (ou outras) temática com o ME sem antes de auscultar quem trabalha nas escolas: JUNTOS SOMOS + FORTES!

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Vêm aí as 7.500 juntas médicas para vigiar baixas de professores

As juntas médicas estão em fase de contratação, de adjudicação, foi uma iniciativa do Ministério de Educação, contratar 7.500 juntas médicas para fazer exatamente a vigilância de alguns padrões de baixa que não são tão regulares como parecem

Governo adjudica 7.500 juntas médicas para vigiar baixas de professores

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Aumentos salariais para 2023, o que podemos esperar?

Este ano, os funcionários públicos tiveram uma atualização salarial de 0,9%, em linha com a inflação verificada em 30 de novembro de 2021, descontada a deflação de 0,1%.

Além da proposta de atualização salarial em linha com a inflação, a Fesap vai propor um aumento do subsídio de refeição para seis euros, face aos atuais 4,77 euros, e vai exigir a não aplicação do salário mínimo nacional à função pública, reivindicando uma remuneração mínima no Estado de pelo menos 775 euros para os assistentes operacionais.

Também a presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, disse à Lusa esperar que a proposta do Governo de atualização salarial para 2023 “tenha em conta o interesse dos trabalhadores e que seja mais do que a inflação”.

Por sua vez, a CGTP, da qual faz parte a Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, reivindica aumentos salariais de 10% para todos os trabalhadores em 2023 e um mínimo de 100 euros de aumento por trabalhador.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou, em 12 de setembro, que o Governo está a trabalhar com um referencial de inflação em 2022 de 7,4%, mas rejeitou um aumento dos salários da administração pública da mesma proporção.

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Blogosfera – Correntes

Défice Democrático

 

É preocupante que profissionais da educação, e que exercem as funções mais diversas, não percebam o défice democrático das políticas educativas. Acredito que algo de sério está a acontecer quando a sociedade não se questiona sobre a perda de direitos fundamentais.

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Mas Alguém Duvida Que Já Foram Esquecidos Há Muito Tempo?

Mas não foi apenas o Ministério de Educação que se esqueceu dos professores, ao que parece os sindicatos também andam esquecidos dos professores.

 

Greve de professores se forem esquecidos no Orçamento

 

Greve de professores é é hipótese caso sejam esquecidos no próximo Orçamento do Estado, numa luta que começa dentro de uma semana em frente ao parlamento, revelou hoje o secretário-geral da Fenprof.

Aumentos salariais e uma carreira mais atrativa são algumas das reivindicações dos professores que “não têm medo” de maiorias absolutas nem de “ir para a rua exigir os seus direitos”, afirmou hoje Mário Nogueira. A luta vai “começar de hoje a uma semana”, disse, explicando que no próximo dia 04 de outubro os professores vão realizar um plenário nacional em frente à escadaria da Assembleia da República.

Implementar medidas que tornem a carreira atrativa, que combata a precariedade e valorize a profissão são algumas das reivindicações dos docentes que este ano celebram o Dia Mundial do Professor a 04 de outubro.

“Sei que o ministro da Educação se incomoda muito quando se fala em lutas e na possibilidade de greves”, afirmou Mário Nogueira, sublinhando que ainda não estão a anunciar a marcação de uma greve “mas, se o Orçamento do Estado de 2023 (OE2023) passar ao lado dos professores, se calhar não teremos alternativa que não seja recorrer à greve”.

Os professores querem o fim das quotas nas avaliações, querem ser ressarcidos pelos anos em que os seus salários estiveram congelados, pedem que acabem as vagas que impedem a progressão na carreira.

“A existência de greve ou não está mais nas mãos do Governo do que nas nossas. Não queremos que o Orçamento do Estado resolva todos os problemas em 2023, mas queremos que haja um protocolo negocial da legislatura, entre a Fenprof e outros sindicados e o ME, que preveja a forma de valorizar de forma faseada a profissão dos professores”, explicou Mário Nogueira.

Por isso, os docentes vão aguardar pela proposta do Orçamento do Estado.

Mário Nogueira lembrou ainda que são precisos aumentos salariais que possam responder à desvalorização acima de 14% sentida na última década, defendendo que aumentos “abaixo de 10% é uma perda tremenda”.

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Estatística e gestão…. não é contar paletes… – Luís Sottomaior Braga

 

Estatística e gestão…. não é contar paletes…..
No agrupamento onde labuto, 100% das psicólogas estão de baixa e é muito bom para o país.
Ambas estão grávidas e vão nascer crianças.
O nosso ministro mostra, nas declarações de ontem, que é mesmo de Letras e sofre do fascínio dos grandes números, típico de quem lida mal com números e acha que eles podem ser olhados na linha do advérbio “aproximadamente”.
E acha que atirar números sem contexto prova alguma coisa. Só prova que é preciso ver os números com mais atenção.
E está a fazer microgestão e um discurso de micro-gestor, para disfarcar o problema que o devia preocupar realmente ao nível de gestão macro, que é o que ocupa: porque faltam substitutos para tão poucas baixas? Que medidas tomar para as baixas naturais deixarem de ser problema?
As baixas são, para o ministro, como os incendiários nos fogos florestais. Interessa pouco saber como nasce o fogo, quando o que é preciso é apagar. Neste fogo florestal da falta de professores o ministro quer ser a PJ que descobre indícios ou o espontâneo que se queixa do fogo posto na televisão, em vez do bombeiro que apaga.
Discutir baixas é conversa para o nível de batalhão (os diretores), não para o general. Eu discuto e conto baixas ao nível do agrupamento. E faço gestão de assiduidade. E tem de ser.
As baixas têm atestados médicos, sempre. O colega da saúde, que acho que os passará, lhe explicará a futilidade de se queixar disso.
Números agregados não se olham assim: às paletes.
Porque até nem são assim tantas as substituições e para horários anuais ainda vai havendo quem lhes pegue.
Se houver, no total, 100 mil professores em Portugal, ao fim do mês, as mil semanais (ainda que sejam todas baixas novas) serão 4000 baixas. 4% ou menos do total de professores.
Então não se consegue substituir 4% do total de trabalhadores? Tão pouco? (para quem não saiba há indicadores, em alguns setores, de absentismo médio na casa dos 10% ou mais) . O ministro podia dizer-nos a taxa em vez de atirar “mil”…. Mas é para dar ideia que são muitos…..Paletes de baixas.
E saliento que a maioria das baixas são de pessoas com 14 horas letivas e os substitutos potenciais podem trabalhar até 28 horas letivas por semana. No limite, para 4000 baixas pode nem precisar de 4000 professores e governar o caso com bem menos que esse número.
Que sejam 3500. No proximo mês não se arranjam 3500 pessoas para substituir? O trabalho é assim tão mau?
Um exército que não esteja preparado para render 4% ou menos do seu efetivo, que baixa ao hospital militar no espaço de um mês, tem um problema: os generais.
Estes números indicam que, em média, num agrupamento médio de 200 professores há 2 doentes por semana, 8 ao fim do mês, se nenhum se curar. 1 professor doente em 100 é assim tão grande problema para o ministro se vir lamentar?
Quando chegar a gripe, ou o covid atacar de novo, ui…..
A ironia é que o ministro está a salientar o que é normal, apenas para disfarçar o problema de que não quer falar: sempre houve substituições.
Hoje são baixas de gente com idade. No passado eram gravidezes. Mas tirando a Cláudia Raia, não há quem tenha filhos aos 50/55 que é a média de idades…..
Mas no passado havia quem (como eu fui) aceitasse ir fazer substituições. Agora não há porquê, senhor general?
No agrupamento em que vivo 10 horas por dia, as psicólogas estão as 2 de “baixa”. E desejo que assim continuem. É sinal que estarão cheias de felicidade a tratar os seus recém-nascidos.
Desejo a essas crianças que cresçam num mundo com menos gente a torcer números para disfarçar falta de soluções e inabilidade política.

 

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E quais são as razões dos pedidos de baixa?

Será por termos uma classe docente envelhecida e sujeita a um desgaste físico e psicológico (principalmente) acima da média. O desgaste psicológico entende-se bem, só quem não exerce profissão ou não está em contacto direto com ela não o entende. O desgaste físico é inerente ao psicológico e agravado por constantes deslocações a que os docentes com 20 e mais anos de serviço ainda estão sujeitos. O Sr. ministro, ouviu da boca de um professor, numa das reuniões com os sindicatos, que em trinta anos de serviço, esse professor conseguiu aproximar-se do seu concelho de residência, apenas, cerca de 8 Km, ou seja, ainda se encontra colocado a 32 Km de casa.  Será por isso que o desgaste físico leva a tantos pedidos de baixa? Cada um que tire as suas conclusões.

Também podíamos falar da MPD, mas já nem vale a pena, tudo foi dito, só não ouviu quem não quis.

 

Todas as semanas, estão a chegar ao ministério da Educação cerca de mil pedidos de baixa, que exigem a substituição desses professores, revelou esta segunda-feira João Costa. De visita a uma escola a Santo Tirso, o ministro garantiu que 90% dos horários por preencher são em escolas das regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

João Costa assegurou que 97% das necessidades estão hoje preenchidas. Isso significa, admitiu, que 3% dos alunos não têm todos os docentes. E, “um aluno sem aulas é um aluno a mais”, disse, citado pela rádio TSF.

 

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Vigília 3 – Resistir pela Educação

Viana do Castelo já vai na 3.ª Vigília.

Vigília 3 – Resistir pela Educação

 

 

São uns autênticos resistentes.

 

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Dia 20 recebemos a esmola

 

Apoio de 125 euros será pago a partir de 20 de outubro

A atribuição do apoio “não carece de qualquer adesão por parte dos cidadãos, sendo automática”, explica o Ministério das Finanças. IBAN precisa de estar actualizado.

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Mostra Cinema Sem Conflitos 2022 – Açores – Entrada Livre – Faltam 3 dias…

Últimos dias para reservas // cinemasemconflitos.pt

 

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Pré-escolar para além das 17 horas e almoços grátis

Medidas constam no Plano de Ação da Garantia para a Infância até 2030. Documento prevê ainda o reforço do regime de licenças de parentalidade.

Governo quer crianças do Pré-Escolar mais tempo na escola e almoço grátis

 

O Governo quer almoços grátis e o prolongamento do horário do Pré-Escolar para lá das cinco horas letivas atuais. A medida consta no Plano de Ação da Garantia para a Infância, a que o JN teve acesso. O documento prevê, entre outras iniciativas, o reforço do regime de licenças de parentalidade. No âmbito da Agenda do Trabalho Digno, está em discussão a possibilidade de os pais poderem, 120 dias após o nascimento do filho, conciliar a licença parental com o trabalho a tempo parcial e, assim, aumentar o tempo com o bebé.

O Plano de Ação da Garantia para a Infância 2022/2030, assente em quatro pilares de intervenção, tem como objetivo lutar contra a exclusão social das crianças e dos jovens, “através da garantia do acesso efetivo ao acolhimento na primeira infância, a uma educação de qualidade, a cuidados de saúde, a uma alimentação saudável e a uma habitação digna”. Até 2030, a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza tem como meta a retirada de 170 mil crianças desta condição.

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Um Problema Antigo – CGA/SS

… só acho estranho que alguém apenas saiba disto quando está doente, porque mensalmente são lembrados no recibo de vencimento.

 

“Só sabem quando estão doentes”. A “revolta” dos professores que descobriram que estavam a descontar para a Segurança Social

Segurança Social ou Caixa Geral de Aposentações? São grandes as diferenças entre os dois sistemas de previdência, sobretudo na proteção durante a doença.

 

As queixas arrastam-se há anos e são mais um problema a desgastar a relação dos professores com o Ministério da Educação: na última década, inúmeros docentes foram transferidos para a Segurança Social sem justificação legal aparente, deixando de descontar para a Caixa Geral de Aposentações.

A diferença não é apenas uma questão de nome: descontar para a Segurança Social significa um corte abrupto de ordenado em períodos de doença que pode chegar, por exemplo, a menos 35% no primeiro mês de subsídio de doença (em comparação com a Caixa Geral de Aposentações), numa diferença que se vai avolumando para baixas prolongadas em doenças graves.

As queixas são às centenas e só a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) acompanha 90 docentes que avançaram para tribunal. Quase todos ainda aguardam por uma decisão da justiça e quatro já tiveram decisões favoráveis.

“Esperamos agora por uma quinta decisão idêntica para poder estendê-la a todos os outros casos”, diz o sindicalista Francisco Gonçalves.

“Os professores sabem que mudaram para a Segurança Social no momento em que estão doentes, nos momentos em que estão mais frágeis”, relata Maria João Torres, uma das professoras afetadas e que espera há anos por uma decisão da justiça, tal como Fernanda Martins, que sublinha: “Eu estou na mesma escola que os colegas, tenho as mesmas funções, e não há igualdade”.

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Pedidos de mobilidade por doença sem colocação não podem ser analisados caso a caso

Com os negritos e sublinhados meus.

 

Pedidos de mobilidade por doença sem colocação não podem ser analisados caso a caso

 

 

Segundo o parecer jurídico solicitado pela tutela e divulgado esta sexta-feira, o Ministério da Educação não pode analisar caso a caso os pedidos de mobilidade por doença dos professores que não obtiveram colocação.

“Não é legal a análise casuística de pedidos que não se enquadram no Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho”, que estabelece o novo regime, refere o parecer do Centro de Competências Jurídicas do Estado – JurisApp divulgado pelo Ministério da Educação em comunicado.

Em causa está um parecer jurídico solicitado pelo Ministério da Educação sobre a legalidade da análise e decisão casuística dos pedidos de mobilidade por doença feitos pelos professores à margem do procedimento conduzido pela Direção-Geral da Administração Escolar em julho e em que apenas 56% dos mais de 7.500 professores candidatos conseguiram colocação.

Na altura, a tutela anunciou que iria analisar, caso a caso, esses pedidos, mas a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) alertou que a apreciação casuística causaria dúvidas entre os docentes admitidos, mas não colocados. Por isso, e entendendo que a organização sindical colocava assim em causa a legalidade do procedimento, o Ministério pediu um parecer jurídico.

De acordo com a apreciação da JursiApp, só poderão ser analisados os pedidos que, por um lado, “resultem de doença que ocorra durante o ano letivo” ou, por outro lado, quando estejam em falta elementos processuais e a candidatura possa ser aperfeiçoada.

Assim, vão ficar sem resposta os 1.285 pedidos de reapreciação recebidos recebidos até à data, dos quais 1.118 foram apresentados por doentes admitidos, mas que não conseguiram colocação na escola para onde tinham pedido a transferência por não haver capacidade de acolhimento, indica o Ministério da Educação em reposta à Lusa.

As situações de suprimento de elementos processuais para aperfeiçoamento da candidatura já foram, entretanto, analisados, sendo que, nesses casos, os docentes deverão ser notificados da decisão final durante a próxima semana.

Em comunicado, a tutela acrescenta que “está a organizar e desenvolver os mecanismos de gestão dos seus Recursos Humanos (…) que respondam às necessidades dos docentes que careçam de adaptação das suas condições de trabalho nos agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas em que se encontram colocados”.

Em resposta à agência Lusa, o Ministério da Educação esclarece que esses mecanismos incluem, por exemplo, “a possibilidade de desempenharem a sua atividade, quando as condições de saúde assim o imponham, com a determinação de conteúdo funcional adaptado, os chamados trabalhos moderados, determinados por serviços de Medicina no Trabalho”.

“O Ministério da Educação está disponível para encontrar soluções que permitam aos docentes que, em resultados dos concursos não obtenham colocação próxima da residência ou que, estando já colocados na escola pretendida, ou nela venham a ser colocados, apresentem situações clínicas que justifiquem alterações das suas condições de trabalho, em sede das negociações sindicais em curso para revisão do modelo de recrutamento e seleção de professores”, acrescenta a tutela.

Da parte da Fenprof, o secretário-geral rejeitou a justificação, afirmando que a legalidade da análise casuística nunca foi questionada e que a Fenprof até defendia que fosse feita.

“Isto não é um concurso. Tem regras, mas há casos que é preciso ter em conta, analisar e resolver”, disse à Lusa Mário Nogueira, considerando que essa avaliação era a única forma de alguns professores conseguirem obter colocação, ainda que pudesse ser entendida como injusto pelos docentes que não viram a sua situação resolvida.

O secretário-geral da Fenprof referiu ainda que, em seu entender, não era necessário qualquer parecer jurídico e alertou para as consequências de haver agora um entendimento de que o Ministério não pode, legalmente, analisar os pedidos que não conseguiram colocação.

“Muitos destes professores estavam disponíveis e capazes de trabalhar desde que não tivessem de fazer colocações, mas isto vai aumentar o número de baixas, porque muitos ainda estavam a aguardar a decisão”, sustentou Mário Nogueira.

Este ano, foram aterradas as regras da mobilidade por doença, com critérios que limitam, por exemplo, a colocação dos docentes à capacidade de acolhimento das escolas, tornam obrigatória a componente letiva, e definem uma distância mínima entre a escola de origem, a residência ou prestador de cuidados médicos e a escola para a qual o docente pede transferência.

Com o novo regime, só 4.268 dos 7.547 pedidos de mobilidade por doença para o ano letivo 2022/2023 foram aceites, o equivalente a 56%.

Comparativamente ao ano letivo passado, quando cerca de 8.800 doentes tinham mudado de escola por motivo de doença, o número de professores em mobilidade caiu para menos de metade.

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O êxtase num título de Especialista…

O êxtase num título de Especialista…

 

Portugal será, muito provavelmente, o país do Mundo com a maior concentração de Especialistas “por metro quadrado”…

Nos últimos tempos, o número dos denominados Especialistas parece ter vindo a aumentar exponencialmente em todas as Áreas, chegando-se ao cúmulo ridículo de poderem existir mais Especialistas do que leigos, tal a banalização que se tem feito da atribuição de determinadas especialidades…

O primado dos Especialistas, aqueles que supostamente serão peritos em alguma matéria, detendo por isso um plausível conhecimento profundo acerca da mesma, está instalado e foi disseminado um pouco por todo o lado, acabando por se intuir a ideia de que quem não for Especialista em alguma coisa não passará de um “indigente”, de um pobre coitado…

Implicitamente também se tem difundido a ideia, falaciosa, de que possuir o título de Especialista é, por si só, uma garantia de competência que, logo à partida, conferirá ao seu detentor uma inquestionável capacidade de concretização e uma eficiência a toda a prova…

Ostentar o epíteto de Especialista parece ter-se tornado numa espécie de “título nobiliárquico”, um êxtase que parece seduzir muitas pessoas, plausivelmente imprescindível a todos os que pretendam perfilar em determinadas “Nobrezas Intelectuais”…

Como não poderia deixar de ser, na Educação também pululam os Especialistas, quase sempre disponíveis para exercerem a sua influência e poderem deixar a sua “marca”…

Mas, e paradoxalmente, na Área da Educação, parte significativa dos apelidados Especialistas, parece desconhecer e/ou desvalorizar a realidade factual das escolas, ignorando, em particular, os constrangimentos diários com que as mesmas se debatem, assim como as contingências que afectam a maioria dos profissionais que nelas trabalham…

Em teoria parece saber-se tudo, mas os efeitos práticos que expectavelmente daí deveriam perpassar não são visíveis… O suposto conhecimento dos Especialistas não tem sido posto ao serviço da resolução dos muitos problemas concretos existentes na Área da Educação…

Pior, do que o anterior, é o estatuto de Especialista e a sua pretensa credibilidade poderem ser usados para legitimar as muitas medidas educativas desacertadas e alheadas da realidade, que vão sendo promulgadas pela Tutela…

Ou seja, parece haver uma certa “elite iluminada” de Especialistas, uma espécie de “leais conselheiros”, cuja principal função consistirá em apoiar e defender as decisões e as medidas educativas definidas pela Tutela, abdicando de as contrariar…

Inquietante, também, é constactar que os muitos e variados Especialistas que, por certo, desempenharão funções no próprio Ministério da Educação não conseguiram até agora resolver nenhum dos dois problemas mais significativos e alarmantes que afectam toda a dinâmica da Educação no momento actual:  os obstáculos respeitantes aos Concursos de Professores e os que impedem a valorização e a dignificação da Carreira Docente…

Estamos quase no final do mês de Setembro e os problemas identificados há muitos meses atrás subsistem: continuam a existir milhares de alunos ainda sem Professor atribuído em uma ou mais Disciplinas; a maioria dos Professores que se encontra em funções está insatisfeita e desmotivada e parece ser difícil conseguir convencer alguém a tornar-se Professor…

Uma parte do que os muitos Especialistas do Ministério da Educação não terá ainda conseguido realizar, parece que será agora imputada aos Directores: alguns Professores poderão entrar no Quadro, por decisão da escola onde estiverem colocados, e não apenas por via de um Concurso Nacional de Vinculação (Jornal Público, em 21 de Setembro de 2022)…

Sem, à partida, colocar em causa a idoneidade dos Directores em termos gerais, não pode, contudo, deixar de se considerar que, a concretizar-se, a medida anterior poderá significar a introdução de um grau de subjectividade e de parcialidade significativamente superior ao que se verificaria em qualquer Concurso Nacional de Vinculação…

E essa subjectividade, que poderá manifestar-se, em algumas escolas, de forma muito criativa, acabará por inquinar o processo de contratação directa de Professores, descredibilizando-o e contribuindo para aumentar ainda mais o grau de desconfiança e de insatisfação com que comummente se olha para a Tutela e para algumas Direcções de Agrupamentos…

E se existem Directores que, previsivelmente, ficarão agradados com a atribuição de mais esta incumbência, sobretudo aqueles que exerçam o respectivo cargo como se lhes assistisse o estatuto de “Semideuses”; outros haverá que considerarão esta medida como uma forma do Ministério da Educação “sacudir a água do capote”, que é como quem diz, reduzir as suas responsabilidades e livrar-se de alguns compromissos…

De uma forma ou de outra, esta medida bem poderá vir a tornar-se num potencial “presente envenenado” para os próprios Directores: se correr bem, os respectivos créditos serão obviamente assacados pelo Ministério, por ter sido quem determinou a medida; se correr mal, a culpa será obviamente atribuída aos Directores, por não terem demonstrado a devida competência…

Escusamos de ter ilusões: esta forma de “autonomia” das escolas é tendencialmente perversa e cínica e serve sobretudo ao próprio Ministério da Educação, que cria, deste modo, mais uma oportunidade para “dividir para reinar”, ao mesmo tempo que se demite de mais um encargo…

E no limite, ou no pior de alguns possíveis cenários, teremos a própria Tutela a fomentar a falta de transparência, de equidade e de justiça nos Concursos de Professores, o que não deixará de ser algo inédito e absurdo num país dito democrático e desenvolvido…

Neste momento, parece que a verdadeira originalidade consiste em não ser Especialista em alguma coisa…

Não tenho a certeza de que a vaidade humana possa explicar integralmente a proliferação inusitada de tantos Especialistas, ou se se trata apenas de uma “moda efémera”, substituível por outra qualquer daqui a algum tempo, mas concordo com isto:

“O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção.” (Fernando Pessoa).

E será caso para perguntar: de que servem tantos Especialistas em Educação, perante a hecatombe que tem vindo a ser desenhada à vista de todos?

(Matilde)

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Perda de poder de compra dos professores portugueses (2010-2021)

Texto retirado do Facebook desta publicação.

 

Perda de poder de compra dos professores portugueses (2010-2021)

 

A Função Pública e os professores sofreram desde 2010 uma perda de poder de compra de cerca de 13% no seu vencimento ilíquido, pela não atualização dos salários face à inflação. A remuneração líquida dos funcionários públicos e dos professores sofreu ainda uma redução significativa fruto dos aumentos dos descontos para a ADSE para os 3,5% e do IRS nestes 12 anos. Por isso, a perda de poder de compra nos salários líquidos já está perto dos 20%, sem contar com o presente ano. O salário líquido de um professor em início de carreira mantém-se em cerca de 1000 euros líquidos desde 2010. Portanto, nessa data um professor no início da carreira ganhava cerca de dois salários mínimos, hoje ganha 1,5. Com cerca de 30 anos de serviço um professor poderá ter um salário de 1400 a 1500 euros líquidos, salário que se mantém inalterado desde 2010. Portanto, nesse ano ganhava 3 salários mínimos, hoje ganha 2 salários mínimos. Poucos professores irão chegar ao 10.º escalão fruto do congelamento da carreira (cerca de 10 anos, dos quais só foram recuperados 3) e dos garrotes no acesso ao 5.º e ao 7.º escalão.
A diminuição do investimento em educação é evidente, passando a percentagem da despesa do Estado de 6,7% em 2010 para 4,5% em 2019 (% do PIB).
A falta de professores e de interesse em entrar na carreira tem aqui, entre outras, uma explicação. De futuro, se nada for alterado, teremos de recorrer a profissionais com conhecimentos limitados, que se contentem com um salário baixo.
Fontes:

Despesas das Administrações Públicas em educação em % do PIB

 

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O que diz o parecer sobre a MPD?

 

Parecer diz que pedidos de mobilidade por doença sem colocação não podem ser analisados caso a caso

Ministério da Educação tinha anunciado que iria analisar, caso a caso, os pedidos dos professores que não ficaram colocados nas escolas que pretendiam, no regime de mobilidade por doença. Agora, revela parecer que diz que não é possível.

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A BELEZA DA GRADUAÇÃO COMO FÓRMULA

 

A fórmula da graduação, a sua transparência e blindagem à cunha e favoritismo, foi que o me permitiu ser professor.

Ela é a culpada. E por isso a defendo.
Se os professores fossem selecionados pela simpatia, eu não me safava pois não sou simpático (melhor dito, não passo graxa, nem manteiga, nem lambo nada que não deva).
Há quem diga que mordo, mas ainda está para se provar.

Se os professores fossem selecionados pela cor política eu não me safava. Mesmo quando fui do PS (até 2005) nunca fui da facção “certa” na minha terra. Era da minoria rebelde. Até houve um presidente de câmara do meu partido, ex-colega de escola da minha mãe, que lhe fez o apelo de que me fizesse portar bem que “iria longe”. A minha mãe riu-se.

Mas parece que eu quis ficar perto da consciência e não longe. E especialmente mal acompanhado.

Se a escolha dependesse desse autarca é doutros que incomodei e seus camaradas, aulas não daria.

Ser professor foi a forma de ser livre.
Era bom aluno e tive boa nota. Estudei muita História e depois tive boa nota na profissionalização (16,5) o que me deu impulso nos 1º concursos a que concorri, em que a competição era com gente com pouco tempo de serviço e menos nota.

ÀS VEZES PENSO QUE O PROBLEMA É OS POLÍTICOS NÃO ENTENDEREM A MATEMÁTICA DA COISA…..

A FÓRMULA DA GRADUAÇÃO é simples: para considerar o conhecimento e formação profissional inclui a nota do curso que habilita para ensinar.

A essa nota, chamada classificação profissional, acresce 1 valor por cada 365 dias de serviço após ser profissionalizado e 0,5 por cada ano antes da profissionalização.
O trabalho conta, em dias. E com eles a fórmula considera a experiência.

Balanceia formação e experiência.

Quando a fórmula foi criada, há décadas, havia muito pouca capacidade de computação
E como não sou um fanático de nada, até admito que poderíamos hoje criar convenções de melhoria da fórmula.

Para enriquecer a capacidade de fazer “perfis”, que excita tantos, mas sem que deixe de ser possível todos concorrerem com todos em todas as escolas (que é isso que a graduação permite).

Afinal se eu concorrer a qualquer escola portuguesa serei sempre o tipo que já tem 27 anos de serviço e uma nota inicial de 16,5. E, se outro candidato, com 12 valores e 3 anos “conhecer muito bem o projeto educativo do agrupamento” (fórmula que muito diretor batoteiro adorava nas ofertas de escola para escolher os amigos) não passa, por isso, a ser lógico ou aceitável que possa passar-me à frente na seleção (não se riam, que vi acontecer….).

Por exemplo, podíamos pensar muita coisa para mudar a fórmula sem a desequilibrar. Dar bonificações de tempo de serviço a quem for para certas zonas, que quem não for não tem, a acrescer à graduação. Acrescentar valores por cada conjunto de horas de formação certificada (1/365 avos por cada 5 horas de formação, para exemplificar, que não estou a propor), bonificar quem tenha grau maior que o que dá a habilitação (ex: quem é licenciado como habilitação, se tiver um mestrado certificado ter mais, por hipótese, 25% na classificação), etc.

É TUDO UMA QUESTÃO DE FÓRMULA, DE MATEMÁTICA, DE COMPUTAÇÃO

Na verdade, a graduação é uma convenção matemática. A convenção foi feita por matemáticos e não políticos. E ainda bem que é numérica e substantiva e não adverbial.

Contaminar a escolha de professores com subjetividades irrelevantes e com potencial pouco ético é um problema para o futuro do país.
A “escolha dos diretores” é sempre menos rigorosa que a uma fórmula matemática convencionada geral. Em especial num processo que sempre envolverá milhares de pessoas no curto periodo de tempo de preparação de cada ano letivo.

365 dias podiam ser um valor mas podiam ter sido dois e o tempo antes da habilitação podia ser meio ou 0,75 valores.

A convenção foi definida há muitos anos e ficou. Mas se a configuração até pode ser mudada, não deve ser alterado o princípio transparente e comparável, em especial se for por troca com métodos mais caros, mais incómodos, lentos, complexos e potencialmente corruptivos.

Que me perdoem os meus colegas diretores: confio mais numa fórmula matemática, abstrata e geral, para escolher professores e definir bons perfis que nas suas opções e escolhas.

Até porque já as vimos a funcionar e correu mal. Muito mal.

A violar a Constituição e a justiça.

Pena é que a possibilidade de haver cunhas seduza tantos que deviam defender regras claras e abstratas. Mas que acham que piores regras os podem beneficiar.

 

Luis Sottomaior Braga

 

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Parecer Jurídico da MPD

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Lista Colorida – RR4

Lista Colorida, atualizada com colocados e retirados da RR4.

Só nas listas de hoje há 255 retirados das listas de ordenação.

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1495 Contratados colocados na RR4

Foram colocados 1495 contratados, na Reserva de Recrutamento 4, distribuídos de acordo com a tabela seguinte:

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Reserva de Recrutamento n.º 04

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 4.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 26 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 27 de setembro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 04

Listas – Reserva de recrutamento n.º 04 

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REUNIÃO COM A Pró-Ordem NÃO FOI APENAS SOBRE CONCURSOS

Comunicado da Pró-ordem sobre a reunião com o ME.

 

REUNIÃO COM A Pró-Ordem NÃO FOI APENAS SOBRE CONCURSOS

 

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Há margem para aumentar Função Pública à inflação

 

O Governo pode aumentar os salários da Função Pública em 2023 em linha com a inflação esperada e manter alguns apoios às famílias e, ainda assim, conseguir um défice orçamental inferior em cerca de 650 milhões à meta que definiu.

 

Negócios Premium

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