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A Quem o Dizes…

Sábado – O Meu Quintal

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Professores sem formação sobem 31%

Já foram colocados 1163 professores sem formação pedagógica, face aos 900 registados em 2021 em período idêntico.

Professores sem formação sobem 31%

O Ministério da Educação (ME) já colocou este ano letivo nas escolas 1163 professores apenas com habilitação própria, sem formação pedagógica, mais 263 do que os 900 colocados o ano letivo passado até 21 de outubro. Estes dados, que foram fornecidos ao Correio da Manhã pelo ME, revelam um crescimento de 31% do recurso a estes docentes no presente ano letivo.

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MPM | Divulgação de plenário e recolha de assinaturas

Olá colegas;

O MPM começou este ano letivo cheio de energia!! Todas as 4ªs feiras, desde  o início de setembro que temos sido notícia nas televisões portuguesas. Pela primeira vez se ouviu falar nos professores em monodocência na comunicação social. Aos poucos o nosso grupo de contactos por mail vai engrossando e no facebook já somos praticamente 10 mil.
Não podemos esmorecer, temos que continuar a mobilizar colegas, ninguém o fará por nós.
Na próxima 4ª feira, dia 12 de outubro, vamos fazer um plenário nacional onde pretendemos que todos possam ter voz. Vamos juntos decidir o que fazer para marcar presença nas próximas 4ªs feiras.
Segue um formulário para a inscrição no plenário, convidem todos os colegas a estar presentes para dar sugestões de como continuar a luta.
Anexamos também  carta que simbolicamente levamos a Lisboa no dia 5/10. encerraremos a recolha de inscrições no dia 12, até lá divulguem o mais possível.
Inscrevam-se e divulguem o plenário e a recolha de assinaturas-
Juntos somos mais fortes!
p’o MPM
Teresa Sousa

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O logro do “Professor multifunções”…

 Cumprir escrupulosamente o horário de trabalho e desempenhar as funções intrínsecas de forma responsável e diligente, estabelecendo um compromisso com o serviço atribuído, não é o mesmo que sentir-se obrigado a desempenhar múltiplas funções ou a estar sempre disponível para tudo e para todos…

Frequentemente, ouvimos a afirmação de que os Professores também são, muitas vezes, chamados a desempenhar papéis ou funções como os de mães/pais, psicólogas(os), amigas(os) ou confidentes dos alunos…

Mas as competências sociais e emocionais do Professor não podem confundir-se com a sua principal função: ensinar, ajudando os alunos a pensar e a construir e a adquirir conhecimento…

O anterior, coloca-nos perante a questão: afinal, o que é ser Professor?

Na verdade, talvez não saiba, convictamente, o que é ser Professor, mas sei o que um Professor não pode ser:

Ser Professor não pode tornar-se num acto de heroicidade porque isso seria admitir e aceitar que aos Professores possam ser exigidos “superpoderes”, heroísmos ou missionarismos…

Um Professor não pode ser considerado como um Semideus ou como uma “divindade”, invencível, perfeita e infalível… E, sim, os professores não são todos iguais, também têm características próprias, esse aspecto particular, muitas vezes ignorado…

O Professor, que também é Pessoa, é susceptível de cometer erros; apresenta fragilidades; não tem recursos ilimitados de energia, nem de tempo; e é detentor de representações, emoções, motivações, afectos, cognições e de todos os estados d´alma que isso implica e aos quais legitimamente tem direito…

Espera-se dele que consiga fazer surgir nos alunos o máximo de motivação, curiosidade e interesse pelas aprendizagens, muitas vezes delegando-lhe parte significativa de algumas responsabilidades que caberiam, em primeira instância, às famílias, à Tutela ou a outros técnicos…

Esse ónus não pode ser atribuído exclusivamente aos Professores e muito menos legitimado pelos próprios, ao aceitarem tal responsabilização, assumindo-a como sua…

Se o fizerem, cairão inevitavelmente na “armadilha da pretensa omnisciência”, que é como quem diz, ver-se-ão na contingência de desempenhar determinadas funções que naturalmente não lhes podem ser atribuídas, sobretudo por não fazerem parte das suas competências…

Servir para tudo e aceitar a execução das mais diversas funções e papéis, pode aumentar a possibilidade de se cometerem erros e acentuar a frustração, a ansiedade e a exaustão física e, sobretudo, psicológica…

É preciso conseguir dizer: “Não”, sem interpretar isso como uma incapacidade ou como um fracasso, mas antes como um acto consciente e intencional para evitar a entrada no círculo vicioso da auto-sabotagem e o recurso a “discursos-álibi” de vitimização…

Dizer sempre “Sim” é continuar a aceitar tudo o que alguém quiser impingir aos Professores e abdicar do espírito crítico, em silêncio, dominados pela resignação…

O “Professor multifunções” é um logro, um mito…

Um mito criado, em primeiro lugar, pelo Ministério da Educação que, de forma perversa e ludibriosa, aproveita para se desresponsabilizar e demitir, exigindo, implícita ou explicitamente, aos Professores, papéis e funções para os quais poderão não estar devidamente capacitados… Nem têm que estar…

Aliás, o presente Ministério da Educação tem sido muito hábil e lesto a responsabilizar terceiros pelos problemas actualmente existentes, evidenciando uma postura pautada pela vitimização, pela imaturidade, pela falta de empatia, pelo egocentrismo, pela incapacidade de antecipar consequências dos seus próprios actos, pela incapacidade de estabelecer compromissos éticos e pela incapacidade de resistir à frustração…

Dir-se-ia, até, que a postura do actual Ministério da Educação fará lembrar a conduta de alguns adultos que, por não terem conseguido ultrapassar, com sucesso, a Fase da Adolescência, apresentam comportamentos que não são consonantes, nem os esperados para a sua idade cronológica…

(Matilde)

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Reposta à reitora.

No JN de hoje (6/10) aparece a reitora a defender os diretores, a propósito da possibilidade de haver uma quota de lugares no quadro escolhidos pela própria escola. O seu argumento é que o ataque a esta proposta se centra na desconfiança no comportamento dos diretores. 
Como sabemos esta senhora foi a grande responsável pelo ataque à profissão docente, à carreira docente e à gestão democrática das escolas.
Esperava que aparecesse a fazer meia culpa e a responsabilizar-se pela atual falta de docentes, com as transformações que promoveu, ao criar uma carreira com estrangulamentos (5º e 7º escalões), ao criar um sistema de concursos que afasta os professores da sua zona de residência, ao criar um sistema de gestão unipessoal, que promoveu a arbitrariedade, ao criar um sistema de avaliação que só premeia alguns
dos bons professores, os que cabem nas quotas. Tudo em nome do gerencialismo, da proletarização dos docentes e de um sistema de gestão autocrático e com consequências a longo prazo no afastamento dos candidatos a esta profissão e consequente falta de professores que se acentuará devido ao envelhecimento desta classe.
Em suma, promoveu um sistema que desvalorizou a carreira docente, afastou os professores das suas residências e instituiu uma avaliação que abriu a porta ao compadrio (os adjuntos e assessores dos diretores são os grandes beneficiados), mas não assume responsabilidades.
O único mecanismo que garantia alguma equidade na entrada no quadro, aparece agora sob ataque, reforçando os poderes dos diretores.  Mas debrucemo-nos sobre se os diretores serão confiáveis à luz das suas atitudes passadas – dando como provado que há diretores não autoritários. Todos conhecemos
as práticas de horários completos reduzidos a incompletos para estarem disponíveis para os «amigos». Todos conhecemos que na avaliação não há adjuntos ou assessores que fiquem fora das quotas, com o truque de requererem a ida para o contingente geral e não serem avaliados em universos específicos. Também conheço situações que durante muito tempo o diretor e seus convidados usufruíram de um parque de
estacionamento – a que chamei de currículo oculto que promove a correlação entre poder e privilégios.
Srª reitora em vez de meia culpa, segue a tática da avestruz, ignorando as consequências que o sistema teve, e que hoje se sente e sentirá cada vez mais no futuro, no afastamento dos candidatos a esta profissão, para além das consequências a nível de doenças pessoais para quem insistiu em manter-se na profissão ou por
necessidade ou por ingenuidade.
A desconfiança incide antes sobre os professores, com burocracias para tudo justificarem, as vítimas do sistema com doenças foram agora penalizadas com base nesta desconfiança no novo regime – veja-se o caso da colega com cancro recentemente falecida. Enquanto este paradigma não mudar a profissão não se tornará atrativa.

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