Depois de idealizar a organização deste modelo de ensino para dar resposta à crise instalada nas escolas, vejo que o governo pegou na ideia e a tenta operacionalizar. É necessário ter em atenção todas as contingências que esta modalidade de ensino acarreta e que estão explicadas de forma técnica no artigo que redigi e publiquei no Blog DeAr Lindo. No endereço: https://www.arlindovsky.net/2020/03/sera-este-o-futuro-da-telescola-sem-a-necessidade-de-o-professor-se-deslocar-a-um-estudio-de-tv/
É exequível. Se reunirem todos os recursos humanos necessários, que não são muitos, o parco equipamento necessário, que não é dispendioso, e uma equipa que saiba o que está a fazer. Não são necessários grandes profissionais, os professores são capazes de o fazer, até a partir de suas casas. E quem melhor que os professores, que sabem o que se passa no campo para o fazer? Já testei a teoria e qualquer um o conseguirá fazer com o mínimo de conhecimento informáticos.
Numa entrevista ao programa “Gente que conta” do Porto Canal, transmitida esta noite, questionado sobre como vai o Governo garantir que todos os alunos terão acesso aos conteúdos educativos durante o terceiro período, nomeadamente os que não têm acesso à Internet, o ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, adiantou que estão a ser estudadas várias soluções, que podem passar por canais “do estilo youtube”, que permitem a transmissão de vários conteúdos em simultâneo ou também por fazer chegar os conteúdos pela televisão por cabo.
“83% dos lares em Portugal têm TV cabo. Podemos fazer chegar conteúdos às crianças também por essa via”, referiu o ministro, acentuando que não será um regresso à “Telescola” (até porque a quantidade de anos letivos em causa não permute replicar um modelo que em tempos foi aplicado apenas aos 5.º e 6.º anos), mas um modelo mais próximo de canais do estilo do Youtube.
Na entrevista conduzida por Paulo Baldaia, o ministro foi confrontado com as críticas que se fizeram ouvir nestes últimos dias, pelo facto de os alunos sem acesso à Internet não terem possibilidade de manter o contacto com os professores e continuarem a ter aulas.
Na resposta, o ministro referiu que várias hipóteses estão a ser estudadas, que esta é também uma realidade “que nos mostra como temos de ser rápidos” e garantiu que o Ministério da Educação “está muito focado nesta situação”´.
Sobre as duas últimas semanas de aulas, Pedro Siza Vieira referiu que foi “muito impressionante” verificar como as escolas, os diretores de turma e os professores se mobilizaram para, “de um momento para o outro, conseguirem manter o apoio pedagógico”, recorrendo a meios cuja utilização, em circunstâncias normais, ainda há pouco tempo “teria criado resistência”.
In TSF