Rui Cardoso

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Sindicatos reivindicam um aumento de 3,5% em 2020 para os funcionários públicos

“Depois de uma ausência de aumentos durante 10 anos, um aumento em linha com a inflação não faz qualquer sentido.”

Fesap reivindica atualização salarial no Estado de 3,5% em 2020

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PS Madeira defende o fim da cotas para aceder ao 5.º e 7.º escalões

Sendo continental, dá-me vontade de rir e chorar ao ler este tipo de discurso. É pena que o governo PS do continente se limite a não ter dinheiro para acabar com as injustiças que o PS Madeira alvitra.

Olga Fernandes considera injustas as quotas para os professores acederem aos 5° e 7° escalões

Olga Fernandes, do PS, questionou Jorge Carvalho sobre as quotas estabelecidas para o acesso dos professores aos 5° e 7° escalões. Uma situação que considera “injusta” e uma forma de “governar de costas para os professores”.

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A violência nas escolas tem muitas caras…

São muitos os testemunhos de violência que ouvimos todos os dias de colegas e alunos. Nem sempre a violência é física e acaba na urgência de um qualquer hospital, a maior parte da violência é psicológica e sistemática, de tal forma que deixa cicatrizes muito mais profundas que um bom ar de lambadas na cara.

Que sociedade estamos a permitir que se crie?

Fica o testemunho de uma colega…

 

Tenho a certeza que haverá por aqui alguém que consegue perceber como me sinto.
Faltam 2 meses para fazer 60 anos, já fiz 38 de serviço e hoje, ouvi um puto de 11 anos me apelidar de P_ta!
Outro, tentou dar uma cotovelada à auxiliar da minha idade, de serviço no recreio. Mas não se passa nada! Eu só não chorei porque ando bastante medicada!…
ATÉ QUANDO VOU TER QUE VIVER ESTE PESADELO?

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A culpa não é minha. Eu só sou o ministro…

As escolas! Essas malandras! Prejudicam-se a elas próprias. Não querem ver qua agora a culpa era do ministro e do seu ministério…

O rei e o seu reinado…

 

Ministro responsabiliza algumas escolas por atraso no processo de contratação de funcionários

Contratação de mais de 1000 assistentes operacionais demorou a ser iniciada, lembra Tiago Brandão Rodrigues: “Chegámos a pôr em causa se eles tinham necessidade real de os contratar”.

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Violência nas Escolas – RTP acompanha operação do programa Escola Segura

 

Durante uma operação do programa Escola Segura a PSP apreendeu armas encomendadas pela Internet por um aluno de 16 anos. Uma operação acompanhada pela reportagem da RTP numa altura em se registam vários casos de agressões nas escolas.

Violência entre alunos mas também contra professores, como foi o caso de Carla, uma professora que não esquece o dia em que a sua vida mudou para sempre.

 

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Testemunho de uma professora: O rei vai nu – Carmo Machado

Testemunho de uma professora: O rei vai nu

a passada terça de manhã, mal cheguei à escola, ouvi o meu colega Hugo (que habitualmente tem sobretudo turmas do ensino básico) afirmar com espanto e alguma ironia: Ah, ouviram? O melhor professor de Portugal diz que nunca teve um dia em que pusesse um aluno na rua. Já eu, não tenho um dia na vida em que isso não me aconteça… O meu colega Hugo é um excelente profissional. Dedicado. Aplicado. Assíduo. Sensível. Amigo dos alunos. Solidário. Bom colega. E ainda jovem, o que lhe concede uma enorme paciência, por mim já várias vezes testemunhada. Porém, ensina Matemática e, como se tal não bastasse, numa escola de território educativo de intervenção prioritária.

Todo este intróito para fazer uma breve apreciação ao debate sobre Educação do passado dia 12, moderado pela jornalista Fátima Campos Ferreira, no Canal 1, apregoado e realizado com pompa e circunstância, num auditório repleto de professores. Pretendia-se discutir as causas e as consequências da violência nas escolas mas também a urgência em dignificar a profissão docente, à mistura com o que deve ser hoje a aprendizagem, a polémica das notas e dos exames bem como o atual ponto de saturação de professores e alunos, entre outros assuntos sem dúvida importantes. Comecei por ouvir com atenção, não sem considerar que talvez se estivesse a meter o Rossio na Rua da Betesga.

O depoimento de um professor, Luís Sottomayor Braga, antecedeu o debate. O colega confessou ter sido agredido várias vezes. Sete, em bom rigor. Numa escola de um agrupamento T.E.I.P., como a minha. Outros casos de violência foram narrados, como o caso da agressão de um pai de uma aluna a professores e a auxiliares de ação educativa. Ali estava, pensei, um importante tema de interesse público, com grande atualidade, urgente e necessário. Segundo dados do Ministério da Educação, os casos de violência nas escolas têm vindo a diminuir (1500 casos de violência escolar em 2018, mas números estão a diminuir, avança a SIC). Será mesmo assim? Pela minha vivência diária numa escola T.E.I.P., tenho dúvidas. Acredito que a maior parte dos casos de indisciplina e de violência nas escolas fica em silêncio. Existe também a hipótese de muitas vezes se desincentivar a queixa uma vez que pode estar em causa a imagem da instituição, caso o número de casos de indisciplina / violência se revele elevado. Outros casos haverá em que os prazos para a participação disciplinar foram ultrapassados, a aplicação das penas demorou ou não chegou a acontecer, etc. Certo é que, quer sejam casos de bullying, injúrias, atentados à nossa integridade ou meros atos de indisciplina com que lidamos numa base diária, a maior parte destas situações são geridas em sala de aula pelos professores, com graves consequências para a sua saúde mental. Mas com tudo isto já nós vivemos há muito tempo e quase que estamos habituados. O que me preocupa é a afirmação de que haverá professores por esse país fora com medo de dar aulas.

Também eu já fui injuriada. A minha experiência profissional com três décadas de escola pública mostra que os alunos dos cursos profissionais são, em regra, mais indisciplinados do que os alunos dos cursos do ensino regular e que os do ensino básico provocam mais problemas do que os do secundário. Porém, é tudo uma questão de sorte. Já me chamaram “filha da puta”. Já entraram e saíram da sala com estrondo, aos pontapés e aos palavrões. Já me ameaçaram. Já amarrotaram e rasgaram testes corrigidos, atirando-os para o caixote do lixo, ali mesmo à minha frente. Todos os dias, dia após dia, há professores a passar por alguma situação de violência. São atos contínuos que vão corroendo a mente e o corpo. Num dia normal de trabalho, um professor lida com cerca de 90 a 120 alunos. Todos diferentes, sim! Mas também todos iguais na sua adolescência, na sua atribulada vida familiar, no seu (des)interesse pela escola, na sua (des)preocupação com as notas, na sua obsessão pelo telemóvel, na sua descoberta da sexualidade, na sua atitude de revolta.

Que razões levam os professores a não marcarem faltas disciplinares amiúde ou, em casos mais trágicos, a não denunciar os alunos à polícia? Medo? Vergonha? Sensação de impunidade? No meu caso, é cansaço. É sobretudo cansaço, como diz o poeta. Há dois anos, um aluno do 11º ano de escolaridade, não só filmou as aulas de uma colega minha como fez uma montagem com o meu rosto no corpo de uma modelo em biquíni natalício – obviamente reduzido – que divulgou pelos colegas, acabando tal graça por chegar ao conhecimento de uma auxiliar de ação educativa que de imediato nos informou. Da participação disciplinar, nada resultou. Era necessário apresentar queixa na polícia e aí, mea culpa, demasiado ocupada com cento e vinte seres para ensinar (e perante a garantia de que o aluno abandonaria a escola), não agi. Nem o aluno mudou de escola nem nós fomos poupadas ao encontro com ele nos corredores, sem ter sido alvo de qualquer tipo de sanção.

Voltando ao debate, preocupou-me a ausência de um representante do Ministério da Educação, não menos do que a solidariedade pública perante os professores agredidos. Citando o professor Luís Sottomayor Braga, o mundo de sonhos em que alguns vivem é o pesadelos de outros. Tanto o professor do ano como a investigadora e o economista – que fizeram parte do painel – mostraram-nos uma triste realidade: os verdadeiros especialistas em educação, os professores, foram remetidos ao papel de meros papagaios relatores das suas experiências a peritos que vão explicando aquilo que não viveram. Tudo isto me fez recordar um professor de Mestrado na Universidade Católica, nome conhecido na praça que, sem nunca ter entrado numa sala de aula do ensino básico ou secundário, nos pedia semanalmente narrativas de casos por nós experienciados na escola (com os quais nos avaliava) e que depois transformava em crónicas semanais num conhecido jornal da nossa praça pagas a peso de ouro e em livros que vendiam como castanhas no outono.

O Inquérito Nacional a 16 mil docentes sobre as Condições de Vida e de Trabalho na Educação em Portugal, uma encomenda da Fenprof à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é revelador do estado em que nos encontramos. Quando cerca de nove em cada dez professores admitem querer reformar-se de imediato, se tal oportunidade lhes fosse proporcionada, pouco mais há a dizer. Lidar com turmas de trinta alunos indisciplinados é, sem qualquer sombra de dúvida, difícil e penoso. Pela exaustão emocional que nos provoca e que vai aumentando à medida que as nossas capacidades de resiliência vão diminuindo. Existe uma forte correlação entre esta exaustão em que nos encontramos e os níveis de desejo de reforma que todos os colegas com quem falo me manifestam. Se os políticos e as políticas de educação continuarem a ignorar esta situação, preparemo-nos para o descalabro que se avizinha.

A sensação de impotência e de vazio espalha-se pelas salas de professores. Lidamos diariamente com comportamentos de baixo impacto mas de elevada frequência. E, pouco a pouco, dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, o reflexo destes comportamentos aliado à urgência em apagar tantos fogos ao mesmo tempo vão-se acumulando dentro de nós. Eis-nos chegados a um ponto em que a nossa caixa de ressonância começa a vibrar cada vez menos com a escola. Vivemos as semanas de trabalho na esperança de que os meses e os períodos se sucedam rapidamente e o ano letivo termine. Por tudo isto, considero urgente um debate honesto sobre o cansaço, a exaustão e a desilusão dos profissionais de ensino em Portugal. Neste contexto, dificilmente conseguiremos chegar aos 66 anos e muitos meses na posse de plenas capacidades mentais. Eu por mim falo!

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A falta que faz a gente inteligente…

 

 

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Escolas fechadas por falta de funcionários? São às resmas…

E tudo vai bem no reino de Vossa Senhoria Tiago Brandão… esta semana foi assim.

“Somos 14 funcionários para 1800 alunos” na Escola Secundária de Mem-Martins

Pais pagam para assegurar vigilância na escola durante o almoço

Faltam funcionários, chove nas salas e há “bichos” na comida

Funcionários não docentes em greve contra a falta de trabalhadores

Mais de 170 alunos sem aulas devido a greve de funcionárias em escola do Porto

Falta de funcionários leva a suspensão de aulas de Educação Física na escola de Sobral de Monte Agraço

 

Secundária de Portimão fechada por falta de pessoal e segurança

 

EB1 do Monte Abrãao com 9 funcionários para 753 alunos

 

 

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Cartoon dos próximos anos – Chumbos

 

E assim será nos anos vindouros…

 

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Não somos a Finlândia (nem nunca seremos)

Nunca fui apologista de comparações entre sistemas de ensino, não quer dizer que não possa olhar para o lado e tirar ideias para adaptar à realidade que vivo.

Nunca poderemos “copiar” outros sistemas de ensino, a sociedade tem um papel preponderante na implementação dos mesmos e a nossa é bem diferente da finlandesa. Isso, só por si, torna a “cópia” inexequível.

Não somos a Finlândia

 

“Não acreditamos que uma criança aprende melhor por estar apenas a ouvir, sentada numa mesa e dentro de quatro paredes”. A frase é de Anneli Rautiainen, responsável pela Unidade de Inovação da Agência Nacional para a Educação da Finlândia.

Na liderança de sucessivos relatórios internacionais que avaliam a literacia dos alunos, a Finlândia rompe, desde os anos 70, com alguns conceitos convencionais.

Não se trata apenas de não haver chumbos. Não há exames nacionais ou testes com notas numéricas. O período escolar não pode ultrapassar as cinco horas no equivalente aos nossos 1.º e 2.º ciclos e as sete nos restantes níveis. Há uma grande participação dos alunos na definição dos currículos e das suas próprias metas, sem valorização de disciplinas ditas nucleares em detrimento de outras. Todos os materiais escolares e almoço são gratuitos.

Invocada sempre que se pretende falar do sucesso em educação, a Finlândia volta a ser apontada na discussão em curso sobre acabar ou não com as retenções. Acontece que não se pode importar apenas o que convém deste modelo. Para apostar num ensino fortemente personalizado, as escolas finlandesas têm frequentemente vários adultos em simultâneo na sala de aulas. E têm, ainda antes de isso, uma carreira atrativa e uma seleção apertada, sendo difícil entrar nos cursos de Pedagogia – apenas 9% dos candidatos que fizeram o exame de ingresso conseguiram uma vaga, em 2014.

Um sistema de ensino sem chumbos faz todo o sentido quando se investe no aluno. Não é facilitista, pelo contrário: implica ter profissionais para o acompanharem, projetos que o recuperam, criatividade para soluções que não desistem de quem falha ou se desinteressa. Um modelo assim exige investimento – sobretudo em recursos humanos altamente especializados. Quando se fala em poupanças e custos de chumbar alunos, a discussão é pervertida. O facilitismo está em olhar para a árvore sem analisar toda a floresta.

 

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Escolas a decidir número de alunos por turma

 

Ainda ninguém percebeu que só acontecera se não aumentar a despesa com pessoal?

Escolas vão poder decidir número de alunos por turma

As escolas vão poder decidir “o número de alunos por turma, mediante um sistema de gestão da rede”. A medida está prevista no programa do Governo, no âmbito do reforço de autonomia das escolas, mas o Ministério da Educação (ME) ainda não revela quando e como avançará com a mudança.

A proposta é há muito desejada pelas associações de diretores que sempre preferiram ganhar a gestão da organização de turmas à redução dos números mínimos e máximos de alunos por turma, decidida pelo Governo de forma uniforme para todos os agrupamentos. A Confederação Nacional de Pais (CONFAP) também sempre se manifestou favorável a esta mudança.

“Se isso significar a atribuição de um número de turmas por cada ano de escolaridade, dando autonomia às escolas para decidir a dimensão de cada turma, é muito positivo.

JN

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Docente (*) é p’ra leccionar – Francisco Martins da Silva

Docente (*) é p’ra leccionar

O obstetra deve também ocupar-se da manutenção do colposcópio? Deve o pianista também afinar o piano? Espera-se do agricultor relatórios do consumo per capita da abóbora? Alguém pede ao economista a avaliação das calorias do cabaz de bens alimentares preferidos dos portugueses? E ao sapateiro, alguém pensaria exigir-lhe grelhas com descritores dos vários tipos de capas para tacões?

Ora, por que razão vivem os docentes submersos em tarefas e responsabilidades que nada têm que ver com leccionar? Não é da mais elementar lógica os professores ocuparem-se em exclusivo dos alunos e da leccionação? Que espaço se reserva à escola no meio de tanta acta, relatório, formulário, grelha, planificação, avaliação, tanto decreto a cada hora revogado e a cada hora revisto? Escola, do grego skhole, do latim schola, tempo para conversa interessante e educativa. Que tempo resta para a escola?
Além de leccionar às turmas que lhes cabem e de ainda poderem ser directores de turma, coordenadores de directores de turma, coordenadores de ciclo, coordenadores de departamento, representantes de grupo disciplinar, coordenadores de projectos, tutores, membros do Conselho Geral, adjuntos da Direcção, et cetera, et cetera, as caixas de correio dos professores recebem de manhã à noite, todos os dias da semana, um sem-número de e-mails, e transbordam permanentemente de urgências burocráticas designadas por PEI, UFC, RTP, CEB, PIT, EMAI, ELT, ACES, ULS, CPCJ, CRI, JNE, PL2, SPO, EO, DT, DEE, PHDA, ME, CAA, CT, EE, PAA, DAC, EECE, CP, PES, EFA, PASEO, IDNMSAI, PE, CAF, CD, ARA, PARA… Não, não vou aqui maçar ninguém a explicar o que significam todas estas premências, desde logo porque, havendo tantas, nenhuma pode ser importante. Em boa verdade, que se saiba, nenhuma destas siglas muda seja o que for no dia-a-dia de um só aluno. Apenas motivam infindáveis reuniões e formulários e são um inferno para os professores, transformando-os em adivinhadores de um ror de dificuldades cognitivas, psicológicas, relacionais, familiares e outras hipotéticas problemáticas. A produção desta papelada é um fim em si, pois nunca se fará qualquer balanço ou avaliação dos seus efeitos nem sequer dos seus custos.
Mas permitam-me ainda assim que desvende um dos possíveis significados da sigla CT: Conselho de Turma!… E que fazem os professores nos conselhos de turma, um por turma (há docentes que têm mais de dez turmas), no meio e no final de cada período, sempre fora do horário, sempre fora de horas e a somar a tudo isto? — Pois conferem a imensa papelosa produzida por todas as outras siglas, harmonizam-na para que não se contradiga e não decepcione a inspecção, e no fim debitam mais um papel — a acta. “Circunstanciada”, claro.
Por que carga de água se exige então aos professores todo este estéril trabalho extra, que não é pago, não é da sua competência e agride o seu estatuto?
A resposta é simples: controlando cada vez menos a sala de aula, cada vez mais o sistema de ensino se concentra em tudo o que lhe for lateral.

(*) Do latim docens (docens, -entis), particípio activo do verbo docere (ensinar).

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Reserva (Bolsa) de Recrutamento para Assistentes Operacionais (sai à 5ª)

– Como resolvemos a falta de AO nas escolas? – perguntou o Tiago.

– Vamos criar uma coisa parecida com a dos professores. – responde a Susana.

– A que coisa é que te estás a referir, Susana? – indaga o Tiago.

– Aquela que sai todas as sextas. Não me lembra agora o nome. Aquela coisa onde se colocam os professores nas escolas. – volta a Susana a responder.

– Já m’alembro. Essa coisa… – acabadinho de ter recorrido a uma nesga de memória pré-histórica, o Tiago disse.

 

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Escolas fechadas por falta de pessoal? Habituem-se

Já tínhamos urgências fechadas. Já sabíamos dos alunos sem aulas e sem professores. Agora a nova rotina é escolas em protesto por falta de funcionários. Viva o investimento nos serviços públicos!

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ULTRAPASSAGENS – Sindicatos à espera de Despacho de Prenúncia

Já que o ME não reconhece os erros, vai-se para tribunal…

 

Exmo. Associado do SPZC,

Tendo V.a Ex.a manifestado interesse em aderir à Ação Judicial da
Ultrapassagens, vimos pelo presente informar que a mesma deu entrada no
Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra no passado dia 09/4/2019, tendo sido posteriormente apresentada a Contestação do Ministério da Educação e coonsequentemente a Resposta do Sindicato à Contestação, pelo que neste momento, e desde Junho do corrente ano civil, encontra-se a mesma a aguardar Despacho de pronúncia do Juiz titular do processo.

Assim, e apesar da morosidade característica dos Tribunais Administrativos e
Fiscais, a Ação tem corrido os seus trâmites processuais de acordo com a
normalidade, pelo que assim que houver algum desenvolvimento de relevância será oportunamente levado ao conhecimento de V.a Ex.a.

Com os melhores cumprimentos,

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Reserva de recrutamento n.º 10

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 10.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 11 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 12 de novembro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Tiago chamado ao Parlamento

Mal tomou posse, a Comissão de Educação chamou o Tiago ao Parlamento.

A iniciativa partiu do PCP, BE e CDS. Os comunistas e os bloquistas querem pedir explicações ao ministro sobre a falta de funcionários nas escolas. Os centristas exigem esclarecimentos sobre o fim dos chumbos no ensino básico, que consta do programa de Governo.

Aguardemos mais uma sessão de retórica para “boi dormir”…

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Cerimónia de entrega de Prémios Nacionais eTwinning 2019

 

 

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Como ajudar os pais a serem encarregados de educação

Comecem a levar às escolas pessoas experientes, de preferência também Pais, pessoas corajosas, criativas, com conhecimentos técnicos (psicólogos, sociólogos, professores,…), para dizer aos Pais o que eles precisam ouvir, mas sobretudo, de uma forma que eles escutem.

Levem convidados que não se preocupem com a “avaliação” que vai ser feita num questionário final. Convidados independentes para ajudarem a responsabilizar os Pais.

Levem convidados que ajudem com técnicas para os Pais enfrentarem os seus problemas, a sua falta de tempo e as suas dúvidas. Ninguém nasce sabendo como se vive.

No século XXI, a informação está aí.

Qualquer Pai, se quiser, faz uma pesquisa e sabe tudo sobre a importância das regras, sobre o valor do “não”, sobre a necessidade de haver afeto e disciplina…até há essas modas da “Parentalidade Positiva”, por exemplo. Só que isso NÃO chega. Atingir o coração e o cérebro dos Pais exige experiência, criatividade e coragem.

No Agrupamento de Escolas Cego do Maio, fizemos uma das centenas de Palestras que já dinamizámos de norte a sul do país. Mas fizemos como se fosse a primeira. Porque esta é a nossa paixão. Os ecos que nos chegam, os ecos que nos emocionam, as avaliações informais de muitos Pais, dizem : “Falámos de temas importantes, de forma leve. Obrigado! Estava a precisar!”.

Comecem a levar às escolas pessoas que responsabilizam os Pais. Todos ficamos com pena porque eram “só 60”, mas ontem seriam 20, e manhã serão mais. Ou não. Temos é que tentar. Responsabilizar os Pais é fundamental. E tem tanto de ciência, como de arte. Eu próprio, no meu papel de pai, também preciso de melhorar, claro.

Todos precisamos.

O mundo precisa conhecer os bons exemplos…A Associação de Pais, nesta Palestra, brilhava com entusiasmo pela sua reeleição, o que nos dá esperança para o futuro. Os diretores dos Agrupamentos têm missões complexas, dada a heterogeneidade do docentes ( e não docentes ) com quem trabalham. Eles motivam, sim, mas também precisam de ajuda. Nomeadamente dos Pais. Precisam de Pais envolvidos pela positiva. O diretor fez o seu papel. Muitos professores, também fizeram, porque vieram à sessão, como de Pais.

Parem de organizar sessões de xaxa, onde os Pais sentem que foram perder tempo, agravando a sua ausência de participação, porque as pessoas convidadas não estavam de corpo, alma, coração,suor, lágrimas, sangue e não apresentaram exemplos concretos com frontalidade, sem se esquecerem de referir que há problemas que necessitam de terapia.

Não fomos para agradar, ou para fazer amigos. Quando pararmos de suar, quando pararmos de ficar emocionados, quando pararmos de escutar com o corpo e de estar em relação com as pessoas, procuraremos outra ocupação.

Mas organizar sessões de xaxa, já é melhor do que nada! Porque o ditado está certo…Santos da casa, não fazem milagres…a vinda de pessoas de fora, pode ajudar. Mesmo uma sessão de xaxa tem pontos positivos. Nem que seja o convite que se manda. O repto lançado aos Pais, já é pedagógico, ficando na sua consciência quando não vão.

Felizmente, há cada vez mais e melhores psicólogos nas escolas. E, felizmente, estão concentrados na sua missão. Não é fácil “ser juiz em causa própria”. Por isso, acreditamos que chamar pessoas de fora, pode ser uma lufada de ar fresco.

Movidos pelo sucesso da sessão no Agrupamento de Escolas Cego do Maio, sentimos que contribuímos para agitar os Pais. Os Pais, os Assistentes Operacionais (e docentes que também são Pais), foram excelentes. Permitiram-se crescer. A mudança de comportamento dá-se, muitas vezes, sem termos noção dela.

Sabemos que não é esta a solução de todos os males, mas sabemos que uma boa Palestra, uma boa Formação, um Colóquio, uma boa Sessão de Sensibilização, é um contributo válido para o sucesso educativo. Nem que seja pelo exemplo dado aos alunos.

Motivar e estar Motivado. É um paradoxo falarmos disto aos Pais?

Os Pais deviam estar motivados e deviam saber motivar as crianças e jovens?

Pois não estão. E, muitas vezes, não sabem.

É o tal livro de instruções que não vem com os filhos. Mas os nossos avós não precisavam de Palestras?

Pois talvez não. Mas os tempos mudaram! E muito. Só não vê, o pior cego.

Há evolução. Há a tecnologia a dar-nos cabo do cérebro das crianças (quando mal utilizada). Há depressões e suicídios. E há o politicamente correto, esse monstro.

Mas e se não há verba? E se ninguém vem? Com quem vão deixar os filhos? O cão não vai comer os arranjos de mesa? Há 18 anos que escuto desculpas. E há 18 anos que escuto pessoas que arranjam soluções. Imaginem quem é que leva o mundo para a frente? E há os que ainda não conseguiram, mas estão a tentar.

Comecemos a ter coragem de dizer aos Pais o que devem fazer, com ideias para aplicarem. Claro que há alguns Pais que simplesmente não sabem mais. E há os que (até por doença mental), não conseguem fazer melhor. Mas há muitos que podem e devem melhorar. Vamos responsabilizar e informar

esses Pais. Com profissionalismo. Com criatividade, experiência e coragem. Parabéns a todas as escolas que estão a fazer um esforço.

Nesse fim de dia, dissemos algumas verdades. E vamos continuar a dizer. Da forma mais impactante, diremos o mais importante.

As crianças e jovens merecem.

Parabéns aos que foram. Parabéns aos que organizaram. Parabéns à escola, aos políticos (estavam presentes também de corpo e alma, o que nem sempre acontece), e a todos os Auxiliares que trabalharam a mais naquele dia, porque nada (além da chuva e pouco mais), cai do céu.

Sem a dose certa de erro, idealismo e de sonho, não vamos lá. Seremos todos cúmplices da degradação de que tanto se fala em surdina, se não tentarmos nada, ou se apenas fizermos publicações indignadas com o estado das coisas.

Alfredo Leite, Um Mundo Brilhante.

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Professores merecem mais – Vítor Colaço Santos

Professores merecem mais

O governo de António Costa continuará a não dar merecida consideração aos professores?

O novo velho ministro da Educação irá continuar a pôr a opinião pública contra a classe que dá instrução aos alunos? Os professores são dignos de respeito, credibilidade e mérito. Uma Escola Pública sem Assistentes Operacionais não funciona, havendo estabelecimentos de ensino encerrados por falta destes funcionários.

Diz-me uma amiga professora que há turmas na sua Escola, desde o início do ano lectivo, que, ainda, não têm professores em várias disciplinas…

Porque razão os arquipélagos da Madeira e dos Açores resolveram, gradualmente no tempo, a contagem integral de todo o trabalho dos professores e, no Continente não? Já se estima que a médio/longo prazo haja falta de professores. Assim, não admira. Onde está o reconhecimento e incentivo? Não há! Quem não acarinha os docentes mata o futuro de Portugal!

Vítor Colaço Santos

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Excomunhão como pena pela falta a EMRC

Há atitudes que entendo, outras que nem consigo imaginar o que leva algumas pessoas a tomá-las.

O caso de falta de um aluno a uma disciplina em que o seu encarregado de Educação o inscreveu aquando da matricula é, não só aceitável como obrigatória. Trata-se de gerir recursos humanos e os gastos com os mesmos. Se temos matriculas para o preenchimento de 10 turmas a EMR, contratamos um docente para 10 horas. Mas se entretanto metade dos alunos não frequentam ou desistem da disciplina, por este ou por aquele motivo, transforma a boa gerência de recursos humanos em desperdício, uma vez que em vez de 10 horas de contrato poderiam apenas ter sido contratualizadas 5. Permitir aos educandos a desistência, a meio do período, de uma disciplina é falta de responsabilidade e contributo para o desbarato de dinheiros públicos. Por isso devia haver qualquer tipo de sanção para quem o faz…

Da falta de respeito pelo dinheiro de todos nós, a condenar a EXCOMUNHÃO, vai um longo caminho… Creio que a Santíssima Sé não aprovaria tal ato, e a Igreja Católica Portuguesa, também não.

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Recomendações do Conselho de Escolas

O Conselho das Escolas reuniu, ordinariamente, em 31/10/2019, nas instalações do Ministério da Educação em S. Domingos de Rana.
Nessa reunião, entre outros assuntos e por iniciativa do Conselho, foram discutidas e aprovadas duas recomendações, a saber:
a) Recomendação n.º 01/2019, relativa ao Despacho n.º 7247/2019, de 16 de agosto
b) Recomendação n.º 02/2019, relativa ao Despacho n.º 6147/2019, de 4 de julho

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Aumentos? Diz que terão um limite anual de 3% até 2021

Ainda estou para ver como correrão as negociações.

Depois de anos a fio sem um aumento a perda de poder de compra foi superior a 10%. Pelos vistos vamos continuar a perder poder de compra, pois serão 10% que nunca recuperaremos.

 

Aumentos na função pública? “Há um teto de 3% até 2021”

Carlos César admite “alguma inércia” na área da Administração Pública, que a nova ministra pode contrariar. “Não se devem reduzir os problemas da administração públicas às questões salariais”.

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Fenprof não participou na reunião da concertação social

A Fenprof recusou o convite da ministra Alexandra Leitão para participar na reunião da concertação social. Prefere negociar a solo.

Enviou um oficio à ministra onde refere as razões.

No ofício dirigido à ministra, que foi enviado hoje de manhã, a FENPROF sublinhou que:

1)      Ao MMEAP estão atribuídas, principalmente, competências em três domínios: simplex, descentralização e recursos humanos. Para qualquer desses domínios, entende a FENPROF que, dada a especificidade da profissão docente e dos serviços públicos de educação, ensino e investigação, se justifica que toda e qualquer reunião a realizar, que, eventualmente, inclua membros dos gabinetes destes ministérios, deverá ter lugar em mesa específica, a realizar no Ministério da Educação e/ou no Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior;

2)      A FENPROF lembrou que, em relação a medidas de simplificação, recentemente, o anterior governo divulgou o documento “Escola + Simples para Professores”;

3)      Lembrou, também, que relativamente à designada descentralização na Educação, o processo que está em curso obedece a um quadro legal específico (Decreto-lei n.º 21/2019), pelo que qualquer tipo de discussão ou processo negocial que dele decorra deverão ter lugar na sede própria, o Ministério da Educação, ou, se, eventualmente, for noutra, em mesa própria. A FENPROF manifestou disponibilidade para abordar esta matéria numa perspetiva de reforço da autonomia das escolas, democratização da sua gestão e devolução às escolas de competências que lhes estão a ser retiradas por esta via, disponibilidade que estendeu à abertura de um processo negocial com vista a apresentar e negociar as suas propostas;

4)      No que respeita a recursos humanos, em particular pessoal docente e investigadores, a questão a que o programa do atual governo dá prioridade são as carreiras e, sobre as carreiras docentes (ECD, ECDU e ECDESP) – reivindicações dos docentes, ainda anteriores ao 25 de Abril de 1974, que só se concretizaram em 1989/90 – a FENPROF lembrou a ministra que, tanto na aprovação, como em posteriores alterações foram desencadeados processos negociais específicos, realizados em mesa própria nos respetivos ministérios de tutela, em respeito pelos profissionais docentes e pelas suas organizações sindicais;

5)      Relativamente ao Estatuto da Carreira Docente (ECD) a questão que tem vindo a ser mais mediática, para FENPROF, o que é necessário não é realizar qualquer tipo de revisão que desvalorize, ainda mais, a carreira, mas: recuperar os 6 anos, 6 meses e 23 dias que os professores cumpriram e ainda estão em falta; resolver o problema das ultrapassagens de docentes com mais tempo de serviço por colegas seus com menos tempo; acabar com os constrangimentos que estão a impedir professores avaliados com Bom de progredir ao 5.º e ao 6.º escalões. Estes serão, nesta área, os objetivos da luta dos professores.

 

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Aluna agredida em escola internada em estado considerado grave

A violência entre alunos não é novidade, acontece todos os dias. A maior parte das vezes não é extrema e a coisa resolve-se depois da intervenção de um adulto ou dos próprios colegas. Neste caso, ainda sem pormenores, tal não aconteceu, a aluna teve de ser evacuada para um hospital central.

Este tipo de violência, apelidada muitas vezes de Bullying, é um dos principais problemas das escolas. A campanha lançada pelo governo contra este tipo de situações é bem vinda e deve ser “agressiva” para que nas escolas se possa entrar sem medos ou receios.

Na escola não há lugar para qualquer tipo de violência, para que isso seja uma realidade é necessário que se implantem medidas drásticas e que se faça uso e abuso do Estatuto do Aluno.

 

Jovem de 16 anos agredida em escola de Campo Maior internada em Lisboa

O porta-voz da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), Ilídio Pinto Cardoso, indicou que a rapariga deu entrada no hospital de Portalegre durante a tarde de terça-feira, “em estado considerado grave”.

“A jovem deu entrada nas urgências do Hospital José Maria Grande, em Portalegre, foi avaliada e estabilizada pela equipa pediátrica. Porque precisava de cuidados diferenciados, nomeadamente devido a traumatismos maxilofaciais, foi transferida para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa”, disse.

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A violência é um espelho – Helder Ferraz

A violência é um espelho

O Projeto — Associação de Estudantes é uma iniciativa do qual sou mentor e dinamizador. Nasceu a partir da vontade de uma estudante de sete anos, com o apoio da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica de Gervide (AP) e do director do Agrupamento de Escolas Escultor António Fernandes de Sá, em Vila Nova de Gaia. Este projecto, constituído por crianças entre os seis e os nove anos, assume a participação cívica e política como pilares estruturantes que se reflectem na promoção do debate, na auscultação da população escolar, na angariação de verbas e na devolução à comunidade escolar do trabalho desenvolvido. É importante frisar o contributo fundamental de mães, pais e avós.

Na última sessão do Projeto — Associação de Estudantes, formámos seis grupos de dois elementos, acompanhados por um adulto, com o objectivo de identificarem duas, três ou quatro regras que deveriam ser cumpridas na escola para que houvesse organização e uma convivência harmoniosa entre todos e todas. Terminado o período de reflexão, voltámos à mesa de reunião e apresentei cada regra para debate. A participação sucedeu-se com opiniões diversas. Verifiquei, no entanto, que existia um assunto transversal a todos os grupos e que aparecia mais do que uma vez: a violência. Não apertar o pescoço dos colegas, não atirar pedras, respeitar as opiniões, não saltar para as costas dos colegas ou bater nos amigos foram alguns dos pontos mais identificados.

A violência nas escolas tem vindo a assumir uma nova roupagem com recurso a um estrangeirismo — bullying — e com esta nova denominação parece ser algo recente. No entanto, a violência não é um fenómeno novo, nem tão pouco geracional como muitas vezes quer fazer-se crer, principalmente nas caixas de comentários em notícias a este respeito nas redes sociais. A violência é um fenómeno cultural profundamente enraizado, em primeiro lugar nos contextos familiares e posteriormente nos contextos escolares.

Todas as gerações têm as suas histórias. Histórias nas quais praticamente todos os membros da família “molhavam a sopa” e os professores recorriam a réguas, canas e palmadas. E, por isso, há uma cultura violenta enraizada na história de cada um de nós. Felizmente, estas práticas têm vindo a ser criminalizadas e verifica-se uma consciência gradual do impacto nefasto que a violência tem no desenvolvimento das crianças, o que vai impedindo, pelo menos publicamente, que a agressão a crianças aconteça com maior frequência. Contudo, as vítimas mortais de violência doméstica que se verificam em Portugal (são já 30 este ano) e as mais de 500 detenções que se verificam anualmente desde 2016 são sintomas de uma cultura violenta que, apesar de restringida em público, continua a manifestar-se em privado, na esfera doméstica, e que as crianças presenciam e experienciam.

Os comportamentos das crianças nas escolas reflectem a sociedade que as educa. É preocupante que as crianças desconheçam os limites da sua liberdade quando esta se sobrepõe à liberdade e ao bem-estar dos outros, principalmente no interior do espaço escolar. E quando tanto os agressores como as vítimas têm dificuldades em compreender quando estão a agredir e quando estão a ser vítimas de agressão, este é um sintoma de que nunca alguém parou para calmamente lhes explicar (e repetir) que há limites que não devem ser ultrapassados porque, quando o são, magoam os outros.

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O que aprendi no Agrupamento de Escolas Cego do Maio – Alfredo Leite

O QUE APRENDI NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CEGO DO MAIO

Fomos convidados a dinamizar uma curta formação para docentes intitulada: O trabalho de equipa e a promoção do sucesso educativo. O objetivo que nos foi transmitido, passava por abordarmos algumas técnicas, além de incentivarmos os docentes a inovarem (ainda mais), criando mais e melhores projetos.

Estas formações geralmente são no fim de um dia de trabalho intenso destes professores. Reuniões, planificações e tantas outras questões burocráticas que passam despercebidas ao comum dos mortais que não conhece a realidade das escolas de hoje.

A maioria dos professores (e eram mais de 100!), demonstrou uma determinação fantástica, com atenção, dando o benefício da dúvida, querendo melhorar e tentado centrar-se nos pontos fortes da sessão.

Mesmo que o trabalho de equipa e a inovação pareçam não ser uma prioridade, num momento em que a indisciplina e as famílias colocam tantos entraves ao trabalho dos professores, souberam e conseguiram entregar-se. Obrigado!

O facto de termos pouco tempo para a formação, para nós é mesmo uma grande vantagem. Sabemos que o tempo é um bem precioso, principalmente para os docentes. Ainda mais nos dias que correm, com tanta instabilidade. Por isso, estudamos muito, para tentar passar ideias e técnicas importantes, sem perdas de tempo. Tantas formações e colóquios a que assistimos (porque queremos estar atualizados) e que são perdas de tempo, com Palestrantes que passam mais tempo a falar de si e dos seus projetos, do que de técnicas concretas, com Palestrantes com letras miudinhas no famoso PPT, demonstrando falta de empatia, com Palestrantes que, não sendo profissionais, vão apenas “quebrar um galho”.

Respeitar o tempo dos professores é tentar dizer o mais importante, da forma mais impactante. Este método traz riscos, claro. Cada professor tem a sua sensibilidade, a sua motivação para estar presente na formação. A linha entre “cairmos em graça” e “sermos engraçado” é ténue. Mas arriscamos pisar essa linha, porque acreditamos que agitar leva à transformação.

Aprendemos a ser corajosos exatamente com os melhores professores. Porque arriscam, estes também são muitas vezes mal compreendidos. Costumamos seguir o rasto dos que elogiam as nossas sessões. Os que elogiam, participam em projetos, têm dinâmica e são bem vistos pelos alunos (até onde podemos avaliar). Queremos ajudar todos, mas principalmente os que desejam melhorar.

No geral, os docentes sabem trabalhar em equipa, no entanto, todos precisamos de momentos para refletir, para vermos as coisas noutras perspectivas.

Depois, quem trabalha na educação, sabendo que existe neuroplasticidade (“capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento e quando sujeito a novas experiências”), tem que estar sempre preparado para melhorar. Mesmo no meio do furacão.

Diz-se que em  tempos de guerra não se limpam armas, mas não foi isso que vi neste Agrupamento de Escolas.

Vi grupo. Vi trabalho. Vi coragem.  Vi entrega. Vi preparação. Parabéns.

O QUE APRENDI NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CEGO DO MAIO…E QUE PODE SER ÚTIL PARA QUEM QUISER ORGANIZAR UMA FORMAÇÃO PARA DOCENTES

1 -Escolha um tema que ache pertinente. Siga a sua intuição, decida. Alguém tem que decidir. Decida;
2- Mesmo que já estejam bem, exija ainda mais. Suba os padrões;
3- Não espere marcar para um dia de pouco trabalho. Nas escolas, esse dia não existe;
4- Não há formações perfeitas, peça para os Docentes se centrarem nos aspetos positivos;
5- Informe que não é por existirem outros problemas (como as indisciplinas) que agora não se vai abordar novas temáticas;
6- Exija que o Palestrante (ou Formador) cumpra o horário.

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AR vai discutir, outra vez, otempo de serviço docente

Foi uma petição que transitou do outro governo. Quero ver se a maioria do parlamento se entende, desta vez, e toma a iniciativa de propor a recuperação do tempo de serviço em falta. Condicionado, ou não, por desenvolvimentos da economia, sempre é melhor que a opção do Costa que é Nem Mais Um Dia,

 

Entre as petições que foram aprovadas para serem discutidas em plenário está, por exemplo, uma da Fenprof para que sejam retomadas as negociações da recuperação e contabilização de todo o tempo de serviço congelado dos professores. Este foi, aliás, o braço-de-ferro com os professores que marcou o anterior mandato do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. O abaixo-assinado da Fenprof deu entrada em março e reuniu 60 045 assinaturas

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Faltam 4.000 Assistentes Operacionais e Técnicos nas Escolas

De norte a sul do País, alunos, pais e professores reclamam a contratação de mais assistentes profissionais.

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Acabar com os “chumbos”?… Simples! Com relatórios de 57 páginas.

 

 

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Cartoon do dia – O Professor Mágico – Paulo Serra

 

 

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Prós e Contra (de ontem) – Escolas Sobre Pressão

Clica na imagem para ver o programa

 

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Análise do Prós e Contras, por Maurício Brito

Bom dia.

Apenas algumas notas sobre o Prós e Contras de ontem:

– Num programa que naturalmente surge devido aos episódios de violência que tiveram eco em certos OCS nas últimas semanas, e apesar dos intervenientes da plateia serem todos professores, penso que o painel não deveria ter apenas o “docente do ano” – como que a representar toda uma classe -, mas outros professores, que estão no terreno e que já produziram opinião publicada sobre o assunto. Admito que os convites possam ter sido feitos e recusados mas não me parece que pelo menos duas das figuras do painel (estou a pensar no economista e na investigadora) merecessem ocupar um lugar que faria muito mais sentido ser do Luís Sottomaior Braga, que juntamente com o colega de Geografia teve das melhores prestações. Fica no ar a eterna impressão de que quando o assunto é sobre Educação, os professores são apenas chamados para “relatar” enquanto que ditos especialistas de outras áreas são os preferidos para explicar os fenómenos

– Inaceitável – mas ao mesmo tempo sintomática de algo muito perverso – foi a ausência de um representante do Ministério da Educação. Quando o assunto for meritocracia, flexibilizōes inclusivas e alterações ao ECD, certamente que teremos vários a colocarem-se em pontas dos pés para receber o convite e estar presente.

E sim, muito do fundamental ficou por dizer.

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Portugal entra pela primeira vez no grupo de países onde melhor se fala inglês

Portugal entra pela primeira vez no grupo de países onde melhor se fala inglês

  • Portugal é o 12.º melhor país do mundo no que respeita a bem falar inglês, alcançou pela primeira vez o nível de proficiência “muito elevada”
  • Europa domina o TOP 10 dos países com melhor nível de inglês, com oito países representados, sobretudo do norte da Europa
  • Holanda recuperou a primeira posição do “ranking” e lídera a tabela pela quarta vez em nove anos
  • Porto é a cidade onde se fala melhor inglês; e os homens portugueses obtiveram este ano melhores resultados do que as mulheres.

 

Os portugueses nunca falaram inglês com tanta proficiência como agora. Portugal alcançou pela primeira vez o nível de proficiência “muito elevada” no  relatório EF English Proficiency Index (EF EPI) – que analisa dados de 2,3 milhões de falantes não nativos de inglês, em 100 países e regiões.

Ocupando o 12º lugar do índice, Portugal junta-se a um restricto grupo de países – maioritariamente nórdicos – que foram este ano classificados com a nota mais elevada. Aliás, dos países do Sul da Europa, Portugal destaca-se dos demais: Grécia (ocupando o 22.º lugar) classifica-se com nível “alto”, mas França (31.º), Espanha (35.º) e Itália (36.º) não vão além de um nível “moderado” de inglês.

O nosso País é este ano aquele com tendência mais positiva de crescimento, comparando com os dados do último ano – onde, apesar de também ter crescido, não tinha ido além de um 19.º lugar no índice.

“O inglês continua a ser, indiscutívelmente, a língua mundial dos negócios. A nossa nona edição do EF EPI está mais abrangente do que nunca, fornecendo informações valiosas para os governos avaliarem as suas políticas de ensino de línguas e o retorno dos seus investimentos em formação de idiomas”, afirma Minh Tran, director executivo de assuntos académicos da EF.

O EF EPI tem por base os resultados do EF Standard English Test (EF SET), o primeiro teste de inglês padronizado gratuito do mundo. O EF SET tem sido utilizado em todo o mundo por milhares de escolas, empresas e governos para testes em larga escala.

Em 2019, Holanda (1.º), Suécia (2.º) e Noruega (3.º) são os países com melhor proficiência em inglês. No fundo da tabela está a Arábia Saudia (98.º), Quirguistão (99.º) e Líbia (100.º)

Homens portugueses ultrapassam mulheres

O estudo – que avaliou o inglês de mais de 2,3 milhões de pessoas – conclui que a nível mundial as mulheres falam inglês melhor do que os homens, apesar da disparidade ser menos evidente nalgumas regiões relativamente a edições passadas do EF EPI.

Em Portugal, este ano, os homens conseguiram obter melhor classificação dos que as mulheres portuguesas. Uma surpresa, uma vez que na passada edição do índice as mulheres conseguiam estar dois pontos à frente dos homens, seguindo a tendência global.

Ainda assim, as mulheres portuguesas também atingem este ano um nível “muito elevado” de inglês (62,79 pontos), um valor bastante superior à média dos homens de todo o Mundo (53,03 pontos).

Os jovens portugueses entre os 21 e os 25 anos são os que levam melhor nota no EPI – um relatório que mostra uma correlação entre a fluência em inglês e o poder de compra, qualidade de vida, inovação e um conjunto de outros indicadores sócio-económicos. Apesar desta correlação positiva entre a fluência na língua inglesa de uma região e o valor médio do seu rendimento bruto, Portugal é um dos três países com nível de proficiência em inglês “muito elevada”, mas abaixo da linha de correlação com o rendimento médio nacional líquido per capita.

Para Constança Oliveira e Sousa, responsável da EF Education First em Portugal, “não é por acaso que o nosso País se torna cada vez mais atractivo a investimento estrangeiro nos mais variados sectores económicos, e palco de grandes convenções internacionais, como o Web Summit”.

“Cada vez mais, vemos novos ecossistemas internacionais a nascer em Portugal, nomeadamente em Lisboa e no Porto, não só fruto de investimento de grandes empresas mas também de pequenas. Um bom exemplo são as centenas de startups que se fixam no nosso país. Esta presença internacional, que fomenta o negócio e cria postos de trabalho com salários mais elevados, só é possível porque o inglês é de facto uma língua cada vez mais falada no nosso país, permitindo a fácil comunicação entre actores de todo o mundo, a interacção com o nosso capital humano, que é de grande qualidade técnica, e permitindo que estas empresas sejam productivas”, explica Constança Oliveira e Sousa.

O Porto é a cidade portuguesa onde melhor se fala inglês. Porém, quanto a regiões, é o distrito de Lisboa que lidera este ranking. Seguem-se as regiões Norte e Centro. O distrito de Faro e o arquipélago da Madeira registam a proficiência em inglês mais baixa do País. Mesmo assim, um nível de inglês superior aos níveis registados no ano passado – alcançando, agora, o nível de proficiência “alto”.

As principais conclusões do EF EPI 2019 incluem:

  • O efeito de rede do inglês nunca foi tão forte. Quanto mais as pessoas usam o inglês, mais útil se torna para indivíduos, empresas e países acederem a recursos e oportunidades.
  • As habilidades de inglês na Europa são polarizadas, com a maioria dos vizinhos da UE não desenvolvendo proficiência em inglês ao mesmo ritmo dos estados membros.
  • A Ásia ainda tem a maior diferença entre as pontuações de cada país e a China passou de proficiência baixa para moderada pela primeira vez.
  • A América Latina está finalmente a transformar-se depois de anos de estagnação. Doze dos 18 países pesquisados na região melhoraram a sua proficiência entre 2018 e 2019.
  • A média geral da África caiu significativamente e a diferença entre países com maior e menor proficiência é maior do que nunca.
  • As mulheres ainda superam os homens nas habilidades de inglês em todo o mundo, mas a diferença de género está a diminuir.
  • A alta proficiência em inglês continua correlacionada com vários indicadores de competitividade económica, incluindo maiores salários e maior produtividade no trabalho.

O EF English Proficiency Index for Schools (EF EPI-s), um relatório complementar ao EF EPI, também foi divulgado hoje. O EF EPI-s examina a aquisição de habilidades de inglês por estudantes do Ensino Secundário e Superior de 43 países.

Os relatórios da EF EPI e da EF EPI-s e os folhetos de países / regiões estão disponíveis para download em https://www.ef.edu.pt/epi.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/11/EPI_Factsheet_2019_Portugal_PU.pdf”]

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Publicitação das listas provisórias dos candidatos selecionados e excluídos em sede de entrevista no Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2020

Publicam-se as listas ordenadas provisórias dos candidatos selecionados e dos candidatos excluídos em sede de entrevista no Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2020

 

Listas Provisórias de selecionados e excluídos

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Violência na escola levada ao extremo

O texto é pesado. O episódio já tem alguns anos, mas é um extremo a que não se quer chegar, basta que se tomem medidas.

Professora Perde Bebé Depois De Ser Atacada Em Sala De Aula

Blog Comregras

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A verdadeira razão para o fim dos “chumbos”

A retórica tem sido muita, uns a favor, outros contra, mas ninguém fala da razão pela qual o governo vai avançar com esta medida, que é única e simplesmente financeira.

Os flexíveis e os inflexíveis têm-se degladiado, cheios das suas razões, argumentando pelo fim ou pela manutenção das retenções, mas nenhum fala do real interesse desta medida, poupar. Não está em causa o futuro da Educação, mas o futuro das finanças públicas, há que poupar. Na educação onde se deve investir, os políticos poupam.

250 milhões que não se gastam. As escolas que se desenrasquem, sem investimento para a aplicação destas medidas, sem recursos humanos, materiais…

Há que flexibilizar o futuro de uma geração.

Fim dos chumbos até 9º ano permite poupança de 250 milhões de euros

 

O chumbos até ao 9º ano deverão ser eliminados, segundo está previsto no Programa de Governo, o que deverá permitir uma poupança de 250 milhões de euros por ano ao Estado.

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Vamos lá criar o plano de não retenção no ensino básico,

 

Ainda há 50 mil chumbos no básico, Governo quer reduzi-los ao mínimo

 

A taxa de retenções e desistências no ensino básico caiu de 7,9% em 2015 para 5,1% em 2018. O Governo quer agora sistematizar todos os programas e medidas que lançou na legislatura anterior, aferir a sua eficácia e procurar aumentá-la.

 

Ministro da Educação quer “redobrada atenção à diversidade” nas escolas e territórios

 

Tiago Brandão Rodrigues explica como planeia reduzir o insucesso escolar, esclarecendo que não pretende “instituir passagens administrativas ou estratégias que desvirtuem o processo de ensino-aprendizagem”. A intervenção será reforçada no básico e no secundário.

 

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Sobrevivência nas escolas – Valter Hugo Mãe

 

Sobrevivência nas escolas

 

Numa escola, quando me recebiam em grande festa, o alarido escondeu um gesto horrível que só eu vi.

Um professor ainda jovem, tímido e algo frágil, foi surpreendido por um aluno escondido atrás de uma porta que o esmurrou sumariamente. Não é fácil de explicar mas, quando seguia ao meu lado, ouviu o seu nome à passagem, inclinou o rosto para o vão entre a porta e a parede, e só eu, por um ínfimo e inesperado instante, vi o punho voando e ouvi a ameaça clara do miúdo: fodo-lhe o focinho.

A diretora da escola dizia que a mãe de uma menina mandara um bolo. Outra menina pediu para fazermos uma fotografia. Comentavam que sou muito mais gordo na televisão. Diziam que talvez chovesse. O professor agredido apanhou um livro do chão, disse: agora não. Voltou ao meu lado na mesma expressão afundada de há pouco. Queria uma dedicatória. Pediu desculpa por haver sujado a capa. Os livros brancos são como as almas, padecem só de pertencerem a alguém.

Eu não me canso de pedir respeito pela escola e pelos professores. O descalabro do Mundo incide sobre o universo escolar como uma bomba-relógio. Tudo o que falha se dissemina pelas crianças e pelos jovens. Mas julgo que ninguém pode desejar a degeneração do lugar onde os seus filhos se educam, o lugar onde o futuro se educa. A atenção à sanidade escolar precisa de ser prioritária. Não vai haver esperança para gerações mal formadas, admitidas à demasiada ignorância ou egoísmo.

O episódio de um professor mal preparado para lidar com o impertinente da juventude, noticiado há dias, não pode enganar-nos. O digníssimo ofício de ensinar tem perigado por políticas sempre pouco consequentes, mas tem perigado mais ainda pela progressiva aceitação da humilhação dos professores. Os professores fazem a vida inteira o que poucos de nós aguentariam fazer por uma só hora: estão entre quatro paredes com vinte ou trinta crianças ou jovens tentando que aprendam algo enquanto tudo nos seus corpos, nas suas idades, pede movimento, ruído, enquanto trazem de casa a marca das crises familiares, tantas vezes a fome e a violência. Que alguns professores sequer sobrevivam ao díspar dos alunos já é heroicidade de que se podem gabar.

Dediquei o livro assim: peço-lhe que não tenha dúvida, é um dos meus heróis. Não é pelo medo que falhamos. É pela falta de coragem. Como conversámos, não está em causa desistir. Nem dos alunos, nem do futuro. Mas isso implica começar por não desistir dos professores.

 

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O Mário não a dobrou, mas respeita-a. Ela não foi na cantiga da rua…

Não será com manifestações “fofinhas” que se dobrará a ministra que negociará as carreiras com os sindicatos. O Mário já o sabia, mas mesmo assim foi para a rua “mostrar trabalho”.

Se por acaso, houver novas negociações com esta, agora, ministra, como atuará o Mário? Vai para a rua gritar?

Mário Nogueira elogia nova ministra: “É uma negociadora obstinada e combativa”

Mas Mário Nogueira, apesar dos embates, não lhe regateia elogios: “É uma negociadora obstinada e combativa. Tivemos discussões fortes, em profundo desacordo, mas com a consciência de que cada um estava a defender as suas convicções e com argumentos. Com o ministro era diferente, tornava-se intratável. A Alexandra Leitão não. Tinha a noção dos momentos em que era preciso quebrar a crispação. Dentro da dureza e combatividade, mantinha a afabilidade.” No auge do choque com os professores, Alexandra Leitão dizia: “Não tenho medo da rua.” Terá de o repetir?

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