A violência nas escolas tem muitas caras…

São muitos os testemunhos de violência que ouvimos todos os dias de colegas e alunos. Nem sempre a violência é física e acaba na urgência de um qualquer hospital, a maior parte da violência é psicológica e sistemática, de tal forma que deixa cicatrizes muito mais profundas que um bom ar de lambadas na cara.

Que sociedade estamos a permitir que se crie?

Fica o testemunho de uma colega…

 

Tenho a certeza que haverá por aqui alguém que consegue perceber como me sinto.
Faltam 2 meses para fazer 60 anos, já fiz 38 de serviço e hoje, ouvi um puto de 11 anos me apelidar de P_ta!
Outro, tentou dar uma cotovelada à auxiliar da minha idade, de serviço no recreio. Mas não se passa nada! Eu só não chorei porque ando bastante medicada!…
ATÉ QUANDO VOU TER QUE VIVER ESTE PESADELO?

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13 comentários

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    • J.F. on 12 de Novembro de 2019 at 9:12
    • Responder

    Está nas nossas mãos…mas, ao que parece, além de estáticas também as nutre uma grande falta de ambição e de coragem!!!

      • KT on 13 de Novembro de 2019 at 3:14
      • Responder

      Em vez de censurar o comportamento do aluno e da Direção que nada faz perante esse comportamento, acha melhor atacar a professora de 60 anos (fortemente medicada), que anda há 38 anos a aturar coisas que até Deus duvida, exigindo-lhe “ambição e coragem”.
      Isto demonstra à saciedade o que deve ser a sua “ambição e coragem” (já para não falar em enorme superioridade moral) : ou seja, atacar sempre o elo mais fraco, como fazem todos os cobardes e imbecis.
      No dia em que lhe forem às trombas, como aconteceu com a professora da reportagem no post mais abaixo, quero ver a ambição e coragem que vai demonstrar.
      Depois admiram-se pela maneira como os professores são tratados.

    • PF on 12 de Novembro de 2019 at 9:33
    • Responder

    Sinto me igual e tenho 56 anos e 36 de serviço outro dia um puto do 6º ano passou-me uma rasteira que só não me fez cair porque Deus existe, o que lhe aconteceu? NADA fica em X receios sentado junto à direcção

    • Manuel on 12 de Novembro de 2019 at 12:15
    • Responder

    E se os colegas ,com um pouquinho de coragem, fossem à polícia denunciar as situações?

    • ERS on 12 de Novembro de 2019 at 13:49
    • Responder

    E quando as direcções dizem “faz participação” ou os colegas dizem…há escolas piores? Ou que há coisa piores do que ser chamada de P..ta, e voltam a perguntar ” mas afinal o que aconteceu”?, com ar de que há coisas mais grave. Aconteceu-me recentemente. 30 anos de serviço para ouvir estas pérolas.

    • Matilde on 12 de Novembro de 2019 at 16:32
    • Responder

    Umas bolachadas no focinho!
    Depois se o encarregado de educação for à escola, responsabilizá-lo pelas ofensas e violência de que foi vítima!

    Eu, fiz isso Há uns bons anos atrás e resultou.Nessa altura o medo que se tinha do encarregado de educação já imperava!

    • maria on 12 de Novembro de 2019 at 20:01
    • Responder

    DIREITOS DOS PROFESSORES – ECD ,Capítulo I , artº 4
    Alíneas
    (…)
    (…)
    (…)
    d) direito à segurança na actividade profissional;
    e) direito à consideração e ao reconhecimento da sua AUTORIDADE pelos alunos (…) (sublinhado nosso).
    (…)

    Acuso! O Estado não tem zelado pelos direitos dos professores ! Direitos que estão consagrados no EC, o qual tem força de Lei ! Dito de outra forma: o ME ignora a Lei !

    • Paulo Anjo Santos on 12 de Novembro de 2019 at 20:20
    • Responder

    Infelizmente vai ser preciso acontecer algo de muito grave para alguma coisa mudar, é o costume neste país… eu felizmente tenho dado aulas em sitios com problemas menores, comparados com os que aqui se descrevem, mas já andei por sitios complicados. Nesta altura da minha vida acho que já não aguentaria passar por certo tipo de situações, acho que mudaria de vida, felizmente posso, por várias razões, mas compreendo que nem toda a gente possa prescindir daquilo que construiu ao longo de décadas… mas alguns se pensarem bem ainda vão a tempo. A mim é melhor que não tentem, porque eu não me preocupa muito ter de abandonar isto, como o outro colega que deu uns tabefes num puto!

      • KT on 13 de Novembro de 2019 at 3:17
      • Responder

      “porque eu não me preocupa muito ter de abandonar isto, como o outro colega que deu uns tabefes num puto!”
      Sorte a sua. Não imagino como o invejo!

        • Paulo Anjo Santos on 13 de Novembro de 2019 at 13:07
        • Responder

        Muitas vezes há males que vêm por bem… eu tenho 25 anos disto e ainda sou contratado. Esta situação precária e nojenta em que os sucessivos governos me têm colocado (a mim e a mais umas dezenas de milhares), obrigou-me ao longo dos anos a criar alternativas e neste momento felizmente não dependeria disto para fazer a minha vida, faço mais porque gosto e de certa forma faz-me falta, do que por necessidade financeira… mudei-me para o Algarve, aqui não tenho tido coisas graves, às vezes quando aqui se fala em turmas complicadas eu dá-me vontade de rir porque já tive 10 vezes pior que aquilo, essas turmas em algumas escolas seriam uma turma boazita 🙂

    • Silva on 13 de Novembro de 2019 at 3:19
    • Responder

    O nossos políticos e “pseudo” inteletuais da educação que nunca deram aulas no básico com estas medidas para desculpabilizar e esconder insultos e agressões dos alunos e encarregados de educação estão a provocar estes insultos e agressões , depois querem acabar com os chumbos é a irresponsabilidade total a mensagem que passa para o aluno “mal comportado” é não preciso esforçar-me passo na mesma e ainda posso insultar e agredir colegas, professores e funcionário que depois nada me acontece porque a direção , politicos e “psicologos” dizem que a culpa não é do menino é da sociedade e do professor……

      • Paulo Anjo Santos on 13 de Novembro de 2019 at 13:01
      • Responder

      Claramente, até porque a violência de agentes externos à escola (EE ou outros) acabava-se depressa, bastava criminalizar a sério essas situações, quem não percebia, levava uma pena que lhe servia de emenda, e de exemplo para os outros… mas aparentemente não querem, não é preciso, os professores podem humilhar-se mais um pouco, até os ajuda no plano político!

    • obtuso on 13 de Novembro de 2019 at 12:51
    • Responder

    Só quando morrerem 4 ou 5 numa escola vão fazer algo.Como na ponte entre os rios ou o fogo de mação.

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