Rui Cardoso

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Cartoon da semana – Profissionalização na hora – Paulo Serra

 

 

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Reserva de recrutamento n.º 9

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 9.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 04 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 05 de novembro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Os chumbos nas escolas não se resolvem por decreto – Alexandre Homem Cristo

 

Os chumbos nas escolas não se resolvem por decreto

Há uma ideia que tem de ser absolutamente assumida pelo debate político: a verdadeira escola democrática não é aquela que baixa a bitola, mas aquela que puxa para cima quem está por baixo.

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O regresso dos professores “titulares”? – Paulo Guinote

 

O regresso dos professores “titulares”?

 

Enquanto docente choca-me a evidente opção de regressar ao aspecto mais problemático das reformas encetadas por Maria de Lurdes Rodrigues.

Ao analisar o programa do novo-velho Governo em matéria de Educação, percebe-se que no plano da pedagogia e do trabalho com os alunos nada de novo se apresenta que não seja conhecido desde os anos 80 e 90 do século XX, continuando a fazer-se crer que é novidade o que não passa de reformulação da então chamada “pedagogia do sucesso”. Espalham-se pelos parágrafos termos como “autonomia”, “cidadania”, “flexibilidade”, “inclusão” ou “participação” mas, nas medidas concretas, os mesmos são esvaziados da sua substância original.
Quanto à gestão escolar, percebe-se a partir da única novidade na equipa ministerial que a “descentralização” equivale à “municipalização” de centros de decisão que antes estavam nas escolas. “Avaliar o modelo de administração e gestão das escolas e adequá-lo ao novo quadro que resultou do processo de descentralização” (p. 22 do Programa do XXII Governo Constitucional) é quase a antítese do que se anuncia como o reforço da “autonomia das escolas e os modelos de participação interna”, em especial quando se lê que se pretende “dotar as escolas de meios técnicos que contribuam para uma maior eficiência da sua gestão interna, recorrendo a bolsas de técnicos no quadro da descentralização” e se anuncia o desejo de “concretização de um princípio de educação a tempo inteiro, ao longo de toda a escolaridade básica” (p. 142). Não é muito difícil perceber que parte da oferta educativa (extra?) curricular será assegurada por pessoal técnico com origem nas autarquias e não no corpo docente.
Enquanto encarregado de educação, há opções que me levantam enormes reservas ao nível da desvalorização de uma cultura meritocrática, em favor de um conceito “transbordante” de “inclusão” que leva à passagem de uma incontestável necessidade de igualdade de oportunidades no sistema educativo à quase obrigatoriedade de uma igualdade de resultados “à saída” (p. 141) que levará quase necessariamente a uma escola pública de segunda escolha da qual fugirão quase todos os que tenham meios para isso.
Mas é enquanto docente que me choca mais a evidente opção, disseminada em sinais dispersos pelo programa do governo, por regressar ao aspecto mais problemático das reformas encetadas por Maria de Lurdes Rodrigues. Não me refiro ao facto de se manter inflexível um modelo único, unipessoal e centralizado, de gestão escolar que já em muitos pontos do país foi submetido ao poder autárquico. Refiro-me ao regresso de uma lógica de divisão horizontal da carreira docente com a criação de um patamar reservado a uma minoria de docentes que terão acesso exclusivo a funções de chefia e a níveis de remuneração específicos. Em nome da necessidade, apresentada como imperiosa, de rever as chamadas “carreiras especiais”, considera-se incomportável para as finanças públicas um encargo anual de 200 milhões (calculados de forma truncada como “despesa”, escondendo que muito desse valor fica retido como “receita” do Fisco ou da Segurança Social/CGA) com as progressões nessas carreiras, pois isso limitará, alegadamente, “a política salarial na próxima década” e impedirá “uma política de incentivos na Administração Pública que premeie a excelência e o cumprimento de objetivos predefinidos” (p. 8).
Conjugando este propósito com o de “avaliar a criação de medidas de reforço e valorização das funções de direção das escolas, incluindo as chefias intermédias”, fica-se perante um cenário em que as funções de direcção e de chefia intermédia ao serviço de uma lógica de obediência hierárquica serão desligadas das dos restantes docentes “lectivos”. Sendo que, pelo seu número, os docentes que assim serão “valorizados” serão muito menos do que o terço antes reservado aos professores “titulares” do Estatuto da Carreira Docente de 2007.
O projecto de uma carreira docente “lectiva” quase plana, com um número muito reduzido de progressões, é antigo e foi tentado depois do primeiro governo de Sócrates, de forma algo tímida pelo do PSD/CDS nos tempos da troika, mas acabou por não avançar porque o congelamento das progressões e da contagem do tempo de serviço o tornou desnecessário.
Mas regressa agora de modo claro com este Governo, com pretextos demagógicos e fundamentação falaciosa. Com Alexandra Leitão a coordenar a revisão das “carreiras especiais” serão muitos os que perceberão que a forma abusiva como ela tratou diversas matérias enquanto secretária de Estado da Educação veio para ficar. E que a lógica dos “titulares” regressou em força e tem fortes âncoras nas escolas, entre os potenciais “valorizados”.

 

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Convém que se saiba que os beneficiários da ADSE pagam duplamente para o SNS

Depois, vêm dizer que a ADSE não é sustentável e que os funcionários públicos são uns privilegiados. Deixem de “roubar” com aval! Um destes dias estamos a descontar 5% para uns quantos se governarem…

Beneficiários que descontam para ADSE pagam duplamente para o SNS, diz o Tribunal de Contas

Os beneficiários da ADSE, que descontam para o subsistema de saúde, “continuaram a financiar duplamente cuidados de saúde que lhes são prestados no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e do Serviço Regional de Saúde (SRS)”, pelo menos até 2017, concluiu o Tribunal de Contas. Os ministérios que tutelam o subsistema refutam e dizem que parte do problema já foi resolvido.

 

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Mais uma agressão residual…

Deve ser da época, Tiago. O residual acontece todo no Outono. Nem posso esperar pelo habitual da Primavera

Entroncamento | Pai de aluno agride professora na Escola Dr Ruy de Andrade

 

Esta terça feira, dia 29, um pai de um aluno da Escola Dr Ruy de Andrade no Entroncamento terá agredido uma professora, depois do filho se ter queixado de esta o ter agredido.

Segundo conseguimos apurar a professora terá separado dois alunos que se envolveram em zaragata na terça feira, sendo que um deles comunicou ao pai que a professora lhe bateu, ao que este se dirigiu à Escola e procurou a professora, e tê-la-à agredido.

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Educar os Filhos, por Agostinho Silva

EDUCAR OS FILHOS

(muita sorte, mesmo para os que sabem como)

Abraçou-me e a chorar disse: pai, eu sou muito novo, não sei lidar com a vida. (já não falo aqui da forma como “colocou” o olhar e entoou as palavras, nem sequer da forma como eu as ouvi e sobre elas reflecti no imediato.

Cabe-me dizer que os nossos filhos (falando genéricamente), não mostram mais educação que aquela que receberam em casa. Quero dizer mais: mesmo os pais achando que lha deram; se eles não a assimilaram, não deram.

Trata-se de uma verdade estranha, pois todos nós achamos que os nossos filhos seriam bons se não fossem as companhias (O Inferno são os outros – SARTRE). Tão verdadeira a situação, que nenhum de nós a quer admitir (principalmente em sua vida).

Por vezes dou comigo a reflectir sobre a forma como educamos a geração que nos segue. Demos por ventura tudo de forma tão leviana, como leviano foi o modo como eles absorveram.

Os nossos filhos são bons corações e crueis ao mesmo tempo. Negoceiam connosco uma parte significativa das nossas decisões e das suas vontades.

Estou convencido que por mais méritos que tenhamos, o que mais influencia os nossos filhos é a SORTE. Não digo com isto que os educamos “à sorte” (de qualquer modo)… mas que esse é certamente um dos factores que mais vai pesar no modo como eles vão tomar um rumo no futuro.

A minha geração, ouvia algumas coisas em casa, ia-as absorvendo, tentando delas fazer uma normativa de vida, sendo que uma boa parte, a isso acrescentava o que (mais) recebia noutros momentos da vida, ensinamentos e experiências. Os avós davam-nos bons conselhos, nós ouviamos, o povo (comunidade) participava da construção de cada um, com tal preocupação de que nenhum dos “nossos” se perdesse.

Os nossos filhos já tiveram mais bolas num ano que muitos de nós em toda a vida. Já viram mais “bonecos” num fim de semana, que os que passavam na televisão num ano na nossa geração; já comeram mais gelados, gomas e pastilhas; tiveram mais “smartphones/supercleverphones” que nós piões; já viajaram mais num ano que nós até à idade adulta.

Mas não guardaram vacas na “Folha”, nem enregelaram as mãos a apanhar nabos; não jogaram á bola nos lameiros, nem ataram uns cordeis à roda da bicicleta porque o pneu estava rebentado… as sapatilhas deles nunca cheiraram a novas, mais que cinco minutos… os brinquedos.. nem sabem quem lhos deu.

O que não nos mata, fortalece-nos! será que lhes faz falta o que nós (alguns claro – e disso só guardo fantásticos momentos e recordações) tivemos a mais?

 

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A Mosca e a carreira (aliciante) Docente

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Directo a si, dr. António Costa! – Santana Castilho

Directo a si, dr. António Costa!

Na Educação, o ambiente é de profundo mal-estar e o programa do novo Governo não conseguiu atribuir-lhe qualquer réstia de esperança. Outrossim, acentua a onda de “planos”, “projectos” e “estratégias”, para picar os miolos aos professores. Antes de Maria de Lurdes Rodrigues, todos sabiam exactamente o que fazer. Os chefes eram menos e as escolas funcionavam. Depois cresceram os chefes. E consigo, dr. António Costa, cresceu a desorientação e o deslumbramento com as pedagogias sem sentido. E cresceram as siglas “eruditas” para denominar inúteis organismos, projectos, plataformas e planos. Veja estas, dr. António Costa (e não são todas), criadas pelas suas luminárias da modernidade: ACES, ACCRO, AERBP, AIRO, CAA, CAF, CD, CEB, CP, CPCJ, CRI, CT, DAC, DEE, DT, EE, EECE, EFA, ELT, EMAI, EO, ESAD, JNE, ME, PAA, PASEO, PE, PEI, PES, PHDA, PIT, PL2, RTP, SPO, UFC e ULS. Não lhe chegavam? Enxergue-se, dr. António Costa!

O dr. António Costa deu campo aberto ao narcisismo político dos seus prosélitos. Mas nunca promoveu um trabalho sério para apurar o que pensa a esmagadora maioria dos professores de sala de aula sobre um conjunto de temas-chave, que permitiriam reformar com solidez o sistema de ensino. Por isso, não me espanta que tenha perdido totalmente o pudor, proibindo as reprovações no Ensino Básico. Não me espanta, dr. António Costa, que a decisão política em Educação continue assente no desconhecimento da realidade e no oportunismo político das madraças da flexibilidade e da inclusão, criadas para pastorear incautos e transformar velharias falhadas em tendências pedagógicas novas.

O grande tema da comunicação social foi, recentemente, o professor que bateu no aluno e os alunos que batem todos os dias nos professores. O contraste evidente entre a presteza com que o Ministério da Educação suspendeu o professor agressor e a espiral de silêncio em que envolve as constantes agressões a professores e funcionários não pode passar de fininho. Sem rodriguinhos e medindo o que digo, é para si, dr. António Costa, que falo, que o ministro Tiago é tão-só seu mordomo. O dr. António Costa é um dos grandes responsáveis pela sucessão de políticas que têm reduzido os professores a simples funcionários, cada vez mais desautorizados e despromovidos socialmente. Um dos grandes responsáveis por, farisaicamente e de modo cruel e perverso, pôr a sociedade e a opinião pública contra os professores: para lhes retirar o direito à greve; para lhes retirar força salarial; para lhes roubar o tempo de trabalho cumprido. É duro o que lhe digo? Repito-lho na cara se quiser, sem seguranças de permeio, para ver se se domina, como o desgraçado professor da D. Leonor não se dominou.

O seráfico paternalismo com que os ideólogos a quem deu rédeas querem que os professores ensinem quem não quer aprender ou integrem quem não quer ser integrado, tem de ser denunciado. Com efeito, é fácil medalhar os líricos que decidiram a “inclusão” universal. Mas é impossível, sem meios nem recursos (materiais e humanos) lidar, dia-a-dia, na sala de aula, com jovens com perturbações mentais sérias, descompensados por imposições pedagógicas criminosas.

O problema, dr. António Costa, é a natureza das políticas, que fizeram entrar o ensino em decadência. O problema é que o dr. António Costa afaga banqueiros e juízes sem perceber que morre lentamente uma sociedade que não acarinha os seus professores.

Quando as obrigações do Estado não são cumpridas, é ao governo em funções que devemos pedir responsabilidades. Porque o governo, qualquer que seja a força partidária que o sustente, é o rosto do Estado. Porque, independentemente da responsabilidade subjectiva (que no caso vertente é sua), a responsabilidade objectiva do governo é proteger os professores das agressões de que são vítimas. O Governo falhou e o Governo tem um primeiro responsável. Por isso o acuso a si, dr. António Costa.

Victor Jara (que também foi professor) foi abandonado numa favela de Santiago do Chile, depois de torturado e assassinado, por cantar O direito de viver em paz. A sua sorte, dr. António Costa, é que os professores não são capazes de se unir, ao menos uma vez, para reclamar o direito de ensinar em paz. Antes que acabem, definitivamente, abandonados num país sem défice.

In “Público” de 30.10.19

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Relatos de violência nas escolas

O silêncio tem de acabar. A violência sobre os profissionais ligados à educação tem de terminar. A violência nas escolas tem que cessar.

 

Agressões a professores e ameaças de morte. Relatos de violência nas escolas

A professora Isabel Vaz foi agredida em 2014, enquanto dava aulas numa escola de Ermesinde. O aluno, de 16 anos, deixou-lhe o dedo médio da mão esquerda permanentemente incapacitado. Quando o caso seguiu para tribunal foi condenado a um castigo que não cumpriu.

Pedro Nogueira é assistente técnico e já foi agredido, em funções numa escola pública, pelo pai de um aluno. O agressor tinha saído da prisão na semana anterior, por um crime de homicídio, e fez várias ameaças de morte ao funcionário da escola.

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Deferimentos e Indeferimentos do Recurso MPD começaram a “sair”

 

Veja-se que entre a data do despacho da sr.ª Secretária de Estado e a data de informação aos docentes passou mais de um mês… vá-se lá entender porquê?

 

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Pai condenado por agressão a Professor

Pai condenado a pagar 3300 euros por empurrar e insultar professor da filha

Além das duas multas aplicadas, o tribunal obrigou ainda o familiar da aluna de uma escola primária de Valongo a pagar uma indemnização de 1400 euros ao docente.

As primeiras ofensas ocorreram a 28 de setembro de 2018, conta o jornal Público. Naquele dia, o pai chegou à escola onde encontrou a filha magoada. Pediu então para falar com o docente da menina, mas foi avisado que não o poderia saber, pois este estava em aula. O pai dirigiu-se então à sala de professores, onde à porta desfiou um chorrilho de ofensas e a seguir para a sala onde o docente estava já a dar a aula.

Foi então que o “arguido irrompeu pela sala de aulas e, na presença da sua filha e dos preditos alunos, empurrou o assistente contra o estrado da sala de aulas, este embatendo no mesmo com os tornozelos”, pode ler-se no despacho citado pelo jornal Público.

Doze dias mais tarde, o pai pisou propositadamente o professor com as rodas do carro, à porta da escola, onde na altura conversava com a coordenadora, e voltou a insultá-lo. As agressões verbais foram testemunhadas pela GNR que entretanto tinha sido chamada e tentava “acalmar o arguido”.

O pai acusava o professor de  “má prática pedagógica” e discriminação para com a filha, tendo apresentado duas queixas contra o docente. Uma à Inspeção-Geral de Educação e Ciência, outra à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e remeteu dois pedidos de esclarecimento e instauração de medidas disciplinares à direção do agrupamento. Relativamente a estas exposições, o tribunal de Valongo declara que  “não lhe cabe apreciar o mérito do professor, nem avaliar a responsabilidade da escola nos ferimentos da menina”.

“Não podemos conceber que o arguido, nas suas vestes de progenitor, se permita atentar contra a integridade física do assistente, enquanto professor da sua filha, em jeito de retaliação por um seu exercício da docência desconforme às suas pretensões e afirmação dessa sua insatisfação, menos concebivelmente ainda o fazendo em frente de outros, alunos e pares, desautorizando-o sem lhe assistir legitimidade para tanto e vulnerabilizando-o no seio da comunidade escolar”, concluiu a magistrada.

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Divulgação – Movimento pela Escola sem Violência

 

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Os alertas que não leram… Carlos Santos

No dia 3 de outubro, a 3 dias das eleições, eu alertava:

“Mas desenganem-se se pensam que ficaram por aqui, pois há mais crueldade em apresto. Quem tem escutado as declarações dos loquazes líderes partidários e atentado às agendas ocultas dos partidos, encontra, na sua essência, propostas muito preocupantes:

-diminuição do número de professores, causando mais despedimentos;

-passagem, também, dos professores para a tutela das autarquias, tornando-nos meros funcionários camarários sujeitos a vínculos precários e não renováveis, sujeitos a todo o sistema de corrompimento, amiguismos, bufos e partidarite que invadirá as escolas e retirará independência, estabilidade e poder reivindicativo aos profissionais do ensino;

-desfiguração do Estatuto da Carreira Docente com a criação de apenas 3 ou 4 escalões promovendo, assim, baixos salários e a criação de mais obstáculos à progressão, evitando que os professores possam, sequer, almejar chegar ao topo da carreira;

-eliminação do estatuto de carreira especial, indexando-a à carreira geral da função pública;

-criação de mecanismos de avaliação sumária com constante prestação de provas, com o intuito, não de avaliar e criar rotinas de partilha e melhoria de conhecimentos e procedimentos pedagógicos, mas de penalizar os professores para que se sintam subjugados, intimidados e diminuídos, alimentando o propósito de dificultar ao máximo a progressão na carreira.”

É admirável como as palavras caíram em saco roto.

Reconheço, era texto demasiado longo para ser lido.

Os professores queixam-se da preguiça mental da população que, ficando pelos títulos sensacionalistas, os critica sem tentar saber em pormenor a verdade sobre os factos, mas depois a maioria comporta-se da mesma maneira.

Se eu tivesse conseguido explicar isto numa frase, certamente todos teriam lido. Assim, só uma ínfima parte dos professores se deu ao trabalho de ler.

Agora é o espanto com as medidas anunciadas pelo novo governo, que nada mais são do que aquilo que anunciei.

Nada sobre a aposentação, sobre concursos justos ou sobre a desburocratização e o fim dos chumbos que irá causar mais despedimentos e o fim das carreiras especiais evitando a subida de escalão dos professores, rematam o descalabro.

Dentro do miserável panorama de propostas para a Educação apresentadas pela nossa classe política, só tínhamos de estar com receio do futuro.

Os professores tiveram uma oportunidade de não dar o machado ao seu carrasco, mas optaram por o fazer. Resta a corrida para os sindicatos (que irão agradecer o aumento de associados) e o regresso às greves e manifestações durante mais um ciclo de 4 anos, porque fomos enganados (só foi enganado quem quis).

Condutores de matérias perigosas, estivadores, funcionários da limpeza de ruas, do metro e carris, entre outros, podem ter menos formação do que os professores, mas são muito mais informados sobre as suas carreiras e muito mais unidos do que nós.

Lamento dizê-lo, mas julgo que não somos assim tão vítimas como tentamos fazer crer. Se calhar até temos aquilo que merecemos, pois andamos alheados de tudo e só despertamos quando já é tarde demais.

E mais não digo, senão quase ninguém voltará a ler.

Carlos Santos

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O que está escrito no Programa de Governo para a Educação

O Paulo Guinote fez a leitura do dito cujo e o resultado é uma análise bastante esclarecedora do que podemos esperar nos próximos 4 anos.

Recomendo, a todos, a leitura deste artigo para que ninguém diga que não estava à espera…

 

O Programa Do Governo Para A Educação

Não há nada de positivo no programa do governo para a Educação? Há, mas são medidas que se subordinarão sempre às medidas destinadas ao embaratecimento do sector, à submissão aos poderes e interesses locais que reforçarão as cadeias de obediência hierárquica e, claro, à proletarização da larga maioria do pessoal docente, com a introdução de novos mecanismos de diferenciação interna e estrangulamento na progressão.

Todas e quaisquer bolsas de resistência ao modelo único das pretensas e demagógicas “boas intenções” serão subjugadas ou exterminadas sem dó nem piedade.

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Diminuir a área dos QZP? Vem aí confusão…

… da grossa.

Entenda-se que não sou a favor das áreas enormes que os atuais QZP têm. É exagerado, na maior parte dos casos, e não obteve o resultado pretendido pelo governo da altura nem de nenhum dos outros.

O que está em causa, neste momento, é a pretensão do atual governo em querer diminuir a area dos QZP. Ou seja, vai aumentar o número de QZP.

Diminuir o número de QZP por via do aumento das área territorial foi fácil. Os docentes que se encontravam nos QZP fundidos ficavam nessa área e pronto. No caso da pretensão do atual governo isso não acontecerá.

A diminuição e consequente aumento dos QZP vai requerer um concurso de vinculação a um “novo” QZP. se não vejamos…

No caso do QZP 01 a sua área abrange os distritos do Porto, Braga  e Viana do Castelo. Se este for uma das áreas a reduzir, ou seja dividir em dois QZP, em que QZP ficaram afetos os docentes que, hoje, pertencem ao QZP 01? Como definir quem fica num e noutro QZP? Só através de concurso de vinculação…

Seja esta a solução ou outra, estou a ver que tempos conturbados se aproximam onde a contestação vai subir, novamente, de tom…

Qualquer outra solução ou hipótese é bem vinda a esta discussão…

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Que havemos de fazer aos nossos jovens? Pais, ajudem os professores! – Lúcia Pedro

 

Que havemos de fazer aos nossos jovens? Pais, ajudem os professores!

Assim sendo, como professora peço:

– Pais, encarregados de educação, ajudem os professores a educar os vossos filhos! Ensinai-lhes a respeitar as pessoas mais velhas e, entre eles, os professores. Conversai com eles, passai-lhes os bons valores, aqueles que vos deixarão orgulhosos dos filhos que tiveram. Sois vós aqueles que mais os amais! Serão eles a herança que deixareis ao mundo.

 

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Já ninguém quer ser professor – João André Costa

Já ninguém quer ser professor

Em Portugal, 48% dos professores têm 50 ou mais anos. Ensinam por paixão e devoção numa profissão em que o melhor do mundo são mesmo as crianças.

E também ensinam por falta de uma alternativa viável num país onde o professor é visto como apenas capaz de ensinar e pouco mais, sendo o desemprego a única saída. O desemprego ou a emigração.

E como ninguém quer ficar desempregado ou ver-se forçado a deixar tudo para trás, os professores ensinam, sujeitando-se a contratos temporários, viajando por todo o país todos os anos, ensinando em duas ou três escolas ao mesmo tempo, agora substituindo um colega de baixa no Algarve e no mês a seguir outro colega em Bragança, prescindindo de uma casa, família e filhos em prol das casas, famílias e filhos dos outros, lutando dia após dia no sentido de preparar crianças, adolescentes e adultos para os desafios de um mundo em tudo distante da ilusão das redes sociais.

Tudo isto apesar da constante ameaça física e psicológica de alunos e pais em escolas onde as direcções se trancam a sete chaves, longe dos professores, dos mesmos alunos e respectivos pais, cabendo aos auxiliares a inglória tarefa de arriscar a integridade física em casos de autêntica polícia, de modo a salvar professores em apuros e chamar alunos à razão. Em casos de autêntica polícia, em que o aluno é sempre a vítima e o professor o culpado. Culpado porque incapaz, por si só, de resolver todos os dramas sociais de turmas inteiras onde grassam a violência doméstica, a toxicodependência, o desemprego, divórcios, perda de familiares e amigos directos. Culpado por não ser o pai e a mãe, o irmão e a irmã, o psicólogo e o assistente social, o super-herói de todos os alunos de todas as escolas de todo o país.

Tudo isto por apenas 1200 euros por mês, na melhor das hipóteses, isto é, no caso de de um horário completo, o qual é a excepção e nem por isso a regra para quem, apesar de leccionar há mais de 20 anos, ainda está no início da carreira, fruto da não vinculação e permanente precariedade sem esquecer o congelamento das carreiras para quem, ao fim de 30 anos, teve finalmente a sorte, e sublinho aqui a palavra sorte, de vincular em Quadro de Zona mesmo a tempo da, há muito desejada, reforma.

 

 

 

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Professores- Paula Varandas, Correio da Justiça

 

 

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Acabam os “chumbos”, diminuem a área dos QZP e alteram os concurso…

… Isto é muito mais no programa do governo.

Aguardemos novidades e a operacionalização. (que assumam de uma vez por todas que é para transitar toda a gente. Flexibilizar os testes e as avaliações.)

Isto dos QZP vai ser uma paródia. Em que QZP  ficarei? (imaginem o resto. Não vos faltarão opções)

A conversa da estabilidade docente, já a ouço há anos, mas continuarei a ouvir por muitos mais.

Governo quer colocações de professores estáveis e fim dos chumbos no básico

 

O Governo quer mudar os concursos de professores para dar mais estabilidade aos docentes e diminuir as áreas geográficas em que podem ser colocados e também lançar um plano para acabar com os ‘chumbos’ no ensino básico.

As medidas constam do Programa do Governo, hoje aprovado em Conselho de Ministros e entregue na Assembleia da República, no mesmo dia em que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu posse a todo o XXII Governo Constitucional, numa cerimónia que decorreu hoje de manhã no Palácio da Ajuda.

“O ensino é um dos setores em que a especialização e a formação dos profissionais são críticas para os resultados obtidos. Não é possível pensar na concretização de políticas públicas de educação alheadas de profissionais com carreiras estáveis, valorizadas e de desenvolvimento previsível”, escreve o Governo no seu programa, que transpõe, no que diz respeito a Educação, o programa eleitoral do PS.

Com mudanças nos concursos, o executivo quer alcançar um corpo docente mais estável e mais jovem, dando prioridade às escolas públicas que já são consideradas prioritárias pelos territórios de difícil contexto social em que estão inseridas — as denominadas escolas TEIP (Território Educativos de Intervenção Prioritária).

O Governo quer “estudar o modelo de recrutamento e colocação de professores com vista à introdução de melhorias que garantam maior estabilidade do corpo docente, diminuindo a dimensão dos quadros de zona pedagógica”, ou seja, diminuindo a extensão da área geográfica em que podem ser colocados, o que pode significar que os professores lecionem mais perto de casa.

No programa consta ainda a intenção de elaborar um diagnóstico a “curto e médio prazo (cinco a 10 anos)” da necessidade de professores nas escolas, “que tenha em conta as mudanças em curso e as tendências da evolução na estrutura etária da sociedade e, em particular, o envelhecimento da classe docente”.

Fixar professores nas regiões do país onde estes escasseiam e melhorar a formação contínua também são objetivos do executivo, que quer também escolas mais digitais e com melhor ligação à Internet.

Para as escolas o Governo quer também mais autonomia, dando-lhes poder de decisão em matérias como o número de alunos por turma, “mediante um sistema de gestão da rede”. Ao nível da gestão quer o modelo de administração escolar mais adequado ao processo de descentralização para as autarquias e dar mais meios técnicos, permitindo a que recorram a “bolsas de técnicos no quadro da descentralização”.

Do ponto de vista dos alunos, o executivo que hoje tomou posse assume que quer eliminar os ‘chumbos’ no ensino básico, ou seja, até ao 9.º ano de escolaridade.

“Criar um plano de não retenção no ensino básico, trabalhando de forma intensiva e diferenciada com os alunos que revelam mais dificuldades” é o objetivo enunciado, entre outros que apontam para um reforço do combate ao abandono e insucesso escolar, sobretudo do ensino secundário, “onde se encontra o principal foco de insucesso”.

Entre as propostas estão projetos de “autonomia reforçada para as escolas com piores resultados”, adequando a oferta curricular ao seu público específico, reforçando, por exemplo, o ensino das línguas, das artes ou do desporto, programas de mentoria entre alunos, para “estimular a cooperação entre pares”, e uma aposta declarada no ensino da matemática, a disciplina com mais insucesso.

O Governo assume também querer copiar o modelo de muitos colégios privados ao pretender “promover programas de enriquecimento e diversificação curricular nas escolas públicas, nomeadamente assentes na formação artística, na introdução de diferentes línguas estrangeiras e de elementos como o ensino da programação, permitindo que as escolas especializem a sua oferta educativa”.

No combate ao insucesso escolar estão ainda inseridas medidas de reforço de ação social e de apoio a famílias vulneráveis, mas também uma aposta na deteção precoce de dificuldades, com uma maior atenção no pré-escolar a dificuldades de linguagem e numeracia.

Ainda no pré-escolar o executivo compromete-se com “um alargamento sistemático da rede pública”, com a produção de orientações pedagógicas para a creche, afirmando ainda que quer rever o modelo das atividades de enriquecimento curricular.

 

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Carta aberta da APEEDS aos recém-eleitos Deputados da Assembleia da República

Assunto: Processo Colocação Docentes

Cara/o Deputada/o,
Neste início de mandato, em nome das alunas e alunos da Escola EB 2,3 Professor Delfim Santos e de tantas outras crianças e jovens do nosso país, queremos lançar-lhe um pedido. A Constituição da República Portuguesa estabelece no número 1 do artigo 74º que “todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar”. É este direito que não está a ser garantido para milhares de alunos no nosso país por falta de colocação de professores e é com a defesa deste direito que lhe pedimos que dê início ao seu mandato. Estamos a falar daqueles que ainda não têm direito a voto, que merecem as mesmas oportunidades de todas as outras crianças e que por isso devem estar na linha da frente das preocupações de todos nós.
Neste momento, mais de um mês depois do início das aulas, há escolas com turmas sem professores. Todas as semanas o ministério da educação lança, através da Direção Geral da Administração Escolar, um concurso para promover a colocação dos professores em falta. Contudo este processo não só se tem mostrado lento, como em muitas situações os professores colocados optam por não aceitar a colocação.
A Associação de Pais da Escola EB 2,3 Professor Delfim Santos pede o seu apoio urgente na revisão deste processo, seja no muito curto seja no médio-longo prazo. Temos consciência que se trata de um processo complexo e para o qual não existem soluções simples, no entanto, é tempo de colocarmos as crianças em primeiro lugar, envolver todos os atores e concertar estratégias. Só assim será possível encontrar novas soluções para velhos problemas.
No final da semana passada, consciente de que o elevado preço da habitação pode estar a impedir alguns professores de aceitar as respetivas colocações, nomeadamente quando não se trata de horários completos, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou por unanimidade uma moção a instar o Governo e o Ministério da Educação a encontrar e implementar soluções, em articulação com a própria autarquia.
O tempo não volta para trás e a cada semana que passa vemos um fosso mais fundo entre a preparação destes alunos e todos os demais, avolumando a dificuldade que o sistema de ensino tem em garantir igualdade de oportunidades para todas as crianças e jovens.
Urge por isso pressionar o Governo e o Ministério da Educação a tomar medidas extraordinárias para corrigir de imediato esta situação e promover uma reflexão séria e abrangente para evitar repetições destas no futuro. Seja com a contratação descentralizada por parte dos agrupamentos de escolas, seja com o apoio ao alojamento dos professores, seja com a possibilidade de contratar horas extraordinárias a professores já colocados, seja com a criação de horários completos através da junção de horários de escolas que não distem muito, seja através de outras medidas que concorram de forma efetiva para solucionar este problema no curto prazo.
Não fiquemos à espera que um sistema obsoleto coloque a “conta gotas” os professores em falta. Tanto nós pais, como os nossos filhos, contamos consigo!
A Associação de Pais da Escola Delfim Santos

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Bolsas de Recrutamento para Assistentes Operacionais nas escolas

E parece que o problema estará resolvido… julgam eles!

Julgam mal, julgam bem? Veremos no que dá. Tudo depende de como forem organizadas estas bolsas e se há interessados. É que trabalhar cansa e cansa ainda mais quando o é pelo ordenado mínimo.

 

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Estão as escolas portuguesas preparadas para adaptar-se à revolução tecnológica e às profissões do futuro?

Estão as escolas portuguesas preparadas para adaptar-se à revolução tecnológica e às profissões do futuro?

A revolução tecnológica já é uma realidade em Portugal e trouxe com ela modificações importantes no âmbito laboral e educativo. Já se sabe que o mundo do trabalho é uma área em constante mutação, que está condicionada diretamente por mudanças sociais, económicas e de índole científica e tecnológica. E os programas educativos devem acompanhar atentamente estas alterações, preparar-se para lhes fazer frente e, sempre que possível, adiantar-se às novas realidades e antecipar cenários.

Umas das principais inovações introduzidas ao longo das últimas décadas foi, sem dúvida o acesso à Internet e a sua democratização a nível global. Atualmente 85% dos portugueses já afirma utilizar a web diariamente e, em média, passa 6h30 diárias conectado, das quais mais de duas horas são dedicadas às redes sociais. E que dizer do uso crescente dos dispositivos móveis e da necessidade de estar permanentemente ligados à rede global, num mundo em que inclusivamente a comunicação entre pais e professores já se faz através dos grupos de Whatsapp?


Sim, a tecnologia transformou a sociedade, a forma como consumimos e como nos comunicamos. E criou novas necessidades, tanto ao nível do consumo como da oferta de produtos e serviços, dando inclusivamente origem a novas profissões, principalmente no âmbito digital, e levando à obsolescência de outras, mais manuais e que podem ser facilmente substituídas pelas máquinas e pela inteligência artificial.

Os desafios dos professores perante a revolução tecnológica


Perante esta nova realidade, os professores e as escolas têm um papel fundamental no processo de preparação dos formandos para o mercado de trabalho. Mas, como podemos preparar os docentes para que estejam atualizados e possam responder às dúvidas destes alunos cada vez mais informados, mais exigentes, constantemente conectados e com uma sede de conhecimento inesgotável? Precisamos de renovar os quadros, contratando a professores Millenials? Quais são os principais âmbitos onde as instituições educativas devem centrar os seus esforços e atenção? E quais serão os perfis profissionais mais procurados nos próximos anos? 

De acordo com o Fórum Económico Mundial, em pouco mais de dez anos (concretamente em 2030), muitas das competências atuais dos trabalhadores terão mudado completamente. Inclusivamente, há vários estudos que afirmam que nessa década, entre 75% e 85% das profissões mais procuradas não existam hoje em dia. Serão criadas nos próximos anos. Pelo que a reciclagem permanente e a formação constante e especializada vão ser elementos fundamentais para os profissionais do âmbito educativo.

Competências necessárias para as profissões do futuro

Há muitas teorias sobre este assunto, e – como acontece sempre que falamos do futuro – uma boa parte delas está baseada em simples especulações. Mas há quatro áreas fundamentais onde supostamente a transição para a nova realidade do mercado de trabalho será mais fácil: concretamente em estudos relacionados com Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Pelo que está claro que as escolas devem prestar especial atenção a conteúdos vinculados com estes quatro tipos de conhecimento. Cada vez são mais necessários os programadores informáticos, os analistas de Big Data, os especialistas em Realidade Aumentada, Marketing Digital, a Internet das Coisas ou a Inteligência artificial, para dar apenas alguns exemplos.


E há mesmo áreas que inicialmente estavam vinculadas ao universo do ócio e do lazer, que com o passar dos anos se converteram em trabalhos com colocação quase garantida, devendo por isso ser considerados seriamente entre as áreas com grande potencial de empregabilidade. É o caso dos Community Managers, que são atualmente uma das profissões mais procuradas pelas empresas. Ou dos fãs de videojogos, ou praticantes de distintas modalidades de eSports, que em alguns países inclusivamente já são vistos como uma profissão.

Há também muitos casos de jogadores internacionais que nos últimos anos converteram o póquer em profissão, dedicando-se essencialmente às suas modalidades e eventos online. E Portugal não é exceção. Também aqui começam a surgir os primeiros nomes de relevo neste desporto mental, que participam em importantes torneios internacionais e que estudam, jogam e vivem do póquer, muitos deles vinculados ao mundo das matemáticas ou da computação, devido ao raciocínio lógico que exigem este tipo de atividades mentais.

O futuro da educação perante este novo cenário

Perante este cenário, as escolas devem em primeiro lugar começar a dotar-se das infraestruturas e dos recursos técnicos necessários. E formar constantemente os professores para que eles dominem essas novas tecnologias e saibam transmitir aos alunos os benefícios, potencial e limites da sua utilização. E, claro está, é fundamental adaptar os currículos escolares para que os conteúdos e as competências transmitidas aos alunos, sejam as requeridas por um mercado de trabalho que se tem vindo a transformar a uma velocidade vertiginosa, e que provavelmente mudará muito mais ao longo da próxima década. Estaremos preparados?

 

 

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Reserva de recrutamento n.º 8

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 8ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 28 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 29 de outubro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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O silêncio dos culpados. – Maurício Brito

O silêncio dos culpados.

É interessante verificar como há dois pesos e duas medidas quando o assunto versa sobre professores. Se for para opinar a respeito de reivindicações, greves ou manifestações, são aos milhares os que surgem de imediato para criticar os que “poucas horas trabalham”, que “recebem mais do que a maioria”, os “privilegiados que têm não sei quantos meses de férias” e que, pela lógica de tais criaturas, “deveriam ir procurar outra profissão se não estão satisfeitos”. Se o assunto for sobre avaliação, progressão na carreira e mérito, aí aparecem de imediato os “especialistas em Educação”, os que sabem tudo e mais alguma coisa sobre a profissão docente. Em cerca de dez anos, milhares tornarem-se “doutorados” no Estatuto da Carreira Docente, profundos conhecedores da legislação laboral, das Ciências Educacionais, Físicas, Metafísicas e outras além, sempre prontos para opinar sobre o que dizem conhecer ao pormenor e sem qualquer réstia ou sombra de dúvida. No entanto, quando surgem estas notícias (cada vez mais frequentes) sobre violência física ou verbal em recintos escolares, bem… aí o silêncio torna-se ensurdecedor. A esmagadora maioria dos tais especialistas cala-se de imediato, enquanto que alguns poucos optam por “relativizar” as coisas, dizendo que nada está pior hoje do que no passado. Isso é falso e é importante referir que o que lemos ou ouvimos é apenas uma ínfima parte do que se vai passando (e ampliando), ano após ano, nas escolas do nosso país.

Resumindo, em dez anos, graças ao inicial trabalho de um primeiro-ministro (acusado, entre outras coisas, de corrupção) e de uma ministra (acusada de prevaricação), ao discurso dos governantes seguintes e à enorme prestabilidade de algumas figuras de certos OCS, que serviram de eco à propaganda pretendida, a maior parte das pessoas passou a achar-se “expert” em assuntos que envolvam docentes e educação.

O problema é que os resultados dessa contaminação, desse vírus da ignorância que se espalhou na nossa sociedade graças ao trabalho de alguns, tem um preço. E ele é enorme: a condenação do nosso futuro enquanto indivíduos de uma sociedade que se pretenda evoluída, fundamentalmente no que concerne aos princípios e valores que assentam na consideração pelo próximo. A elevação do desrespeito, do achincalhamento e do menosprezo à classe docente, aos profissionais responsáveis por semear a sabedoria e por envolver os jovens que representarão o nosso amanhã, é sentenciar uma sociedade ao fracasso.

Quem serão o culpados por este destino? É fácil encontrá-los. Basta reparar no silêncio dos que sempre criticam ou na relativização de certas almas, nestas alturas em que começamos a vislumbrar o precipício bem à nossa frente.

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Acores, falta de Professores leva a concursos UGENTES

Da politica educativa…

Falta de professores. Escolas dos Açores obrigadas a lançar concursos urgentes

A Bolsa de Emprego Público é o último recurso aos dispor das escolas. Foram já lançados quase 80 concursos urgentes neste ano letivo. Em anos anteriores, houve até educadores de infância a lecionar no 2.º ciclo.

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40 quartos e 500 casas para professores deslocados em Oeiras

Oeiras vai ter 40 quartos e 500 casas para professores deslocados

Há 20 anos, eram os moradores de barracas a virem à câmara pedir alojamento. Ultimamente, aparecem professores”, conta Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal e Oeiras. Ao todo, há cerca de 100 docentes deslocados no concelho, mas ainda poucas alternativas de alojamento. Por isso, a autarquia está a projetar quartos e casas para professores, bem como para polícias – duas classes cuja sobrevivência está a ser afetada pelo mercado imobiliário cada vez mais especulado. Nos próximos dois anos e meio, espera ter 40 quartos disponíveis e, em quatro anos, 500 habitações T0 e T1, a preços mais acessíveis.

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Não ir à “missa” é pecado para os professores…

Nem sei que diga, nem sei que pense…

Educadora de infância penalizada por não participar em atividade na igreja

A educadora de infância recusou receber o bispo na igreja. A decisão foi usada pela diretora para lhe dar uma nota mais baixa na avaliação anual. A professora condena que se misture escola e religião.

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«Hoje em dia passa-se de professor a palhaço num instante»

O testemunho do Professor Sandro Gonçalves sobre o que se passou durante a sua agressão por parte de uma Encarregada de Educação.

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Greve de duas semanas contra violência nas escolas – S.TO.P

S.TO.P convoca greve de duas semanas contra violência nas escolas

O representante do Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P) diz ter endereçado um email ao Ministério da Educação, onde pede uma reunião sobre os casos de violência escolar que se têm tornado públicos nos últimos dias. Esta greve junta-se a uma outra que já decorre pela remoção de amianto de todas as escolas.

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Ontem foram dois… mas não contaram uma clavicula…

 

 

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Do problema “residual” ao “Quando ensinar dói”

O Noticias Magazine compilou uma poucas de histórias, noticiadas pelo JN, de professores agredidos dentro da escola. Os relatos são na primeira pessoa e vale a pena que sejam lido, por quem acha que são graves, mas “residuais”. Talvez fique com uma ideia do que é ser atacado, humilhado, agredido, insultado… e que sequelas daí podem advir.

Quando ensinar dói

Uns ficaram com as feridas cravadas no corpo. Marcas de dentes, pisaduras, cabelos arrancados. Outros trazem-nas guardadas na alma e não sabem como livrar-se delas. Histórias de professores agredidos no exercício da profissão. Por alunos e por pais. Relatos de quem vive com um trauma impossível de curar.

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Srs. ministros, onde está o Despacho do Prémio de Desempenho?

Com a avaliação de desempenho que foi efetuada no ano passado e com as anteriores, 2007/2009 e 2009/2011 já há docentes com direito a prémio pecuniário, mas o despacho que o regula ainda não viu a luz do dia.

Entende-se que durante o congelamento o tal despacho tenha ficado na gaveta, mas com o descongelamento da carreira em janeiro de 2018, os docentes deviam ter visto o seu direito descongelado.

Parece que o Centeno e o Tiago não têm tido tempo para abrir a gaveta e fazer um brilharete.

Com a tomada de posse do novo executivo, esta pode ser a primeira medida a tomarem em conjunto. Ficava-lhes bem.

O que diz o ECD:

 

Artigo 63.º
Prémio de desempenho
1 — O docente do quadro em efectividade de serviço docente tem direito a um prémio pecuniário de desempenho, a abonar numa única prestação, por cada duas avaliações de desempenho consecutivas, ou três interpoladas, com menção qualitativa igual ou superior a Muito bom, de montante a fixar por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da educação, a publicar no Diário da República.
2 — O prémio de desempenho a que se refere o número anterior é processado e pago numa única prestação no final do ano em que se verifique a aquisição deste direito.
3 — A concessão do prémio é promovida oficiosamente pela respectiva escola ou agrupamento nos 30 dias após o termo do período de atribuição da avaliação.
4 — Quando o direito ao prémio de desempenho ocorra no mesmo ano civil em que houve progressão ao escalão seguinte da categoria, o mesmo é processado e pago no ano seguinte, tendo por referência o índice remuneratório que o docente auferia no período respeitante ao ciclo de avaliação.

 

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Educação Sexual e a falta de meios das escolas

Educação sexual: escolas confirmam que não cumprem lei com uma década

 

Grande parte das escolas não está a cumprir a lei que define como deve ser dada a educação sexual no ensino obrigatório, do 1.º ao 12.º ano de escolaridade. A conclusão é visível num relatório feito pelo Ministério da Educação, que deve fiscalizar se a legislação está a ser bem aplicada.

As maiores carências acontecem no ensino secundário, onde apenas 36% das escolas e agrupamentos de escolas dedicam as 12 horas de carga horária prevista, por ano, ao chamado Projeto de Educação Sexual na Turma, sendo que num terço das escolas esse projeto simplesmente não existe.

No 3.º ciclo do ensino básico, onde o limite mínimo também é de 12 horas, a percentagem sobe para 57%.

No 1.º ciclo, onde o limite desce para 6 horas, os valores de cumprimento da legislação sobem para 68%, chegando a um máximo de 74% no 2.º ciclo.

Quando questionadas sobre os constrangimentos que sentem, a esmagadora maioria das escolas não responde, mas aquelas que o fazem, 12%, apontam os condicionamentos nas horas que têm disponíveis e a extensão do currículo que não deixa tempo para este tipo de temas.

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Comunicado – VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS DOS NOSSOS FILHOS/EDUCANDOS – CNIPE

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ANPRI – POSIÇÃO DA ANPRI SOBRE AS ALEGADAS AGRESSÕES

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Professor, profissão de risco – Alexandre Parafita

Professor, profissão de risco

Não é por acaso que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera a profissão de professor como uma das profissões de risco. Risco físico e psicológico. Outrora, era uma profissão de respeito.

Hoje os professores não só não são respeitados, como são agredidos, verbal e fisicamente, sujeitos a atos de vandalismo, enxovalhados por alunos e pais, e a classe é frequentemente sujeita a um rosário de comentários humilhantes que uma certa opinião blasfema faz correr nos media e redes sociais, num tom geralmente provocatório.

É ferida que sangra. Ilustrou-o bem o recente artigo na “Notícias Magazine”, do JN, com o relato das experiências traumatizantes de violência contra professores. Jamais um professor será o mesmo quando agredido em contexto escolar. Humilhado e desautorizado, carrega para sempre esse trauma, especialmente quando tem de prosseguir a sua missão, “amarrado” à mesma escola e à mesma rotina.

A escola é o espelho da sociedade. Daí que a violência nas relações sociais, na família e na comunidade vá projetar-se no seu interior, num crescendo à medida que a escolaridade obrigatória se alarga e abrange uma franja significativa de adolescentes e jovens para quem a “imposição” da escola é também uma violência, tal como o é o cumprimento das elementares regras de civilidade e harmonia das relações humanas.

Neste quadro, o professor é o outro, o estranho, o alvo a abater, alguém que está no outro lado da trincheira; uma inquietante realidade que ganha força perante a consciência de uma certa impunidade de que gozam os infratores. Estranho desequilíbrio este, quando o “tasse bem” de uns representa anos e anos de trauma para os outros, que, desde aí, apenas anseiam largar a profissão que um dia preencheu os seus sonhos mais auspiciosos.

*Escritor e jornalista

 

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Os casos de violência não param…

Os pais têm consciência que o ambiente tem de ser saudável para todos e tomam posição.

Pais fecham escola em Queluz após agressões a funcionário

Funcionário foi agredido por pai dentro do recinto escolar.

 

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Algum ESTADO de ANSIEDADE. – Agostinho Silva

Algum ESTADO de ANSIEDADE.

E desta vez, sim !! após uma “VITÓRIA POR POUCOCHINHO” Costa lá ganhou ! (vox populi – ABSTENÇÃO – Votum levarem – dos votos que foram ao ar).
“esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei“ e num acto de boa vontade, espera-se que desta vez, o “NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO e talvez juventude e desporto” se digne – agora liberto das garras de ALEXANDRA (a grande) Leitão – se digne exercer para o que foi eleito (leia-se nomeado, ou melhor ainda REPREMIADO/reconduzido) no/para o cargo.
Vejo da parte de algumas estruturas sindicais uma vontade de NEGOCIAR. Bom! E bom seria se tal acontecesse pelo menos agora num segundo mandato, pois no primeiro GERINGONÇADO, não se deu por isso tal de negociar.
Claro que não devemos confundir políticos com politicas, uma coisa certamente será diferente da outra. Mas reconhecer um MINISTRO, é bem diferente que reconhecer um SUBALTERNO de uma Secretária de Estado (no caso eram duas).
BRANDÃO, ACELERA HOMEM !! faz-te à VIDA!!! Não vês o estado da NAÇÃO? Não queres ver o esfrangalhar das coisas ?
Há mesmo escolas sem professores! Há mesmo alunos sem aulas, há mesmo professores que estão a ficar “violentos”; há mesmo professores VIOLENTADOS na sua mínima DIGNIDADE.
Passo Coelho (no dizer de muitos, um Cavaco ressuscitado) foi além da troika e ATREVEU-SE a governar com um GUIÃO SÒCRETINO – fui “burro”? sim foi, mas ao aceitar, sabia ao que ia (sabia ao que estava o FMI e Agencias de Rating.
Aquilo de Passos, chamava-se CATIVAÇÕES; isto de CENTENO, chama-se jogada À RONALDO! Espera-se que de finta em finta, não aconteça algum penalti na própria baliza !
O melhor investimento que um governo pode fazer, não é nos eleitores, pois está mais que provado que ninguém precisa de eleitores (sabe-se que quantos menos votarem, mais se abate no centro direita); precisa é investir numa boa bela máquina de propaganda. “Que lave mais branco”- não confundir com piada de género ou raça, credo e afins.
INCÊNDIOS?? Onde?? Quem?? Onde é que isso já vai? Aquilo lá no NORTE, PEDIATRIA do São João? Obras? Quem? Afinal como? ESQUEÇA lá isso Homem, não seja aborrecido.
“O cavalo do Espanhol” quando estava mesmo sem dar despesa nenhuma…. Morreu à fome! Como estamos de Saúde? (fecha ao fim de semana); como de Educação? (ao que isto chegou! e hoje nem posso escrever, porque ontem um professor agrediu um aluno); como vamos de segurança? Como vamos?… como?? Com… co… C****** !!

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Quem é Susana Amador, segundo a própria…

 

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