Rui Cardoso

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O quadro branco, e interactivo, da escola – João André Costa

 

O quadro branco, e interactivo, da escola

A escola, enquanto instituição, terá tantas ou mais dificuldades em adaptar-se à complexidade das sociedades em constante evolução na medida em que lhe cortarem os recursos, o financiamento, a renovação de quadros, a progressão dos professores e demais funcionários na carreira.

É tão simples quanto isso. A escola, a escola pública, entenda-se, só existirá enquanto for promovida e cuidada por quem a dirige. Tal não tem sido a realidade ao longo das últimas décadas num país onde os contratos de associação têm sobejamente favorecido escolas privadas cujas ligações com sucessivos governos são, no mínimo, preocupantes. Ainda para mais quando tais relações levam dirigentes a encher banheiras de ouro, para espanto geral.

Sejamos claros, sem escola pública só nos restam duas alternativas: o ensino privado, reservado e limitado a certas bolsas, ou assinar de cruz, como se estivéssemos de volta à Idade Média. Assim sendo, é nossa responsabilidade lutar pela dignificação da mesma sob pena de um retrocesso civilizacional onde as vítimas da ignorância não serão outros que não os nossos próprios filhos.

Como professores temos quadros brancos nas salas de aula. Brancos e interactivos, com projector e tudo. Mas, para os podermos usar, é preciso que os projectores funcionem em primeiro lugar. Inaugurados com pompa e circunstância no tempo dos governos de José Sócrates, hoje são muitos os projectores cujas lâmpadas fundidas estão por substituir. A título de exemplo, cada lâmpada dura 10.000 horas e custa 300 euros.

Felizmente ainda há quadros brancos. Não obstante, são os professores a comprar as canetas. Mas como as mesmas são caras quanto baste, há sempre os quadros pretos e o giz requisitado de antemão à senhora auxiliar. Se não for requisitado de antemão, nem giz há, só a imaginação.

Como professores, dedicamos não menos de 12 horas por dia, de segunda a sexta-feira, sábados e domingos de manhã incluídos, e este tempo de escrita durante as férias para que os nossos alunos, e com os nossos alunos as suas famílias, possam almejar por um futuro melhor.

Como professores fornecemos os materiais aos alunos, desde canetas a lápis, passando por afias e cadernos sem esquecer as fotocópias e a tinta para as impressoras da escola. E não, não temos anfiteatros, palcos, roupa, maquilhagem e adereços para poder ensinar História e Geografia. E sim, os recursos de Matemática somos nós quem os faz no nosso tempo, depois da escola e do trabalho, ao invés de nos dedicarmos às nossas famílias.

E sim, os materiais de desenho, as experiências de Biologia e Química, são todos preparados enquanto vamos às compras entre esquadros, corações de vaca e pernas de rã para dissecar juntamente com as compras da semana.

Porque os professores também têm direito a comer.

E, por falar em comer, como professores, para motivar os nossos alunos, temos, primeiramente, de lhes dar de comer, a eles, aos irmãos e aos pais, pais esses tantas vezes desempregados e sem condições de habitação. Só depois de satisfeitas todas estas necessidades básicas podemos pensar em motivar as crianças que, apesar de tudo, da fome, da pobreza, dos conflitos familiares, continuam a vir à escola. Continue reading

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Divulgação – Contratação de Professor(a) de Educação Moral e Religiosa – Escola Profissional Magestil

 

Professor(a) de Educação Moral e Religiosa – 27 horas anuais

Ensino Profissional – Ensino Secundário – entrada imediata

Escola Profissional Magestil

Avenida Almirante Gago Coutinho, nº 95, 1700-028 Lisboa

Envio de cv para [email protected] 

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Pedido de horários para contratação de escola

 

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite o recrutamento de docentes para lecionação do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança, Técnicos Especiais e Técnicos Especializados.

Consulte a nota informativa.

SIGRHE

Nota informativa

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Listas Provisórias de candidatos – Casa Pia de Lisboa

Informa-se que a lista provisória ordenada de candidatos admitidos e a lista provisória de candidatos excluídos do concurso anual com vista ao suprimento das necessidades de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2019/2020, se encontram publicitadas no site da CPL, a partir de hoje, dia 2 de Agosto de 2019.
Mais se informa que, dos elementos constantes das listas provisórias, cabe reclamação, a apresentar no prazo de 5 dias úteis a contar do dia imediato ao da publicitação das listas. As eventuais reclamações deverão ser formuladas por escrito, através da utilização do impresso de reclamação (disponível por download neste site), devendo ser entregues na Secretaria dos Serviços Centrais da Casa Pia de Lisboa, na Av. do Restelo, n.º 1, 1449-008 Lisboa, no referido prazo.
disponível para download:

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Manifestação de Preferências para Ensino Português no Estrangeiro

PROFESSOR 2019 – Procedimento concursal para constituição de reserva de recrutamento para pessoal docente da Educação Pré-escolar, do 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário da rede de ensino português no estrangeiro, para o cargo de Professor, aberto pelo Aviso n.º 17774/2018, de 3 de dezembro de 2018.

Período de Manifestação de Preferências
Informam-se os interessados que, no âmbito do n.º 1 e 2 do capítulo XV do Aviso n.º 17774/2018, de 3 de dezembro de 2018, o prazo para manifestação de preferências é de cinco (5) dias úteis e decorre entre as 00h00m do dia 5 de agosto de 2019 e as 24h00m do dia 9 de agosto de 2019.

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Promessas de 2018, só em setembro… outras nem em setembro!

Os Psicólogos chegarão em setembro, mas os AO nem se imagina quando estarão colocados nas escolas. Os concursos continuam a decorrer…

Novos psicólogos prometidos para as escolas em 2018 só vão ser colocados em setembro

O Governo pretendia reforçar em 100 o número de psicólogos nas escolas no ano letivo que terminou (2018/2019). A medida iria aumentar para 300 o número de psicólogos que são financiados com verbas comunitárias. Mas este novo contingente de profissionais, que prestam apoiam psicológico e psicopedagógico, assim como orientação escolar e profissional, só vai chegar às escolas a partir de setembro, no início do novo ano letivo.

 

 

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Nos Açores a falta de Professores é um facto…

 

Para aqueles que defendem que as listas de contratados ficam cheias de candidatos interessados num lugar de colocação, digo:

Tenham juízo!

Será que não entendem que ninguém, hoje em dia, está disposto a deixar um emprego onde se aufere 600 ou 700 euros todos os meses, para trabalhar um ou dois meses a ganhar 1100€. Ainda por cima com as despesas inerentes a deslocações e habitação. Tenham juízo. Os professores das listas de não colocação, aqueles que ficam a fazer número até ao fim do ano, concorrem por descargo de consciência. Muitos até são colocados, mas não trocam o certo pelo incerto.

A idade dos sonhos tem uma altura na vida e os candidatos a professores de hoje já ultrapassaram essa idade.

Mais tarde ou mais cedo vamos assistir ao descalabre que aconteceu na década de 80 e princípios da de 90, por outras razões, mas a mesma falta de docentes. Depois, assistiremos ao que aconteceu na altura, qualquer um vendia umas aulas… até alguns acabadinhos de sair do “Liceu”.

 

Sindicato diz que há alunos sem aulas nos Açores por falta de professores substitutos

O Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA) reivindicou a integração de mais docentes nos quadros das escolas açorianas, alegando que muitos alunos têm ficado sem aulas por falta de professores substitutos.

“Após a primeira colocação de docentes, que se provisiona no final de agosto, vai haver listas que ficam sem qualquer docente disponível para uma substituição ou mesmo para suprimir uma necessidade permanente das escolas”, adiantou, em declarações aos jornalistas, o presidente do SDPA, Ricardo Baptista, à margem de uma reunião com o secretário regional da Educação e Cultura dos Açores, Avelino Meneses, em Angra do Heroísmo.

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Contratação de Técnicos para AEC – Ilhavo

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/08/aviso_de_abertura.pdf”]

 

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PROJETO DE LISTA ORDENADA DE GRADUAÇÃO DOS CANDIDATOS À OFERTA DE EMPREGO PARA CONTRATAÇÃO – AÇORES

 

Concurso Pessoal Docente 2019/2020 – Listas Ordenadas

 

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ME trava direito de trabalhar a tempo parcial

Os direitos existem só quando dá jeito…

Ministério trava direito de professores do quadro a trabalhar a tempo parcial

Mudança de regime de trabalho implica redução de salário, mas há vários professores que têm pedido para ficar a tempo parcial. Uma docente que está agora de baixa devido a burnout viu os seus pedidos recusados por três vezes. Provedoria da Justiça afirma que recusas não têm fundamento.

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Atividades de Enriquecimento Curricular – Ano Letivo 2019/2020

 

Encontra-se disponível, a partir do dia 1 de agosto de 2019, a aplicação para contratação de técnicos que assegurem o desenvolvimento de atividades de enriquecimento curricular.

 

SIGRHE – AECs

 

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Aplicação da Progressão-2019 “abriu”…

 

Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a)/Presidente de CAP

 

Informa-se V.Ex.ª de que desde as 21h de hoje, dia 31 de julho, que a aplicação da Progressão-2019 se encontra disponível para os Srs. Diretores. Ela ficará permanentemente disponível, encerrando apenas na primeira semana de cada mês para extração de dados a fornecer ao IGeFE e para a inserção dos docentes reposicionados definitivamente.

Assim, a aplicação ficará aberta até às 18:00 h do último dia útil de cada mês, para atualização da informação respeitante à progressão dos docentes.

Estruturalmente, a aplicação mantém o primeiro módulo, já existente nos meses anteriores, onde é apresentada uma proposta de data de progressão do docente sem a recuperação do tempo em qualquer das modalidades.

A este módulo foi acrescentado um segundo onde, de acordo com a informação inserida pelo Sr. Diretor, é apresentada, consoante a opção do docente, a data de progressão após a aplicação do DL n.º 36/2019, de 15 de março, ou do DL n.º 65/2019, de 20 de maio.

Considerando, ainda, que a progressão dos docentes está condicionada pelo cumprimento dos requisitos cumulativos previstos no artigo 37.º do ECD e que a recuperação do tempo, de forma faseada ou não, pode implicar uma antecipação significativa da data da progressão, revela-se de extrema importância a leitura da legislação, bem como das Notas Informativas e das Perguntas Frequentes sobre Avaliação do Desempenho, Progressão na Carreira, Reposicionamento e Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro e Recuperação do Tempo que têm sido divulgadas no site da DGAE nos últimos meses, assim como o Despacho n.º 6851-A/2019, de 31 de julho.

De modo a auxiliar o seu preenchimento, enviamos em anexo o manual da aplicação que pretende auxiliar tecnicamente a inserção de dados na aplicação.

 

Desejamos um bom trabalho.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

A Diretora-Geral da Administração Escolar

 

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Despacho n.º 6851-A/2019 – Alteração ao Despacho da Formação Contínua de Docentes

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/08/Despacho-n.º-6851-A-2019.pdf”]

 

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Propostas do PSD para a Educação

O PSD propõe, nas diversas áreas da Educação o seguinte:

l O primeiro objetivo é o de formar pessoas, através da dimensão emancipatória da
liberdade e da autonomia, da civilidade e da disciplina, dos valores e atitudes característicos
das sociedades abertas à diversidade social e cultural, como sejam o respeito,
a tolerância e a solidariedade perante a diferença.
l Pessoas que dominando o conhecimento conseguem mobilizá-lo através das diferentes
maneiras de pensar, da capacidade de questionamento do adquirido e do
desenvolvimento de uma cultura crítica suscetível de potenciar a inovação, a creação
cultural e o desenvolvimento pleno da pessoa humana.
l Uma cidadania fundada sobre a ética da responsabilidade e construída sobre a consciência
e o conhecimento dos seus direitos e deveres para com os outros cidadãos e destes para com a sociedade. Formar para uma cidadania ativa e participativa nos
diferentes contextos da ação coletiva: do local ao nacional, do europeu ao universal.
l Para além de formar pessoas e cidadãos pretende-se formar profissionais capacitados
para integrar a vida adulta, aproveitar ou criar a suas próprias oportunidades,
contribuir para a criação de riqueza através das suas qualificações.

l Igualdade de oportunidades de aprendizagem. A todos os alunos é garantido o
acesso ao conhecimento e ao curriculum que deverá ser comum, incentivando a flexibilidade
pedagógica e não a curricular.
l Um curriculum centrado no conhecimento consolidado, quer seja o de base científica
quer cultural.
l Centrar o processo de ensino e aprendizagem na capacidade de pensar e questionar,
pela mobilização do conhecimento para a resolução de problemas e para lidar
com a incerteza e o desconhecido.
l Garantir a todos os alunos as mesmas oportunidades de sucesso educativo ao longo
de todo o percurso escolar, desde a infância às formações superiores, recorrendo
à ação social escolar e ao princípio da equidade como orientador dos critérios de
apoio.

l O PSD está disponível para reabrir o debate em torno de uma nova Lei de Bases da
Educação, em sede de uma comissão parlamentar, constituída em exclusivo para
esse efeito, que possa reunir o maior consenso entre as forças políticas representadas
no Parlamento.

l Planeamento da rede passa da periodicidade anual para trienal. Em casos devidamente
justificados esse planeamento poderá ser revisto sempre que se registe uma
alteração significativa das condições previstas. Eliminação progressiva das turmas
mistas com mais de dois anos de escolaridade;
l A organização das turmas, os critérios de distribuição dos alunos e a sua dimensão
é da exclusiva responsabilidade dos órgãos pedagógicos da escola, podendo formar
turmas de dimensão variável em função das características dos alunos;
l A afetação dos horários dos docentes é feita com base na organização dos ciclos,
considerando a dimensão média de turma de 22 alunos;
l A abertura de novos cursos (ensino básico, secundário regular e profissional) é condicionada
à aprovação de um estudo de viabilidade apresentado pela escola aos serviços
do Ministério da Educação;
l Os créditos horários para o desenvolvimento de projetos e desempenho de funções
de supervisão, assessoria e coordenação, serão calculados em função da dimensão
e número de estabelecimentos do agrupamento, dos recursos disponíveis e da progressão
dos resultados escolares, mas de gestão exclusiva da direção do agrupamento
de escolas;
l Pretende-se ainda que a colocação dos docentes seja feita e terminada o mais cedo
possível, de preferência antes de terminado o ano letivo anterior;
l Possibilidade alargada de recondução dos docentes, contratados ou do quadro,
sempre que exista mútuo acordo entre a Direção da Escola e o docente;
l Novo enquadramento regulamentar para a aplicação de receitas próprias e incentivos
à angariação de financiamentos públicos e privados.

l A instituição de três Academias (Norte, Centro e Sul) orientadas em exclusivo para a
formação de futuros diretores, subdiretores, adjuntos e coordenadores de estabelecimento,
de agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, através de programas
certificados de estudos pós-graduados.

l Que se proceda a uma avaliação rigorosa da experiência de descentralização dos
contratos interadministrativos (Programa Aproximar), de forma a ponderar a sua
reformulação e/ou eventual disseminação para outros municípios onde a vontade
das Câmaras e dos Agrupamentos de Escolas se expresse favoravelmente à sua adoção.

l Identificação clara das componentes curriculares estabelecendo um equilíbrio entre
conhecimento, competências e aptidões técnicas.
l Envolver as empresas na definição dos conteúdos curriculares, bem como na formação
prática e na respetiva avaliação.
l Valorizar as componentes da responsabilidade social, ambiental e produtiva.

l Eliminar as atuais provas de aferição no 2º, 5º e 8º anos de escolaridade;
l Introduzir provas de aferição no final do 4º ano, podendo as classificações obtidas
ser utilizadas para ponderar a classificação final, de acordo com a opção da escola ou
agrupamento de escolas;
l Reintroduzir as provas finais do 6º ano, cujos resultados ponderam a classificação
final (30%), mas sem efeitos eliminatórios;
l Manter as provas finais do 9º ano, cujos resultados ponderam a classificação final
(30%), mas sem efeitos eliminatórios;
l Manter o atual sistema de exames no ensino secundário.
l Recuperar o sistema de testes intermédios abandonado há alguns anos em regime
de adesão voluntária por parte das escolas.

O PSD defende que é ao Estado que compete definir:
l Qual o perfil de formação inicial de professores. Esse perfil deverá ser diferenciado
em função dos diferentes níveis, da educação de infância ao ensino secundário regular
e profissional. Deverá ainda servir de orientação aos cursos de formação inicial de
educadores e professores que os habilitam.
l A distinção institucional entre quem habilita e quem profissionaliza. A habilitação
compete às instituições de ensino superior, a profissionalização compete ao Ministério
da Educação que regulará o processo a desenvolver em contexto da escola
pública e sujeita a supervisão pedagógica.
l Quais as condições de profissionalização, regulando um modelo de profissionalização
em exercício a partir do período probatório previsto no Estatuto da Carreira Docente.
l Avaliar da capacidade e competência para o exercício profissional da docência.

Avaliação e progressão na carreira
O PSD entende que o atual modelo de avaliação do desempenho docente deverá ser
melhorado com a introdução da avaliação do portfolio (planos de aula, materiais,
instrumentos de avaliação, reflexões sobre a prática pedagógica, etc.), a ser concretizado por
um júri maioritariamente externo à escola a cujo quadro o professor está vinculado.
Sem prejuízo de uma futura avaliação das condições de progressão entre os diferentes escalões,
o PSD continuará a defender o reconhecimento do tempo total de serviço prestado até 2018
e negociará com as organizações sindicais o modo de o consagrar na progressão na carreira,
sujeito às seguintes condições:
l Faseamento para um período não inferior a 6 anos;

l Disponibilidade financeira de forma a não afetar a sustentabilidade das contas públicas
e o princípio da igualdade de tratamento das diferentes carreiras especiais da
administração pública;
l Repartição do tempo apurado entre progressão, redução da componente letiva e
despenalização da reforma antecipada a partir dos 63 anos;
l A redução da componente letiva libertará os docentes para funções de supervisão e
formação, no quadro do lançamento do novo modelo de profissionalização em exercício.

Promover a mobilidade docente entre agrupamentos do mesmo concelho (para os concelhos
com mais de um agrupamento) ou entre agrupamentos de concelhos limítrofes (para os
concelhos com um só agrupamento) de forma a suprir necessidades temporárias de serviço
docente.
Maior rigor na aplicação do direito de mobilidade por doença, nomeadamente pela
identificação de alternativas de colocação em função da distância em relação ao domicílio
fiscal.

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AEC – Ano Letivo 2019/2020 – Amarante

 

AEC – Ano Letivo 2019/2020

 

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Divulgação – Professor(a) de Físico-Química – Escola Profissional Magestil

 

Professor(a) de Físico-Química horário de 200 horas anuais

2º e 3º ano Ensino Profissional – Ensino Secundário – entrada imediata

Escola Profissional Magestil

Avenida Almirante Gago Coutinho, nº 95, 1700-028 Lisboa

Envio de cv para [email protected] 

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A Aplicação “Progressão 2019” não “abriu”…

 

A 2 de julho, os Diretores recebiam um email da DGAE informando-os que até ao final do mês de julho a aplicação “Progressão 2019” estaria disponível. Tal não aconteceu (até esta hora).

Informa-se V.Ex.ª de que a aplicação Progressão-2019 vai ser disponibilizada no final do corrente mês de julho de 2019 contemplando a funcionalidade da indicação da opção dos docentes pela recuperação faseada do tempo, nos termos do DL n.º 65/2019, de 20 de maio.

Está-se a ver que isto vai levar o tempo suficiente para “agradar” ao défice do trimestre ou quem sabe do semestre.

É de lembrar que o reposicionamento 2019 dos docentes que entraram na carreira a partir de 2011 já “agrada” ao dito desde o início do ano…

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CNE – Recomendação sobre qualificação e valorização de educadores e professores dos ensinos básico e secundário

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/07/Recomendação-n.º-3-2019.pdf”]

 

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Educação em Números 2019

 

Menos 21.897 alunos face ao ano anterior, maior percentagem de alunos matriculados em relação ao ano letivo de 200/01. Menos crianças inscritas no ensino Pré- escolar. A taxa de retenção e desistência continua a cair.

Menos Docentes do EPE e 1.ºCiclo, mais do 2.º, 3.º e secundário, no Ensino Público. Número médio de alunos por docente volta a cair. 50,1% dos Docentes EPE têm idade superior a 50 anos.

Mais 62 docentes de EPE no Ensino Público. 51,4% têm idade igual ou superior a 50 anos e apenas 3,3% têm idade inferior a 30 anos, no Ensino Público e Privado, 5,5% com habilitações Literárias de Doutoramento ou Mestrado e apenas 13,8% com Bacharelato ou outras.

No 1.º Ciclo, Ensino Privado e Público, 1,1% de professores com idade igual ou inferior a 30 anos, 7,6% com habilitação académica de Doutoramento ou Mestrado e apenas 9,2% ainda com bacharelato. 20202 Docentes de Quadro e 4149 Docentes Contratados.

No 2.º Ciclo, 51,8% dos Docentes com idade superior a 50 anos e 1,4% com idade inferior a 30 anos, nos Ensinos Públicos e Privado. 10,8% com habilitação académica de Doutoramento ou Mestrado e apenas 7,3 com Bacharelato. 16169 Docentes de Quadro e 3246 Docentes Contratados.

No 3.º Ciclo e Secundário, 48% dos Docentes têm idade igual ou superior a 50 anos e 0,9% com idade inferior a 30 anos. 15,6% com habilitações Literárias de Doutoramento ou Mestrado e apenas 3,6% com Bacharelato ou outras. 50572 Docentes de Quadro e 13776 Docentes Contratados.

O número de pessoal não Docente na Escola Pública cai para 52337 indivíduos.

 

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Para concorrer para Assistente Operacional, agora é preciso um “curso”

 

Dos 1067 Assistentes prometidos para setembro ainda não foi colocado nenhum!

Legislação geral
-Lei n.º 1/2005, de 12 de agosto – Constituição da República Portuguesa;
-Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro, na sua atual redação – Regime jurídico das Autarquias Locais;
-Decreto-Lei n.º 4/2015 de 7 de janeiro – Código do Procedimento Administrativo;
-Lei n.º 35/2014 de 20 de junho, na sua atual redação – Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas;
-Lei n.º 66-B/2007, de 28 de dezembro, na sua atual redação – Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública;
-Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, art.º 237.º a 257.º (Férias e faltas), na sua redação atual – Código do Trabalho.
Legislação específica
-Portaria n.º 644-A/2015. D.R. n.º 164, 3º Suplemento, Série II de 2015-08-24-Define as regra a observar no funcionamento dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, bem como na oferta das atividades de animação e de apoio à família (AAAF);
-Lei n.º 85/2009, de 27/08 na sua atual redação – Estabelece o regime da escolaridade obrigatória para as crianças e jovens que se encontram em idade escolar e consagra a universalidade da educação pré-escolar para as crianças a partir dos 5 anos de idade para os 4 anos de idade;
– Manual de primeiros socorros para situações de urgência nas escolas, jardins-de-infância e campos de férias, disponível em
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/primeirossocorros.pdf
Proc.º 22/2019 – Assistente operacional (área de infância) para a Divisão de Gestão Escolar e Recursos Educativos:
  • Participar com os docentes no acompanhamento das crianças durante o período de funcionamento da escola com vista a assegurar um bom ambiente educativo;
  • Exercer tarefas e atendimento e encaminhamento de utilizadores da escola e controlar entradas/saídas da escola; Cooperar nas atividades que visem a segurança das crianças na escola;
  • Providenciar a limpeza, arrumação, conservação e boa utilização das instalações bem como, do material e equipamento didático e informático necessário ao desenvolvimento do processo educativo;
  • Exercer tarefas de apoio aos serviços de ação social e escolar;
  • Prestar apoio e assistência em situações de primeiros socorros e em caso de necessidade, acompanhar a criança a unidades de prestação de cuidados de saúde.

 

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Nota Informativa sobre a Compensação por Caducidade de Contrato

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/07/ni11-igefe.pdf”]

 

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Reforçada aposta na rede Qualifica

 

Prosseguindo a aposta na educação e formação de adultos, o Governo vai reforçar a implementação do Programa Qualifica em todo o território nacional através do alargamento da rede.
Atendendo às necessidades regionais e locais, os Ministérios da Educação e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social dão assim continuidade ao esforço de consolidação do sistema de aprendizagem ao longo da vida, garantindo a todos os adultos com baixas qualificações uma resposta cada vez mais próxima, acessível e relevante.
É com esse objetivo que a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) acaba de lançar um novo concurso para a criação de mais 50 Centros Qualifica.
O concurso valoriza as candidaturas de entidades que, pela sua natureza, demonstrem capacidade de abrangência territorial, desenvolvam a sua atividade em setores identificados como deficitários em termos de qualificações ou junto de públicos com baixas qualificações e/ou particularmente difíceis de mobilizar para percursos de qualificação.
O prazo para a apresentação de candidaturas à criação e funcionamento de Centros Qualifica decorre até 13 de setembro de 2019, devendo ser feitas através da página oficial da ANQEP.
O Programa Qualifica permitiu relançar a educação e formação de adultos enquanto prioridade do país, reforçando a posição de Portugal entre os países da União Europeia no que toca à qualificação de adultos em idade ativa. Neste esforço, foi alocada uma verba de mais de 200 milhões de euros para o período 2017-2020.
Em 2016 foram criados 30 novos Centros, num primeiro alargamento da rede, e mais 42 em 2017, alcançando-se a meta estabelecida de ter 300 Centros Qualifica distribuídos por todo o território continental.
Em dois anos e meio, 360 mil adultos foram acolhidos pelos Centros Qualifica, em todo o país, tendo já 215 mil sido encaminhados para ofertas de formação e mais de 80 mil para reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC).
Com estes resultados, continuam a ser superadas as metas traçadas para o Programa.

 

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Amanhã estamos em casa – João André Costa

Porque há professores que saíram do país e não voltam a Portugal por 6.500€…

Amanhã estamos em casa

É quase uma da manhã. Em Londres não há Verão, faz calor de vez em quando e depois chove. Esta noite é um desses de vez em quando.
Como está calor, não durmo. Foi assim durante 3 dias o ano passado em Agosto em Portugal, aquando da onda de calor.
Ou então são os nervos antes da partida. Afinal, daqui por 12 horas estaremos em Portugal! Parece mentira. É mentira! Já não acreditamos. Deixámos de acreditar quando o ano lectivo entrou Julho adentro e as obrigações do dia-a-dia se encarregaram de drenar o último sopro de vida destes corpos, a última vontade de viver.
Entre a rotina, o trabalho, sair de casa às 5 da manhã e voltar às 7 da tarde, cinco dias por semana mais os sábados e domingos a pé às 6 apenas porque sim, porque o corpo assim o dita e as noites pouco dormidas, mal dormidas, o fechar do ano escolar e ainda assuntos pendentes pelas supostas férias adentro, tudo contribui para que já não valha a pena descansar, ir de férias, desligar, desfrutar da família e amigos.
Já perdemos a esperança e, no entanto, amanhã quando o caminho for outro, fora da rotina e do dia-a-dia, quando nos virmos às portas do aeroporto e nas asas do avião, tudo vai fazer sentido.
Amanhã voltamos a casa, ao abraço sem fim dos nossos pais e irmãos, um abraço quente igual ao nosso, cheio de lágrimas e saudade e a promessa de não partir nunca mais.
Porque voltámos a casa e aqui nada nos pode acontecer. Aqui estamos seguros, conhecemos as ruas e os vizinhos de cor, temos tios, primos e amigos mil com quem falar, com quem estar mais os seus conselhos e ajuda quando é preciso.
Lá em Londres não temos ninguém. Minto, ter até temos, mas a cidade é imensa, já lá estamos há 12 anos e só estamos com amigos de 6 em 6 semanas, com sorte. Entretanto, temo-nos um ao outro e já temos tanta sorte que muitos não têm ninguém.
Por isso a excitação, daqui por 12 horas em Lisboa, o táxi do aeroporto para o comboio, o comboio para as ruas caiadas de branco e de sol, a cerveja portuguesa que sabe muito melhor em Portugal (lá fora metem-lhe água e servem morna), as esplanadas e cafés, a cor da praia que já esqueci.
Esqueci-me da praia ou da cor? Provavelmente das duas. O cheiro do calor, as cigarras frenéticas, só respiro bem com 35 graus à beira-mar, as subidas de bicicleta à falésia e o mar a meus pés, a minha casa onde um dia hei-de morrer, se Deus quiser, os amigos de sempre à nossa espera, uma outra vida, um outro mundo a correr em paralelo a 2 mil quilómetros de distância e que é preciso sorver por inteiro num mês de Verão.
Neste momento tudo me parece distante e estranho. Não somos ingleses e já não somos portugueses. Em Inglaterra querem mandar-nos para casa, em casa já não nos entendem, a não ser um mês por ano. Um mês chega, mais não, ao fim de um mês já queremos voltar para casa, para a outra casa. Ao fim de um mês já queremos partir. Outra vez. E outra vez. E os anos vão passando.
Vou pensar em sardinhas, pilhas de sardinhas, gordas no pão regadas com cerveja numa esplanada ao cair do dia! Vou pensar em caracóis e como o segredo está no molho! Ah, e a cerveja! Vou pensar em tremoços, um tremoceiro inteiro à chegada ao aeroporto mais uma grade de cerveja bem gelada! Não por sofrer de alcoolismo, mas sim por gostar de cerveja, entenda-se.
Vou pensar no avião a aterrar em Lisboa e as palmas no ar, nas gargalhadas dos teus pais, nas tardes ao sol. Vou pensar no primeiro mergulho do mar, 78 kg de pura elegância a correrem areia fora e em pleno voo sobre as águas até ao abraço final enquanto prometo a mim mesmo nunca mais sair da água.

 

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Desistência total ou parcial CI/RR

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite ao docente proceder à desistência total ou parcial de contratação inicial (CI) e da reserva de recrutamento (RR), das 10:00 horas do dia 29 de julho até às 18:00 horas do dia 31 de julho de 2019 (hora de Portugal continental).

 

SIGRHE – desistência total ou parcial CI/RR

Nota informativa – desistência total ou parcial CI/RR

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Se já estás de férias e foste avaliado…

 

… prepara-te!

O teu diretor pode chamar-te, a qualquer momento, para tomares conhecimento da tua ADD.

O fim do ciclo avaliativo não é a 31 de agosto, é quando um diretor quiser!

 

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Indicação da Componente Letiva (2.ª fase) / Renovação de Contrato / Necessidades Temporárias (pedido de horários

Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas procederem à atualização da identificação dos docentes aos quais já é possível atribuir componente letiva (retirá-los da situação de ausência de componente letiva), bem como indicar a intenção de renovação de docentes contratados e proceder ao pedido de horários, das 10:00h do dia 26 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 31 de julho.

 

SIGRHE

Nota informativa

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PNPSE por mais dois anos…

 

Foi aprovada a resolução do Conselho de Ministros que prorroga, por mais dois anos letivos, o mandato da Estrutura de Missão para a Promoção do Sucesso Escolar.
Esta estrutura de missão, criada em 2016, a par do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar (PNPSE), alcançou resultados que se traduzem numa redução das taxas de retenção e de abandono escolar precoce, tendo-se registado os valores mais baixos de sempre (a taxa de abandono escolar precoce reduziu de 14%, em 2016, para 11,8%). Desta forma, o Governo dá continuidade à resposta a um dos maiores desafios com que nos confrontamos na resolução do défice de qualificações.

 

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As poropostas do CDS para a Educação… (2 propostas)

 

Parece-me que andam todos em sintonia. As propostas em relação à rede de creches é a mesma para todos os partidos que até hoje as apresentaram. Já na continuidade dos contratos de associação, a proposta vai de encontro ao que está a acontecer e não traz nada de novo.

 

As propostas do CDS para o sector da Educação

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As promessas e as realidades escondidas – Santana Castilho

 

As promessas e as realidades escondidas

Ponto prévio: estamos melhor ou pior do que estávamos em 2015? Genericamente melhor. Mas seria admissível outro cenário, depois de um governo PS ter levado o país à falência e um governo PSD/CDS ter infligido aos cidadãos sacrifícios e perdas nunca vistas?
O meu ponto é que a avaliação certa é a que resulta, não da comparação do que tínhamos com o que temos, mas do que temos com o que poderíamos ter, se as opções tivessem sido outras.
O programa com que o PS se apresentará às eleições legislativas de 6 de Outubro tem 141 páginas e muitas promessas (56% de aumento do investimento público, menos impostos para a classe média, aumentos para os funcionários públicos em 2021, vales para óculos e tratamentos dentários, combate feroz à corrupção, reforma eleitoral e muitos comboios). Na impossibilidade material de analisar o caudal de promessas em detalhe, no espaço limitado desta crónica, cinjo-me a dois comentários, a saber:
1. O programa glosa os êxitos da governação de Costa e alimenta-se em permanência da chama milagreira de Centeno. Mas importa moderar a euforia, porque há outros ângulos de visão. Por exemplo, Mário Centeno e a imprensa em geral festejaram recentemente os números revelados pelo Instituto Nacional de Estatística: um excedente orçamental de 0,4% no fim do 1º trimestre do ano em curso. O ministro das Finanças invocou então muitos indicadores de sucesso e atribuiu o êxito à dinâmica da economia e do mercado de trabalho. Só que a alegoria do copo meio cheio ou meio vazio convoca os mais atentos para a outra realidade: o celebrado saldo orçamental consolidado das diferentes administrações públicas (cerca de 318 milhões) foi obtido por via do aumento (em cerca de 356 milhões) das dívidas ao sector privado! Por exemplo, no martirizado Serviço Nacional de Saúde, a dívida aumentou no período em apreço cerca de 150 milhões, cifrando-se na bonita soma redonda de mais de 650 milhões.
E de que dinâmica do mercado de trabalho fala Centeno? Dados do INE, de Dezembro de 2018, mostram que o salário médio mensal líquido dos trabalhadores do sector privado é de apenas 896€, 34,6% recebem entre 600€ e 899€, 21,9% ganham menos do que o salário mínimo nacional e cerca de 103 mil recebem menos de 300€ líquidos mensais. Por outro lado, um inquérito recente conduzido pelo INE mostrou que a taxa de risco de pobreza, mesmo depois de considerados subsídios e pensões, subiu de 42% em 2015 para 45,7% em 2017.
É politicamente sério e intelectualmente honesto omitir a divulgação destes dados, subtraindo ao juízo dos eleitores estas realidades?
2. No que à Educação respeita, temos um dilúvio de intenções palavrosas, na senda futurista do decantado século XXI, ficando sem tratamento os grandes problemas que prejudicam o bom funcionamento das escolas públicas. No meio de tanta promessa rosa, o mais importante e que maior impacto terá na vida dos professores, disse-o de fininho António Costa, em modo do que um padrasto reserva aos enteados que não suporta: António Costa e o PS querem libertar-se da despesa inerente às progressões das carreiras especiais. Ou seja, do mesmo passo que Costa já permitiu o aumento dos salários dos juízes e procuradores, de modo a que um procurador do Ministério Público com apenas 2 anos de serviço passe a receber 4.336€ mensais, acrescidos de um subsídio de compensação de 885€, pago 14 vezes ao ano e isento de IRS, preparem-se os professores para a revisão em baixa da carreira que Maria de Lurdes Rodrigues começou a destruir. Aqui temos, por fim, o grande líder a assumir o que ultimamente andava a ganhar corpo e teve professores, inocentemente (ou talvez não), como primeiros lançadores de conveniente barro a convenientes paredes. Se a riqueza gerada pelos magos de sucessos nunca vistos não chega para acudir aos bancos todos, nem a blindagem dos contratos das rendas imorais pagas aos senhores feudais das pontes, das autoestradas e das energias permitem renegociá-los, rasgue-se sem problema o que foi assinado com os professores, que 1.133,37 euros de salário líquido, depois de vinte anos de casa às costas, é coisa de luxo.
In “Público” de 24.7.19

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Marcelo Promulga alterações ao D.L. 54/2018

 

Na expetativa de que à ambição do legislador corresponda a realidade dos factos, o Presidente da República promulgou o Diploma que procede à primeira alteração, por apreciação parlamentar, ao Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, que estabelece o regime jurídico da educação inclusiva;

 

Mais direitos para os pais e educadores para que passam a poder participar na equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva.

No caso de transferência de escola, o aluno tem direito a ser acompanhado pelo relatório técnico pedagógico consigo.

Sempre que o aluno tenha um programa educativo individual, este tem de ser complementado com um plano individual de transição de modo a promover a transição para a vida pós-escolar e para uma atividade profissional ou para a continuação dos estudos.

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Exames Flexiveis…

 

 

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Contratação de Escola – Renovação Técnicos Especializados

 

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite efetuar a renovação dos Técnicos Especializados de Formação ou de Outras Funções.

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE

Nota informativa

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As propostas do PS para a Educação em campanha eleitoral

Aviso à navegação: Para preconizar estas propostas, será necessário um novo ECD, um novo Diploma de Concursos e Um novo Diploma de Gestão Escolar.

As Propostas:

• Avaliar o modelo de administração e gestão das escolas e adequá-lo ao novo quadro que resultou do processo de descentralização e aos progressos feitos em matéria de autonomia e flexibilização curricular; (Municipalização. Também já vi estes “estudos” irem diretamente para a gaveta e não produzirem qualquer efeito prático. Mudou-se o modelo de administração sem qualquer discussão.)

• Promover a existência de associações representativas de estudantes e de pais e encarregados de educação, através de princípios democráticos, em todas as escolas e agrupamentos; (Mas isso já não acontece? Aqui tudo depende da vontade e disponibilidade para acompanhar a vida escolar dos educandos. Na maior parte dos casos só acontece, quando acontece, no final do ano letivo.)

• Dotar as escolas de meios técnicos que contribuam para uma maior eficiência da gestão interna das escolas, recorrendo a bolsas de técnicos no quadro da descentralização; (Para que isto aconteça é necessário que a Municipalização esteja no seu pleno.)

• Permitir que as escolas decidam o número de alunos por turma, mediante sistema de gestão da rede. (Desde que não sejam necessários mais recursos humanos, ou seja, com os professores da escola, não há crédito para mais. O PSD tem uma proposta similar.)

• Proporcionar condições para uma maior estabilidade e rejuvenescimento do corpo docente, em especial nas escolas integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP); ( A história do rejuvenescimento fica sempre bem num programa eleitoral. Mas porquê em especial nos TEIP? Onde estão os dados que apontam para que nessas escolas, e mais nessas escolas, sejam necessário um corpo docente mais jovem. Pela experiência de quem anda pelo campo, não é nessas escolas que o corpo docente é mais maduro, mas sim nas restantes.)

• Estudar o modelo de recrutamento e colocação de professores com vista à introdução de melhorias que garantam maior estabilidade do corpo docente, diminuir a dimensão dos quadros de zona pedagógica; ( Eu já tinha avisado que o diploma dos concursos ia sofrer alterações. Sobre a dimensão dos QZP, ainda estou para ver se diminuem ou se aumentam)

• Elaborar um diagnóstico de necessidades docentes de curto e médio prazo (5 a 10 anos) e um plano de recrutamento que tenha em conta as mudanças em curso e as tendências da evolução na estrutura etária da sociedade e, em particular, o envelhecimento da classe docente; (Esse estudo já está feito, foram vocês que o fizeram até 2023. Sabem bem o que vai acontecer. Depois dessa data o número de aposentações só vão aumentar anualmente na base do milhar. Estima-se que 25% dos professores se reformem nos próximos 10 anos.)

• Sem contrariar a convergência dos regimes de idade da reforma, encontrar a forma adequada de dar a possibilidade aos professores em monodocência de desempenhar outras atividades que garantam o pleno aproveitamento das suas capacidades profissionais; (NÃO VÃO REDUZIR A IDADE DA REFORMA. Isto é ressuscitar uma medida do ECD da MLR. Nada de novo.)

• Criar incentivos à aposta na carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes em áreas do país onde a oferta de profissionais é escassa; (Queres ver que vão dar casa aos professores ou então vão criar um subsidio como o dos deputados?)

• Promover o trabalho colaborativo dentro das escolas, entre escolas e entre estas e a comunidade; (Se isso já não se fizesse, seria novidade)

• Avaliar a criação de medidas e reforço e valorização das funções de direção das escolas, incluindo as chefias intermédias; (Subsídios ou tirar à componente letiva? Promessas…)

• Rever o modelo de formação contínua dos professores, para garantir um aprofundamento científico-pedagógico em contextos disciplinares e interdisciplinares. (Já estou à espera disto há anos…)

 

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Calendário Escolar – Açores

 

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Validação da mobilidade interna

 

Encontra-se disponível a aplicação Validação da Mobilidade Interna, das 10:00 horas do dia 23 de julho até às 18:00 horas de Portugal continental, do dia 25 de julho de 2019.

Consulte o manual.

 

SIGRHE

Manual – validação da mobilidade interna

 

 

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Liberdade de expressão ou violação dos Direitos Humanos? – João André Costa

 

Liberdade de expressão ou violação dos Direitos Humanos?

Muito se tem escrito e reescrito recentemente sobre assuntos tão pertinentes como, infelizmente, perenes: do racismo e homofobia à inclusão, da extrema-direita à democracia, da desigualdade de género à paridade, da liberdade de expressão ao politicamente incorrecto, do humor ao politicamente incorrecto, da defesa dos animais e das touradas, da protecção do ambiente e as beatas atiradas para o chão, do que deve ser legal em contraposição ao ilegal e, por conclusão, criminal.
E se por um lado temos todos o direito a expressar pensamentos, atitudes, emoções e modos de ver o mundo, por outro lado, e por uma questão de bom senso, tal só é válido conquanto tais declarações, tais liberdades, não afectem as liberdades dos outros.
É lógico. É legal. É justo, muito justo, é justíssimo. Aprendi na escola.
Baseando-me nesta premissa fundamental, custa-me compreender a liberdade dada pelos média hoje em dia a quem se declara claramente racista, nacional-socialista, homofóbico, misógino, só para citar alguns exemplos entre programas de televisão, artigos em jornais ou na imprensa online, fomentando preconceitos e medos, fechando fronteiras e mentalidades, recusando a diferença num mundo onde, ironicamente, somos todos diferentes e, como dizia a campanha, todos iguais.
A culpa? A culpa vem de cima quando quem governa legitima tais discursos, libertando das profundezas da ignorância humana todos os derrotados de séculos de história.
A culpa? A culpa vem de baixo, de quem vota nestes mesmos governantes ou de quem se abstém de votar.
A culpa é também das desigualdades que fomentam a pobreza e os populismos num mundo onde, se todos vivêssemos condignamente, ninguém se preocuparia com o vizinho do lado, antes pelo contrário. Basta fechar os olhos e imaginar um mundo onde a porta de casa está sempre aberta, onde os meios de produção de alimentos e energia significam 3 dias ou menos de trabalho por semana e para todos, sem campainhas nas escolas e nas empresas, repleto de arte, criação e fruição e onde os governos trabalham em conjunto na conquista do espaço, levando a humanidade mais além.
Este mundo é possível, o século XIX já passou há muito, a tecnologia e a ciência evoluíram exponencialmente e não precisamos de continuar a viver como há 200 anos. Basta vontade política.
Mas não só. É preciso evitar os retrocessos civilizacionais, é preciso evitar e não dar voz a a quem atenta contra o direito à paz, à liberdade, contra o ambiente, contra a fraternidade, contra a autodeterminação dos povos sem esquecer a saúde e a educação, tudo premissas fundamentais dos Direitos Humanos e, no entanto, rapidamente em causa e em dúvida em nome do egoísmo, da individualidade, da opressão.
Porque se discutir ideias é válido, por outro, e espero haver aqui um consenso, já pouco falta para termos na televisão um pedófilo a defender o direito à pedofilia! Ou um violador a defender o direito à violação! E, já agora, um assassino em série a defender o direito a matar.
Uma distopia? Distopia é abrir o jornal nos dias de hoje, não preciso do amanhã. Distopia é esta vergonha de viver num país e numa língua onde não existe uma palavra para quem tem a pele negra. Preto? É insultuoso. Negro? Negros eram os escravos. Pessoas de cor? É supremacista. Coloridos? Não é só insultuoso, é uma piada de mau gosto. E porque não colocar de lado o conceito esclavagista de raça e tratar as pessoas, sim, porque estamos a falar de pessoas, pelos nomes próprios?
Entretanto, e enquanto não chegamos lá, fica aqui o meu apelo aos média: não cedam à tentação do número de leituras online, do share televisivo ou da partilha de artigos nas redes sociais pois o preço a pagar é só um: a promoção de líderes déspotas, líderes esses que não pensarão duas vezes quando chegar a altura de fechar os mesmos média que lhes deram voz em primeiro lugar. Primeiro os média, depois a liberdade.

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Idade da reforma dos professores deve baixar? (Resultado)

A sondagem CM ainda está ativa, mas os resultados demonstram bem a opinião dos professores e do restantes leitores. É esmagadora a opinião que defende que a aposentação dos professores deve ocorrer numa idade inferior aos atuais 66 anos.

É inconcebível termos professores com mais de 60 anos a lecionar, como a isso estão obrigados, nas escolas portuguesas. As razões são muitas e conhecidas do público e dos decisores, nem vale a pena enumera-las.

Quando uma sociedade não olha para a sua escola para preparar o seu futuro, o que se poderá dizer dessa sociedade?

 

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Aviso: Termina hoje o prazo para a candidatura à MI (18:00 Horas)

 

Para que os mais esquecidos não se lamentem. O prazo é até às 18:00 horas de hoje.

Confirmem se submeteram, não basta preencher.

 

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Cafôfo quer alterar o ECD

Estas coisas têm um certa piada! Há pessoas que te querem convencer que só mudariam o que tu reivindicas, perdendo a oportunidade de mexer naquilo que lhes interessa ou aos seus ideais . Quem dá com uma mão tira com a outra, e às vezes, até tira com os pés. (parece que a ideia de mudar o ECD não é do Arlindo, já anda na cabeça dos (des)mandantes há muito. A diferença é que o Arlindo faz um exercício em que todos podem expressar o seu apoio ou não e até dar ideias. Na altura de serem “estes” a ideia que prevalecerá será, unicamente, a deles)

 

Cafôfo garante progressão na carreira docente e eliminação das quotas para os 5.º e 7.º escalões

O candidato do Partido Socialista-Madeira a presidente do Governo Regional reuniu-se, esta manhã, com o Sindicato dos Professores da Madeira, para abordar as questões da Educação, com destaque para o papel dos professores, não apenas no ensino, mas na sociedade.

Considerando que o papel dos docentes tem um impacto muito grande no desenvolvimento da Região e para as crianças e jovens, Paulo Cafôfo salientou que a carreira tem de ser valorizada. “A Madeira que nós teremos daqui a 25 anos será reflexo do trabalho que os professores hoje, neste dia, estão a desempenhar e a realizar”, frisou.

“O Partido Socialista defende, e nós no Governo Regional iremos cumprir aquilo que é a reposição do tempo de serviço que ficou congelado”, assegurou.

O candidato referiu-se também à questão dos professores contratados, que estão sempre a preencher necessidades definitivas do sistema, apesar de não terem qualquer vínculo. “Nós queremos integrar esses professores de uma forma definitiva no sistema e queremos também acabar com uma injustiça que são as quotas para a progressão no quinto e sétimo escalões, mas também os percentis que existem no muito bom e no excelente”, disse, Paulo Cafôfo, acrescentando que “não pode haver barreiras para a progressão dos docentes, desde que eles tenham um bom desempenho e mérito naquilo que fazem”.

Afirmando que estas são matérias que estarão na agenda de um governo regional socialista, o cabeça-de-lista às eleições de 22 de Setembro deixou uma garantia a todos os professores: “Nós vamos cumprir aquilo que é a progressão na carreira, aquilo que é a eliminação das quotas e dos percentis no muito bom e no excelente, mas também uma coisa que o Governo Regional suspendeu, que foi a aceleração da carreira por bonificação. Ou seja, se um professor adquire um mestrado ou doutoramento, deve esse investimento ser valorizado na respetiva progressão”.

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O que é Deplorável…

É o aproveitamento da dor de terceiros em beneficio próprio, ou de outros, sem indícios fortes que nos sustenham os argumentos.

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