Rui Cardoso

Author's posts

Equipa do ME está completa com o João Costa

Presidente da República aceita proposta de Secretários de Estado

O Presidente da República recebeu hoje, a seu pedido, o Primeiro-Ministro indigitado, Dr. António Costa, que lhe submeteu a lista de nomes propostos para Secretários de Estado.

  • Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues
  • Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa
  • Secretária de Estado da Educação, Susana Amador
  • Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/equipa-do-me-esta-completa-com-o-joao-costa/

Susana? Temos ministra da Educação. Mas será Amadora?

Já me tinha sido nomeado este nome, Susana Amador, para SE em substituição de Alexandra Leitão. O JN confirmou, hoje, a nomeação. João Costa ainda é uma indefinição.

Resta saber se Susana Amador vai ser amada ou não… Será mais uma Amadora?

Entretanto, fonte do partido adiantou ao JN que Susana Amador, da direção da bancada, também assumirá a função de secretária de Estado, ficando com a pasta da Educação.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/susana-temos-ministra-da-educacao-mas-sera-amadora/

Défice 0 e escolas a fechar…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/defice-0-e-escolas-a-fechar/

A banalização do mal (bullying)

Tornou-se normal o insulto, a cotovelada, o aperto a pescoços, a palmada na nuca… entre alunos. Bater num par é banal, quanto tempo para banalizar a violência a outros frequentadores das escolas?

 

Dois terços dos alunos admitem agredir colegas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-banalizacao-do-mal-bullying/

Pré-Avisos de Greve de 21 a 25 de outubro

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/untitled.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/pre-avisos-de-greve-de-21-a-25-de-outubro/

Faltam Assistentes Operacionais e fecham escolas em regime rotativo…

Gerir recursos humanos que não existem não é fácil, a solução encontrada neste agrupamento de escolas foi fechar em escolas em sistema rotativo. Hoje fecho eu, amanhã fechas tu, depois fecha ele…

O problema da falta de funcionários tarda em ter resolução. O nosso ministério ainda não está com a “cabeça completa” (ainda só apareceu a face “bonita), logo não consegue ter uma ideia tão simples como criar bolsas de Assistentes Operacionais, nos IEFP’s, para substituição dos que faltam por doença. É claro que a legislação não obriga ninguém a aceitar, de imediato, uma situação destas, mas a candidatura a essa bolsa não seria obrigatória. Entretanto, faltam Assistentes Operacionais que por vicissitudes do sistema de concurso de 1100 ainda não foram contratados e por atestados médicos em virtude desta classe, também, ser afetada pelo avanço da idade.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/faltam-assistentes-operacionais-e-fecham-escolas-em-regime-rotativo/

Cartoon do dia – O porquê da recondução…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/cartoon-do-dia-o-porque-da-reconducao/

Reserva de recrutamento n.º 7

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 7.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 21 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 22 de outubro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/reserva-de-recrutamento-n-o-7-2/

Sobre a falta de Professores – José Eduardo Lemos

 

O Ministério da Educação não tem “reporte de situações anómalas”, ou seja, não sabe do que se passa.
A Associação de Diretores diz que o problema está nas rendas altas?
As Associações de Pais dizem que este ano os professores foram colocados mais cedo e que, por isso mesmo, não contava que já houvesse escassez de professores.
Leio isto e retiro três conclusões óbvias:
1 – A política de colocação do pessoal docente implementada por este Governo no início de mandato (a mais centralizada de sempre) nada tem a ver com isto.
2 – A política de desvalorização e rebaixamento da classe docente, iniciada com Sócrates e mantida pelo último Governo, responsável pelo afastamento de muitos professores para outras profissões e responsável pela fuga de muitos jovens dos cursos via ensino, também nada tem a ver com a atual falta de professores.
3 – A política do congelamento, dos baixos salários e da falta de condições de trabalho, em alguns casos, fala de segurança, nada têm a ver com isto.
Esperemos então que as rendas baixem e que os professores sejam colocados em janeiro. Nessa altura, não faltarão professores.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/sobre-a-falta-de-professores-jose-eduardo-lemos/

Divulgação – PHDA e Educação Inclusiva

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/divulgacao-phda-e-educacao-inclusiva/

PROFESSOR: PROCEDIMENTOS A TER PARA QUANDO APANHAR NOS “CORNOS”

 

Sendo este um tema na ordem do dia, mas ante o silêncio explícito de quem pode atuar e mudar o sistema, pareceu-nos pertinente partilhar os procedimentos adequados para que possam ter uma atuação rápida, ainda que sirva para absolutamente… nada.

A profissão de professor é claramente de risco, se a escolheu, problema seu, assuma algum sadomasoquismo: optou por uma profissão sem reconhecimento, sem medicina do trabalho, sem seguro que proteja a sua integridade física e psicológica. Quando apanhar por tabela, lembre-se que, sem “estragos físicos” visíveis, as ocorrências são facilmente desvalorizadas:

1)      Dirija-se ao hospital público mais próximo, levando consigo o Boletim de acompanhamento médico que deve solicitar na secretaria (se já não tiver língua ou dentes, escreva num papel, se já não tiver dedos, jogue ao “adivinha o que quero” com a funcionária da secretaria. Para prevenir, ande com um documento destes na carteira com o cabeçalho já preenchido, saque-o aqui: http://www.sgmf.pt/servi%C3%A7os/acidentes-de-trabalho/formul%C3%A1rios/)

 

2)      Faça participação escrita da ocorrência anexando fotografias dos danos físicos e entregue na secretaria solicitando cópia autenticada. Se não houver danos físicos, por favor procure a escadaria mais próxima, atire-se dela abaixo e confirme que ficou com nódoas negras. Se não resultar repita ou bata com a cabeça na parede várias vezes, também pode ser uma alternativa. Caso seja professor, pode sempre entalar os testículos numa porta. Nestes últimos casos, assegure que o faz sem testemunhas e ateste com a vida as nódoas negras como fruto de pontapés do agressor. Lembre-se: sem hematomas, tudo se complica.

 

3)      Preencha na secretaria o requerimento referente a “acidente em serviço”. Vão demovê-lo de o fazer porque as cópias são caras. Dê-lhes ouvidos porque preencher esta folha vai-lhe mesmo sair caro.

 

4)      Se tiver a certeza que se quer aborrecer mais, faça queixa junto da PSP com toda a documentação anexa, antecipando que o encarregado de educação o vai acusar de ter alienado o educando e de o ter maltratado para a vida. As custas de tribunal vão sair-lhe do bolso, aproveite logo para dizer adeus a vários subsídios de férias para advogado, outros tantos para as custas do tribunal e mais uns trocados para pagar as injúrias que proferiu contra o EE. Quando se reformar, vai andar a mendigar na rua.

 

5)      A legislação de apoio está aqui: https://dre.pt/web/guest/legislacao-consolidada/-/lc/107738386/201412310000/73449404/diploma/indice, mas cada um sabe de si e a maior parte anda caladinha porque tem vergonha e é mais rápido pedir ao médico de família uns drunfos. Beba álcool nos intervalos das aulas para aguentar as ofensas com menor clareza de espírito e lhe doer menos. Sempre sai mais barato.

 

6)      Tem de cumprir tudo isto em 48 horas. Se as equimoses só aparecerem depois, tempos pena, já passou o prazo.

 

Assim é a realidade da profissão docente. Saem notícias todos os dias, o sofrimento atroz é calado e quem assume o seu papel de vítima acaba enredado num sofrimento burocrático acrescido e que redunda em quase nada.

Recomeça o ciclo governativo, mantém-se o silêncio sobre a violência contra os professores. Não há vergonha, nem empatia que nos valha. Como classe, que estamos a fazer para nos proteger e proteger os nossos pares? Como país, o que estamos a fazer com a nossa educação? Se há razão para termos voz e sairmos à rua, ei-la.

Professores sofridos, erguei-vos e lutai pelo direito à vossa integridade psicológica e física! Ganhai voz! Tornai pública e explícita a vossa dor.

 

 

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/professor-procedimentos-a-ter-para-quando-apanhar-nos-cornos/

Para onde foram os 650 milhões de euros de excedente previsto para 2020?

 

Para os professores não foram, de certeza…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/para-onde-foram-os-650-milhoes-de-euros-de-excedente-previsto-para-2020/

Salários de Professores e de Diretores na Europa

A DGEEC disponibilizou o estudo comparativo da Rede Eurydice sobre os dados relativos aos salários de professores e diretores de estabelecimentos de ensino em42 sistemas educativos europeus, no ano letivo 2017/18.

Contata que os professores portugueses não tiveram nenhum aumento de salário. Mas os dados apresentados, também, não levam em conta o tempo congelado que não foi contabilizado pelo governo para a carreira docente a milhares de professores, assim como, não faz menção aos travões da carreira para acesso aos 5.º e 7.º escalões.

Embora seja um estudo a ter em conta em termos de comparação não apresenta os dados reais da carreira docente.

Podem consultar e tirar as vossas conclusões.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/Teacher_and_School_Head_Salaries.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/salarios-de-professores-e-de-diretores-na-europa/

História de uma legislatura perdida (2015/19) na Educação

Em novembro de 2015, entre aplausos e expetativa, Tiago sobe ao poder e torna-se ministro. Nesse mesmo mês o parlamento dá um ar da sua graça, pela mão do PCP e BE, arma-se em ministro e acaba com os exames do 4.º ano. O ministro via assim, pela primeira vez, como se faz política em Portugal. As reações a esta medida não são unanimes, entre os professores, mas o parlamento votou, está votado.

Em dezembro é revogada a PACC. Desta vez, o ministro também nada teve a ver com isto, os responsáveis tornaram a ser os que povoam a Assembleia da República. Nesse mesmo mês é entregue uma petição a favor da aposentação dos professores na tal casa que os outros povoam, mas tudo nas calmas, sem stress ou grandes imposições. Não deu em nada…

Em 2016, rebenta a guerra amarela. Os sindicatos e os professores da escola publica apoiam as medidas do ministério e veem as escolas de contrato de associação verem reduzidas as turmas, em alguns casos condenadas ao desaparecimento.

Em fevereiro é decretada a devolução do dinheiro de inscrição na PACC. Os professores vão dar conta de que, do decretar à execução podem passar anos…

Em abril, acaba a ameaça da requalificação, tudo continuava bem no reino encantado da educação.

O verão foi calmo. As atividades desta época decorreram com a (a)normalidade de sempre, o início do ano letivo estava garantido sem grande reboliço (os professores já estão tão habituados) …

A coisa começa a azedar aquando das negociações para o OE de 2017. O corte de 280 milhões na educação não cai muito bem entre os professores e o ministro vê acontecer a primeira manifestação de professores.

Em 2017 as relações azedaram por completo. Surge o novo diploma de concursos. A contestação volta à rua por tudo que ainda falta fazer e surge a primeira greve. Os professores exigem Concursos de vinculação extraordinária, regime especial de aposentação, descongelamento de carreiras e redefinição dos horários de trabalho. A 25 de agosto abre-se uma nova frente de batalha, as colocações na mobilidade interna e contratação só contemplava horários completos. O ministério defendeu a medida como financeira, para poupar uns trocos, mas nunca a conseguiu esclarecer e ainda hoje estamos a aguardar que a batalha termine. Já conta com vitórias de ambos os lados, mas os professores tiveram a mais significativa, o concurso nos moldes de concurso interno. Ainda nesse ano, uma outra greve tem lugar e daí resultou a reunião onde foi assinado o tal compromisso com variadas interpretações.

No início de 2018, todos os funcionários públicos veem a suas carreiras descongeladas. Mas enquanto a maioria vê a possibilidade de progredir de imediato através da acumulação de pontos que fez durante o tempo de congelamento, aos professores não é dada essa hipótese, porque não se negoceia de um dia para o outro. Entre recuos atrás de recuos, os professores revoltam-se, fartos de tanta “treta”, e assistimos ao maior período de greve na história de qualquer ministério da educação, seis semanas de greve com direito a tudo mais alguma coisa. Há um sindicato que ainda tem marcadas mais duas semanas de greve, por isso, pode muito bem chegar às oito semanas.

Os sindicatos reuniram com os representantes do ministério. Acordaram negociar. Foram publicados comunicados das duas partes.

Em 2019, não se chega a acordo nenhum, voltam as greves e manifestações. O governo, unilateralmente, resolve bafejar com a sorte os professores e restitui-lhes 2 anos 9 meses e 18 dias em vez de 9 anos 4 meses e 2 dias que lhes tinham sido sonegado ao longo de três legislaturas. Ficaram 6 anos, 2 meses e 14 dias em que os professores trabalharam e descontaram por valorizar.

Surge a reposição, o faseamento, o não faseamento, as ultrapassagens (mais uma vez) e a confusão nas escolas, nos professores, nas direções (e continua). Avaliações à pressa, formações relâmpago e aulas ainda por assistir, o caos está lançado e não tem fim à vista.

A falta de funcionários continua. Os 1000 assistentes operacionais prometidos não chegaram no ano letivo 2018/19 e tardam em chegar em 2019/20. Os encarregados de Educação já deram conta e saem à rua em várias cidades do país. O amianto em estabelecimentos escolares também os preocupa, finalmente, e saem em defesa dos seus educandos.

Bem, concluímos que isto não está fácil, vai continuar difícil e que no fim o mexilhão é sempre o que leva com as favas. Cada um de vocês que tire as suas conclusões. A Minha fé será a última a morrer, mas eu ainda escolho em que depositá-la.

Teremos um ministro do desporto durante mais quatro anos. O ministro da Educação, esse, foi para outras paragens e não vai reaparecer em nenhuma manhã de nevoeiro. Num denso nevoeira está a educação e não se vê um palmo à frente dos olhos.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/historia-de-uma-legislatura-perdida-2015-19-na-educacao/

Em Espanha, tal como em Portugal, faltam docentes…

 

Educación busca profesores de varias especialidades deficitarias

Según confirman desde la Consejería de Educación y Empleo, todavía no hay ninguna lista de interinos totalmente agotada, pero «sí es cierto que hay algunas especialidades que cuentan con pocas personas en listas de espera». De momento, no especifica cuáles están en esta situación deficitaria: «Aún se sigue estudiando de cuántas especialidades se va a sacar anuncio», apuntan desde la adminsitración. No obstante, confirma dos ya seguras: Instalaciones Electrotécnicas y de Mantenimiento de Vehículos.

Los problemas están sobre todo en algunas especialidades de Formación Profesional, aunque también en otras de Secundaria. Según los datos que avanzó la consejería en la reunión del pasado viernes, hay siete bolsas extraordinarias deficitarias: Alemán (con solo tres personas en lista), Italiano (1), Mantenimiento de Vehículos (1), Sistemas y apliaciones informáticas (5), Dirección escénica (1) y Portugués (14). Y al menos una lista ordinaria bajo mínimos: Educación Física (con 8 interinos).

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/em-espanha-tal-como-em-portugal-faltam-docentes/

Onde estamos? Para onde vamos? – Santana Castilho

 

O roteiro do PS mandará trocar o necessário pelo ficcional, tantas vezes quantas as necessárias para que os professores deixem de perguntar: onde estamos? Para onde vamos?
Apesar da sombra de Sócrates, apesar do nepotismo que promoveu e consentiu, apesar dos incêndios e de Tancos, apesar da degradação dos serviços públicos, apesar do aumento da dívida pública, António Costa ganhou as eleições, marcadas pela mais alta taxa de abstenção da nossa democracia, que expressa um preocupante alheamento cívico e um preocupante abismo entre representantes e representados. Vale a pena, a este propósito, olhar para os números eleitorais (ainda que não definitivos, mas onde o erro será só por excesso), sob um outro ângulo: nos cadernos eleitorais estavam recenseados 10.810.662 cidadãos; não foram votar 4.918.851; 129.500 votos foram brancos e 88.500 nulos; dos 5.673.811 votos válidos, o PS registou a seu favor 36,65% (2.079.452). Mas foram apenas 19,23% dos portugueses que podiam votar que escolheram o PS e, por extensão, António Costa. Feito o mesmo exercício para os restantes partidos, os números são ainda mais expressivos, a pedir atenção demorada para o seu significado.
Que percurso está agora reservado a António Costa, por escolha própria? Um sinuoso jogo de cintura, lei a lei, orçamento a orçamento, entre a esquerda e a direita, num equilíbrio pouco saudável para a estabilidade que reclama, sobretudo porque todos os partidos com que terá de negociar foram a votos com dezenas de promessas e prioridades que não são as suas. Dir-me-ão que já era assim com a “geringonça”. Recordo diferenças substantivas: o panorama social, económico e político de 2019 é bem diferente do de 2015, quando António Costa capitalizou a seu favor o trauma provocado pelo governo da troika; em 2015, foram escritos e assinados papéis que garantiam a aprovação dos orçamentos da legislatura; em 2015, temas fracturantes (Nato, Europa, euro e leis do trabalho, por exemplo) ficaram, prudentemente, fora dos entendimentos escritos. Acresce que, apesar da Europa e do mundo terem genericamente sido ignorados numa campanha eleitoral de paróquia (palco principal para casos e tricas), são variáveis de que dependeremos mais no futuro próximo do que dependemos de 2015 a 2019 (recessão na Alemanha, “Brexit” e guerra comercial EUA-China, por exemplo). Enquanto isto, depois de 25 mil milhões de euros gastos com a banca, continuamos com 1 milhão e 700 mil portugueses com um rendimento mensal inferior a 468€ (Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística) e um respeito pela escola e pela profissão docente que diminuiu acentuadamente ao longo da legislatura finda.
O que se espera para a Educação? Uma acção de continuidade, indiciada por um programa eleitoral que nem sequer lhe dedicou um capítulo autónomo. Com o PS e Centeno, pelo menos até uma eventual crise política que determine eleições antecipadas (pode acontecer em 2021, depois da presidência portuguesa da União Europeia), persistirá a espoliação dos mais de seis anos de serviço, poderá acontecer uma nova alteração do estatuto da carreira docente (ou não tivesse já António Costa afirmado a necessidade de se libertar da despesa inerente às progressões nas carreiras especiais) e persistirá a ideologia igualitarista, que tentará, na senda do sucesso a qualquer preço, eliminar mais provas de avaliação externa, para que nada possa ser comparável nem sindicável.
A era do absurdo pedagógico tornou pesado o exercício da docência. A acção sindical, perdida nos seus labirintos políticos, foi-a desprotegendo e narcotizou-a. Espera-nos um dissimulado sistema autoritário, onde a autonomia intelectual dos professores continuará em perda. A ténue resistência dos professores aos atropelos de toda a ordem (a que muitos dispensam uma estranha reacção proselitista e bajuladora) e a incapacidade para lidar com uma realidade cada vez mais afastada do conhecimento e do simples bom senso, só pode ser explicada pelo ambiente de distopia em que a Educação mergulhou. Os que teimam vivem encastelados na razão, mas enfraquecidos pela dominância da desrazão imediatista: uma desrazão que transforma a distopia em que vivemos na decantada utopia da Educação do século XXI. E é por aqui que iremos com o Governo que aí vem. O roteiro do PS mandará trocar o necessário pelo ficcional, tantas vezes quantas as necessárias para que os professores deixem de perguntar: onde estamos? Para onde vamos?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/onde-estamos-para-onde-vamos-santana-castilho/

Opinião – A recondução de Tiago Brandão – José Ricardo

Tiago Brandão foi reconduzido por António Costa, como ministro da educação. Admito que se tire uma leitura conclusiva: é uma afronta aos professores.

Bem, se projetarmos como ponto de partida, para os próximos quatro anos, um quadro de afronta institucional teremos, inevitavelmente, quatro anos de grande turbulência na educação e mais um braço de ferro entre professores e o ministério da educação. Pessoalmente não fulanizo as políticas, mas preocupam-me sim as políticas que o novo governo poderá trazer para esta nova legislatura, na área da educação.

Penso que se deve partir com apreensão sim, mas, sobretudo, com uma redobrada disponibilidade para resolver os problemas que ensombram a educação em Portugal, tais como, pugnar por uma carreira docente mais atrativa e melhor remunerada, um regime de colocação de professores focalizado na estabilidade do corpo docente às escolas associado a incentivos, medidas que rejuvenesçam o atual corpo docente, medidas legislativas que melhorem as condições de aposentação dos educadores e professores, medidas que melhorem as condições de trabalho e o peso das diferentes componentes do horário de trabalho dos docentes e que estas permitam, também, uma maior conciliação entre a vida profissional e a vida familiar dos educadores e professores.

Colocadas estas questões no dossier negocial virá o tempo para aferir se há ou não uma nova atitude política de Tiago Brandão e do Governo para resolver estes problemas que sendo ligados à condição docente são, no entanto, problemas de fundo que exigem resolução com impacto na melhoria do nosso sistema educativo.

Há, no entanto, outras preocupações tão importantes como as que atrás referi e que exigem do novo ministério da educação proatividade para reformar aspetos do nosso sistema de ensino e da própria escola em particular. Aspetos que se centram na necessidade da escola atrair e motivar mais os alunos e que esta seja um verdadeiro centro de inovação e criatividade pedagógica conferindo-lhe para tal maior autonomia e meios para a exercer e livrando-a das amarras do brutal sistema burocrático do poder central e da administração educativa. Aspetos que urgem serem resolvidos e que se prendem com os alunos que não querem estar na escola, não querem aprender, não querem estudar e, tão só, estão para criar ambientes de violência e indisciplina nos espaços escolares.

Em síntese o que realmente me interessa são as políticas para a educação que poderão ser postas em discussão na próxima legislatura e não as pessoas que possam estar a desempenhar este ou aquele cargo da governação política.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/opiniao-a-reconducao-de-tiago-brandao-jose-ricardo/

Será Alexandra Leitão a negociar a nova carreira dos professores

 

Saiu da pasta da educação, mas não vai deixar os professores em paz.

Alexandra Leitão, na sua nova pasta será a responsável pela negociação da nova carreira docente. Como ministra Modernização do Estado e da Administração Pública terá a seu cargo a delicada tarefa de negociar tudo o que é revisão de carreiras na função pública: professores e não só.

Será com ela que os sindicatos terão que negociar a já esperada alteração da carreira docente.

(Ainda se lembram da proposta do Arlindo? Verão que não era tão má como julgaram ser quando ele a publicou. Esperem por bem pior.)

 

Alexandra Leitão: da frente de batalha na Educação a negociadora para a Função Pública

Agora, vai ter nas mãos a tarefa de negociar tudo o que é revisão de carreiras na função pública: professores e não só. Trata-se da primeira vez, desde 2002, que o dossier da Administração Pública sai das Finanças, ganhando um ministério autónomo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/sera-alexandra-leitao-a-negociar-a-nova-carreira-dos-professores/

Dificuldade de colocação de Docentes: Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ao Vereador da Educação e dos Direitos Sociais

 

Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ao Vereador da Educação e dos Direitos Sociais

Lisboa, 14 de outubro 2019

Caro Dr. Fernando Medina,
Caro Dr. Manuel Grilo,

Em representação dos pais da Escola EB 2,3 Professor Delfim Santos, e de tantos pais de outras escolas, dirigimos-lhe um pedido para que intervenha em prol das crianças do concelho.
A autarquia está com certeza a par do problema que se tem vindo a verificar nas escolas do país com a dificuldade de colocação de professores. Não se trata de um problema novo, contudo, este ano, o mesmo tem-se vindo a agudizar, nomeadamente em concelhos em que o preço do arrendamento se tornou incomportável para professores deslocados e, muitas vezes, sem horários completos.
Temos consciência que se trata de um problema complexo, cuja resolução de longo prazo não temos a pretensão de apresentar e que só será possível alcançar através de uma abordagem holística sobre o sistema de colocação de professores nas escolas. Contudo, no muito curto prazo parece-nos fundamental implementar medidas que ajudem a estancar o problema. O tempo não volta para trás e a cada semana que passa vemos um fosso mais fundo entre a preparação destes alunos e todos os demais, avolumando a dificuldade que o sistema de ensino tem em garantir igualdade de oportunidades para todas as crianças e jovens.
Assim, apelamos à iniciativa rápida e decidida da Câmara Municipal de Lisboa. Não sendo responsável pela colocação de professores, o município não é alheio ao preço do arrendamento na cidade e pode colocar à disposição soluções que mitiguem este problema no muito curto prazo. Seja através da disponibilização de quartos ou casas, seja através da atribuição de um apoio financeiro a professores deslocados sem horário completo, urge tomar medidas na defesa dos direitos dos alunos e alunas do nosso concelho, tal como aconteceu em concelhos limítrofes da cidade.
Estamos certos que os mais novos poderão contar com o apoio da autarquia onde vivem para encontrar soluções. Não os deixemos à sorte de um concurso de colocações de professores que há muito deixou de ter o apoio de quem quer que fosse e que se demonstra urgente ver alterado.
Agradecidos pela atenção, ficamos a aguardar medidas concretas para a vida destes pequenos
lisboetas!

Associação de Pais da Escola EB 2,3 Delfim Santos

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/dificuldade-de-colocacao-de-docentes-carta-aberta-ao-presidente-da-camara-municipal-de-lisboa-e-ao-vereador-da-educacao-e-dos-direitos-sociais/

Realidade no Reino Unido, futuro dos professores em Portugal…

Os primeiros sinais já apareceram no nosso país. A continuar assim não tardará muito para que esta seja a nossa realidade.

Professores que moram em barracas, carros e usam bancos alimentares à medida que aumenta a demanda por subsídios, alerta a instituição de caridade

Professores estão a morar em barracas, carros e comendo em bancos alimentares, à medida que o número de profissionais que procuram apoio financeiro vital aumenta, alertou uma instituição de caridade.
Centenas de professores e funcionários de apoio correm o risco de perder a casa ou de não poder pagar a renda, de acordo com a Education Support Partnership, uma instituição de caridade que fornece subsídios de emergência.

O número de professores que solicitam doações em dinheiro para caridade da caridade aumentou 67% entre 2016 e 2018 – e a caridade espera que os pedidos atinjam um recorde este ano.

Os sindicatos da educação dizem que um declínio em termos reais dos salários dos professores, no momento em que os custos de moradia e assistência à infância aumentaram, é o responsável pelo crescente número de profissionais da educação que procuram ajuda.

Uma professora, que recentemente solicitou apoio financeiro para um depósito de arrendamento à instituição de caridade, morava numa barraca de uma amiga com a filha, pois não conseguia encontrar um lugar acessível para morar.

Os números disponíveis para este ano, até agora – recebidos nos nove meses entre janeiro e setembro – já estão em 648.
Sharon, que se mudou da Espanha para começar um trabalho temporário em uma escola em Dorset, não tinha dinheiro para fazer um depósito, então morou na barraca de uma amiga, com a filha de 10 anos, durante sete meses.

“Eu não tinha dinheiro nem poupanças e não tinha móveis. Eu não tinha um depósito disponível para arrendar. Foi horrível”, disse ao The Independent.
Ela acrescentou: “Estava frio. Eu não sabia cozinhar e lavar era bastante difícil. Ter que fazer coisas básicas era realmente desafiador.

Richard Faulkner, chefe de política da Education Support Partnership, disse que leu os pedidos “muito angustiantes” dos professores “que moram em carros” e sobrevivendo com apenas 15 libras por semana após o pagamento da renda e as contas serem pagas.
“As pessoas não esperam que os professores estejam desabrigados e não esperam que eles obtenham a maioria de seus alimentos nos bancos alimentares. Essa é a realidade que estamos a ver de maneira cada vez mais frequente ”, afirmou.
A maioria das solicitações vêm de professores que trabalham na educação no sudeste da Inglaterra – e os baixos salários dos professores desempenham um papel em vários casos, acrescentou Faulkner.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/realidade-no-reino-unido-futuro-dos-professores-em-portugal/

Como Fazer uma Avaliação Docente Voltada Para A Melhoria Prática Do Professor? – António Nóvoa

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/como-fazer-uma-avaliacao-docente-voltada-para-a-melhoria-pratica-do-professor-antonio-novoa/

Deixamos de ter ministro. Vamos ter ministra da Educação…

 

Segundo fontes oficiais não oficializadas, temos uma cara já conhecida de todos nós à frente dos desígnios do Ministério da Educação. Alexandra Leitão será a próxima na pasta.

Mais uma alteração ao executivo ministerial que já era previsível. Resta saber se o Tiago volta para as investigações cientificas ou se ocupará o cargo de deputado para que foi eleito.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/deixamos-de-ter-ministro-vamos-ter-ministra-da-educacao/

Faltam 2000 professores no sistema…

As profissões atrativas e bem pagas têm destas coisas…

 

Faltam professores em mais de duas mil turmas no país

Além de Informática, Geografia e Inglês são dos grupos mais deficitários. As contas são do professor Arlindo Ferreira, especialista em estatísticas da educação e autor do blogue De Ar Lindo. O problema é mais grave nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, onde estão por preencher mais de metade dos horários ainda vagos (1213). O presidente da Associação Nacional de Diretores (ANDAEP), Filinto Lima, defende como urgente, esta legislatura, a aprovação de um subsídio para alojamento (já que as rendas altas são um dos principais fatores para a recusa de contratos) e a melhoria das condições de acesso e de trabalho para tornar a carreira mais atrativa.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/faltam-2000-professores-no-sistema/

Amanhã já podes fazer Greve ao sobretrabalho…

 

Por um horário de trabalho de 35 horas reais…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/amanha-ja-podes-fazer-greve-ao-sobretrabalho/

Sugestão de Leitura – A Menina das Pintinhas, de Maria Rosário Poças

 

Este tema toca-me em especial, uma vez que também sou um menino com pintinhas. Embora nunca tenha sentido que, enquanto criança ou adulto, alguém não me aceitasse por ser diferente, sei que com outros não foi assim e não é assim. A minha experiência tem a ver mais com a curiosidade das pessoas em saber o que são e como apareceram as “pintinhas”, Vitiligo. As crianças, em especial, perguntam-me muitas vezes porque é que eu tenho as mãos desta cor, diferente das delas. Eu costumo brincar antes de lhes explicar a minha diferença, dizendo que sou de uma cor à parte de todas as que conhecem, mas convém saber explicar e que, embora diferentes nas cores de pele, somos iguais em tudo o resto. Deixo-vos uma sugestão de leitura para vós e para os vossos alunos, quem sabe para uma exploração em sala de aula flexibilizando…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/sugestao-de-leitura-a-menina-das-pintinhas-de-maria-rosario-pocas/

Plano nacional Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência

No plano nacional “Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência”, que até 20 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Bullying, chegará a todas as escolas do país, constam várias medidas. A aposta recai na comunicação direta entre os diretores e o Ministério da Educação e na criação de equipas nas escolas responsáveis pela promoção de ações de sensibilização e prevenção, com poder para intervir em situações concretas.

O Ministério da Educação dará liberdade às escolas para formar as equipas, mas recomenda que as mesmas integrem alunos.  Para além do coordenador da escola e do diretor de turma, psicólogos e professores, esta equipa também deve incluir os coordenadores da Promoção e Educação para a Saúde, da Equipa Multidisciplinar e da Estratégia para a Cidadania.

A implementação do plano “Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência” vai ter apoio informativo online através do site que reúne “instrumentos de literacia e projetos que já existem e se enquadram nesta temática e boas práticas partilhadas pelas escolas” e técnicos especializados, apoiando-se num grupo de trabalho composto por elementos do Ministério da Educação, que será responsável por estabelecer parcerias e protocolos com instituições e organizações ativas no combate ao bullying e ciberbullying.

Mais uma coisa bonita para inglês ver, se aplicassem o Estatuto do estudante em toda a sua grandiosidade e com mão de ferro, nada disto era necessário.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/plano-nacional-escola-sem-bullying-escola-sem-violencia/

Oeiras disponibiliza habitação a professores que queiram lá exercer…

A falta de professores a certas disciplinas já é de tal ordem que tem de se voltar aos idos tempos em que ao lado das escolas existia uma casa para os professores que lá lecionavam. Talvez assim…

Rendas altas e salários baixos deixam escolas com falta de professores

Em São Julião da Barra, Oeiras, Português, Francês e Geografia são as disciplinas a precisar de docente. Os horários são parciais, o que dificulta ainda mais que haja quem aceite. “Quem é que pode vir para aqui com 500 euros de ordenado e ainda pagar um quarto?”, questionou o diretor do estabelecimento, Domingos Santos.  Para ajudar a resolver o problema, a autarquia vai disponibilizar apartamentos e quartos a professores, mas também a polícias e outros profissionais com problemas idênticos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/oeiras-disponibiliza-habitacao-a-professores-que-queiram-la-exercer/

Petição – Definição de Tarefas Moderadas no Ensino

Definição de Tarefas Moderadas no Ensino

Os signatários da presente Exposição vêm até vós dar a conhecer e solicitar intervenção na questão infra descrita, por nela serem diretamente interessados e por ter havido já intervenções junto dos competentes órgãos estatais, sem que delas houvesse quaisquer resultados ou posição assumida para os obter.
Passamos então a enumerar a descrição da dita questão, para uma melhor clarificação da mesma:
1) Após largos meses de atraso na realização de Juntas Médicas em várias Direções de Serviços da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e após a Recomendação dessa Provedoria, com o n.º 004/A/2016, acatada pela Senhora Secretária de Estado, a 12 de dezembro de 2016, passaram a realizar-se Juntas Médicas da ADSE em substituição das anteriores Juntas do Ministério da Educação.
2) Se até então, os médicos do Ministério tinham em atenção o estado do doente para o desempenho da docência, de uma forma geral, passou-se a considerar que, mesmo não estando em condições plenas para desenvolver a atividade letiva, os docentes poderiam apresentar-se ao serviço, com a indicação de “realização de tarefas moderadas.”
3) Efetivamente, o Decreto Regulamentar 41/90, no seu Artigo 11.º, ponto 2, dispõe como atribuição da Junta Médica da ADSE, que conste de Parecer escrito fundamentado, “se a situação do funcionário ou agente impõe que lhe sejam atribuídos serviços moderados e em que condições devem ser prestados;
se o funcionário ou agente se encontra incapaz para o exercício das suas funções mas apto para o desempenho de outras…”
4) Contudo, isso não acontece. É aos diretores das escolas que é destinada a tarefa de atribuir funções a quem lhes chega doente, com um papel na mão, com a indicação de que o “docente deverá desempenhar tarefas moderadas.” Não há qualquer suporte legal, qualquer indicação do que são tais tarefas. Se algumas direções têm o bom senso de pegar no Estatuto da Carreira Docente, verificar o Artigo 82.º e definir com o colega, de entre as atividades da componente não letiva, quais as que poderá desempenhar, elaborando um horário favorável à escola e ao docente, outras há que entregam ao professor o que é preciso ser feito, numa atitude de colocar em primeiro lugar o serviço que tem que ser rentabilizado e esquecendo que ninguém está em situação de dependência e inferioridade por prazer.
5) É esta desigualdade de critérios, a impossibilidade de definição clara de componente não letiva, que nos faz pedir a vossa intervenção. É urgente que os técnicos que entendem de “medicina no trabalho,” conjuntamente com os professores, que conhecem o “esgotamento” na docência (burnout) debatam, tipifiquem, legislem.
As estruturas sindicais, nomeadamente a Fenprof, já interveio junto do Ministério da Educação, dos Grupos Parlamentares e da Ordem dos Médicos, sem que daí surgissem alterações de vulto à situação.

Link: https://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=327&doc=11927

Assim, terminamos a presente Exposição, mais uma vez pedindo e aguardando da parte de V.ª Ex.ª uma atitude para o restabelecimento da equidade, num corpo docente envelhecido, em que estes problemas assumem cada vez maior importância, acabando por afetar o ambiente escolar e todos os que nele convivem.

Agradecendo a atenção dispensada, apresentamos os melhores cumprimentos.

Os signatários,

Assinar Petição

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/peticao-definicao-de-tarefas-moderadas-no-ensino/

Regiões em Números 2017/2018 – Educação

DGEEC disponibilizou a publicação “Regiões em Números 2017/2018 – Educação”, composta por 5 volumes – Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo e Algarve. Aqui poderá encontrar informação estatística oficial, desagregada por NUTS e municípios, referente às diferentes ofertas de educação e formação, compreendendo a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário.
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Retrato Geral [XLSX] [ODS]
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Região Norte [PDF] [XLSX] [ODS]
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Região Centro [PDF] [XLSX] [ODS]
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Região Área Metropolitana de Lisboa [PDF] [XLSX] [ODS]
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Região Alentejo [PDF] [XLSX] [ODS]
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Região Algarve [PDF] [XLSX] [ODS]
Poderá também consultar a informação estatística das “Regiões em Números – Educação”, de forma interativa, a partir do sistema de consulta de informação.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/regioes-em-numeros-2017-2018-educacao/

Opinião de um E.E – A bandalheira, a desresponsabilização e a ineficiência da escola pública

Escreve sobre assuntos que diz entender, não sei se saberá tudo ou todas as versões da mesma história. Concordo com parte das opiniões, mas considero que em outras não vai muito além de meras suposições. Mesmo assim considero que um Encarregado de Educação tem direito a ter opinião sobre o ensino dos seus educando e deixo-vos aqui esta opinião de alguém fora do sistema e ao mesmo tempo dentro.

(Quanto à responsabilização, esse, cai sempre em cima dos mesmos.)

 

A bandalheira, a desresponsabilização e a ineficiência da escola pública

Se há coisa em que eu gostava que a tecnologia fosse intrusiva era em relação à vida escolar do meu filho. Mas nestas coisas não basta ter as ideias, não basta ter a vontade, não basta ter o poder, é preciso muito mais do que isso para derrubar a máquina instalada.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/opiniao-de-um-e-e-a-bandalheira-a-desresponsabilizacao-e-a-ineficiencia-da-escola-publica/

Perguntas Frequentes (FAQ) – Educação Pré-escolar

 

A DGE lançou um FAQ relativas ao funcionamento, organização e desenvolvimento curricular da Educação Pré-Escolar que pode retirar algumas dúvidas. Fica o Link:

 

Perguntas Frequentes (FAQ)

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/perguntas-frequentes-faq-educacao-pre-escolar/

Vem Aí Um Esgotamento Nervoso – João André Costa

Vem Aí Um Esgotamento Nervoso 

Um não, dois. Dois esgotamentos nervosos. O primeiro durante o estágio de ensino, aos 21 anos, não sei se por pressão dos alunos, por medo dos alunos do bairro da Musgueira, a pressão do trabalho, a planificação das aulas ao segundo, as expectativas da escola, a vida a sério num repente atirada à cara, toda de uma vez só. Já não há livros para onde fugir, já não há aulas ou professores para me proteger, agora sou eu o professor, só e órfão, a fazer malabarismo com um turbilhão de emoções, as minhas, as dos alunos, as do mundo.

E eu no meio do turbilhão sobre a linha do equador a ouvir para sempre os gritos de dois exércitos ao encontro um do outro no sítio onde estou daqui por três, dois, um e o meu corpo é enrolado para a frente e para trás num inferno de carne e sangue e morte, espadas contra espadas, lanças contra lanças, corpos indiferenciados numa centrífuga permanente e de repente acordo. Todas as noites o mesmo sonho, a ansiedade de quem não quer dormir, o medo de acordar, não quero ir trabalhar, se não dormir também não acordo, o coração a mil na casa de banho a deitar tudo cá para fora antes da primeira aula.

Quando o esgotamento chegou, tive de aprender como se põe uma mesa, ao meu ritmo, sem pressões nem medo, devagar, não está ninguém à espera, não está ninguém a ver: o garfo à esquerda, a faca, e depois a colher, à direita seguidos do guardanapo, a colher de sobremesa ao centro, por cima, a apontar para a esquerda. O médico não quis falar comigo: antidepressivos (benzodiazepinas) e comprimidos para dormir, tão pequeninos, desfazem-se na língua.

Três meses a dormir sonhos sem sonhos, tudo negro, não há libido, não há vontade, não estamos nem vivos nem mortos, andamos para a frente e pouco mais. O estágio chegou ao fim e o curso também e durante um ano não voltei a Lisboa.

Não voltei ao médico para fazer o desmame das benzodiazepinas, deixei de as tomar de um dia para o outro e durante 48 horas vivi dentro e fora do corpo, tudo ao mesmo tempo sem ter muito bem a certeza de mim mesmo.

O segundo esgotamento aconteceu depois da morte do meu avô. Outra vez os antidepressivos e os comprimidos para dormir, a falta de libido e de tudo, um morto-vivo a não dizer coisa com coisa, a querer chegar ao fim do ano. Mas se desta vez não tive de aprender a pôr a mesa, em vez de três tive seis meses de loucura cósmica e o desmame à minha espera no fim. Já não tinha a mesma força.

Desde o segundo esgotamento já passaram 17 anos. De então para cá aprendi a ler os sinais de como está na altura de parar e ninguém é feito de ferro: as gengivas inchadas, os sintomas de gripe, mas sem gripe, o corpo dorido, uma constipação repentina. E como a vida se encarrega de nos afogar num tanque de compromissos e obrigações, começo a cancelar e a pontapear compromissos e obrigações à esquerda e à direita, doa a quem doer. E paro.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/vem-ai-um-esgotamento-nervoso-joao-andre-costa/

Período Probatório – Listas

Listas dos docentes que estão dispensados da realização do Período Probatório e a lista dos docentes que não estão dispensados da realização do Período Probatório no ano 2019/2020

Nota Informativa de 08.10.2019 – Publicação das listas dos docentes dispensados e não dispensados do Período Probatório

Lista dos docentes dispensados do Período Probatório – 2019/2020

Lista dos docentes que realizam o Período Probatório – 2019/2020

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/periodo-probatorio-listas/

Só para avisar…

 

Quando se lê “por prazer”, não há limite de tempo nem hora marcada.

Mais uma medida que enche o olho de quem quer passar responsabilidades e se revela oca a quem tem de a aplicar sem causar efeito…

Vá-se lá saber quantos olharão para o livro e pensarão na hora do recreio…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/so-para-avisar/

Divulgação: Recrutamento de Professores do EPE e 1.º Ciclo, Escola Bambino, S. Tomé e Prícipe

 

Pretendemos recrutar profissionais com as valências de EPE e 1.º Ciclo.
Sendo que:
Salário mês: 800/850€ bruto (deduz apenas 15% IRS)
Damos alojamento (Partilhado com um colega)
Contrato de 1 à 2 anos.
Função : professor(a)/educador(a), coordenação pedagógica.
Nota: para este ano letivo precisamos de apenas 1, mas para o ano 2020/2021 iremos precisar de 3 à 4
https://www.dgae.mec.pt › eepe › listing › escola-bambino
https://globaltecgeral.wixsite.com › bambino

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/divulgacao-recrutamento-de-professores-do-epe-e-1-o-ciclo-escola-bambino-s-tome-e-pricipe/

Regulamentação da modalidade de ensino a distância

Foi publicada a Portaria que procede à regulamentação da modalidade de ensino a distância, prevista na alínea a) do n.º 1 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, definindo as regras e procedimentos relativos à organização e operacionalização do currículo, bem como o regime de frequência

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/regulamentacao-da-modalidade-de-ensino-a-distancia/

História, Culturas e Democracia, Nova disciplina opcional no 12.° ano

 

Os alunos do 12.º ano poderão ter uma nova disciplina no próximo ano letivo que aborda a história contemporânea e pretende que os estudantes consigam interpretar o presente e agir de forma critica e reflexiva.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/ae_hcd_12.o.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/historia-culturas-e-democracia-nova-disciplina-opcional-no-12-ano/

Greve, a partir de 14 de outubro, às horas extraordinárias

Por uma semana de 35 horas reais…

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/Pre-aviso_de_greve_ao_sobretrabalho_14-18out2019.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/greve-a-partir-de-14-de-outubro-as-horas-extraordinarias/

João Costa não foi eleito. Quem será o novo Secretário de Estado?

 

João Costa, até agora Secretário de Estado da Educação, não foi eleito por nenhum circulo eleitoral.

Será que teremos novidades, no que a caras diz respeito?

António Costa já afirmou que as politicas de Educação são para ter continuidade nesta legislatura, mas, queiramos ou não, se João Costa não for nomeado Secretário de Estado, o seu cunho pessoal não vai ter seguimento.

Aguardemos para ver se Flexibilizaremos de uma forma ou de outra.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/joao-costa-nao-foi-eleito-quem-sera-o-novo-secretario-de-estado/

Que politicas pretendem implementar, os agora eleitos, para a Educação

 

PS

  • Concretizar a universalização do ensino pré-escolar
  • Avaliar o modelo de administração e gestão das escolas e adequá-lo ao novo quadro que resultou do processo de descentralização e aos progressos feitos em matéria de autonomia e flexibilização curricular
  • Promover a existência de associações representativas de estudantes e de pais e encarregados de educação, através de princípios democráticos, em todas as escolas e agrupamentos
  • Dotar as escolas de meios técnicos que contribuam para uma maior eficiência da sua gestão interna, recorrendo a bolsas de técnicos no quadro da descentralização
  • Permitir que as escolas decidam o número de alunos por turma, mediante um sistema de gestão da rede
  • Proporcionar condições para uma maior estabilidade e rejuvenescimento do corpo docente, em especial nas escolas integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária
  • Elaborar um diagnóstico de necessidades docentes de curto e médio prazo (5 a 10 anos) e um plano de recrutamento que tenha em conta as mudanças em curso e as tendências da evolução na estrutura etária da sociedade e, em particular, o envelhecimento da classe docente
  • Criar incentivos à aposta na carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes em áreas do país onde a oferta de profissionais é escassa
  • Aumentar a conectividade e acesso das escolas à Internet e dotá-las de recursos que promovam a integração transversal das tecnologias nas diferentes áreas curriculares

 

PSD

  • Determinar que a organização das turmas, os critérios de distribuição dos alunos e a sua dimensão é da exclusiva responsabilidade dos órgãos pedagógicos da escola
  • Estabelecer que os horários dos docentes é feita com base na organização dos ciclos, considerando a dimensão média de turma de 22 alunos
  • Abrir novos cursos (ensino básico, secundário regular e profissional) passa a ser condicionado à aprovação de um estudo de viabilidade apresentado pela escola
  • Fazer a colocação dos docentes o mais cedo possível, de preferência antes de terminado o ano lectivo anterior
  • Possibilitar a recondução dos docentes, contratados ou do quadro, sempre que exista mútuo acordo entre a Direção da Escola e o docente
  • Criar novo enquadramento regulamentar para a aplicação de receitas próprias e incentivos à angariação de financiamentos públicos e privados
  • Criar três Academias (Norte, Centro e Sul) orientadas em exclusivo para a formação de futuros diretores, subdiretores, adjuntos e coordenadores de estabelecimento, de agrupamentos de escolas
  • Eliminar as atuais provas de aferição no 2º, 5º e 8º anos de escolaridade; Introduzir provas de aferição no final do 4º ano
  • Reconhecer o tempo total de serviço prestado até 2018 e negociar com as organizações sindicais o modo de o consagrar na progressão na carreira

 

BE

  • Inclusão das creches (0-3 anos) no sistema educativo, garantindo a gratuitidade
  • Abertura de um processo de reforma curricular e revisão de programas
  • Rever a organização dos ciclos e do calendário escolar
  • Introduzir a gratuitidade dos manuais escolares e desmaterialização complementar dos mesmos
  • Reforçar a ação social escolar e materiais pedagógicos adaptados e diferenciados para alunos com necessidades educativas especiais
  • Valorizar o ensino profissional com garantia de ensino unificado até 9.º ano
  • Alargar o ensino articulado e as respostas públicas de ensino artístico
  • Reforçar as respostas de educação inclusiva nas escolas, com contratação direta de terapeutas e técnicos e técnicas especializados
  • Rever o modelo de Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), Componentes de Apoio à Família (CAF) e Atividades de Animação de Apoio à Família (AAF)
  • Garantir a gestão pública das cantinas escolares
  • Rever a portaria de rácios e recuperação da especificidade funcional do pessoal não docente
  • Reverter a municipalização e novo modelo de descentralização com base na autonomia das escolas
  • Recuper um modelo de gestão democrático e acabar com os mega-agrupamentos
  • Criar um Programa Especial de Rejuvenescimento do Corpo Docente
  • Criar, na escola pública, cursos pós-laborais dirigidos aos adultos que pretendam melhorar a sua escolaridade
  • Contabilizar durante a legislatura mais três anos, 8oito meses e 24 dias, do tempo de serviço dos professores, além dos dois anos, nove meses e 18 dias já considerados, concluindo-se a contagem integral nos três anos seguintes

 

CDS

  • Universalizar a educação pré-escolar para todas as crianças que completem os cinco anos de idade
  • Criar um regime de contratualização com o sector social e privado, para que nenhuma família fique privada de poder colocar os seus filhos em creches
  • Rever o calendário escolar
  • Actualizar os currículos e os ciclos de estudo
  • Apostar na liberdade de educação e na autonomia das escolas
  • Criar para cada escola uma quota de entrada para os alunos com Ação Social Escolar
  • Dar liberdade às escolas para planear e executar projetos educativos definidos localmente
  • Introduzir exames nos momentos de fim de ciclo
  • Manter a defesa dos actuais colégios com contratos de associação
  • Rever a carreira dos professores, nomeadamente estabelecendo que uma progressão na carreira implicará provas públicas a prestar em instituições de ensino superior públicas
  • Rever os programas de formação de professores, acompanhado por peritos internacionais

 

CDU

  • Universalizar a oferta pública e a consequente adequação da rede escolar
  • Expandir o sistema público de educação pré-escolar, articulado com a rede escolar do 1.º ciclo, garantindo a universalidade da frequência a partir dos 3 anos
  • implementar um modelo democrático de gestão das escolas e agrupamentos que observe os princípios da elegibilidade, colegialidade e participação
  • Alargar a gratuitidade já consagrada aos manuais escolares às fichas de trabalho a toda a escolaridade obrigatória
  • Acabar com os exames nos 9.º, 11.º e 12.º anos e rever o actual regime de provas de aferição nos 2.º, 5.º e 8.º anos
  • Contabilizar todo o tempo de serviço congelado aos professores
  • Rever o actual regime de formação de professores, nas suas vertentes inicial, contínua e especializada
  • Repor carreiras específicas para os trabalhadores de apoio educativo e a dotar as escolas de auxiliares de acção educativa, técnicos especializados e outros trabalhadores da educação
  • Reforçar as respostas públicas de ensino artístico especializado

 

PAN

  • Desenvolver um plano de fornecimento de alimentos biológicos às cantinas públicas do pré-escolar, 1º ciclo e 2º ciclo
  • Apoiar modelos de inovação educacional (não confessionais) até 100% dos gastos equivalentes por aluno no ensino público
  • Implementar práticas de relaxamento, mindfulness, filosofia para crianças, educação emocional e a aprendizagem através da natureza
  • Avaliar os 33 anos de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP)
  • Reconhecer o estatuto de profissão de desgaste rápido para os docentes
  • Propor a negociação do prazo e do modo de recuperação do tempo de serviço congelado dos docentes com vista à sua recuperação integral
  • Criar obrigatoriedade de frequentar acções de formação em suporte básico de vida, incluindo o uso de desfibrilhadores
  • Garantir a universalidade da educação pré-escolar gratuita a partir dos 3 anos de idade
  • Aumentar o número de assistentes operacionais em função das necessidades das escolas
  • Instituir que no final de cada ciclo se realizará uma actividade onde cada estudante finalista tenha como objectivo plantar dez árvores autóctones

 

Livre

  • Garantir a efetiva gratuitidade no sistema de ensino público
  • Garantir a escola pública como uma opção viável desde os 4 meses
  • Fazer a contagem integral do tempo de serviço passado e revendo o estatuto da profissão, o modelo de avaliação e o modelo de concurso
  • Dignificar os professores, reforçando e facilitando a formação dos profissionais da educação, proporcionando gratuitamente as diversas modalidades de formação
  • Rejuvenescer os quadros dos professores, investindo numa formação inicial que garanta um contacto efectivo e continuado com o trabalho escolar
  • Valorizar todo o pessoal não docente, identificando a sua carreira como específica e regulando a sua avaliação em termos que reconheçam o seu trabalho como também pedagógico
  • Abolir os critérios artificiais de transição/retenção e os exames em toda a escolaridade obrigatória, incluindo os exames finais do 12º ano
  • Retirar a Disciplina de Educação Moral e Religiosa do currículo

 

Iniciativa Liberal

  • Dar estabilidade aos programas e ao corpo docente
  • Dar muito mais autonomia às escolas para definir modelos de ensino alternativos, horários diferenciados, materiais de ensino próprios
  • Promover a liberdade de escolha dos estabelecimentos de ensino, quer por questões geográficas, pelo seu cariz público ou privado
  • Dissociar totalmente as escolhas realizadas durante o ensino secundário do condicionamento de acesso a cursos no ensino superior

Fonte: Jornal Público

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/que-politicas-pretendem-implementar-os-agora-eleitos-para-a-educacao/

Load more