
Outras notícias da Mouzinho da Silveira no Quintal do Paulo.
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Dez 15 2022
O Secretário de Estado da Educação, António Leite, inaugura amanhã, 16 de dezembro, a requalificação do Centro Escolar de Pomares. A ação acontece pelas 11h00.

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Dez 15 2022

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Dez 15 2022
Os professores do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, estiveram em greve, esta quinta-feira de manhã, dando voz às reivindicações de progressão na carreira e contra a “municipalização da educação”.

“Sentimo-nos desmotivados e sem apoio por parte de quem nos governa”, justificou, ao JN, uma professora que participou na greve, que decorreu nos dois primeiros tempos de aula, em frente à Secundária Ferreira de Castro, sede do agrupamento.
Os docentes falam na necessidade de “respeito pela profissão e justiça” e reiteram reivindicações “antigas”. “Não desistimos do nosso tempo de serviço, porque não nos foi totalmente reposto e lutamos contra as cotas de acesso ao quinto e sétimo escalão”, acrescentou.
Os professores afetos ao STOP, Sindicato de Todos os Professores, que participam na greve por tempo indeterminado desde o passado dia 9 de dezembro, mostram-se contrários à proposta do Ministério da Educação, que prevê a criação de procedimentos municipais na colocação de professores e distribuição destes por decisão de conselhos locais de diretores.
“Estamos contra esta proposta. Não é desta maneira que vão garantir professores nas escolas”, afirmou a professora.
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Dez 15 2022
Colegas, depois deste dia de luta docente histórico, vamos demonstrar ao Ministro da Educação que esta luta vai continuar e em crescendo. Por isso, é fundamental que construamos uma manifestação nacional pela Educação e pela valorização da classe docente com milhares de pessoas de todo o país (onde TODOS são bem-vindos incluindo os nossos alunos/famílias).
ATENÇÃO apareçam a partir das 14h no Marquês do Pombal para podermos ouvir a intervenção dos nossos convidados já confirmados o Professor Santana Castilho e o Dr. Garcia Pereira. Às 15h iremos sair do Marquês Pombal e o percurso terminará na Assembleia da República.
Entretanto, liguem-se ao nosso canal Telegram (instalem a aplicação se não a tiverem) para ir acompanhado informações a todo o momento, para tal basta ligarem-se através deste link: https://t.me/grevestop (e partilhem com os vossos contactos e grupos de chat)
Bem como ao nosso canal youtube onde poderão obter mais informação e esclarecimentos: https://www.youtube.com/@s.to.p.sindicato1867


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Dez 15 2022
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Dez 15 2022
Protesto é agendado pelo sindicato STOP, dando continuidade à paralisação que já cumpriram entre 9 e 16 de dezembro.
O Sindicato de Todos os Professores (STOP) agendou nova greve para todo mês de janeiro. A notícia foi confirmada à Renascença por fonte sindical.
O protesto dá continuidade à greve que começou a 9 de dezembro e prolonga-se até dia 16, sexta-feira, último dia do primeiro período.
Entre as principais reivindicações, o STOP aponta “questões fundamentais do passado não resolvidas”, defendendo, desde logo, a contabilização de todo o tempo de serviço, o fim das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões e a possibilidade de aposentação sem penalização após 36 anos de serviço.
O coordenador do STOP, André Pestana, avisa que os docentes estão determinados na defesa da profissão.
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Dez 15 2022
O que está em causa é demasiado grave para que continuemos na apatia, amarrados a um sindicalismo bacoco. Felizmente são cada vez mais aqueles que publicamente demonstram o seu apoio aos professores.
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Dez 15 2022
Francisco Félix Dias é professor de Biologia e Geologia na Escola Secundária de Peniche e o facto de levar os alunos a visitar a natureza terá sido uma das razões que o levou a ganhar o prémio Professor do Ano 2022 da Casa das Ciências. “Como a minha escola está muito próxima da zona litoral, tudo o que for possível fazer em aula de campo, nomeadamente no que respeita à geologia, é a principal estratégia”, contou o premiado ao JN.
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Dez 14 2022
Análise da votação de 30 de novembro para o CGS da ADSE com os resultados apurados por faixa etária e tipo de beneficiário.
Apesar de existirem cerca de 900 mil beneficiários, apenas votaram 4%, sendo que do total de votantes perto de 30% foram de aposentados.


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Dez 14 2022
Adesão à greve por tempo indeterminado convocada pelo Stop tem sido particularmente forte nas regiões do Grande Porto, Grande Lisboa e Algarve, informa dirigente sindical.
“Não aceitamos que nos atropelem mais.” O desabafo é de uma professora da Escola Secundária de Alpendurada, Estela Freitas, que cumpre nesta quarta-feira o seu quarto dia de greve, em conjunto com muitos dos docentes do agrupamento situado no concelho de Marco de Canaveses.
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Dez 14 2022
Perguntem lá à Fenprof e à FNE o que é que andam a fazer, vendidos, desta vez, por meia dúzia de tacos?
Já Está !? – O Meu Quintal
Não abram a Pestana que não é preciso, não se mexam, fiquem paradinhos à espera dos mesmos do costume…



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Dez 14 2022
Semen est verbum. (A semente é a palavra).
“Mágoa é maior que toda a paciência”. (Carta à rainha de Inglaterra, D. Catarina, Roma, 1669, Padre António Vieira).
“Porque raciocinar sobre as causas e sobre os efeitos é algo de árduo (…), nós temos muita dificuldade (…), então ir para trás nos encadeamentos, por vezes muito longos, de causas e efeitos parece-me tão louco como procurar construir uma torre que chegue ao céu”. (O Nome da Rosa, Umberto Eco, 1980).
“A iliteracia do século XXI não será a dos que não conseguem ler e escrever, será a dos que não conseguem aprender, desaprender e voltar a aprender”. (Alvin Toffler).
As organizações são as pessoas. A organização escola vai de mal a pior. As interações entre os profissionais da Educação e Ensino, educadores e professores e o ME (Ministério da Educação), pautam-se por um mal-estar permanente provocado pela tutela, em virtude de falta de sensus intelectual, higiéne mental e equilíbrio nas decisões. Mudanças/viradeira, governos/ministros da Educação, novas experiências e projetos, digital fartante; tudo em demasia. Trabalhador feliz produz mais e melhor. A produtividade docente com Felicidade é igual a acréscimo de produtividade e melhores resultados dos alunos. A angústia garroteia o desempenho docente. “O clima de escola determina a qualidade de vida e a produtividade dos docentes e dos alunos. O clima é um fator crítico para a saúde e para a eficácia de uma escola”. (Fox, R., 1973, pp 5-6, School climate improvement: A challenge to the school administrator, Charles F. Kettering Ltd, Denver).
A motivação para a profissão docente traz à colação um maior e absoluto investimento político e financeiro na educação escolar e na escola pública, com as valências de prioridade nacional e de valorização do trabalho do professor, reconhecido em termos estatutários, societais, identitários e remuneratórios. O mal-estar docente é um fenómeno/facto central que está a afetar negativamente e na plenitude, os professores portugueses. Multiplicam-se a intensidade e a frequência das situações de mal-estar grave dos professores, sendo determinante a componente política do problema. “A crise na profissão docente arrasta-se há longos anos e não se vislumbram perspetivas de superação a curto prazo. As consequências da situação de mal-estar que atinge o professorado estão à vista de todos: desmotivação pessoal e elevados índices de absentismo e de abandono”. (Nóvoa, A.,1991, p. 20, O passado e o presente dos professores, in A. Nóvoa (Ed.), Profissão Professor, Porto Editora, Porto).
Para estancar o agravamento das situações de mal-estar docente, as propostas e medidas de intervenção no plano sociopolítico “(…) Poderiam contribuir para prevenir e resolver muitas destas situações, nomeadamente a revalorização da imagem social dos professores,(…) a delimitação clara e coerente das funções dos professores e um maior investimento na Educação, traduzido em salários mais consonantes com as habilitações académicas e as responsabilidades dos professores (…); não obstante o mal-estar docente ter muito a ver com o contexto ou ambiente de trabalho do professor, sendo necessário introduzir diversas alterações no plano sociopolítico (…)”. (de Jesus, S.N., 1997, pp 12-13, Bem-Estar dos Professores – Estratégias para realização e desenvolvimento profissional, Ed. do Autor, Coimbra).
O mal-estar docente também passa pelo facto de serem exigidas ao professor novas responsabilidades e funções, sobrecarga de trabalho e exaustão. O professorado é especializado, sendo que o sistema de ensino, a escola, depois adultera tudo isto e o professor acaba um faz tudo, “(…) o que contribui para a desvalorização de profissões mal pagas, como é o caso da profissão docente, pois a desvalorização social está ligada à desvalorização salarial. Estudos revelaram que, em Portugal, quer os professores quer a opinião pública, consideram que a profissão docente possui um baixo estatuto (Cruz Et al. 1988, idem, p 20).
Abordando a questão do mal-estar docente, impõe-se a gestão do mal-estar docente, através de estratégias de coping, enquanto formas de lidar com o problema. “É importante o estudo das estratégias de coping (significa lidar, reagir a uma situação) utilizadas pelos professores, uma vez que o grau de mal-estar (…) que estes apresentam depende da forma como lidam com as potenciais fontes desse mal-estar. (de Jesus, S.N., 1996, p 131, A Motivação para a Profissão Docente – Contributo para a clarificação de situações de mal-estar, Estante Editora, Aveiro).
Todos os governos têm intenções de fazer reformas na Educação. Legislam medidas que em tese, supostamente iriam mudar para melhor a Educação. Os professores nas escolas levam com todas as mudanças, “moda após moda”, sem que o ME tenha a noção e a medida exata do que se vai passando no quotidiano da escola. No dia a dia são apresentadas medidas, publicada legislação, aplicada operacionalização e desiderato político “mal/bem sucedido”. Donde, “Não havendo uma cultura de avaliação das medidas de política educativa, as decisões tomadas, sem um adequado acompanhamento, acabam, muitas vezes, por produzir efeitos bastante diversos dos que foram anunciados. As discrepâncias entre a filosofia dos preâmbulos dos diplomas legais e as consequências do articulado desses diplomas no terreno – bem conhecidas dos atores reais da escola – acabam, muitas vezes, por ser desconhecidas de muitos e, em particular, dos autores das medidas legislativas”. (O estado da Educação pela voz dos seus profissionais – Análise dos resultados da consulta nacional da FNE, 2002, p 7, Ed. ISET – Instituto Superior de Educação e Trabalho).
Emmanuel Lévinas, “Ética e Infinito”, (Ed. 70). Ser responsável pelo outro, o ficar face a face. A filosofia da “Alteridade, Outro e Mesmo”. Não o cogito ergo sum de Descartes, o “Penso logo existo” do Eu, do ego individual, do lado a lado, numa visão distorcida, reduzida e egocêntrica. O que Lévinas propõe é uma nova relação de responsabilidade entre Totalidade e Alteridade (do latim alteritas, “outro”, e que parte do pressuposto de que todo o ser humano social interage e é interdependente do outro, que é diferente, e que eu tenho de perceber, colocar-me no lugar do outro e entender a sua idiossincrasia, razões, dor e sofrimento, numa relação que não seja excludente e destrutiva do outro, mas integradora, de abertura e aceitação mútua. Donde, eu tenho de ver o sofrimento do outro, do meu interlocutor, tenho de ver o seu rosto. Entrar no humanum do outro e percecionar a sua humanitas. Só assim, vivenciando axiologicamente a deontologia moral, tu, eu, nós, somos totalidade, ética e infinito. Magíster dixit.
Acabou o politicamente (in)correto. O professorado, fénix de força e coragem, sabe o que quer, com a total, absoluta e abrangente razão que temos e nos assiste. É urgente e pedra de esquina, o Ministério da Educação ter esta relação afetiva e de mimo, de catarse em família, de proximidade com os educadores e professores portugueses e de negociações de boa fé e proposição assertiva com os sindicatos e federações da Educação. Os professores andam ansiosos, vivem em sobressalto e medo permanente com as políticas e “maldades” que o ME vai rebuscando e querendo implementar/aplicar contra a classe. Os docentes merecem mimo, memória e gratidão. Não nos revemos num ECD cada vez mais violentado, desfigurado e alterado. Os professores estão para além do limite! Estamos indignados e não toleramos mais a disrupção ME/Professorado. Os professores exigem Justiça e Ser Respeitados e Felizes. Obrigado Professor!
Fechamos este artigo de opinião com uma abordagem sucinta sobre as matérias que preocupam o professorado neste momento e para as quais o ME tarda em abrir processos negociais, e que muito decisivamente contribuem para o mal-estar docente. Donde, ser prioritário o ME ouvir os professores, dialogar e negociar com os sindicatos: Atualização salarial e recuperação do poder de compra contra o empobrecimento; recuperação e contagem integral do tempo de serviço para efeitos de progressão em carreira versus propositura compensatória; regularização do horário de trabalho com a definição/especificação clara do que é componente letiva, componente de estabelecimento e componente individual de trabalho; alteração do atual modelo de avaliação de desempenho docente, eliminando as cernelhas no 5º e 7º escalões, pondo fim às vagas na progressão e quotas na avaliação; abertura e aumento de vagas e lugares de quadro nas escolas e agrupamentos de escola; fim/eliminação da precariedade docente e mão de obra barata; alteração do atual regime de mobilidade por doença, digno e humanista, solidário e altruísta, respeitador da saúde e dignitas dos colegas; reposição da paridade entre a carreira docente e a carreira técnica superior do Estado (topo); aprovação de um regime de aposentação ad hoc (fim específico) que permita a possibilidade de rejuvenescimento da/na profissão docente; não à ideia/“tentativa” de verter em normativo legal algumas alterações absurdas/aberrantes ao novo diploma de contratação de professores, alocados diretores (“leiloar” professores não); afirmação do critério do Concurso Nacional e da Lista Graduada Nacional; não à gestão/municipalização do Professorado.
“Ninguém mais que eu deseja a paz, mas há-de ser como convém”. (Carta ao Marquês de Niza, Haia, 1648, Padre António Vieira).
“A maior pena a que fui condenado é a do silêncio”. (Carta ao Duque de Cadaval, Coimbra, 1668, Padre António Vieira).

Carlos Calixto – Dirigente sindical Beja/Professor secundária Almodôvar.
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Dez 14 2022
Foi publicado hoje a Resolução do Conselho de Ministros n.º 123/2022, que determina a transferência, a partilha e a articulação das atribuições dos serviços periféricos da administração direta e indireta do Estado nas comissões de coordenação e desenvolvimento regional.
O calendário para esta transferência/partilha está mais ou menos assim definido:
6 — Estabelecer o seguinte cronograma, para cumprimento do disposto nos números anteriores:
a) Até ao final de janeiro de 2023, proceder-se-á à reestruturação das CCDR, nos termos do
previsto no número anterior;
b) Até ao final de março de 2023, proceder-se -á à restruturação dos serviços elencados no n.º 3;
c) Até ao final do 1.º trimestre de 2024, deve ser concluído todo o processo previsto na presente resolução.
Eis as competências que por agora serão transferidas/partilhadas com as CCDR.


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Dez 14 2022
“Este valor tem vindo sempre a agravar e comparando com outros países (…) este é sempre aquele indicador que nós temos menos bom”, considerou a coordenadora do estudo, Tânia Gaspar.

O gosto pela escola diminuiu nos alunos do 6.º, 8.º e 10.º anos, que continuam a achar a matéria demasiada aborrecida e difícil, segundo os resultados e um estudo em 51 países que serão apresentados esta quarta-feira.
“Este valor tem vindo sempre a agravar e comparando com outros países (…) este é sempre aquele indicador que nós temos menos bom”, considerou a coordenadora do estudo, Tânia Gaspar, sublinhando a necessidade de a escola “fazer uma aproximação à realidade dos jovens”.
Esta investigação – Health Behaviour in School-aged Children (HBSC/OMS) 2022 – feita em colaboração com Organização Mundial de Saúde, indica que a pressão com os trabalhos de casa (muita pressão) aumentou (de 13,7% em 2018 para 22,4% em 2022) e que o que os alunos menos gostam na escola é a comida nos refeitórios.
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Dez 14 2022
Realizou-se hoje, dia 14 de dezembro pelas 8.20h, uma Manifestação de Professores em frente à Escola Básica e Secundária de Castelo de Paiva que reuniu várias dezenas de professores que reivindicaram os seus direitos em defesa de uma Escola Pública de Qualidade. Foi a manifestação e greve com maior impacto de sempre neste concelho.

Quarto dia de greve na Escola Secundária de Paços de Ferreira.

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Dez 14 2022
Publicam-se as Listas Definitivas dos candidatos admitidos, excluídos e selecionados referentes ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2023.
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Dez 14 2022
Colegas,
Hoje, quarta-feira, das 13h30 às 15h30, dia 14 de dezembro, está marcado um protesto junto à porta da Escola Básica e Secundária de Gama Barros, no Cacém, em Sintra.
Pelas 15h30 começa uma reunião sindical.
Apareçam!
Aqui deixamos fotos de protestos anteriores à porta da mesma escola:




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Dez 14 2022
O Ministro da Educação, quiçá, deveras preocupado com os Professores, indivíduos, plausivelmente, tidos por si como influenciáveis, vulneráveis, indefesos e tolos, afirmou recentemente que:
“Os professores estão a ser vítimas de uma campanha de manipulação por parte dos sindicatos que nós obviamente rejeitamos!” (João Costa no Twitter, em 12 de Dezembro de 2022)…
Professores, confiais nas palavras do Ministro que tutela a vossa actividade profissional?
Professores, acreditais na pretensa preocupação do Ministro que tutela a vossa actividade profissional?
Professores, considerais esta afirmação do Ministro que tutela a vossa actividade profissional como genuína e sincera ou, até mesmo, como comovente e enternecedora?
Professores, conseguistes evitar um esgar sarcástico ou um sorrisinho maroto, após a leitura da referida afirmação do Ministro que tutela a vossa actividade profissional?
Os Professores que, em remota hipótese, possam ter respondido “Sim” a todas as questões anteriores, correrão o risco sério de serem considerados como uns “anjinhos” e não se espera deles que façam qualquer tipo de Greve, nem que contestem o que quer que seja que o Ministro decrete…
Os Professores que tenham respondido “Não” a todas as questões anteriores, não poderão ser considerados como “vítimas” por ninguém, estarão bem “acordados” e parecem dispostos a lutar por aquilo em que acreditam, nomeadamente através da adesão à Greve por tempo indeterminado…
Os Professores que tenham respondido “Não” a todas as questões anteriores, acreditarão na luta pelos seus direitos e pretensões e não vão em balelas, destinadas a disfarçar o medo da contestação e o seu êxito…
Os Professores que tenham respondido “Não” a todas as questões anteriores, não “atiram a toalha ao chão”, não desistem da luta e não se resignam…
Professores, por vós, não sejais “anjinhos”!
(Paula Dias)
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Dez 13 2022
Desdobramento de turmas só é possível se as unidades tiverem um parecer favorável da Anqep. Diretores criticam documento enviado já depois da aprovação de horários.
Há diretores e professores aflitos por considerarem não ter outra solução senão cortar nas aulas práticas dos cursos profissionais. Alertam que os milhões da “bazuca” destinados aos centros tecnológicos vão acabar por não ser devidamente aproveitados pelos alunos, que passarão a ter mais horas teóricas em salas normais por muitas unidades não terem desdobramento de turma. É uma troca de acusações entre escolas e tutela, que já levou um grupo de pais a lançar uma carta de repúdio.
O Ministério da Educação garante que não aprovou novas regras. Até ao ano letivo anterior, as escolas tinham de indicar e solicitar autorização para as disciplinas que queriam lecionar com as turmas divididas, mas, em agosto passado, receberam um documento que já lista as unidades com parecer favorável para o desdobramento e só algumas obtiveram esse aval.
A intenção era “agilizar” o processo e evitar que os diretores pedissem desdobramentos para unidades com parecer desfavorável, depois de, no ano letivo passado, o número de pedidos ter “disparado”, explicou o ministério ao JN, sem revelar valores. Diretores e professores garantem que a avaliação feita pela Agência Nacional de Qualificação (Anqep) é “incoerente” e vai ter consequências na qualidade do ensino.
“O vólei tem parecer favorável, mas o basquetebol não; o futebol tem, o râguebi não. Não faz sentido e há exemplos em todas as áreas”, aponta Luís Samuel Fabião, subdiretor da Secundária Rocha Peixoto, na Póvoa do Varzim, que tem 17 turmas em cursos profissionais. “Como é possível Higiene e Segurança no Trabalho, uma unidade teórica, ter parecer favorável [para desdobramento] e todas as unidades de Eletrónica Digital, que são aulas práticas, não? Máquinas Elétricas de Corrente Contínua não têm e de Corrente Alternada sim”, critica Ricardo Pereira. Para o professor de Eletrónica, o objetivo é a “redução” de docentes.
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Dez 13 2022
Há uns anos a professora de matemática dos meus filhos (com a qual ninguém na turma precisava de explicações privadas ) encontrou-me no supermercado e disse-me que tinha pedido a reforma antecipada. Não se podia fazer nada inovador, “interessante com os miúdos”, não por causa dos miúdos! – ela tinha sido transformada numa “máquina de preparação para exames”, “deixou de ter pachorra” – “o director até me chamou para perguntar porque eu tinha ido para o pátio, onde havia um pequeno lago redondo”, explicar, se me lembro bem, algo como cálculo de formas geométricas. Com cada vez menos autonomia, imposta pelos directores nomeados e pela padronização “por baixo” dos exames, ela, cuja função era ensinar matemática a toda a turma, de forma apaixonante, desistiu.
Estávamos então a fazer o inquérito às condições de trabalho dos professores, em que 19 mil responderam a 158 questões (uma taxa muito superior a qualquer sondagem realizada em Portugal), a taxa dos que desejavam reformar-se era mais de 80% bem como de exaustão emocional – mais de 70%. Uma professora escreveu-nos, está publicado no livro do estudo, que saiu há 2 meses, que se sentiu mais acarinhada no IPO, onde tratava um cancro, do que na escola…Temos dezenas de testemunhos de professores que preferiram sair com menos dinheiro do que continuar a exercer “uma mentira”, em péssimas condições, depois das reformas Crato/Lurdes Rodrigues. Uma delas foi minha professora de história, cuja paixão e seriedade com que ensinou na escola pública foram determinantes para a minha vida. Agradeço-lhe, para sempre.
Não há progressão na carreira e isso acabou com a carreira – os professores de facto ficam toda a vida a ganhar o mesmo (1200 ou 1400 euros, hoje um salário mínimo em Lisboa ou Porto), porque através da avaliação individual de desempenho com quotas apenas um ou dois – e de acordo com a pontuação da escola ( o que inflaciona as notas, obrigando-os a mentir nas avaliações, segundo os testemunhos que recolhemos) – progredirem. Pode haver 20 excelentes, mas só um pode passar. Imaginem eu dizer isto aos meus alunos, vão fazer um teste, todos podem ter 20, mas só um terá direito a passar com 20. Uma criança de 6 anos acharia uma injustiça, o Ministério e o Governo não.
Acresce que a reforma agora é calculada de acordo com média dos 14 melhores anos – ou seja, vão ter uma vida triste sem acesso a bens de lazer na reforma.
À falta de autonomia, aos directores nomeados em vez de eleitos pelos pares, à ausência de cooperação imposta pela avaliação de desempenho, aos programas de “aprendizagens essenciais” (pressionados pelos empresários que querem trabalho barato) que retiram toda a paixão do conhecimento, ficando “tarefas” e “competências” desinteressantes, para alunos e professores, que aumentam a indisciplina, junta-se a cereja no bolo – a municipalização das escolas, em que deixa de haver um concurso onde são colocados pelas notas e passam a ser escolhidos, por um grupo de “notáveis” – sabe-se o futuro, a passar esta lei, os municípios mais ricos vão escolher e pagar mais a alguns professores, os outros vão sendo colocados em escolas piores, no fundo aquilo que já se fazia com as turmas – A para os melhores até ao J – para os desgraçados – passar a ser o modelo nacional. A isto vai-se juntar o apadrinhamento político, a perseguição, os favores, o assédio, como vão estes professores, na mão de empresários/municípios, que decidem os seus destinos, fazer greve ou contestar seja o que for?
O que está em causa nas escolas não é mais um retrocesso social imposto aos professores. É a destruição completa do que resta da escola pública onde ainda havia nichos de qualidade – os professores serão uma espécie de ubers da educação, levados de vila para vila, serão prestadores de serviços. Daí a importância, para todos nós, desta greve. Como mãe usei todas as estratégias individuais e privadas para dar a melhor educação aos meus filhos e “safei-os”, em parte, da degradação a que fui assistindo como investigadora. Mas como cidadã deste país digo-vos que as nossas soluções individuais – recorrer as explicações ou colocá-los em escolas privadas muito boas – além de caríssimas, não resolvem a questão fundamental do país. E por isso não resolvem os problemas dos nossos filhos. Que país queremos para eles?
A escola precisa de olhar os professores como intelectuais (sim, é uma profissão intelectual), com autonomia, recuperar a noção de currículo contra as “competências”, dar espaço pedagógico para que as aulas sejam apaixonantes, isso só se faz com conhecimento denso e profundo, precisa de ser uma escola que não desiste nem nivela por baixo, mas que ensina o melhor de tudo a todos (qualidade massificada, sim!); precisa de voltar a ter gestão democrática, eleição entre pares, avaliação colectiva, progressão sem quotas, cursos superiores com componente científica de 5 anos (e não de 3), e é preciso discutir de uma vez por todas se queremos ou não dar o melhor de qualidade a todos ou nivelamos sempre por baixo adaptando o currículo ao mercado de trabalho, pobre e desinteressante. Os notáveis, e os municípios, na sua maioria, são empresários que querem trabalho barato e pouco qualificado e os professores, com a municipalização, são uma peça deste jogo.
A escola tem que debater e combater (é isso que esta greve faz!) a transformação dos professores em ubers digitais que formam alunos ubers digitais. A escola, afirmou-se, contra Deus e o Mercado, em defesa do Conhecimento, não pode servir o Mercado, tem que servir o conhecimento.
Este é um debate por se fazer em Portugal, a greve que está em curso coloca o dedo na ferida de algumas destas questões e demonstra que, ao contrário de uma parte do país dirigente, contente com este rumo, os professores querem transformar e questionar decisões, tomadas sem os ouvir, sem os compreender, sem os escutar. Têm o meu apoio. A escola serve para dar aos alunos o melhor do conhecimento produzido pela humanidade, não serve, não pode servir, o Mercado. O Mercado tem que ser dominado pela democracia e pelo conhecimento.
Não são os professores que devem ser escolhidos pelos “notáveis”, são os notáveis que devem ser escolhidos pelos professores. E assim deixariam de ser notáveis, que no fundo, é a Democracia.
Raquel Varela
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Dez 12 2022
Os funcionários públicos podem escolher não trabalhar nas antevésperas de Natal e de Ano Novo. O Governo deu tolerância de ponto para os dias 23 e 30.

O Governo decidiu conceder tolerância de ponto nos dias 23 e 30 de dezembro aos trabalhadores que exercem funções públicas no Estado, segundo um despacho já assinado pelo primeiro-ministro, António Costa.
“É concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos nos próximos dias 23 e 30 de dezembro de 2022”, refere-se no despacho.
Neste despacho, o primeiro-ministro justifica as tolerâncias de ponto pelo facto de ser “tradicional a deslocação de muitas pessoas para fora dos seus locais de residência no período natalício e de ano novo tendo em vista a realização de reuniões familiares”.
António Costa refere depois “a prática que tem sido seguida ao longo dos anos” e “a tradição existente no sentido da concessão de tolerância de ponto, nesta época, nos serviços públicos não essenciais”.
Em relação a estes dois dias de tolerância de ponto, no diploma salienta-se que se “excetuam os serviços e organismos que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a definir pelo membro do Governo competente”.
“Sem prejuízo da continuidade e da qualidade do serviço a prestar, os dirigentes máximos dos serviços e organismos referidos no número anterior devem promover a equivalente dispensa do dever de assiduidade dos respetivos trabalhadores, em dia a fixar oportunamente”, acrescenta-se.
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Dez 12 2022
Os professores têm quase duas décadas de devassa mediática da sua profissionalidade e de acção contra as políticas aplicadas pela primeira maioria do PS (2006) com consequências graves e indesmentíveis. E estão também cansados de palavras inconsequentes.
Para além disso, a repetida crítica a blogues e movimentos já tem história desde 2008; e olhe-se para onde estão agora os diversos protagonistas para se perceber como eram infundadas a maioria das críticas à cidadania dos professores.
Por outro lado, depois da tal maioria do PS governou uma coligação PSD e CDS (com muitos dos novos partidos mais à direita como dirigentes ou fervorosos apoiantes), seguiu-se uma coligação PS, BE e PCP e voltámos a outra maioria PS. E nada mudou: pelo contrário.
Por isso, é crucial a resposta à interrogação: onde estavas em 2009, 2013, 2018 e 2022? Depois, a objectividade exige a publicação de opinião sobre a recuperação do tempo de serviço, a carreira, a avaliação, a gestão das escolas e os concursos.
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Dez 12 2022
Estão envolvidas nas buscas equipas de investigação criminal, patrulhas cinotécnicas e Escola Segura.
A GNR realizou buscas, no âmbito da fiscalização e prevenção de crimes, na escola Adolfo Portela, em Águeda, desde o início desta manhã de segunda-feira.
A operação teve como objetivo principal a deteção de armas ilegais na posse de alunos.
Estiveram envolvidos nas buscas 24 operacionais e oito binómios, conjunto formado por dois elementos, neste caso o homem e o cão.
Não foram detetadas armas nas buscas. Um aluno tinha na sua posse 10 gramas de estupefacientes, uma quantidade que não é considerada crime, pelo que o aluno foi, apenas, identificado.
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Dez 12 2022
Segundo dia de greve dos professores – SIC Notícias
Greve de professores: nesta escola, a paralisação é quase total – CNN Portugal
Professores do Agrupamento de Almodôvar em protesto – Correio Alentejo
″Em luta por nós e pelos alunos.″ Greve de professores decretada pelo S.TO.P com adesão elevada
Professores concentrados junto a escola de Ourém onde Marcelo vai dar aula debate – Observador
Protesto professores. Marcelo entende as preocupações
“Eles queixam-se e queixam-se e queixam-se” e “muitas vezes têm razão”: o que Marcelo diz sobre os professores – CNN Portugal
Expresso | Marcelo na rua solidário com protestos dos professores: “Queixam-se com razão e com a Saúde são do mais importante da nossa Função Pública”
Pré-aviso de greve no Agrupamento de Escolas de Castelo de Paiva a partir de 9 de dezembro e por tempo indeterminado – Discurso Directo
Marco: Professores do Agrupamento de Escolas de Alpendorada exigem “mais respeito e justiça” | A Verdade
Professores lutam pelos direitos à chuva e ao vento em Celorico de Basto
VALENÇA: Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho com dezenas de docentes em greve | Rádio Alto Minho
Jornal de Leiria – Professores em greve por melhores condições manifestam-se em Colmeias
VIANA: Professores hoje em protesto em frente à Câmara | Rádio Alto Minho
Professores continuam em greve nas escolas de todo o Algarve
Professores em greve em várias escolas do concelho
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Dez 12 2022
12/12/2022
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Dez 12 2022
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que os professores se queixam “muitas vezes com razão das suas condições”, ao ser recebido em Ourém com um protesto de docentes.
O chefe de Estado adiantou que os docentes “estão a pensar, sobretudo nos professores do básico e do secundário”, mas o problema é geral “a todos os graus de ensino”.
“É uma preocupação, em muitos casos, muito justa”, declarou, considerando que “os professores são do mais importante” que o país tem, “conjuntamente com o pessoal de saúde, dentro da função pública, porque tudo começa na saúde e depois continua na educação”.
Para Marcelo Rebelo de Sousa, as duas áreas “estão muito ligadas e são fundamentais para garantir a justiça, a igualdade e o progresso do país”.
À chegada, professores e alunos cantaram os parabéns ao Presidente da República, que completa hoje 74 anos, e uma professora em protesto entregou ao Presidente da República livros escritos por um aluno da escola.
“Esses são os méritos da escola”, declarou a docente ao chefe de Estado, ao que Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: “Em particular da escola pública”.
Sobre a oferta, disse que “é o melhor presente” que lhe podiam dar.
“Eu adoro livros, sou professor, e um livro de um aluno quer dizer muito sobre aquilo que os professores fazem todos os dias e, muitas vezes, em condições dificílimas”, referiu, apontando, por exemplo, a pandemia de covid-19 ou os problemas que têm no seu estatuto.
Cerca de 40 professores concentraram-se hoje junto à Escola Básica e Secundária de Ourém, no distrito de Santarém, onde o Presidente da República está a dar uma aula debate.
O S.TO.P. convocou uma greve por tempo indeterminado, desde 09 de dezembro, em protesto contra as propostas de alteração aos concursos e para exigir respostas a problemas antigos.
Em comunicado, o sindicato, que representa cerca de 1.300 docentes, refere que a “forma de luta inédita” resulta de uma sondagem realizada no blogue ArLindo, em que 1.720 pessoas apoiaram a realização de uma greve por tempo indeterminado.
Entre as principais reivindicações, o S.TO.P. aponta “questões fundamentais do passado não resolvidas”, defendendo, desde logo, a contabilização de todo o tempo de serviço, o fim das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões e a possibilidade de aposentação sem penalização após 36 anos de serviço.
Critica também as alterações recentes ao regime de mobilidade por doença, as ultrapassagens na progressão da carreira docente e reivindica soluções para os professores em monodocência e uma avaliação sem quotas.
A greve é igualmente uma resposta às propostas do Ministério da Educação para a revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente, que está a ser negociada entre a tutela e os sindicatos do setor.
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Dez 12 2022
Os técnicos especializados da educação que exercem funções nas escolas, sob alçada do Ministério da Educação, continuam a exercer as suas intervenções em condições precárias, sujeitos a mecanismos de contratação completamente desajustadas das reais necessidades das escolas.Por sua vez, centenas de técnicos superioresficaram vinculados em escolas muito distantes da sua residência e família, estando também sujeitos a condições de trabalho e vida ainda muito difíceis, sendo mesmo considerado um atentado aos direitos fundamentais contemplados na diretiva comunitária de 2 de agosto, que promove a conciliação entre a vida familiar e profissional.
Apesar das inúmeras tentativas de comunicação com as várias entidades responsáveis, apelando ao bom senso, e mesmo depois de os técnicos manifestarem ao Ministério da Educação a sua abertura para a negociação de formas de contratação e vinculação e para a possibilidade de consolidarem mais perto da área de residência, continuam a ser ignorados e maltratados por um ministro que se diz preocupado com a saúde mental dos alunos e da comunidade educativa.
Como forma de demonstrar o seu descontentamento, os técnicos da educação, nomeadamente psicólogos, terapeutas da fala, assistentes sociais, intérpretes de língua gestual portuguesa, educadores sociais, entre outros, agendaram uma manifestação para dia 17 de dezembro, às 11h00 , em frente à câmara municipal do Porto, tendo subjacente o fim da precariedade, a conclusão do PREVPAP, o direito à consolidação perto da zona de residência, o direito a uma mais rápida progressão e à criação de uma carreira especial na qual esteja salvaguardada o acesso a uma profissão condigna.
Para além disso, são autores de duas petições públicas nas quais podem ser percebidas as verdadeiras razões pelas quais os técnicos estão insatisfeitos, começando a verificar-se a sua saída do Ministério da Educação para outros ministérios, ficando os alunos com graves lacunas a nível da intervenção especializada.
Apelamos à solidariedade de toda a comunidade educativa para que assine as petições e para que nos ajudem a divulgá-las.
Para o Direito à Consolidação da Mobilidade Geográfica
https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT114380
Pela não inclusão dos técnicos no processo de municipalização
https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT114381
Juntos podemos contribuir para mudar o rumo do estado atual da Educação em Portugal.
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