Sobre a decisão do Estado de Emergência, 12 de Nov – Comunicado CNIPE


O momento que atravessamos continua a ser difícil para todos. Não existe consenso, mas alguém tem de decidir por nós. A CNIPE não aceite que apenas uma Confederação de Pais, seja ouvida neste processo e fale sou ouvir os Pais!
A CNIPE publicou hoje um inquérito online aos Pais a nível nacional sobre a tomada de decisão do encerramento das escolas que está em cima da mesa. Na comunicação social só falou a congénere da CNIPE. O inquérito foi publicado pelas 20h e vamos perto das 5.000 respostas e em nada estão de acordo com a posição da nossa congénere!
Devem dar atenção a isto porque:

– a informação prestada à comunidade deve ser completa, clara e transparente;

– os pais e encarregados de educação pretendem tomar decisões por si quanto aos seus filhos e, para isso, necessitam de estar na posse de toda a informação disponível;

– ainda segundo a mesma comunicação social, registam-se discrepâncias entre os números apurados pelo sindicato (in loco) e os números transmitidos pelo MinEdu;

– ainda segundo a mesma comunicação social, tem-se assistido a um crescendo nos números de casos positivos em alunos, pessoal docente e não docente;

– a existência casos individuais de COVID (suspeitos ou confirmados) em escolas prejudica o normal decurso das atividades letivas;

– a atuação dos vários delegados de saúde tem sido díspar de concelho para concelho, quando deveriam seguir o mesmo protocolo de atuação para que se saiba como agir, pois atuações diferentes levam a comunidade educativa a menosprezar comportamentos de risco;

– caso a suspeição ou infeção seja detetada em algum docente, as suas turmas ficam prejudicadas face às demais (da escola e do resto do país);

– caso a suspeição ou infeção seja detetada em aluno, prejudica os colegas involuntariamente e esse aluno é também duplamente penalizado (por questões de saúde e pelo afastamento da sua turma de origem);

– apesar de serem locais com uma maior vigilância, há situações de infeção em estabelecimentos escolares (e bastantes mais do que o veiculado oficialmente);

– a informação passada às várias comunidades educativas tem sido díspar: há direções que emitem boletins periódicos, outras que informam pontualmente e outras que ocultam toda a informação.

– deve contribuir-se para uma harmonização geral do direito ao ensino, pelo que se deverá combater qualquer situação de desigualdade, seja ela pontual ou sistemática;

– a nova estirpe identificada foi considerada mais infecciosa e mais propensa a atingir a faixa etária em idade escolar;

– não se pode transformar os alunos (ou as escolas em geral) em cobaias do sistema;

– o próprio MinEdu anunciou o sucesso do ensino à distância no passado e, por isso, não pode negar agora que esta modalidade é redutora;

– foi anunciado em abril um plano tecnológico a implementar no início de setembro, algo que, até à data, não se verificou (em plena segunda ou terceira vaga da pandemia);

– os alunos carenciados já deveriam estar na posse dos prometidos equipamentos informáticos e dos acessos à internet para poderem trabalhar.

– se a maioria da população ficará confinada em casa, não há razão para se invocar falta de acompanhamento dos alunos que venham a ficar em regime à distância;

Pelos motivos invocados, torna-se imperativo que as escolas acompanhem a modalidade de trabalho imposta à generalidade da população nos próximos dias.

 

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3 comentários

    • pretor on 13 de Janeiro de 2021 at 17:38
    • Responder

    Acham normal que os sectores comerciais, de ensino, de industria, serviços, etc, estarem ate ao ultimo segundo à espera de instruções para confinar amanhã? … ou nao!

    Desculpem lá mas isto nao é normal !!!!!!

    A reunião de hoje deveria ter sido feita a semana passada…no mínimo.

    Bemmmmm incompetência atroz.

      • Ilda Lopes on 13 de Janeiro de 2021 at 18:57
      • Responder

      O confinamento não é para amanhã, mas para depois de amanhã.

    • Alecrom on 13 de Janeiro de 2021 at 17:53
    • Responder

    A lógica BE e PS:

    “ ““Já aqui foi referido pelo PS que os contágios aumentaram de facto precisamente quando as escolas encerraram, não considera que esta é uma consideração importante para a decisão a tomar?”, questionou, dirigindo-se à deputada do BE.”

    https://www.publico.pt/2021/01/13/politica/noticia/partidos-preocupados-fecho-escolas-condicoes-ensino-distancia-1946167

    O beatopatriotismo cega, lol.
    Sempre é verdade: as escolas descovidam.
    Só mesmo desta gente.

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