2 de Janeiro de 2021 archive

Acessos em Fibra em Todas as Escolas Até Maio de 2021

Uma boa notícia para o aumento da banda larga nas escolas e por conseguinte para uma melhor distribuição da rede via Wi-Fi da escola.

 

Rede Alargada da Educação

 

Exmo.(a) Diretor(a)/Presidente CAP/Coordenador(a) Estabelecimento,
Exmo.(a) Professor(a),
Exmo.(a) Responsável TIC,

O Ministério da Educação (ME) disponibiliza, gratuitamente, a todas as escolas públicas os serviços de comunicação de dados (vulgo Intranet e Internet) através da Rede Alargada da Educação (RAE) e de Redes de Área Local (LAN).

A RAE é uma rede segura, nacional, que interliga todas as escolas e organismos regionais e centrais tutelados pelo ME entre si e a um nó central de segurança, filtragem de conteúdos e acesso à Internet.

É, também, através desta rede que os organismos e as escolas disponibilizam serviços ao exterior.

A RAE é uma das maiores redes existente em Portugal que serve, na ligação à internet, mais de um milhão de utilizadores, tem mais de 30.000 novas sessões por segundo, uma conetividade de 40 Gbps, com espaço para ser aumentada, e liga 4331 escolas.

Estamos, neste momento, a iniciar a implementação de novas conectividades na RAE, com todas as escolas a usufruírem de acessos em fibra, com ligações simétricas – ao invés das ligações domésticas, com acessos de 1 Gbps nas escolas com maior número de utilizadores e consumos e com backup para escolas acima dos 200 Mbps.

Nas caixas seguintes poderão encontrar hiperligações e documentos úteis que ajudem na tramitação do processo.

Solicitamos o vosso retorno sobre eventuais questões logísticas através dos meios de contacto definidos. Solicitamos igualmente que alimentem o portal de apoio TIC com os contactos das escolas pois será, neste, que de futuro se concentrarão todas as questões relacionadas com tecnologia (o AE/Escola tem total autonomia para adicionar e remover contactos).

Finalmente, aproveitamos ainda a oportunidade para solicitar a v/ melhor compreensão para o facto de, em alguns momentos, ser originada alguma instabilidade decorrente de tal migração em larga escala. Contudo, pretendemos concluir este processo em maio de 2021. Assim sugere-se que aguardem até ao planeamento previsto, sendo que apenas estamos a tramitar, transitoriamente, os casos em que as obras de requalificação deixam a escola sem serviço. Os restantes pedidos ficam dependentes das datas de projeto.

Solicitamos a máxima partilha desta informação por todos os intervenientes neste processo. Desde coordenadores de escola, responsáveis TIC, autarquias ou técnicos externos.

Os nossos agradecimentos por todo o esforço e colaboração.

 

Sobre a rede alargada de educação clicar aqui.

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As escolas de Lisboa e Vale do Tejo foram as mais atingidas pelo Covid

 

Covid: as escolas de Lisboa e Vale do Tejo foram as mais atingidas

Decorridos três meses de aulas O MIRANTE faz um apanhado de como correu o primeiro período nas escolas da região.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, realçou no início do ano lectivo, há cerca de três meses, a importância de manter as crianças e jovens nas escolas para aprender, mas também para cuidar da sua saúde mental e física. Durante o primeiro período, em boa parte das escolas da região a Covid andou por perto e obrigou professores, alunos e auxiliares a ficar por casa e alguns estabelecimentos a encerrar.

A escola básica e jardim-de-infância das Fontainhas, nos arredores de Santarém, esteve fechada uma dezena de dias em Outubro, devido a um caso confirmado de Covid-19 numa criança que frequenta o ensino pré-escolar. Segundo Margarida da Franca, da direcção do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, a opção pelo fecho deveu-se ao facto das professoras e assistentes que contactaram directamente com a menina terem que aguardar em casa o resultado do teste antes de voltarem à escola. A decisão foi tomada em conjunto com a Delegada de Saúde de Santarém.

No mesmo agrupamento, a escola de primeiro ciclo do Mergulhão encerrou na primeira semana de Novembro para desinfecção, depois de duas professoras, uma assistente operacional e 12 alunos terem tido resultado positivo no teste ao novo coronavírus.

Em Tomar, a Escola Secundária Santa Maria do Olival encerrou a 16 de Novembro durante duas semanas. O encerramento foi autorizado pela Delegada de Saúde depois de se terem detectado vários casos positivos em sete das 28 turmas do estabelecimento de ensino. Na altura, Anabela Freitas, presidente do município, contou a O MIRANTE que apesar de não haver um número significativo de casos optou-se pelo encerramento como medida de conter a propagação do vírus.

A meados de Novembro duas turmas da escola básica de Aveiras de Cima e outras duas da escola Vale Aveiras ficaram de quarentena após o registo de casos positivos em ambos os estabelecimentos. Na mesma altura, também uma turma da Escola Secundária de Azambuja ficou em isolamento depois de se confirmar que uma das alunas, filha de uma funcionária da Santa Casa da Misericórdia tinha testado positivo. Em nenhum dos casos foi necessário recorrer ao encerramento das escolas.

No final de Novembro havia quatro turmas com casos positivos em escolas de Constância. Três turmas ficaram em isolamento, mas a quarta, da Escola Luís de Camões, não foi para quarentena. A situação levantou dúvidas por parte da comunidade levando até o presidente do município, Sérgio Oliveira, a ter de intervir para explicar o sucedido. O autarca justificou que a decisão partiu da Delegada de Saúde e baseou-se no facto de a aluna ter estado apenas uma hora na escola, não havendo por isso, no seu entender, “necessidade de estar a pôr o resto da turma em isolamento”.

Escolas têm liberdade de acção

Os dados mais recentes da Direcção-Geral de Saúde (DGS) apontam a Região de Lisboa e Vale do Tejo como a mais afectada pela pandemia de Covid-19 ao nível das escolas, ao registar, a 15 de Dezembro, 62 dos 76 surtos activos em contexto lectivo.

Contactado por O MIRANTE, António Pina Braz, director do Agrupamento de Escolas Dr. Ginestal Machado, em Santarém, confirma que já houve vários casos no agrupamento e que recentemente havia duas turmas em isolamento. Confrontado com o facto de haver decisões díspares nas várias escolas e agrupamentos que por vezes tratam de forma diferente casos semelhantes, Pina Braz afirma que as indicações gerais têm sido dadas pelo Ministério da Educação e pela DGS, mas cada instituição de ensino tem liberdade de acção.

Não se mostrando tão optimista como o primeiro-ministro, que enalteceu o funcionamento do primeiro período do ano lectivo, que correu “muitíssimo bem”, Pina Braz diz que teme o pior no regresso às aulas em Janeiro. O receio de contágio existiu durante todo o primeiro período e vai continuar a existir sobretudo depois do aligeirar das medidas preventivas anunciado pelo Governo para a época natalícia.

Professores e auxiliares fazem balanço negativo

A prestação do Governo na gestão da pandemia da Covid-19 nas escolas mereceu nota negativa da Federação Nacional da Educação (FNE), que num balanço do primeiro período acusa a tutela de agir como se estivesse tudo normal. “Não se entende, como a FNE tem vindo a denunciar, que neste contexto o Ministério da Educação continue a pensar, ou pelo menos a agir, como se estivéssemos a viver um período normal, sem que sejam adoptadas as medidas excepcionais que a situação anormal que vivemos está a exigir”, lamentou a estrutura em comunicado.

 

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O PLANO DE CAPACITAÇÃO DOCENTE E A EXCLUSÃO DOS EDUCADORES DE INFÂNCIA.

O PLANO DE CAPACITAÇÃO DOCENTE E A EXCLUSÃO DOS EDUCADORES DE INFÂNCIA.

A Resolução do Conselho de Ministros n.º 30/2020, que define e esclarece sobre o Plano de Ação para a Transição Digital, refere, explicitamente, “uma forte aposta na capacitação de docentes, formadores do Sistema Nacional de Qualificações e técnicos de tecnologias de informação em cada escola, através de um plano de capacitação digital de professores, que garanta a aquisição das competências necessárias ao ensino neste novo contexto digital”

O documento que serve de referência para este programa nacional de capacitação docente é o DigCompEdu – Quadro Europeu de Competência Digital para Educadores, um documento destinado a docentes, da Educação Pré-Escolar ao Ensino Secundário, Ensino Superior e Educação de Adultos, incluindo formação geral e profissional, educação especial e contextos de aprendizagem não formal. Nele são apresentadas 22 competências, organizadas em 6 áreas, e um modelo de progressão para ajudar os docentes a avaliarem e desenvolverem a sua competência digital. Este referencial pretende, ainda, ajudar os estados membros na promoção das competências digitais dos seus cidadãos e impulsionar a inovação na educação.

Sublinhamos ainda que, sendo o DigiCompEdu o referencial chave para a construção dos planos de formação e do próprio modelo de Transição Digital no que à formação e preparação das pessoas e profissionais diz respeito, ao ler com atenção o que refere, fica claro que o desenvolvimento de competências digitais se dirige a todos os alunos, de todos os ciclos e a todos os profissionais da educação sendo até reforçado, nos documentos chave, a pertinência do desenvolvimento de capacitação digital junto de pessoas e profissionais que desenvolvam a sua prática com crianças pequenas.

Ao excluir, consciente e claramente os educadores de infância deste processo de capacitação, o Ministério da Educação não apenas incorre num claro atropelo constitucional como desvaloriza os “ambientes híbridos de aprendizagem”, a “partilha e colaboração”, a “reflexão conjunta entre profissionais de diversas e variadas áreas de conteúdo e experiência” que são a base deste nível de ensino e que tão explicitamente são abordados no Referencial.

É ainda de sublinhar que, no nível de Educação Pré-Escolar, muitos têm sido os projetos e programas que envolvem estes profissionais e os respetivos alunos, devidamente reconhecidos pelo Ministério Educação como boas práticas, bem como pelas Instituições de Ensino Superior e Centros de Investigação.

Nos últimos anos a participação dos Educadores de Infância em projetos internacionais como E-Twinning, Erasmus+, KidSmart revelam a integração efetiva destes profissionais de educação na área das tecnologias na educação. No âmbito nacional, temos tido alguns projetos de referência nacional, inclusive com o apoio da ERTE, tais como “Conta-nos uma História” e, na área da investigação, projetos de referência tais como, a @rcaComum, Da Janela do Meu Jardim, Kids Media Lab, KML2, que ofereceram formação e práticas de referência com tecnologias na Educação de Infância, de referência nacional e internacional. Não obstante, estes projetos ficariam a ganhar, reconhecidamente, com a inclusão dos profissionais de educação de infância no Plano de Capacitação Digital.

A investigação na área da integração das tecnologias desde o pré-escolar (3 aos 6 anos) tem mais de trinta anos e conta com trabalhos de investigação de reconhecido mérito científico realizados nos Estados Unidos pelo MIT Media Lab e o Lifelong Kindergarten pelos Professores S. Papert, M. Resnick, M. Bers, Y. Kafai e em Inglaterra pelos professores S. Livingstone; D. Buckingham, entre muitos outros, inúmeras vezes citados e de grande referência para todos os profissionais de educação, sem discriminação.

Por tudo isto e muito mais, é importante que o Ministério da Educação corrija as informações que confirmam a exclusão destes profissionais do Plano de Capacitação docente e promova a sua rápida e necessária integração.

Porque não é apenas uma questão de justiça, é também uma questão de equidade e constitucionalidade.

Envolve-te!

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