17 de Janeiro de 2021 archive

Amanhã Temos um Conselho de Ministros Extraordinário

… para rever algumas das medidas que entraram em vigor na passada sexta-feira.

Fala-se na reabertura dos ATL/Centro de Estudos para as crianças até aos 12 anos. Ainda agora acabei de ouvir o João Soares na RTP1 a dizer que não faz sentido ter as filhas maiores de 12 anos na escola. porque tem de as levar amanhã e quebrar o confinamento. Será que o envio do 3.º Ciclo e do Ensino Secundário para um ensino misto estará em cima da mesa amanhã?

 

Governo convoca Conselho de Ministros extraordinário para rever restrições

 

O Governo vai reunir-se em Conselho de Ministros extraordinário esta segunda-feira para adaptar as restrições à nova realidade do confinamento.

 

O encontro poderá servir para apresentar novas medidas de confinamento. Ao que o JN apurou, deverá ser aprovada a proibição da venda de bebidas ao postigo nos cafés e a abertura dos ATL até aos 12 anos. O Governo pretende, assim, acabar com os aglomerados de pessoas junto às portas dos cafés. A abertura dos ATL até aos 12 anos visa dar resposta a uma lacuna decorrente das medidas aprovadas recentemente, que fez com que, num contexto em que todas as escolas ficaram abertas e os ATL encerrados, milhares de crianças ficaram sem almoço e sozinhas no recreio.

De referir que, durante a tarde deste domingo, depois de uma reunião com a administração do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o Presidente da República avisou que poderá ser necessário restringir ainda mais as medidas de combate à pandemia.

Minutos antes, a ministra da Saúde, Marta Temido, tinha avisado que todo o sistema de saúde está numa situação de “extremo sobreesforço” e pediu aos portugueses para “por favor, ficarem em casa”.

Em visita ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, que está numa situação crítica, Marta Temido deixou avisos e um forte apelo à população para que cumpra o confinamento.

Há um limite e estamos muito próximos do limite. Os portugueses precisam de saber isto“, disse a ministra da Saúde, num tom de preocupação.

 

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Casos Covid nas Escolas – No Quintal do Paulo Guinote

O Paulo Guinote começou ontem a publicar relatos de casos confirmados ou surtos nas escolas e neste artigo indica o e-mail para lhe remeterem informações.

Mas é muito claro que o número de casos nas escolas (seja por serem casos positivos ou por se encontrarem em isolamento profilático por contacto de alto risco com elementos externos à escola) é muito elevado e tem implicações diretas nas aprendizagens dos alunos. Por este motivo considero que a realização de qualquer prova final/exame só deverá ser feito quando o fim para a sua realização tiver uma justificação muito elevada. Que sentido faz realizar provas finais de ciclo no 9.º ano (com repercussão na aprovação dos alunos) quando os alunos vão encontrar-se em enormes desigualdades. E aferir o 2.º, o 5.º e o 8.º ano vai ser assim tão importante em tempo de pandemia? Já não se sabe que as aprendizagens de todos os alunos vão ficar imensamente prejudicadas?

Mas podem dar um salto ao quintal do Paulo e perceber a imensidão de casos que existem nas escolas, pelo menos os mais céticos e que acham que as escolas são locais onde o vírus não entra, por não ter cartão de estudante.

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Recenseamento Docente – Consulta/Confirmação de Dados

Nos próximos três dias decorre a fase da consulta/Confirmação de Dados do Recenseamento Docente, isto se não surgir entretanto um prolongamento do prazo, que terminou dia 15, para as escolas introduzirem os dados.

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Alegadamente, poderá ser assim… os números nas escolas.

 

Alegadamente…

 

Alegadamente, há Director@s que escondem o número real de contágios ocorridos nos respectivos Agrupamentos…

Alegadamente, há Director@s que aplaudem as decisões do Governo, quanto à manutenção da abertura das escolas, nomeadamente a justificação apresentada nesse sentido: por um lado, a defesa de que o ensino presencial é insubstituível e, por outro, que o número de contágios nas escolas não é significativo em termos estatísticos…

O ensino presencial é, de facto, insubstituível, mas não o pode ser a qualquer custo, sobretudo se o que estiver em causa for a saúde de todos os que entram diariamente numa escola; o número de contágios nas escolas só não é significativo em termos estatísticos se se considerar um número fictício de contágios…

Alegadamente, ess@s Director@s parecem muito mais preocupados e interessados em agradar à Tutela e continuar nas suas boas graças, deferindo todas as suas decisões, do que em defender e salvaguardar as condições de saúde pública, necessárias e imprescindíveis ao regular funcionamento das escolas, respeitantes a todos os que aí passam a maior parte do seu dia… Além disso, no momento actual, o que existe é um “ensino presencial intermitente”, com sistemáticas interrupções ou paragens, motivadas pelos isolamentos profilácticos e/ou pela confirmação de casos positivos, a afectar muitos alunos, professores e Pessoal Não Docente, em cada escola. Esse não é o ensino presencial que se deseja e que se pretende. Esse é o ensino presencial que convém para enganar os mais distraídos…  

 Alegadamente, há profissionais de Educação que defendem a actuação do Governo em relação ao não fecho das escolas, aceitando como válida a justificação apresentada… Pelos motivos anteriormente apontados, a justificação não será válida e a aceitação referida não pode deixar de causar perplexidade e estranheza, sobretudo por os próprios se constituírem como potenciais “vítimas” da obstinação do Governo…

 Alegadamente, há profissionais de Educação que consideram que não se deve argumentar contra a acção do Governo e que falar ou discutir sobre “política” deve ser considerado como um assunto tabu, interdito, previsivelmente, causador de algum tipo de melindre… Segundo esses profissionais também não se pode falar nem discutir “política” em locais onde, supostamente, só se deverá falar e discutir sobre Educação…

Esses profissionais talvez, ainda, não tenham percebido que a maior parte das medidas em Educação são tomadas por políticos; têm um carácter iminentemente político; e são quase sempre sustentadas por desígnios políticos… Pode-se concordar ou discordar de determinadas Políticas Educativas, mas não há dissociação, nem oposição, entre Política e Educação, há interdependência entre ambas, consoante a ideologia política de quem a tutela…  

O maniqueísmo desse tipo de pensamento parece evidente… Ou então trata-se de um pensamento ingénuo, simplista e reducionista da própria Educação…

De qualquer forma, e por motivos óbvios, esse é o tipo de pensamento que mais agrada aos políticos, sobretudo se forem Governantes…  

 Alegadamente, os profissionais de Educação não são considerados como prioritários, enquanto grupo profissional, para a toma da vacina, mas as escolas são consideradas como imprescindíveis para a Economia e, portanto, não podem fechar… A contradição parece flagrante: as escolas permanecem abertas por imposição do mesmo Governo que, simultaneamente, não manifesta a menor preocupação com a proteção da saúde dos profissionais que nelas trabalham…

No limite, se a maioria dos profissionais que trabalha nas escolas adoecer por covid, as escolas continuarão a poder cumprir o seu principal desígnio e a permanecer abertas? No limite, e por absurdo, é a própria Tutela que dita a eventual morte dos seus profissionais…

 Por todos os motivos anteriores, vivemos, alegadamente, num país onde uns e outros mentem descaradamente e onde alguns parecem conviver muito bem com o desrespeito, com a desconsideração e com a humilhação a que frequentemente são sujeitos…

Metaforicamente falando, às vezes, chega a parecer que alguns foram acometidos por uma espécie de Síndrome de Estocolmo e por um certo masoquismo implícito…

 Os hospitais entraram em ruptura, o pessoal médico está exausto, não há meios humanos nem materiais suficientes, o número diário de contágios e de óbitos galopa e a Economia colapsará, independentemente de as escolas continuarem abertas ou de serem fechadas…

Se continuarem abertas servirão apenas a teimosia insana de uns e o pedantismo e narcisismo de outros… E o problema incontornável é que alguns pagarão com a própria vida o acinte, a vaidade e a arrogância de outros… Espera-se que, no mínimo, alguém os venha a responsabilizar como autores morais e materiais desse crime perverso…

Alegadamente, poderá ser assim…

 Nota: “Quem cala, consente”… Calar e assistir a tudo isto de forma impávida e serena, como se fosse aceitável e admissível, é o mesmo que legitimar e anuir com estas atrocidades… A incapacidade de o conseguir fazer é assumida e manifesta neste texto…

 

(Matilde)

 

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Escolas: as pontas soltas do confinamento

 

Escolas: as pontas soltas do confinamento

Com as escolas abertas e os pais a terem de ir trabalhar quando não é possível ficar em regime de teletrabalho, o confinamento geral que entrou em vigor às 00h00 desta sexta-feira, devido à covid-19, torna-se um pesadelo para aqueles que não têm onde deixar os filhos fora do horário escolar. Os centros de atividades de ocupação de tempos livres (ATL) estão obrigados a fechar portas e, por isso, a ajuda que se revelaria essencial no acolhimento às crianças depois das aulas foi colocada fora de hipótese, segundo indica o decreto-lei – após o diploma de preparação sublinhar inicialmente que os ATL poderiam manter-se abertos. Há, porém, quem tenha esperança de uma correção no documento e, por isso, ainda tenha estado aberto esta sexta-feira, mesmo em incumprimento das medidas restritivas contra a pandemia.

Segundo o Nascer do SOL conseguiu apurar, pelo menos um ATL do distrito de Setúbal manteve o funcionamento no primeiro dia de confinamento, com a direção à espera de uma reação – não conhecida até à hora de fecho desta edição – por parte do «centro distrital» para saber se pode continuar aberto ou não. «Ou sai uma correção ao decreto-lei ou então temos mesmo de fechar, porque hoje [sexta-feira] estamos em incumprimento. Temos mesmo de obedecer ao que está estabelecido», revelou a diretora desse centro de atividades. Nesse sentido, há «uma série» de petições, com milhares de assinaturas, que foram criadas contra o fecho destes estabelecimentos, bem como de centros de estudo, que ficam igualmente de portas encerradas.

Crianças ‘não podem’ ficar sozinhas

Com os centros de estudo e os ATL encerrados, as crianças terão de ficar, depois das aulas, nos recreios das escolas, sozinhos em casa ou então ir para casa de familiares – situação que não é aconselhada pela Direção-Geral da Saúde devido à junção de núcleos familiares –, dado que muitas delas não estão inscritas nas atividades de enriquecimento curricular (AEC) ou nas componentes de apoio à família (CAF) que funcionam dentro de escolas públicas e, por isso, se mantêm a funcionar.

A este semanário, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, salientou que as crianças com menos de 12 anos têm de estar «seguras» e ter os apoios necessários.

«São muitos ATL. Percebo que possa haver alguma limitação. Mas em algumas situações são crianças ainda muito dependentes e que ainda não têm muita autonomia, nomeadamente até aos 12, 13 e 14 anos. Por isso, terá de haver uma resposta. O que nós estamos a fazer é insistir para que os ATL continuem abertos. Há aqui uma responsabilidade do Estado para se obter uma resposta para que as crianças possam estar em segurança e ao cuidado de alguém», adiantou, acrescentando que também as próprias instituições têm de forçar a nota com as respetivas tutelas.

«As próprias instituições devem questionar a respetiva tutela: as que são IPSS, a Segurança Social, e algumas o Ministério da Economia, porque são privadas e dependem desse ministério. E têm de questionar», reforçou Jorge Ascenção, que, apesar disso, admitiu que as salas de estudo para jovens mais autónomos possam eventualmente estar fechadas. «Os mais crescidos conseguem ter mais autonomia, mas há situações muito complicadas. Os pais estão a contactar-nos constantemente porque estão cheios de dúvidas, apreensivos e preocupados. Não sabem onde deixam os filhos. Tem de haver uma solução, até no âmbito da Comissão Nacional de Proteção de Jovens», concluiu.

Mais testes e prioridade na vacinação

Os diretores de turma concordam com a decisão do Governo de manter as escolas abertas durante o confinamento, mas dizem que não basta deixar os estabelecimentos abertos. Falam em medidas adicionais para controlar o contágio da covid-19. Para tal, sugerem testes rápidos nas escolas e prioridade para os profissionais de educação no que toca à vacinação, quando chegar a hora de serem vacinados os serviços essenciais.

«Há que lembrar o primeiro-ministro, António Costa, da chegada às escolas dos testes rápidos ou de antigénio. Na quarta-feira, ele ressuscitou um anúncio que fizeram, em outubro ou novembro do ano passado, e que foi um anúncio que morreu. Ressuscitou o anúncio e espero que esse mesmo anúncio não volte a morrer, porque estes testes são importantes», começou por dizer o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, lembrando que, no que toca à vacinação, espera que o Governo «não se esqueça» de colocar os funcionários e professores na linha da frente.

«É fácil de explicar porquê. Vamos estar na linha da frente no combate. Numa guerra é preciso dotar os guerreiros de armas, e as armas neste momento são estas: os testes rápidos e a vacinação», atirou, também à espera, desde outubro do ano passado, dos «três mil funcionários» que o Governo prometeu fazer chegar às escolas.

Petições para fechar escolas

Nos últimos dias, milhares de pessoas assinaram petições contra a abertura das escolas durante este novo confinamento, nas quais, além de ser exigido o encerramento dos estabelecimentos, é ainda referido que o Governo não tem facultado informações e procedimentos a adotar.

«Abrir as janelas da sala de aula não é uma medida adequada. Não podem apenas esperar ‘para ver como vai’. O Governo deve colocar a saúde e a segurança das crianças acima de tudo e tomar medidas rigorosas para evitar a propagação da covid-19», pode ler-se numa das petições públicas, que já conta com mais de 84 mil assinaturas.

 

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Cumpro Hoje 10.000 Dias de Serviço Docente

Foi em 1 de setembro de 1993 que comecei ininterruptamente as minhas funções docentes, pelo que hoje, dia 17 de janeiro de 2021 se cumprem exatamente 10 mil dias nestas funções.

São 27 anos, 4 meses e 16 dias.

À data, este tempo de serviço serviria para estar a ser integrado no 10.º escalão (28 anos de serviço).

À data de hoje estes 27 anos, 4 meses e 16 dias de serviço apenas me colocam no limiar do 4.º escalão que por força de ausência de uma avaliação de mérito (Muito Bom ou Excelente) me irá colocar numa lista de vagas de 2022 para aguardar, talvez mais um bom milhar de dias, para progressão ao 5.º escalão ficando mais uma vez no lixo o tempo de serviço que ficarei a aguardar vaga.

Quem acha que os constrangimentos numa carreira longa como a que agora temos é motivadora para continuar a dar o litro todos os dias engana-se.

E os governantes que não conseguirem perceber que a carreira como existe é desmotivadora e tem enormes prejuízos para a vida profissional dos docentes, fazendo com que a desmotivação seja de longe superior à motivação também nunca irá perceber onde arranjar professores para os ter/manter no sistema de ensino.

 

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