O que pode acontecer no concurso de Mobilidade Interna 2021

 

Educação  18/19
CNE - 2020
Nº de Professores
>50 anos
Total
%
Artº 79
 2 horas redução CL
Nº horário
de 22 h (CL)
Artº 79
 4 horas redução CL
Nº horário

de 22 h (CL)
Educadores de infância
8068
15007
53,8




Professores 1º ciclo EB
10927
27669
37,2




Professores 2º ciclo EB
12026
21994
54,7
24052*0,896
= 21550
980
= 43100
1960
Professores 3º ciclo EB e secundário
36585
71727
51,0
73170*0,896
= 65560
2980
= 131120
5960
Total
67606
136397
49,6

3960

7920

Fonte: Estado da Educação 2019 (Edição 2020, CNE)

Em 2018/19 a % de professores do quadro (Ensino Público) é de 86,9%

Consultado em: https://www.cnedu.pt/content/edicoes/estado_da_educacao/EE2019_Digital_Site.pdf

1)      Se forem disponibilizados apenas Horários completos na Mobilidade Interna – atribuídos a todos os candidatos

– Numa primeira análise, a serem disponibilizados apenas horários completos na MI, se se tiver em vista a disponibilização de horários incompletos  aos docentes contratados, implicará a perda de cerca de 4000 a 7920 horários completos, uma vez que só vão a concurso as horas correspondentes à componente letiva, tendo como consequência a perda de horas que são utilizadas em tarefas que, nas disciplinas de Matemática, Português, Inglês são maioritariamente destinadas a coadjuvação, apoios educativos/Ara e, em disciplinas do secundário, em ARA;

–  Ficam primeiramente colocados os colegas mais graduados, maioritariamente mais velhos, os quais já têm redução da componente letiva (artº 79-ECD) e vão sobrar pequenos horários de 2, 4 ou 8 horas, que muitas vezes são difíceis de resultar em horário completo, somando todas as horas da mesma disciplina, e, como se tem vindo a verificar, de difícil aceitação por parte dos candidatos a contratação;

– Serão perdidas as horas de trabalho que completam os horários (incompletos), que são habitualmente atribuídas às mais  diversas tarefas, entre as quais aquelas já mencionadas acima.

– Muitos dos professores, menos graduados, candidatos a Mobilidade Interna não ficam colocados.

2)      Se forem disponibilizados primeiro apenas horários completos e só depois horários incompletos – Mobilidade Interna

–  Ficam primeiramente colocados os colegas mais graduados, maioritariamente mais velhos, os quais já têm redução da componente letiva (artº 79-ECD) e vão sobrar pequenos horários de 2, 4 ou 8 horas, que muitas vezes são difíceis de resultar em horário completo, somando todas as horas da mesma disciplina, e, como se tem vindo a verificar, de difícil aceitação por parte dos candidatos a contratação;

– Verificar-se-á um total desrespeito pela lista de graduação, uma vez que os candidatos mais graduados não terão acesso aos horários incompletos, verificando-se também um tratamento desigual, uma vez que não são dadas as mesmas oportunidades de escolha aos candidatos mais graduados.

 

 

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11 comentários

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    • Atento on 6 de Janeiro de 2021 at 13:03
    • Responder

    ————
    ———————-

    Claro que só devem ir a concurso Horários Completos.

    Já há muita gente nas “escolas” sem fazer nada (digo, coadjuvações e outras Tangas)……

    O Estado não deve desbaratar o Dinheiro dos Impostos pagos pelos CONTRIBUINTES com a criação de emprego docente ficticio.

    Os meninos e meninas que se candidatam a QZPês devem ser OBRIGADOS a lá permanecerem até ao proximo concurso.

    ————–
    ——————————

    • Alecrom on 6 de Janeiro de 2021 at 13:15
    • Responder

    A Mobilidade Interna E Reparadora De Angústias (MIERDA), não pode voltar a ser mais do mesmo. Se os geringonços quiserem voltar à ofensa Leitão, nós…
    nós até os comemezios, lol!

    A MI é uma forma, uma tentativa de reparar, de minimizar injustiças. Não é para as institucionalizar.

      • Alecrom on 6 de Janeiro de 2021 at 13:18
      • Responder

      MI Nossa que estás na calha,
      Abençoado seja o Teu resultado!
      Venha a nós a Revogação das injustiças Leitão.
      Seja feita a Nossa vontade, assim na escola A ou no agrupamento B.
      Perdoai as ofensas do Costa tanto quanto nós já o perdoámos.
      Não deixai a Geringonça cair em tentação.
      E… GAITA p’ra isto,
      dai-nos uma boa colocação.

      • Alecrom on 6 de Janeiro de 2021 at 13:20
      • Responder

      A trinta d’agosto
      Na Coba da DGAE
      Aparxeu vrilhando
      A Birgem EMiiiiii!

      Abé, Abé…
      Abé EMiii! [br]
      Abé, Abééé… [br]
      Abé EMiiiiiiiiii!!

    • MISTÉRIO on 6 de Janeiro de 2021 at 16:31
    • Responder

    Concordo plenamente. Aliás os QZP´s deveriam SEMPRE ser obrigados a concorrer primeiro às escolas da sua zona, só assim faz sentido falar em graduação e equidade.

    • Injustiça á vista on 6 de Janeiro de 2021 at 17:51
    • Responder

    Não faz sentido obrigar os qzp concorrer em primeiro ao seu qzp pois desde 2013 que o acesso as vagas dos extras está vedado ao pessoal do quadro.

    Em época de pandemia faz algum sentido manter a área geográfica destes qzp? Faz sentido atribuir só horários completos?????

    O governo está muito confiante nas vacinas covid, mas a ver vamos se elas serão a solução e quando é que de facto levam á imunidade !!!!!

    Andamos a pensar na economia ao invés da saúde física e mental das pessoas/ trabalhadores/professores!!!

    • Eco on 6 de Janeiro de 2021 at 21:57
    • Responder

    “Andamos a pensar na economia ao invés da saúde física e mental das pessoas/ trabalhadores/professores”

    Como diria o outro, é a Economia,estúpido.

  1. A propósito da mobilidade interna e do concurso interno já abordado neste blog num post anterior:

    Claro que a resposta é ninguém sabe, nem ninguém nos informa…. Mas:
    1. O concurso de 2015 foi designado de intercalar, e por isso teve a duração de dois anos, dos que faltavam para os 4. O de 2018, foi designado pelo próprio ministério por antecipado. Embora possamos esperar qualquer “coisa”, seguindo a lei, deveria ser por 4 anos, isto é, até 2022. Não vejo nenhuma justificação válida para ser só de 3 anos!!!!!

    2. O “texto” que o ministério arranjou que um tribunal aprovasse, segundo os próprios, só não se aplicou em 2020 à mobilidade porque os procedimentos já tinham começado. Assim, não vejo porque não se pode aplicar este ano à mobilidade sem que exista concurso interno.

    3. Ninguém achou estranho, mas esse acórdão foi publicado em Abril (em plena pandemia e confinamento generalizado), e em agosto (altura de férias letivas e da assembleia da república ), o ministério comunica, através de uma nota informativa, essa decisão…. Parece-me algo suspeito e mesmo desonesto. Mais, o tribunal constitucional, em 2018, não deu razão ao governo! Não há uma hierarquia em termos de organismos de justiça em Portuga??l!!! Alguém que investigue.
    E todos os partidos da oposição que votaram a lei em 2018, não se sentem desconfiados nem desautorizados? Que fizeram até agora?

    4. Dizem que essa decisão (que é obviamente pura birra politica!!!! ) é para uma melhor gestão dos recursos. Ora bem, quando se verifica que esses recursos são escassos (veja-se a falta de professores que está a ocorrer este ano) e as injustiças já bem explicadas e visíveis em 2017, só se percebe com teimosia e falta de respeito.

    Espera-se uma atuação firme dos sindicatos! (que já devia estar a ocorrer desde agosto…)

      • Alecrom on 7 de Janeiro de 2021 at 7:58
      • Responder

      Os sindicatos estão firmes e hirtos.
      Nunca a sua ação foi tão eficaz: conseguiram calar-nos de vez, lol.
      O polvo beatopatriótico domina por completo: do professor ao juiz.

    • Maria on 7 de Janeiro de 2021 at 22:21
    • Responder

    Pense um pouco, um professor com redução da componente letiva não tinha hipótese de concorrer. Justiça nos concursos?

    • Pctec on 8 de Janeiro de 2021 at 21:40
    • Responder

    Vejamos a situação dos professores qzp de informática… Com horário letivo completo pergunto, quem irá fazer a manutenção do parque informático das escolas? E a configuração e manutenção dos equipamentos que estão a chegar às escolas? Irá o ministério contratar finalmente empresas especializadas nesta área para assegurarem estas funções? Não me parece! Deverá estar o ministério à espera que o professor de informática ofereça o seu tempo em prol do bom funcionamento da escola! E viva a democracia!

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