A desmontagem do mito do contágio nas escolas

 

Que hoje os números confirmam o mal que se está, já toda a gente anda ou andará a dizer. Venho mostrar outra coisa.
Estas linhas mostram a proporção de cada faixa etária ao longo do tempo.
No início, era quase tudo devido aos profissionais mais avançados na carreira, que iam ao estrangeiro. Isso dificulta a leitura do gráfico, por isso junto uma versão amputada das percentagens altas, para se ver melhor.
Isto a propósito de ter ouvido alguém no fórum da TSF, esta manhã, dizer a barbaridade “nas escolas ninguém se contagia, leva-se é o contágio das famílias”.
Vejam o comportamento das linhas dos alunos dos 10 aos 19 anos.
Onde há a grande subida de casos? Entre o final de agosto e o início de dezembro.
Onde deixou de crescer a representação deste grupo? Durante o mês de dezembro. As férias começam a meio, lembremo-nos.
Curiosamente, a faixa 0-9 cresceu um pouco em setembro, mas não em outubro. Voltou a crescer durante novembro, mas não em dezembro.
Olhando para isto e para alguns trabalhos sobre grau de transmissibilidade de menores, que apontam os 10-12 anos como a altura em que transmitem tanto como adultos, creio que isto pode dar ideias para atuar.
ACRESCENTO: a minha leitura explicativa.
1.º Os profissionais adiantados na carreira, que fazem viagens ao exterior ou fazem aí férias de inverno, trazem o vírus para Portugal (40-49 anos). É detetado não diretamente neles (casos menos graves) mas nos colegas de trabalho mais velhos (60-69).
2.º Mas o contágio não está disseminado nesses mais velhos, está nos de 40-49, que rapidamente emergem com a maior proporção de contágios nos testes. Contagiam os colegas de trabalho da mesma idade, parceiros e amigos.
3. Depois os subordinados e alguns amigos ou parceiros mais novos (30-39 anos).
4. Quase de seguida, os colegas e amigos um pouco mais velhos, com quem têm contacto, embora não tanto (50-59 & 60-69) e filhos jovens (20-29).
5. Também nesse processo, mas um pouco mais devagar, por terem menos contacto com eles, os pais ou avos (70-79).
6. De seguida, à medida que visitam lares ou avós idosos, ou os contágios secundários visitam os pais/avós idosos, propaga-se aos 80-89.
7. Chegamos ao momento em que toda a gente está alerta: início de abril.
8. Quase nada muda os mais idosos resguardam-se e vão descendo lentamente. Os mais jovens não se preocupam tanto e vão subindo lentamente. As crianças estão fora da escola.
9. Chegamos ao verão. Toda a gente com cuidado, toda a gente estável.
10. As férias de agosto fazem aumentar o contágio entre jovens e crianças, mas em ambiente familiar e de vizinhança, lentamente.
11. Iniciam-se as aulas. Aceleram o contágio entre adolescentes.
12. Terminam as aulas. Estabiliza.

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5 comentários

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    • JJM on 8 de Janeiro de 2021 at 11:00
    • Responder

    O virus não tem cartão de estudante, esta é a razão pela qual as escolas – mesmo as do terceiro ciclo, secundário e universitário em que a autonomia dos alunos já não impede as funções dos pais – deverão permanecer abertas.

    • Rui Filipe on 8 de Janeiro de 2021 at 11:54
    • Responder

    Cada dia que passe , de não se fecharem as escolas, irá piorar o contágio da pandemia. Esperemos mais uma semana e muitos já não serão contra os fechos das escolas.
    Esperemos para ver.
    O confinamento geral , já ontem era tarde.
    Caminhamos infelizmente, para se ir morrer em tendas de campanhas militares.

    • farto de emplastros do governo on 8 de Janeiro de 2021 at 12:19
    • Responder

    Análise bem feita, ao contrário daquela que nos tentam incutir a todo custo pelos ouvidos e olhos, nos meios de comunicação social, tentando fazer de todos nós umas bestas quadradas.

    • FIlipe on 8 de Janeiro de 2021 at 16:54
    • Responder

    O mal é todos andarem obrigados a usarem preservativos rotos na cara e a desinfetarem as mãos quando o vírus está espalhado da ponta das unhas dos pés às pontas do cabelo . Mas este fim de semana aproveitem novamente . Mais um fim de semana de “bar aberto” até às 13horas nas portas dos hipermercados e afins . Aproveitem a festa da Covid – 19 enquanto for gratuita e planeada pela dupla dos maiores genocidas da História de Portugal , a dupla Marcelo/Costa são os DJ´s da casa . Ainda ninguém percebeu que este vírus é quebrado só na solidão e não de forma social onde “viverá” para sempre .

    • Atento on 8 de Janeiro de 2021 at 19:43
    • Responder

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    Meus caros!…divulguem o numero que Professores, Funcionários e Alunos que:

    – estiveram contaminados;
    – estiveram em CUIDADOS INTENSIVOS;
    – MORRERAM por COVID 19.

    Grato pela atenção dispensada.

    Se a generalidade dos professores não fossem uns BANANAS e se os diretores/professores não fossem umas BESTAS QUADRADAS …..as coisas resolviam-se e as “escolas públicas” ja estavam fechadas.

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