Docentes do grupo de risco estão a regressar às escolas
Muitos dos docentes que pertencem ao grupo de risco para a Covid-19 estão a regressar às escolas, revelou esta segunda-feira o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.
Out 20 2020
Muitos dos docentes que pertencem ao grupo de risco para a Covid-19 estão a regressar às escolas, revelou esta segunda-feira o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.
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Out 20 2020
Neste Domingo, o Telejornal da RTP dedicou uma reportagem ao balanço do primeiro mês de aulas depois do confinamento, enviando para o efeito uma equipa para entrevistar os pais e alunos de várias escolas Secundárias.
E o balanço é simples e peremptório para os pais entrevistados: o regresso à escola tem sido uma desilusão.
Isto porque, e de acordo com os mesmos pais, estamos a enviar os nossos filhos para um espaço carregado de regras que não deixa as crianças viver o seu dia-a-dia.
O seu dia-a-dia? Interrogo-me, para de seguida ouvir a explicação, ou não fossem os dias das crianças feitos para o convívio, a brincadeira, jogar à bola e a correr.
Acrescentam os mesmos pais a sua indignação pelo facto de a escola não permitir aos seus filhos a vivência da adolescência, supostamente violando os seus direitos como crianças e menores que são, retirando-os do contexto social em benefício do enfoque académico.
Resultado: nem as crianças podem ser crianças, nem os adolescentes podem adolescer.
Estupefacto diante da estupefacção destes pais, diante do écran pergunto-me se por acaso está o mundo virado do avesso?
E o que pensam os pais deste país? Ser a escola um local de recreio para onde vamos essencialmente para socializar?
Ou não será antes a escola um lugar de aprendizagem por excelência?
Sejamos pragmáticos: um aluno que frequenta o ensino Secundário não está senão a frequentar o curso de ensino Secundário.
Aquando do seu término, o aluno trará debaixo do braço um certificado, o certificado do ensino Secundário completo e concluído.
O aluno está, por conseguinte, a estudar, sendo da competência da escola o leccionar dos objectivos das mais variadas disciplinas de modo a dotar o futuro aluno com as competências básicas para, findo o ensino Secundário, enveredar pelo mundo do trabalho ou pela progressão dos estudos.
E se a componente social é inerente aos intervalos e aos tempos antes e depois das aulas, esta não é de modo algum preponderante, não garantido por si só a aquisição de quaisquer habilitações académicas.
Em resumo: as crianças e adolescentes vão para a escola para aprender.
Infelizmente, quando temos pais cuja visão da escola é a de um campo de férias, estamos diante de pais, mas também de filhos e futuros adultos cuja valorização da educação é próxima de zero.
E se o problema é a presente pandemia, ainda menos se entende a indignação de quem já sabe à partida ser a socialização um dos modos de propagação da doença.
Deste modo, não se compreende a sua surpresa diante da rigidez das regras em vigor, regras essas estabelecias para salvar vidas, a começar pelas vidas dos nossos filhos.
Estarão os pais sequiosos de ver nos filhos a adolescência que nunca tiveram? Incapazes de compreender o seu papel de educadores no incentivo da curiosidade e da aprendizagem dos mais novos? Igualmente incapazes de compreender a relevância do seu papel de facilitadores de conhecimento na estreita colaboração com a escola e os professores?
Se um dia fui à escola, tal foi com um único intuito: aprender. E aprender sobre ciências, sobre biologia, ter média para entrar para a faculdade, estudar e aprender.
Parede uma premissa simples, a de se ir para a escola para aprender. Infelizmente, os pais deste país não parecem estar de acordo e até prova em contrário a escola é, e continuará a ser, o local de eleição para o convívio, a brincadeira, para jogar à bola e correr: a escola como lugar de entretenimento, portanto.
Parafraseando Daniel Sampaio, mais de vinte anos depois peço, por favor, inventem-se novos pais!
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Out 20 2020
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Out 19 2020
Muitas escolas têm inscrito no seu regulamento interno o uso ou simplesmente a presença de telemóveis ou smartphone em sala de aula. Com esta nova indicação, que já foi discutida na praça pública e que, hoje, o ministro veio reforçar, os Regulamentos Internos das escolas vão ter que sofre alterações ou apenas adaptações para que tal seja possível. Preparem-se para receber a convocatória do Conselho Pedagógico com tal ponto de ordem… (Alteração do Regulamento Interno a fim de possibilitar o uso da aplicação StayAway dentro da sala de aula e outras instalações educativas)
Vai ser giro ver os alunos a fazer uma prova de resistência com o smartphone na mão ou simplesmente pendurado ao pescoço… pode ser que até os vejamos em brincos!
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Out 19 2020
A mediatização da pandemia reentrou num auge, mas a saúde emocional exige que se pense para além disso. E nem tudo é negativo. Por exemplo, a Europa está a responder muito melhor do que na crise anterior. É um sinal de esperança para a economia e espera-se que salve vidas.
A propósito da Europa, conhecemos o que se vai escrevendo sobre o modo como Portugal usou fundos estruturais. Os ângulos de análise extremam-se e talvez um qualquer ponto intermédio se aproxime da verdade. É também por isso que concordo com António Costa Silva e com a ideia crucial de um portal com a publicitação de todos os actos.
Aliás, desde a mudança de milénio que as organizações que gerem verbas do orçamento do estado o podem fazer (e há exemplos bem documentados). Todas têm um software onde inscrevem receitas e despesas e se não têm um sítio na internet devem ter. Como são fundos públicos, a publicitação em tempo real, que fica à distância de um clique depois de devidamente programada, ou com um prazo semanal entre o acto e a exportação, assegura o escrutínio das irregularidades de quem se apropria do bem comum. Mas também permite o estudo das opções. O financiamento dos contribuintes exige essa elementaridade.
Repare-se nos recentes nomeados para coordenadores regionais. Imagine-se que uma região aglutina os orçamentos de cinquenta concelhos e que o coordenador privilegia nos actos financeiros e administrativos o concelho de onde é originário. Podia até não cometer irregularidades, mas lesaria a coesão territorial e os interesses do país. Aliás, um dos motivos do nosso atraso é o comportamento atávico ou com aspirações oligárquicas.
Inscrever um procedimento transparente também eliminaria a apresentação do global dos orçamentos meses depois do fecho do ano e em formatos “ininteligíveis”. Seria uma espécie de “StayAway falta de transparência” sem exigências de constitucionalidade. E se tanto se discute, e bem, a obrigação da StayAway Covid, “não se percebe” porque é que a proposta verdadeiramente reformista de António Costa Silva passa tão despercebida e nem sequer é de instalação obrigatória.
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Out 19 2020
Considerando o potencial interesse para Pais e Professores informamos que este sábado dia 24 de outubro às 10h decorrerá o evento online “Workshop Gratuito | 5 Passos para Educar uma Criança: Neurodesenvolvimento e Comportamento” organizado pelo Centro CEREBRO – Braga.
Para informações adicionais e inscrições pode ser consultado o seguinte link:
https://www.facebook.com/events/1658313264333702
Fundado em 2015, o Centro CEREBRO é uma instituição especializada em saúde cerebral que combina tecnologias inovadoras no cuidado de doentes do foro neurológico e do neurodesenvolvimento bem como do foro neuropsiquiátrico e psicológico.
Focamos a nossa atividade na perturbação e saúde mental assim como na doença e lesão neurológica, em crianças, jovens e adultos, populações neurológicas e em terapias não-farmacológicas baseadas na evidência científica.
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Out 19 2020
Não são só os pais que estão preocupados com as novas medidas da DGS, os professores também estão preocupados. Se um aluno voltar à escola sem a realizar um teste com resultado negativo que certezas é que se têm que o aluno já não está infetado. Sabendo que algumas pessoas ficam infetadas durante várias semanas além dos 14 dias, esta medida vem trazer um clima de desconfiança e medo às escolas e à comunidade educativa. Será que a D. Graça consegue trabalhar num clima destes?
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Out 19 2020
Como sabemos, poderá estar para breve a revisão das carreiras especiais, onde se enquadra a dos professores. A principal premissa para que a queiram rever é perigosa porque vai no exato caminho da poupança na Educação e da desvalorização da profissão. Em primeiro lugar importa perguntar que medidas tomar para que os professores que estão no sistema não desistam da profissão? Melhorar a carreira quer na sua progressão, quer nos seus vencimentos, democratizar e desburocratizar a escola, valorizando a profissão docente. Serão estas as principais medidas a adotar? Acredito que sim. Sobre a carreira docente gostaríamos de dar o nosso contributo.
Democratizar a escola: todos os cargos de chefia, médias, intermédias e de topo, nas escolas, deveriam ir a sufrágio direto. A comunidade escolar deveria poder eleger o seu diretor, o seu coordenador de departamento, o seu coordenador de escola, desde que estes fossem elegíveis, tendo a formação académica e de anos de experiência requeridos para o cargo a que se candidatem.
Finalmente relativamente aos escalões propunha 6 escalões de seis anos, com algumas nuances para os monodocentes. Haveria avaliação, num modelo a definir, séria, justa e reflexiva, que não interferiria com a progressão, mas que deveria ter em conta a melhoria de práticas do docente assim como o contributo de cada um numa escola que se deseja aprendente. Para atrair/manter os professores, que são das classes mais academicamente preparados, a carreira remuneratória devia ser revista em alta.
Suplementos Sub Diretor, coordenadores de departamento e de escola – 470€
Suplementos Diretor – 640€
Finalmente a redução da componente letiva:
| Monodocência | Escalão | Regime Normal |
| 25 | 1.º 2290€ (6 anos) | 22 |
| 25 | 2.º 2415€ (6 anos) | 22 |
| 25 | 3.º 2795€ (6 anos) | 22 |
| 20 | 4.º 3175€ (6 anos) | 18 |
| 16 a) | a) 5.º 3555€ (4 anos)
b) 5.º 3555€ (6 anos) |
16 b) |
| 16 a) | a) 6.º 3835€ (4 anos)
b) 6.º 3835€ (6 anos) |
14 b) |
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Out 19 2020
FALTA DE PROFESSORES EM INÚMERAS ZONAS DO PAÍS LEVA-OS A CRIAREM PETIÇÃO PELO FIM DA PRECARIEDADE
No 20 de outubro, pelas 17 horas, os representantes da Petição Nº 123/XIV/1“Alteração dos intervalos a concurso, nomeadamente, o ponto 8 do artigo 9º do Decreto-Lei nº 132/2012 de 27 de junho”, irão ser ouvidos na Audição na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.
Ao responder aos apelos que os professores contratados fazem na petição, o Parlamento tem a chave de ouro para MINORAR o problema de falta de professores. Sabendo que até 2025 mais de 30 % dos professores sairão do sistema e que os cursos de ensino têm cada vez menos candidatos, urge a necessidade de tornar a profissão mais atrativa.
A falta de professores é consequência direta de:
1. Um vencimento baixo, sem atualização anual, ao contrário do que acontece com o SMN.
2. Milhares de horários incompletos, com vencimentos abaixo do salário mínimo nacional: Nos primeiros 10 dias do mês de outubro foram disponibilizados mais de 1660 horários para Contratação de Escola. Desses horários, 1421 foram recusados porque correspondem a um vencimento líquido de 552 euros, sem direito a subsídio de alimentação diário.
3. Horários completos de docentes efetivos, ausentes por motivo de atestado, traduzem-se em horários incompletos para contratados, em regime de substituição temporária, por um terço do vencimento.
Muitos horários de substituição de docentes efetivos, que estão de atestado por motivos de saúde, e que recebem cerca de 3 mil euros de vencimento bruto, no 9º escalão, com 14h letivas (redução ao abrigo do artigo 79º do ECD) traduzem-se em cerca de 970 euros ilíquidos para um contratado, um terço do vencimento do docente que substitui.
4. Os intervalos de horário (carga letiva semanal) a que os professores têm de concorrer são amplos, sendo um jogo de sorte ou azar ser colocado num horário que se traduza num vencimento acima ou abaixo do salário mínimo nacional.
5. Colocações a centenas de quilómetros das áreas de residência, com custos extra de deslocação, alojamento e despesa emocional e familiar insustentável, sem apoio ou incentivo estatal.
Em suma,
As condições de trabalho dadas aos professores contratados ficam muito aquém das responsabilidades e importância das funções que exercem, provocando insegurança e instabilidade financeira, familiar e emocional, muitas vezes até “pagando” para trabalhar, com o único intuito de acumular tempo de serviço. Para muitos professores é mais vantajoso financeiramente, e também a nível familiar, estar a trabalhar perto de casa num emprego não especializado do que aceitar uma colocação a quilómetros da sua residência, afastando-se da sua família e tendo despesas muitas vezes incomportáveis com o vencimento que auferem, pois é sobejamente conhecida a problemática das rendas de casa, principalmente, mas não só, na Área Metropolitana de Lisboa.
Esperamos que o Parlamento não remedeie a situação com uma solução ilusória a curto prazo, que não resolverá os graves problemas de base que existem na colocação de professores. Esperamos também que, celeremente, corrija o crasso erro aquando da rejeição, no dia 14 de fevereiro de 2020, do Projeto de Lei 85/XIV/1.ª do BE e do Projeto de Lei 97/XIV do PCP, que pretendiam que voltasse a ser contabilizado o tempo integral para a Segurança Social dos professores com menos de 16 horas letivas. A sua rejeição tem
o efeito de privação, mesmo se não total, em prestações de apoio e proteção na doença e até na maternidade, para além do efeito futuro na aposentação Urge a mudança das atuais regras de concurso, conforme mencionado no texto da petição.
O Concurso Nacional e Reserva de Recrutamento assemelha-se a uma autêntica “tômbola da sorte”, já que,
até à saída das listas (CI e RR), os docentes não sabem a carga horária que lhes vai ser atribuída, quanto
irão auferir mensalmente e, consequentemente, quantos dias terão declarados à Segurança Social.
Quadro 1 – Intervalos a concurso.

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Out 19 2020
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Out 19 2020
Título: “Exotic Man” | Autores: “Barnaby Catterall“
Um alienígena faz uma viagem para se encontrar em uma pequena cidade litorânea britânica.
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Out 19 2020
Passa tudo. Até os que anularem a matricula à disciplina. E os valores que os pais tentam incutir na educação para a educação académica dos seus filhos, não vale nada. Faz-me lembrar aquela história do professor que achava a média dos testes da turma e dava a mesma nota a todos os seus alunos, estudassem ou não. Todos sabem qual foi o resultado de tal experiência…
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Out 18 2020
A respeito deste artigo publicado no dia 16 de outubro:
Aproveitamos para esclarecer a situação descrita no artigo acima: tivemos conhecimento pelo professor de que foi a escola a denunciar o primeiro contrato (cujos pormenores não interessam para a situação em análise), tendo posteriormente a administração escolar aceitado reintegrar o professor em causa na lista para a reserva de recrutamento.
Desta forma, a situação foi resolvida de forma célere, não tendo o professor sido ainda mais penalizado (para além do stress causado pela situação) e conseguiu obter colocação num intervalo de horas semelhante na reserva de recrutamento seguinte.
Agradecemos o cuidado tido no esclarecimento desta da situação!
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Out 18 2020
Mais uma vez desenvolvemos uma aplicação com utilidade para as escolas para fazerem o seu cálculo dos Assistentes Operacionais, de acordo com as novas regras publicadas na Portaria n.º 272-A/2017, de 13 de setembro, com as alterações produzidas pela Portaria n.º 245-A/2020, de 16 de outubro, retificada pela Declaração de Retificação n.º 40-A/2020, de 16 de outubro.
Aqui podem aceder à versão consolidada da Portaria.
Para acederem ao simulador entrar aqui ou clicar na imagem seguinte:
Este simulador foi desenvolvido mais uma vez com o apoio do João Carlos Fonseca e espero que seja de grande utilidade para as escolas ou para quem tenha de definir o Ratio dos Assistentes Operacionais para as escolas.
Já passamos a considerar neste simulador o seguinte:
5 – Para efeitos dos números anteriores ter-se-á em consideração o seguinte:
…
b) Nos estabelecimentos de ensino de cuja aplicação das subalíneas ii) e iii) da alínea c) do número anterior resulte efeito depreciativo no número de assistentes operacionais, o ratio de assistentes operacionais por conjunto de alunos é sempre o resultante da aplicação da subalínea antecedente;
(este é um dos artigo que também devia ser retificado porque a alínea c) passou a ter 5 subalíneas na nova portaria)
NOTA: O simulador não dispensa a consulta da legislação em vigor.
Se detetarem qualquer erro no simulador agradeço que me seja comunicado para este e-mail
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Out 18 2020
2. De acordo com os procedimentos previstos no referido plano de contingência e com as determinações da autoridade regional de Saúde, um conjunto de 31 alunos da escola já foram identificados para realização de testes.
3. Com exceção para esse conjunto de alunos, que amanhã não comparecerá na escola, o estabelecimento de ensino funcionará num plano de normalidade, estando assegurada a realização das atividades letivas habituais, em condições de segurança.
4. Por tratar-se de um caso detetado na sequência de teste positivo de um familiar que, contrariando todas a normas e recomendações, não respeitou o isolamento a que se devia ter sujeitado até confirmação do resultado do teste realizado no Aeroporto após regresso da cidade do Porto, a SRE volta a apelar à rigorosa observância das normas e recomendações da autoridade de Saúde e dos procedimentos dos planos de contingência das escolas, sob pena da segurança coletiva ser posta em causa por atos de irresponsabilidade individual.
Funchal, 18 de outubro de 2020
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Out 18 2020
Poucas horas depois da aula, soube-se que a Joana Lobo Xavier testou positivo à covid-19. De imediato, alunos e professores receberam no domicílio uma equipa multidisciplinar da SNS48 extraplus sem o incómodo de arriscadas deslocações terrestres. Não foram agressivamente testados. Instalaram-lhes o último grito do centro de estudos avançados do Palácio de Belém: a cómoda e discreta ZaragatoaNano com Bluetooth. Os alunos ficaram de quarentena. Têm idades que frequentemente requerem internamentos por infecções covid-19. Já os professores, continuaram a leccionar e a contribuir para a imunidade de grupo com alta protecção de grupos de risco (apesar da OMS, agora que se libertou de Trump, considerar “a imunidade de grupo uma falácia perigosa sem evidência científica“).
A fase experimental da ZaragatoaNano com Bluetooth (a ZNB repele contactos infectados num raio de 50 metros) estimula a realização de abundantes selfies, com 2 ou mais pessoas, como método seguro e popular de aceleração da imunidade de grupo e da tranquilização das comunidades. Ainda no caso dos professores, assegurou-se-lhes que se a ZNB acender a luz vermelha são medicados em tempo real com um “cocktail” de anticorpos financiado na totalidade pelo programa governamental “#estamosOn“.
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Out 18 2020
Com excepção dos enfermeiros e dos auxiliares de educação, a falta de profissionais não parece ser uma causa importante dos atrasos, da ineficiência e da desigualdade. Nem as percentagens da despesa no produto. Há que procurar causas e remédios noutras áreas.
Com ou sem crise, no início do ano lectivo ou em pleno período de exames, por altura das matrículas ou na época das avaliações, uma evidência parece impor-se, de tal modo é proclamada: não há professores que cheguem! Os professores estão velhos, há demasiados alunos por turma, há alunos sem aulas por falta de professores… É verdade que faltam auxiliares, os edifícios estão em mau estado… Mudam os programas e mudam os manuais… Mas um tema se sobrepõe: faltam professores!
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Out 18 2020
Num momento em que os casos de infetados pela pandemia atingiram números alarmantes, retirando importância ao assunto, o país tem a subtileza de falar sobre tudo e todos, menos das escolas e dos professores.
Ajuntamentos com mais de cinco pessoas são proibidos, exceto nas escolas.
Distanciamento de dois metros entre as pessoas é obrigatório, menos nas escolas.
Nas escolas, onde também se deveria zelar pela segurança de todos, temos salas de aula com perto de trinta pessoas em espaços de trinta metros quadrados, evidenciando as fragilidades escondidas debaixo do tapete durante anos por sucessivos governos e por uma sociedade que só tem visto a escola como um depósito para os filhos.
Todos os que lá estão, sobretudo os adultos, incluindo os professores que, pela idade avançada constituem um grupo de risco, sabem perfeitamente ao que vão, da falta de meios de proteção, mas têm de ir. Estão cientes de que, diariamente no seu local de trabalho, estão a colocar em jogo a própria vida numa lotaria do inferno. Têm a perfeita consciência de que todas essas regras de higiene e segurança se aplicam a todos os cidadãos, menos a eles e aos alunos (embora estes, na esmagadora maioria, assintomáticos).
Mas, perante esta situação, o que se diz diariamente sobre isso nas ruas e nos noticiários?
Nada.
Quando se discutem os riscos e a situação que existe em todo o lado, menos nas escolas, não me parece que o silêncio sobre o assunto seja inocente. De facto, não é preciso grande esforço para nos apercebermos de que ninguém fala nem quer falar do que efetivamente se passa nas escolas para não causar alarido nem pânico, indo ao encontro de um único interesse – o proveito próprio. Ninguém quer admiti-lo, pois é conveniente para todos que aquele – mais do que nunca – reservatório de crianças, continue a funcionar. É preciso que esteja de portas abertas a receber os seus filhos para os pais poderem ir trabalhar, para a economia não entrar em crise, para o país não colapsar (bem defendia eu durante anos que uma greve de alguns dias seguidos faria parar o país e, finalmente, a nossa voz seria ouvida).
Desde jornalistas à classe política, passando pelo cidadão em geral, todos eles têm interesse em ter as escolas a funcionar (seja em que condições for, nem que colocando em causa a integridade dos professores). O bem pessoal fala mais alto e nem uma palavra se ouve sobre o perigo daqueles que a frequentam, pois a premissa é fazer de conta que ali, onde se ensina, nada se passa de anormal.
Movidos por um ato de falsa cortesia e impura dose de reconhecimento que visa santificarem-se dos pecados da inveja e da calúnia reinantes noutrora, as pessoas pararam de falar mal dos professores. Num momento em que os docentes estão a arriscar a sua saúde e as suas vidas, a população, agindo em proveito próprio, preferiu calar-se e ignorá-los. Esta é a verdadeira máscara social que esconde uma elevada dose de hipocrisia e de oportunismo. As vozes que difamavam os professores, só se calaram para nada falarem quando estes estão a pôr a sua vida em risco em favor dos nossos jovens, da sociedade e da nação. Sempre foi assim neste cantito da europa… as pessoas só falam bem dos outros quando partem ou quando são recebidas algures na glória do Senhor, pois as suas bocas costumam estar demasiado ocupadas a injuriar e a ofender.
Só é pena que em tempos idos, quando precisavam de estar calados, não faltaram língua viperinas contra os professores e agora que era preciso escutar uma palavra de apreço ou preocupação, reine este doentio pacto de silêncio.
Disse para mim mesmo que não tenho ilusões quanto a uma mudança de mentalidades pois, as poucas vozes que hoje falam dos professores, são apenas para dizer que são uns afortunados por pertencerem à função pública e terem emprego assegurado. Mas sempre foi muito mais fácil odiarem os outros do que assumirem tudo aquilo que os incomoda e a responsabilidade nas falhas parentais que têm na educação dos filhos.
Talvez, por isso, vigore esta paz podre, pois aconteça o que acontecer àqueles que estão a colocar em risco a sua vida para que os filhos dos outros não percam aprendizagens e possam ter um futuro condigno, o que vale e interessa à sociedade, é saber que amanhã o depósito voltará a estar aberto.
A isto se resume o sonho do homem moderno: um carro à porta, um telemóvel na mão, um televisor entupido com novelas e futebol e um armazém a funcionar a tempo inteiro onde possam depositar os filhos e irem levantá-los ao fim do dia, de preferência sem trabalhos de casa, com o banho tomado e de barriga cheia, prontos para irem para a cama.
Carlos Santos
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Out 18 2020
Samuel Paty, barbaramente decapitado por ter ensinado e defendido a liberdade de expressão.

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Out 18 2020
Estas duas medidas resolvem o problema que se vive, na Educação, em Espanha, bastante semelhante ao de Portugal (pelo menos na escassez de professores que queiram trabalhar em determinadas regiões do país).
Um destes dias estarão, e estaremos, como o Reino Unido, basta ter feito uma cadeira de matemática no curso que abordasse o programa do ciclo de ensino e já se pode ser professor. (houve uma altura que tentaram “recrutar” os militares em fim de contrato para ir dar aulas)
Quem sabe se não recuaremos 30 anos em que com o 12.º ano já se podia dar aulas… em Espanha para lá caminham.
El Gobierno ha conseguido sacar adelante en el Congreso el Real-Decreto-ley por el que se adoptan medidas urgentes en el ámbito de la educación no universitaria, con 187 votos a favor. La norma, que abre la posibilidad de que los alumnos pasen de curso sin límite de suspensos y que se contrate a profesores que no tengan aún el máster específico habilitante, ha sido convalidada con 187 votos a favor de PSOE, Unidas Podemos y los partidos nacionalistas e independentistas.
PP, Vox y Cs han votado en contra. Durante la defensa del texto, la ministra de Educación y FP, Isabel Celaá, ha afirmado que las medidas contempladas en el mismo dan respuesta a las “preocupaciones” que se han ido manifestando en las conferencias mantenidas con las comunidades autónomas para debatir sobre el desarrollo de la actividad escolar.
En concreto, ha defendido la contratación de docentes sin máster específico, ya que, a su juicio, la situación actual “obliga a reforzar las plantillas de manera urgente”, y “ello puede implicar que, en algunos casos, ciertamente pocos, pero no desdeñables, no se disponga de candidatos suficientes idóneos”. “No resulta aceptable que haya grupos de estudiantes sin docentes”, ha lamentado.
También ha defendido que la norma permita modificar los criterios de evaluación y promoción, de modo que los centros puedan decidir si un alumno pasa de curso y se titule sin límite de suspensos, pues “el objetivo no es otro que dar respuesta a las diferentes situaciones generadas por la pandemia”. “Afirmar que podrá titularse con suspensos es sencillamente falso”, ha defendido, pues se tratará de una decisión “global” y “no aislada” que se tomará de forma colegiada por los equipos docentes del centro.
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Out 17 2020
Título: “Rotoscopia – A Bailarina”” | Autores: “Lucas Argentat“
Na expectativa de encontrar uma nostalgia ao rever objetos de seu passado, uma menina encontra uma caixinha de música que a envolve em um sonho de infância não realizado, de se tornar uma Bailarina. Curta-metragem animado utilizando a técnica de Rotoscopia, ilustração sobre o material gravado.
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Out 17 2020
À semelhança da semana passada, publico os números referentes aos professores não colocados após a publicação da Reserva de Recrutamento 6.
Pela análise dos números, percebe-se que também no grupo 510 – Física e Química deixou de haver professores disponíveis no QZP 7 para as próximas reservas, apesar de as listas de não colocados contarem ainda com 255 candidatos.
O quadro abaixo torna evidente que o número de professores disponíveis tem vindo a diminuir, mas que o problema não tem o mesmo impacto em todo o território nacional.
Se não contabilizarmos os grupos de Educação Pré-Escolar, 1º ciclo e Educação Física, percebemos que restam pouco mais de 1000 professores disponíveis para preencher horários completos no QZP 7, número esse que será bem menor se considerássemos também os incompletos.

Há problemas estruturais que vão desde a formação de professores, até às condições de trabalho nas escolas, passando pela forma como a classe docente é vista pela sociedade civil, mas há também um problema geográfico que se tem sido agravado com os mecanismos de mobilidade existentes.
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Out 17 2020
Fica no próximo quadro o resumo das contratações de escola por grupo de recrutamento e distrito dos horários que estiveram em concurso entre o dia 12/10/2020 e o dia 22/10/2020.
Ranking por distrito:
Lisboa: 559
Setúbal: 251
Faro: 124
Ranking por grupo de recrutamento:
550 – Informática: 139
300 – Português: 120
420 – Geografia: 92

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Out 17 2020
O novo Ratio dos Assistentes Operacionais, publicado ontem, com direito a retificação no próprio dia, vem beneficiar bastante as pequenas escolas com 4 salas de aula, para além de beneficiar as escolas com mais alunos com necessidades educativas específicas.
No caso do 1.º ciclo a grande mudança processa-se na redução da primeira tranche com direito a Assistente Operacional, que por arrasto beneficia as seguintes tranches.
Na portaria 272-A/2017 referia que no 1.º ciclo do ensino básico o ratio de assistentes operacionais é de um por cada conjunto de 21 a 48 alunos, acrescendo:
a) Mais um assistente operacional por cada conjunto adicional de 1 a 48 alunos;
A nova portaria reduz a primeira tranche para:
“No 1.º ciclo do ensino básico o ratio de assistentes operacionais é de um por cada conjunto de 18 a 36 alunos, acrescendo:
a) Mais um assistente operacional por cada conjunto adicional de 1 a 48 alunos;”
Se até aqui uma escola do 1.º ciclo com 95 alunos apenas tinha direito a 2 Assistentes Operacionais, a partir de agora basta que existam mais de 84 alunos para a escola ter direito a 3 Assistentes Operacionais.
Para o conjunto de alunos da escola, os alunos com necessidades específicas passam a valorizar como 2,5 alunos, pelo que, se a escola tiver 80 alunos e 3 deles tiverem necessidades educativas específicas, devidamente fundamentadas pelas Equipas Multidisciplinares de Apoio à Educação Inclusiva a escola passa a ver considerados 84,5 alunos para o seu cálculo do ratio dos AO e que assim passa a ter direito a 3 Assistentes Operacionais.
Muito em breve iremos disponibilizar uma aplicação que pode ajudar as escolas a calcular o seu ratio de acordo com a nova portaria.
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Out 17 2020
Confesso, não foi o meu melhor momento.
Mas, enfim, 5 turmas de seguida rebentam com qualquer um. Quer dizer, antigamente rebentavam, agora explodem. E implodem connosco, porque quando um professor sai da escola está absolutamente morto para o mundo.
Eu sei, não serve de desculpa, mas, vejamos, a rotina mudou – não há correrias nos intervalos, não há sala de professores para partilhar mágoas, quando tenho de me cruzar com alguém respiro para o lado oposto, quando oiço tosse sinto fogo no rabo e fujo a toda a brida.
A máscara está tão colada à cara que há colegas com quem trabalho há anos e que quando nos cruzamos não os reconheço.
Depois as notícias vão ganhando entorno confuso – há um aluno infetado na turma B, na C e F também, o professor de FQ está em casa, bem como o de Português e Francês que são de risco. A coisa é tão caricata e inusitada que, na semana passada o delegado de saúde mandou uma turma e professores para casa na sexta-feira e sábado reenviou Mail a pedir desculpa que se tinha enganado. Portanto, segunda-feira, todos ala de regresso à escola e ninguém testa mais coisa nenhuma e calem-se bem caladinhos que a nossa escola ainda não apareceu no ranking das infetadas do país.
Portanto, convenhamos que uma pessoa se pode enganar. É normal.
Ainda para mais, olho para eles e só vejo olhos. Sentámo-los pela planta para ir tudo a eito, mas o 26 não vê o quadro e o 3 não se senta com o 4, e o 10 é par pedagógico do 28 desde o ano passado, e correu tudo muito bem, stora, mais o 16 que é vítima de bullying do 17 e, portanto, toca de reformular a planta toda da sala. E como não lhes sei os nomes, nem os consigo memorizar, é óbvio que as coisas acontecem, não é?
E começa logo tudo na chamada. A gente chamar, chama, mas não há memónica que funcione. Ana Flecha – máscara, olhos, presente!
Beatriz Carrilha – máscara, olhos, presente!
Carlos Teodósio – máscara, olhos, presente! E por aí adiante até ao final do alfabeto.
Também não há vindas ao quadro – Please, tell me your daily routines.
What teacher? Não te ouvimos aqui atrás!!
I SAID (apontando na direção precisa), CAN YOU, PLEASE, TELL US ABOUT YOUR DAILY ROUTINES?
Who, me?
No, you (apontando na direção precisa), please. You there, near the window (há 2 janelas). Not you, you there, yes, you, please, thank you. No, not you, your partner, what’s your number? Yes, number 22. CAN YOU, PLEASE, TELL US ABOUT YOUR DAILY ROUTINES?
Portanto, é isto. Passo as aulas a gritar, a tentar que responda um aluno que eu não sei exatamente quem é, nem de onde lhe sai a voz. E isto para conseguir ter alguma avaliação da oralidade. Enfim.
Portanto, dito isto, admito que nada serve de justificação, mas como atenuante para o meu enormíssimo erro.
Em poucas palavras: há um aluno que tem passado várias aulas a fazer ruídos impertinentes, e eu confesso que tive muita dificuldade em localizar os sucessivos “roncos”, dada a situação toda que já expliquei. Contudo, o meu lado Sherlock Holmes apanhou o perturbador finalmente e não hesitei em tomar as medidas devidas – falta disciplinar por arrotos repetidos e recado via on-line para a Encarregada de Educação. Confesso que não me poupei nas palavras, destilando a minha raiva e sofrimento naquele Mail – a educação recebe-se em casa, a escola é para aprender e exige um ambiente de respeito, o seu educando tem reiteradamente e de propósito perturbado as aulas com ruídos impróprios, blá, blá, blá….
No dia seguinte é-me solicitado que receba a Encarregada de Educação do perpetrador com urgência. Assim o fiz, confiante da minha implacável certeza. Comecei por explicar o sucedido, o comportamento impróprio da Santiago na sala, como isso causava perturbação e refletia uma atitude de má educação por parte do Santiago, etc, etc.
A senhora ouviu-me com toda a atenção, deixando-me dizer frase-por-frase sobre o Santiago.
Quando acabei de destilar o meu elevado desconforto proferiu sinteticamente:
E, então, fez-se luz. Engoli em seco, pedi desculpa e reformulei nova acusação com a devida correção. Adenda para futuro: deixai-os lá arrotar à vontade que me estou bem a marimbar para a autoria.
Mas, afinal, somos todos humanos.
E mascarados somos todos, absolutamente todos, iguais.
Máscaras & mascarados (Diana Souza)
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Out 17 2020
Artigo do semanário Expresso, com números do blogue:
Na Secundária João de Barros, no Seixal, não se espera só pelo fim das obras, iniciadas pela Parque Escolar há mais de dez anos. Desespera-se por professores. Após um mês do início das aulas — período que devia servir para recuperar o que não se aprendeu no passado ano letivo, com o ensino à distância —, há turmas onde faltam seis docentes, o que significa que os alunos estão sem aulas em metade das disciplinas.
[…]
O diagnóstico está feito, mas faltam soluções. E os números comprovam que as dificuldades agravam-se de ano para ano. Só na primeira quinzena de outubro, as escolas viram-se obrigadas a pedir 1870 horários através do mecanismo de contratação de escola. Isso significa que já não há professores disponíveis nas tais reservas de recrutamento ou os que existem recusaram o lugar.
O processo começa sempre pelas reservas de recrutamento. Se ao fim de duas semanas os horários continuarem vazios, passa-se para a fase de contratação de escola. Só na semana passada foram solicitados por esta via 637 professores, mais do dobro do registado no ano passado no mesmo período (255). Os distritos de Lisboa, Setúbal e Faro são as zonas para onde é mais difícil encontrar professores. Informática, Geografia, Inglês, Português e Educação Moral e Religiosa são as disciplinas mais carenciadas.
As contas são feitas para o Expresso por Davide Martins, professor de Matemática no Agrupamento de Matosinhos e colaborador do blogue de Educação ArLindo. “Em 2019, desde o início do ano letivo até 31 de outubro, saíram 1322 horários em contratação de escola, o que já é um número considerável. Este ano esse valor já foi ultrapassado no dia 10, evidenciando que a falta de professores tem aumentado e se faz sentir cada vez mais cedo”, explica.
[…]
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Out 17 2020
Disponibilizamos hoje, pela última vez este ano letivo, a aplicação “A Minha Posição na Lista“.
A partir de agora os docentes colocados em horário temporário na Reserva de Recrutamento 2 poderão voltar à lista da Reserva de Recrutamento, pelo que se tornaria muito mais complexa a elaboração desta aplicação.
Para o próximo ano letivo regressaremos com esta ferramenta.
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Out 17 2020
De acordo com o SIPE, o corpo docente enfrenta agora um dos seus maiores desafios e está emprenhado em cumprir todas as regras, mas a segurança perante o contágio não está totalmente garantida.
“Embora as escolas estejam a redobrar-se em esforços para cumprir as normas de segurança, tal não é possível quando a grande maioria das turmas é constituída por cerca de 30 alunos, que têm de permanecer na mesma sala de aula”, advertiu o SIPE em comunicado.
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Out 17 2020
Cidadania, Educação Tecnológica e Orientação do Trabalho Autónomo são três novidades da nova Telescola, escreve este sábado o jornal “Público”. Aulas na TV para alunos do secundário só avançam online
Depois de alguns meses em que apenas foram repostos conteúdos que já tinham sido passados, a Telescola arranca na próxima segunda-feira e traz novidades, como é o caso das novas disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento (para alunos de 3º ciclo), Educação Tecnológica (2º ciclo) e Orientação do Trabalho Autónomo (1º, 2º e 3º ciclos), escreve o “Público” este sábado.
Além das novas disciplinas, a nova temporada do #EstudoemCasa, que passa na RTP Memória, conta com uma equipa permanente de professores e um grupo de coordenação.
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Out 17 2020
É um problema estrutural que tem as suas causas na má planificação do Ensino Superior. O problema esteve na abertura de vagas para o ensino superior via ensino. Dou-vos um exemplo, no distrito de Viseu, no início deste século estavam em pleno funcionamento quatro Escolas Superiores de Educação e uma Universidade com cursos via ensino. Quantas estavam abertas, em pleno funcionamento no distrito de Lisboa ou do Porto? Este desfasamento entre a população residente e a perspetiva de número de habitantes no futuro, e o número de professores a sair do Ensino Superior deu origem ao problema que estamos a viver nos dias de hoje, muitos professores no Norte e Centro do país (que aí querem residir e trabalhar, mesmo que não seja na área da educação) e falta de professores nos grandes centros e sul do país. Eu nem sequer vou falar de tudo a que têm submetido os professores nos últimos 20 anos, era deprimente demais e já é de conhecimento público. Neste momento, os responsáveis por tão atrozes ataques têm de mudar de “paradigma”.
A solução está em atrair os professores para as zonas do país onde o seu défice já começou a afetar o bom funcionamento das escolas, mas isso não se faz com ar e vento, são necessárias medidas. Entre essas medidas a adotar poderão constar arrendamento “bonificado”, subsidio de deslocação, menor carga letiva semanal ou , até, uma espécie de subsidio de “insularidade” como cheguei a receber aquando da minha estadia nas ilhas. A mensagem que quero passar é que, o problema não se vai resolver por milagre ou por obra divina do espírito santo, é necessário atrair professores aos grandes centros como se atraem médicos ao interior.
Uma turma de 5.º ano da Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos, do Agrupamento de Escolas (AE) das Laranjeiras, em Lisboa, não teve professores de Educação Musical e de Educação para a Cidadania durante todo o ano letivo 2019/20. Este ano, passadas cinco semanas do início das aulas, a situação mantém-se. Mais: até ao início desta semana, havia uma outra turma de 2.º ciclo na mesma escola com apenas quatro dos nove professores.
Paula Rodrigues, presidente da Associação de Pais da Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos, tem dois filhos na instituição. O mais novo, que frequenta o 1.º ciclo, tem em falta a professora de Inglês. Já a filha mais velha, aluna do 3.º ciclo, ainda não tem professor de História. “Já o ano passado teve um professor de História que foi colocado tardiamente [no final do primeiro período]. Se tivesse que avaliar, nestes dois anos, as aprendizagens que ela realizou em História são mesmo muito medíocres”, conta, em declarações à Renascença.
Segundo o blogue especializado em ensino DeAr Lindo, a Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos é, ao nível nacional, aquela que mais horários ainda tem por preencher: são 20, segundo dados do dia 10 de outubro. Este registo, entretanto, terá sofrido mudanças, tendo em conta que a Direção-Geral da Administração Escolar anunciou, esta sexta-feira, a contratação de mais 725 docentes na Reserva de Recrutamento 6.
“A questão de falta de docentes do 2.º ciclo não é uma questão nova. É uma questão que se tem vindo a agudizar, até porque a classe etária dos docentes do segundo ciclo é bastante elevada. Só que este ano houve ainda uma maior agudização deste fenómeno porque houve professores que colocaram as baixas de risco devido à pandemia”, afirma.
Acima de tudo, a responsável pela Associação de Pais quer soluções. Para colmatar a falta de docentes, sugere a criação de um “subsídio de deslocamento à semelhança do que acontece com os deputados” – até porque não se pode “comparar os índices salariais de um deputado com um professor”. “Os professores em início de carreira ganham mil euros”, lembra.
Ainda no ano passado, o AE das Laranjeiras enviou uma missiva a Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, a “apelar que houvesse a criação de residências semelhantes às residências universitárias, mas para alojamento de professores”. “Nós sabemos que uma variável que de facto impede os docentes de aceitar as colocações em Lisboa, nos grandes centros urbanos, é o elevado custo da fixação”, diz.
Outra ideia que lança: dado que há um “excedente” de professores de primeiro ciclo que não são colocados, talvez o regime do segundo ciclo pudesse ser alterado. “Em Espanha, há um regime semelhante ao primeiro ciclo no segundo ciclo. Há um professor titular e depois é coadjuvado. O que nós sugeríamos era que houvesse uma inventariação dos recursos que existem em excesso no 1.º ciclo e que fosse criado um programa de requalificação”, diz.
Apesar das múltiplas levas de recrutamento, continuam a faltar centenas de docentes em vários estabelecimentos de ensino nacionais. Lisboa, em todo o caso, é a região mais afetada. Da lista de 12 escolas com mais horários vagos, compilada no blogue DeAr Lindo a 10 de outubro, dez estavam situadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, e duas no Algarve (uma em Silves e outra em Portimão).
“O que acontece em Lisboa é que muitos professores que lá estão colocados, como têm um estatuto que mais nenhuma carreia tem, pedem de imediato mobilidade”, diz Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, em declarações à Renascença.
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Out 17 2020
Sempre vão chegar mais cedo do que se esperava, entra em vigor, já, na segunda-feira. Desta vez não podemos criticar muito…

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Out 17 2020
Chama-se Portaria n.º 245-A/2020, de 16 de Outubro na qual já teve direito a declaração de retificação no próprio dia, Declaração de Retificação n.º 40-A/2020.
Vou aguardar para que não haja mais nenhuma retificação para começar a fazer contas e comparações com a Portaria n.º 272-A/2017, de 13 de setembro.
Curiosamente a retificação feita foi ao número 1 do artigo 8.º, mas que vai precisar de nova declaração de retificação pois a mesma refere que foi o artigo 2.º a mudar.
No artigo 2.º, onde se lê:
«Artigo 8.º
Recursos específicos para apoio à educação inclusiva
1 – Os alunos com mobilidade reduzida e com limitações acentuadas ao nível da autonomia pessoal que impliquem a mobilização de recursos específicos, devidamente fundamentados pelas respetivas Equipas Multidisciplinares de Apoio à Educação Inclusiva, salvo os apoiados pelo Centro de Apoio à Aprendizagem no âmbito das valências de apoio especializado e de ensino estruturado, são contabilizados em 2,5 em todos os ciclos de ensino, incluindo a educação pré-escolar, para efeitos de apuramento do número total de alunos, por estabelecimento de ensino.»
deve ler-se:
«Artigo 8.º
Alunos com necessidades educativas específicas
1 – Os alunos com necessidades educativas específicas, devidamente fundamentadas pelas Equipas Multidisciplinares de Apoio à Educação Inclusiva, salvo os apoiados pelo Centro de Apoio à Aprendizagem no âmbito das valências de apoio especializado e de ensino estruturado, são contabilizados em 2,5 em todos os ciclos de ensino, incluindo a educação pré-escolar, para efeitos de apuramento do número total de alunos, por estabelecimento de ensino.»
Não sei se esta minha previsão neste artigo serviu de alguma coisa para mudar aquilo que inicialmente poderia estar previsto e que foi depois retificado, mas a contabilização dos alunos em 2,5 apenas para os alunos com mobilidade reduzida e com limitações acentuadas ao nível da autonomia pessoal seria a mesma coisa que não dar nada às escolas.
“1 — Os alunos com necessidades educativas especiais, salvo os inseridos nas unidades de apoio especializado e ensino estruturado, são contabilizados em 2,5 em todos os ciclos de ensino, incluindo a educação pré-escolar para efeitos de apuramento do número total de alunos, por estabelecimento de ensino.”
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Out 16 2020
Se alguém me conseguir explicar, agradeço. Um candidato colocado num horário anual na RR1, volta ficar colocado noutro horário anual na RR4. Se houve algum erro na primeira colocação não deveria ter sido feita uma colocação administrativa?
É que se há alguma alternativa mais célere para resolver eventuais erros de colocação, era bom que fosse do conhecimento público…
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Out 16 2020
Publicitação da lista dos docentes que estão dispensados da realização do Período Probatório e da lista dos docentes que realizam o Período Probatório.
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Out 16 2020
As orientações para a Educação Física Escolar incluem aulas sem máscara para turmas completas que chegam aos 30 alunos ou mais. Inscrevem ainda três metros de distanciamento físico e ausência de testes à covid-19. Sugira-se aos muito treinados profissionais da NBA ou do futebol que tentem uma coisa parecida e sem viverem em qualquer bolha. Seguramente que recusam liminarmente e até aconselhariam um internamento aos proponentes.
Mas se na Educação Física Escolar é assim, nas outras salas de aula apenas se acrescenta a máscara em espaços também apinhados. Como o distanciamento físico é naturalmente, e constantemente, contrariado, é natural que os jovens, na maioria assintomáticos com capacidade de contágio, sejam transportadores do vírus no vai e vem entre as escolas, as habitações e as tais festas familiares. Para além disso, a teoria das bolhas é uma “impossibilidade” com as escolas, e as suas envolventes, lotadas. Mas não nos admiremos que a culpa ainda será dos jovens porque não cumprem procedimentos insensatos que eliminaram qualquer ideia de gradualismo.
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