Category: Rui Cardoso

Há coisas que custam a entender nos Exames do 1º ciclo…

imagesP6JNUUQJHá coisas em relação aos exames que me custa a entender! Já me custava a entender certos procedimentos no tempo das Provas de Aferição, mas agora isto ficou incompreensível…

Vejamos…, no tempo das idas Provas de Aferição, que serviam não sei bem para quê, os professores do 1º ciclo acompanhavam e eram responsáveis por todo o processo, desde a sua aplicação à sua correção. Eram os professores do 1º ciclo que aplicavam as provas que as corrigiam, que constituíam o gabinete de exames, que as transportavam, nos seus veículos, de e para o agrupamento, que se responsabilizavam por todo o trabalho referente às provas do 4º ano. Eram considerados, pessoas idóneas…

As provas de Aferição foram substituídas pelos atuais Exames, ou Provas, como agora lhes chamam. Os professores do 1º ciclo deixaram de ser totalmente idóneos, já não podem aplicar os exames. Fica a dúvida no ar, se o MEC deixou de confiar na sua idoneidade. Perante este MEC, só são “meio” idóneos, continuam a corrigir, para isso a idoneidade serve. Já que não servem para uma coisa não serviriam para outra, mas não, o MEC tem de se sujeitar a estes profissionais, até um dia… pode ser que os exames passem a externos e sejam os funcionários de uma qualquer empresa a corrigi-los.

Outra situação incompreensível é o porquê de, agora, serem necessários 4 dias para exames do 4º e 6º anos, no tempo das Provas de Aferição só eram necessários 2 dias, o 4º e 6º anos realizavam as provas no mesmo dia. A interrupção letiva nas Escolas sede era menor, o prejuízo dos alunos que não estavam incluídos nesses exames era menor, mas esses, nesses dias, são alunos de “segunda”…

Este modelo de organização para a aplicação de exames não pauta pela justiça e por ser um modelo sem falhas. É necessário repensar todo o processo, mas isso, nós meros peões num tabuleiro onde só jogam burocratas, não temos nada a dizer…

 

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Teste Intermédio de Matemática 2º Ano

Caderno 1

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Caderno 2

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Critérios de Classificação

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Grelha de Classificação

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Sobre o Teste Intermédio de Matemática

Dizem que não era muito acessivel. Mais uma vez o fator Português veio complicar a Matemática…

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Critérios de Classificação 4º Ano Matemática – Versão Definitiva

Segundo me dizem as alterações são no Item 4

 

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Por falar em Vencimentos de Professores e Municipalização…

Decreto-Lei n.º 96/2015 de 29 de maio

 

 

Não estou a entender muito bem o ponto q…, mas o ponto o e o p percebo… lá se foi a “Autonomia”…

 

o) Assegurar a gestão centralizada do processamento

das remunerações e abonos devidos aos trabalhadores dos

órgãos, serviços e organismos do MEC;

p) Transferir para os municípios os montantes financeiros

da responsabilidade do MEC;

q) Otimizar a gestão dos recursos financeiros do MEC

afetos ao IGeFE, I.P., designadamente por recurso a instrumentos

disponíveis no mercado que visam assegurar a

rendibilização de saldos de tesouraria.

 

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Critérios de Correção de Português 4º Ano, Versão Definitiva

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cc def. port

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O Teste Intermédio de Português 2º Ano

Ficheiro Audio

Caderno 1

 

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Caderno 2

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Critérios de Classificação

crit1

Grelha de Classificação

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As “primeiras” do teste intermédio de Português 2º ano

Dizem-me que o teste intermédio foi bastante acessível, até mesmo, fácil…

O texto áudio, pelo que, também, me dizem, foi o que está no texto abaixo. O engraçado é que, até é um texto trabalhado pelas escolas que adotaram “A Pasta Mágica” para o 2º ano, e consta num livro de treino de provas da Soregra Editores.

O Peixinho que Descobriu o Mar

Cristóbal nasceu num aquário. O mundo dele resumia-se a um pouco de água entre quatro paredes de vidro. Isso, alguma areia, algas, pedras de diversos tamanhos, a miniatura em madeira de uma caravela naufragada. Ah! E trinta e sete outros peixinhos, quase todos irmãos de Cristóbal, ou primos, tios, parentes próximos. Havia ainda uma velha tartaruga, chamada Alice, que já vivia no aquário quando os avós dos avós de Cristóbal nasceram. Os peixes acreditavam que Alice vivia no aquário desde a criação do Universo e ela deixava que eles acreditassem naquilo.

Às vezes os peixes mais velhos contavam histórias que tinham escutado aos seus avós. Diziam que, para além das paredes do aquário, longe dali, havia água, tanta água que um peixe podia passar a vida inteira a nadar, sempre em linha reta, sem nunca bater de encontro a um vidro. A essa água imensa, onde tinham nascido os primeiros peixes, chamava-se Mar.

Os peixes falavam do Mar como quem fala de um sonho. Cristóbal, tantas vezes escutou aquela história que um dia decidiu perguntar a Alice. A tartaruga era velhíssima, devia saber, tinha de saber. Encontrou-a a tomar sol em cima de uma pedra. Cristóbal prendeu a respiração, ergueu a cabeça acima da água, e fez-lhe a pergunta. Alice torceu a boca numa careta de troça:

– Disparate: o Mar não existe! Não existe nada para além daquelas quatro paredes de vidro. O universo inteiro somos nós.

Cristóbal foi-se embora pensativo.

José Eduardo Agualusa

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Final de Ano no 1º ciclo…

depositphotos_13915272-Tired-party-businessman-on-a-white-background[1]Agora, tão perto do final do ano letivo, o trabalho burocrático adensa-se… Ainda não acabaram as aulas e já se começa a pensar em papéis, relatórios, grelhas… mas ainda falta corrigir os últimos testes, os últimos trabalhos, a correção dos exames, para alguns, realizar aquela visita de estudo e organizar o encerramento das atividades letivas a que usualmente os miúdos chamam de “festa”, há até escolas que realizam jantares de confraternização para as crianças e churrascos para os encarregados de educação… está aberta a época das festas “populares”…

Por esse país fora os professores acotovelam-se para agradar à comunidade escolar com grandes organizações, quando não são os professores, são outras entidades que de alguma forma estão, mais ou menos ligadas à escola. Festas, teatros, almoços, jantares, atuações de dança “moderna”, cantigas e cantares, atuações gímnicas… visitas para aqui, visitas para ali, e imagine-se, até acampamentos de 3 dias… Tudo isto, em prol da “comemoração” do final do ano letivo, para alunos, para encarregados de educação e para “inglês” ver! O trabalho de um professor não devia incluir a organização de festas, qualquer dia ainda alguma “Lili Caneças” se vai enfunar com eles por lhe estarem a roubar mercado, as funções de um professor são de transmitir aos alunos determinados conhecimentos consoante o ano em que se encontram. No 1º ciclo, ensinamos as primeiras noções de aritmética, cálculo, leitura, escrita, gramática, história… Não nos compete andarmos metidos nestas andanças, nestes festivais, nesta corrida para mostrar “bonito”.

Na organização destas atividades devemos ser consultados, concordo, mas não devemos ser intervenientes ativos. Das funções principais dos professores não consta a de animador de festas. Quem, ainda, assim pensa, atualize-se, faça as contas, verá que o “bonito” não compensa… façam parcerias com as Associações de Pais ou realizem uma atividade única e exclusiva para os alunos, e sempre, no horário letivo…

 

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Alguns diretores vs Dispensa da componente letiva

 

 

Em relação, à dispensa da componente letiva pelos professores supervisores e classificadores, começam a chegar relatos da imposição, por parte de alguns Srs. Diretores, dos dias em que os professores poderão ou não usufruir destes dois dias. Se há diretores que determinam quando é que os professores podem ou não corrigir as Provas, não haverá por aí algum que julgue que os professores não necessitam ou não têm direito a esses dois dias?

Dispensa

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Número de Provas por Professor Classificador…

Como o burburinho tem sido imenso, fica aqui o esclarecimento quanto ao número de Prova a atribuir por professor classificador, constante na Norma deste ano…

 

O número de provas a distribuir aos professores classificador pertencentes aos vários agrupamentos de exames deverá ser o mais equitativo possível, mas não poderá deixar de ter em consideração o número de professores classificadores designados e o número de provas realizadas em cada agrupamento de exames.

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Os classificadores que exerçam os cargos de diretor, subdiretor e adjunto do diretor estão dispensados da classificação de provas. Aos classificadores do 3.º ciclo e ensino secundário que se encontrem ainda com componente letiva durante o período de classificação, aos classificadores que exerçam a função de coordenador do secretariado de exames ou a função de técnico de PFEB/ENEB/ENES, podem ser distribuídas até 25 provas. Aos professores que exerçam a função de professor supervisor do ensino básico podem ser distribuídas até 20 provas para classificação.

página 70

 

Podem consultar a Norma, aqui

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Direitos dos professores classificadores

Porque sei que há algum interesse na não divulgação de certos pormenores legislativos…

 

Artigo 32º Diário da República, 2.ª série — N.º 45 — 5 de março de 2014 (para consulta aqui na pag. 71 da Norma 2)

 

4 — Constituem direitos dos professores classificadores:

  1. a) Serem consideradas prioritárias as funções de classificação das provas e exames relativamente a quaisquer outras atividades na escola, com exceção das atividades letivas e das reuniões de avaliação dos alunos;
  2. b) Ser autorizada a marcação de férias até ao 5.º dia útil do mês de setembro;
  3. c) Serem abonados das ajudas de custo e das despesas de transporte correspondentes às deslocações necessárias ao levantamento e entrega das provas no agrupamento de exames, por parte da escola em que prestam serviço, de acordo com a legislação em vigor;
  4. d) Serem dispensados das atividades não letivas durante os períodos fixados anualmente para a classificação das provas e exames;

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BCE Nota Informativa para os sindicatos…

Façam a analise das pretensões do MEC quanto à BCE para o ano letivo de 2015/16…

 

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Despacho de dispensa para professores supervisores e classificadores

Para que não restem duvidas a ninguém…

 

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Uma ideia de António Nóvoa para a escola…

Falta-nos saber o que o futuro nos reserva… quem sabe, “Uma Revolução”!

 

“Foram dos grupos profissionais mais mal tratados e mais encostados à parede nos últimos dez anos ou mais. Os professores têm que estar no centro para nos dotarmos, como país das décadas que aí vêm”, afirmou.

 

 

António Nóvoa acredita em “enorme revolução no espaço da escola”

 

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Comunicado da FENPROF em relação aos professores corretores

MEC aumenta carga de trabalho a professores já sobrecarregados

Os exames de 4.º e 6.º anos, criados pelo atual governo de acordo com uma perspetiva retrógrada e cientificamente reprovável, constituindo um obstáculo às aprendizagens pela supressão de tempos letivos importantes para as suas aprendizagens, não são apenas um problema para os alunos que a eles se sujeitam. São-no também para os professores que, convocados para corrigir provas, terão de o fazer acumulando esse serviço com a sua atividade letiva.

Ontem, nas primeiras reuniões realizadas entre a administração educativa e os professores, foi informado que estes teriam dispensa da componente não letiva, o que não constitui novidade, pois essa era já a prática adotada em muitos agrupamentos de escolas, mas teriam de cumprir a letiva. Ou seja, a dispensa, na verdade, será apenas da componente de estabelecimento, pois mantendo-se a componente letiva dos docentes, manter-se-á igualmente a sua componente individual de trabalho.

Esta situação, para além de absolutamente insuportável pela sobrecarga de trabalho que constitui, difere do que acontece no 3.º ciclo do ensino básico e no ensino secundário, em que a dispensa abrange também a componente letiva, nos casos em que a mesma se mantenha. Esta diferença é discriminatória, se tivermos em conta que o MEC não teve qualquer pejo em dispensar de componente letiva os professores que foram chamados a participar em várias das fases do processo Cambridge (formação e testes de oralidade).

Aos professores dos 1.º e 2.º ciclos é imposta a correção de provas, chegando a atingir a meia centena ou mais, trabalho que, exigindo um elevado rigor, é realizado após um dia de intenso trabalho com os alunos. No ano letivo 2013/14, o MEC atribuiu dois dias de dispensa de atividade letiva aos professores corretores, o que, embora insuficiente, este ano nem sequer acontece.

Face a esta situação, a FENPROF exige que o MEC crie as condições necessárias para que esta atividade, a ter de existir, seja realizada pelos professores sem que tal se transforme numa ainda maior sobrecarga dos seus já muito pesados horários de trabalho.

A FENPROF informa os professores que deverão manifestar o seu protesto, por escrito, no momento da sua designação para este serviço e em que lhes são atribuídas as provas para corrigir. Deverão reclamar, também de forma escrita, caso lhes sejam atribuídas mais de 25 provas, número que está definido para os demais setores de ensino. Em todas as situações em que esta atividade seja imposta, deverão requerer o pagamento de serviço extraordinário junto das direções dos respetivos agrupamentos, divulgando a FENPROF uma minuta adequada a esse requerimento.

O Secretariado Nacional da FENPROF 21/05/2015 

 

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Prova de Matemática 6º ano

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Sobre a prova de Matemática de hoje..

…dizem-me que em muito se parece à de ontem… Numa prova de Matemática o Português é posto à prova…
Mais logo Partilho a prova para que todos façam o seu juízo.

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Quem anda a falar do 1º ciclo?…

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De facto, o 1º ciclo parece que anda na “berra”!

Tenho assistido a um interesse crescente pelo 1º ciclo, até já se fazem convenções e tertúlias. Fala-se sobre o número de alunos por turma, dos programas, das reformas… Até os Srs. ex-ministros, que na sua altura foram parte do problema, agora surgem com “ideias”… Ele é um corre, corre… Mas para que é que tudo isto servirá? Para onde levará o 1º ciclo?

Enquanto os senhores das “ideias” não se levantarem de detrás das suas secretárias, ricamente ornamentadas por estudos e mais estudos encomendados não se sabe muito bem a quem, não chegaremos a lado nenhum. Enquanto os profissionais, aqueles que todos os dias trabalham em sala de aula, não forem tidos nem achados sobre as reformas, vamos continuar a assistir a uma distorção do 1º ciclo, e não só.

O 1º ciclo necessita de uma reforma de fundo, nas suas bases. Mas essa reforma não pode sair de um qualquer gabinete, tem de sair de uma discussão entre os verdadeiros profissionais, aqueles que todos os dias entram nas salas de aula. São eles que sabem o que está bem e o que está menos bem, são eles que reconhecem as vantagens e as desvantagens da aplicação desta e de outra medida, eles são os especialistas. São reconhecidos por isso? Não. Mas são-no.

São esses profissionais que devem ter um papel ativo na discussão que, agora, parece estar na moda. Cabe-lhes a eles a responsabilidade de trazer a público as alternativas, credíveis, para que se execute uma reforma que, de uma vez por todas, assente nas necessidades que as crianças, a escola e até os governos (pelo menos dizem que sim) precisam para alcançar aquilo que todos querem, o sucesso das nossas crianças. Mas são esses profissionais, que não são ouvidos, que não têm palavra, que se resumem a aplicar aquilo que outros, sem qualquer experiência ou conhecimento real do que se passa nas escolas, têm decidido, que se põem de parte dessa discussão.

Até quando?

Até quando nos vamos manter como meros executores? Até quando o futuro do 1º ciclo vai estar nas mãos e na ponta da caneta de um qualquer burocrata? Porque é que ainda não foi constituída a Associação de Professores do 1º Ciclo? Porque é que têm de sair dos sindicatos as “ideias” de como realizar essa reforma? Porque é que têm de ser ou outros a falar por nós? Porque é que estamos calados?…

Isto não se aplica apenas ao 1º ciclo, há muitos outros grupos que sofrem do mesmo mal…

 

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Prova de Matemática do 4º ano

Mais uma prova “fácil”…

Não diria tanto,… acessível será o termo mais adequado!

A prova continha algumas rasteiras, muito ligadas a Português, mas não é, por mim, considerada difícil ou por lá perto… O que me deixou quase perplexo foi a sua similaridade, na forma, às provas de anos anteriores, com Metas e tudo… Estamos perante o “rigor” e “exigência”…

Veremos como serão interpretados os Critérios de Classificação!

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De que irão falar e o que irão defender?

Clicar na imagem para ver programa.

 

Seminário Internacional

 

 

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Prova de Português 6º ano

Aqui fica o exame de hoje, Português 6º ano…

 

clicar nas imagens para aceder à prova de português (prova 61) e aos critérios de classificação.
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A prova de 4º ano de Português

Hoje, os alunos do 4º ano realizaram o exame da 1º chamada de Português.

Na minha opinião, e isso que fique bem vincado, o exame não foi acessível, foi fácil. Um exame como este serve unicamente para viabilizar politicas, para justificar a sua implementação. Um exame em que um dos textos foi, obrigatoriamente, trabalhado em sala de aula na Educação Literária e que consta de pelo menos num manual (Hans Christian Anderson, «Rouxinol», in Três Contos de Anderson, Texto Editores, 2013) (entre outros exemplos que se podem apontar), não me transmite o tal “rigor” e “exigência” que tanto tem sido “propagandeado”… Mas fica aqui o exame, cada um que tire as suas próprias conclusões, sejam elas quais forem…

PS: será que a febre das eleições já chegou a este ponto?…

 

clicar nas imagens para aceder às provas de português (prova 41) e aos critérios de classificação.

caderno1 caderno2 critérios

 

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Impressões sobre o exame de 4º ano…

Os textos propostos na prova de Português “exigiam o reconhecimento do uso metafórico de certos conceitos que, nitidamente, não estão definidos/previstos nos programas ou nas metas curriculares”, indica a Associação Nacional de Professores de Português num parecer enviado ao PÚBLICO.

Não foi o único obstáculo identificado. A associação chama a atenção para o facto de existirem dois exercícios, nas perguntas de interpretação, que “implicavam a escolha de mais do que uma opção certa”, o que pode gerar “alguns constrangimentos”, uma vez que “algumas crianças estão habituadas a escolher apenas uma resposta”.

No geral a associação considera que o exame “não apresentou um grau de dificuldade muito elevado”, embora esta premissa não se aplique aos textos propostos. Socorrendo-se de uma tabela de análise da dificuldade ou facilidade da leitura/compreensão de textos elaborada pelo perito norte-americano Rudolf Flesch, a associação concluiu que os dois textos escolhidos para esta avaliação apresentam “um score de legibilidade que se situa entre os níveis difícil e muito difícil.

In http://www.publico.pt/sociedade/noticia/prova-de-portugues-exige-conhecimentos-que-nao-estao-previstos-para-o-4-ano-1696017

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Especificidades… retomando o apoio educativo no 1º Ciclo…

imagesRQE4M6R7Por três vezes fui colocado em apoio educativo, foi assim que comecei a minha carreira. Das três vezes, três organizações diferentes. Da primeira vez, colocado numa escola a apoiar uma turma, a direção propôs a divisão da turma em duas, ficando eu a lecionar dois anos e o colega titular de turma, outros dois. Permaneci todo o ano letivo nesse modelo. Da segunda vez, prestava serviço em três escolas, chegaram a ser quatro durante algum tempo, mas o modelo era mais conhecido. Andava de escola em escola, dando apoio, substituindo colegas que faltavam e que usufruíam de horas de redução para amamentação, ou seja passava o dia a calcorrear as estradas do concelho. O caricato deste modelo, é que recebia telefonemas já depois das 9:00, estando eu já numa escola tinha de me deslocar novamente, no meu carro, para outra escola e o mais rapidamente possível. Contava-me, um destes dias, um colega que, quando lhe acontecia tal situação se deslocava de transportes públicos, chegando à escola por volta da hora de intervalo e pedia a restituição do dinheiro despendido no bilhete… Da terceira vez, o apoio educativo, foi exercido em apenas uma escola, onde prestava serviço em três turmas, as substituições, duas, foram organizadas com tempo, uma vez que foram por períodos prolongados. Mas isto foi o que se passou comigo… tenho ouvido relatos de colegas que nem sei como classificar!!!

Pois, temos um colega, colocado em vaga de apoio educativo, no 1º ciclo, lá para os lados da capital, que, tendo os filhos em duas das turmas onde presta serviço, vê os seus filhos retirados das turmas onde estão matriculados durante o período em que lá se encontra, sendo que nenhum dos seus “rebentos” seja ou necessite de ser apoiado. Isto, não me parece muito correto. Não seria mais profícuo retirar da turma os alunos que beneficiam de apoio? Estamos perante um atropelo dos direitos dos filhos do colega, também eles, alunos como qualquer outro, em benefício de outros. Estamos perante um modelo que embora seja o normal, é de todo anormal para aqueles a quem prejudica. O apoio educativo tem como função a descriminação?

Um dos objetivos do apoio educativo é: Promover a integração e a igualdade de oportunidades para todos os alunos com dificuldades de aprendizagem, motivadas quer por necessidades educativas especiais, quer por serem originários de países estrangeiros com sistemas educativos diferentes.”, logo, quem não tem dificuldades educativas não tem direito a igualdade de oportunidades… é a tal equidade…

Também há muitos colegas que, em detrimento do apoio propriamente dito, são professores “enfeitadores”, enfeitam escolas com desenhos e cartazes, colam e constroem prendas e prendinhas, máscaras e mascarilhas, vestidos e vestimentas, tudo para agradar…

Falta ao apoio educativo, clarificação. Tem, de uma vez por todas, que se clarificar e organizar o apoio educativo, e as funções do professor de apoio no 1º ciclo. Não podemos continuar a ser “pau para toda a colher”. Ou somos professores de apoio, ou professores substitutos. Ou realizamos um trabalho com continuidade pedagógica, ou os resultados serão pouco significativos e essa figura não tem razão de ser.

Pergunto-me… Qual será o real objetivo do apoio educativo?…

 

 

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Uma espécie de… Municipalização!!!

 

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Este é um assunto que fará correr muita tinta, além da que já fez correr.

Andam por aí muitas entidades num corrupio, uns para receber o que julgam ser um “tesouro”, outros para se livrarem daquilo que consideram um peso excessivo para as finanças (este processo já está em marcha e com muitos exemplos). Mas, na perspetiva dos que recebem, e ainda não li ou ouvi ninguém falar sobre o assunto, já temos muitos e “bons” exemplos do que será o futuro das escolas a quem calhou e irá calhar a “sorte” de ter que encarar a municipalização como uma evidência. Sim, as escolas do 1º ciclo.

Pois… se olharmos para as escolas do 1º ciclo veremos parte do futuro das escolas municipalizadas. Até hoje as Câmaras Municipais têm a administração técnica dos edifícios do 1º ciclo a seu cargo. É olhar para este exemplo e termos a noção quase exata do que vai ser… Ainda não vale a pena falar dos novos Centros Escolares, recentes, que embora pareçam ter as condições ideais para o exercício do ensino, muito em breve se verificará que as suas deficiências virão ao de cima devido à fraca qualidade ao nível da construção, mas falemos do mais antigos, que são em muito maior número. Edifícios com idade superior a 20 anos, no mínimo, que oferecem condições de trabalho dignas dos tempos do outro senhor. Ele é, aquecimento deficiente e com ar condicionado natural(oriundo das janelas), é quadros pretos, velhinhos (os interativos nunca mais lá chegam, vêm a pé…), é material informático do século passado, que lá se vai arrastando, mas não suprimindo necessidades (as impressoras estão sempre operacionais, mas com os tinteiros a serem pedinchados a cada passo e que nunca mais chegam) e as fotocopiadoras sempre com os seus toners vazios, isto, as poucas que as têm, os espaços exteriores, é melhor nem falar deles… 

Não se iluda ninguém, porque para além do que se tem falado e discutido nas redes sociais, meios de comunicação e pelo que tem chegado às escolas por “vias travessas”, uma vez, que o segredo parece ser a alma deste negócio, a municipalização não passa disso mesmo, um negócio.

Esperemos que depois do processo concluído, nenhum iluminado se lembre de privatizar a escola pública…

 

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Significados…

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Aquele substantivo feminino, que carateriza um ser perfeito. Mulher que tem ou teve filhos, mulher carinhosa, protetora, que dá origem, um ser fantástico, uma espécie de sereia de água doce, uma pessoa que chora facilmente e ao mesmo tempo é a mais forte… considerada a principal entre outras do seu género. Aquela que nos empurra para a frente, que sempre lá esteve, está e estará…

Mãe, todos têm uma. É a única mulher da qual nunca nos poderemos separar e que nos acompanhará em todos os nossos momentos…

Obrigado, mãe…

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Significados… trabalhador!

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Trabalhador (adj., sub. masc.), palavra que carateriza a pessoa que trabalha, aquele que produz. Homem laborioso, labutador, aquele que trabalha de enxada, jornaleiro. Mas também conhecido como “mouro”, “burro de carga” e pagador de Impostos ou contribuinte…

O problema é que anda por aí muita gente que, sem nada fazer muito se cansa…

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Dia do Trabalhador…

O dia do trabalhador é hoje. Tudo isto começou com a luta dos trabalhadores pela jornada de 8 horas, isto em 1889. Exato!!! Em 1889. Passados 126 anos continuamos na mesma…

Como dizia Paulo de Carvalho, Hoje não vou trabalhar porque faz anos que sou trabalhador…

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Os exames do 4º ano estão à porta…

imagesP6JNUUQJEstamos com os exames aí à porta. Os exames do 4º ano estão aí à porta, os testes Intermédios do 2º ano, também. A ansiedade reina nas escolas entre alunos e professores. Pelo menos os professores já acusam essa ansiedade…

Este ano vão a exame as metas curriculares. Este novo modelo de “rigor” e “exigência” que este ministro quis implementar.

Neste momento o programa está “dado” as matérias foram e estão a ser trabalhadas, até ao ultimo dia, mas ninguém consegue prever o que se irá passar.

Não duvido, de forma alguma, que os professores e alunos estão a dar o seu melhor. Estão a trabalhar para que as aprendizagens se façam da melhor forma, mas as dificuldades têm sido muitas. A disciplina de Matemática é, mais uma vez, a que mais preocupações levanta. Os novos programas, em conjunto com as novas metas acresceram a sua complexidade e dificuldades por parte dos alunos. Matérias que costumavam ser ministradas no 5º e 6º anos, são hoje lecionadas durante o 1º ciclo. Não se teve em conta a maturidade dos nossos alunos, não se respeitou o tipo de sociedade existente neste país e está-se a tentar, através do “rigor” e “exigência”, convencer uma criança de 9 anos que na realidade tem 11… a antecipação de conteúdos sem ter em conta os níveis de abstração que as crianças têm, é a maior dificuldade a combater, mas não a única. O extenso programa é outro, os professores deixaram de ter tempo para consolidar aprendizagens, limitam-se aos manuais, não tendo tempo para que, com exercícios, se consolide a matéria. Para as crianças o problema é semelhante, é lhes debitada matéria para que depois, eles, em casa, a consolidem, muitas vezes sem o apoio desejado.

A Português o problema é o mesmo, embora se notem menos dificuldades, mas que tem vindo a fazer com que os resultados tenham baixado desde que as metas foram introduzidas.

Os últimos estudos referem que no 6º ano os alunos têm menos conhecimentos. Do 1º ciclo,… desculparam-se dizendo que dois anos não é suficiente para termo de comparação.

Esperemos para ver que exames aí vêm, se serão ou não exigentes. Todos nós sabemos muito bem como se pode provar que uma “política” é a mais acertada, mesmo que ela seja a maior das aberrações… veremos então a “exigência” ou o “rigor” a que nos têm habituado…

 

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A saga dos 33 do 1º ciclo… parece que o 25 de abril não foi para todos…

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Significados…

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Existe uma palavra no nosso léxico com o seguinte significado, “que não tem capacidade para”.

Essa palavra carateriza todos aqueles que, não conseguem realizar uma tarefa que lhe é incumbida, para que o resultado surta o efeito desejado.

Infelizmente, a tal palavra, não é muito utilizada porque, os professores são pessoas bem educadas…

 

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E vem mais uma…

images[8]Já se fala, hoje, que o Mandarim pode vir a ser uma disciplina de opção…. isto vais ser só chinesices… se o Limpópo sabe…

 

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600…

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O Projeto de Iniciação à Programação no 1º ciclo do ensino básico teve uma adesão fenomenal…

600 Escolas aderiram ao projeto, um sucesso…

Não vamos ensinar as crianças a utilizar um processador de texto ou uma folha de cálculo, isso é irrelevante. Vamos ensiná-los a programar… qual escola lá do norte da Europa!!!

Em junho começa a formação express de 1800 professores… em apenas um mês vamos formar este pseudogrupo de docência…

Isto é uma Escola de Excelência… rigor…

Sempre quero ver onde as escolas vão arranjar os computadores necessários, vai ser um computador para cada 3 alunos… com alguns Pentium 386 e 486 à mistura e quem sabe, um ou outro Spectrum…

Quem estiver interessado em completar horário, tem agora uma boa oportunidade…

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(Re)organizando o 1º Ciclo… ou seja lá o que isso for…

imagesGR2V86GBComo ideias há muitas e cada um é livre de defender as ideias que assim entender, vamos a mais uma. (vou tentar manter-me “inopinionico” durante este processo, não quero dar ideias a ninguém).

Com o fim da monodocência, como muitos desejam, à espreita, começam-se a procurar soluções para o 1º ciclo. Uma das soluções que se tem defendido, não sei bem quem, é a de transformar o horário deste ciclo numa versão do horário do 2º ciclo.

Tentemos analisar isto da melhor forma. Vejamos…

Dividir o horário dos alunos em períodos de 45, 50 ou 90 minutos, conforme os gostos, onde serão acompanhados por professores da área a lecionar. Isto vai obrigar a uma ginástica fenomenal, quem elaborar estes horários vai arrancar os cabelos. Mas analisemos um exemplo, não mexendo na organização de tempos letivos existente neste momento…

 

Horário Turma
2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
9:00 Português Matemática Expressões Matemática Português
9:30 Português Matemática Inglês Matemática Português
10:00 Português Matemática Inglês Matemática Português
10:30 Intervalo
11:00 E. M. Português Matemática Português Matemática
11:30 E. M. Português Matemática Português Matemática
12:00 E. M. Português Matemática Português Matemática
Almoço
14:00 Matemática E. M. Português A.E. Matemática
14:30 Matemática E. M. Português A.E. Inglês
15:00 Matemática Expressões Português Expressões Inglês
15:30 Intervalo
16:00 O.C. E.F Musica E.F. Musica
16:30 O.C. E.F. Musica E.F. Musica
17:00 Expressões E.F. Musica E.F. Musica

 

Fica bem patente que esta organização até é possível, não traz nada de novo (falaremos disso mais à frente), novidade é a supressão de uns tempos às célebres 25 horas, se não contarmos os intervalos como tempo letivo e a redução de tempos reservados para as AEC’s.

Podemos também refletir sobre um horário organizado em tempos de 50 minutos.

 

Horário Turma
2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
8:30 Português Matemática Inglês Português Português
9:30 Português Matemática E.M. Português Português
10:30 E.F. Português O.C A.E. Matemática
11:30 E.M Português Expressões E.M. Matemática
12:30 Almoço
13:30 Matemática E.M Matemática Inglês
14:30 Matemática E. F. Matemática E.M.
15:30 Expressões Expressões O.C. E.F.
16:30 A.E. Musica E.F. Musica

 

Este modelo é bastante interessante, no que diz respeito à sua análise, é claro. Com as aulas organizadas em tempos de 50 minutos, os intervalos das crianças serão de 10 minutos entre aulas. Está-se a ver no que vai dar, estamos a falar de crianças da faixa etária dos 6 aos 9 anos. Quando os encarregados de educação aparecerem na escola a pedir satisfações, porque o seu educando não lanchou, os diretores de turma ver-se-ão de mãos cheias. Algo que salta à vista é a tarde livre, algo que muitos defendem há muito tempo para este grupo de docência. Os encarregados de educação terão de encontrar soluções para esta tarde, uma vez que a escola deixa de ser a tempo inteiro, mas só neste dia. Verifiquem, também, que as AEC’s estão “misturadas” com os tempos letivos. Uma das soluções passaria por, transformar estas atividades em obrigatórias e de não letivas a letivas. Sempre serviria para colocar mais uns quantos professores. Mas que professores ministrariam este horário? Bem, há várias hipóteses. Podemos manter o professor do 1º ciclo em regime de monodocência, ministrando Português, Matemática, Estudo do Maio, A.E., O.C. e parte das Expressões, até perfazer as tais 25 horas letivas ou já agora, 23 horas, como até permitido, as restantes por outros docentes das áreas em causa (sempre dava para completar uns horários). Ou então, podíamos optar por especializar professores. Que será isto de especializar? Estes cabeças… cheios de ideias… O professor especializado é aquele que só leciona uma disciplina, no máximo duas. Então, alguém lecionaria Português e A.E., outro surgiria para lecionar Matemática e E.M., … Os alunos não sentiriam qualquer tédio em relação a terem de fixar caras de professores, já para não falar na sua organização durante todo este processo. E o que faríamos aos professores de 1º ciclo, aqueles que não têm “especialização”, aqueles que se licenciaram em 1º ciclo? Ora, também temos duas hipóteses em relação a isso. A primeira, democrática, passa por dar a escolher ao docentes que área é que desejariam lecionar, a segunda seria a de “sortear” as áreas pelos docentes. Os docentes do 1º ciclo que têm especialização poderiam escolher entra a hipótese referida atrás ou em lecionar a área de sua especialização. Estão a ver exequibilidade? É uma organização fácil de operacionalizar. Uma das “facilidades” desta organização seria a elaboração de horários. Imaginemos um agrupamento onde o 1º ciclo está descentralizado em pequenas escolas, 2,3 ou 4 lugares no máximo, os Centros Educativos não são para todos, como se fariam os horários? Os professores a acelerar entre escolas, nos seus próprios carros, seriam alvos fáceis para um qualquer radar… Está visto que…

Ainda podemos organizar o horário de uma terceira forma…

Horário Turma
2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
8:30 Português Matemática Inglês Português Português
9:20 Português Matemática E.M. Português Português
10:10 Intervalo
10:40 E.F. Português O.C A.E. Matemática
11:30 E.M Português Expressões E.M. Matemática
12:20 Almoço
13:30 Matemática E.M Matemática Inglês
14:20 Matemática E. F. Matemática E.M.
15:10 Intervalo
15:40 Expressões Expressões O.C. E.F.
16:30 A.E. Musica E.F. Musica

 

Neste exemplo, colmataríamos a dificuldade das crianças em organizar-se, quer com a deglutição do seu lanche, quer com o entrar e sair continuamente da sala de aula. Mas em relação à gestão de recursos humanos, a realidade seria bem diferente. Os professores teriam de andar a saltar de sala em sala, o mais rápido que conseguissem, uma vez que não se deixa uma turma sozinha dentro da sala de aula, a presença de um adulto é essencial. Se os professores tivessem de transitar entre escolas, essa missão tornar-se ia um pouco mais elaborada, bastava não ter em conta que há períodos em que os intervalos são inexistentes.

As mudanças no 1º ciclo são urgentes, mas para isso há que conhecer o terreno, há que, pelo menos, ter trabalhado nas diversas realidades. As soluções podem ser muitas, mas temos que pensar em todos os fatores. Não podemos olhar para o umbigo de uns e deixar os outros a apanhar frio… Quando, e digo quando, porque virá, se reorganizar este ciclo de ensino, devemos analisar as propostas de forma imparcial, sem favoritismos ou agendas escondidas.

Para refletir, «No 1.º Ciclo, o ensino é globalizante, da responsabilidade de um professor único, que pode ser coadjuvado em áreas especializadas».

 

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Como (re)organizar o 1º ciclo… Ideias?…

imagesGR2V86GBO fim da monodocência aproxima-se a largos passos, será o fim de uma era que, no nosso país, dura desde sempre.

Fomos caminhando, com pequenos passos, para o estado em que nos encontramos hoje, fomos aceitando as mudanças, adaptando-nos às desventuras de um nível de ensino em constante mudança, qual tubo de ensaio…

Os “illuminatum” nunca tiveram em consideração os interesses de todos os intervenientes, nunca viram o 1º ciclo como um todo.

Na última década as mudanças têm-se agudizado, são constantes, todos os anos se enfrentam novos desafios novas arbitrariedades. Se se têm em conta os interesses dos alunos? A meu ver, eles, só têm servido de desculpa para tais mudanças.

No próximo ano letivo, o do 1º ciclo irá sofrer uma das mais drásticas mudanças dos últimos anos. Não pelo seu conteúdo, mas pelo número de mudanças impostas. Um novo programa de Português, depois de verem implementadas as metas e um novo programa de matemática, a introdução do Inglês como disciplina obrigatória, o que lhes aumentará a carga letiva e para alguns, a disciplina de Iniciação à programação virá sobrecarregar ainda mais o seu horário, já por si, pejado de horas fechados dentro de quatro paredes. E isto das 9h às 17h:30m. É o horário chamado normal… mas muitos ainda frequentam outras instituições, seja para a prática de desporto, seja para a ocupação de tempos livres, pois os pais não têm horários que coincidam com a vida académica dos seus educandos. Tudo isto vai tornar as vidas das crianças ainda mais complicadas.

Isto tudo para dizer o quê?

Para dizer que o sistema de ensino no 1º ciclo, tal como está, e tal como está a ser projetado para o próximo ano letivo, não vai beneficiar os interesses da “bandeira”, leia-se alunos, que alguns usam como desculpa para tentar deixar marca. O sistema de ensino necessita de ser totalmente revisto e não estou a falar em termos de conteúdo, de número de disciplinas, do que deve ser ou não lecionado, estou a falar na sua organização.

O horário do 1º ciclo encontra-se, na maior parte das escolas, no espaço temporal das 9h até às 17h:30m. Isto, porque se entendeu ser mais benéfico no que diz respeito, à ocupação do tempo das crianças e à necessidade dos encarregados de educação de terem de exercer uma profissão e de a conciliar com os horários escolares. Mas será que beneficia as aprendizagens? A meu ver, não. O período do dia em que o cérebro está mais apto a exercer qualquer tipo de atividade que envolva a aprendizagem, isso está mais do que provado, não sou eu que o afirmo, eu só o constato todos os dias, é a parte da manhã. Não cabe na cabeça de ninguém lecionar uma aula de matemática ou português das 16h:30m às 17h:30m. Então, porque não organizar as atividades letivas exclusivamente nessa parte do dia?

A organização do sistema de ensino no 1º ciclo, e em qualquer outro, deve ter em atenção todos os fatores e intervenientes no processo. Os alunos devem poder aproveitar, da forma mais eficaz, a sua estadia na escola para que o processo ensino/aprendizagem se realize. Aos encarregados de educação, deve ser assegurado que os seus educandos têm um ensino de qualidade e que explore todas as suas capacidades. Deve também ser assegurada a escola a tempo inteiro, uma vez que, nos dias de hoje e na sociedade em que vivemos, Assim o exige. Deve também garantir aos profissionais de educação, vulgo, professores, o exercício da profissão aproveitando os períodos de maior concentração para as crianças desta faixa etária. E nisto devemos estar todos de acordo. Se os níveis de aprendizagem subirem, todos os intervenientes ganharão.

Mas porque é que o sistema se mantém? Porque é que, os responsáveis e os políticos, não olham com mais atenção para os tais países que tantas vezes usam como termo de comparação para outras matérias e veem que somos dos poucos países a persistir com este sistema? Isso, como se diz, “cada um sabe de si”… Só sei que este sistema está dado por adquirido, mais vale não se discutir porque, mudar dá muito trabalho, nem que seja para melhor.

Pois, muitos de nós, professores de 1º ciclo, temos a nossa opinião de como o sistema podia mudar e melhorar, mas não temos palavra nos órgãos decisivos. Uma coisa é certa, quase todos sabemos que a mudança é possível. E isso, tem sido assunto de conversa ao longo de muitos destes anos. Pessoalmente, também tenho a minha opinião…

Uma organização possível seria a que já é utilizada em outros países, atividades letivas da parte da manhã e não letivas da parte da tarde, como na Alemanha (ver aqui). Mas como operacionalizar? Como faze-lo sem aumentar a despesa com a educação? E é claro, sem ferir os princípios de uma escola a tempo inteiro? Vou tentar explicar da melhor forma.

Da parte da manhã, que passaria a ter inicio às 8h, ou perto dessa hora, nunca antes. Os professores titulares de turma organizariam as áreas curriculares, Português, Matemática, Estudo do Meio e as Expressões, constantes no programa curricular deste ciclo, durante este período. Terminaria, esta importante parte do dia, pelas 13h.

A hora de almoço decorreria das 13h às 14h:30m.

O período da tarde situar-se-ia entre as 14h:30m e as 17h:30m. Neste espaço de tempo, os alunos beneficiariam de atividades complementares e de enriquecimento curricular. Seria durante a parte da tarde que disciplinas como, o Inglês, obrigatório para os alunos do 3º e 4º anos, a partir do próximo ano letivo, a nova disciplina de Introdução à programação para o 1º CEB, o projeto de educação para a saúde, PASSE, aulas PRESSE, EMRC, orientação do estudo, bem como outros projetos ao nível de escola (hora do conto) ou concelhio e as AEC’S já existentes.

Como já foi mencionado acima, o horário letivo da parte da manhã seria mais produtivo para os alunos, embora a mancha letiva tenha um início “vespertino”, as crianças teriam a vantagem de assimilarem melhor as matérias lecionadas. Os “números” a que tanta importância é dada pelas organizações “observadoras”, isso espelhariam.

Na parte da tarde, o horário seria composto de atividades “mais” lúdicas, mas de igual importância no desenvolvimento das crianças. Dariam aos encarregados de educação a segurança de uma escola a tempo inteiro sem interferir nas atividades letivas e na performance académica dos alunos.

De seguida apresento dois horários possíveis, um de uma turma e outro de um professor, para que se possa visualizar a possibilidade apresentada.

 

Horário Turma
2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
8:00 Português Matemática Português Matemática Português
8:30 Português Matemática Português Matemática Português
9:00 Português Matemática Português Matemática Português
9:30 Português Matemática O.C. A.E. Expressões
10:00 E. M E.M. O.C. A.E. Expressões
10:30 Intervalo
11:00 E. M. E. M. E.M. Português Matemática
11:30 E.M. Português E.M. Português Matemática
12:00 Matemática Português Matemática Português Matemática
12:30 Matemática Português Matemática E.M. Inglês
13:00 Matemática Expressões Matemática E. M Inglês
Almoço
14:30 O. Estudo In. Prog. Inglês PASSE/PRESSE In. Prog.
14:50 O. Estudo In. Prog. Inglês PASSE/PRESSE In. Prog.
15:00 Proj. Escola EMRC Proj. Escola O. Estudo Expressões
15:50 Proj. Escola EMRC Proj. Escola O. Estudo Expressões
16:10 Ed. Física Musica Expressões Ed. Física Musica
17:00 Ed. Física Musica Expressões Ed. Física Musica

 

 

Horário Professor
2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
8:00  

 

 

Horário Letivo

8:30
9:00
9:30
10:00
10:30
11:00
11:30
12:00
12:30
13:00
Almoço
14:30 Reservado a reuniões Trabalho individual Atendimento Enc. Educ. Trabalho individual Trabalho individual
15:00
15:30 Hora de estabelecimento
16:00
16:30 Trabalho individual Trabalho individual
17:00

Nota: sexta feira das12h:00m às 13h:00m o professor cumpre uma hora de estabelecimento (não consegui formatar a tabela)

Em termos económicos, não creio que o orçamento do ministério da educação sentisse muita diferença, é tudo uma questão de maximizar recursos. É claro que tal mudança vai envolver alterações na organização dos agrupamentos. Mas somos todos professores, não é por ser professor do 1º ciclo, que deixo de ser professor para os alunos dos outros ciclos. Se tiver que exercer a profissão com esses outros alunos, dentro das minhas competências, vou faze-lo. A colaboração dos professores de EVT, dos professores bibliotecários, dos professores de apoio e até dos professores de Matemática e Português em coadjuvação, em apoio educativo ou em orientação ao estudo, professores de Ciências em atividades experimentais… Isto seria uma quase revolução…

Revolução! Revolução, seria os professores do 1º ciclo, na sua totalidade ou quase, terem condições dignas de trabalho nas escolas para efetuarem todo o tipo de trabalho a que estão obrigados. Mas isso é uma utopia.

E agora puxando a corda, a escola a tempo inteiro podia ir além das 17h:30m. Quando possível ainda se poderia acrescentar uma hora ao horário dos alunos, que disso necessitassem ou por razões académicas ou por impossibilidade de coordenação de horários Pais /Alunos. Já me estou a “esticar” muito. Mas se a organização for a adequada, até se poderia colmatar a falta de apoio que as nossas crianças tê na realização dos famigerados TPC. Um professor de apoio, uma hora por dia, a alunos que necessitassem mesmo da tal hora, o que já acontece em alguns agrupamentos e sempre existiu nos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo.

É claro que este modelo não é consensual, é claro que as crianças vão estar fechadas dentro de quatro paredes o dia inteiro, é claro que o tempo para brincadeiras individuais será reduzido, é claro que, fora as disciplinas de carater obrigatório, as outras serão de carater facultativo, caberá aos encarregados de educação, como até hoje, optar ou não, pela sua frequência.

As vozes começam a levantar-se. O certo é que o sistema, conforme está, deixou de funcionar, deixou de dar respostas às exigências da sociedade atual. Os responsáveis têm andado a tapar buracos ao longo dos anos sem resolverem o problema. Só o têm piorado. Chegamos ao ponto que, ou o sistema se modifica, ou o sistema cai. É urgente a mudança, resta-nos saber para onde nos levará…

 

 

 

 

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De pequenino é que se torce o pepino… No 1º ciclo!

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Quando eu era criança, cada vez que os meus pais queriam que aprendesse algo de novo, foram muitas as vezes que ouvi a expressão, “de pequenino é que se torce o pepino”…

O MEC anda a levar essa expressão à letra. No próximo ano letivo, além da inovação que vai ser a introdução do Inglês no 1º ciclo, agora, lembrou-se de introduzir a disciplina de “Iniciação à programação no 1º Ciclo do Ensino Básico”.

Com a introdução do Inglês no 3º e 4º anos, as crianças vão sofrer um aumento da carga horária de 2 horas semanais, não tendo estas horas influência na carga letiva de 25 horas semanais já existente. Mas nesta nova “experiência”, é proposto que as 2 horas utilizadas para o efeito possam ser subtraídas às 25 horas letivas na área de Oferta Complementar ou então nas AEC. A primeira hipótese deixa em aberto o que farão os professores titulares nesse tempo. Aprenderão também eles a programar? Ou vamos assistir a uma dança entre salas onde ministrarão apoio educativo? Não se sabe, ficaremos atentos e expectantes em relação à organização do próximo ano letivo… mais um “pepino” para descascar…

A avaliação desta nova disciplina também não vem explicita. As crianças do 3º e 4º anos, não terão vida fácil nos próximos anos…

 

PS: A monodocência caminha a passos largos para a extinção. A organização do 1º ciclo, de forma camuflada e sem qualquer discussão, está a ser alterada nessa direção…

PS I: Há que referir que esta “medida” pode salvar alguns docentes da “mobilidade forçada”, quem tiver aptidões para esta nova área que aproveite…

 

 

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Aos “33”…

 

images[3]Não são 33, são centenas…

Nas redes sociais, tem-se dado enfase a 33 colegas do 1º ciclo que estão a defender um principio ético, através do direito à greve. Até é com orgulho que leio tal noticia. Não é característico deste grupo de professores um tal “finca pé”. Mas é um exemplo de união. Entre os professores de 1º ciclo, este tipo de luta não tem muita aceitação, mas os tempos mudam e as ideias também. O principio de que os professores são todos iguais quando toca à luta tem que se fomentar, sejam de que grupo forem, sejam contratados ou do quadro, a luta de um tem de ser de todos. Não vou estar aqui a “roubar” o papel a nenhum sindicato. Mas como professor, do 1º ciclo, é com orgulho e admiração que olho para os 33, surpreenderam-me… e, também, é com regozijo, que ouço falar das centenas de outros que, decidiram optar pelo caminho da união e defender um direito que não lhes está a ser sonegado. Tomaram em suas mãos a defesa dos direitos daqueles que, por muitos motivos (sejam eles quais forem), não se conseguiram defender.

 

 

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Especificidades… Monodocência…

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O 1º ciclo, em conjunto com o pré-escolar, sempre teve uma especificidade única, a monodocência.

Ao longo de décadas os professores do 1º ciclo lecionaram, em regime de professor único. Faziam-no a turmas com um número elevadíssimo de alunos e na maior parte das vezes com os quatro anos de escolaridade na mesma sala, uns heróis… hoje, não tenho relatos de que tal aconteça, mas não vai há muito tempo, há meia dúzia, ou menos anos, isto era frequente.

Mas a monodocência é um “bicho” em extinção. Desde 2007 que ouço rumores de que estão a decorrer estudos e experiências nesse sentido. Começou por se falar em alargar este ciclo de estudos para seis anos, como acontece noutros países da Europa. Mas nesse caso a mesma não se extinguiria, os professores passariam a lecionar todas as disciplinas, Português, Matemática, Geografia, História, Ciências da Natureza e tudo o que viesse. Seriam conhecidos como os “superdocentes”, o vencimento,… duvido se seria assim tão “super”.

As experiências têm sido muitas, mas o modelo mantém-se até hoje, na generalidade das escolas. Já se experimentou a “especialização” de professores, um dá matemática outro dá português… Experimenta-se introduzir docentes das áreas de Expressões lecionando Expressão plástica, Expressão Musical e Expressão Físico Motora enquanto o professor titular se desloca para outra sala de aula para dar apoio educativo. E, ainda há a monodocência coadjuvada, onde professores de áreas específicas apoiam o professor titular nessas áreas. Mas será isto o fim da monodocência?

Ela tem as suas vantagens, tem, mas são os professores que sofrem com a excessiva carga de trabalho a que são expostos. Elas são, a meu ver, para as crianças, começando pela relação afetiva entre alunos e professor que proporciona um melhor relacionamento e reconhecimento, por parte do mesmo, das suas dificuldades. Um professor consegue gerir o tempo de forma muito mais eficaz articulando mais facilmente os saberes entre disciplinas. E na sociedade atual, é cada vez mais importante, pois os alunos têm de ter um adulto de referência. As crianças estão a crescer, a desenvolverem-se afetivamente, e têm necessidade de um acompanhamento próximo.

É claro que as vozes que vão de encontro ao que é pretendido pelo MEC se têm levantado e feito ouvir, pelo Dr. Filinto Lima, dirigente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Dr.ª Paula Carqueja, presidente da Associação Nacional dos Professores (ANP) e até o Dr. Mário Nogueira da Federação Nacional dos Professores (FENPROF). Onde estão as vozes que defendem a monodocência? Não têm direito a tempo de antena? Não interessa dar-lhes audiência…

Os professores do 1º ciclo estarão de certeza à altura, venha lá o que vier, ou até nem venha… mais uma vez.

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Os que por cá andam… no 1º ciclo.

pobremaNos últimos anos tenho ouvido de muitos colegas o desabafo, “tudo cá vem parar”, e, às vezes, apetece-me dar-lhes razão.

Este “tudo cá vem parar” geralmente refere-se às muitas medidas governamentais que têm como ponto de partida o 1º ciclo e que o fazem uma espécie de tubo de ensaio. Mas nem sempre se fala, ou desabafa, por essa razão, também se fala porque ultimamente este ciclo tem sido bombardeado com professores de outros ciclos de ensino que na ausência de componente letiva têm sido “despejados” no apoio educativo e nas AEC’s como se o 1º ciclo fosse a salvação da “pátria”.

E isto digo-o de experiência própria, não foi há muito tempo vi atribuído a uma turma minha uma professora de apoio educativo originária do grupo de Geografia, calma, não culpo eu a colega por tal feito, o que não entendo é como enviam uma professora de Geografia apoiar o trabalho de 1º ciclo, a colega fez um excelente trabalho, quando sentia dificuldades nesta ou naquela matéria, pois não tinha formação na área, pedia esclarecimentos que prontamente lhe eram prestados, ou a outra colega que prestava o mesmo tipo de serviço nessa escola originária do grupo de Educação Tecnológica e já com mais de 25 anos de serviço que, segundo ela, tinha descoberto um novo amor, ou então as colegas do Ensino Especial originárias do secundário que não se sentem minimamente à vontade ao trabalhar com os alunos no 1º ciclo. Mas isso não me causa celeuma, pois considero a classe docente capaz de se adaptar a qualquer circunstância se a isso se propuser. No próximo ano letivo, o 1º ciclo vai receber uma nova disciplina, o Inglês, no 3º e 4º anos, como consequência disso vamos ter a entrada de novos colegas a lecionar neste ciclo.

Em relação a isso, o que me tem preocupado é que, afinal de contas, os professores que têm ministrado Inglês nas AEC’s não são detentores de competências básicas para o fazer. Não me crucifiquem já! Ora vejamos, foi criado o grupo 120, inglês para o 1º ciclo, mas nem todos o podem ministrar, para isso, é necessário frequentar uma formação, do tipo “expresso”, que ronda os 700/800€, às expensas dos docentes e até existem formações “online”, tal é a ânsia de “sacar” uns “cobres” a quem os tiver. É muito fácil explorar a necessidade de sobrevivência desta classe. Mas afinal o que têm andado a fazer os colegas que até hoje, e continuarão a fazer até ao final do ano letivo, lecionaram e lecionam Inglês no 1º ciclo? A brincar aos professores? Porque é que até agora os docentes que lecionam tal disciplina foram considerados “competentes” para tal e a partir do próximo ano letivo lhes é exigido nova formação? Será que é em 3 meses que ficam “capazes” de lecionar o que até hoje lecionavam? E já agora, os docentes do grupo 220 não têm já competência para lecionar no 1º ciclo como titulares de turma conferida pela sua licenciatura? Porque é que agora têm de se sujeitar a tal formação? E a pagar… Vivemos no país de uma tal “Alice”… E, já que se fala no assunto, para lecionar aos 3º e 4º anos será necessária a tal formação, e nas escolas onde se mantiver a disciplina para o 1º e 2º anos, os colegas continuarão a ter competências para lecionar a esse dois anos, ou terão de “usufruir” de formação especifica?…

A última piada são as 93 vagas de QA abertas para este grupo a nível nacional, ou será que irão aparecer como vagas de QZP…

A monodocência está a caminhar a passos largos para uma extinção em massa,.. qual meteorito a cair neste ciclo…

 

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