Há coisas em relação aos exames que me custa a entender! Já me custava a entender certos procedimentos no tempo das Provas de Aferição, mas agora isto ficou incompreensível…
Vejamos…, no tempo das idas Provas de Aferição, que serviam não sei bem para quê, os professores do 1º ciclo acompanhavam e eram responsáveis por todo o processo, desde a sua aplicação à sua correção. Eram os professores do 1º ciclo que aplicavam as provas que as corrigiam, que constituíam o gabinete de exames, que as transportavam, nos seus veículos, de e para o agrupamento, que se responsabilizavam por todo o trabalho referente às provas do 4º ano. Eram considerados, pessoas idóneas…
As provas de Aferição foram substituídas pelos atuais Exames, ou Provas, como agora lhes chamam. Os professores do 1º ciclo deixaram de ser totalmente idóneos, já não podem aplicar os exames. Fica a dúvida no ar, se o MEC deixou de confiar na sua idoneidade. Perante este MEC, só são “meio” idóneos, continuam a corrigir, para isso a idoneidade serve. Já que não servem para uma coisa não serviriam para outra, mas não, o MEC tem de se sujeitar a estes profissionais, até um dia… pode ser que os exames passem a externos e sejam os funcionários de uma qualquer empresa a corrigi-los.
Outra situação incompreensível é o porquê de, agora, serem necessários 4 dias para exames do 4º e 6º anos, no tempo das Provas de Aferição só eram necessários 2 dias, o 4º e 6º anos realizavam as provas no mesmo dia. A interrupção letiva nas Escolas sede era menor, o prejuízo dos alunos que não estavam incluídos nesses exames era menor, mas esses, nesses dias, são alunos de “segunda”…
Este modelo de organização para a aplicação de exames não pauta pela justiça e por ser um modelo sem falhas. É necessário repensar todo o processo, mas isso, nós meros peões num tabuleiro onde só jogam burocratas, não temos nada a dizer…



