Crianças dos 6 aos 12 anos infetadas disparou na última semana

 

Infeção de Covid-19 nas crianças dos 6 aos 12 anos disparou na última semana

as crianças dos 6 aos 12 anos, que pareciam até agora não ter grande impacto nos números totais, a incidência da Covid-19 está a disparar. O cenário é descrito no estudo feito por investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que estão a analisar a incidência da doença nas várias faixas etárias e nos diferentes ciclos escolares.  “Desde dia 13 de janeiro, o grupo dos 6 aos 12 tem uma taxa de crescimento superior a todos os outros grupos etários”, nota Carlos Antunes, um dos autores do trabalho.

Aliás, segundo dados do estudo, a incidência da doença nos alunos entre os 6 e os 12 anos triplicou desde 4 de janeiro. Nesse dia, entre as crianças daquela idade, existiam 388 casos por 100 mil habitantes, no dia 10 o número passou para 618 e a dia 14 atingiu os 777. A 18 janeiro, ou seja, nesta última segunda-feira, o valor tinha já chegado aos 982 casos por 100 mil habitantes. “Este grupo está com uma maior velocidade de crescimento, avisa Carlos Antunes, que está a realizar o estudo em conjunto com o epidemiologista Manuel Carmo Gomes, que aconselha o Governo, e que tem como objetivo analisar o contágio e a sua evolução nas escolas entre os estudantes.

E, segundo Carlos Antunes, há já indicadores que mostram que as escolas estão a fazer aumentar o contágio entre os alunos. “Há claros indícios de que as escolas estão a ter influência pois estão a disparar os casos entre os alunos do 6 aos 12 e também dos 13 aos 17”, diz o matemático. Ou seja, a Covid-19 pode estar a espalhar-se tanto no ensino básico como secundário.

Neste último ciclo, de acordo com o autor da análise, nos primeiros dias de janeiro, a incidência da Covid-19 entre os estudantes que ultrapassou o grupo dos mais velhos e reformados. “Antes do Natal a incidência nos adolescentes eram menor do que os mais de 66 anos. Em janeiro, os dos 13 aos 17 passaram ter mais incidência”- assim, neste momento, entre os portugueses dos 13 aos 17 há 1259 infetados por cada 100 mil e nos mais de 66 anos existem 1114. Mas o pior, diz, é que este grupo de estudantes está a aproximar-se do valor de incidência da população ativa (25 aos 65 anos), podendo ultrapassá-la em breve.

 

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1 comentário

    • PROFET on 20 de Janeiro de 2021 at 22:20
    • Responder

    Este crescimento exponencial nestas faixas etárias, já vinha desde o início do ano letivo. Quem esteve atento aos gráficos da DGS pôde constatá-lo. Agora, a situação tem como agravante a acumulação da bola de neve que já vem a rebolar pela encosta desde o início do ano letivo. Quando à “quebra” do número de casos que se verificou imediatamente antes do Natal, deveu-se à interrupção letiva, mas também à redução de 1/4 do número de testes diários (verifiquem no gráfico da DGS… a mim, este governo de mentirosos, nunca me conseguirão enganar). Depois do Natal, retomou-se a média de testes diários com a tendência de crescimento que se verificava antes da queda de 1/4, e claro, o número de detetados disparou… tudo feitinho para culpar as famílias (nos convívios de Natal) e tentarem ilibar-se da m* deliberada que têm feito, este governo de mentirosos, negligentes e, criminosos… e a farsa, pelos vistos, continua, neste país que tem estado no pódio da desgraça pandémica, a nível mundial. E agora, o P.M. (Primeiro Mentiroso de Portugal) vem dizer que irão testar em todas escolas, já o tinha dito no início de novembro (há 2 meses!)… a mentira do século! Mas, se porventura o fizerem, irá ser a conta gotas, porque se fosse uma testagem massiva, a deteção de casos de infeções nas escolas iria disparar para o dobro ou o triplo, e isso não lhes interessa, seria constatar a péssima gestão da pandemia, e que deviam ter fechado as escolas já há muito tempo. Conseguiram levar este país ao descalabro sanitário, em paralelo com a ruína económica… e com um ensino presencial com muitas limitações e de fraca qualidade… e, quanto aos computadores que prometeram, chegam a conta gotas numas poucas escolas… vergonha total… o pior governo que podíamos ter numa crise pandémica… muito mentirosos, muito mesmo… e tudo isto com a conivência do Presidente da República.

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