Amanhã Temos um Conselho de Ministros Extraordinário

… para rever algumas das medidas que entraram em vigor na passada sexta-feira.

Fala-se na reabertura dos ATL/Centro de Estudos para as crianças até aos 12 anos. Ainda agora acabei de ouvir o João Soares na RTP1 a dizer que não faz sentido ter as filhas maiores de 12 anos na escola. porque tem de as levar amanhã e quebrar o confinamento. Será que o envio do 3.º Ciclo e do Ensino Secundário para um ensino misto estará em cima da mesa amanhã?

 

Governo convoca Conselho de Ministros extraordinário para rever restrições

 

O Governo vai reunir-se em Conselho de Ministros extraordinário esta segunda-feira para adaptar as restrições à nova realidade do confinamento.

 

O encontro poderá servir para apresentar novas medidas de confinamento. Ao que o JN apurou, deverá ser aprovada a proibição da venda de bebidas ao postigo nos cafés e a abertura dos ATL até aos 12 anos. O Governo pretende, assim, acabar com os aglomerados de pessoas junto às portas dos cafés. A abertura dos ATL até aos 12 anos visa dar resposta a uma lacuna decorrente das medidas aprovadas recentemente, que fez com que, num contexto em que todas as escolas ficaram abertas e os ATL encerrados, milhares de crianças ficaram sem almoço e sozinhas no recreio.

De referir que, durante a tarde deste domingo, depois de uma reunião com a administração do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o Presidente da República avisou que poderá ser necessário restringir ainda mais as medidas de combate à pandemia.

Minutos antes, a ministra da Saúde, Marta Temido, tinha avisado que todo o sistema de saúde está numa situação de “extremo sobreesforço” e pediu aos portugueses para “por favor, ficarem em casa”.

Em visita ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, que está numa situação crítica, Marta Temido deixou avisos e um forte apelo à população para que cumpra o confinamento.

Há um limite e estamos muito próximos do limite. Os portugueses precisam de saber isto“, disse a ministra da Saúde, num tom de preocupação.

 

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16 comentários

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    • JJM on 18 de Janeiro de 2021 at 0:05
    • Responder

    Afirmar que o ensino presencial é melhor que o ensino à distância é passar ao lado do problema. Se se afirmasse que cortar o cabelo no cabeleireiro é melhor do que em casa, ou comer gourmet no restaurante é melhor do que em casa, também se passaria ao lado da questão. Não faria sentido. É óbvio que as aulas na escola são melhores, e o cabeleireiro é melhor do que o marido ou a mulher. O que está em causa é, no caso das escolas, pesar um mês de aulas à distância com a saúde. Mas quem gere as escolas continua a fazer confusão.

      • ... on 18 de Janeiro de 2021 at 11:06
      • Responder

      Isso mesmo. É que o Governo, os sindicatos e os representantes dos Diretores comparam o incomparável.

    • antonio on 18 de Janeiro de 2021 at 0:37
    • Responder

    Julgo que é suficiente proibir a venda de bicas e cervejolas ao postigo, ou à janela, para vencermos a pandemia. Encerrar os estabelecimentos escolares apenas protege 2,5 milhões de portugueses. O problema está, definitivamente, na venda ao postigo e não em manter 33 pessoas em salas fechadas durante 7 horas do dia.
    Um inteligente das matemáticas resolveu apresentar na SIC notícias um gráfico para o caso português semelhante ao que o virologista Filipe Froes tinha apresentado na véspera com dados para os EUA. O gráfico prova à saciedade que o grupo etário com maior número de infeções se situa entre os 18 e os 24 anos (alunos do ensino superior), sendo que o grupo etário dos 13 aos 17 anos (alunos do 3.º ciclo e secundário) também tem um número muito elevado de infeções. A jornalista questionou o matemático
    – se este gráfico que está a apresentar tivesse sido divulgado na reunião do Infarmed as escolas teriam sido encerradas?
    e a resposta foi
    – provavelmente.
    O incompetente, que devia ter feito o trabalho de casa antes da reunião, ainda aconselhou o governo a ser prudente e a rever esta medida.
    Em suma, estou convicto que na reunião extraordinária do Conselho de Ministros vamos, novamente, ignorar os dados da ciência e apostar na verdadeira solução do problema que é proibir a venda ao postigo. Não faltará muito para de Costa venha aconselhar a vacina de lixívia para os portugueses, mas esta solução só será aplicada se a proibição da venda ao postigo não resolver este problema rapidamente.
    As minhas filhas a partir de amanha, segunda-feira, dia 18 de janeiro, não voltam à Escola até considerarmos, em família, que estão reunidas as condições de segurança.
    Votos de muita saúde

    • Alecrom on 18 de Janeiro de 2021 at 7:42
    • Responder

    “Ricardo Baptista Leite alargou-se na descrição do que se passa num covidário em Portugal, neste caso . É “um cenário de guerra”, com ventilações invasivas de doentes, poucas vagas nas enfermarias, médicos a fazer escolhas sobre quem atender, consoante quem tem mais probabilidade de viver.”

    ““Vi uma colega médica a chorar depois de sair do covidário mais de 5 horas depois do término do seu turno. Física e psicologicamente esgotada. Cada vez que se estabiliza um doente, havia já mais 3 ou 4 doentes instáveis a entrar pela porta dentro.”

    ““Ventilamos os doentes ali, em pleno serviço de urgência”, revela.”

    “ Muitas vezes, salienta Baptista Leite, os doentes “menos graves” que estão a aguardar pelo teste ficam a assistir a tudo o que se passa, já que estão num espaço “demasiado pequeno para tantas dezenas”. “É preciso estabelecer prioridades”, admite o deputado e infecciologista. “O cenário é de catástrofe. Temos tantos doentes graves na casa dos 40, 50 e 60, muitos sem outras doenças, que simplesmente não podem morrer. Não podem! Assumem-se por isso prioridades”, descreve.

    “Na impossibilidade de acompanhar todos, diz, “fazem-se escolhas tão difíceis sobre quem tem maior probabilidade de morrer, faça-se o que se fizer. É devastador ver equipas de médicos forçados a escolher quem são os doentes com maior probabilidade de viver para os poder assumir como prioritários””

    https://observador.pt/2021/01/17/baptista-leite-no-hospital-de-cascais-fazem-se-escolhas-sobre-quem-tem-maior-probabilidade-de-morrer/

    Costa, Catarina, Louçã, Mortágua, Jerónimo:

    Está na hora.

    Fim da venda de minis e bicas ao postigo, já!

    • fgk on 18 de Janeiro de 2021 at 8:05
    • Responder

    Em t**ar, agrupamento com mais de 12 turmas em isolamento e os professores obrigados a ir trabalhar pela direção da escola . Os alunos ficam em casa e os professores chamados a trabalhar! Vergonha nacional.
    E os outros alunos.continuam na escola.
    Comparam a tempo de.guerra, estes profissionais e alunos são de outra categoria, não se protegem .

      • Tomar on 18 de Janeiro de 2021 at 12:05
      • Responder

      TOMAR, com as letras todas!

    • Maria on 18 de Janeiro de 2021 at 8:45
    • Responder

    Tanta gente a morrer escusadamente… vergonha de país. Nunca pensei que pudéssemos chegar tão baixo.
    Mais uma vez a nossa classe mostra que nada vale. Somos os primeiros a dar tiros nos pés e a deixar que nos ponham o pé em cima, aliás o ME tem quem o faça nas escolas… a máquina está bem montada.
    É o salve-se que puder… completo cenário de guerra!!!
    Ainda falam do trump e do bolsonaro… ponham os olhos nos nosso números e parem duma vez por todas de mentir ao povo…
    A maioria dos líderes europeus devem ser mesmo idiotas para fechares as escolas. Em Portugal é que são iluminados… continuemos a manter este sistema que realmente ele defende-nos bem….

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 18 de Janeiro de 2021 at 8:59
    • Responder

    A palhaçada continua.

    A gestão está ser perfeita, a mensagem mais ainda, os portugueses é que são uns bandalhos.

    Governo – perfeito

    Presidência – sublime

    Comunicação Social – isenta e não sujeita a agendas

    Povo – cambada de anormais

      • ??? on 18 de Janeiro de 2021 at 9:14
      • Responder

      CS =corruptos.
      Passam a mensagem, falsa, que o poder quer não é seguramente em troca de um prato de lentilhas…

    • Maria on 18 de Janeiro de 2021 at 9:55
    • Responder

    Meu Deus, em vez de fecharem tudo, vão reunir para criar mais excepções!

    • Manuel on 18 de Janeiro de 2021 at 10:48
    • Responder

    Antevejo a suspensão das eleições presidenciais!! Mobiliza muito mais pessoas num período de tempo curto e em locais limitados. Se não o fizerem soa a falso, não?

    • Falar verdade on 18 de Janeiro de 2021 at 11:02
    • Responder

    A notícia está aí: https://observador.pt/2021/01/17/baptista-leite-no-hospital-de-cascais-fazem-se-escolhas-sobre-quem-tem-maior-probabilidade-de-morrer/ . A notícia que ninguém pensava ouvir e ler em Portugal. O cenário de guerra assola Portugal, um país que não tem meios nem combatentes à altura para salvar vidas.
    E, nós, professores tal como diz a Maria “Somos os primeiros a dar tiros nos pés e a deixar que nos ponham o pé em cima, aliás o ME tem quem o faça nas escolas… a máquina está bem montada.”. Sem dúvida. É lamentável ver o que se passa nas escolas, mais turmas do secundário em casa e a escola com os seus diretores continuam lá, comodamente nos seus gabinetes a acatar as ordens do ME, a ignorar e a esconder casos, para não contradizer o ME e o 1.º ministro. Posso dizer que os diretores deste país são os mais as pessoas mais doutas e iluminadas que algum dia a educação teve. Começaram a mostrar a sua inteligência em abrir as escolas em setembro, com 27 e 30 alunos nas salas de aulas, sem distanciamento e sabendo que não havia condições de quando começasse o frio de ter janelas e portas abertas.

    Estão todos a contribuir para a morte física e psicológica dos portugueses.

    Um bem haja aos pais e encarregados de educação que decidiram não mandar os filhos para a escola. Porque a escola não é um local seguro, sobretudo para jovens a partir dos 14 anos.

    Lamentável…. este país de luz e sol está-se a tornar um país sem cor e frio.

    Todos os professores, alunos e assistentes operacionais que fiquem infetados pela incúria de um ministro da educação que nada percebe de educação, e que quer a todo o custo ignorar as verdades dos cientistas deveriam de pedir contas ao Me caso fiquem infetados, quer seja sintomáticos ou assintomáticos, porque já se está a descobrir que mesmo nos assintomáticos o sars-cov-2 deixa mazelas.

    Lamentável… o país onde vivo.

    • Manuel on 18 de Janeiro de 2021 at 11:53
    • Responder

    Só para que conste, caso ainda não saibam…
    https://www.comregras.com/conselho-de-ministros-vai-debater-novamente-o-fecho-das-escolas-marcelo-nao-se-compromete/

    • Filipe on 18 de Janeiro de 2021 at 11:58
    • Responder

    Vai chegar dentro de momentos a entrada direta para a morgue , não existe capacidade . Brincaram com o fogo agora tem o que andaram a cultivar . Salvem as crianças já ! Pois , a treta da vacina irá conduzir Portugal ao abismo de toneladas de cadáveres tal e qual como as valas comuns em Auschwitz .

    Os médicos serão infetados na mesma … abriguem-se em casa quanto antes , é que nem imaginam o terror dentro de dias .

    https://visao.sapo.pt/visaosaude/2021-01-18-medicos-que-tomaram-1a-dose-da-vacina-estao-a-testar-positivo-a-covid-19/

    • antonio on 18 de Janeiro de 2021 at 12:52
    • Responder

    Os elementos que integram os sindicatos não sabem o que é uma sala de aula, em alguns casos, há dezenas de anos. No quentinho das instalações e em amena cavaqueira com os camaradas, comportam-se como representantes dos partidos políticos. Conhecendo que nas escolas não existe distanciamento social e que os professores e alunos estão expostos ao perigo de infeção, não hesitam em pressionar o governo para que o ensino se mantenha presencial.
    É fácil mandar os outros para as trincheiras – as salas de aula gélidas, sem ventilação, ocupadas por 32 alunos e 1 professor tendo como única segurança as máscaras colocadas no rosto.
    Vamos assumir a realidade, também para os sindicatos, que apenas pretendem servilmente atingir objetivos políticos – os professores são carne para canhão …

    • João on 18 de Janeiro de 2021 at 13:55
    • Responder

    Onde é que andam os coros que gostavam muito de cantar o “Acordai”, aqui há uns anos? onde é que andam as “comissões de utentes” disto e daquilo? onde é que andam os jornalistas indignados com a “austeridade que mata”? onde é que andam as lamentações pelos que eram “obrigados a emigrar”? onde é que anda a dra. Maria do Rosário e a sua APRE? etc, etc. Ah, pois, isso era no tempo do Passos e da troika, agora está tudo bem. E o que não está, pouca coisa, é culpa dele e do Estado Novo. E do Bolsonaro, que ainda é presidente.

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