Setembro 2024 archive

E Quase Tudo Aguarda Reabilitação

Eu olho para o aviso n.º 25 da renda acessível em Lisboa e vejo que dos 146 apartamentos mais de 110 aguardam reabilitação.

Talvez na páscoa estejam pronto a entregar.

 

 

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Programa Renda Acessível – LISBOA

Programa Renda Acessível – Candidaturas abertas

 

Foi aberto pela CML um concurso no âmbito do programa “RENDA ACESSÍVEL” com prazo de candidatura entre o dia 10 de setembro e 7 de outubro.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER A MAIS INFORMAÇÃO

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A Antecipar a RR3 no QZP22

São apenas 14 horários temporários para a RR3 no QZP22.

E como no QZP 22 não há nenhum docente de carreira do grupo 100 é um desperdício de tempo o horário de 20 horas ir à Reserva de Recrutamento, pois nenhum docente contratado teve possibilidade de concorrer ao grupo 100 para horários incompletos.

É nestas pequenas coisas que o concurso podia ser aperfeiçoado.

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A Antecipar a RR3 no QZP09

São 67 horários anuais e 394 temporários que vão entrar na RR3 no QZP09.

Os primeiros da lista podem começar a fazer contas.

 

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Audição de João Costa, Ex-Ministro da Educação

Audição de João Costa, Ex-Ministro da Educação, para prestar esclarecimentos sobre irregularidades na colocação de professores no âmbito do concurso interno e externo (requerimento do CH)

AQUI

 

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FNE – Corrigir as ultrapassagens na carreira Docente

Corrigir as ultrapassagens na carreira Docente

 

FNE ENVIA AO MECI OFÍCIO SOBRE CORREÇÃO DAS ULTRAPASSAGENS NA CARREIRA DOCENTE E LANÇA ABAIXO-ASSINADO
A Federação Nacional da Educação (FNE) fez chegar ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) um ofício em que assume a urgência de se corrigirem as ultrapassagens na carreira docente.
No dia 21 de maio de 2024 com a celebração do Acordo entre a Federação Nacional da Educação (FNE) e o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, foi finalmente possível a recuperação total do tempo de serviço congelado, 6 anos, 6 meses e 23 dias.
Este acordo, teve tradução na publicação do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho, permitindo corrigir uma situação de grande injustiça, constituindo também um fator de dignificação e valorização da carreira docente.
No entanto, fruto das sucessivas alterações e do intrincado conjunto normativo continua a carreira docente a ser pautada por assimetrias geradoras de injustiças, que há muito a FNE vem denunciando, e que é importante resolver.
A FNE destaca no Ofício enviado à tutela, que os docentes que ingressaram na carreira antes de 2011, em boa verdade acabam por ser ultrapassados pelos docentes que ingressaram após 2011, os quais, com igual ou menos tempo de serviço, são posicionados em escalões superiores, o que, no entendimento da FNE, coloca em causa o princípio da igualdade, na perspetiva de “salário igual para trabalho igual”, decorrente do art.º 59.º, n.º 1, alínea a), da Constituição da República Portuguesa.
As situações de ultrapassagem são, no entender da FNE, incompreensíveis e geradoras de sentimentos de injustiça, motivo pelo qual a FNE considera importante que se encete um processo negocial que, à semelhança do processo que permitiu um acordo para a recuperação integral do tempo de serviço, permita também uma solução justa para estes problemas.
A FNE entende que a correção destas situações exige uma solução legislativa justa, que consagre o direito à consideração de todo o tempo de serviço prestado em funções docentes e classificado com a menção qualitativa mínima de Bom dos docentes que ingressaram na carreira antes de 2011, posicionando-os assim no mesmo ponto da carreira em que estão a ser posicionados os docentes que ingressaram na carreira após 2011, sem prejuízo no que quanto aos docentes reposicionados vai dito.
A FNE pretende alertar o MECI para a necessidade de uma resolução urgente desta injustiça, pelo que avança com um abaixo-assinado para correção das ultrapassagens na carreira docente e que pode ser preenchido em formato papel ou online em www.fne.pt
Porto, 12 de setembro de 2024
A Comissão Executiva da FNE

 

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Despareceu a Linha Reta da Terminologia Concursal

… e ainda bem, porque ao que sabemos ainda nenhum professor se desloca de helicóptero.

 

Para o efeito do disposto nos números anteriores, as distâncias são contadas, por estrada, considerando o percurso mais próximo a utilizar entre o domicílio fiscal e o estabelecimento de educação ou ensino.

 

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Concurso extraordinário e subsídio de deslocação promulgados pelo presidente

O Presidente da República promulgou o diploma que cria um regime excecional e temporário para recrutamento do pessoal docente a realizar no ano letivo de 2024-2025 e um apoio à deslocação para professores.

Projeto de Decreto Lei que foi aprovado

 

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A falta de professores como acelerador da mudança – José Afonso Baptista

 

1. A crise da educação não é um problema novo nem especificamente português. É um problema global que traduz a dificuldade, ou mesmo incapacidade, de dar resposta ao direito de todos à educação consagrado na DUDH (1948), e reafirmado em Jomtien em 1990 na Conferência Mundial sobre Educação Para Todos (EPT). A escola de elite excluía e proibia a frequência por razões económicas, étnicas, de género, limitações físicas e mentais; a escola inclusiva abriu-se a todos e obrigou a investimentos gigantescos em novas escolas, professores, material escolar, em proporções incompatíveis com os orçamentos do Estado. O número de professores cresceu na proporção inversa dos salários, conduzindo a uma classe docente empobrecida, desprestigiada, deprimida, com condições de trabalho insuportáveis que conduziram ao burnout em grande escala e ao abandono da profissão. Não é um problema português é um fenómeno universal. Lutamos hoje para ter educação para todos, mas não temos professores para todos. Mas será a falta de professores o acelerador da mudança inevitável. A violência da vida errante e instável dos professores está devidamente diagnosticada e mostra que não foi apenas a questão salarial a provocar a fuga. Muitos professores deixaram de ter vida própria e preferiram aceitar vencimentos ainda mais baixos em empresas ou instituições estáveis que não obriguem a uma escola assente na mobilidade. A instabilidade aumentou as desigualdades e a excluão dos alunos mais vulneráveis, condenados ao isolamento por não terem acesso às novas tecnologias.

2. Deixei de ir ao Banco, como fazia há uns anos atrás. Hoje posso fazer todas as transações – pagamentos, transferências, levantamentos – a partir do telemóvel, do PC ou do MB. A Banca transferiu para os clientes todas as operações correntes e da forma mais simples. No supermercado não preciso de ajuda para meter no carrinho tudo o que preciso, nem para pagar, o que faço sozinho na máquina à saída. O mercado transferiu para o cliente a tarefa e o tempo de abastecer, confiou os pagamentos a uma máquina e pôde dispensar uma parte importante dos seus trabalhadores. Este vai ser o caminho inevitável da escola e a falta de professores é o maior acelerador para este processo. Kai-Fu Lee e Chen Qiufan (Inteligência Artificial 2041, Relógio d’Água, 2021), salientando que a tecnologia mudou radicalmente a forma como trabalhamos, brincamos e viajamos, está a mudar também a forma como ensinamos e aprendemos. Nesta mudança, precisamos de bons professores, preparados para uma escola radicalmente diferente daquela que herdamos do séc. XIX, que persiste e resiste em caminhos que foram inevitáveis no passado, ignorando que hoje temos autoestradas e veículos de nova geração e que o saber já não está concentrado no professor mas está ao alcance de todos. Como no supermercado, cada aluno pode procurar o que precisa, na escola ou em casa, e que um simples telemóvel inteligente transporta todo o saber do mundo. Precisamos de professores altamente qualificados para orientar a geração Z, mas as tarefas rotineiras, como no hipermercado ou no banco, podem ser desempenhadas pelos próprios alunos, por máquinas ou por robôs. Há décadas que reclamamos a centração das aprendizagens nos alunos, o fim dos programas uniformes, mesmo se rotulados de flexíveis, porque os exames são inflexíveis e deixam na escuridão todos os talentos que tantos alunos não têm oportunidade de mostrar. Hoje as tecnologias permitem que cada aluno siga o seu sonho, com a orientação da família e dos professores. As crianças e os jovens precisam que lhes apontem o caminho quando desorientados, mas são eles que têm de o percorrer. Os bons professores e a sua “arte” para acompanhar os alunos não estão limitados a ensinar 20 ou 30 alunos fechados numa sala. As suas “lições” podem ser disponibilizadas e divulgadas em qualquer lugar ou em qualquer país, em qualquer língua, ao serviço de aprendentes de qualquer geografia. A boa gestão dos melhores professores pode reduzir e aliviar drasticamente o orçamento da educação e permite duplicar ou triplicar o seu salário e atrair muitos dos candidatos que procuram as melhores remunerações. A obra citada de Lee e Qiufan faz uma análise global das múltiplas esferas da vida atual, mas é no capítulo 3, “Os Pardais Gémeos” (pp. 57-145), que prevê o futuro da educação assente nas tecnologias emergentes e na Inteligência Artificial (IA). É a história de dois irmãos gémeos, órfãos de pai e mãe aos cinco anos, devido a um acidente de automóvel. A epígrafe (p. 91), transcrita de Herman Hesse, traduz bem a “filosofia” do texto: “Somos sol e lua, caro amigo, somos mar e terra. Não é nosso propósito tornarmo-nos um no outro; é reconhecermo-nos um ao outro, aprender a ver o outro e a honrá-lo pelo que ele é: o oposto e o complemento um do outro”. Aparentemente iguais, de início, a escola e a vida mostraram duas pessoas muito diferentes, o que não impediu que revelassem talentos singulares em momentos e áreas muito diversos. A sua educação ficou marcada por uma liderança humana muito próxima e por um acompanhamento permanente por dois robôs configurados de acordo com o perfil de cada um, com capacidade para mostrar os caminhos mais adequados aos talentos de cada um, tão diferentes como é diferente o sol da lua ou o mar da terra. Temos um novo Governo e um novo Ministro enfrentando problemas que vêm de longe e que levarão tempo a resolver. Mas têm uma “bússola” nova que pode indicar e iluminar o caminho. A crise dos professores só será bem resolvida se olhar para o futuro com confiança e liberto da nostalgia do passado.
José Afonso Baptista | Ciências da Educação | As Beiras 2024.09.12

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Aulas arrancam sem greves mas há mais falta de professores

Mais de 100 mil alunos sem todas as aulas. Há diretores à procura de quartos e listas já com poucos por colocar.

Aulas arrancam sem greves mas há mais falta de professores

O ano letivo arranca sem greves na agenda, graças à recuperação do tempo de serviço, mas com mais alunos sem todos os docentes, garantem diretores e Federação Nacional de Professores. Só entre segunda e terça-feira, estavam por preencher mais de dois mil horários em oferta de escola, deixando cerca de 120 mil alunos sem todas as aulas.

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O Mal Não É Geral, Mas Não Anda Longe

E não querendo ser presunçoso, sexta-feira 13, e não quinta 12, começam as atividades letivas no agrupamento que dirijo com a totalidade dos professores em funções para o 1.º dia de aulas.

100% dos alunos têm professor.

Ao todo são 1111 alunos e 118 professores.

Os alunos são de 22 nacionalidades (incluíndo a portuguesa) e 9,27% são de nacionalidade brasileira. A portuguesa é de 84,97%.

A média de idades dos 118 professores é de 54,1 anos.

95% são docentes QA/QE do agrupamento, e apenas existem 6 contratados, 2 colocados na RR1 e 4 colocados na RR2. Só 4 horários são temporários, dois deles passarão a anuais logo que venham as aposentações.

 

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Comunicado do Conselho de Ministros de 11 de setembro de 2024

O Conselho de Ministros, reunido no dia 11 de setembro de 2024, na Residência Oficial do Primeiro-Ministro:

1. Apreciou medidas no âmbito do arranque do ano letivo 2024/2025, designadamente o programa “Aprender + Agora”, relativo à recuperação das aprendizagens, e recomendações sobre o uso de telemóvel nas escolas;

2. Na sequência do plano +Aulas +Sucesso, para reduzir o número de alunos sem aulas, aprovou um Decreto-Lei com duas medidas complementares destinadas às escolas com maior escassez de docentes:

a. Um novo concurso extraordinário de seleção e recrutamento de pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, a realizar no ano letivo 2024-2025, para satisfação das necessidades permanentes desses agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas;

b. Um apoio extraordinário à deslocação destinado aos professors colocados em escolas carenciadas, independentemente do grupo de recrutamento, a mais de 70 quilómetros do domicílio fiscal. Este apoio varia entre 150 euros e 450 euros mensais, conforme a distância.

 

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Mais Cartas do Ministro da Educação, Ciência e Inovação

Aos Técnicos, Assistentes e Auxiliares

E aos Diretores

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É o 13 (número da página)

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O Plano Completo – Aprender Mais Agora – Recuperar e Melhorar a Aprendizagem

Aprender Mais Agora – Recuperar e Melhorar a Aprendizagem

 

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Com Especial Recado a Alguns Comentadores do Blog DeAr Lindo

Português açucarado, vómitos e invasão

 

Uma das muitas medidas apresentadas pelo governo foi a de simplificar os procedimentos necessários para a certificação de professores imigrantes.

Faltam 2228 professores. Isto de acordo com dados do conhecido blogue Arlindovsky, atualizados ontem. O número é volátil, mas tomemo-lo como referência.

Uma das muitas medidas apresentadas pelo governo foi a de simplificar os procedimentos necessários para a certificação de professores imigrantes. Na altura, o ministro da Educação referiu o objetivo de, por esta via, contar com mais 200 professores no sistema. O único partido da oposição que reagiu foi, naturalmente, o Chega, acusando Fernando Alexandre de “fraqueza”.

200. Não é determinante, mas também não é indiferente. Se este objetivo tivesse sido cabalmente cumprido, teríamos, neste momento, cerca de 9% da falta de professores resolvida.

A agilização desta certificação não parece, até agora, ter suscitado uma alteração normativa, já que as FAQ do Ministério continuam a referir legislação de 2005, que não aparenta ter sido alterada. Assim, o que por ora está em curso será mais uma aceleração processual prática do que uma modificação substancial dos próprios requisitos. Ora, nesse sentido, soube-se ontem, através de um depoimento de fonte anónima do ministério junto da imprensa, que foram já recebidos 129 pedidos desde o anúncio. Destes, 90 aguardam completamento da documentação por parte dos solicitantes e 39 foram apreciados. E, destes, 10 foram deferidos e 29 foram indeferidos.

Portanto, temos 10 novos professores imigrantes em Portugal. Ou seja, 5% do objetivo de colmatar 9% da falta de professores. Destaco, pois será importante para o que aí vem: mesmo que o objetivo de recrutar 200 novos professores estrangeiros seja totalmente alcançado, esses professores representarão cerca de uma milésima e meia parte face ao total de docentes no setor público (131?133, em dados de 2022).

O já referido blogue Arlindovsky é de um valor consensual não só na partilha de informações sobre a Escola Pública, mas também na própria produção de conhecimento sobre a alocação de docentes, com detalhados estudos quantitativos levados a cabo pela sua equipa. O que porventura será terreno mais polémico é a sua política de moderação, que parece estar baseada numa visão maximalista da liberdade de expressão, postura defensável e quiçá emblemática num tempo em que, com frequência, a mera ofensa subjetiva se tem tornado condição suficiente do silenciamento objetivo.

Uma das vantagens desta abertura é termos acesso não mediado a barbaridades.

No post em que o blogue divulga a notícia desta dezena de professores estrangeiros que entrou no sistema – sete do Brasil, dois de Espanha e um de Cabo Verde –, um comentário apela a “uma posição dos Encarregados de Educação, caso não aceitem que os seus filhos fiquem a falar português açucarado”.
Mantendo-nos na esfera digestiva, outro utilizador constata: “Agora facilitam os estrangeiros. Dá vómitos”.

E, num acesso de pânico, há ainda um terceiro que se interroga: “Já são dez? Daqui a algum tempo vão contar-se aos milhares”.

Serão realmente docentes, os autores destes comentários? Gostaria de achar que não, mas suspeito que sim. Há toda uma idiossincrasia de zanga e azedume numa parte das interações com este blogue, felizmente minoritárias, infelizmente recorrentes.

Por isso, lamento, mas só consigo terminar este texto assim: Deus nos proteja destes parasitas. Não me refiro aos imigrantes, mas a quem perdeu há já muito tempo o humanismo que deve nortear todos aqueles que trabalham numa escola.

Aos meus novos colegas brasileiros, espanhóis e cabo-verdiano: bem-vindos!

David Erlich, in Sábado

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Processos a Iniciar em Setembro

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Parte do Powerpoint Sobre os Smartphones

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Parte do Powerpoint Sobre o PLNM






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Notícia do Agrupamento de Agualva Mira, em Sintra

Escolas sobrecarregam professores para conseguirem preencher horários

 

Cerca de 3.000 alunos do agrupamento de Agualva Mira-Sintra começam as aulas esta quinta-feira, sendo que centenas não terão professor a, pelo menos, uma disciplina. No total, por todo o país, vão ser cerca de 200.000 os estudantes sem docentes.

A um dia do arranque do novo ano letivo os diretores das escolas fazem os possíveis para preencherem todos os horários. A falta de professores vai continuar a afetar cerca de 200 mil, que não vão ter aulas a, pelo menos, uma disciplina. A SIC foi a uma escola em Sintra onde faltam ainda cerca de 30 profissionais.

As preocupações dividem-se na sala da direção entre a recuperação do tempo de serviço, a colocação de alunos e o recrutamento de professores, mais complicado em comparação ao ano passado.

No agrupamento de escolas de Agualva Mira-Sintra, as falhas sentem-se mais nas disciplinas de português, línguas estrangeiras e informática.

A um dia do arranque das aulas, a solução da escola passa por sobrecarregar os profissionais colocados até conseguir preencher todos os horários. Uma gestão difícil, assume o diretor do agrupamento, sobretudo este ano letivo com 30% do corpo docente renovado, consequência do maior concurso de sempre de professores.

Em Sintra, além da falta de professores, há ainda alunos em lista de espera a aguardar vaga numa escola.

Cerca de 3.000 alunos do agrupamento de Agualva Mira-Sintra começam as aulas esta quinta-feira, sendo que centenas não terão professor a, pelo menos, uma disciplina. No total, por todo o país, vão ser cerca de 200.000.

 

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O Briefing do MECI

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Conselho de Ministros aprova medidas para as escolas

Arranque do ano lectivo: Conselho de Ministros aprova medidas para as escolas

 

Esta quarta-feira, a partir das 16h, o Governo vai anunciar, no briefing após o Conselho de Ministros, as medidas pensadas para responder à falta de professores.

 

Ver aqui o briefing

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Por uma burocracia pedagógica…. Luís S. Braga

 

Estes dias, através de um secretário de Estado (que já foi Diretor Geral de Educação, em tempo de João Costa) anunciou-se uma mudança do regime de gestão das escolas. Não me parece que vá no sentido que faz falta, conhecendo os protagonistas e ouvindo com atenção o discurso do Ministro sobre isso.

Mas, além de mexer nessas coisas, o Ministério devia focar-se na questão central do quotidiano das escolas que é a burocracia.

Burocracia é diferente de excesso de burocracia

A palavra burocracia vulgarizou-se no contexto da teoria da burocracia de Weber.

E, na origem do sentido criado por Max Weber, é uma coisa boa: organização formal, regulada, previsível e legitima. Burocracia, na visão teórica original de quem começou a usar a palavra, é uma coisa positiva, que supera a tirania e o feudalismo.

Burocracia é um caso linguístico engraçado, porque no uso comum a perversão dela é designada pelo mesmo nome do conceito.

A perversão da democracia não é democracia é demagogia. Mas a perversão da burocracia não é no uso comum designada como excesso de burocracia, mas simplesmente pelo nome do conceito que é pervertido: burocracia. Esta situação linguística coloca problemas nos debates.

Licínio Lima, que é reconhecidamente um dos mais notáveis especialistas da administração escolar neste país, usa o termo hiperburocracia para distinguir a boa da má, a que é demais da que faz falta.

Por exemplo, como defendo modelos weberianos de burocracia (e acho que o problema do excesso de burocracia é uma perversão) penso que a situação que se vive nas escolas, sendo gravíssima, não justifica tiradas como “temos de acabar com a burocracia”.

Alguma tem de haver, porque tem de haver formas padrão e formalizadas de fazer as coisas. As escolas não podem funcionar à base de vontades de agir individuais, mas como organizações coletivas, para mais públicas, tem de ter burocracia.

Aliás, muitos diretores que fazem discursos pela desformalização, na verdade, querem é abrir espaço à sua discricionariedade individual. A burocracia, bem dimensionada, defende direitos, porque implica regras claras.

Ou as coisas não funcionam.

(A perversão da palavra resulta também de ter havido teóricos liberais do início do século XX que criticaram o conceito, para criticarem o peso do Estado, sendo a burocracia um modelo de organização típico do que é público, embora não só; e como os governantes atuais, liberais económicos, não gostam do Estado e do seu peso na educação prevê-se a abordagem que vão acabar a dar ao problema).

Há uma norma que me citam sempre nestes debates sobre burocracia que diz que nas questões de escola devem prevalecer as considerações pedagógicas sobre as administrativas.

Esse artigo de uma lei devia ser debatido com mais profundidade e menos tendência panfletária. O pedagógico implica o administrativo que retroage com o pedagógico. E a má compreensão disto também agrava os problemas com a burocracia.

Se se debatessem melhor os documentos (e com o devido processo) nos órgãos – ação que se diz ser administrativa- não havia MAIA, essa perversão burocrática. Ninguém vota pela maluquice burocrática daquilo, no seu perfeito juízo, num sistema que não dê azo a pensamento grupal.

Até porque um dos problemas mais graves é a “burocracia pedagógica”.

Faz sentido, por exemplo, haver critérios de avaliação de disciplina com 32 páginas? Um caso em que o “pedagógico” prevaleceu sobre o administrativo e deu asneira, porque burocracia, no sentido preciso, implica funcionar bem.

Mas não vos maço mais com teorizações….

Consertar a burocracia: uma questão de participação

Numa democracia todos podemos dar ideias sobre as regras que nos governam.

A burocracia das escolas, juntamente com a indisciplina, é uma das coisas da minha vida de professor que me incomoda mais. E o incómodo agrava-se porque estudei o tema com profundidade e vejo o contraste entre o que devia ser e o que é.

É como um cozinheiro que vai a um restaurante e lhe servem ovos estrelados mal fritos. Aquilo dói-lhe mais, que a outra pessoa que não treinou estrelar ovos até perceber as nuances mais subtis de uma coisa tão básica. E estrelar ovos exige método, mas não é complicado.

Porque combater a burocracia excessiva também não é coisa complexa. Começa pela atitude interiorizada de exatamente não querer aumentar a complexidade burocrática. Ser simples e ter ideias claras e distintas sobre o processo de fazer as coisas.

E muitos professores não a têm e são carrascos de si próprios.

Combater a burocracia é usar muito a navalha de Ockham e simplificar sempre e não complicar. E fazer algo que arrepia muita gente: cumprir a lei.

Gosto muito e apelo muito a leis como o CPA ou a LADA e sou gozado por isso.

Mas a razão básica para insistir tanto é porque são leis desburocratizadoras em alto grau e que garantem direitos individuais dos administrados (que é uma das formas mais eficazes de reduzir a burocracia).

Mas imaginemos que passávamos a funcionar como outros países democráticos e apelávamos à participação dos cidadãos para refletir na resolução dos problemas.

No despacho sobre burocracia, que fez no ano passado, o Governo PS colocou, entre as medidas, que cada escola fizesse um plano interno de redução da burocracia.

Quantas fizeram?

Eu perguntei na minha e nem me responderam, além de gozarem comigo.

Fazer festas e projetos supostamente criadores de empatia é relativamente fácil. Combater a burocracia exige estudo, é penoso, implica mudar de atitude e confrontar. Às vezes, não é simpático porque implica combater devaneios que fazem pessoas felizes. Por isso, ela cresce todos os dias.

A burocracia excessiva não desaparece por magia. Implica ações contra o aumento de complexidade dos processos, aumento que é um processo entrópico.

Processos “no osso” significam eficácia e simplicidade. O mal começa quando alguém junta mais uma fichinha ou uma tabelinha….

Mas, imaginemos que o Governo lançava uma consulta nacional para ideias para reduzir a burocracia nas escolas.

Aposto que a mais popular ideia concreta era: “acabar com o Maia”, esse totem da perversão burocrática (que curiosamente é pedagógica e, por isso, prevalece imune, mesmo com as críticas intensas dos “gestionários”, como eu).

Mas a coisa tem de ir mais fundo e ser mais abrangente e geral. Acabar com o MAIA não garante que não venha coisas semelhantes ou pior em nome da “bondade dos processos pedagógicos” em nome “do bem da escola e dos alunos”.

Os hiperburocratas agem sempre em nome do bem (até Eichmann dizia isso).

10 ideias gerais de um parolo de Viana para ponderar na luta contra a burocracia excessiva

Deixo as minhas ideias, que não tenho a veleidade de achar que chegam.

Mas com 29 anos de serviço, 8 anos a gerir escolas, experiência de gestão serviços de 2 ministérios e uma mão-cheia de cursos de gestão pública e administração escolar, mesmo sendo um provinciano vianense, tenho ideias que acho não faz serem partilhadas e que podem ser partilhadas, como as de qualquer cidadão, mesmo que calcule que vai haver muita gente que lhes vai achar pouco mérito.

Mas um debate é isso. Um, lança ideias e, outros, criticam e, depois, quem lançou, volta a defender ou a conceder.

Medida 1 – Digitalizar a gestão de alunos – O e360, o programa de gestão de alunos e aulas que o ME inventou há uns anos, está a ser um fiasco.

Os processos dos alunos continuam divididos entre papel e programas e isso agrava os problemas. Como o programa é partilhado entre as escolas, o governo devia criar um Instituto de Informática como existe noutros ministérios e assumir a gestão partilhada com um órgão de representação das escolas.

E aí é preciso gastar dinheiro e colocar gente que perceba e tenha tempo.

Medida 2 – Agir nos pontos críticos – As tarefas em que as pessoas se queixam de mais peso da burocracia são as que dizem respeito às funções de DT (sejam no 2º, 3º ciclo e secundário, seja a componente desse tipo nas tarefas de titular no pré-escolar e 1º ciclo).

É aí que vale a pena atuar, mudando lógicas, e só como exemplo, nos processos de faltas e de educação especial. Não vou falar muito disto, mas acho que todos os professores percebem.

Mas falar de educação especial leva-nos logo a pedagogismos muito aborrecidos, que são sempre bramidos para justificar mais um papel e mais um processo (que normalmente não acrescentam valor ao mesmo nível do que custam a executar).

O Maia cai no mesmo tipo de debate.

Quem quiser acabar com esta burocracia toda tem de atuar como Alexandre no nó górdio e talvez tenha de se zangar e verbalizar um “deixem-se dessas tretas”.

Sem essa coragem política anti-pedagogismos ocos, nada feito (por isso, João Costa não conseguiria nada a lutar contra a burocracia excessiva, ainda que tivesse vontade, porque uma parte dela nasceu e agravou-se nos seus 8 anos).

Medida 3 – Reduzir autonomia a mais – Isto soa mal, mas a verdade é que uma parte substancial da burocracia de que as pessoas se queixam vem de iniciativas das escolas (“fichinhas e tabelinhas” como lhe chamo).

Já todos foram a palestras e conferências em que um professor de uma qualquer escola apresenta orgulhoso a sua ficha “muito jeitosa” para fazer a monitorização de uma coisa qualquer que a última moda acha que deve ser monitorizada.

Isso é burocracia a crescer. E multiplicada por centenas de escolas e milhares de missionários.

Os processos de gestão de alunos e os documentos necessários têm de ser mais ou menos os mesmos em todas as escolas, se estas não se puserem a inventar.

Era fazer um manual nacional e impedir originalidades locais sem fundamento racional. Isto é uma atitude que faz falta: impedir autonomia a mais, usada para inventar o inútil e complicar.

Medida 4 – democratizar e regular por lei e não por negociações de “lobbies” intra escola – Alguns diretores e conselhos pedagógicos acham que brilham a inventar processos, passos de processos e documentos inúteis e que não acrescentam valor. Se não estivessem em roda livre, a mandar sem que as vítimas se possam opor, sem controle democrático, não o podiam fazer e podia haver controle do crescimento burocrático local.

Faz sentido que um regulamento interno de uma escola tenha mais artigos que uma lei de bases de um setor económico fundamental? Ou que se ache e verbalize “que o diretor é soberano” e que o RI não tem de se subordinar à lei geral do país?

Por exemplo, porque não fazer uma auditoria nacional aos regulamentos internos das escolas e expurgar tudo o que fosse burocratizador e inútil e até o que é manifestamente ilegal, mas é imposto?

Em termos simples, a hipertrofia do diretor fez com que a gestão das escolas não tenha “checks and balances”, no meio da fantasia da autonomia, o que gera burocracia e complicação (quanta burocracia são devaneios dos lobbies dominantes de certas escolas?).

Medida 5 – Moderar o ímpeto complicativo dos serviços do MECI como opção política– Isso passa por definir, como lógica de governação, que notas informativas, despachos e ordens de serviços que criem burocracia (via plataformas ou outra coisa qualquer) têm de ter um processo de elaboração controlado e sujeito a múltiplas autorizações.

Isto é combater a burocracia com controles burocráticos aos burocratizadores (e há experiências estrangeiras no tipo das chamadas “normas kafka” que funcionam).

“Se queres impor um passo burocrático tens de provar que tem ganhos e acrescenta valor, ou esquece, porque não o podes fazer sem autorização do membro do governo.” (que um burocrata puro tem medo de pedir).

Muitos técnicos de DRE e outros perdiam a razão existencial (e teriam de ir dar aulas, ….o que até daria jeito).

Aliás, quantas horas e dinheiro de custos ocultos se consomem em passos burocráticos inúteis (alguém fez a conta? Devia fazer….mesmo sendo um dos problemas mais grave, a “a recolha desmultiplicada em plataformas de dados estatísticos”).

Medida 6 – compilar todas as leis e normas administrativas existentes e realmente vigentes no MECI. Nas cadeias existe um “regulamento geral”, comum a todas.

Fazer um para as escolas e só dar espaço à diferença local burocratizadora no que fosse realmente necessário parece-me boa ideia (os franceses têm isso e funciona).

Criar manuais (coordenados com o suporte informático) para todos os processos comuns às escolas. A lei, a norma geral e abstrata protege contra as arbitrariedades burocráticas.

Medida 7 – dar formação generalizada aos dirigentes e membros dos órgãos de gestão nas leis desburocratizadoras, em especial o CPA (mas também nas outras). Muita burocracia vem de ideias vulgarizadas, mas peregrinas, sobre a lei. E discussões ociosas sobre como interpretar.

Ninguém pode ser dirigente superior da Administração Pública não escolar sem ter um curso chamado CAGEP e os intermédios têm de ter FORGEP (os cursos mudaram de nome há meses, mas os novos nomes ainda não são muito conhecidos).

Um coordenador de departamento, que gere e gera (e gerar é o problema) burocracia nas suas funções, devia estudar o contexto teórico e legal que permite evitar esse fenómeno. Quantas arbitrariedades se evitavam por exemplo na ADD?

Aliás, lembrar aos dirigentes das escolas e do ME que têm de cumprir a lei porque é lei e não apenas por medo do tribunal (que não têm e, por isso, não cumprem) era um bom princípio de trabalho.

Medida 8 – Impedir (proibindo), como regra geral, a duplicação papel /digital e impedir a coisa mais perversa, que é andar a passar dados de um programa para outro, com um papel pelo meio.

Isso é perda de tempo, é burocracia inútil e é absolutamente ridículo. Mas acontece demasiadas vezes.

Medida 9 – reorganizar sistemas de arquivo e acabar com as dificuldades à gestão de dados digitais. As medidas 8 e 9 deviam ter por trás uma intenção de acabar com o papel como recurso operativo em todos os serviços do ME num certo prazo (como data, proporia o próximo aniversário redondo da Lei de Bases).

Associado a isto o MECI devia por as escolas a cumprir realmente as leis sobre cibersegurança, proteção de dados e transparência administrativa. Isto não custa nada (é só cumprir o que já está definido e quase ninguém quer saber, até “alguém se lembrar de encostar uma escada a um muro” e dar borrasca).

Medida 10 – Aplicar recursos – Em cada Concelho devia existir uma equipa de apoio informático aos processos das escolas, constituída por técnicos habilitados a tempo inteiro para apoiar a mudança (não professores) e dimensionada às necessidades de cada território.

A nível nacional devia ser criada uma Agência Interna de Desburocratização, com poderes de recomendar ao ministro, coisas como “não deixe sair essa portaria ou esse despacho porque agrava processos” ou “acabe com esse projeto bonitinho, porque é bonitinho, mas agrava a burocracia e mói o tempo disponível nas escolas que custa dinheiro e faz falta noutras coisas”.

Só o facto de haver um sítio para verbalizar … (eu sei que o Conselho das escolas e o CNE deviam ser isso, mas têm sido? E eu estou a pensar numa coisa mais técnica e menos política).

Podem dizer….”e quem és tu para vires com este arrazoado e ousares propor estas coisas?”.

Se leram até aqui é porque não é assim tão desinteressante e talvez alguma coisa se aproveite.

Para Weber, a burocracia era um sistema organizacional que, por ser geral e abstrato, permitia legitimar a hierarquia.

Numa democracia todos temos o direito de participar.

E é isso que estou a fazer, professor, que sofre, mais que a média, porque para mim não é uma fatalidade (mas um ato voluntário de alguém), com a burocracia excessiva, mal pensada e hiperburocrática.

Paradoxalmente, quero uma burocracia melhor para que haja melhor pedagogia. Porque a burocracia boa é boa para a pedagogia.

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A um dia do arranque do ano letivo, há mais de 2 mil horários vazios que deixam 117 mil alunos sem aulas

A um dia do arranque do ano letivo, há mais de 2 mil horários vazios que deixam 117 mil alunos sem aulas

 

Escolas continuam à procura de professores para mais de dois mil horários. Há, pelo menos 126 horários vazios em Informática, mas há também 92 horários por preencher a Português, 83 horários para professores de Matemática, 80 para docentes de Física e Química e 75 horários para História e de Geografia.

A um dia do arranque do ano letivo, as escolas ainda procuram professores para mais de dois mil horários que continuam vazios, a maioria anuais, deixando cerca de 117 mil alunos sem aulas a, pelo menos, uma disciplina.

Depois de conhecidos os resultados da segunda reserva de recrutamento, em que foram colocados 2.500 professores, as escolas continuam à procura de professores para ocupar 2.228 horários submetidos desde segunda-feira.

A contabilização, feita por Arlindo Ferreira, autor do ‘blog’ sobre educação “Blog DeAr Lindo” e diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim, inclui apenas os horários disponíveis na oferta de contratação de escola, o último recurso disponível para o recrutamento de professores.

Além destes, poderão somar-se ainda os horários a concurso em contratação de escola submetidos nas semanas anteriores e que ainda não foram preenchidos e aqueles que serão disponibilizados na próxima reserva de recrutamento, cujos resultados serão conhecidos na segunda-feira.

À semelhança dos anos anteriores, é para a disciplina de Informática que as escolas têm maiores dificuldades em contratar, mas o cenário é preocupante em quase todos os grupos de recrutamento, à exceção do pré-escolar e 1.º ciclo.

Para Informática, por exemplo, as escolas têm ainda, pelo menos, 126 horários vazios, mas há também 92 horários por preencher na disciplina de Português, 83 horários para professores de Matemática, 80 para docentes de Física e Química e 75 horários para História e de Geografia.

“Acho que (a situação) está pior neste momento”, disse o diretor escolar em comparação com o ano passado.

De acordo com a contabilização feita até às 17:30 de terça-feira, os mais de dois mil horários traduzem-se em cerca de 117 mil alunos sem aulas a, pelo menos, uma disciplina.

Medidas para responder à falta de professores

As aulas começam entre os dias 12 e 16 de setembro, num novo ano letivo que o ministro da Educação, Ciência e Inovação já admitiu que vai arrancar com “milhares de alunos sem aulas”.

O Governo aprovou, para este ano, um conjunto de medidas para tentar responder à falta de professores nas escolas, que passam pela possibilidade de contratar professores aposentados com uma remuneração extra ou de bolseiros de doutoramento.

Além do plano “+ Aulas + Sucesso”, o Governo vai criar um apoio a professores deslocados colocados em escolas para onde é difícil contratar docentes e vai realizar, ainda durante o 1.º período, um novo concurso de vinculação extraordinária para as escolas mais carenciadas.

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Ainda não ouvi a oposição a falar de educação

 

Fora o governo, ainda não ouvi os outros partidos a comentar a falta de professores neste início de ano letivo.

O PNS, cada vez que aparece numa qualquer feira, comenta o futuro OE e os dados que não dispõe, fala também que os problemas quem os tem é o governo.

O Chega está mais chegado a pedir satisfações de tudo e de todos, ao OE que não apoiará, mas da educação nada diz.

Dos outros podemos dizer que ainda nada disseram… pelo menos que se tenha ouvido.

Devem estar todos à espera do dia 12 de setembro para mandar vir.

Oposição ou não, arranjem lá soluções para o problema que muitos de vós, neste século, ajudaram a chegar a este ponto. Aprovem no Parlamento soluções como já fizeram. Ou será que a Educação não é prioridade para a oposição?

 

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O Mário é ou não é a favor das políticas educativas deste governo?

É que a avaliar pela linguagem corporal adotada aquando da última intervenção do SE Pedro Dantas da. Cunha no programa pareceu-me que é a favor.

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os salários dos professores diminuíram 4% entre 2015 e 2023

Relatório Education at a Glance 2024, desmonta o discurso político que andaram a vender durante 8 anos.

O relatório da OCDE refere que entre 2015 e 2023 em termos reais, os salários dos professores diminuíram 4% em comparação com um aumento médio de 4% nos países da OCDE que têm dados disponíveis. O número não só contabiliza ainda aos ganhos decorrentes da recuperação do tempo de serviço, como também é uma média, o que encobre diferenças entre o início e o terminus da carreira.

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Também nos Açores Há RTS Aberta a Madeirenses e Continentais

Açores aprovam recuperação tempo de serviço para docentes da Madeira e continente

 

Foram aprovadas pelo parlamento dos Açores as alterações à carreira de docente que asseguram a recuperação do tempo de serviço dos professores vindos da Madeira ou do continente.

O parlamento dos Açores aprovou esta terça-feira alterações à carreira docente, propostas por PSD/CDS-PP/PPM e Chega, para assegurar a recuperação do tempo de serviço dos professores oriundos da Madeira ou do continente a lecionar na região.

As alterações ao decreto legislativo que regula a carreira dos professores foram aprovadas por unanimidade durante o plenário de setembro da Assembleia Legislativa, que começou esta terça-feira na Horta.

Na apresentação do diploma, o social-democrata Joaquim Machado reconheceu que os Açores “têm falta de professores” e criticou o PS por “nada ter feito para acautelar essas previsíveis necessidades” enquanto liderou o executivo regional (1996 a 2020).

“Garantimos a recuperação do tempo de serviço congelado aos professores e educadores que ingressaram na rede de ensino público nos Açores ou venham a ingressar, vindos do continente ou da Madeira, em rigor até com vantagem relativamente ao modelo agora finalmente iniciado pelo governo de Luís Montenegro”, vincou.

O deputado do PSD/Açores explicou que as alterações vão permitir aos professores “atingir o topo da carreira no máximo em 35 anos” e assegurar a “recuperação de todo o tempo de serviço sem qualquer condicionante”.

“Os docentes que tenham a haver menos de 2.923 dias de tempo congelado concluem a recuperação desse tempo de serviço efetivamente prestado e não contabilizado em menos de quatro anos”, assinalou.

Olivéria Santos, do Chega, afirmou que a iniciativa pretende “colmatar uma lacuna identificada” no estatuto dos docentes na região (cuja última alteração aconteceu em 2023) para “repor justiça a centenas de professores”.

O deputado do CDS-PP Pedro Pinto salientou a necessidade de proceder à recuperação do tempo de serviço dos docentes da Madeira e continente a lecionar nos Açores, enquanto o monárquico João Mendonça considerou que a proposta “elimina lacunas” na lei.

A socialista Inês Sá alertou que, perante a carência de professores na região, a legislação regional “não podia, de todo, ter uma lacuna que não permitisse que o tempo dos docentes” da Madeira e continente “não fosse recuperado”.

Por seu lado, o líder do BE/Açores, António Lima, criticou o Governo Regional por nunca ter “explicado o erro” que exclui aqueles docentes da recuperação do tempo de serviço, enquanto Pedro Neves, do PAN, considerou que as alterações “corrigem uma trapalhada” do executivo açoriano.

O liberal Nuno Barata defendeu que, após a aprovação das alterações à carreira docente em 2023, “se o parlamento não tivesse uma maioria relativa, provavelmente ficaria tudo na mesma”.

O BE apresentou uma proposta de alteração, que, segundo António Lima, previa a “recuperação dos primeiros dois anos já em 2025” e “todo o tempo de serviço em dois anos e não em quatro anos”.

A iniciativa bloquista acabou prejudicada após aprovada uma alteração de PSD/CDS-PP/PPM e Chega sobre os mesmos pontos do diploma.

O PS também apresentou uma proposta de alteração, mas acabou por retirá-la, por considerar que a iniciativa de PSD/CDS-PP/PPM e Chega cumpre com os propósitos dos socialistas, segundo a líder parlamentar Andreia Cardoso.

O parlamento dos Açores é composto por 57 deputados, 23 dos quais da bancada do PSD, outros 23 do PS, cinco do Chega, dois do CDS-PP, um do IL, um do PAN, um do BE e um do PPM.

 

 

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Concurso para professores será aberto a quem não tem formação em ensino

Há uns anos previ que voltaríamos aos anos 80 e 90 do século passado. Já não estamos longe…

Concurso extraordinário destina-se apenas a escolas onde tem havido mais falta de professores e permitirá a vinculação em quadros de zona pedagógica, de forma provisória para quem não tem mestrado em ensino

Concurso para professores será aberto a quem não tem formação em ensino e candidatos terão de escolher escolas de pelo menos três zonas

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117 Mil Alunos Sem Aulas

Dados Atualizados às 17:30 de hoje apenas com os horários em concurso entre 10/09 a 13/09 para os diversos grupos de recrutamento.

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2228 Horários em Contratação de Escola (Semana 09-09 a 13-09)

Até às 17:30 de hoje e fazendo o balanço da semana de 09-09 a 13-09 estão em Contratação de Escola 2228 horários.

É possível que até à meia-noite de hoje entrem mais alguns horários com o prazo final de candidatura o dia 13-09.

Por dia o maior número de pedidos aconteceu hoje, após a publicação da RR2, em que passaram a estar em concurso 647 horários.

Coloquei nestes quadros os concursos para Técnicos Especializados porque existe também um número elevado de pedidos nesta semana (664).

 

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Ora Nem Mais

Mais salário e respeito pela profissão poderá atrair mais professores

 

É preciso aumentar salários, atribuir subsídios e tornar a profissão mais respeitada para que a carreira de professor seja mais atrativa, divulga a OCDE no seu relatório anual sobre Educação.

A escassez de professores está a aumentar em todo o mundo, segundo um estudo da OCDE que analisou diferentes políticas e concluiu que é preciso aumentar salários, atribuir subsídios, mas também tornar a profissão mais respeitada.

Há cada vez mais diretores escolares “a relatar a falta de professores” e são também mais aqueles que associam esta escassez a falhas na instrução dos alunos, alertam os investigadores do “Education at a Glance 2024”, o relatório anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que fornece estatísticas sobre os sistemas educativos dos 38 Estados-membros.

“No início do ano letivo de 2022/23, 18 dos 21 países para os quais existem dados disponíveis enfrentavam escassez de professores e não tinham conseguido preencher todos os seus postos de ensino vagos”, lê-se no documento esta terça-feira divulgado, que mostra que as três exceções eram Grécia, Coreia e Turquia.

Nos restantes países, o envelhecimento da classe e a dificuldade em atrair jovens qualificados que ocupem o lugar dos que se reformam é um desafio: Entre 2013 e 2022, os professores com mais de 50 anos na OCDE aumentaram de 35% para 36%, mas em Portugal, passaram de 33% para 57%.

Sem professores, as aprendizagens dos alunos não se fazem e, segundo os diretores escolares, a situação tem vindo a agravar-se: a proporção de alunos prejudicados passou de 26% em 2018 para 47% em 2022.

Mas também aqui esta é uma média que esconde realidades bem mais dramáticas, como é o caso de Portugal, que surge ao lado de outros sete países onde o aumento foi superior a 30 pontos percentuais em apenas quatro anos.

“A escassez de professores pode agravar as desigualdades”, acrescentam os investigadores, explicando que é nas escolas mais desfavorecidas que se sente mais o problema: “Isto é preocupante, pois os alunos que mais precisam de aprendizagem de alta qualidade parecem ser os que têm menos acesso a ela”.

Regressando aos 21 países em análise, nove sofrem com a falta de professores a todas as disciplinas e outros nove a apenas algumas áreas.

“As escolas não são igualmente afetadas” e os países avançaram com diversas medidas: Cerca de um terço passou a oferecer subsídios a quem aceitasse ensinar em escolas remotas e cerca de um em cada dez países oferece subsídios a quem ensina em escolas desfavorecidas a nível socioeconómico.

Os investigadores da OCDE sublinham a necessidade de aumentar salários, atribuir subsídios e melhorar as condições de trabalho para tentar atrair e reter pessoal docente de qualidade.

Os salários dos professores ainda são inferiores aos de outros trabalhadores com qualificações equivalentes em quase todos os países, refere o estudo.

Mais uma vez, Portugal surge como uma exceção, mas agora ao lado da Costa Rica e dos professores do ensino secundário na Alemanha que também auferem salários superiores à media dos trabalhadores com as mesmas qualificações.

Em Portugal, o Governo desenhou agora um subsídio de deslocação, entre 150 e 450 euros mensais, para quem fique colocado a mais de 70 quilómetros de casa e aceite dar aulas numa escola com falta de professores.

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Não aceito menos de 4,87% de aumento salarial em 2025

Se pretendem aumenta o salário mínimo em 40€, de 820€ para 860€, ou seja, 4,87%, todos os funcionários públicos deverão ver o seu salário aumentado na mesma proporção.

As consequências da desvalorização do trabalho especializado são uma das razões pela qual há falta de professores…

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Educação está a aceitar professores estrangeiros para este ano letivo

Há dez professores com pedidos deferidos que estão autorizados a dar aula neste ano letivo. São sete naturais do Brasil, dois de Espanha e um de Cabo Verde.

Educação está a aceitar professores estrangeiros para este ano letivo

Já foram concluídos dez processos de reconhecimento das habilitações de professores estrangeiros. Estes profissionais, sendo sete do Brasil, dois de Espanha e um de Cabo de Verde, estão aptos para darem aulas neste ano letivo, que arranca com falta de profissionais em diversas escolas. Os dados foram obtidos pelo DN junto de fonte oficial do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) que adianta estar “a aceitar novos processos”.

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Ando a Tirar os Horários em Contratação de Escola

… mas a cada 10 segundos que passam aumentam os horários em concurso e resolvi parar por hoje.

Acho que a pressa é tanta para contratar um docente que os horários caem na plataforma com uma imensa rapidez, mesmo sendo quase 22 da noite.

Lembro que o processo não é automático e carece do envio pelo Diretor para Contratação de Escola.

Até mete dó.

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LISTA COLORIDA – RR2

Lista Colorida com colocados e retirados da RR2.

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Sobre a Reunião Técnica de Hoje

Comissão de acompanhamento da aplicação do DL relativo à recuperação do tempo de serviço decorreu esta tarde

 

Decorreu esta tarde, nas instalações do Ministério da Educação, em Lisboa, a primeira reunião da Comissão de acompanhamento da aplicação do Decreto-Lei relativo à recuperação do tempo de serviço.

Manuel Teodósio (Vice Secretário-Geral da FNE) e Paulo Fernandes ( Secretário-Geral Adjunto) foram os representantes da FNE nesta reunião de caráter técnico que permitiu expor alguns dos problemas sentidos pelos professores nesta fase do processo e expostas aos sindicatos.

De recordar que esta comissão de acompanhamento foi proposta pela FNE, no âmbito das negociações e tem como principal objetivo garantir que todos os professores sejam beneficiados de forma equitativa, transparente e resolver casos pontuais que sejam detetados.

Saiba aqui os principais pontos debatidos neste encontro na voz de Paulo Fernandes:

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Excelente Iniciativa da FNE

Apresentação do Observatório da Convivência Escolar ao MECI

 

Representantes da FNE (Pedro Barreiros), da AFIET (João Dias da Silva), da Confederação Nacional das Associações de Pais (Mariana Carvalho), da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Filinto Lima), da Ordem dos Psicólogos Portugueses (Marisa Carvalho) e do IAC – Instituto de Apoio à Criança (Melanie Tavares), reuniram esta tarde com o Ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, para apresentação da iniciativa conjunta destas organizações, designada como “OBSERVATÓRIO DA CONVIVÊNCIA ESCOLAR”.
Neste encontro, as organizações que compõem este Observatório fizeram passar a mensagem ao MECI de que o objetivo deste “Observatório” passa por promover o debate, apoiar estudos e investigações, fazer a recolha de boas práticas e experiências que contribuam para ambientes escolares de qualidade, realizar campanhas de sensibilização e ainda fazer o acompanhamento dos casos que forem surgindo, através de uma plataforma online, aberta a alunos; encarregados de educação; docentes e pessoal de apoio educativo, criada para permitir a denuncia/alerta de casos verificados nas escolas.
A FNE considera o envolvimento ativo do MECI fundamental, uma vez que a importância e complexidade do problema justifica a participação do principal responsável pela definição das políticas educativas e que possui instrumentos e informações que podem facilitar o trabalho a ser realizado. Assim, todos, estaremos melhor preparados para responder a este complexo desafio.

 

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6883 Contratados Colocados Até à RR2

Este ano ando indeciso na publicação dos docentes que reúnem as condições para a Norma Travão.

Neste momento já conseguia apurar quem reúne estas condições até à RR2, mas tenho receio que venham aí mudanças nos concursos e pode não fazer muito sentido antecipar já quem está nas condições de concorrer à NT.

 

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Mensagem do Sr. Ministro da Educação, Ciência e Inovação – Inicio do ano letivo

Acabada de receber no meu e-mail associado ao SIGRHE.

 

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