Educação está a aceitar professores estrangeiros para este ano letivo

Há dez professores com pedidos deferidos que estão autorizados a dar aula neste ano letivo. São sete naturais do Brasil, dois de Espanha e um de Cabo Verde.

Educação está a aceitar professores estrangeiros para este ano letivo

Já foram concluídos dez processos de reconhecimento das habilitações de professores estrangeiros. Estes profissionais, sendo sete do Brasil, dois de Espanha e um de Cabo de Verde, estão aptos para darem aulas neste ano letivo, que arranca com falta de profissionais em diversas escolas. Os dados foram obtidos pelo DN junto de fonte oficial do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) que adianta estar “a aceitar novos processos”.

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33 comentários

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    • torradeira on 10 de Setembro de 2024 at 8:37
    • Responder

    Na minha escola temos um russo (EM) e um espanhol (Grupo da mesma língua).

      • AC on 10 de Setembro de 2024 at 17:14
      • Responder

      Se for para dar Russo e Espanhol até será uma mais valia. Quero ver é os brasileiros a darem português. Mas a solução final terá que passar sempre por uma posição dos EE, caso não aceitem que os seus filhos fiquem a falar português açucarado.

        • Noname on 10 de Setembro de 2024 at 17:40
        • Responder

        Relativamente à questão colocada, permitam-me expressar a minha perplexidade em relação à vossa posição sobre os brasileiros. Qual é o problema que vos inquieta em relação a estes falantes da língua portuguesa?
        Considero que é uma clara hipocrisia criticar aquilo que referem como “português açucarado”, uma vez que é inegável que uma considerável parte das crianças, assim como muitos adultos, consomem diariamente conteúdos em português do Brasil, seja através de vídeos, músicas ou outras formas de entretenimento. Até recursos utilizados pelos próprios professores portugueses. Assim, não é imprescindível a presença de um professor brasileiro para que se desenvolva um discurso caracterizado por essa variante da língua portuguesa.

        • Lucas on 8 de Janeiro de 2025 at 16:55
        • Responder

        olá, pare de ter preconceito, conheço brasileiros que são professores de português e conhecem muito bem a língua portuguesa.

    • Paulo on 10 de Setembro de 2024 at 9:24
    • Responder

    É a abertura da Caixa de Pandora. Esperem até essa informação chegar ao Brasil. Os professores nesse país têm ordenados de miséria … quanto à formação deles … enfim … basta ver a qualidade dos alunos que chegam até nós … já são dez? Daqui a algum tempo vão contar-se aos milhares … depois não vai ser preciso formar mais professores em Portugal … importam-se ….

      • Mainada on 10 de Setembro de 2024 at 9:42
      • Responder

      Resolve-se o problema da falta de professores e explode-se definitivamente com a Educação.

      • SC on 10 de Setembro de 2024 at 10:14
      • Responder

      Bom dia

      Não existe relação entre os alunos que “chegam até nós” e a formação dos respetivos professores brasileiros…tem dados que apoiam essa relação?
      Se não tem, porque faz essa comparação, sendo que se fosse feita em relação aos alunos e aos professores portugueses não iria admitir? O Brasil tem um sistema de ensino diferente e tem muitas escolas públicas e privadas, sendo que os público-alvo dessas escolas são diferentes. Que tipo de alunos recebe vindos do Brasil?

      • Santos on 10 de Setembro de 2024 at 10:56
      • Responder

      Bom dia,
      Creio que o seu comentário foi, no mínimo, xenófobo. Como referiu uma colega, quais são os seus fundamentos para estabelecer uma relação entre os alunos e os professores? Não podemos generalizar! Existem excelentes alunos brasileiros, assim como há também péssimos alunos em qualquer contexto educativo.
      O facto de aceitarmos que professores oriundos de outros países lecionem em Portugal não significa que isso se restrinja exclusivamente ao 1.º CEB. Há professores brasileiros que lecionam em diversas universidades portuguesas, enriquecendo assim o nosso sistema educativo.
      Fico realmente triste ao ver colegas com atitudes preconceituosas. A educação deve promover a inclusão e o respeito por todos, independentemente da sua origem. Devemos trabalhar juntos para elevar a qualidade do ensino, aproveitando o que cada um tem a oferecer, em vez de perpetuarmos estigmas que apenas nos afastam.

        • João on 10 de Setembro de 2024 at 12:19
        • Responder

        Acaba de ganhar o prémio Inclusão! a Catarina Furtado já está a caminho para fazer a entrega.

        • Anónimo on 10 de Setembro de 2024 at 15:36
        • Responder

        Amém.

        • José on 10 de Setembro de 2024 at 16:01
        • Responder

        Cara Santos, sabe o que é inclusão… sabe o que é justiça…. sabe o que é igualdade… Se calhar não sabe e por isso peço-lhe que me responda à seguinte pergunta: Como professor com habilitação própria terei de fazer exame de português na faculdade para conseguir fazer a candidatura a mestrado de ensino, já um professor do Brasil basta colocar o CV no ministério que fica logo encartado para dar aulas… Acha isto uma boa noção de justiça e igualdade?
        Neste momento se opção passar por ir buscar professores estrangeiros então vão destruir o ensino em Portugal.

          • Santos on 10 de Setembro de 2024 at 16:43

          Caro José,

          Felizmente, sei o que é inclusão, justiça e igualdade, e por isso me permito comentar a sua preocupação. Compreendo a sua situação e reconheço que não me parece justo que um professor com habilitação própria em Portugal tenha de realizar um exame de português para se candidatar a um mestrado de ensino, enquanto um professor oriundo do Brasil possa simplesmente apresentar o seu currículo ao ministério e “pronto”.para lecionar.
          Contudo, questiono-me se o processo para um professor do Brasil, Espanha ou Cabo Verde é assim tão simples para lecionar em Portugal. Sinceramente, não tenho essa informação, e seria importante explorar a realidade de cada contexto.
          Como já foi mencionado, existem muitos professores com habilitação própria que têm uma vasta experiência e que ministram aulas há muitos anos. Não percebo, portanto, por que motivo as suas competências não são adequadamente reconhecidas. Penso que este poderia ser um caminho razoável para ajudar a colmatar a atual escassez de professores.
          Gostaria ainda de frisar que, até ao momento, não tenho visto referências a professores espanhóis ou cabo-verdianos, mas sim um foco reiterado na contratação de professores brasileiros. Essa diferenciação levanta questões sobre a equidade no tratamento dos diferentes grupos de profissionais.
          Reitero que não estou a favor de situações que prejudiquem os professores portugueses.Todos devemos ser valorizados pelo nosso trabalho e competências.

          • José on 10 de Setembro de 2024 at 17:18

          Cara Santos,

          Os processos administrativos de equivalência são sempre processos burocráticos que raramente tem em conta as especificidades dos candidatos, não estou por dentro do processo, mas deverá ser um processo de equivalências dado pelo Ministério. Isto não é uma questão de racismo ou xenofobia, até porque como estudante tive a oportunidade de pelo programa Erasmus viajar um pouco pela Europa e conhecer outras culturas, o problema aqui está na falta de equidade nos processos de formação dos professores.
          Ao abrigo desta emergência para a formação de novos professores, pode-se estar a criar processos de extrema injustiça que no final podem levar a termos mais “cheganos” no parlamento… Acho que seria uma boa medida colocar esses professores estrangeiros a fazer o mesmo exame de acesso à profissão que os professores de habilitação própria acabam por fazer… É uma mera questão de justiça.
          Quanto à introdução de professores estrangeiros no ensino português é preciso ter em atenção que os métodos de ensino são diferentes em cada país, a título de exemplo, eu como professor do grupo 500, já tive de lecionar a alunos ucranianos e reparei que muitos deles aprendem a Fórmulas de Vieta em vez da fórmula resolvente para a resolução de equações de 2ºgrau… E agora como fazemos… Temos aqui uma substancial divergência entre o programa de ensino português e o ucraniano (países de leste). Ou seja, acredito que um professor de matemática da Ucrania esteja mais habituado a dar Fórmulas de Vieta que a Fórmula Resolvente…
          Sabe eu gosto muito pouco de conversa lírica para encher jornais, palestras e para parecer bem na comunicação social, sou uma pessoa prática e neste momento acho um completo risco estar a dar equivalência à docência a professores que não estão habituados ao nosso sistema de ensino, se querem dar, então que se criem um plano de formação decente em vez de estar a fazer tudo em cima do joelho.

    • VVV on 10 de Setembro de 2024 at 11:09
    • Responder

    Anula-se contratos e retira-se tempo de serviço a professores portugueses profissionalizados num diferente grupo mas que lecionaram língua estrangeira com habilitação suficiente e foram impedidos de efetivar e agora facilitam os estrangeiros. Dá vómitos.

    • joão on 10 de Setembro de 2024 at 12:25
    • Responder

    Se é isso que se faz no turismo, na agricultura, etc, porque não na educação? importam-se profissionais dispostos a trabalhar por salários mais baixos e está o problema resolvido. Qualidade? isso é irrelevante. Os samaritanos dirão sempre que não se deve pôr em causa a formação de quem vem além-Atlântico ou Índico porque isso é xenofobia. São os mesmos samaritanos que, possivelmente, põem em causa a formação de colegas que se licenciaram na escola X ou na Universidade Y, que questionam a acção de formação Z, etc, mas nunca colocam em causa a formação ministrada lá fora porque isso é xenofobia e Deus (ou não, o estado é laico e tal e nós somos progressistas, não queremos o obscurantismo religioso) nos livre de tal coisa.

      • IAAN on 10 de Setembro de 2024 at 17:22
      • Responder

      Disse tudo.

    • Ana on 10 de Setembro de 2024 at 12:26
    • Responder

    Em Portugal, temos muitos professores que lecionaram com habilitação própria vários anos. Darem a esses hipóteses de efetivar, acho muito correto.
    Se olharmos para a lista de professores nas ofertas de escola, também vemos uma grande quantidade que fica de fora. Há quem queira trabalhar.

    • Paulo on 10 de Setembro de 2024 at 12:30
    • Responder

    Exatamente!

    • Nelson on 10 de Setembro de 2024 at 12:41
    • Responder

    Bom dia pessoal, mesmo a calhar, leiam a mensagem que acabei de deixar no E72.
    Se alguém me souber ajudar agradeço.

    “Bom dia,

    no seguimento da nossa conversa de maio deste ano, e como acho que algo não está correto, pelo seguinte motivo:

    –> curso de engenharia informática (descrição igual em inúmeros politécnicos e universidades), particularmente o da Escola Superior de Tecnologias do Politécnico de Castelo Branco (EST-IPCB), neste momento tem 18 créditos de disciplinas diretamente relacionadas com matemática, referentes a 3 cadeiras de 6 créditos cada (Probabilidades e Estatística para Engenharia Informática; Álgebra Linear e Geometria Analítica; Matemática para a Informática).

    –> curso de engenharia Electrotécnica e das Telecomunicações também da EST-IPCB neste momento tem 26 créditos (5+5+5+5+6) de disciplinas diretamente relacionadas com matemática, referentes a 5 cadeiras (Análise Matemática I; Álgebra Linear e Geometria Analítica; Análise Matemática II; Probabilidades e Estatística; Matemática Aplicada).

    Posto isto não entendo e nem acho de todo justo que o meu curso não esteja na lista de habilitação própria para o grupo 500, sendo de referir que o curso que eu conclui de eng. Electrotécnica e das Telecomunicações ainda tinha mais uma disciplina diretamente relacionada com matemática que era dada no 4º ano e que tinha o nome de “Complementos de Matemática Aplicada”, pois o meu curso ainda foi pré Bolonha, ou seja de 5 anos de formação.

    Exposto isto, gostaria de saber que meios poderei seguir para que me seja reconhecida habilitação própria para o grupo 500. Pois ainda ontem fiquei em primeiro lugar numa lista ordenada de uma oferta de escola, e tive de rejeitar a oferta por o nome do meu curso não constar da vossa lista, e eu não ter como comprovar que tenho 30 créditos de disciplinas de matemática e ou 600 horas.

    Sem mais assunto, aguardo resposta,
    Nelson Neves”

      • José on 10 de Setembro de 2024 at 15:57
      • Responder

      Isso dos créditos é velha luta dos professores com habilitação própria que apresentam formação pós bolonha… Os exigentes do pessoal do Ministério dão mais valor a currículos dos Brasil que a pessoas formadas em Portugal, por exemplo para seres professor do grupo 500 tens de ter no mínimo 90 créditos se tiveres formação pos-bolonha em engenharia, se por acaso for engenheiro pré-bolonha, então já podes dar à vontade.
      Neste momento estamos a aceitar Brasileiros e renegar o pessoal de habilitação própria… Parabéns a todos os envolvidos.

    • Edu on 10 de Setembro de 2024 at 14:06
    • Responder

    Cuidado que a lista que aparece no site da DGAE é apenas dos cursos pré-Bolonha. Algumas faculdades que constam lá, já nem sequer existem. Mas acho que eles próprio ainda repararam lool. Seria importante atualizar os cursos e colocar os créditos, mas isso dá muito trabalho para a cabecinha deles.

    • Afonso Henriques on 10 de Setembro de 2024 at 14:37
    • Responder

    São os professores que moldam a sociedade e os cidadãos de futuro. Visto que os brasileiros se encontram em quase todos os sectores importantes da sociedade, e agora como professores, podemos acabar por ser “aglutinados” é o desaparecimento dos portugueses.

      • Noname on 10 de Setembro de 2024 at 14:44
      • Responder

      Tudo se fará por ACULTURAÇÃO…devagarinho vamos ser conquistados…Vergonhoso que os governos permitem uma situação destas, diria mesmo uma irresponsabilidade perante os cidadãos portugueses e seus filhos.

    • Ó on 10 de Setembro de 2024 at 16:26
    • Responder

    Na minha escola já está um brasileiro a dar informática e um bielorrusso a dar química.

      • Lima on 14 de Setembro de 2024 at 13:24
      • Responder

      Sou brasileiro e dou informática numa escola, não sei se é a tua.

    • Lisa Mendes on 10 de Setembro de 2024 at 16:34
    • Responder

    Não acho correto nomeadamente para História e HGP, não sabem nada da História de Portugal nem de Geografia e deixam os alunos com fracos conhecimentos para exames. Há disciplinas onde devia existir um maior controlo.

    • AC on 10 de Setembro de 2024 at 17:29
    • Responder

    Mesmo.

    • Des Mentes on 10 de Setembro de 2024 at 22:46
    • Responder

    Onde está a novidade??? Há anos que a DGAE faz o reconhecimento de qualificações profissionais para a docência a oriundos de vários países. Se o maior número é de cidadãos brasileiros, qual é a estranheza, se tivermos em conta que é a maior comunidade estrangeira em Portugal? Mas desengane-se quem pensa que o processo é só chegar à DGAE e dizer: “Quero dar aulas em Portugal”. A alguns, mediante documentação apresentada, a qualificação é reconhecida, a outros é proposta a realização de uma prova de aptidão ou, em alternativa, a realização de medidas compensatórias a realizar numa instituição de ensino superior portuguesa… O que não faz sentido é candidatos estrangeiros que não fazem o necessário e é exigido para ter a qualificação profissional a ser contratados pelas escolas: desde 2008, salvo erro, que se revogou a legislação que admitia como habilitação própria cursos concluidos no estrangeiro… E, já agora, ter qualificação profissional não é sinónimo de ser bom professor. Se fôssemos avaliar muitos professores portugueses tendo em conta a forma como escrevem e o que revelam nas redes sociais… Ui, ui…

    • Cláudia Durand on 12 de Setembro de 2024 at 0:54
    • Responder

    Exclusao à parte, se pedem pessoal sem licenciatura no ensino,mas aparece alguem com formação profissional, que gosta da inclusao e da aceitação, o vosso preconceito é muito vasto

    • Cláudia Durand on 12 de Setembro de 2024 at 1:04
    • Responder

    Preconceito so o tenho quando alguém não aceita um concelho meu ,como por exemplo voltar a estudar, nem que seja no i.e.f.p. se forem para a prostituição para tudo ,menos para estudar, não aceito essa pessoa de forma alguma.

      • Susana Marques on 1 de Março de 2025 at 11:11
      • Responder

      Exma. Senhora, escreve-se conSelho…espero, honestamente, que não seja professora de português!!!!!!!

    • Cláudia Durand on 12 de Setembro de 2024 at 1:07
    • Responder

    Não aceito ninguém que esteja na prostituição para estudar, ou seja para o que for.

    • Cláudia Durand on 12 de Setembro de 2024 at 1:09
    • Responder

    A aceitação, o preconceito, a inclusao e a exclusão, têm limites.

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