Apesar de se estar a falar muito de serviços mínimos ainda não se viu a decisão concreta.
Eu não a vi.
Do que se sabe pelas TVs foi uma vitória dos professores.
Há associações de pais do regime a festejar, mas eu moderaria o entusiasmo.
Parece que é algo assim:
📍 As escolas têm de ter portaria (no ministério da educação há gente ignorante do funcionamento que acha que as escolas não abrem por falta de porteiros…. Foi com essa conversa que houve uma visita especial à escola onde trabalho).
📍 As escolas têm de servir refeições. Mas isso acontece só entre as 12 e 14 ou algo próximo.
📍 As escolas têm de acolher os alunos com necessidades educativas especiais.
Serviços mínimos para professores nada. Nem minimo de aulas nem sequer outra obrigação qualquer (alias, não se podem impor serviços mínimos fora do âmbito funcional).
E os assistentes operacionais que não estejam nos serviços destinados como minimos podem continuar a fazer greve.
Logo, num quadro em que os professores estejam em greve e os AO dos corredores, não definidos nos mínimos, a façam também vai-se meter as criancas nas escolas para quê? Para esperarem a vaguear pela hora de almoço? Este é o modelo de escola do perfil “que os finlandeses elogiam”?
E é isto que a Confap quer?
Alunos a andarem a passear pelos corredores ou a vaguear pelos recreios, sem aulas?
Os pais querem mesmo isso?
Escolas abertas sem professores?
A loucura total.
Há para aí um comentador que tem uma rubrica em que fala da “loucura mansa” . Isto é a loucura brava.
O governo não consegue parar a greve dos professores mas esconde os alunos nas escolas…..
Se for este o quadro e eu tiver de gerir essa situação, até faço a vontade ao governo (“albarda-se o burro à vontade do dono” …. E este dono é mais burro que a montada) e meto as crianças na escola, mas remeto, ato contínuo, ao ministro uma declaração assinada a explicar que não assumo qualquer responsabilidade de ter uma escola a funcionar assim.
Como fazem os diretores clínicos nas urgências…..
E que a responsabilidade é dele e dos pais que assumem por os filhos dentro de um edifício pelos mínimos e não preocupados com os seus superiores interesses de segurança.
Querem um sítio para depositar e não para educar.
Mais oportuna se torna a intervenção do presidente que devia por sensatez nisto tudo.




3 comentários
Os pais deviam estar sempre do lado dos professores! Claro que as greves causam transtornos, incómodos, senão, qual seria o impacto? Os profs não fazem greve de ânimo leve. Custa-lhes e muito, em todos os sentidos!!! Mas a partir do momento em que passaram a ser os pais quem manda nas escolas, apoiados pelo ME e pelos diretores, que se vergam sempre à vontade dos pais… os professores perderam todo o prestígio, autoridade e respeito na sociedade.
Hoje a escola é um “saco onde cabe tudo , porque tudo é pedido à escola…”como diz Sampaio da Nóvoa.
À escola é pedido que resolva os problemas que as famílias e a sociedade não querem/sabem resolver, porque dá trabalho e é muito cansativo. Então a escola é um depósito desde a mais tenra infância…
Viu-se com a pandemia e vê-se agora…
Os serviços mínimos foram só para a greve do STOP; não havia nenhum representante do STOP no Tribunal Arbitral; o representante Sindical, proveniente de um dos sindicatos do sistema (Fenprof ou FNE) votou ao lado do governo e contra o STOP e a Fenprof tem o descaramento de vir agora “barafustar” contra a imposição de serviços mínimos quando foi o espécime deles no Tribunal arbitral que votou precisamente a favor desses serviços Mínimos. É preciso ter descaramento!
Naturalmente que os serviços mínimos resolvem os problemas dos pais. O mais importante é ter onde acantonar a canalhada, tudo o resto é secundário para todos e irrelevante para muitos.
O que parece mesmo certo é que arranjaram forma de matar o direito à greve.
Talvez ajudasse que diretores e seus muchachos fizessem também greve (nunca tal ouvi, mas não quero ser injusto). Com todos em greve não haveria ninguém para decidir, fosse o que fosse.