Isto dos “serviços mínimos” é surreal. As Confaps deste mundo estão a festejar, mas eu no lugar deles, moderaria o entusiasmo, senão vejamos: as escolas têm de ter porteiro, servir refeições entre as 12 e 14, e acolher os alunos com necessidades educativas especiais. Mas isto é para auxiliares, para assistentes operacionais. Para professores nada. Aulas? Nenhuma. Assistentes operacionais que não estejam nos serviços mínimos continuam a fazer greve. Logo com professores em greve, Assistentes operacionais fora dos serviços mínimos também em greve, vão meter os alunos dentro da escola para quê? Para andarem a vaguear pelos corredores ou pelos recreios, não vigiados, à espera da hora da refeição? Eu se fosse diretor duma escola, fazia o mesmo que os diretores clínicos de certos hospitais, e enviava ao ministro uma declaração assinada, a explicar que não assumia qualquer responsabilidade pelo que acontecesse na escola que estivesse a funcionar nestes moldes e que a responsabilidade é dele e dos pais que assumem por os filhos dentro de um edifício pelos mínimos e não estão preocupados com os seus superiores interesses de segurança. O PM agarra-se à narrativa de “acabar com a casa às costas” o que tanga pois os professores do Quadro passam a ter também de dar aulas em várias escolas. O ministro trás para as “negociações” obrigações de Bruxelas, coisas que já existem, e truques de ilusionismo. As Confaps deste mundo querem é um poiso onde despejar os alunos. E o Presidente a fugir ao assunto.
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Isto dos “serviços mínimos” é surreal. As Confaps deste mundo estão a festejar, mas eu no lugar deles, moderaria o entusiasmo, senão vejamos: as escolas têm de ter porteiro, servir refeições entre as 12 e 14, e acolher os alunos com necessidades educativas especiais. Mas isto é para auxiliares, para assistentes operacionais. Para professores nada. Aulas? Nenhuma. Assistentes operacionais que não estejam nos serviços mínimos continuam a fazer greve. Logo com professores em greve, Assistentes operacionais fora dos serviços mínimos também em greve, vão meter os alunos dentro da escola para quê? Para andarem a vaguear pelos corredores ou pelos recreios, não vigiados, à espera da hora da refeição? Eu se fosse diretor duma escola, fazia o mesmo que os diretores clínicos de certos hospitais, e enviava ao ministro uma declaração assinada, a explicar que não assumia qualquer responsabilidade pelo que acontecesse na escola que estivesse a funcionar nestes moldes e que a responsabilidade é dele e dos pais que assumem por os filhos dentro de um edifício pelos mínimos e não estão preocupados com os seus superiores interesses de segurança. O PM agarra-se à narrativa de “acabar com a casa às costas” o que tanga pois os professores do Quadro passam a ter também de dar aulas em várias escolas. O ministro trás para as “negociações” obrigações de Bruxelas, coisas que já existem, e truques de ilusionismo. As Confaps deste mundo querem é um poiso onde despejar os alunos. E o Presidente a fugir ao assunto.