Professores “estão a ficar exaustos” por causa das aulas à distância
Os professores estão a trabalhar muito mais. Há muito cansaço, já se começa a notar que estão a ficar exaustos”, contou à Lusa o presidente da Sindicado Nacional do Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Leite Velho.
Estes dias valeram mais do que um período inteiro. Foram dias muito exigentes, houve muito trabalho e muitos sacrifícios”, descreveu o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima.
Os professores começaram com muito voluntarismo e ainda estão a trabalhar muito por tentativa e erro”, acrescentou, lamentando a falta de coordenação a nível nacional.
O mesmo professor passou a usar várias plataformas. Começa a trabalhar numa e quando vê que não funciona, muda para outra”, acrescentou Gonçalo Leite Velho.
Existem professores que não têm horários completos e recebem 500 ou 600 euros por mês. Não tinham computadores e tiveram de os comprar”, referiu.
De repente, toda a gente precisa do computador à mesma hora, que é durante o horário das aulas”, apontou Mário Nogueira.
“Além do cansaço do trabalho acrescido, há o stress psicológico provocado pela mudança, por não se poder sair de casa nem se saber o que vai acontecer”.




8 comentários
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É verdade, os professores estão a ensinar e a aprender em simultâneo, estão a usar os seus recursos caseiros e a trabalhar o dobro das horas, tudo isso é verdade e eu sei do que falo. Mas o que é isso, comparado com o que estão a fazer os profissionais de saúde, proteção civil, forças de segurança, pondo em risco a sua própria vida?
Estamos num estado de emergência e como tal cabe-nos fazer a nossa parte. E isso distingue, os bons profissionais dos outros.
Quem fala assim não é gaga, e merece um Excelente!
Sabem lá vocês o que é exaustão. Exaustão é ir trabalhar todos os dias e andar a fazer uma ginástica orçamental e mental para garantir os ordenados dos funcionários no fim do mês. Exaustão é ver os apoios a serem dirigidos e bem as famílias, aos grupos de risco, etc e continuar a ver o sector privado a ir pelo ralo abaixo. Quando não houver sector privado a sustentar o sistema social do país deixamos de discutir merdices e talvez aí a gravidade do problema vos abra a pestana! Exaustos?! F@d@-se para a vossa exaustão!
Pareceu-me um pouco confusa, essa ginástica mental. Mas é verdade. Vivemos tempos difíceis. Vamos lá deixar isso da exaustão para quando as coisas melhorarem!
Li com atenção o desabafo sobre a “exaustão dos professores” – concordo que as direções dos agrupamentos têm de cumprir uma imensa burocracia e logística, assegurando a organização das escolas, que continuam abertas, dar respostas à época dos concursos de professores, garantir as refeições às crianças que delas precisam e mil e uma tarefas que os sobrecarregam num tempo em que a maior parte dos funcionários está em casa, portanto com menos colaboradores. Eles próprios com famílias para cuidar, filhos e pais.
Mas num tempo em que a saúde e a vida são os valores mais importantes e em que o apelo à calma e à ponderação devem fazer parte das nossas conversas com todos, os professores podem trabalhar sem chegar ao absurdo. “Manter contacto regular com as crianças e jovens” e assegurar a sistematização dos conhecimentos que se desejam adquiridos por todos, até 13 de março, não implica a perda de bom-senso e de reflexão, em cooperação com os pares, sobre a melhor forma de levar a escola pública a casa dos alunos! Sabemos que as assimetrias sócio-culturais existirão sempre. E nesta crise grave em que todos devem tentar manter a normalidade para que o país sobreviva, sabemos que uns têm acesso à tecnologia e outros não! Ainda é cedo para se poderem tomar decisões sobre o melhor dos caminhos a percorrer na demanda de uma escola pública que chegue a todos os lares. É preciso amadurecer com as experiências que cada um dos profissionais da educação está a ter no desenvolvimento do ensino e da aprendizagem junto dos seus alunos. Muitos dos encarregados de educação tentam garantir o acompanhamento aos seus filhos e são também professores com obrigações a cumprir perante a escola e perante os alunos. Os horários de uns sobrepõem-se aos horários dos outros, muitas vezes, e nem sempre é fácil gerir os recursos tecnológicos existentes. Haja calma e prudência nos juízos de valor! Cada classe profissional sabe o quanto lhe custa responder de forma assertiva aos desafios que surgem! Este é o desafio da coesão nacional, é o desafio de vencer a doença e o de assegurarmos que cada um e que todos possamos dar o nosso melhor aos nossos concidadãos. Haja esperança num futuro breve sem pandemia.
Há mesmo docentes que não aguentam.. nunca aguentaram nada! Nem capazes são de olhar à volta, para o outro!
Caros representantes de professores e das escolas
Gostaria que pensassem antes de dizer e falarem de “coisas” básicas e curriqueiras… Reservem as Vossas “poucas forças” (já que se encontram tão agastados), para de facto arranjarem uma solução na vossa área , ou seja, tentarem, pelo menos isso, idealizarem e projetarem formas e estratégias para que os nossos alunos se sintam acarinhados pelos seus professores. E porra ! Que mostrem coragem e vontade de serem cidadãos activos numa época em que a todos é exigido um grande esforço e solidariedade.
Deixem de ser queixinhas… está sempre tudo mal… É sempre exigido muito esforço… Por favor, não queiram o protagonismo… Não são vocês que estão exaustos
Que sabem vocês de exaustão?
Já estiveram horas a combater fogo, durante horas a fio, sem verem fim à vista?
Que sabem vocês de exaustão?
Já estiveram horas e horas a socorrer em espaços de conflito em que o miímo descuido era a morte?
Que sabem vocês de exautão?
Já estiveram horas a fio a ajudar em momentos de calamidade?
Penso que pouco sabem de exaustão…
Só vos é pedido que fiquem em casa, que projetem aulas (finalmente) em suporte informático, que o fundo façam o Vosso trabalho… E com uma vantagem, com o trabalho e ordenado assegurado.. Que felizardos! Quantos portugueses poderão dizer o mesmo… só os que são funcionários públicos…
Deixem-se de pieguices e façam a Vossa parte,.
PS – em relação ao computador, só fico admirada é como alguém , na época atual não tenha computador. Alguém que andou a estudar – custa a crer…
Que fazer? É uma profissão de grande desgaste físico e psicológico. E agora as coisas só pioraram…
E há muita velharia nas escolas que quando “andou a estudar” não tinha computador, por estranho que pareça.