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Plano de Contingência – Covid-19, por Rui Pires

 

Plano de Contingência – Covid-19

 

Assisti à conferência de imprensa da Ministra da Saúde e da Diretora Geral da Saúde (11 de março), a referirem que, para não se sacrificar a gestão da vida familiar de alguns portugueses e para não se exagerar sobre a perigosidade da atual situação, as escolas continuam abertas, salvo decisão casuística em contrário e até que surja um caso de infeção pelo Covid-19, em alguma escola.

Daqui decorre a obrigatoriedade de aguardarmos por algum aluno ou professor infetados, o que pode significar que estiveram 14 dias a frequentar a escola sem sintomas e a disseminar o vírus por todos os que estudam e trabalham nela.

Uma vez que o vírus é menos perigoso nos jovens, isto também significa que o risco sério e grave, prevalece nos adultos que trabalham na escola.

Traduzindo isto para um termo popular, os professores são voluntários à força para serem «carne para canhão», como que dispensáveis em cenário de contágio do vírus, e desta forma, protegerem a paz social, conter o alarmismo, à custa da sua saúde e inclusive, das suas vidas.

Sendo que não me considero «carne para canhão» e após confirmar a falta de respeito pelos professores manifestada nesta decisão técnica e política, considero que a nossa classe necessita de combater este desaforo e esta falta de respeito, através da proposta de medidas concretas, em cada escola e antes que o Covid-19 coloque todos sob suspeição de contágio, ou em quarentena.

Rui Pires – professor de Educação Física no Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves

 

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