Mensagem de uma Mãe Professora

Bom dia Arlindo, queria pedir-lhe um favor, para alertar os senhores professores dos alunos e jovens de portugal, estes na ânsia de se convencerem a eles próprios de que estão a trabalhar e ocupados estão a sobrecarregar crianças e jovens com fichas de trabalho.
Os professores estão a acentuar as desigualdades sociais e a nivelar tudo pelo máximo. Se na sala de aula têm um grupo com o mesmo acesso aos recursos que disponibilizam, em casa não. Lembrem-se que o ensino à distância é possível e exequível quando previamente se criam as condições técnicas. Parem de disputar quem manda mais fichas e melhor domina as ferramentas digitais. A maioria dos vossos alunos não vive na vivenda confortável com wi-fi potente. A maioria não tem computador e impressora, nem tem pais calmos e a gerir bem esta fase (alguns pais estão aflitos não sabem se vão ter ordenado nos próximos tempos).
Muitos alunos estão com tarefas em casa a cuidar de irmãos pequenos e ajudar, no campo resguardados sim, mas a ajudar os pais com o gado e outras tarefas agrícolas. Dominar as redes sociais não significa que se domine o Word ou pdf. E o Trabalho de grupo para crianças de 9 anos??  Não entendi. Vão usar as ferramentas colaborativas?
Estamos em estado de emergência o nosso cérebro também tem de estar ativo para o que realmente importa agora que é executar as recomendações  e cuidados básicos para sobreviver.
Sejam a voz  amiga que não abandona o aluno e a família e não o mestre a exigir o conhecimento académico  diário. Se contribuírem para que as crianças e jovens cumpram as recomendações da DGS terão feito um excelente trabalho.
Atenciosamente
Lúcia
(Uma encarregada de educação e professora a ver situações exageradas que fazem da escola uma instituição insensível  que começa a humilhar à distância e mostra  estar desatenta à realidade social de cada um).

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/03/mensagem-de-uma-mae-professora/

56 comentários

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    • Tânia Figueiredo on 19 de Março de 2020 at 9:09
    • Responder

    Concordo em absoluto!! Tem.sou mãe e professora e tenho usado bom senso com os meus alunos, até porque conheço as realidades em que vivem. Os professores da minha filha estão completamente doidos… Uns mandam 13 fichas de história para fazer … Outros querem que ela use uma plataforma que nem eu percebo anda daquilo, tal a complexidade… Outros usam o mail pessoal, outros o mail institucional. A miúda tem trabalhado mais agora do que fazia nas aulas .. prazos apertados para entrega de tudo feito. Já escrevi um mail a esses senhores professores e de nada serviu! Continuam a insistir na loucura…
    Haja bom senso!!


    1. Bom dia! Como concordo consigo e com tudo o que foi dito no artigo… Parabéns pela coragem de expor a situação. Devemos divulgar….

    • Fernando Figueiredo on 19 de Março de 2020 at 9:19
    • Responder

    Também sou pai e professor.
    Subscrevo completamente o que foi referido no post e gostaria de acrescentar que os alunos acabam a mandar as respostas uns aos outros facilmente, via whatsapp e msg. Tive conhecimento de um teste de Português de 11º ano realizado online e claro, com partilha de respostas entre alunos. Talvez seja este o tal trabalho colaborativo entre alunos!!!

      • Mirita on 20 de Março de 2020 at 10:43
      • Responder

      Concordo em absoluto com o que foi dito. Os professores não fazem mais nada a não ser enviar fichas , trabalhos de todo o genero para os alunos fazerem com prazos curtos para apresentarem. Os alunos precisam de qjuda e o adulto que está com eles nem sempre twm habilitações e conhecimentos tecnológicos para ajudar e surge a ansiedade e a frustração nos alunos , que têk um peso enorme por estarem já a viver uma situação re confinamento sem as rotinas habituais e com toda a preocupação causada pela pandemia que se vive. Senhores professores sejqm educadores sensíveis e não ditadores, piis no tempo que vivemos é importqnte sentirmo- nos todos acompanhados e não em competição e discriminados. Haja coerencia e bom senso. Saúde.

      • madalena on 24 de Março de 2020 at 17:30
      • Responder

      Também sou mãe e professora. O meu filho anda no 5.º ano e está cheio de trabalhos. É uma loucura!
      Pedi muito pouco aos meus alunos, uma vez que vi a quantidade de trabalho que eles tinham nas outras disciplinas. ~~

    • Luluzinha on 19 de Março de 2020 at 9:25
    • Responder

    Parabéns pela lucidez do texto.

    • Rosa on 19 de Março de 2020 at 10:00
    • Responder

    É triste alguém ter de escrever tal mensagem. Não sou mãe, apenas professora mas apenas pedi o que peço todos as aulas: revejam, releiam as matérias que foram dadas. Sem prazos, sem stress. Peço para colocarem em prática os jogos em família. A convivência familiar com calma, alegria ensina imensas coisas. Enfim… Saúde para todos é o que importa.

    • Alexandrina on 19 de Março de 2020 at 10:18
    • Responder

    Bom dia
    Concordo plenamente com a mensagem.
    Eu também sou Mãe e educadora de infância. O absurdo a que chegamos quando se criam planificações semanais para enviar aos Pais/ Encarregados de Educação. QUE HORROR! Parece-me que não estamos a aprender com esta grande lição que o Universo nos está a dar.

    • Victor on 19 de Março de 2020 at 10:54
    • Responder

    Dah! Não se pode pensar que os professores são assim. Desculpem-me, mas se o são agora, já o eram antes… Meter todos no mesmo saco é que não! E mais não digo.

    • Maria José Matos Santos on 19 de Março de 2020 at 11:04
    • Responder

    O essencial deste momento crítico parece ser aproveitar a convivência familiar, para que os pais tenham tempo de qualidade com os seus filhos e, ao mesmo tempo, tirar alguns momentos para efetuar ou fazer revisão de temáticas abordados no currículo escolar dos seus filhos. Se entendem que as fichas os sobrecarregam, então, compete-lhes encontrar formas mais criativas de o fazerem. Os professores dão pistas, dão ferramentas mas no essencial pretendem que os Vossos educandos não esqueçam as temáticas tratadas. Na TV foi sugerido mesmo a visita de museus virtuais, ao dispôr de todos pelas autarquias. Porquê dizer logo mal dos professores?… Será que o tempo de guerrilha sanitária não ensina nada?…

    • Teresa on 19 de Março de 2020 at 11:06
    • Responder

    Primeiro parágrafo deplorável, passível de ter saído da boca do ministro ou da alexandra leitão, quando tinha pasta na educação e a usava para diminuir os professores. Colocar-se acima do vulgo, tratando-os por “senhores professores” e pedir ao Arlindo que dê uma reprimenda, uma palmada pública aos seus colegas, só a deslustra a si, não a quem se esforça por manter a normalidade.
    Pensou em sugerir que as direções disponibilizassem os tablets e portáteis que têm nas escolas e que agora não servem a ninguém, ou até de secretária, ou às autarquias, que municipalizaram a educação, que fornecessem pen de internet aos alunos sem estes meios em casa? Ou criar um movimento de apelo às operadoras que doem estas pen a estes alunos?
    Já pensou que há filhos de professores que não moram em vivendas com poderosa internet? Enfim…

      • Rui Manuel Fernandes Ferreira on 19 de Março de 2020 at 15:07
      • Responder

      Olá Teresa, eu dizia-lhe o que é isso de “quem se esforça por manter a normalidade”!
      Nada percebeu do post, nem nunca irá perceber. A vaidade cega.

    • Helena Maria Casaca Batista Pomb Duarte on 19 de Março de 2020 at 11:19
    • Responder

    Concordo completamente !

    • Bia on 19 de Março de 2020 at 11:37
    • Responder

    Deploráveis são as interpretações alucinadas e absurdamente deturpadoras de certos pseudocríticos.
    Admiro-lhe a criatividade interpretativa e a coragem de a publicar!
    Sabe o que mais lamento? O facto de nos esquecermos, por vezes, do quão pequenino somos!…

    • Maria on 19 de Março de 2020 at 11:45
    • Responder

    20000000% de acordo!
    Para alguns nem a pandemia serve para parar, refletir e claro temos de manter a “normalidade” . j
    “Tudo como antes quartel general em Abrantes”.

    • Helga on 19 de Março de 2020 at 11:51
    • Responder

    A maioria (Hem?????) não tem computador e impressora (suportes físicos para quê?????), nem tem pais calmos e a gerir bem esta fase (alguns pais estão aflitos não sabem se vão ter ordenado nos próximos tempos).
    Muitos alunos estão com tarefas em casa a cuidar de irmãos pequenos (bom, as nossas famílias cresceram!!!!) e ajudar, no campo resguardados sim, mas a ajudar os pais com o gado e outras tarefas agrícolas.
    A maioria, nos CAMPOOSSS, COM TAREFAS AGRÍCOLASSSSS? Nem em época normal o fazem!!!!
    Penso que esta colega ficou em 1950. Pelo que vejo ficou EM 1950!!!! Haja equilíbrio.

      • Ana Oliveira on 19 de Março de 2020 at 13:10
      • Responder

      No meu caso mandei alguns trabalhos para que pudessem trabalhar no tempo de quarentena, achei que era suficiente, mas tenho a direção do agrupamento a preparar-nos para termos que dar mais trabalhos e falar com os alunos em videoconferência no caso de a quarentena se prolongar; e nem todos os meus alunos têm o que precisam para isoo… e bom, a direção manda…

      • Rui Manuel Fernandes Ferreira on 19 de Março de 2020 at 15:12
      • Responder

      Olá Helga, não, não foi a colega que ficou em 1950, antes, é a Helga que se encontra em 2153.

      • CarinaF on 19 de Março de 2020 at 23:42
      • Responder

      A sra é que deve ter parado no tempo. Ou é tão egocêntrica que pensa que tudo gira em torno da sua realidade. Tudo o que foi falado existe e talvez com casos mais abundantes do que pensa. Tudo o que foi descrito, foi muito bem dito. São preocupações muito pertinentes. Comentários como os seus é que eram desnecessários em 2020.

      • Alice Fonseca on 21 de Março de 2020 at 6:21
      • Responder

      Aqui em São Miguel, a realidade de “1950” existe.

    • Manuel on 19 de Março de 2020 at 12:06
    • Responder

    Só para quem não conheça os professores é que poderá estar surpreendido com esta atitude.
    A maioria dos colegas sofre de um complexo de inferioridade e problemas de consciência. Daí que saltam do 8 para o 88 . Basta 1 colega fazer 1 simples grelha ,a maioria segue o suposto “exemplo a seguir”.
    Colega,parabéns pela frontalidade e muita saúde para si e para os seus.

    • Renato on 19 de Março de 2020 at 12:35
    • Responder

    Então minha cara, descreva lá o mundo atual!

    • Renato on 19 de Março de 2020 at 12:37
    • Responder

    Esta resposta foi mal endereçada, desejaria enviá-la à Helga (das 11.50)

    • carla on 19 de Março de 2020 at 13:13
    • Responder

    Concordo totalmente com o texto.
    Não podemos entrar em paranóia. As famílias têm que se ir adaptando…podemos estar disponíveis para sugestões de trabalho, mas nada de exagero! Há formas de entreter as crianças com coisas que normalmente não são possíveis por falta de tempo…tudo com peso e medida…

    • Piu on 19 de Março de 2020 at 14:07
    • Responder

    Quais são as ordens?
    O que foi pedido concretamente aos professores e como?

      • Quirola on 19 de Março de 2020 at 14:15
      • Responder

      Segundo a Direção Geral da Educação, em 16 de março de 2020
      Este apoio a organizar pelas escolas deverá permitir a todas as crianças e jovens:
      – manter contacto regular com os seus professores e colegas;
      – consolidar as aprendizagens já adquiridas;
      – desenvolver novas aprendizagens.
      Por acaso já pediram às escolas/agrupamentos a organização que foi feita? Os pais, através dos seus representantes, não têm direito a saber?

        • Fernando C. on 19 de Março de 2020 at 18:21
        • Responder

        És apenas um diretorzeco falhado a justificar o comportamento. Os pais como eu estão preocupados com a saúde. Nas palavras do PM: sobrevivência. Tu preocupado com a justificação do tacho.
        Põe o teu nome, não te escondas. Tem vergonha.
        Eu provavelmente até sei


  1. Ainda não repararam que são os DIRETORES que estão a MANDAR. Até impõem horas, ao minuto!
    Vamos partilhar essas ordens para desmascarar os canalhas.

    • Joaquim on 19 de Março de 2020 at 14:21
    • Responder

    Concordo parcialmente com o texto.
    Esquecem-se que estamos num país que progride a duas velocidades. Os grandes centros urbanos e o litoral onde têm internet por fibra e o interior do país, esquecido e abandonado (fraca densidade populacional), onde a internet chega a casa por cabo de telefone (ADSL).
    Vejam o meu caso; 2 professores em casa e três filhos em idade escolar. Eu , a minha esposa e o filho mais velho( que está na universidade) , estamos a dar ou a assistira aulas utilizando plataformas digitais. quando um está a utilizar a internet mais ninguém a pode utilizar porque esta para. O filho que está no 12-º ano está desesperado porque para descarregar os ficheiros que os professores lhe enviam demora horas. Não consegue acompanhar em tempo útil. O mais novo que está no 3.º ano do ensino básico recebeu carradas de trabalhos e de fichas que nem num mês as faz todas. Haja paciência.
    Que stress para controlar isto tudo.
    Mesmo que queira utilizar o internet por satélite não posso, porque no local onde vivo não tem cobertura, por satélite, de qualquer operadora nacional. Mesmo para fazer uma simples chamada por telemóvel, tenho que sair à rua e deslocar-me 150 metros de casa para ter dois pauzinhos de rede no telemóvel.
    É este o Portugal onde vivo. Mas que ninguém quer reconhecer que ainda existe.
    Gostava de fazer tudo o que a minha escola me pediu para fazer ou enviar aos meus alunos, mas, está a ser uma missão hercúlea e quase impossível,
    Um Pai e Professor desesperado
    Fiquem bem! Fiquem em casa.

      • Luluzinha on 19 de Março de 2020 at 20:42
      • Responder

      É incrível a inépcia descritiva que grassa em algumas pessoas. São incapazes de descrever, argumentar, reflectir, fundamentar de forma objectiva, sem o “exemplozinho” familiar, pessoal, pobrezinho… Enfim.

    • Rui Manuel Fernandes Ferreira on 19 de Março de 2020 at 15:19
    • Responder

    Visão irrepreensível da Lúcia.
    Leiam também Santana Castilho, ontem, no Público.

    • ana on 19 de Março de 2020 at 15:20
    • Responder

    Pois bem, a minha diretora exigiu planificações semanais, onde constam as atividades, a enviar para os alunos e para ela. Sou diretora de turma e lamento, pelos meus alunos. Tenho acesso ao email de turma e o que vejo lá é medonho! Coitadinhos, estão no meio de outra guerra, para além da Covid-19.


    1. MEDONHOS são esses diretores.

    • maria martins on 19 de Março de 2020 at 15:53
    • Responder

    Uma mãe professora.
    O meu filho tem mais trabalhos do que se fosse às aulas. E sobra para mim claro. 👹E empata o computador. Lá se vai o teletrabalho 🤪. Todos os dias recebe vários trabalhos para fazer em word ou powerpoint para entregar até ao final do dia. 😬 Ė um curso profissional e têm que cumprir senão têm falta. Um curso profissional, “tão” a ver? Aqueles cursos em que os alunos não fazem nada, “tão”a ver?🤯

      • profinfo on 19 de Março de 2020 at 17:56
      • Responder

      Queixa-se de agora fazer muito, já se queixou de não fazer nada no curso profissional? Quando recebe os 14 nos módulos, queixa-se que ele não está a aprender nada?

      • Raquel Dias on 20 de Março de 2020 at 19:19
      • Responder

      Não fazem nada tem toda a razão mas entram na universidade sem fazer exames. Os alunos do regular matam se a estudar para ter notas piores.
      Foi só um desabafo de uma professora que trabalha com o profissional e o regular e é de uma injustiça brutal.

    • Paula on 19 de Março de 2020 at 15:59
    • Responder

    Tem mais que razão. O problema é que não sabemos a forma correta de agir. Nalguns casos, são os pais que estão a incitar os alunos, a pedir trabalho, não vá , eventualmente, o professor estar esquecido… Enfim, há de tudo.

    • Alexandra Almeida on 19 de Março de 2020 at 16:04
    • Responder

    Concordo em absoluto com a colega que publicou a carta e a maioria dos colegas.
    Eu não teria feito nada se não tivesse sido obrigada. E que fiz? Vi quantas aulas cada turma ía ter e mandei trabalho na proporção daquilo que seria exequível ser feito em sala de aula nesses tempos, mas tenho a certeza de que não vou ter todos (se calhar nem metade dos feedbacks…) porque NÃO HÁ CONDIÇÕES!
    Portanto, isto é “para Inglês ver”… Nem vou prejudicar quem não fizer…
    Assusta-me se não pudermos voltar à escola a 14 de abril porque não sei como vai ser… Não tenho meios para dar aulas pela net e os meus alunos decerto que também não.
    Aquilo que Santana Castilho escreveu no Público e que ontem li neste blog é A IMENSA VERDADE!
    Pena é que haja diretores “lambe botas” do ministro que fala sem ter consciência do que diz pois vive no mundo da fantasia. Que os colegas que têm o azar de estar nessas escolas os chamem à razão.

    • Guida Lemos on 19 de Março de 2020 at 19:42
    • Responder

    Excelente. ainda há poucos minutos enviei um email à DT do meu filho de 12 anos a explicar tudo isso.

    • Adolfo Mesquita on 19 de Março de 2020 at 19:44
    • Responder

    De facto só mesmo nesta fase de algumas panaceia, se dedica algum (pouco) tempo a tanta baboseira. Será que alguém está a pedir aos alunos que trabalhem 24 horas? A praga dos telemóveis nas salas de aula com montes de GB oferecidos pelas operadoras não servem agora para os meninos cumprirem os seus deveres em casa. Os mesmo meninos que chegam à escola cansados e com poucas horas de sono, não são agora os mesmos que estão em casa, tranquilos e em segurança?
    Porventura, dentro de uns dias serão os professores que não trabalham e estão de férias. Santa paciência para esta gente, que sem opinião vai a reboque da dos outros.

      • Raquel Dias on 20 de Março de 2020 at 19:22
      • Responder

      Claro que há professores a exagerarem mas há muitos mais pais que nunca fizeram nada nem estão habituados a aturar os filhos.

    • Ser professor não é para qualquer um! on 19 de Março de 2020 at 20:43
    • Responder

    Devemos manter-nos em contacto com os alunos e pedir-lhes que trabalhem com os recursos que lhes fornecemos e estar disponíveis para os orientar e esclarecer, mas devemos explicar-lhes que todos nós estamos a adaptar-nos e esta nova realidade. Como tal, nada disto ainda tem um carácter de obrigatoriedade, é para mantermos o elo da dinâmica até nos reorganizarmos.

    Coloquem os EE à vontade e os alunos tranquilos no que respeita a prazos de realização e entrega das tarefas que lhes pedimos, elucidem-nos, queremos estar e trabalhar com eles apenas na medida do possível, atenuar a rutura a que fomos sujeitos, sem sufoco e, por enquanto, sem obrigações por enquanto.

      • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 19 de Março de 2020 at 23:28
      • Responder

      Muito bem!

    • maria on 19 de Março de 2020 at 22:04
    • Responder

    Concordo plenamente. Bem haja. Merece a tão exigida DIGNIDADE DOCENTE. Continuo a dizer que grande parte dos docentes necessita de formação, urgentemente.

    • Maria Isabel Ribeiro on 19 de Março de 2020 at 22:58
    • Responder

    Obrigada colega pelo seu alerta. De facto estamos em emergência na saúde e não na escola. A escola pode esperar e tranquilizar os que precisam . Eu sou professora e reconheço que não tenho ainda competências para gerir a tecnologia no ensino à distância assim como as ferramentas que tenho em casa não são ideais para usar. O computador está lento o telemóvel é antigo…. Vamos com calma e tudo se resolverá. Precisamos de tempo.

    • Catarina on 19 de Março de 2020 at 23:22
    • Responder

    Não sou professora mas sou mae 3 estudantes em niveia de ensino diferentes. A mais nova no 2 cixlo tem tido as duas vertentes de tarefas enviadas ou seja as que são enviadas por professores que se limitam a respeitar as aulas que têm no horario (o que eu acho bem) e aqueles que desde que as escola foi suspensa todos os dias enviam tarefas para o email. Um dia destes cheguei do trabalho (porque eu tenho de ir trabalhar apesar das circunstancias) e tinha a pequena lavada em lágrimas porque não sabia para que lado havia de se virar. É aqui que temos nós pais de entrar e tentar que a criança não entre em pânico para lá do que já é “normal” nestas circunstâncias, limitei-me a organizar-lhe o trabalho de acordo com as aulas que tem no horario incluindo os tempos e a cada tarefa concluida no tempo de aulas envia para a professora. Até ver resultou! Tem eatado maia calma e tem concluido algumas das tarefas propostas. Neste altura todos precisamoa de tempo para nos adaptarmos, as crianças são reseliwntes e adaptam-se com muita facilidade, mas precisam de rotinas e de tempo para tudo. Eu nao deixo que a minha filha nesta fase de isolamento social esteja mais horas a trabalhar do que estaria se eativesse na escola.

    • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 19 de Março de 2020 at 23:26
    • Responder

    O que se está a passar é absolutamente ridículo, ridículo! Que as crianças gfaçam trabalho, que consolidem aprendizagens, com calma, muita calma, está bem! Agora mudar a sala de aula para casa das pessoas numa situação destas e com grandes assimetrias sócio-económicas, tenham mas é juízo! O momento é grave e o que vejo,até no meu agrupamento, é de bradar aos céus… Uma espécie de de corrida à sugestão melhor do dia e à melhor tralha informática da hora… Alguns marcam dezenas de fichas, trabalhos complexos, e mandam pais , com receio e poucas qualificações , acompanhar os filhos como mestres-escolas… Tenham juízo!

      • Raquel Dias on 20 de Março de 2020 at 19:26
      • Responder

      Na minha casa as minhas filhas fazem o que os professores mandam. Não ando em plataformas que todos os dias recebo da minha escola e de colegas que sinceramente não têm nada para fazer. A maioria dos mails apago sem abrir

    • Cristina on 19 de Março de 2020 at 23:38
    • Responder

    Concordo plenamente com o testemunho da colega Lúcia. Partilho da sua opinião, e como mãe e professora tenho vivenciado as mesmas situações.
    Contudo tenho esperança que este período conturbado, pelo qual estamos a passar, seja útil para que os professores possam refletir sobre a importância da sua profissão e do valor que lhe devemos dar. Não podemos continuar a permitir que se diga “os professores não fazem nada”, mas também não é pelo número de fichas que se envia aos alunos, que vamos contrariar esta ideia. Temos de perder esse já referido “complexo de inferioridade” e mostrar a importância do nosso contributo no futuro do país.

    • Nelia on 19 de Março de 2020 at 23:56
    • Responder

    Isto assusta-me
    https://www.facebook.com/sandro.rey.9/videos/2715635838491057/?t=240
    De resto, respiro e tento ficar bem.
    Fiquem bem também

    • ANÓNIMO on 20 de Março de 2020 at 0:22
    • Responder

    Quando o Diretor da escola manda 1 documento, por e-mail, não assinado (não aparece assinatura digital nem o nome em Word), obrigando os professores a mandarem tarefas para os alunos, para que concluam Módulos (Ensino Profissional), alunos com várias Negativas com o objetivo de compensarem faltas, terminarem Módulos e concluírem MÓDULOS DE DIFERENTES DISCIPLINAS a tempo de, antes das Reuniões, os alunos façam tudo e os professores tenham tempo para corrigir tudo, eu penso que nem tudo será exequível, logo, não existirá Igualdade na AVALIAÇÃO! (caos completo) A culpa será em parte, também, dos Diretores de Escola…, bem como, do Iluminado Ministro da Educação. Têm a palavra os alunos, os pais, os Sindicatos…

    • Be happy with tolerance on 20 de Março de 2020 at 3:48
    • Responder

    Tudo deve ter a sua conta, peso e medida. Importa que depois destas partilhas, das diferentes perspetivas, surja o diapasão. Pois que vigore a compreensão e a tolerância de todos para com todos. Este país precisa de completa viragem nas lideranças educativas Nacionais e Regionais para que com a Municipalização tudo fique efetivemente mais fácil. Os cidadãos terão mais oportunidades de intervenção direta nas questões educativas que lhes digam respeito. Teremos de aguardar que este conturbado e doloroso quadro internacional seja ultrapassado.

    • Quelhas on 20 de Março de 2020 at 10:52
    • Responder

    Quem não percebeu a situação foi o Ministro da Educação. A orientação que temos é essa. A publicidade na televisão que passa pela Margarida Pinto Correia, é que os alunos estão em aulas. Para além das dificuldades de cada família, da existência ou não das tecnologias de informação, a maioria dos pais está estupefacta com a quantidade de trabalho que os filhos estão fazer. Isto é uma pequena amostra do que é a Escola actual (já foi pior no tempo da Maria de Lurdes), e os papás gostariam que até que os seus filhos estivessem nesta Escola o dia todo. Façam as contas, somem a carga horária de cada disciplina, quanto dá?

    • Aurora on 20 de Março de 2020 at 21:40
    • Responder

    Subscrevo na íntegra a opinião desta Encarregada de Educação! LOUCURA SEM LIMITES! HELP

    • Solduarte on 21 de Março de 2020 at 14:49
    • Responder

    Mais importante que criticar e julgar, é saber ser SOLIDÁRIO e tentar compreender qual
    é o CERNE da questão:

    Não estaremos TODOS a tentar fazer o nosso melhor, à exceção de quem nos deveria fornecer diretivas e orientações proativas equilibradas para que não surgisse este descontentamento e críticas aos professores?!

    Por que não pensarmos de forma solidária, como um todo, para variar?!
    Por que não nos apoiarmos enquanto alunos, pais, docentes, direções, sindicatos, ministérios,…?!

    Penso que é o momento… se não for agora quando será?!

    • Carla on 12 de Maio de 2020 at 22:34
    • Responder

    AJUDA POR FAVOR!!! Já vem tarde o meu comentário. Sou uma avó que tenta ajudar o seu neto em desespero de causa. Dele, dos pais e agora meu.
    Passo agora os meus dias de isolamento agarrada a uma plataforma que demorei 3 dias a estudar.
    De um lado eu, e do outro lado de um tablet, o meu neto através do whatsapp.
    Massacre é única expressão que me ocorre para qualificar o que se está a passar.
    A autora do blog já disse tudo. Eu só peço ajuda para saber como devemos proceder para rejeitar o massacre.
    O stress diário, as falhas perante os outros filhos/ netos, a ansiedade, a infelicidade que nos estão a causar já chegam. Queremos estar saudáveis física e psicologicamente e queremos ter o direito de gerir as nossas vidas quotidianas dentro das nossas próprias casas. AJUDA POR FAVOR

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