Covid-19 e o «Papel» do Ministro da Educação – Rui Pires

De acordo com as declarações recentes (24 de março) do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na Antena 1, estão a ser ultimadas estratégias que visam a colaboração dos CTT com as escolas, para o envio de fichas, trabalhos escritos, escola-alunos e vice-versa.

Façam o vosso juízo sobre o respeito que esta ideia iluminada manifesta em relação aos professores e aos alunos, face às mais recentes medidas de prevenção adotadas por empresas e instituições diversas.

Premissa: «À temperatura ambiente, o vírus pode sobreviver entre quatro a cinco dias no papel.»

Exemplo de algumas medidas preventivas adotadas: «Jornal Económico – edição digital passou a estar disponível gratuitamente», «AutoSport – revista mas em formato digital», «Hospital da Luz – todas as faturas ficam guardadas em formato digital», «NOS – privilegia o digital na utilização dos serviços de apoio ao cliente», «Igreja – ‘Notícias de Viana’ converte-se ao digital», «Lisboa suspende recolha porta a porta de papel», «o Júri Nacional de Exames (JNE), informa que as escolas deverão disponibilizar boletins de inscrição que os alunos possam preencher em formato digital», …, e os exemplos sucedem-se.

Enquanto isso, o Ministro da Educação, declarou que está a ser estabelecida uma parceria com os CTT, para que as fichas e trabalhos de casa cheguem ao domicílio dos estudantes, pelo correio.

Resta-nos desejar que o envio não se faça por Correio Azul…

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21 comentários

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    • almerinda coutinho on 25 de Março de 2020 at 9:49
    • Responder

    Informo que eu, Almerinda Coutinho, não vou mandar fichas pelos CTT e nem as recebo. Se o ministro da Educação quiser que me envio o seu e-mail pessoal, eu reencaminho-as para os seu gabinete, ele manda-as aos alunos pelo correio, digitaliza-as e reencaminha-as para o meu e-mail. Assim estarei disponível !
    Grata!!

    • Zaratrusta on 25 de Março de 2020 at 10:02
    • Responder

    De um idiota só se esperam idiotices.

      • Maria on 26 de Março de 2020 at 1:06
      • Responder

      Penso que alguns professores acham que as férias se iniciaram mais cedo. Que tal começar a dar exemplos aos alunos em vez de reclamar por tudo e por nada? Graças à burrice , muitos já podiam ter mudado segunda vez de escalão e perderam com idiotices e falta de conhecimento do ECD ,um ano. Parece que sinda não estão satisfeitos. Agora não wuerem trabalhar. Coitados dos carteiros que transportam e distribuem a correspondência. Devem estar todos infetados. Sinceramente tenho vergonha alheia desta ignorância que certos professores passam acerca do conhecimento dos seus deveres. Mas afinal também conhecem pouco a legislacao que os rege por isso já nada me admira. Se com esta retraçao da da economia que será um consequência óbvia do momento que teremos que atravessa, não ficarem novamente congelados, agradeçam a todos os santos da vosss devoção e fiquem caladinhos e felizes Da mesma forma como .ficaram quando vos congelaram, tiraram no ordenado, puseram um sobretaxa de IRS e tiraram os 13 e 14 meses. Caladinhos que nem ratos. Era um encolher de ombros e ninguém reclamava. Deram uma mão, exigiram , não um mas dois corpos completos .Juízo e conhecimento faltam numa classe que só se mobiliza por dinheiro. Antes estava tudo na paz do Senhor. Oremos.

        • ferpin on 26 de Março de 2020 at 18:09
        • Responder

        Diga você o que disser a medida de mandar pelos CTT é idiota.
        Tem perigos de contaminação,
        Tem custos elevados quando uma elevada percentagem dos alunos tem smartphone.
        Se jogam e vêem filmes no smartphone, também podem ver as aulas em vídeo e executar as tarefas mandadas fazer dos livros.

        Haja juízo e gaste-se a massa noutras coisas.
        Por exemplo em aumentar exponencialmente a largura de banda dos serviços de educação. O nosso moodle, que ia funcionando mais ou menos, deu o estoiro quando entrámos em quarentena, não tinha largura de banda para aquilo tudo.

        Quanto ao tom ofensivo que adota, nem comento, cada um mostra o nível que tem, o seu é esse.

    • Vitor Alves on 25 de Março de 2020 at 10:14
    • Responder

    Chegou o carteiro…. das nove prás dez… e a vizinha do lado, de robe enfiado,
    chegou-se à janela em bicos de pés…
    E mais não digo….

    • maria on 25 de Março de 2020 at 10:39
    • Responder

    Seria (será) muito mau para todos nós que um Ministro da Educação entrasse no anedotário nacional. Temo.
    Tem idade mais que suficiente para perceber que cada um é para o que nasce. E quem o escolheu e/ou nomeou, igual.

    • Maria João on 25 de Março de 2020 at 11:21
    • Responder

    Será que li bem…fichas pelos CTT. O Sr Ministro não devem fazer parte deste plano de contingência..ou deve estar a ouvir mal, ouvir mal….

    • Orquídea neves on 25 de Março de 2020 at 11:32
    • Responder

    Uma ideia iluminodiota. Sem palavras.

    • Paulo on 25 de Março de 2020 at 11:50
    • Responder

    Quase tão má esta ideia como a de pedir aos docentes reformados para o fazerem voluntariamente… (Grupo de risco, pela idade e comordidades associadas). Estarão a pensar antes de escreverem ou dizerem estas parvoíces?

    • Orquídea neves on 25 de Março de 2020 at 11:58
    • Responder

    Peço desculpas. Não reflecti na resposta que dei. Afinal, depois de uma breve análise não considero disparatada, de todo, a ideia. Para alguns, e repito, para alguns alunos, e falo dos meus, e como eles outros haverá, é uma solução. Não será a melhor mas à falta de imaginação e de soluções mais alargadas, é uma alternativa.

    • on 25 de Março de 2020 at 13:05
    • Responder

    Mas há algum aluno ou país ou irmãos sem NET no telemóvel?
    Fazem os trabalhos no caderno, fotografam e enviam via telemóvel.

      • gin on 25 de Março de 2020 at 13:10
      • Responder

      Claro!

        • Madia on 26 de Março de 2020 at 1:11
        • Responder

        Os meus. Deve dar aulas num colégio a riquinhos. Podem até ter telemovel, mas a internet não chega em condições aceitaveis a suas casas. Idiotice de novo riqinho e falta de conhecimento do mundo real.

        • Orquídea neves on 29 de Março de 2020 at 13:00
        • Responder

        Não tem noção da realidade. Venha a minha escola para perceber.

    • ivone raposo on 25 de Março de 2020 at 17:46
    • Responder

    Ora vejamos
    Quanto aos CTT
    O estado de emergência pede recolhimento mas podemos ir aos CTT enviar correio?
    Os CTT têm alteração de horário e serviços mas temos que ficar em fila na rua à espera de vez e expormo-nos e aos outros à propagação do vírus.
    O envio de correio de implica uma despesa que ficará por conta de quem?c
    A distribuição deste volume do correio irá aumentar o tempo de entrega e deslocação de pessoas que estariam ainda mais expostas ao contágio
    A média de idades dos docentes ronda 40-50 anos, a faixa etária neste momento de maior risco mas ainda assim temos que sair., além de estar sujeito a reprimenda ou até multa?
    Quanto ao uso da tecnologia
    Nem todos os alunos, dependendo da situação sócio-económica e /ou zona geográfica, têm forma ou recursos para trabalhar e enviar , ainda mais numa situação inesperada e em tão curto espaço de tempo
    Mesmo os que têm possibilidades e recursos têm que gerir horários entre o teletrabalho dos pais e as tarefas escolares de todos os filhos.
    Conclusão,
    Se o senhor Ministro não sabe o que é estado de emergência, alguém que lhe dê uma aula sobre isso
    Se o senhor Ministro acha que tudo se resolve usando a tecnologia então que se faça um levantamento sério das condições e viabilidade das novas formas de trabalho em todo o território e se estabeleçam critérios e formas de operacionalização que todas as contingências obrigam.

    • esclarecido on 25 de Março de 2020 at 18:36
    • Responder

    O amigo Pardal nunca mais deu as caras, será que o “bicharoco” comeu-lhe a língua. Com tantos professores em Portugal (?), não haveria de haver problema em levar as fichas a casa dos alunos. Tipo UBER das fichas. Será que este “ministro” está paranóico ou pediu ajuda ao Pardal para distribuir o correio? Se calhar ainda vamos ver o ministro a distribuir as fichas numa mota e uma caixa ás costas cheia de fichas.
    Estamos entregues à bicharada.

    • Medricas on 26 de Março de 2020 at 0:16
    • Responder

    E o risco ?? imaginem que ao saber as nossas moradas .. procuram ajustar contas ??? uiiiiii que medo
    Não me parece certo ceder a morada aos alunos …

    • Maria on 26 de Março de 2020 at 1:14
    • Responder

    Mania da perseguição? Bom.deve ser adorado pelos alunos. Tem.medo de retaliações

    • ALEXANDRA Salgado on 26 de Março de 2020 at 4:35
    • Responder

    Infelizmente Há alunos sem meios digitais ou sem net! Não sei por onde têm andado, mas mesmo tendo telm,; tablets; PC’s e afins, a cobertura das 3 operadoras em Portugal só cobre 97% da população! E ESSES ALUNOS TÊM o mesmo direito que os mais afortunados…Não temos um Portugal no séc. XXI, ainda há muito atraso…percorram o Mapa e descobrirão terras fascinantes que nunca ouviram falar… Sou a primeira a criticar as imbecilidades deste e de outros Ministros e afins do MEC, mas é uma triste realidade!
    E acrescento: ainda existem crianças que nunca viram o mar…

    • kimper on 26 de Março de 2020 at 12:42
    • Responder

    E a televisão?
    Aulas pela televisão como a antiga telescola ou a universidade aberta e com supervisão dos professores. No caso dos alunos sem net ,feita por telefone.

    • ferpin on 26 de Março de 2020 at 18:11
    • Responder

    Este ministro… ai este ministro. Da boca só lhe sai…

    A medida de mandar pelos CTT é idiota.
    Tem perigos de contaminação,
    Tem custos elevados quando uma elevada percentagem dos alunos tem smartphone.
    Se jogam e veem filmes no smartphone, também podem ver as aulas em vídeo e executar as tarefas mandadas fazer dos livros.
    Se isso for para a frente apenas para os alunos que não têm pc e mesmo esses mandarem para os professores em formato digital o que for pedido… enfim. Agora todos? Gastar um dinheirão com esse processo quando é preciso gastá-lo noutras coisas.
    Até porque assim como os professores recusarão pegar no papel sem estar 2 semanas de pousio na garagem, a maior parte dos pais farão o mesmo.
    Decorreu entre 3/5 e 4/5 do ano em termos de avaliação, consoante os professores fizeram um ou dois testes do 2ºperíodo.
    Que interesse tem corrigir trabalhos que o professor nem sabe se foi feito pelo cérebro do aluno?
    Se um aluno está mesmo interessado, e os seus pais estão acompanhá-lo, assiste às aulas, faz sozinho as tarefas, recebe a correção e estuda-a emendando os erros e reporta ao professorem plataforma coletiva os erros remanescentes. Se não está interessado, faz o mesmo que já faz, pouco ou nada, copia tpcs etc.
    Não reconheço qualquer interesse em corrigir trabalhos dos alunos. em termos de avaliação não pesarão nada em relação aos elementos presenciais que já tenho. Em relação a ler e corrigir aquilo de fio a pavio, para quê? nem sei se foi o aluno que os fez.
    Haja juízo e gaste-se a massa noutras coisas.
    Por exemplo em aumentar exponencialmente a largura de banda dos serviços de educação. O nosso moodle, que ia funcionando mais ou menos, deu o estoiro quando entrámos em quarentena, não tinha largura de banda para aquilo tudo.

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