Como é que está a correr a experiência de estudar em casa? Ouvimos pais, alunos e professores

Deixo link para a notícia da SIC e a transcrição de parte das minhas declarações à jornalista Patrícia Bentes.

 

Como é que está a correr a experiência de estudar em casa? Ouvimos pais, alunos e professores

 

 

“FOI UMA SEMANA DE ASSUSTAR”

Do outro lado, Arlindo, professor e responsável por um blogue onde aborda as questões da Educação – e onde chegaram muitas críticas dos pais – explica que a novidade apanhou todos de surpresa, e que a desorganização que daí resultou, afetou todas as partes, e não só professores.

“Ainda estão todos a adaptar-se. Isto aconteceu de um dia para o outro e não houve tempo para organizar. Cada professor tentou, por si, dar continuidade às atividades letivas. Sem uma coordenação. Foi uma semana de assustar”.

 

SE QUISESSEMOS DAR AULAS POR VIDEOCONFERÊNCIA NÃO TÍNHAMOS COMO

Quanto à ausência das aulas à distância, Arlindo acrescenta um outro olhar sobre o problema: “Não são só os alunos que não têm computadores. As escolas também não. Se quisessemos dar aulas por videoconferência não tínhamos como. E esse problema não é novo. Falta investimento nas escolas e nas famílias para que haja condições de igualdade”.

Questionado sobre se a experiência, depuradas as falhas e os erros próprios do que foi um imprevisto, pode ou não vir a ser benéfica para o sistema de ensino, Arlindo é peremptório: “Não me parece que venha a ser possível fazer tudo isto com a qualidade com que se faz numa sala de aula. Nada substitui o acompanhamento presencial.”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/03/como-e-que-esta-a-correr-a-experiencia-de-estudar-em-casa-ouvimos-pais-alunos-e-professores/

13 comentários

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  1. Eles cortaram o subsídio de alimentação, eu cortei a net. Também não pago.

    • Chega! on 24 de Março de 2020 at 23:48
    • Responder

    Assustador, mais ainda,foi o comportamento dos comissários políticos, a massacrar os professores todos os dias (as 24h!) com grelhas, plataformas, convocatórias, reuniões, registos (de tudo e de nada)..,
    Como não trabalham (correção de testes, trabalhos, preparação de reuniões, avaliações, grelhas, educação inclusiva…)
    ocupam-se a massacrar quem trabalha.
    Como alguém afirmou um dia VÃO TRABALHAR. Chega.

    • Paulo on 25 de Março de 2020 at 0:03
    • Responder

    Não estamos na Finlândia… É assim mesmo Arlindo! Abraço.

    • Eduardo Figueiras on 25 de Março de 2020 at 1:12
    • Responder

    Caríssimos,
    Recebi há pouco um e-mail da Directora de Turma
    da minha filha!
    Em resumo, ela pergunta se ela tem computador e net, porque segundo orientações do Director da Escola, as aulas no 3.° período serão realizadas em modo síncrono!
    Mas é exagero meu ou está tudo desvairado!
    Aulas síncronas????
    Mas esta malta pensa que cada aluno tem o seu próprio pc e não é de mais ninguém!

    • Joana Soares on 25 de Março de 2020 at 6:48
    • Responder

    Quem é que vai estar a controlar os adolescentes que têm mais de 12 e menos de 16 anos? Tendo eles que ficar em casa sozinhos enquanto o tutor legal tem que se ausentar de manhã cedo para ir trabalhar e só regressa ao fim da tarde(família monoparental) ? Isto não é considerado abandono? Como é que se pode controlar o “não sais de casa”? Pois é agora já não é considerado abandono por parte das entidades públicas CPCJ… Sei que é uma situação de exceção, mas estarão sozinhos em casa sem ser possível fazer qualquer tipo de controle.

    • Maria on 25 de Março de 2020 at 9:06
    • Responder

    Bem, agora é que estamos a sofrer, além da pandemia que por si só é uma catástrofe a todos os níveis, da tal falta de educação/formação que cada pai e mãe devia ter imposto a seus filhos. Há uns anos a esta parte desde muito pequeninos os meninos fizeram sempre o que lhes dava “na telha”, sem a autoridade dos pais porque os pequeninos ficariam traumatizados; ou seja, os pequenos sempre “mandaram” nisto tudo. Posto isto, agora torna-se difícil dizer a uma criança de 8,9, 10… anos que “não sais de casa” porque tenho que ir trabalhar e confiar que as crianças fiquem. Meus caros, noutros tempos desde os 10 anos que a minha criança ficava em casa, em tempos de férias, não saía e aprendeu a cozinhar e a cuidar da casa e brincava, claro!!! O tempo e as circunstâncias encarregam-se de provar que tudo estava e está do avesso…

    • Marta on 25 de Março de 2020 at 17:58
    • Responder

    Está tudo louco E EU tb estou a ficar!…
    É todos os dias de manhã à noite: seis turmas mais a DT, saber se os meninos comem, ou não comem. mandar mais de uma dúzia de emails por dia, para alunos, pais, colegas, diretor…. andar atrás dos brancos, dos negros, dos ciganos, dos Búlgaros, dos NEEs…..telefonar do meu telemóvel, sem ninguém me perguntar se posso gastar mais 20 euros…se eu tenho computador…Net… , ninguém quer saber: os alunos não nos ligam nada(sobretudo os que não são aplicados…marcam-se trabalhos, vai a proteção civil levar, os presidentes de junta…e eles nada!…) Só falta ir buscá-los ao colo!!!!!!!!!Os diretores, governo, sei lá, quem, todos, fazem de nós escravos, de manhã à noite no computador!
    Muitas famílias não podem, não sabem…ajudar os filhos/lidar com isto, não têm net nem computador…
    Mas os diretores só pensam nos alunos, que temos que esgotar todos os recursos, só nos fazem chegar orientaçoes, papéis, querem lá saber de nós! Isto é trabalho de escravo, é exploração!
    Estou farta deste teletrabalho!!!!!!!!!!
    E OS SINDICATOS ONDE ANDAM?????? ELES SABEM O QUE ESTAMOS A PASSAR? É o que eu digo: reivindicar, não é só dinheiro! Há coisas/medidas que valem tanto ou mais do que a subida de 10€, que depois ficam em 4!!!!!!!!!!

      • profinfo on 25 de Março de 2020 at 18:24
      • Responder

      Cumpra o seu horário, a mais não é obrigada. Fazem de nós escravos porque nos prestamos a isso, para ficarmos bem na fotografia.

    • Maria on 25 de Março de 2020 at 18:03
    • Responder

    Pois…pois… e as crianças com NEE? Como fazemos? Mandar trabalhos?
    Nós, docentes de educação especial não damos conteúdos. Promovemos competências transversais ( concentração, atenção, treino de comportamentos…promoção da auto estima, relacionamento inter e intra pessoal e etc…conforme os casos). Como promovo isto on line? Está tudo louco!!!! Pedem para eu mandar atividades… Que dizem? Que vos parece? Grata por opiniões crítico-construtivas.

    • Kimper on 25 de Março de 2020 at 22:50
    • Responder

    E computadores para os professores? A entidade patronal não tem obrigação de fornecer as ferramentas de trabalho?

    • Professora on 26 de Março de 2020 at 0:33
    • Responder

    Olá pessoal …
    Alguém me pode explicar …se a exigência para o 3º período for dar aulas (vídeo conferência) como é que se faz quando se tem dois filhos que terão cada um aulas por vídeo conferência durante o dia ..assim como os pais que cada um também terá de dar aulas vídeo conferência…ou seja…durante o dia vamos estar 4 pessoas em aulas de vídeo conferência …giro…mas como se 1º só temos dois computadores e um deles antigo e lentinho ….2º a net que tenho em casa é bastante limitada …3º como vão ser os horários??? 4º e todos vamos ter de estar em espaços separados para que consigamos estar em silêncio ….
    Sinceramente ??? eu estou a ficar muito doente …não aguento isto

    • Jorge on 14 de Abril de 2020 at 18:07
    • Responder

    Viva a todos,
    Pode alguém esclarecer se podemos marcar faltas aos alunos nas aulas síncronas?
    Entendo que não salvo melhor opinião.

    • Olga on 24 de Abril de 2020 at 11:54
    • Responder

    Colegas, não se preocupem. Vamos acabar todos por estoirar e, depois fica tudo bem.
    Todos temos ido muito além dos nossos limites com as famigeradas aulas por videoconferência. Não há condições técnicas nem outras para continuar com todo este desnorte. Sufocamos o grito e ninguém nos ouve. Com é que se pode suportar tantas reuniões de trabalho, tantas grelhas para preencher e enviar a todo o instante, controlar faltas, controlar alunos à distância, responder às questões mais que legítimas dos nossos alunos, afastar quem nos boicota o trabalho e a vida, invadindo as plataformas que se multiplicam como cogumelos (venenosos).
    Tenhamos coragem. Digamos basta. Exigimos ser escutados e realizar um trabalho digno.

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