Janeiro 2016 archive

“Animação, hoje é sexta!” (Os Prisioneiros)

Viva, hoje é sexta! Na nossa rubrica semanal de animação no blog, para hoje trago-vos um filme absolutamente imperdível, tocante, emocionante… Os Prisioneiros, da minha amiga Margarida Madeira. E este é um filme que merece ser partilhado com os nossos alunos, exige reflexão e aprofundamento, até pelo facto de também ser uma das referências de animação nas listas deste ano letivo do PNC – Plano Nacional de Cinema. E aproveitar, nada mais nada menos do que agradecendo também a oportunidade que a Margarida Madeira nos dá ao já ter disponibilizado na sua página Vimeo o filme integral.

E qual a razão para ser visto, partilhado, debatido?

Aqui fica a sinopse, nas palavras realizadora, para o seu filme, já com meia dezena de prémios internacionais e visto em cerca de 30 festivais:

“Os muros. Ivo vive agora do lado de fora, mas gostava de estar do lado de dentro, com a mãe e o irmão mais novo. Sérgio viveu do lado de dentro, mas tinha a irmã do lado de fora. A casa é do lado de dentro, ou do lado de fora? E a liberdade? De que lado está a liberdade?”

Não percam esta belíssima história sobre as mães que vivem nas prisões, que aí criam os seus filhos… ou serão os que não podem estar com as mães nas prisões os prisioneiros…

Bom fim de semana e, até sexta, como sempre, no local e dia do costume, sempre pelas 21 horas.

 

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Projecto de Resolução Sobre TIC (BE)

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Reunião da FNE com o ME

No site da FNE já se encontra um breve resumo da reunião de hoje à tarde com o Ministério da Educação.

 

 

Negociação de Concursos deve introduzir mecanismos de combate à precariedade

 

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A FNE e o Ministério da Educação realizaram esta sexta-feira a primeira ronda negocial para alteração do regime de concursos de professores. Nesta oportunidade a FNE fez uma apreciação da proposta entregue aos sindicatos para alteração do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário e de formadores e técnicos especializados.

Nesta reunião, sublinhamos como positivo a aproximação do Ministério da Educação às reivindicações da FNE nomeadamente, no que diz respeito ao fim da Bolsa de Contratação de escola (BCE), à anulação das normas relacionadas com a aplicação aos docentes do sistema de requalificação dos trabalhadores da Administração Pública e a eliminação dos efeitos da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) nos concursos.

Em análise esteve, essencialmente, o documento enviado à FNE e que representa a versão inicial das propostas do ME. Apesar de globalmente positiva, esta proposta apresenta um aspeto negativo que a FNE pretende ver alterado em sede de negociação. A nosso ver, não se justifica a introdução de um limite máximo no número de grupos de recrutamento em concurso. Consideramos que é uma medida muito penalizadora para os docentes que, ao longo do seu percurso profissional, têm investido na valorização da sua carreira. Apresentados estes argumentos, a tutela demonstrou abertura para acolher a nossa proposta de não impor limites no número de grupos de recrutamento a que um candidato pode concorrer.

Assumimos ainda como prioritário que se proceda à alteração da chamada norma-travão, permitindo o cumprimento da Diretiva 1999/70/CE, de 28 de junho, e garantindo a o direito à vinculação ao fim de três contratos sucessivos, de anos letivos inteiros.

A FNE entende que este processo negocial deverá ainda constituir uma oportunidade para se introduzirem outras alterações que se revelam indispensáveis ao regime de recrutamento de docentes. Defendemos por isso a introdução de um concurso interno anual, que permita a aproximação entre as dotações dos quadros dos agrupamentos e das escolas não agrupadas e as suas necessidades permanentes.

Entendemos ainda que esta negociação deverá traduzir-se na aplicação do conteúdo da Resolução da Assembleia da República nº 35/2010 que recomendou a integração excecional dos docentes contratados com mais de 10 anos de serviço. Não tendo sido dada completa execução a esta resolução, a FNE entende que não há razões para que se continue a adiá-la.

Não é igualmente aceitável a determinação de um número mínimo de preferências a indicar pelos candidatos à contratação inicial. Entendemos que a candidatura a uma contratação precária não deveria obrigar os docentes a candidatarem-se a uma área tão vasta como a de um Quadro de Zona Pedagógica (QZP).

É necessário que se proceda a uma clarificação do conceito de horário anual, estabelecendo que todas as contratações obtidas até ao último dia do calendário escolar para o inicio das aulas para contratos que terminam a 31 de Agosto do mesmo ano escolar, devem ver todos os seus efeitos retroagir a 1 de setembro, quer em termos de contagem de serviço, quer em termos de remuneração.

Ainda que não constitua o objeto da negociação que é proporcionada por esta proposta apresentada pelo Ministério da Educação, a FNE solicitou que seja enquadro um quadro legislativo adequado à estabilidade do corpo docente em função de:

  • uma adequada provisão das necessidades permanentes do sistema educativo, o que pode ter como referência o número de horários anuais e completos identificados pelos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas até 31 de agosto;
  • uma revisão da dimensão dos quadros de zona pedagógica, particularmente nos casos em que estes assumem dimensão geográfica excessiva;
  • criação de estímulos à fixação de docentes em zonas de grande rotatividade do corpo docente;
  • clarificação do procedimento a adotar nos casos da contratação de técnicos especializados exclusivamente para disciplinas para as quais não existam grupos de recrutamento.

A este propósito, a FNE reitera o seu entendimento de que é que por via da definição adequada dos quadros de agrupamentos de escola e de escolas não agrupadas e do recrutamento dos docentes necessários ao seu funcionamento regular que se pode dar consistência a um efetivo combate ao abandono e ao insucesso escolares.

É através da disponibilização de recursos e mecanismos postos à disposição do sistema educativo e das escolas que se pode responder oportunamente às dificuldades identificadas nos processos de ensino-aprendizagem de todos os alunos, no quadro de uma escola que acolhe todos e que a todos assegura condições de sucesso educativo.

Uma nova reunião para negociar as alterações ao diploma de concursos ficou agendada para o próximo dia 3 de fevereiro.

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Aposta Para Hoje

Para um prémio um pouco acima dos 100 milhões.

 

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Um professor é profissional de muitas profissões…

Os professores adaptam-se, por necessidade, a qualquer situação que lhes surja na vida…

 

Docentes são altamente qualificados e as suas características começam a ser muito valorizadas no setor das vendas

Têm um curso superior, sabem falar línguas, têm capacidade de mobilização e de falar em público, mas milhares estão no desemprego. Referimo-nos aos professores, que não tendo lugar nas salas de aula estão a chamar a atenção na área das vendas, nomeadamente no setor imobiliário. Só para trabalhar na Remax é possível encontrar vários anúncios online que pedem especificamente professores.

(clicar na imagem) in DN by Ana Bela Ferreira e Joana Capucho 22/01/2016

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Lista de ordenação ao Concurso de Contratação de Escola (Pré-Escolar)

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Lista de Ordenação

 

 

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Comunicado da Pró-Ordem Sobre as Declarações de Vieira da Silva

MINISTRO VIEIRA DA SILVA NÃO DEIXA PROFESSORES DESCANSADOS

 

 

A Federação Portuguesa de Professores reclama do Governo a abertura de um processo negocial que salvaguarde as especificidades da carreira docente e permita vir a consagrar um adequado regime legal de aposentação.

 

Em entrevista à SIC (20.01.2016) Vieira da Silva, Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, informou que o Governo vai mudar as regras das reformas antecipadas. A propósito das carreiras contributivas muito longas, referiu-se concretamente às «carreiras contributivas que se aproximam dos 50 anos» de descontos e disse que esses trabalhadores não devem ser «obrigados a trabalhar até aos 66 anos» de idade, conforme noticia o jornal “Público” (21.01.2016).

 

Informou também o Senhor Ministro que o respetivo diploma legal «para alterar a lei em vigor está a ser finalizado».

 

Embora este responsável governamental não tenha explicado se tem apenas em mente o regime geral da segurança social ou se também é extensivo aos subscritores da Caixa Geral de Aposentações, em virtude de, há uma série de anos a esta parte, se tender para a sua uniformização, as suas afirmações, nesta entrevista ao jornalista José Gomes Ferreira, não são de molde a deixar descansada a Classe Docente.

 

Na verdade, encontram-se em processo de apreciação – em sede parlamentar – várias petições que apontam para a consagração de um regime excecional de aposentação docente, pois, há muito que a generalidade dos professores e as suas organizações sindicais vêm reivindicando tal desiderato.

 

De há muito que sucessivos governos têm contribuído para a degradação do estatuto profissional, social e económico dos professores e educadores. Mas – muito especialmente – as condições de trabalho são cada vez mais desgastantes, as novas gerações de crianças e de jovens a que os professores devem dar resposta no âmbito da escola de massas., contribuem decisivamente para que a Profissão Docente se tenha tornado, cada vez mais, uma profissão de desgaste rápido, no plano físico e psíquico. Tal como, aliás, tem vindo a ser confirmado por sucessivos estudos clínicos no plano nacional e internacional.

 

Em face do supra aduzido importa que o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social esclareça a Classe Docente do seguinte:

 

– Aceita a consagração, em sede legislativa, do conceito de profissão de desgaste rápido para a Profissão Docente?

 

– Admite, como base negocial, a ideia de 36 anos completos de serviço e de descontos para uma aposentação por inteiro e sem penalizações?

 

– Encara a possibilidade de aplicar ao professorado o conceito de pré-reforma?

 

A Federação Portuguesa de Professores e a Pró-Ordem, em representação dos seus associados e dos docentes em geral, em defesa da dignidade destes profissionais e de uma escola pública de qualidade ao serviço da população – a qual não se compadece com manter ao serviço Pessoas desgastadas pela idade e pelos muitos anos de serviço – reclama do Ministério da Educação e do Governo a abertura de um processo negocial que salvaguarde as especificidades da carreira docente e permita vir a consagrar um adequado regime legal de aposentação.

 

P’la Direção Nacional

O Presidente

Filipe do Paulo

 

Lisboa, 21 de janeiro de 2016

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Sobre a Gratuitidade do Registo Criminal

Deixo esta imagem deixada no Facebook pelo colega Luís Cansado.

 

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A História Repete-se

E há quem não aprenda que os dia 24 e 31 de Dezembro fazem parte da componente de trabalho individual do docente.

E que nesses dias não há desconto do subsídio de refeição.

 

 

 

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Listagens de candidaturas ao Concurso de Contratação de Escola (Pré-Escolar)

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Lista de candidaturas validadas

Lista de candidaturas invalidadas

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Questões de Pormenor na Alteração das Aposentações

Para quem continua a sonhar que a idade da aposentação baixe drasticamente basta ler o que se se pensa pelo governo na alteração das regras da Aposentação.

 

 

Trabalhadores terão 30 dias para decidir se querem mesmo antecipar a reforma

 

 

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  • Reforma antecipada passa a depender do “sim” dos trabalhadores depois de conhecerem o valor da pensão. Se nada disserem, o processo será arquivado, ao contrário do que acontece actualmente.
  • Vieira da Silva lembrou também a intenção de mudar as regras das reformas antecipadas dos trabalhadores com mais tempo de trabalho, tal como prevê o programa do Governo. “Vamos reformular o sistema, por forma a que as pessoas com carreiras contributivas muito longas, e há pessoas em Portugal com carreiras contributivas que se aproximam dos 50 anos”, não sejam “obrigadas a trabalhar até aos 66 anos”.

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Reserva de Recrutamento 18

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados e Lista de Colocação Administrativa de Docentes de Carreira – 18ª Reserva de Recrutamento 2015/2016

 

Mobilidade Interna – ano escolar de 2015/2016

Lista definitiva de retirados – Consulte

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Datas dos Concursos Desde 2006

Reponho novamente um artigo de Agosto de 2015 com as datas dos concursos realizados desde 2006.

Falta-me apenas colocar a data da candidatura às necessidades transitórias nos anos em que não ocorreu o concurso interno. Como o quadro foi elaborado em 2015 para ser comparado com outras datas de concursos internos não cheguei a concluir este quadro com essa fase de concurso.

Mas em breve o farei.

 

Datas Concursos 2006 a 2015

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Tortura vitalícia

A desesperança de lidar com um sistema impiedoso.
 
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Sofre de cancro e é obrigada a trabalhar

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“Brandão Rodrigues quer antecipar concurso anual para Abril”

Talvez assim, o ano letivo comece, pela primeira vez em muitos anos, com todos os professores colocados e sem constrangimentos nas escolas… só se põe o problema de nessa altura ainda não se saber o número de turmas e de professores necessários para o ano seguinte, mas isso também se resolve.

 

O concurso anual para os professores contratados vai ser antecipado para Abril. Um mês antes do que tem acontecido nos últimos anos, com a apresentação das candidaturas dos professores para este concurso em Maio.
Esta é a orientação que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, deu ontem às escolas ouvidas pelo Económico. Desta forma, o ministro acredita que os professores estejam todos colocados no arranque do próximo ano lectivo, apurou o Económico junto das escolas.

(clicar na imagem) in Económico by Ana Petronilho

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Opiniões… Exames para que te quero… por Ana Benavente

Há algo que começa  a ser incompreensível, “os estudos ou trabalhos internacionais”, de que todos falam, mas nenhum tem a honestidade intelectual de os nomear ou apresentar…

Este assunto, tem pano para mangas, os intelectuais de gabinete, têm todos opinião sobre algo que, a meu ver, só conhecem a partir da teoria. Esta opinião, parece uma resposta a outras que já aqui foram publicadas… mas como disse o Tiago Brandão, “Quem manda é o governo”…

 

Sou contra os exames desde que estudei, investiguei e conheci os trabalhos internacionais que revelam que os exames são o modo mais pobre de avaliação das aprendizagens.

1. Os exames excitam os discursos e as críticas ao actual governo. A favor dos exames, basta o senso comum e a ignorância. Contra, é preciso entrar em grandes explicações. Para mim, a questão é simples: os exames são um mecanismo criado no interior do sistema que revela uma concepção de Escola. Dum lado, a Educação Para Todos com valorização do trabalho dos professores e procura de caminhos para assegurar aprendizagens exigentes face aos desafios do presente e do futuro e, do outro, a escola que conhecemos no passado, que exclui quem vem dos meios sociais mais pobres e das culturas “não eruditas”, uma escola de competição, de stress e de individualismo em que só a memória – auxiliar precioso – faz as vezes de inteligência.

É uma questão de fundo: como queremos educar os mais novos? Para um mundo com mais conhecimento e cultura, solidariedade e participação cidadã? Ou queremos jovens que vivem sem sentido crítico, absortos desde cedo no “cada um para si”, aceitando tudo o que se lhes impõe? A escola é, sem dúvida, a instituição que a todos marca, socializa e educa, promovendo ou excluindo.

2. Os exames foram introduzidos nos 9.º, 6.º e 4.º anos de escolaridade por governos do PSD e PSD/PP. Que haja provas finais no 12º ano, termo da escolaridade obrigatória, aceito. Mas o primeiro-ministro da educação a criar os exames do 9º ano depois de 1974 (antes havia apenas 6 anos de escolaridade obrigatória, é bom lembrar) foi David Justino, no XV Governo (2002-2004). O agora presidente do Conselho Nacional de Educação organiza, por estes dias, um seminário cujo título, para além de inaceitável, lhe fica muito mal: “Chumbar” melhora as aprendizagens? È que “chumbar” é matar!

Depois, veio Nuno Crato e criou os exames em todos os finais de ciclo. Aí, lamentavelmente, poucas vozes se levantaram contra a destruição da escola pública. Com efeito, os exames vieram com um “pacote” de medidas, desde o aumento do número de alunos por turma, a desconfiança crescente contra os professores, os dias escolares esmagados de burocracia, a selecção precoce dos que não atingem uns objectivos chamados “metas curriculares”, uma pedagogia uniforme, sem qualquer espaço para áreas interdisciplinares nem tempo para reflectir e aprender, tudo formatado para que as pessoas não possam ser diferentes e qualquer diferença traga estigma e se transforme em desigualdade. Foi o fim da Educação Para Todos (UNESCO). A direita rejubilou com a sua “escola”. Nem o “eduquês” lhes fez diferença. Cuspir nos outros é sempre mais fácil do que ver-se ao espelho. Se, no mundo da medicina (mero exemplo) há novos conceitos e conhecimentos que devemos aprender, isso não é possível em educação. Aí, o tempo parou. Todos sabem sempre tudo e, como dizia a minha amiga do bairro “fosse eu uma semana para o Ministério da Educação que punha tudo direitinho”. Evoluir e mudar em educação? Impossível. Para a direita a escola deve ser como era nos “bons velhos tempos”. Os filhos dos ricos e instruídos estudam e os outros aprendem o mínimo e uma profissão. Se algum destes mostrar que “merece” melhor, aí estão eles com o seu maravilhoso sentido democrático para os aceitar.

3. Que o fim dos exames do 4.º e 6.º anos tenha sido decidido na urgência, não me parece ideal mas é o tempo possível. Apoio, por isso, o actual ministro. E é curioso que alguns comentadores, de direita e de esquerda, venham dizer que devia haver mais continuidade nas políticas. Quando, há anos, foi elaborada uma proposta de “Pacto Educativo para o futuro”, procurando estabilizar orientações políticas para uma escola pública de qualidade que precisa de tempo para ser construída, a maioria de então no Parlamento respondeu: NÃO. Talvez se devesse voltar, agora, a uma proposta actualizada. Estranho o baixo nível e a ausência de “memória” no que se ouve e se lê. Estranho a desvalorização mediática e social da educação num país que tanto sofreu e sofre com o analfabetismo e com os baixos níveis de literacia.

4. Sou contra os exames desde que estudei, investiguei e conheci os trabalhos internacionais que revelam que os exames são o modo mais pobre de avaliação das aprendizagens, o mais selectivo, o que mais desvaloriza o trabalho dos professores, o que sufoca qualquer inovação na escola, o que faz os alunos correrem atrás do tempo, confundindo memória com inteligência. Aliás, nunca as aprendizagens dependeram de exames mas sim do trabalho feito no dia-a-dia da escola e os países mais avançados sabem-no muito bem. Os exames reforçam o individualismo e a competição. Outros modos de conhecer as aprendizagens foram sendo criados, entre os quais as provas de aferição (seria bom que os comentadores, pelo menos os que são pagos, soubessem do que falam, já que são tão defensores dos “trabalhos de casa”). Ouvir J.M.Tavares dizer um chorrilho de asneiras criticando o facto de os exames terem agora passado para os 2.º, 5.º e 8.º anos é insuportável. Deixei de ver o programa e de o ler e espero não ter sido a única.

5. E assim vai o país. É a raiva da direita contra um governo inesperado. Nem a OCDE e os trabalhos que publicou, no virar de século, sobre a “Escola de Amanhã” dizem a estes personagens que a escola do passado não nos serve.

Há eleições presidenciais daqui a dias, e esta “gritaria” é uma das razões – não a única, evidentemente – por que voto Marisa Matias. Quem nunca se preocupou com as políticas públicas da Educação de Qualidade para Todos não terá o meu voto.

Socióloga, socialista

In Público 20/01/2016

 

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E o Que Responderá Tiago Brandão?

David Justino referiu na Quadratura do Círculo da passada semana que o ideal era suspender este ano qualquer exame ou prova e com debate e ponderação ao longo deste ano lectivo retomar em 2016/2017 o caminho que seja amplamente decidido.
Parece-me mesmo ser esta a melhor solução e quanto mais se conhece as opiniões públicas contra a radicalização na eliminação dos exames do 4º e do 6º anos mais me convenço que seja o melhor a fazer neste ano lectivo.

Ninguém morrerá se durante um ano não houver provas ou exames no ensino básico.

 

Aferição só se faz no final do ciclo e não a meio, defende David Justino

 

 

Presidente do Conselho Nacional de Educação reagiu, no parlamento, ao modelo aprovado pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues.

 

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O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) defendeu nesta terça-feira no parlamento que as mudanças na educação devem acontecer de forma gradual e que só é possível fazer aferição das aprendizagens no final do ciclo, não a meio, como proposto agora pelo Ministério da Educação.

“A natureza dos testes que é proposta é uma natureza de diagnóstico, nem são de aferição, porque eu só posso aferir no final de cada ciclo. Nem todos os miúdos aprendem à mesma velocidade e da mesma maneira. O primeiro ciclo é aquele que dura mais tempo, são quatro anos, precisamente para estabilizar os processos de aprendizagem. Só posso fazer a aferição em torno do padrão quando o padrão estiver estabilizado. E essa estabilização faz-se no final, não se faz a meio. O que se põe aqui é converter testes intermédios em provas de aferição. Só que aferição é feita no final do ciclo, não a meio”, defendeu David Justino, presidente do CNE e ex-ministro da Educação do PSD.

O Ministério da Educação (ME) decidiu aplicar provas de aferição no 2.º, no 5.º e no 8.º ano de escolaridade e manter apenas exames no 9.º ano. Só estes últimos é que contam para a nota final do aluno. O ME justificou a introdução de provas de aferição a meio dos três ciclos de escolaridade do básico com a necessidade de se “poder agir atempadamente sobre as dificuldades detectadas” naquela avaliação.

Numa audição da comissão parlamentar de educação a propósito do parecer do CNE sobre avaliação externa apresentado no início do mês, onde se defendia a manutenção dos exames do 6.º e 9.º ano, David Justino disse que não podia quantificar “o impacto” das alterações anunciadas pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues, por ser algo novo. Já quanto ao tempo em que foi tomada esta decisão — e que foi tornada pública um dia depois de o CNE ter divulgado o seu parecer — David Justino defendeu que “estabilidade não representa deixarmos tudo na mesma, e que se é preciso mudar, muda-se”. “Mas em especial na educação, a mudança deve ser gradual. Isso orientou muito a posição do CNE”, frisou.

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GOP2016: Alunos do ensino básico terão menos carga disciplinar

A redução da carga disciplinar excessiva dos alunos do ensino básico e mais apoios sociais para as crianças carenciadas são algumas das medidas previstas na proposta das Grandes Opções do Plano (GOP) para 2016-2019.

No documento, que o Governo enviou ao Conselho Económico e Social, pode ler-se a intenção de promover “uma maior articulação entre os três ciclos do ensino básico, atenuando os efeitos das transições entre ciclos, através da gestão integrada e revisão dos currículos do ensino básico e da redução da carga disciplinar excessiva dos alunos”.

A Lusa questionou ao final da tarde o Ministério da Educação sobre de que forma seria feita esta redução de carga disciplinar e em que anos letivos, estando ainda a aguardar uma resposta.

A medida foi inicialmente anunciada no programa eleitoral do PS, em maio do ano passado, onde se lia também a proposta de reduzir para metade o insucesso escolar do ensino básico, uma medida que surge agora também na proposta das GOP para o próximo quadriénio.

Assim, o combate ao insucesso escolar e a garantia de 12 anos de escolaridade serão as linhas que deverão orientar o atual Ministério da Educação.

“Para tal combate ao insucesso escolar será desenvolvido um Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, nas suas vertentes de formação contínua, projetos locais de inovação pedagógica e enriquecimento e valorização curricular”, lê-se no documento a que a Lusa teve acesso.

O ME pretende ainda alargar a rede e qualificar a educação de infância, valorizar o ensino secundário e diversificar a sua oferta formativa, melhorar a qualidade dos cursos científico-humanísticos através da criação de Programas de Desenvolvimento do ensino experimental.

O reforço da ação social escolar, a valorização dos profissionais da educação e a modernização dos modelos e instrumentos de aprendizagem são outras das medidas previstas e já anunciadas no programa de governo.

No reforço do pré-escolar, o documento sublinha a universalidade da oferta da educação pré-escolar a todas as crianças dos três aos cinco anos e os programas de acompanhamento e formação dos educadores, articulados com as ações previstas para o 1.º ciclo do ensino básico.

in Diário Digital/Lusa

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Sobre o Limite de Número de Grupos em Concurso

Parece-me extremamente penalizador para os docentes que concorrem ao concurso externo apenas poderem candidatar-se a dois grupos de recrutamento.

Na lista de ordenação ao concurso de contratação do ano lectivo 2015/2016 existiram 2476 que candidataram-se a mais do que dois grupos de recrutamento. Se os docentes investiram na sua formação para alargar os seus horizontes, não vejo porque razão possa haver um limite no número de grupos de recrutamento em concurso.

Aliás, pensar que existe um limite destes é o mesmo que pressupor que o concurso será realizado como nos moldes anteriores, com a apresentação de uma candidatura única, preenchida com as escolas, a duração do horário e o número de horas em concurso.

Como sabem, defendo uma candidatura dinâmica, em que a qualquer altura do ano os candidatos possam acrescentar, retirar ou modificar preferências e que o número de horas para um determinado horário possa ser privilegiado em relação ao grupo de recrutamento que está na candidatura do docente.

O que actualmente existe é que todas as preferências sejam vistas em primeiro lugar num determinado grupo de recrutamento para só depois se passar às preferências do segundo grupo de recrutamento.

 

 

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Aposta Para Hoje

Para 89 milhões.
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Proposta do ME, Diploma de Concursos

O Ministério da Educação enviou aos sindicatos de professores uma proposta para alteração do regime de concursos  que determina o fim da BCE.

Acaba com uns “instrumento” injusto, responsável pelo “imbróglio” em que se tornaram os concursos dos últimos anos.

Principais Alterações:

– Os candidatos ao concurso externo podem ser opositores, no máximo, a dois grupos de recrutamento para os quais possuem qualificação profissional.

– Deixa de haver diferenciação das colocações em TEIP.

– São critérios objetivos de seleção, a seguir obrigatoriamente, para os grupos de recrutamento previstos no Decreto-Lei n.º 27/2006, de 10 de fevereiro e no Decreto–Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro:
a) A graduação profissional nos termos do n.º 1 do artigo 11.º;
b) Para efeitos de desempate é utilizado o previsto no n.º 2 do artigo 12.º.

–  Esgotada a possibilidade de colocação de docentes profissionalizados, pode a escola, a título excecional, selecionar docentes com habilitação própria, seguindo os critérios de seleção identificados no n.º 6, substituindo classificação profissional pela classificação académica acrescida de 0,5 pontos por cada ano escolar completo, arredondada às milésimas, nos termos da subalínea iii), da alínea b), do n.º 1 do artigo 11.º.

(fica aqui a proposta retirada da página do SPN)

Proposta do Ministério da Educação

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O forno lento do Inferno

 

Conhecemo-nos há muitos anos. Desde o tempo em que transportávamos ao colo os sonhos do futuro como se a abóboda celeste pendesse sobre nós. Lançámo-nos ambas na profissão ao mesmo tempo, voando sobre precipícios de realidade que eram meros abismos onde desenhávamos pontes e erguíamos estátuas de inspiração rebelde.

Ser professoras, mais do que um desejo, era a nossa missão.

Desde esses imemoráveis tempos, muita pedra nos fez tombar no caminho. Passaram já 20 anos desde o início de todos esses tempos abismais, ferozes, audazes.

Perdemos grande parte da esperança entre escombros, grande parte da audácia esgotou-se num tempo feito de cedências e espera. Sucumbimos ao desencanto, dispersou-se em nós o desassombro das coisas felizes.

No entanto, não nos perdemos uma da outra, apesar dos silêncios e da distância, a gargalhada firme a estilhaçar medos.

Por isso, o telefonema de hoje deu-me um murro forte no estômago. Andamos nisto há 20 anos, é uma vida, feita de sacrifícios e muita raiva acumulada.

A Carlota agarra-se ao telefone como um náufrago num bote meio vazio.

“O que é que eu faço? O que é que eu faço?”.

Onde andam as soluções quando se fecham todas as portas? Sugiro-lhe que agarre no carro e quebre os quilómetros num ápice, se não a ouvem ao telefone, terão de a ouvir em pessoa.

Afinal, tudo não passou de um engano, um lapso, um descuido extemporâneo, qualquer pessoa vê que não é uma mentira, que não faz sentido continuar a alimentar as chamas do inferno se a Bolsa de contratação está moribunda. Que espécie de colegas temos que insistem na bárbara cegueira, na inflexível surdez?

“Já viste? Porque me enganei no campo que dizia “outras habilitações” – escrevi licenciatura pré-Bolonha” uma espécie de esclarecimento da minha licenciatura e dizem que prestei falsas declarações, não aceitam que foi um estúpido engano, não aceitam…”

O desespero na sua voz é tão palpável que percebo que a cólera é uma pestilenta virose que os outros plantam dentro de nós.

Se for excluída, a Carlota fica impedida de concorrer este ano letivo. Desempregada, sozinha com dois filhos adolescentes. Sem direito a comer o pão que o diabo amassa lá naquele sítio a que concorreu.

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Uma fornalha de malditos que cozem os outros em lume brando.

Deve dar-lhes gozo, erradicar as pessoazinhas que se candidatam lá, para as bandas da Brandoa.

As pessoazinhas que estão dispostas a fazer 90 km diários, quase duas horas de viagem, uma fortuna em portagens, para que lhes seja contado o tempo de serviço.

Deve dar-lhes gozo, deve, apontarem os dedinhos e dizerem que não, que estão excluídos, que não merecem aquele lugarzinho porque foram “desonestos”.

Deve dar-lhes gozo a imbecilidade de serem desumanos e miseramente rudes.

Contudo, o destino tem destas coisas maravilhosas e improváveis. A Carlota ia já a caminho do forno do diabo, quando recebeu o telefonema de outra escola à qual também concorreu noutra Bolsa. Aceitava? Quando é que podia começar? Nem comprovativos de coisa nenhuma, nem nada.

Deu meia volta ao carro e regressou a casa.

Desta vez a providência salvou-lhe 20 anos de não carreira, de não enquadramento em lado nenhum.

Na terra do forno do Demo devem já estar a cozinhar outro acólito, imagino. O gozo que lhes dá, consigo ver bem, por entre as chamas do lume lento, o gozo que lhes dá.

De facto, pode  acabar-se com o monstro nas escolas, mas, às vezes, é impossível matar o monstro que habita certas pessoas…

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O Fim da BCE…

Professores vão ser todos contratados com base na graduação profissional

O Ministério da Educação vai substituir a Bolsa de Contratação de Escola (BCE) pela Reserva de Recrutamento, um concurso que se baseia numa lista nacional de graduação profissional, e que se vai aplicar em todas as escolas.

(clicar na imagem) sic

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Escolas deixam de poder definir critérios para contratar professores

Projecto de diploma apresentado pelo Ministério da Educação põe fim à Bolsa de Contratação de Escola e também à autonomia das escolas na escolha de docentes.

(clicar na imagem) in Publico

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Ministério quer acabar com a contratação de professores pelas escolas

Bolsa de Contratação de Escola vai acabar. Escolas com autonomia e TEIP vão ter de recorrer ao concurso nacional de professores.

(clicar na imagem) in DN by Ana Bela Ferreira

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Comparação de vencimento de janeiro 2015/2016

Nota-se uma pequena alteração na sobretaxa… fica para comparação um recibo de janeiro de 2015, um de dezembro de 2015 e um de janeiro de 2016… cada um que tire as suas conclusões… ficam também dois recibos do subsidio de natal, dezembro de 2015 e janeiro de 2016 para comparação… uma farturinha…

Recibo de vencimento de janeiro de 2015

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Recibo de vencimento de dezembro de 2015

rec.dez 2015

Recibo de vencimento de janeiro de 2016

rec.jan 2016

Recibo do subsidio de natal dezembro 2015

sub.dez 2015

Recibo de subsidio de natal janeiro de 2016

sub. jan 2016

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Procuradores vão seguir famílias para manter alunos na escola

Aqui está a prova que as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens não estão a funcionar como deviam.

As suas funções estão bem definidas, mas, na prática, ficam muito aquém do que seria expectável. A falta de  técnicos é uma das questões que se põe, outra, é a falta de “autoridade” que estas comissões têm para resolver os casos que por ai sagram. O número de processos por técnico é assombroso. É inconcebível que um processo demore, por vezes, mais de um ano a ser “fechado”, a noticia fala em desistência, nem quero ir por ai…

Em muitos casos, o receio dos técnicos, devido a verem sua integridade física ameaçada, é um grande entrave à resolução rápida dos processos. Não é a primeira vez que constato isso, já acompanhei algumas técnicas no campo. A justiça, que a estes casos deveria dar prioridade, não o faz, arrastando-se e não dando a proteção aos “delatores” que deveria. Um professor pensa duas vezes se faz ou não uma denuncia. Muitas vezes, esse ato, é a causa de muitos problemas que passam da vida profissional para a privada muito facilmente.

Na minha opinião, o problema está a ser, mais uma vez, “arredado para canto”. A organização e as competências das CPCJ têm de ser revistas, o que tem de  passar por um aumento da autoridade que elas possam exercer junto dos “responsáveis” pelo poder parental. Assim como contratar técnicos com competências mais diversificadas e já agora profissionalizar as equipas era um boa ideia…

Fica o que “parece” que vai acontecer a partir de agora no link  abaixo…

 

(clicar na imagem) in DN by Filipa Ambrósio de Sousa

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É Absurdo Criar Uma Lei a Abranger a Totalidade de Funcionários

… quando podia ser a própria Justiça a informar os respectivos ministérios ou entidades patronais dos casos confirmados de pedofilia.

 

 

Ministério suspende cinco professores por pedofilia

 

Entre 2010 e 2015, 12 docentes foram expulsos do ensino por abuso sexual de menores

 

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A Inspeção-Geral da Educação está atualmente a investigar cinco professores por suspeita de abusarem sexualmente de alunos menores de 16 anos. De acordo com o Ministério da Educação, os indícios são “fortes” e os docentes foram suspensos até estarem concluídas as averiguações. Só nos últimos cinco anos, outros doze professores foram expulsos do ensino pelo mesmo crime.

 

Estes processos resultaram de denúncias ou suspeitas levantadas nas escolas e participadas à Inspeção-Geral da Educação (que as comunica à polícia), o que não significa que não haja outros docentes atualmente a ser investigados pelas autoridades judiciais, sem que o Ministério tenha conhecimento.

De acordo com Rita Vieira, coordenadora de investigação criminal da Polícia Judiciária (PJ), as denúncias de abuso sexual de menores têm vindo a aumentar de ano para ano e muitos casos envolvem professores e outros profissionais que contactam regularmente com crianças e jovens, como funcionários de escolas, monitores, treinadores ou terapeutas. “Os pedófilos procuram tendencialmente profissões que lhes permitam estar próximos das crianças, uma vez que têm um interesse sexual obsessivo e exclusivo por elas”, explica.

Uma lei publicada em agosto do ano passado reforçou o controlo sobre todos os profissionais que têm um contacto regular com menores. Os condenados por crimes contra a autodeterminação e a liberdade sexual de menores passaram a ficar automaticamente proibidos de exercer esse tipo de profissões por um período entre cinco e 20 anos — até aí, ficava ao critério do juiz aplicar ou não essa pena acessória.
A mesma lei impôs, por outro lado, a obrigatoriedade de os empregadores, públicos ou privados, pedirem anualmente a todos os profissionais que lidem com crianças a apresentação do registo criminal. Antes só tinham de o fazer no momento da contratação.

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Resultado da Sondagem do Blogue Sobre as Presidenciais

Ao fim de um dia e 1.014 votos, os leitores do blogue colocam numa segunda volta os candidatos presidenciais Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa.

Por aqui não há presidente à primeira volta, nem Marcelo Rebelo de Sousa ocupa o primeiro lugar nas preferências dos votantes.

Curiosamente, ou não, o Paulo Morais ocupa o terceiro lugar das preferências dos eleitores.

Fica aqui o gráfico com os resultados.

 

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Resumo da Semana 2 e Antevisão da Semana 3 do 2º Período (CE)

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Processamento de Remunerações 2016

Chamo a especial atenção para o número 6 da Nota Informativa 4/IGeFE/DGRH/2016 que fala no pagamento da caducidade de contrato tal como já tinha referido aqui.

Este documento é datado de 11 de Janeiro.

 

caducidade

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E os Leitores do Blogue nas Presidenciais Vão Votar em…

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“Animação, hoje é sexta!” (clássicos de Walt Disney)

Viva, hoje é sexta e para a rubrica habitual de animação neste dia, como prometido na passada semana, deixo-vos alguns dos clássicos de(da) Walt Disney! É sempre bom recordar… rever… ou ver pela primeira vez, até porque muitas destas animações têm mais de 50, 60 e até 70 anos…

Votos de bom fim de semana e até à próxima sexta!

Por esta ordem: The Skeleton DancePlane CrazySteamboat WillieThe Karnival KidThe Haunted HouseThe Gorilla Mystery; e Mickey Plays Papa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Uma História (quase verdadeira) de Bárbara Wong

Exames para avaliar professores?

 

Dizia-me um director que desde que havia exames no 4.º ano que as colegas do 1.º ciclo andavam “na linha” porque tinham um controlo no final do ano. Antigamente, os profissionais do 1.º ciclo queixavam-se do isolamento; agora, queixam-se de muito trabalho e muitas reuniões, ouvi a vários professores deste nível de ensino. O director dizia-me que se acabassem os exames do 4.º ano, ele teria de “inventar” qualquer coisa para continuar a “controlar” as colegas (as aspas existem para mostrar que estas são palavras suas e não minhas). A invenção seria uma prova interna semelhante ao exame. Não sei se já a anunciou no agrupamento.

 

O resto da análise continua aqui.

 

Apenas discordo que os resultados das provas de aferição do 2º ano sejam divulgados publicamente.

Como se sabe, não existem retenções no 1º ano e no fim deste ano de escolaridade muitos dos alunos que as vão realizar nunca conseguirão ter níveis positivos nas áreas a aferir porque em muitos casos passaram o 2º ano a repetir o programa do 1º ano.

Tornar estes dados públicos apenas será para criar uma imagem negativa dos professores e da escola e não na dificuldade dos alunos em acompanhar o programa de 2º ano.

Quanto aos restantes anos onde existem provas de aferição não me preocupa minimamente que sejam divulgados de forma pública.

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A Solução

http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2016-01-13-E-se-pudesse-aprender-linguas-atraves-de-um-comprimido-

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Por Vila do Conde

Realiza-se hoje a tradicional Feira Grande de Janeiro com a venda de colheres de pau, enfeitadas e decoradas pelos alunos das escolas do concelho de Vila do Conde.

 

… diz a história que rapazes e raparigas divertiam-se trocando versos de amor ou piropos escritos em colheres de pau, que ofereciam à pessoa amada.

No entanto, hoje, são proibidos os piropos.

 

 

Feira Grande de Janeiro

 

 

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Quem Não se Sente Não é Filho de Boa Gente

Ódios Atávicos | O Meu Quintal

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Aposta Para Hoje

… para 81 milhões de trocos.

 

 

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Uma Grande Perda na Informação Sobre Educação

Graça Barbosa Ribeiro, que oficialmente deixa hoje o Jornal Público.

Foram alguns anos de contactos vários e de aprendizagem mútua que serão mantidas por vias diferentes.

Obrigado por tudo o que nos deu ao longo dos últimos anos.

Voltará à Educação, eu sei que sim!

 

publico

 

 

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Projeto de Resolução 85/XIII (BE) – Pelo Cumprimento da Diretiva 1999/70/CE da Comissão Europeia, Relativa ao Vínculo na Carreira Docente

Como sabem, há uns anos atrás esta directiva foi amplamente tratada aqui no blogue, conjuntamente com o autor da petição que obrigava o estado português a cumprir essa directiva, e que se tornou num grande impulso para a constituição da Associação Nacional dos Professores Contratados e para a pressão das vinculações extraordinárias que foram feitas na era de Nuno Crato.

De forma errada, porque esta vinculação trouxe enormes erros e ultrapassagens já descritos pelos tribunais e que fiz referência aqui.

Sei que decorrem processos em tribunal para a vinculação de todos os docentes que cumpriram pelo menos 3 contratos sucessivos desde 2001, ano em que devia ter sido aplicada esta directiva no Estado Português.

Veremos se há vontade que esta decisão seja feita pelo parlamento ou se terão de ser novamente os tribunais a reporem a justiça.

Mais uma vez a informação disponibilizada no blogue vai servindo para ser trabalhada pelos grupos parlamentares.

Clicar na imagem para ver o Projecto de Resolução do BE.

 

 

BE

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“Não gostavam do Crato? Ora tomem lá o Tiago”

São opiniões… cada um tem a sua. Qual será a dos professores? Será que interessa? Alguém já perguntou, ao “simples professor”, a sua opinião sobre as politicas educativas, deste e de outros governos? Não são os professores  parte interessada?

 

Não está em causa apenas uma escola mais facilitista ou reverter medidas de Nuno Crato. O novo modelo de avaliação é muito pior do que isso, é o regresso ao ministério dos professores, não da Educação.

Na terça feira, aquando da conferência de imprensa, o ministro não referiu que estaria ao lado dos alunos?

 

O ministro tinha de se explicar. O ministro explicou-se. E é caso para dizer: era melhor que não o tivesse feito. Porque agora não restam dúvidas: aquilo que pomposamente foi designado de novo “Modelo integrado de avaliação externa das aprendizagens no Ensino Básico” corresponde à destruição de um sistema que, passo a passo, vinha a ser construído desde o ano 2000, de governo em governo e mesmo quando mudavam as maiorias. De todo o edifício sobrará apenas um pilar: os exames nacionais no 9º ano, aqueles que seria demasiado escandaloso eliminar face ao legado histórico do próprio Partido Socialista. Do resto não restará pedra sobre pedra.

 

De que lado estarão os professores? pergunto eu…

 

O tema abordado, hoje, no Observador por José Manuel Fernandes, promete encher páginas e páginas durante os próximos tempos… e eu, gostaria de lhe perguntar se, na prática, faz ideia do que é o Ensino Básico e Secundário… ou se só conhece o Ensino Superior…

 

Fica aqui o texto… (clicar na imagem)

 

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Ministro de “mãos atadas”…

Mesmo sendo ministro, não se consegue desfazer o que os diretores sob a nossa alçada fazem… pelo menos de imediato… esperemos que não se fique por aí, certas impunidades têm de acabar.

 

Os delegados regionais de Educação do Centro, Algarve e Alentejo – cujas colocações estiveram na origem do afastamento do diretor-geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), José Alberto Moreira Duarte – não se demitiram dos respetivos cargos nem podem para já ser afastados, confirmou ao DN o gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues.

“É de bradar aos céus que ele, tendo sido o presidente do júri de um concurso que está mais do que provado que tinha irregularidades, tenha resolvido renomear em regime de substituição os mesmos delegados que eventualmente foram favorecidos”

 

Ministro não pode afastar diretores colocados por concurso irregular

In DN by Pedro Sousa Tavares

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