Exames para avaliar professores?
Dizia-me um director que desde que havia exames no 4.º ano que as colegas do 1.º ciclo andavam “na linha” porque tinham um controlo no final do ano. Antigamente, os profissionais do 1.º ciclo queixavam-se do isolamento; agora, queixam-se de muito trabalho e muitas reuniões, ouvi a vários professores deste nível de ensino. O director dizia-me que se acabassem os exames do 4.º ano, ele teria de “inventar” qualquer coisa para continuar a “controlar” as colegas (as aspas existem para mostrar que estas são palavras suas e não minhas). A invenção seria uma prova interna semelhante ao exame. Não sei se já a anunciou no agrupamento.
O resto da análise continua aqui.
Apenas discordo que os resultados das provas de aferição do 2º ano sejam divulgados publicamente.
Como se sabe, não existem retenções no 1º ano e no fim deste ano de escolaridade muitos dos alunos que as vão realizar nunca conseguirão ter níveis positivos nas áreas a aferir porque em muitos casos passaram o 2º ano a repetir o programa do 1º ano.
Tornar estes dados públicos apenas será para criar uma imagem negativa dos professores e da escola e não na dificuldade dos alunos em acompanhar o programa de 2º ano.
Quanto aos restantes anos onde existem provas de aferição não me preocupa minimamente que sejam divulgados de forma pública.




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Muito medo tem os senhores professores de darem conta do seu trabalho.Os exames traumatizam os alunos.As provas de aferição traumatizam os alunos.O rankings das escolas são traumatizantes.
Porém os verdadeiros traumatizados são os professores, porque assim tem de justificar o ordenado que ganham.O bom professor é quem faz o aluno aprender e não os projetos e reprojetos para planos anuais de atividades de certas escolas, que há alguns anos atrás eram autênticas coletividades de recreio.Não para ensinarem pela via lúdica, mas para os senhores professores fingirem que trabalhavam.
Coitadinhos dos professores traumatizados por term de prestar contas dos seus devaneios.
Olhe que não!
https://oduilio.wordpress.com/2016/01/17/pdi-ou-tempo-a-mais-na-escola/#respond
https://oduilio.wordpress.com/2016/01/17/pdi-ou-tempo-a-mais-na-escola/#respond
Um sistema que precisa de exames e mais exames porque desconfia de si próprio, das suas escolas, dos seus professores, do que sabem os seus alunos, é um sistema doente.
Tratem-se portanto os males sistémicos em vez de atirar para cima dos alunos com exames que, em qualquer parte do mundo, se consideram desajustados.
https://escolapt.wordpress.com/2016/01/15/exames-aos-alunos-professores-na-linha/
Não vou entrar na discussão em defesa ou contra os exames, provas de aferição, etc.
Centro-me na na grave afirmação do (hipotético) diretor:
“Dizia-me um diretor que desde que havia exames no 4.º ano que as
colegas do 1.º ciclo andavam “na linha” porque tinham um controlo no
final do ano.”
Aqui está o exemplo típico de um diretor com uma visão parcial e redutora de educação.
Assim os prof. do 1ºCEB têm que estar na linha…
Quantos aos outros, dos restantes ciclos que lecionam disciplinas sem exame, com tanta responsabilidade na educação como qualquer outro…esses não precisam de estar na linha! Basta pensar na carga horária das disciplinas não submetidas a qualquer controlo superior, em valor absoluto, às restantes!
Ah!…Esqueci-me que o que conta é o Português e a Matemática!
Então…Elimine-se do currículo todas as outras inúteis disciplinas, sem exame, com professores que “não estão na linha” e recebem como os outros…ou exames em todas as disciplinas para “alinhar” todos os professores.
Lamento a existência destes diretores desalinhados!
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