Os resultados do estudo apresentam uma grande discrepância entre os países europeus…
Portugal faz parte do grupo em que a percentagem de alunos, que até aos 15 anos “chumbaram” pelo menos uma vez, é bastante elevada.
Será que vão fazer outro estudo sobre as causas, ou vão atuar com base em especulações?
Como se pode combater uma “doença” sem se saber as causas?
Se a causa é a situação económica das famílias, como poderá atuar a escola para combater este tipo de insucesso?
Se o estatuto económico causa deficit cultural ao nível familiar, como poderá a escola influenciar uma “aculturação”?
Qual o papel da escola na sociedade portuguesa? Não será essa a pergunta a fazer?
Como poderá a escola olhar para estes números, sem apontar o dedo a consecutivas politicas destruidoras, desestabilizações e constantes alterações?… (é que num sistema se “muda” só por “mudar” e porque se acha que “sim”, a evolução é difícil)
Como poderemos olhar para estes números sem antes olharmos para o passado?
Como poderemos olhar para estes números sem olharmos para a sociedade portuguesa?
Como poderemos olhar para estes números sem olhar para as consequências? E não estou a falar de consequências financeiras, mas sociais.
Não. Não faço aquela pergunta, de como combater o insucesso. Essa pergunta só deverá ser feita no limite do desespero. Mas, neste país a cultura do desespero é uma forma de ganhar a vida…
Pergunta final (por agora):
Como posso comparar resultados escolares de sociedades tão distintas entre si, sem pensar que é a própria sociedade que tem de “mudar”?
Temos um problema, mas a solução tarda em aparecer nas mentes destes “estudiosos”…
(clicar na imagem para ver os resultados do estudo “aqueduto”)
