Como sabem, há uns anos atrás esta directiva foi amplamente tratada aqui no blogue, conjuntamente com o autor da petição que obrigava o estado português a cumprir essa directiva, e que se tornou num grande impulso para a constituição da Associação Nacional dos Professores Contratados e para a pressão das vinculações extraordinárias que foram feitas na era de Nuno Crato.
De forma errada, porque esta vinculação trouxe enormes erros e ultrapassagens já descritos pelos tribunais e que fiz referência aqui.
Sei que decorrem processos em tribunal para a vinculação de todos os docentes que cumpriram pelo menos 3 contratos sucessivos desde 2001, ano em que devia ter sido aplicada esta directiva no Estado Português.
Veremos se há vontade que esta decisão seja feita pelo parlamento ou se terão de ser novamente os tribunais a reporem a justiça.
Mais uma vez a informação disponibilizada no blogue vai servindo para ser trabalhada pelos grupos parlamentares.
Clicar na imagem para ver o Projecto de Resolução do BE.




8 comentários
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Aplicar estas diretivas sem ter em conta o ultimo ano vai originar colocações em grupos que hoje já não tem horários. Depois há que não esquecer que após a vinculação ninguém mais concorre ao país todo como antes da mesma (mas apenas à área em que vincula ou outra que lhe interessa), o que depois também cria problemas ao próprio mec.
O ideal é manter os colegas contratados toda a vida. Esses colegas ficam vinculados a um QZP. E são obrigados a concorrer a todas as escolas do mesmo.
Seria bom lembrar que quem vinculou nos últimos anos não beneficiou de coisa nenhuma e ficou longe de casa, haverá compensação aos docentes de quadro prejudicados? E já agora, vincular para que se não há carreira docente em Portugal, entrei para os quadros em 2003, subi para o quarto escalão nesse ano e desde essa altura nunca mais houve progressão. 12 anos sem progredir apesar de ter as condições que foram sendo exigidas para tal pelos sucessivos governos que vão e voltam. E os sindicatos, servem-nos para …? As ajudas de custo que apresentam cobrem a inexistência da carreira docente e o pacto dos concursos extraordinários que fizeram com o MEC destruiu os sacrificios que alguns tinham feito para, pelo menos, terem estabilidade na aproximação à residência e na colocação nos concursos.
Esqueci-me de dizer que o quarto escalão de 2003 é o atual primeiro, ou seja ganho o mesmo do que estando a contrato com 22h, mais longe de casa e tive milhares de docentes do externo-extraordinário e do ensino privado a concorrerem à minha frente para vagas exclusivas a esse concurso e vedadas ilegalmente aos quadros.
Tudo isto com a conivência dos sindicatos.
…o «outro» era um embossado sem respeito algum até por ele próprio!
Mas afinal o que são as necessidades permanentes do sistema??? Essas parecem-me que nunca foram realmente apuradas para nenhum concurso! Há professores do quadro destacados, requisitados, diretores, etc há imenso tempo cujos horários são atribuídos aos contratados. Antes de qualquer vinculação era bom que se apurassem as reais necessidades da escola pública de hoje em dia, e que os quadros atuais fossem ajustados, para posteriormente vincular novos docentes contando apenas o tempo de serviço no público.
Isso é tudo muito bonito, o de vincular agora toda a gente! E os professores do quadro que esperam também por vagas que nunca abrem para poderem mudar de zona?Se as vagas reais fossem sendo declaradas desde a diretiva, tudo poderia estar mais equilibrado.Agora as vagas são vedadas aos que estão no quadro há muito e não conseguem aproximação.